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Procedimento Operacional Padrão

HCV-EIC

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POPBIO 043

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HCV-EIC
FUNDAMENTO

Teste Positivo: os anticorpos anti-HCV presentes na amostra ligam-se ao conjugado antigamaglobulina humana-ouro coloidal formando um complexo. O complexo formado fluirá pela membrana da Placa-Teste indo se ligar aos antígenos do HCV imobilizados na área da reação positiva (T), determinando o surgimento de uma banda colorida rosa-clara.

A mistura da reação continuará fluindo até atingir a área controle (C). O conjugado não ligado une-se aos reagentes desta área, produzindo uma banda colorida rosa-clara, demonstrando que os reagentes estão funcionando corretamente.



Teste Negativo: na ausência de anticorpos anti-HCV não haverá o aparecimento da banda colorida na área do teste (T), havendo formação de uma banda colorida rosa-clara apenas na área controle (C), demonstrando que os reagentes estão funcionando corretamente.
APLICAÇÃO CLÍNICA

A hepatite viral consiste em doença inflamatória com quadro clínico infeccioso. São conhecidos vários tipos de vírus hepatotrópicos, que possuem características físico-químicas e epidemiológicas próprias para cada tipo e subtipos. As infecções desenvolvem-se de forma transitória ou persistente, favorecendo a evolução para a infecção aguda auto-limitada, estado de portador crônico assintomático e doença crônica.

Os principais agentes virais hepatotrópicos causadores de hepatite são designados como: vírus da hepatite A (HAV); vírus da hepatite B (HBV); vírus da hepatite C (HCV); vírus da hepatite Delta (HDV); vírus da hepatite E (HEV) e vírus GBV-C (HGV). Cada um apresenta características estruturais e genômicas que permitem diferenciá-los através de diferentes metodologias laboratoriais com sensibilidade e especificidade definidas.

Infecções persistentes causadas por HBV, HCV e HDV estão sempre associadas à doença hepática crônica, podendo evoluir para a cirrose e/ou hepatocarcinoma.

O vírus da hepatite C (HCV ou VHC) é classificado como um gênero à parte dentro da família Flaviviridae, apresentando uma molécula RNA de cadeia simples no seu núcleo e um envelope lipídico.

Sabe-se atualmente, que o HCV é o principal agente etiológico, responsável por 90 a 95% dos casos de hepatite pós-transfusional não-A não-B.

A transmissão ocorre por via parenteral, por intermédio do sangue e derivados, pela utilização de agulhas e seringas contaminadas e nos transplantes de órgãos e tecidos.

A transmissão sexual tem sido relatada, embora seja pouco freqüente. Ocorrências esporádicas, sem história prévia de transfusão ou outra causa aparente, representam cerca de 40% dos casos de hepatite C.

O período de incubação da hepatite C é em média de 6 a 7 semanas, variando entre 2 a 26 semanas.

Aproximadamente 20 a 30% dos pacientes com infecção aguda têm icterícia, 70% são assintomáticos, 70 a 85% evoluem para hepatite crônica, com conseqüente risco de desenvolvimento de cirrose e carcinoma hepatocelular.

A infecção pelo HCV assemelha-se à causada pelo vírus B, e os sintomas iniciais da doença são inespecíficos e/ou gastrointestinais, seguindo-se a icterícia.

Os níveis de alanina aminotransferase (ALT) apresentam flutuações, com valores inferiores aos observados nas hepatites A e B.

O curso clínico da hepatite C é menos severo que o da B, porém a evolução para a forma crônica da doença ocorre em 50% dos pacientes infectados pelo vírus C, em comparação aos 5 a 10% dos casos de indivíduos infectados pelo vírus B.
AMOSTRA

Preparo do Paciente

Colher sangue pela manhã após jejum de 8 horas, salvo orientações médicas.


Amostras utilizadas


Soro ou sangue total.

Usar amostras recém-coletadas, livres de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana. Caso não seja possível, conservá-las em geladeira entre 2-8 ºC por 48 horas. Para armazenagens mais longas, as amostras devem ser mantidas no freezer a -20 ºC.

Repetidos congelamentos e descongelamentos da amostra podem originar falsos resultados.

Atenção: Se a amostra foi mantida no freezer, ela deverá ser descongelada e homogeneizada completamente. Posteriormente, deixá-la em posição vertical para permitir que qualquer partícula que possa existir em suspensão seja sedimentada. Não agitar a amostra.

Amostras diluídas podem ocasionar resultados falso-negativos.

O sangue total deve ser colhido por punção digital sem a utilização de anticoagulante, pois as amostras com baixa reatividade podem induzir a um resultado falso-negativo.

Volume ideal utilizado para análise

(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise).



Volume mínimo utilizado para análise

(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise).



Fazer referência ao manual ou POP de coleta, separação e distribuição de material.
REAGENTE UTILIZADO

HCV-EIC CAT. 531 MS 80022230165


GOLD ANALISA DIAGNÓSTICA LTDA

CNPJ – 03.142.794/0001-16

Av. Nossa Senhora de Fátima, 2363

Belo Horizonte – MG – Brasil

Farmacêutico Responsável: José Gilmar Pereira Berto - CRF-MG 13421
Componentes do kit

Conservar em temperatura entre 2-30 °C. Não congelar.



1. Placa Teste: Composta por uma base plástica onde estão acondicionados o filtro de amostra, uma base conjugada contendo a anti-globulina humana marcada com ouro coloidal, uma membrana de nitrocelulose pré-aplicada com duas bandas, sendo uma linha de Teste com frações antigênicas do HCV: Core, NS3, NS4 e NS5 e uma linha de Controle com anti-IgG de camundongo. Todo esse material montado nesta base plástica é acondicionado em um cassete plástico embalado em sachê de alumínio contendo sílica.

2. Diluente: Frasco conta-gotas contendo solução de fosfato de sódio 1 mmol/L (PBS), TritonX-100 a 0,1%, solução de albumina bovina (BSA) a 0,5% e azida sódica 15,4 mmol/L.

Estabilidade

A Placa-Teste e o Diluente são estáveis até o vencimento da data de validade impressa no rótulo do produto e na caixa quando conservados na temperatura recomendada, bem vedados e se evite a contaminação durante o uso.


Atenção: A presença de linhas ou manchas na Placa-Teste antes de sua utilização indica deterioração do kit.
Precauções e Cuidados Especiais

  1. Aplicar os cuidados habituais de segurança na manipulação dos reagentes e amostra biológica.

  2. Recomendamos o uso das Boas Práticas de Laboratórios Clínicos para a execução do teste.

  3. Deve-se evitar expor o Kit a temperaturas elevadas, bem como diretamente ao sol.

  4. O Diluente contém azida sódica como conservante. O descarte deste reativo deve ser acompanhado de grandes volumes de água para evitar o acúmulo de resíduos de azida nos encanamentos, pois esta pode reagir cm chumbo e cobre formando sais altamente explosivos. Além, disso a azida sódica é tóxica quando ingerida.

  5. De acordo com as instruções de biossegurança, todas as amostras devem ser manuseadas como materiais potencialmente infectantes.

  6. Descartar os reagentes e as amostras de acordo com as resoluções normativas locais, estaduais e federais de preservação do meio ambiente.



PROCEDIMENTO


Procedimento Técnico Manual

  1. Deixar as amostras e os materiais atingirem a temperatura ambiente.

2- Retirar a Placa-Teste do interior do envelope laminado, identificar adequadamente e apoiá-la sobre uma superfície plana.

3- Pipetar 10 µL de amostra (sem bolha de ar) na cavidade da amostra (►) na Placa-Teste.

4- Dispensar 3 gotas (100 µL) do Diluente na cavidade da amostra (►).

5- Fazer a leitura dos resultados após 10 a 15 minutos da adição da amostra


Atenção

Não considerar resultados após o tempo determinado para leitura.


RESULTADOS

Leitura do Teste

Verificar a presença de bandas coloridas nas tiras reativas, linhas de Teste e de Controle.


CÁLCULOS

Não aplicável.




RESULTADOS


Leitura do Teste

Verificar a presença de bandas coloridas nas tiras reativas, linhas de Teste e de Controle.



Resultado Positivo


Aparecerão duas bandas de cor rosa-claro, uma na área teste (T) e outra na área do controle ©. Podem ocorrer diferenças na intensidade de cor entre a banda do teste e a banda controle, mas isso não afeta a interpretação dos resultados.

Essa diferença é devido aos níveis de anticorpos na amostra do paciente.



Resultado Negativo


Somente uma banda de cor rosa-claro aparecerá na área do controle ©.

Resultado Inválido


Se não surgir nenhuma banda colorida visível na área teste (T) e do controle © ou se não surgir banda na área do controle ©.

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais

Identificar os materiais de controle interno e externo da qualidade, citando fabricante e número de catálogo.

Referenciar POP para limpeza e secagem dos materiais utilizados.

Controle Interno

Descrever a calibração periódica de pipetas, equipamentos utilizados, controle de temperatura ambiente e geladeiras para armazenamento dos kits.

Citar a utilização de amostras controles (nível normal –código --------- e patológico –código -------) nas análises realizadas juntamente com a freqüência da utilização dos mesmos. Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e reagentes.

Citar POP para controle interno.



Controle Externo

Descrever os procedimentos utilizados nas avaliações de qualidade feitas por programas de comparação entre laboratórios ou outros controles de qualidade: PNCQ-SBAC e/ou PELM-SBPC



Gerenciamento dos dados obtidos no Controle Interno e Externo

Definir como os dados de controle são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

VALORES DE REFERÊNCIA


Não Aplicável.
SENSIBILIDADE CÍNICA OU DIAGNÓSTICA

100% de sensibilidade. No ensaio foram testadas 127 amostras do controle de qualidade sabidamente positivas. Todos os testes foram positivos, não sendo encontrado resultados negativos.


ESPECIFICIDADE CLÍNICA OU DIAGNÓSTICA

99,8% de especificidade. No ensaio foram testadas 777 amostras do controle de qualidade sabidamente negativas. Os testes foram satisfatórios, apresentando somente um resultado falso-positivo.



LIMITAÇÕES DO MÉTODO


O HCV-EIC é um teste de triagem para caracterizar a presença de anticorpos anti-HCV. Um resultado repetidamente positivo com este teste é uma presumível evidência da presença de anticorpos anti-HCV na amostra analisada.

Resultados positivos deverão sempre ser confirmados pelo método RIBA (Recombinant Immunoblot Assay) ou outro teste confirmatório.

Podem ocorrer resultados falso-positivos e falso-negativos com este teste, cuja proporção dependerá da prevalência da doença na população ensaiada.

Como em qualquer procedimento diagnóstico, o resultado deste teste deve ser sempre interpretado em conjunto com outras informações clínicas disponíveis.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


1. Bendinelli, M. et í.: Hepatitis C írus: bioogy, patogénesis, epidemiology, clinical description, and diagnosis, In: Specter, S. Editor. Viral hepatitis diagnosis, therapy, and prevention. Humana Press: 65-127, 1999.

2. Choo, Q. L.; Kuo, G. et al.: Isolation of cDNA clone derived from a blood-borne non-A, non-B viral hepatitis genome. Science, 244:359-62, 1989.

3. Fagn, E.A. and Harrison, T.J.: Hepatitis C virus (HCV). Viral Hepatitis, bios Scientific Publishers Limited: 131-66,2000.

4. Part II. Detection and quantitation of HCV in serum. In: Lau, J.Y.N. editor. Hepatitis C protocols, Humana Press: 27-111, 1998.

5- Price, C.P. et al.: Disposable integrated immunoassay devices. In: Price, C. P. and Newman, D.J. editors. Principles and practice of immunoassay, 2nd ed. Macmillan Reference: 581-603, 1997.

6. Urdea, M.S. etal.: Hepatitis C: diagnosis and monitoring. Clinical Chemistry, 43 (8B): 1507-1511, 1997.



7. GOLD ANALISA: Informe Técnico do Produto.





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