Instituto adolfo lutz



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SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

INSTITUTO ADOLFO LUTZ

CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

"PROF. ALEXANDRE VRANJAC"

DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIA

DIVISÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR

CENTRAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA



NORMA TÉCNICA - atualizada em 29/01/2004
SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE

Introdução: a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma doença emergente, compatível com pneumonia atípica, que se tem mostrado epidêmica, atingindo vários países, notadamente a China e com maior proporção de casos em adultos (25 - 70 anos).
Transmissão: o mecanismo de transmissão do agente ainda não foi esclarecido, porém a maioria dos casos tem ocorrido em profissionais de saúde e nos familiares que tiveram contato direto com os pacientes, fortalecendo a hipótese de transmissão direta, isto é, em pessoas que tiveram contato próximo com os pacientes ou com suas secreções.
Agente etiológico: achados laboratoriais evidenciam a presença de um novo vírus da família CORONAVIRIDAE.
Período de incubação: 02 - 07 dias até 10 dias.
Quadro Clínico: no início, os sintomas são similares à gripe (influenza).

Destacam-se: febre alta (> 38ºC), tosse seca, dispnéia, podendo apresentar sintomas associados , tais como: mialgia, coriza, cefaléia, mal estar, confusão mental, anorexia, exantema e diarréia. Após 3 ou 4 dias do início dos sintomas, é comum o aparecimento de infiltrado intersticial bilateral no Raio X de tórax. Em 10 a 20% dos casos o quadro pode evoluir para insuficiência respiratória aguda, onde a letalidade tende a ser elevada, principalmente nos pacientes acima de 40 anos com doenças de base (diabéticos, asmáticos, imunossuprimidos, etc.).


Dados Laboratoriais: em geral, hemograma com leucopenia, linfopenia absoluta e trombocitopenia.
Ações de Vigilância Epidemiológica

Na ausência de drogas efetivas ou vacinas para a SRAG, o controle deste agravo consiste na identificação precoce dos casos e seu adequado manejo, incluindo o isolamento do caso suspeito e caso provável e o monitoramento dos contatos.




Definição de CASO SUSPEITO (OMS):
1- Pessoa de qualquer idade apresentando, após 01 de novembro de 2002, história de:


  • febre alta (> 38ºC);

E

  • tosse ou dispnéia;

E

uma ou mais das seguintes exposições durante os 10 dias anteriores ao início dos sintomas:



  • contato próximo com caso suspeito ou provável de SRAG;

  • história de viagem para área com transmissão local recente de SRAG*;

  • residir em área com transmissão local recente de SRAG*.



2- Qualquer pessoa com doença respiratória aguda não esclarecida, que foi a óbito após 01 de novembro de 2002, cuja autópsia não tenha sido realizada

E

uma ou mais das seguintes exposições durante os 10 dias anteriores ao início dos sintomas:



  • contato próximo com caso suspeito ou provável de SRAG ;

  • história de viagem para área com transmissão local recente de SRAG*;

  • residir em área com transmissão local recente de SRAG*.


Definição de CASO PROVÁVEL(OMS):


  1. Caso SUSPEITO com evidência radiográfica de infiltrados consistente com pneumonia ou Síndrome da Angústia Respiratória (RX tórax);

  2. Caso SUSPEITO que apresente um ou mais testes laboratoriais positivos para coronavírus associados à SRAG;

  3. Caso SUSPEITO com achados de necrópsia consistente com Síndrome da Angústia Respiratória sem causa identificada.


Definição de comunicantes ou contatos próximos:
Moradores do mesmo domicílio; pessoas que tiveram contato com secreções respiratórias ou fluidos corpóreos de pacientes de SRAG (caso suspeito ou provável); prestadores de cuidados em contato direto e desprotegido com pacientes de SRAG (caso suspeito ou provável), ou com secreções respiratórias ou fluidos corpóreos desses pacientes.

Frente a um caso que preenche a definição de SUSPEITO, deve-se:
- proceder a notificação imediata deste agravo às autoridades sanitárias locais (Secretarias Municipais e a Estadual) e estas ao nível Federal, que informará às organizações competentes;

  • encaminhar os pacientes para os hospitais de referência da área e avaliar junto a Central - CVE a necessidade e viabilidade de internação em quarto com pressão negativa;

  • agilizar a investigação clínica, epidemiológica e laboratorial;

- tratamento atual recomendado consiste de medidas de suporte (hidratação, sintomáticos, etc.); antibióticos não são efetivos e quimioprofilaxia aos comunicantes não está sendo indicada.
Casos suspeitos detectados em aeronaves e embarcações:
Os casos suspeitos identificados em portos e aeroportos seguem fluxo estabelecido pela ANVISA, de acordo com o regulamento sanitário internacional.

O primeiro atendimento deverá ser efetuado na unidade médica dos portos e aeroportos, que procederão a notificação e o encaminhamento para as seguintes unidades de referência: Instituto de Infectologia Emílio Ribas (São Paulo/SP), Hospital São Paulo (UNIFESP-São Paulo/SP), Hospital das Clínicas da UNICAMP (Campinas/SP) e Hospital do Servidor Público Estadual ( São Paulo /SP).


No caso de passageiros que tiveram contato direto com os casos suspeitos ou sentaram-se na mesma fileira, nas duas anteriores ou posteriores ao seu assento, além dos comissários de bordo, deverão ser adotadas as seguintes medidas:

  1. identificar e registrar o endereço e telefone de destino;

  2. prover informações sobre os sinais e sintomas da SRAG;

  3. considerar como caso suspeito ao aparecimento dos sinais e sintomas em período inferior a 10 dias da data do vôo.

O Ministério da Saúde emitiu notas técnicas com as principais recomendações da OMS, destacando a necessidade de manutenção do estado de alerta em toda a rede de vigilância epidemiológica do Sistema Único de Saúde, a fim de que se detecte, de forma oportuna, qualquer aumento inusual dos atendimentos por infecção respiratória, notadamente na rede hospitalar.


Diagnóstico Laboratorial (somente nos pacientes internados).
-Sorologia: em duas amostras clínicas pareadas (fase aguda e convalescente) e 2ª amostra após 28 dias da primeira.

-Isolamento viral: secreções da oro ou nasofaringe.

-Detecção viral ( microscopia eletrônica ) em fezes.

Todas as amostras clínicas deverão ser colhidas dentro de 05 dias do início dos sintomas, seguindo o fluxo já estabelecido entre as Regionais de Saúde e o Instituto Adolfo Lutz (IAL). Quando houver caso suspeito, notificar a VE da DIR que deverá entrar em contato com o IAL para a agilização dos fluxos e contrafluxos dos materiais que deverão ser coletados de acordo com o protocolo do IAL .

As amostras biológicas deverão ser enviadas devidamente identificadas como CASO SUSPEITO DE SRAG e serão processadas no IAL Central, São Paulo, Serviço de Virologia, Seção de Vírus Respiratórios.
Manejo de casos SUSPEITO E PROVÁVEL:

- atendimento em hospitais de referência de acordo com as normas de controle de infecção hospitalar;

- colher amostras clínicas a fim de excluir causa padrão de pneumonias

( incluindo as atípicas) , considerar possibilidade de co-infecção com SRAG;

- solicitar Radiografia de tórax;

- adicionar hemograma, plaquetas, testes de função hepática, uréia,

creatinina, eletrólitos, CPK, proteína C reativa.


Manejo dos contatos de CASO PROVÁVEL

  • informar sobre a clínica , modo de transmissão e precauções em relação à SRAG;

  • vigilância ativa por 10 dias e recomendar isolamento doméstico voluntário;

  • contato diário através de visita / telefone por membro da equipe de vigilância;

  • orientar medida de temperatura diária (duas vezes/dia);

  • caso o contato desenvolva sintomas da doença deve ser encaminhado para investigação.


Manejo dos contatos do CASO SUSPEITO

  • informar sobre a clínica , modo de transmissão e precauções em relação à SRAG;

  • vigilância passiva por 10 dias;

  • contato (assintomático) pode ser liberado para suas atividades habituais;

  • caso o contato desenvolva sintomas da doença, deve reportar-se, via telefone, às autoridades de saúde local para investigação.

Obs: Se os casos suspeitos e prováveis forem descartados, seus contatos serão descartados de seguimento.


Recomendações para os Eventos Internacionais:
Durante os eventos internacionais que possam contar com a presença de pessoas procedentes de áreas com transmissão local recente de SRAG, recomenda-se o reforço das ações de vigilância, destacando-se:

  • reunião com a empresa organizadora do evento;

  • obtenção antecipada, se possível, da listagem dos inscritos com os respectivos planos de viagem;

  • capacitação dos profissionais de saúde da rede hospitalar e capacitação específica dos profissionais do serviço de saúde contratado para o evento, se houver;

  • elaborar "folders"/ informes para divulgação de informações sobre SRAG junto a rede hoteleira e participantes do evento;

  • estruturar equipe de plantão (Vigilância Epidemiológica) durante o evento.

Obs: o uso de máscaras por pessoas sadias procedentes de áreas com transmissão local recente de SRAG não está recomendado, tendo em vista que a doença tem sido transmitida, principalmente, através de gotículas infectantes expelidas pela pessoa doente durante a tosse ou espirro.
Orientação aos Viajantes
O mais importante para os viajantes internacionais é ficar em ALERTA para os sintomas da SRAG (febre , tosse ou dispnéia). Pessoas que apresentem estes sintomas e que provém de áreas consideradas com transmissão local recente, dentro de 10 dias antes do início dos sintomas, são advertidas para procurar assistência médica.
Para os viajantes que se dirigem aos demais países com áreas de transmissão recente, tendo em vista que o risco de transmissão diminuiu, recomenda-se evitar aglomerações e contato com pessoas com doença respiratória febril e manter as medidas de precaução padrão.





Notifique todo caso suspeito :Secretaria Municipal de Saúde

SES: DIR da região

CVE - CENTRAL 24 horas:

0800 - 555466

Fax: (011) 3066 8132

e-mail pelo site: www.cve.saude.sp.gov.br

CENEPI/MS: (0XX-61- 314-6533 ou

Fax: 0XX-61- 226-6682)



MEDIDAS DE PRECAUÇÃO E ISOLAMENTO

À admissão do paciente com suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), as seguintes medidas de precaução deverão ser adotadas:


Precauções para Aerossóis:


  • Quarto privativo preferencialmente com pressão negativa e com sanitário exclusivo para o paciente. Na inexistência de quarto com pressão negativa, o paciente deverá ser mantido em quarto comum privativo. A porta deverá permanecer fechada.

  • Todas as pessoas que adentrarem o quarto (profissionais de saúde, profissionais de limpeza e visitantes) deverão estar usando máscara N95 (colocação da máscara antes de entrar no quarto e retirada depois de sair do quarto).Como a máscara pode ser contaminada pelas mãos do profissional (ver precauções de contato), orienta-se a utilização de uma barreira sobre ela:

  • Sobre a máscara N95 deverá ser utilizada uma barreira (pode ser uma máscara cirúrgica, colocada de maneira a não impedir a perfeita adaptação da máscara N95).

  • A máscara cirúrgica deverá ser retirada e descartada ainda no quarto do paciente.

  • O profissional de saúde deverá lavar as mãos imediatamente após a retirada da máscara cirúrgica.

  • Se for imperativo que o paciente deixe o quarto para a realização de procedimentos ou de exames complementares, deverá usar máscara cirúrgica.



Precauções de Contato





  • Utilização de luvas e avental para qualquer contato com o paciente ou artigos por ele utilizados, com o seu ambiente e material infectante.

  • Artigos de cuidado do paciente – termômetro, estetoscópio, esfigmomanômetro, oxímetro e outros deverão ser de uso individual e adequadamente processados após a saída do paciente.

  • "hamper" para o descarte de roupas sujas deverá ficar dentro do quarto.



Precauções Padrão





  • Lavagem das mãos com água e sabão líquido antes e após o contato com o paciente; antes e após a realização de procedimentos; após o contato com material infectante, com superfícies contaminadas e a retirada de luvas e avental.

  • Prevenção de acidentes com material pérfuro cortante – uso e descarte adequados.

  • Limpeza e desinfecção concorrente e terminal de superfícies. – com os produtos habitualmente recomendados e autorizados pelo Ministério da Saúde (água e sabão, álcool 70% e hipoclorito de sódio 1%).

  • Não há nenhuma recomendação especial para o processamento de artigos reutilizáveis e de roupas.

Além dessas precauções, é recomendável o uso de óculos de proteção pelos profissionais de saúde sempre que houver contato com o paciente. Após o uso, o óculos deverá ser lavado com água e sabão e a seguir ser desinfetado com álcool a 70%.


Durante atendimento ambulatorial ou em pronto-socorro, pacientes suspeitos de SRAG devem ser mantidos com máscara cirúrgica. Todos os profissionais envolvidos no atendimento deverão utilizar máscaras N95 ou similares. Adotar também as precauções padrão e de contato enquanto o paciente permanecer na unidade.

Durante o transporte o paciente deverá ser mantido com máscara cirúrgica e a equipe responsável pela remoção deverá utilizar máscaras tipo N95 ou similares. Adotar também as precauções padrão e de contato durante o transporte. Os equipamentos utilizados e a área interna da ambulância destinada ao paciente deverão sofrer limpeza e desinfecção após a remoção do paciente.
Orientação para o atendimento de pacientes com suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

em Prontos Socorros


  • Estabelecer uma área separada e isolada para o atendimento desses pacientes. O consultório deverá ser provido de porta (que deverá permanecer fechada), ventilação adequada (manter as janelas abertas, se possível) e pia com água corrente, sabão líquido e papel toalha. Deverá haver sanitário privativo para esses pacientes em local próximo.




  • Os funcionários do pronto socorro deverão estar suficientemente informados e o fluxo para o atendimento bem estabelecido, para evitar que o paciente fique transitando por outras áreas do hospital desnecessariamente.




  • O paciente deverá usar máscara cirúrgica.

  • Os profissionais de saúde e de limpeza que adentrarem o consultório deverão usar máscara N95.



  • Os profissionais que tiverem contato direto com o paciente deverão usar máscara N95, luvas descartáveis para procedimentos, óculos protetor e avental. Retirada de luvas e avental dentro do consultório, imediatamente após o atendimento, e descarte em recipiente apropriado dentro do consultório. As mãos deverão ser imediatamente lavadas com água e sabão. A máscara N95 deverá ser retirada fora do consultório.




  • Os procedimentos que geram aerossóis deverão ser evitados.

  • Descarte adequado de pérfuro-cortantes em recipientes rígidos.




  • Havendo necessidade de internação, a vaga para o paciente deverá ser imediatamente providenciada nos hospitais de referência ou no próprio hospital, se for o caso.




  • Manter as precauções, enquanto o paciente aguarda a internação e durante a remoção.




  • Os exames radiológicos deverão ser feitos preferencialmente no leito, adotando-se as precauções para o controle de infecção aqui recomendadas.




  • Termômetros e estetoscópios deverão ser limpos e desinfetados com álcool a 70%, após o uso no paciente.




  • Os equipamentos reutilizáveis deverão sofrer limpeza e desinfecção após cada uso e ser adequadamente embalados para transporte até o centro de esterilização de material.




  • As superfícies sujas deverão ser imediatamente limpas e sofrer desinfecção com hipoclorito de sódio 1% ou álcool 70%; além disso, deverá ser realizada a limpeza rotineira do ambiente.



Orientação para o atendimento de pacientes com suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

no próprio domicílio
Pela possibilidade de evolução rápida para uma insuficiência respiratória grave, os pacientes suspeitos devem ser internados em unidades de referência.

Na eventualidade de não internação, tendo em vista que o período de transmissibilidade da doença é desconhecido, as recomendações são as seguintes:




  • Os pacientes com suspeita de SRAG deverão ser afastados do trabalho, escola ou creche e evitar áreas públicas; deverão ficar em casa até 10 dias após o início dos sintomas, com adoção das precauções de controle de infecção. Caso estes sintomas persistirem no 10º dia, manter precauções até o seu término.




  • Os comunicantes domiciliares deverão usar luvas descartáveis não estéreis, se houver contato com fluidos corpóreos do paciente; e também durante as atividades de limpeza de superfícies e equipamentos tocados pelo paciente ou potencialmente contaminados com suor, saliva, urina, fezes, secreções respiratórias, vômitos, etc. As luvas deverão ser imediatamente retiradas e descartadas no lixo doméstico, e as mãos imediatamente lavadas com água e sabão.




  • Todo paciente deverá ser orientado a cobrir o nariz e a boca com lenço quando tossir ou espirrar, ou usar máscara cirúrgica. Se o paciente não tiver condições de usar máscara, quem tiver contato direto com o paciente deverá usar a máscara cirúrgica.




  • Compartilhamento de utensílios de refeição, toalhas e cama deverá ser evitado. No entanto, após lavagem dos utensílios com água quente e sabão estes poderão ser reutilizados.




  • O lixo do domicílio, incluindo o contaminado com fluidos corpóreos e secreções respiratórias do paciente e, também, as luvas e máscaras utilizadas, deverá ser descartado como lixo comum.




  • Os comunicantes domiciliares que desenvolverem sintomas deverão procurar imediatamente o serviço de saúde para avaliação e diagnóstico.




  • Na ausência de sintomas (febre ou sintomas respiratórios) os comunicantes domiciliares ou outros contatos próximos do paciente não precisam limitar suas atividades fora do domicílio.




  • Os comunicantes domiciliares sintomáticos desses pacientes deverão ser proibidos de entrar no hospital como visitantes; os assintomáticos poderão entrar no hospital como visitantes, e deverão ser orientados quanto ao cumprimento das recomendações de controle de infecção.


Exclusão do trabalho dos profissionais de saúde dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EASs). Recomendações:


  • Exclusão do trabalho de profissionais de saúde que apresentarem sintomas até 10 dias após contato desprotegido com paciente com SRAG.



  • Exclusão do trabalho não é recomendada para profissionais assintomáticos.




  • Vigilância ativa dos profissionais expostos (contato desprotegido com o paciente) até 10 dias após o último contato.




  • Orientação dos profissionais, que deverão procurar o serviço de saúde imediatamente, caso apresentem sintomas.



Biossegurança - Necrópsia

Uso de EPI: Equipamentos de Proteção Individual


  • Vestimentas protetoras: avental de manga comprida, impermeável; proteção ocular (óculos ou máscara facial); gorro; proteção dos sapatos; luvas cirúrgicas duplas preferencialmente com proteção de malha sintética à prova de corte.

  • Proteção respiratória: máscara N95 ou N100 e máscara cirúrgica sobre a máscara N95, ou descarte da máscara N95 ou N100 após o uso.

  • Lavagem das mãos

Cuidados durante o procedimento: prevenção de ferimentos percutâneos



(descarte adequado de pérfuro-cortantes, sem manuseá-los após o uso). Descarte de aventais, luvas e máscaras antes de sair da sala (próximo da porta), ou na ante-câmara (se houver).
EPC- Equipamentos de Proteção Coletiva:


  • As salas de necrópsia deverão ser providas de sistemas de exaustão de ar para fora e longe de áreas de tráfego humano e de sistemas de captação de ar.




  • Cabines de biossegurança para manuseio e exame de espécimes.


São Paulo, 29/01/04
Referências:
Centers for Disease Control and Prevention. Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS). Interim case Definition. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 17/03/ 03
Centers for Disease Control and Prevention. Safe Handling of Human Remain of Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS) Patients: Interim Domestic Guidance. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 25/03/ 03
Centers for Disease Control and Prevention. Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS). Interim Guidelines about Acute Respiratory Syndrome (SARS) for Airline Clean-Up Crew Members. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 26/03/2003
Centers for Disease Control and Prevention. Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS). Interim Guidelines about Acute Respiratory Syndrome (SARS) for Airport Immigration and Naturalization Service and Transportation Security Administration Personnel. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 26/03/2003
Centers for Disease Control and Prevention. Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS). Interim Domestic Guidance for Management of Exposures to SARS for Healthcare and Other Institutional Settings. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 27/03/ 03
Centers for Disease Control and Prevention. Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS). Interim Guidelines about Acute Respiratory Syndrome (SARS) for Airport Security Administration (TSA) Workers, Airport Immigration and Naturalization Service (INS) Workers and Airline Clean-Up Crew Members . On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 27/03/2003
Centers for Disease Control and Prevention. Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS). Interim Guidance on Infection Control Precautions for Patients with SARS and Close Contact Households. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 29/03/03
Centers for Disease Control and Prevention Infection Control Precautions for Aerosol-Generating Procedures on Patients who have . Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS).. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em /03/03
World Health Organization – SARS spreads worldwide . On line, http://www.who.int, atualizado em 23/04/03

Referências: Cont.
Centers for Disease Control and Prevention. Interim Domestic Guidance on the Use of Respirators to Prevent Transmission of SARS. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 19/04/03. 03
Centers for Disease Control and Prevention. Interim Guidance: pre- Hospital Emergency Medical Care and Ground Transport of SARS Patients. On Line [URL: http://www.cdc.gov/ncidod/sars/infectcontrol.htm], atualizado em 11/04/03. 03
World Health Organization – SARS spreads worldwide . On line, http://www.who.int, atualizado em 23/04/03
GARNER, J.S. – Guideline for Isolation Precautions in Hospitals . ICHE, 17:53-80, 1.996

Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar - APECIH, São Paulo, 1.999


CCDR – Infection Control Guidelines. On line, http://www.hc-sc.gc.ca, atualizado em 04.08.99.
http://www.funasa.gov.br

http://www.anvisa.gov.br



http://www.who.int/csr/sarscountry/

http://www.who.int/csr/sars/sarsfaq/en/



http://www.who.int/mediacentre/releases/2003

http://www.who.int/wer



http://www.who.int/csr/sars/casedefinition/en/

http://www.who.int/csr/sarsareas/

http://www.who.int/csr/sars/travelupdate/en/



http://www.promedmail.org

http://www.cdc.gov/ncidod/sars/casedefinition.htm



http://www.cve.saude.sp.gov.br


ANEXO I
SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE
FLUXOGRAMA DE CASOS SUSPEITOS NA COMUNIDADE


CASOS SUSPEITOS - febre alta (>38ºC) com tosse ou dispnéia e com história de contato próximo e/ou proveniente e/ou residir em área de transmissão local recente (dentro de 10 dias de início de sintomas).



Atendimento em hospitais de referência da região





Contato imediato com a Vigilância Epidemiológica Municipal e Central CVE - 0800-555466


Notificar ao CENEPI/MS



Discussão do caso e avaliação






Após avaliação da Central - CVE, a transferência para o IIER* ou Hospital São Paulo* ou HC da UNICAMP* ou Hospital do Servidor Público Estadual* será efetivada mediante disponibilidade de vaga em quarto com pressão negativa.

* São hospitais de referência que mantém quartos com pressão negativa.



São Paulo, 29/01/04

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE


ANEXO II II



FLUXOGRAMA PARA PACIENTES ATENDIDOS NOS AEROPORTOS/PORTOS






Pessoas procedentes de áreas com transmissão local recente



Quadro clínico compatível**

Sim

Não

Encaminhar o paciente após contato telefônico

IIER


Hospital São Paulo

HC da UNICAMP

H. do Servidor Público Estadual

Descartar como suspeito

Notificar Central-CVE





Encaminhamento de rotina

** Quadro clínico compatível: febre alta (>38ºC) e tosse ou dispnéia.(vide definição de caso suspeito).




INSTITUTO DE INFECTOLOGIA EMÍLIO RIBAS:(011) 3082-0726 - PS;

(011) 3064-1929 - Epidemiologia.

HOSPITAL SÃO PAULO: (011) 5576-4101 ( M.I.).

HC da UNICAMP: PABX (019) 3788 -2121 / 3788 -7916 (M.I.).

HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL: PABX(011)5088-8000.

Ligar no Pronto Socorro e acionar plantão da Infectologia, falar com o chefe de plantão sobre as precauções respiratórias (quarto com pressão negativa e máscara N95).





ANEXO III

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE


APLICAÇÃO DE PRECAUÇÕES PADRÃO E ADICIONAIS



Caso suspeito





Precauções padrão

+

Precauções adicionais:



1. Precauções para aerossóis infectantes

2. Precauções de contato



Suspender

precauções

adicionais

Manter

precauções

padrão e adicionais

Não definido

Afastado

São Paulo, 29/01/04





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