Iniciativa internacional de polinizadores



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*material de consumo para 10 anos como: alfinetes, álcool, espuma polietileno, sílica gel. O cálculo foi feito da seguinte maneira: R$200.000,00 /10anos para 20 coleções= R$ 1.000,00/coleção/ano.
5. Conclusão

A importância dos acervos zoológicos já foi assinalada por diferentes autores (Marinoni et al. 1988, Lane 1996, Brandão et al. – www.bdt.fat.org.br/oea/sib/zoocol). No caso das coleções de abelhas e outros polinizadores (principalmente insetos) há especial interesse e valor agregado ao conteúdo destes acervos. Eles são fontes de informação de espécies que podem ser utilizadas economicamente na agricultura e em projetos de conservação e manejo de ecossistemas. Como mencionado na introdução o Brasil possui uma condição muito especial em relação aos estudos de sua apifauna: muitos profissionais no tema e muitas coleções de abelhas. Isso nos diferencia dos demais países. Porém, temos lacunas a preencher para aí sim alcançar uma posição de destaque e liderança.

Infelizmente não são apenas os polinizadores que estão em risco de extinção. Temos um profissional que também está se extinguindo: são os sistematas e taxonomistas. Isso não é mérito do Brasil. Em muitos países a situação é semelhante. Mesmo com as mais modernas técnicas de biologia molecular, o trabalho dos sistematas tradicionais (aquele que fica o dia inteiro na lupa) é insubstituível. Eles possuem um conhecimento profundo de morfologia e uma visão evolutiva completa dos grupos (dimensionamento dos táxons) que nenhum outro profissional tem. Deles saem grandes perguntas de relações filogenéticas, biogeografia e história natural dos grupos. Se você necessita de uma boa pergunta ecológica: pergunte a um taxonomista! Ele sempre terá uma boa sugestão.
AGRADECIMENTOS: Agradeço a todos os colegas que enviaram informações sobre as coleções; Vera Lucia Imperatriz Fonseca e Gabriel Augusto Rodrigues de Melo pela leitura e sugestões; Luciane Marinoni e Vanderlei Canhos pelo convite para organizar este documento. IAS é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.

Referências

ALVES DOS SANTOS, I. 1999. Abelhas e Plantas Melíferas da Mata Atlântica, Restinga e Dunas do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Entomologia 43 (3/4): 191-223.

BRANDÃO, C. R. F.; A. B. KURY; C. MAGALHÃES & O. MIELKE. Sistema de informação sobre biodiversidade/biotecnologia para o desenvolvimento sustentável. Coleções zoológicas do Brasil. – www.bdt.fat.org.br/oea/sib/zoocol

HARTER, B. 1999. Bienen und ihre Trachtpflanzen im Araukarien-Hochland von Rio Grande do Sul, mit Fallstudien zur Bestäubung von Pionierpflanzen. Doktorarbeit, Universität Tübingen, 185p.

LANE, M. A 1996. Roles of Natural History collections. Ann. Missouri Bot. Gard. 83 (4): 536-545.

MARINONI, R. C.; MARTINS, U.; THOMÉ., J. W. & J. C. CARVALHO. 1988. Os museus de historia natural. Museus universitários. Os museus estaduais. Museu Nacional de historia Natural. Revta. Bras. Zool. 5 (4): 621-635.

MOURE, J. S.; D. URBAN & V. GRAF. 2002. Catálogo de Apoidea da Região Neotropical (Hymenoptera, Colletidae). I. Paracolletini. Revista Bras. Zoologia 16 (Supl. I): 1-46.

MOURE, J. S. & D. URBAN. 2002a. Catálogo de Apoidea da Região Neotropical (Hymenoptera, Colletidae). II. Colletini. Revista Bras. Zoologia 19: 1-30.

MOURE, J. S. & D. URBAN. 2002b. Catálogo de Apoidea da Região Neotropical (Hymenoptera, Colletidae). V. Xeromelissinae. Revista Bras. Zoologia 19 (1): 1-25.

PEDRO, S. R. M. & J. M. F. CAMARGO. 2000. Apoidea Apiformes, p. 195-211. In: Brandão, C. R. F. & E. M. CANCELLO (Ed.). Biodiversidade do Estado de São Paulo, Brasil. Vol. 5: Invertebrados Terrestres. São Paulo, FAPESP.

PINHEIRO-MACHADO, C.A.; ALVES-DOS-SANTOS, I.; SILVEIRA, F.A.; KLEINERT, A.M.P. & IMPERATRIZ-FONSECA, V.L. 2002. Brazilian bee surveys: state of knowledge, conservation and sustainable use. In: KEVAN, P. & IMPERATRIZ-FONSECA, V.L. (eds.) Pollinating bees: a conservation link between agriculture and nature. Ministério do Meio Ambiente. p. 115-129

SCHLINDWEIN, C. 1995. Wildbienen und ihre Trachtpflanzen in einer südbrasilianischen Buschlandschaft: Fallstudie Guaritas, Bestäubung bei Kakteen und Loasaceen. Ulrich E. Grauer, Stuttgart. 148 p.

SILVEIRA, F. A. & M. J. O. CAMPOS. 1995. A melissofauna de Corumbataí (SP) e Paraopeba (MG) e uma análise da biogeografia das abelhas do cerrado brasileiro (Hymenoptera, Apoidea). Revista Brasileira de Zoologia 39 (2): 371-401.

SILVEIRA, F. A.; G. A. R. MELO & E. A. B. ALMEIDA. 2002. Abelhas Brasileiras – Sistemática de Identificação. Belo Horizonte, 253 p.

URBAN, D. & J. S. MOURE. 2001 Catálogo de Apoidea da Região Neotropical (Hymenoptera, Colletidae). II. Diphaglossinae. Revista Bras. Zoologia 18: 1-34.

URBAN, D. & J. S. MOURE. 2002 Catálogo de Apoidea da Região Neotropical (Hymenoptera, Colletidae). IV. Hylaeinae. Revista Brasileira de Zoologia 19: 31-56.

WITTMANN, D. & M. HOFFMANN. 1990. Bees of Rio Grande do Sul. Iheringia, Sér. Zool. 70: 17-4.

WITTMANN, D.; ALVES DOS SANTOS, I.; HARTER-MARQUES, B. & C. SCHLINDWEIN. (submetido). Apifauna and melittophilous flora of Rio Grande do Sul, southern Brazil (Hymenoptera, Apoidea). Revista Brasileira de Entomologia.


Tabela 1: Dados sobre as principais coleções de abelhas do Brasil.

Nome ou Sigla da Coleção

Instituição

Cidade, Estado

Curador Responsável

Estimativa de no. de exemplares

Número de espécies identificadas

Exemplares - tipos

Obs.

MNRJ

Museu Nacional Univ. Fed. Rio Janeiro

Rio de Janeiro, RJ

Miguel Moné

35-40.000

??

10*

*espécies de Moure

MPEG

Museu Paraense Emílio Goeldi

Belém, PA

Orlando Tobias Silveira

16.000

648

90*

*holótipos e parátipos

MZUSP

Museu de Zoologia da USP

São Paulo, SP

C. R. Brandão e Beatriz Coelho

35.000

ca. 300

Muitos




DZUP

UFPR -Univ. Federal Paraná

Curitiba, PR

Luciane Marinoni

340.000

??

600 holótipos







FFCLRP/USP

Ribeirão Preto, SP

Joao M. F. Camargo

140.000 Meliponini e 30.000 outros Apiformes

?

Muitos

Há mais exemplares em álcool e ninhos de Meliponini

CEPANN

IBUSP

São Paulo, SP

Vera Lucia Imperatriz Fonseca

26.000

432







MCT -LPB

PUCRS

Porto Alegre, RS

Elio Corseiul e Birgit Harter

20.500

800

2 Holót.,

+ parát.








ICB, UFMG

Belo Horizonte, MG

Fernando Silveira

30.000

700

Alguns







UFV

Viçosa, MG

Lúcio Campos

10-20.000

?







Coleção Entomológica

Depto. Sistemática e Ecologia, UFPB

João Pessoa, PB

Celso F. Martins

20.000

200

Alguns







UFPE

Recife, Pernambuco

Clemens Schlindwein

20.000

600

2 holót.

+ parát.


+ 10.000 ex. de outros polinizadores




EBDA

Salvador, BA

Marina Castro

25.000*

500

1 holótipo

250 parátip.



* abelhas e vespas

LABEA

UFBA

Salvador, Bahia,

Blandina Viana

5.000

200










UFMA

São Luis, Maranhão

Márcia Rego e Patrícia Albuquerque

13.000

260







UENF

Univ. do Norte Fluminense

Campos de Goytacazes, RJ

Magali Hoffman

12.000

310




há holótipos e parátipos de outros insetos

CJS

UFSC

Florianópolis, SC

Josefina Steiner e Anne Zillikens

1300

170










UNESC

Criciúma, SC

Isabel Alves dos Santos

6.500

150










UEFS

Feira de Santa, BA

Freddy Bravo

6.000

2.000 ?




Há 42 holót. e 153 parát. de outros insetos




UFAC

Rio Branco, AC

Elder Morato

300

60










UFCG

Patos, PB

Fernando Zanella

5.000

150

alguns







INPA

Manaus, AM

Márcio Oliveira

35.000

??

1 holótipo

2-3 parátipos



Predomina Meliponini e Euglossini

?? dados não disponíveis. Não foram computados dados de: Embrapa (Belém), UNB (Brasília), UESC (Ilhéus), Unesp (Rio Claro), UEL (Londrina), UFMS (Dourado e Campo Grande).


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