InformaçÃo de identificadores geográficos retirados de narrativas dos municípios de altamira, cametá e castanha



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INFORMAÇÃO DE IDENTIFICADORES GEOGRÁFICOS RETIRADOS DE NARRATIVAS DOS MUNICÍPIOS DE ALTAMIRA, CAMETÁ E CASTANHAL.1
Bruno Pereira dos Santos2

Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira3

(Universidade Federal do Pará)
Resumo

Os identificadores geográficos, também conhecidos como topônimos, são nomes próprios que designam acidentes geográficos físicos e humanos. Eles são apresentados de várias formas podendo ser encontrados em qualquer lugar ou em qualquer região, desde que identifique o local no qual foi empregado. Devido a este aspecto, o objetivo deste trabalho é conhecer e definir os identificadores geográficos que aparecem nas narrativas recolhidas nos municípios de Altamira, Cametá e Castanhal pelo projeto IFINOPAP, com o intuito de facilitar a classificação e recuperação da informação. Essas narrativas orais que foram recolhidas nessas áreas, trazem em seu contexto a cultura e o imaginário popular de cada um desses municípios. A metodologia do trabalho consistiu-se do entendimento teórico acerca da toponímia e do levantamento dos topônimos nas narrativas das três áreas da Amazônia paraense. Nesse levantamento foram encontrados 264 identificadores geográficos nas narrativas dos três municípios, observando que, nesse primeiro resultado, haviam topônimos repetidos e presentes nas três narrativas. Isso foi importante para que o identificador geográfico fosse registrado e definido apenas uma única vez, ficando assim, documentado o número de vezes que o identificador foi repetido em cada narrativa. Como resultado, temos 119 identificadores, dos quais, apenas 80 foram definidos, correspondendo a 67% do total de topônimos que seriam definidos. Outro resultado encontrado na pesquisa está relacionado com as categorias espaciais que cada identificador possui. As categorias encontradas foram: avenida, baía, estado, ilha, município, praça, rio e rua, ficando com 56% as denominações dadas aos identificadores de municípios e 21% aos identificadores de rios como categorias de maiores percentuais. Como conclusão é possível dizer que os topônimos incluídos nas narrativas, contribuíram para recuperação da informação no sentido de organizar os identificadores de forma a conhecer melhor a origem dos nomes dados a determinados lugares, representando, assim, alguns aspectos como parte da cultura amazônica.


Palavras-chave: Identificadores Geográficos. Narrativas orais. Amazônia Paraense. Topônimos.

Abstract

Geographical identifiers, also known as place names, proper names designating human and physical landforms. They are presented in various ways and can be found anywhere or in any region, provided that identify the location in which it was employed. Due to this aspect, the goal of this work is known and to define the geographic identifiers that appear in narratives collected in the municipalities of Altamira, Cameta and Castanhal by project IFINOPAP, with a view to facilitating classification and retrieval of information. These oral narratives were collected in these areas, bring in their context culture and popular imagination of each of these municipalities. The methodology of work consisted of theoretical understanding about toponymy and the lifting of the toponyms in the narratives of the three areas of the Amazon paraense. In this survey geographic identifiers were found 264 in narratives of three municipalities, noting that, in this first result, had repeated place names and present in the three narratives. It was important that the geographic identifier was registered and set only once, thus, documented the number of times that the handle was repeated in each narrative. As a result, we have 119 identifiers, of which only 80 were defined, accounting for 67% of the total number of toponyms that would be defined. Another result found in the research is related to the spatial categories that each handle has. The categories found were: Avenue, Bay, island State, municipality, town square, rio and street, staying with 56% of the designations given to identifiers of municipalities, and 21% to identifiers of rivers as percentage larger categories. As a conclusion it is possible to say that the place names included in the narratives, contributed to the recovery of information in order to organize the identifiers in order to better know the origin of the names given to certain posts, representing, so some aspects as part of the Amazonian culture.


Key-words: Geographic Identifiers. Oral narratives. Paraense Amazon . Toponyms.



INTRODUÇÃO
Na medida em que o homem começou a conhecer o ambiente à sua volta, teve a necessidade de construir relações com o espaço e com os indivíduos nele presente, fazendo parte dos primeiros aprendizados culturais.

Essas relações são vistas como o início de uma troca de valores que permite ao homem transmitir e receber informações culturais. Essas informações surgem por meio da memória, língua, escrita e também do espaço, pois nele está contido a herança cultural das gerações passadas.

É nesse contexto que a cultura passou a ser associada a um processo mais amplo, deixando para trás a ideia de cultivo para abranger, em sua concepção, a arte, religião, as práticas e valores de cada povo.

A heterogeneidade é uma das principais características da cultura, sendo visivelmente notada na cultura popular, visto que, a mesma apresenta inúmeras formas de expressões populares como à dança, música, literatura e o folclore, que segundo Catenacci (2001, p. 12).

Identificava o saber tradicional preservado pela transmissão oral entre os camponeses e substituía outros que eram utilizados com o mesmo objetivo.
A cultura popular paraense é repleta de lendas e mitos que recheiam o imaginário popular através dos botos, matintaperera e cobra-grande. São inúmeras as histórias que contém esses seres e outros, contadas por habitantes do interior e são reunidas em coletâneas, fazendo parte do Projeto IFNOPAP – O Imaginário nas Formas narrativas orais populares da Amazônia paraense.

O IFNOPAP tem por objetivo reunir essas histórias populares (narrativas) que caracterizam a cultura de cada município do Estado do Pará. Foi baseado na reunião dessas narrativas que surgiu o plano de trabalho: Identificadores de Área Geográfica da Amazônia Paraense. Por meio dessas narrativas são feitas as leituras para a identificação, localização e definição tanto dos lugares nos quais as narrativas aconteceram como de outros tipos de topônimos.

Os identificadores geográficos expressam de forma indireta a cultura do espaço no qual estão inseridos. É através do batismo que a toponímia proporciona ao homem, formas de se orientar e reconhecer o espaço de maneira a preservar as características histórico-culturais de um determinado lugar. Segundo Claval (1999) reconhecer um espaço seria memorizar de maneira concreta imagens, sons e às vezes odores, que permitam sabermos se já estivemos em tal local. Para o mesmo autor orientar-se consiste em situar os lugares em um meio mais amplo e mais abstrato.

A toponímia é um traço da cultura e também uma herança preciosa da cultura das gerações passadas, o ato de batizar um lugar não é feito somente para ajudar os homens a se referenciarem, trata-se de uma verdadeira tomada de pose do espaço, sendo simbólica ou real, além de conservar a memória do lugar que foi descoberto, acontece também dos nomes mudarem radicalmente, devido a instauração de um novo poder, de invasões como no caso do processo de colonização no Brasil ou de modismo. É por isso que o papel da toponímia é encontrar o sentido original dos nomes dos lugares sem esquecer sua história, pois nomear os lugares é impregná-los de cultura e poder.



TOPONÍMIA
O aparecimento da Toponímia como uma disciplina sistematizada ocorreu na França por volta de 1878, quando Auguste Longnon introduziu os seus estudos de forma regular na Éscole Pratique des Hauste-Études e no Colégio da França. Em 1912, com o curso já ministrado, seus alunos publicaram uma obra intitulada Les noms de lieu de la France, considerada um clássico para o conhecimento da nomenclatura dos lugares habitados.

Uma década depois da publicação de Les noms de lieu de la France, Albert Dauzat retoma os estudos onomásticos interrompidos por causa da morte de Auguste Longnon e funda a Révue des Études Anciennes, onde publica a Chronique de Toponymie, que são crônicas toponímicas e, junto com isso publica uma bibliografia crítica, região por região de todas as fontes e trabalhos já publicados. A partir dessa iniciativa a toponímia foi ganhando expressão global.

No Brasil, os estudos toponímicos levantados por Levy Cardoso expõem o caráter histórico e preferencial voltados para os topônimos indígenas. Assim como Levy Cardoso, outro expoente da toponímia nacional é Theodoro Sampaio, que contribuiu com a obra O Tupi na geografia nacional, considerada um clássico para a lexicologia nacional. Essa obra é um marco devido apresentar estudos consistentes na análise de todos os vocábulos e pela profundeza do conhecimento da língua Tupi.

Carlos Drumond, por sua vez, se destaca nessa área de estudo com a obra Contribuição do Bororo à toponímia brasílica. Nesse momento a toponímia ainda era vista como objeto de curiosidade, sem métodos apropriados, destacando-se por apresentar em sua pesquisa os nomes de origem Tupi.

A partir da iniciativa desses pesquisadores a toponímia brasileira começa a torna-se uma disciplina científica com estrutura curricular oficial e integrada as Faculdades de letras.

Nomear os lugares sempre foi uma atividade exercida pelo homem desde os tempos mais remotos, essa denominação que o homem faz sobre o espaço natural e artificial segundo Aguilera (1999) não é feita de forma aleatória, mas por uma impressão sensorial e/ou sentimental.

A Toponímia segundo Sousa (2007) é um dos ramos da onomástica que trata do estudo dos nomes próprios que designam lugares, no qual podem constituir acidentes geográficos físicos e humanos, ou seja, a toponímia estuda a estrutura e a formação dos nomes designados a identificarem os lugares, motivados pelo homem ou natureza. Além de possuir uma função identificadora, a Toponímia assume valores que transcendem essa função, possibilitando a recuperação de características sócio-histórico-cultural que motivaram o denominador a empregar o nome em um determinado espaço geográfico.

Os nomes usados para identificar os acidentes geográficos são denominados de topônimos. Esses itens lexicais juntos com o próprio processo de nomeação constituem o objeto de investigação da Toponímia. Por essa razão, Dick (1987, p. 13) afirma que os topônimos


Ao designar, tradicionalmente, o nome próprio de lugar, o topônimo, em sua formalização na nomenclatura onomástica, liga-se ao acidente geográfico que identifica, com ele constituindo um conjunto ou uma relação binômica, que se pode seccionar para melhor se distinguirem os seus termos formados.
Dessa relação binômica, observamos dois elementos básicos: um que se convencionou denominar termo ou elemento genérico (categorias espaciais), relativo à entidade geográfica que irá receber a denominação e o outro, o elemento ou termo específico (o topônimo propriamente dito), que irá particularizar a noção espacial.

MÉTODOS E TÉCNICAS
O trabalho foi dividido em duas etapas. A primeira parte consistiu em uma pesquisa referencial teórica, ou seja, foi realizado um levantamento bibliográfico em fontes tal como: artigos de periódicos e livros que contivessem informações sobre os topônimos, e ainda nessa etapa foi feita a leitura desses textos para a construção de uma compreensão acerca da toponímia. Nessa pesquisa foram encontrados alguns autores que são referenciais no tema como: Dick (1990), Andrade (2007) e Lima (2009).

Posteriormente na segunda etapa do trabalho, considerada a parte prática, foi feito o levantamento dos identificadores geográficos, primeiro nas narrativas de Altamira e Cametá e, por conseguinte na narrativa de Castanhal. Depois de identificados e retirados os topônimos das narrativas, foram definidos em uma ficha (ver quadro 1), para serem armazenadas, posteriormente, na base de dados denominada CATES.




CATEGORIA ESPACIAL:

TOPÔNIMO:

CLASSIFICAÇÃO TOPOMÍNICA:

NARRATIVA:

CONTEXTO DA NARRATIVA:

FONTE DO CONTEXTO:

DEFINIÇÃO:

FONTE DA DEFIFNIÇÃO:

Quadro 1 – Modelo de Ficha CATES.

Fonte: Pesquisa RESNAPAP, 2011.


ANÁLISE E RESULTADOS
É indiscutível que um dos primeiros resultados significativo desta pesquisa foi a ampliação e descoberta do conhecimento acerca da toponímia e dos identificadores geográficos. Segundo Souza (2007) a toponímia é um imenso grupo lingo-cultural, onde cada dado das ciências se relacionam necessariamente e, não, exclusivamente, auxiliando assim na compreensão dos topônimos.

As áreas geográficas envolvidas na pesquisa tiveram resultados diferentes, devido cada um dos três municípios apresentarem números diferenciados de narrativas. Este resultado está relacionado com a quantidade de identificadores encontrados, haja vista, que quanto maior o número de narrativas maior é a chance de encontrarmos os topônimos.

A seguir o gráfico 1 irá mostrar o número de identificadores geográficos encontrados de acordo com a quantidade de narrativas de cada município.



Gráfico 1 – Quantidade de topônimos por narrativas.

Fonte: Pesquisa RESNAPAP, 2011.




Essa é uma amostra do total de número de topônimos encontrados nas narrativas de Altamira, Cametá e Castanhal (ver gráfico 2) que somados são 264. Nesse primeiro levantamento não foram separados os topônimos repetidos dos não repetidos e, ainda foram encontrados 79 identificadores geográficos que não faziam parte da região da pesquisa, por isso receberam o nome de topônimos de outras áreas.


Gráfico 2 – Distribuição dos topônimos pesquisados.

Fonte: Pesquisa RESNAPAP, 2011.




Desses 264 identificadores geográficos encontrados correspondentes a amostra total de topônimos, 119 foram retirados para serem definidos conforme mostra o gráfico 3.

Gráfico 3 – Topônimos definidos.

Fonte: Pesquisa RESNAPAP, 2011.




A definição dos identificadores geográficos exclui a repetição de vários identificadores com o mesmo nome, restando somente um topônimo para tal propósito, por isso apenas 119 foram retirados para a definição que corresponde a 45% do total pesquisado. Porém, devido a fatores como a impossibilidade de coletar informações nos três municípios e fontes confiáveis que pudessem solidificar a definição, nem todos foram definidos, apenas 80 tiveram fichas CATES completas.

Dos 80 identificadores geográficos definidos de acordo com o modelo de fichas CATES, 51 correspondem a Castanhal, 17 a Altamira e 12 ficando com Cametá. O gráfico 4 mostra a divisão dos topônimos definidos em porcentagem e Castanhal ficando com o maior percentual.




Gráfico 4 – Distribuição dos topônimos definidos por município.

Fonte: Pesquisa RESNAPAP, 2011.




Assim como os topônimos as categorias espaciais se apresentam de formas variadas podendo ser encontrados em qualquer lugar ou em qualquer região, desde que acompanhe o topônimo. Por esse motivo identificamos para fins metodológicos como, identificadores de lugares e identificadores de acidente geográfico, onde:

- os identificadores de lugares referem-se aos pontos geográficos criados ou utilizados pelo homem para a sua satisfação e necessidade de trabalho, habitação, lazer, locomoção etc., como por exemplo, bairros, municípios, praças, vilas etc.

- já os identificadores de acidente geográfico referem-se aos pontos geográficos naturais, como por exemplo, rios, baías, ilhas, igarapés, lagoas, praias etc.

Esses dois grupos de identificadores de áreas geográficas podem ser divididos dando origem a mais uma subdivisão, tornando-os mais específicos. Essa subdivisão está relacionada com as categorias espaciais presentes em cada topônimo, como por exemplo: Rio, que segundo HOUAISS (2001, p. 2460) significa “curso de água natural, mais ou menos torrencial, que corre de uma parte mais elevada para uma mais baixa e que deságua em outro rio, no mar ou num lago”. Exemplo: Rio Pará, encontrado na narrativa de Cametá.

Dessa forma outro resultado encontrado na pesquisa está relacionado com as categorias espaciais que cada identificador possui. As categorias encontradas foram: avenida, baía, estado, ilha, município, praça, rio e rua, totalizando 76 e ficando com 59% as denominações dadas aos identificadores de municípios e 23% aos identificadores de rios sendo categorias de maiores percentuais conforme o gráfico 5.



Gráfico 5 – Categorias espaciais.

Fonte: Pesquisa RESNAPAP, 2011.





CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao observar um determinado espaço geográfico, percebemos que há aspectos físicos e culturais, ou seja, aspectos relacionados à geografia física e a geografia cultural, aonde nesse segundo aspecto são intensificadas as relações sócio espacial e, também as relações culturais, uma vez que, lendas, festas, jogos, costumes, fazem parte da realidade social presente na história de uma sociedade.

Dentro do estudo da geografia cultural, podemos encontrar a toponímia como sendo a compreensão dos nomes de lugares, considerando os aspectos do surgimento da identidade e da significação dos nomes.

Diante dos dados pesquisados, concluímos que os topônimos são identificadores de área geográfica, podendo ser nomeados através de acidentes geográficos físicos e humanos, tornando mais acessível ao entendimento da recuperação da informação referente à área.

Conhecer a origem dos nomes dados aos Topônimos da área da Amazônia paraense é importante no que diz respeito ao conhecimento adquirido sobre a sua significação, pois, esses identificadores geográficos contribuíram não apenas para a realização desta pesquisa, mas possibilitaram a descoberta da cultura da área estudada.



REFERÊNCIA


AGUILERA, Vanderci de Andrade. Taxionomia de topônimos: problemas sem solução? Signum: estudos linguísticos, Londrina, n. 2, p. 125-137, out. 1999.

CLAVAL, Paul. A Geografia cultural. Florianópolis: Editora UFSC, 1999.

CATENACCI, Vivian. Cultura popular: entre a tradição e a transformação. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, vol.15, n. 2, abr./jun. 2001.


DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Toponímia e Antroponímia no Brasil: coletânea de estudo. São Paulo: [s.n.], 1987.
HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.
SOUSA, Alexandre Melo de. A Toponímia da Amazônia Ocidental brasileira e as marcas da cultura nordestina. Recanto das Letras, 2007. Disponível em: <http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/771164>. Acessado em: 05 out. 2010.

Parecer do Orientador
BRUNO PEREIRA DOS SANTOS é aluno do curso de Biblioteconomia da UFPA e bolsista PIBIC/FAPESPA. Esse bolsista desempenhou suas atividades com dedicação, procurando compreender a importância da iniciação científica para a sua formação acadêmica.

Quanto ao assunto trabalhado no seu plano foi um tema novo que o projeto RESNAPAP vem atuando em sua nova versão. Com isso foi vista uma compreensão melhor sobre os identificadores geográficos a serem empregados na listagem que vai auxiliar o tesauro a ser construído pelo projeto.


Belém, 05 de agosto de 2011

Maria Odaisa Espinheiro de Olveira

Orientadora



1 Trabalho desenvolvido com apoio PIBIC/FAPESPA.

2 Graduando do curso de Biblioteconomia da Universidade do Pará. Bolsista PIBIC/FAPESPA. E-mail: bruno.santos@icsa.ufpa.br.

3 Docente da Faculdade de Biblioteconomia do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Pará. E-mail: odaisa@ufpa.br.



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