Inglesa, Literatura



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Literatura Inglesa

Inglesa, Literatura, literatura produzida na Inglaterra desde o século V, após a introdução do antigo inglês pelos anglo-saxões, até hoje. Também se considera parte da literatura inglesa a obra de escritores irlandeses e escoceses identificados com a vida e as letras inglesas.

ANTIGO INGLÊS OU ERA ANGLO-SAXÃ

Este período se estende, aproximadamente, de 450 até 1066, ano da conquista normanda da Inglaterra. As tribos germânicas, que invadiram a Inglaterra no século V, trouxeram o antigo inglês ou língua anglo-saxã, base do inglês moderno (ver Língua inglesa), além de uma tradição poética específica, cujas características formais continuaram a ser praticadas até a derrota germânica diante dos invasores franco-normandos, seis séculos mais tarde.

A maior parte da poesia em antigo inglês foi escrita para ser cantada por um trovador, com acompanhamento de harpa. Outra característica é a aliteração estrutural ou uso de sílabas com sons similares. Estas qualidades aparecem no poema épico Beowulf, escrito no século VIII.

A lenda e a história sagrada se preservaram nos poemas de Caedmon (um homem humilde do final do século VII), nas obras do historiador e teólogo Beda, o Venerável — que afirmava ter recebido seu dom poético de Deus — e na linguagem trabalhada de Cynewulf e sua escola. Os poetas anglo-saxões produziram poemas líricos leves desprovidos de doutrina cristã e evocadores da rudeza e tristeza da condição humana.

No antigo inglês, a prosa é representada por um grande número de obras religiosas, entre as quais se destacam diversas traduções das obras latinas de Beda, o Venerável, e de Boécio.

O período médio, 1066 a 1485, caracteriza-se pela grande influência da literatura francesa nas formas e temas. Entre os poemas escritos, seguindo ainda as formas do antigo inglês, destacam-se Piers o lavrador de William Langland, La perla (c. 1370)e Sir Gawain e o cavaleiro verde (c. 1380), supostamente escritos pelo mesmo autor. A influência francesa se faz sentir na obra de Chaucer, autor dos Contos de Canterbury que, por sua vez, influenciou alguns poetas do século XV como Thomas Malory.



O RENASCIMENTO

 
Entre as contribuições inglesas ao Renascimento está a obra de Thomas More. À exceção de John Skelton e mais dois grandes inovadores da poesia renascentista do último quarto do século XVI — Philip Sidney que inaugurou a moda do soneto e Edmund Spenser— a poesia do começo do século XVI é menos importante.

Outras duas tendências poéticas se tornaram visíveis no final do século XVI e começo do século XVII. A primeira é exemplificada pela poesia de John Donne e pelos poetas metafísicos: George Herbert, Henry Vaughan, Richard Crashaw e Andrew Marvell.

A segunda tendência poética foi uma reação ao estilo exuberante de Spenser e às metaforas audaciosas dos metafísicos. Ben Jonson e sua escola, clássicos puros e contidos, influenciaram figuras posteriores como Robert Herrick. O último grande poeta do Renascimento inglês foi John Milton.

O drama renascentista atingiu seu esplendor máximo com a obra de William Shakespeare e, também, com a de Thomas Kyd e Christopher Marlowe.

No que se refere à prosa, brilha, especialmente, a grande tradução da Bíblia — chamada Bíblia do rei Jaime —, publicada em 1611. Esta bíblia significou a culminação de dois séculos de esforços para se alcançar a melhor tradução inglesa dos textos originais.



A RESTAURAÇÃO E O SÉCULO XVIII

O período da Restauração e sua literatura (1660 até, aproximadamente, 1789) ressalta o racionalismo nos ensaios de John Locke e David Hume. O pensamento político, na obra de Thomas Hobbes, defende o Absolutismo.

A obra histórica mais importante em inglês é História da Decadência e Queda do Império Romano (6 volumes, 1776-1788), de Edward Gibbon.

Ainda que a maior parte de sua obra tenha sido dramatúrgica, destaca-se a poesia de John Dryden. O maior expoente da comédia foi William Congreve. Na prosa sobressaem Samuel Pepys e John Bunyan, assim como o grande satírico Jonathan Swift. O espírito clássico da literatura inglesa alcançou seu mais alto nível com Alexander Pope.

A época de Samuel Johnson foi um tempo de mudança de ideais literários. O Classicismo e o Conservadorismo literário representam uma reação ao culto dos sentimentos anunciado pelos precursores do Romantismo. A mais famosa de todas as biografias inglesas é Vida de Samuel Johnson (1781), de James Boswell.

Oliver Goldsmith realizou, em sua obra, uma mescla curiosa do velho e do novo. William Cowper e Thomas Gray cultivaram uma sensibilidade reflexiva e uma melancolia desconhecidas nas gerações anteriores. A obra do poeta William Blake expressa a negação do ideal da razão e defende uma vida de sentimentos. O romance conheceu um período de esplendor com Samuel Richardson, Henry Fielding, Tobias Smollett e Laurence Sterne.

A primeira expressão importante do Romantismo foi Baladas líricas (1798), de William Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge. Walter Scott escreveu uma série de poemas narrativos glorificando as virtudes da singela e vigorosa vida de seu país na Idade Média. Na geração seguinte, de grandes poetas, se inserem lord Byron, exemplo de uma personalidade trágica em luta contra a sociedade, Percy Bysshe Shelley e John Keats.

Além dos ensaístas Charles Lamb e William Hazlitt, um autor fundamental da prosa romântica é Thomas De Quincey.



A ERA VITORIANA

 
O reinado da Rainha Vitória (1837-1901) foi uma época de transformações sociais, tema que ocupou a obra de poetas Alfred Tennyson, Robert Browning, Matthew Arnold, Algernon Charles Swinburne e Dante Gabriel Rosetti que, junto a William Morris, pertenceu ao movimento Pré-rafaelita.

O romance tornou-se a forma literária dominante da época. O Realismo impôs-se nos romances de Jane Austen, Walter Scott, Charles Dickens e William Makepeace Thackeray.

Outras notáveis figuras do romance vitoriano foram Anthony Trollope, as irmãs Brontë, George Eliot, George Meredith e Thomas Hardy.

Uma segunda geração de romancistas mais jovens desenvolveu novas tendências com Robert Louis Stevenson, Rudyard Kipling e Joseph Conrad. Esta geração também intensificou o Realismo através das obras de Arnold Bennett, John Glasworthy e H. G. Wells. O mesmo espírito de crítica social inspirou as peças teatrais de George Bernard Shaw.

A LITERATURA DO SÉCULO XX

 
No século XX, os valores tradicionais da civilização ocidental foram seriamente criticados por muitos escritores jovens: Aldous Huxley, E. M. Forster, D. H. Lawrence e, em um nível mais experimental, James Joyce e Virginia Woolf. Nesta época destacam-se, ainda, Ivy Compton-Burnett, Evelyn Waugh, Graham Greene e George Orwell.

Depois da II Guerra Mundial surgiu o grupo dos ”jovens irados” integrado pelos romancistas Kingsley Amis, John Wain, Alan Sillitoe e John Braine. Este grupo atacou os valores superados do período pré-guerra que ainda permaneciam na sociedade inglesa. Iris Murdoch fez análises cômicas da vida contemporânea.

Cada um em seu gênero, destacam-se Anthony Burgess, John Le Carré e William Golding, Prêmio Nobel de Literatura em 1983. Durante a década de 1960 impôs-se o Realismo Social com escritores como Amis, Braine e Alan Sillitoe. Também foram famosos V. S. Pritchett e Doris Lessing. Cabe ressaltar o humor negro de autores como Angus Wilson e Muriel Spark.

Nos últimos anos destacam-se Martin Amis e Ian McEwan. Ocorreu, também, o nascimento de uma literatura pós-colonial representada por autores como V. S. Naipaul, Nadine Gordimer (Prêmio Nobel de Literatura em 1991), Ruth Prawer Jhabvala, Salman Rushdie, Angela Carter e Kazuo Ishiguro.

Outros autores importantes são Peter Ackroyd, David Lodge, Malcolm Bradbury, A. S. Byatt e Jeanette Winterson.

Quanto à poesia, dois dos mais destacados autores do período moderno escreveram mesclando tradição e experimentação: William Butler Yeats e T. S. Eliot (Prêmio Nobel de Literatura em 1948).

Dos muitos poetas que assinaram versos indignados contra a I Guerra Mundial, Siegfried Sassoon, Wilfred Owen e Robert Graves estão entre os mais importantes. Os poemas de Edith Sitwell expressavam um individualismo aristocrático.

Da geração seguinte de poetas, identificados com a consciência popular e as agitações sociais da década de 1930, os mais conhecidos são W. H. Auden, Stephen Spender e C. Day Lewis. O Experimentalismo continuou na poesia de Dylan Thomas. Entre a nova geração de poetas contam-se D. J. Enright, Philip Larkin e Thom Gunn.

A década de 1960 viu a emergência de uma poesia mais popular, influenciada pelo jazz e pela Beat Generation americana. Os poetas mais marcantes deste grupo são Adrian Henri, Roger McGough e Brian Patten. Os poetas que constituíram o chamado Movimento, determinados a introduzir o formalismo e o anti-romantismo na poesia contemporânea são, entre outros, Peter Porter, Alan Brownjohn e George MacBeth. Ted Hughes foi nomeado poeta laureado em 1984.

Nos anos 70 surgiu um número significativo de poetas na Irlanda do Norte, entre eles Seamus Heaney, Prêmio Nobel de Literatura em 1995, e Tom Paulin. Também as vozes femininas repercutiram bastante neste período: Carol Ann Dufy, Jackie Kay e Liz Lochhead.

Na área teatral — além das últimas obras de George Bernard Shaw— o dramaturgo mais importante do primeiro quarto do século XX é o irlandês Sean O'Casey. Outros dramaturgos do período foram James Matthew Barrie e Noel Coward. Na década de 1960, com "jovens irados", iniciou-se uma nova corrente no teatro inglês. Destacam-se John Osborne, Arnold Wesker, Shelagh Delaney, John Arden, Harold Pinter, o irlandês Brendan Behan e Samuel Beckett, Prêmio Nobel de Literatura em 1969.

Autores Ingleses

William Shakespeare



Shakespeare, William (1564-1616), poeta e autor teatral inglês, considerado um dos melhores dramaturgos da literatura universal.

Além de dramaturgo foi ator de teatro e suas primeiras obras — dois poemas eróticos segundo a moda da época, Venus and Adonis (1593) e Lucrece (1594), e seus sonetos — lhe valeram a reputação de brilhante poeta renascentista. Sua fama atual se baseia nas 38 peças teatrais das que se tem notícia de sua participação, por tê-las escrito ou colaborado em sua redação. Ainda que hoje elas sejam muito conhecidas e apreciadas, seus contemporâneos de maior nível cultural as rechaçavam por considerá-las, como ao resto do teatro, apenas um entretenimento vulgar.

Sua obra foi classificada em quatro períodos. O primeiro caracterizou-se fundamentalmente pela experiência de obras tratadas com um alto grau de formalidade que, freqüentemente, resultavam um tanto previsíveis e amaneiradas. A este período pertencem as tragédias Henrique VI, primeira, segunda e terceira partes (1590-1592), Ricardo III (1593), Titus Andronicus (1594), e as comédias A comédia dos erros (1592), A megera domada (1593), Os dois cavalheiros de Verona (1594) e Trabalhos de amor perdidos (1594).

No segundo período, marcado por um aprofundamento em sua individualidade como autor teatral, escreveu, entre outras, Ricardo II (1595), Henrique IV primeira e segunda partes (1597) e Henrique V.

Entre as comédias deste período, encontram-se Sonho de uma noite de verão (1595), O mercador de Veneza (1596), Muito barulho por nada (1599), Como você quiser (1600) e Noite de reis (1601-1602), assim como as tragédias Romeu e Julieta (1595) e Júlio César (1599).

No terceiro período, escreveu suas melhores tragédias e as chamadas comédias escuras e amargas. Hamlet (1601), sua obra mais universal, Otelo (1604), Rei Lear (1605), Antônio e Cleópatra (1606), Macbeth (1606), Troilos and Cressida (1602), Coriolano (1608) e Timão de Atenas (1608) e as comédias Tudo é bom se acaba bem (1602) e Medida por medida (1604).

O quarto período compreende as principais tragicomédias românticas: Péricles, príncipe de Tiro, (1608), Cymbeline (1610), História de inverno (1610), A tempestade (1611) e Henrique VIII (1613).

Suas obras continuam a ser representadas e são uma fonte de inspiração para numerosas experiências teatrais, pois comunicam um profundo conhecimento da natureza humana, exemplificado na perfeita caracterização de suas variadíssimas personagens. Sua habilidade no uso da linguagem poética e dos recursos dramáticos, capaz de criar uma unidade estética a partir de uma multiplicidade de expressões e ações, não tem parâmetro na literatura universal.

Em setembro de 1998, foi oficialmente reconhecida como sendo de autoria de William Shakespeare uma peça em cinco atos, cujo personagem central é o rei Eduardo III. Escrita em torno de 1595, entre Titus Andronicus e Romeu e Julieta, a autenticidade da obra — até então atribuída a um autor desconhecido — pode ser estabelecida através de uma análise semântica feita por um computador.

William Blake



Blake, William (1757-1827), poeta, pintor e gravador inglês, criador de uma forma de poesia única, acompanhada de ilustrações e inspirada por visões místicas, que se encontra entre as mais originais e proféticas da língua inglesa.

Apesar de ter sido fundamentalmente autodidata, trabalhou como aprendiz do gravador James Basire e estudou na Royal Academy, rebelando-se contra as doutrinas estéticas do seu diretor, Sir Joshua Reynolds.

Depois de Esboços poéticos (1783), escreveu Cantos de inocência (1789) e Canções de experiência (1794), nas quais contrastam os dois estados da alma humana. Os Cantos são acompanhados de desenhos estampados segundo uma técnica própria e exigem do leitor uma visão extremadamente imaginativa das complexas relações entre desenho e texto.

Entre seus trabalhos de ilustração, destacam-se as 21 ilustrações que realizou para O livro de Jó.

Os denominados livros proféticos são uma série de poemas em que criou uma complexa mitologia pessoal e inventou seus próprios personagens simbólicos, entre eles Visões das filhas de Albion (1793), O primeiro livro de Urizen (1794) e O casamento do céu e do inferno (1790-1793). Posteriormente, escreveu Milton (1804-1808), Os quatro Zoas (1797; reescrito depois de 1800) e Jerusalém (1804-1820).

Lord Byron



Byron, George Gordon, lord (1788-1824), poeta inglês, um dos escritores mais versáteis e importantes do romantismo.

Depois de Horas de ócio (1807), seu primeiro livro de poemas, escreveu Peregrinação de Childe Harold (1812), que o levou à fama e configurou o herói byroniano de obras posteriores como O corsário (1814), Lara (1814) e O cerco de Corinto (1816). Destacam-se também O prisioneiro de Chillon (1816), drama em verso, Manfred (1817) e Beppo, uma história veneziana (1818), poema satírico escrito em oitava-rima.



Don Juan, poema herói-cômico de 16 cantos, estabelece uma sátira brilhante sobre a sociedade inglesa da época e é considerada por muitos como sua melhor obra, terminada em 1823. Morreu de febre na Grécia, lutando ao lado dos gregos inssurretos.

Mary Shelley



Shelley, Mary Wollstonecraft (1797-1851), romancista inglesa. Embora tenha escrito quatro romances, vários livros de viagens, contos e poemas, deve sua fama ao romance Frankenstein (1818), que alcançou imediato sucesso de crítica e público.

Charles Dickens



Dickens, Charles (1812-1870), romancista inglês e um dos escritores mais conhecidos da literatura universal. Em sua extensa obra, combinou com maestria narrativa, humor, sentimento trágico e ironia com uma ácida crítica social e uma aguda descrição de pessoas e lugares, tanto reais como imaginários.

Entre suas obras mais representativas, encontram-se Documentos de Pickwick (1836-1837), Nicholas Nickleby (1837-1838), Canção de Natal (1843) — um clássico da literatura infantil — , David Copperfield (1849-1850), Casa desolada (1852-1853), A pequena Dorritt (1855-1857), Grandes esperanças (1860-1861) e Nosso amigo comum (1864-1865).

Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema. Outras que se destacam são Oliver Twist (1837-1839), Loja de antigüidades (1840-1841), Barnaby Rudge (1841), Dombey e filho (1846-1848), Tempos difíceis (1854), História de duas cidades (1859) e O mistério de Edwin Drood, que ficou incompleta.

James Joyce

Joyce, James (1882-1941), romancista e poeta irlandês cujas perspicácia psicológica e inovadoras técnicas literárias converteram-no em um dos mais importantes escritores do século XX.

Depois do seu primeiro livro de poemas, Música de câmara (1907), e do livro de contos Dublinenses (1914), publicou o romance Retrato do artista quando jovem (1916), quase autobiográfico e no qual utilizou amplamente o monólogo interior.

Alcançou fama mundial em 1922, com a publicação de Ulisses, romance considerado um ponto de inflexão na literatura universal.

Finnegans wake (1939), sua última e mais complexa obra, constitui uma experiência de linguagem que abrange várias línguas. Postumamente, foi lançado, entre outros, Stephen hero (1944), primeira versão de Retrato do artista quando jovem. Em 1968, seu biógrafo, Richard Ellman, publicou um original inédito, Giácomo, obra pequena considerada o antecedente de Ulisses.

Virginia Woolf



Woolf, Virginia (1882-1941), romancista e crítica britânica cuja técnica do monólogo interior e estilo poético situam-se entre as contribuições mais significativas ao romance moderno.

Pertenceu ao grupo de Bloomsbury. Seus romances são: Viagem para fora (1915), Noite e dia (1919), O quarto de Jacob (1922), A senhora Dalloway (1925), O farol (1927), Orlando (1928) e As ondas (1931).

Também escreveu biografias e ensaios. Em Uma habitação própria (1929) defendeu os direitos da mulher. Sua correspondência e seus diários foram publicados postumamente.

George Orwell



Orwell, George (1903-1950), escritor britânico politicamente comprometido, que ofereceu um brilhante e apaixonado retrato de sua vida e sua época.

Escreveu A estrada para Wigan Pier (1937) e Homenagem à Catalunha (1938), que descreve suas experiências na Guerra Civil espanhola (1936-1939).



A revolução dos bichos (1945) é uma fábula contra a sociedade totalitária e o romance satírico 1984 (1949) oferece uma descrição aterradora da vida sob a vigilância constante do “Grande Irmão”. Seus Ensaios Completos: jornalismo e cartas foram publicados em 1968.


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