Instituto cavanis



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FLORILEGIO DOS ESCRITOS DOS VENERAVEIS IRMÃOS CAVANIS

E algumas testimunhas sobre a santidade

dos irmãos Cavanis.

CONGREGAÇÃO DAS ESCOLAS DE CARIDADE

INSTITUTO CAVANIS

_________________________

Stampa: anno 2010

Curia generalizia dei Padri Cavanis

Via Casilina, 600

00177 ROMA


Índice


Índice 3

10) Constância indizível do Pe. Marcos. 6

11) Caráter de Pe. Marcos 7




1) Obediência total para com a Igreja. “Para ele (Pe. Antônio) não era suficiente obedecer a Igreja nos seus preceitos ou unir-se à Ela na celebração de suas festas, mas a meditava e fazia compreender o fim, as razões, os sentimentos santos e sublimes, para avivá-la no íntimo de todos”.

“Quanto ao espírito com que acolhia os preceitos da Igreja, a todos basta a prova do sentimento e o modo com que fazia a visita semanal obrigatória na quaresma, para ganhar a indulgência parcial, na renúncia dos alimentos” (Pe. Sebastião Casara, Positio, pág. CI). Uma das principais causas do seu gravíssimo estado de saúde (...) foram as penas e angústias do Santo Padre Pio IX na última revolução” (Pe. Sebastião Casara, Positio, pág. CIII).

Falavam os Irmãos Condes de Cavanis com tanta submissão, reverência e devoção da Santa Igreja, que era um prazer ouví-los e inspiravam nos demais os mesmos sentimentos” (Pe. Pedro Spernich, Positio, pág. CII).

“Na humilde submissão à Igreja conseguiram a sabedoria” (Giorgio Foscolo, Positio, pág. CII).

“A submissão não era para ele (Pe. Antônio) tanto um dever, quanto uma necessidade e um júbilo de toda a sua alma” (Pe. Sebastião Casara, Positio, pág. CII).

“Abandonar-se com humilíssima e pleníssima submissão do intelecto nos braços da autoridade da Santa Sé e não querer outra coisa”(Pe. Sebastião Casara, referindo-se a frase de Pe. Antônio, in: ZANON, Storia documentada, II, pág. 436).


2) A serviço da juventude necessitada. “Tratando-se da juventude abandonada, necessitada de contínua assistência, pouquíssimas férias acontecem nestas escolas (...) Para qualquer jovem necessitado de particular assistência, ou de outros recursos (...) usam os professores de especial atenção, assíduas e amorosas solicitudes: colocam em ação uma maior vigilância, mais freqüentes instruções e mais abundantes recursos...”(Plano de educação, maio-julho, 1814, Positio, pág. 255).

“O Instituto tem por fim tender unicamente a gratuita assistência da juventude para instruí-la na santa religião, cultivá-la na piedade e ensiná-la as letras, sob a disciplina de bons e amorosos mestres...

(os instrutores devem) habituar-se aos sofrimentos de tal ofício, a conhecer as delicadezas e mecanismos a que pertencem o difícil cultivo da juventude necessitada de toda assistência, e a inflamar-se de um espírito ardente e generoso de caridade”(Plano apresentado ao papa Pio VII, em 28 de maio de 1814, Positio, pág. 329).

“É coisa verdadeiramente digna de lamento ver assim descuidada a obra de plantar um bom fundamento nos primeiros anos, que por falta de base morrem sem fruto, e tantos ministros zelosos gastar seu tempo com os adultos” (Pe. Marcos Cavanis, 14 de março de 1856, in: ZANON, Storia documentata, II, pág. 374).


3) Espiritualidade do século XIX e prática do Instituto. “Não é assim que se pratica nas Escolas de Caridade. Quem olha de longe não acredita que se possa educar a não ser na gratuidade da piedade e das letras (...); mas quem olha de perto, vê que à essa instrução se ajunta a educação, encontra justo empenho de que gratuitamente se continue a fazê-lo, e reconhece que os jovens são ao mesmo tempo cultivados na mente e no coração.

O Instituto apresenta uma série de meios que unidos entre si possuem uma singular eficácia para formar o coração dos jovens no bom costume. Não é suficiente educar os filhos sobre os deveres religiosos, mas que os capacite e os motive também a praticá-los. Uma exatíssima disciplina e uma contínua vigilância para que nem no Instituto ou em outro lugar andem sem a custódia e no Oratório e nas respectivas classes sejam incessantemente observados; se forme uma sebe em torno dos seus corações que impeça a dispersão do espírito e faça que a boa semente da salutar instrução não fique exposta aos perigos de perder-se, assemelhando-se à semente lançada à beira do caminho comida pelos pássaros e tornada infrutuosa. Uma série de disposições bem calculadas de vantajosas atividades ininterruptas na recreação inocente, desde a manhã até depois do almoço em todos os dias festivos, o não deixar de modo algum a possibilidade de misturar-se com companheiros mal-intencionados nos dias livres. Um contínuo empenho de torná-los, com catecismos e exortações comuns ou particulares, plenamente instruídos, os faz crescer com maior consciência nos deveres cristãos, e com o verdadeiro espírito e piedade impresso no profundo do coração. Uma preparação bem feita próxima ao recebimento da Comunhão ajuda muitíssimo a fazer com que a freqüentem com as disposições necessárias. Fazer conhecer aos estudantes que os instrutores nutrem para com eles um coração de Pai os faz dóceis na caridosa disciplina, e retribuem amor com amor. Os mestres mais capacitados que frutuosamente fazem a correção oportuna e os mais prontos e abertos encontram os meios para influenciar no coração dos filhos, frear e conduzir suas índoles e a conduta moral, não deixando às vezes, onde a necessidade o exija, de estender a ajuda até ao ponto de sanar toda necessidade,e providenciar gratuitamente a sua inteira manutenção.



Com estes meios acompanhados benignamente da divina bênção surgem comuns e constantes frutos e retornam ao bom costume os alunos com tal solidez a ponto de mostrar-se em seguida muito firmes nas máximas religiosas e no testemunho das virtudes” (Os Fundadores ao Patriarca MONICO, 06 de dezembro de 1830, Epistolário, III, pág. 77-78; cf. VI, 18-19).
4) Ascese e devoções. Durante os três domingos que antecedem o nascimento de Jesus Cristo exercitam os irmãos e os noviços desta congregação marina uma devota reflexão, oferecendo em honra de Jesus várias virtudes praticadas, por escrito, que formem um breve resumo. A recente instituição do oratório, a novidade do devoto exercício desta coroa ou pela primeira vez feito, e a qualidade dos indivíduos que compõe a congregação, jovenzinhos pela pouca idade, são circunstâncias que assim como acrescentam um peso de certos atos de virtude, os quais não mereceriam nenhuma atenção dos homens pobres na piedade, também favorecem uma particular reflexão no ouvir a série de flores oferecidas a Jesus. Isto certamente é um espetáculo de ternura observar todos os piedosos atos praticados pelos jovens em mortificação do próprio corpo, não exercitados a partir de algum impulso do diretor, mas movidos somente por aquele espírito que mais lhes agrada; vencem em si a fraqueza e os desejos da natureza e anima-os empresas superiores a idade. Algum deles se abstém da porção mais gostosa, aquele deixou a fruta, este uma outra iguaria. Que se evite fazer conferências de manhã, bem como, tanto de manhã quanto a tarde, por ordem, em todos os dias das três semanas: abstinência muito rigorosa, busque considerar atentamente. Mas sobre tal ponto se ajunte a fineza da virtude: alguém queira conjugar a mortificação com a esmola, e dispensar aos pobres a comida jejuada ou necessária. Um se abstém de pedir alguma coisa, ainda que houvesse necessidade. No que claramente se descobre um ato puro de virtude, vindo por tal caminho a poda de toda glória humana e restando somente o objetivo de praticar coisas gratas a Deus. Finalmente despertou-nos por substituir pela conferência a desgostosa bebida de uma medicina sem necessidade e por pura mortificação. O que poderá mover o ânimo dos jovens a praticar assim penosas virtudes, e exigi-las sem uma verdadeira motivação ou conselho, e ainda a procurar a perfeição? Não há lugar para dúvidas e procuras: a graça e o exemplo de Jesus Cristo produzem estes florescimentos, e seria bem miserável e insensato quem ousasse esquecê-lo. Mas para tornar mais formosa esta coroa, não falta o mérito da variedade das flores das quais ela é entrelaçada. Ao jejum se ajunta as orações que costumeiramente fazem os congregados, alguns dos quais as aplicam em benefício da congregação, considerando com maduro conselho que da sua formosura podem tirar sempre maior vantagem, assim como merece distinta atenção não só o louvável afeto que demonstram para o pio instituto, mas também o espírito de fervor que tende sempre a desejar o progresso na piedade. Outros não descuidam em escutar durante os dias destas três semanas a Santa Missa, e de pedir a bênção a Maria. Outros em cada um destes dias recitam o seu rosário. Quem recitou na sagrada novena o seu ofício, e quem fez uso de jaculatórias, como foi notado, partem do profundo do coração, e assim são oferecidas a Deus. (Correspondência da Congregação Mariana de Veneza, 23 de janeiro de 1803, Epistolário, I, pág. 273-275; cf. IV, pág. 492- 498; VI, pág.18).
5) Oferta gratuita aos pobres das escolas humanísticas superiores. “Não é verdade que se acolhem somente os pobres, mesmo que se diz Escola gratuita, mas é aberta a toda sorte de pessoas, e a procuram também os nobres e de boas condições, pelo que necessitam de uma instrução ginasial e filosófica”. Quanto aos pobres se conserva a máxima de limitar-se a simples instrução elementar, e depois passá-los aos cursos profissionalizantes. Se por vezes não é cumprida tal orientação, isto foi porque as circunstâncias particulares do caso não o permitiram, e das semelhantes exceções surgiram bons e zelosos eclesiásticos e hábeis instrutores que atualmente estão empenhados nos estabelecimentos públicos com grande satisfação. (Os Fun- dadores ao Imperador Francisco I, 13 de julho de 1825, II, pág. 469-472).
6) Escola de caridade. “O objetivo pelo qual se busca cultivar a juventude é sagrado, porque deriva de um sentimento de caridade (...). A restrição alcança muitos jovens, que talentosos, não podem cultivar seus dons por causa da sua pobreza. Aberta a escola somente pelo impulso da caridade, ela no curso de vários anos assistiu quase todos os estudantes gratuitamente” (Relação sobre o Instituto, 17 de dezembro de 1804, Positio, pág. 199).

“O espírito dos professores deve ser o mesmo espírito de caridade, de paciência, de zelo, de (...) desinteresse” (Positio, pág. 266).

“... outros muitíssimos (jovens), e em maior número, não possuem nenhuma ajuda de instrução religiosa, de guarda ou de vigilância por parte dos parentes: deixados à própria sorte, não freqüentando as escolas públicas, ou se as freqüentam não alcançam êxito porque são demais distraídos pelas suas dissipações e vícios. Não encontrando nas escolas um conteúdo suficiente, permanecem igualmente perdidos e assim facilmente podem chegar a corromper os bons”.

“Por isso se faz necessária uma escola de um novo gênero, onde não se encontrem somente o mestre, mas o pai, que com empenho de caridade se presta a suprir os vários trabalhos que não o são pelos genitores...” (Informação a Prefeitura, 17 de junho de 1815, Positio, pág. 258).

“O laborioso exercício da caridosa Escola não alcançou ainda o fim proposto, mas só um meio com o qual chamando a juventude de toda classe mal provida de doméstica disciplina e educação se abre o caminho para bem conhecer as respectivas necessidades e poder segundo as particularidades de cada um administrar os meios que convier, para poder ver crescer no bom costume...”(Notícias em torno da Fundação etc.,1838, in: Positio, pág. 700).
7) Inspiração em São José de Calazans. “... parece (...) para poder colocar remédio (a desordem da esquecida educação) não é suficiente a formação de um novo instituto, mas somente com a difusão da ordem dos pobres clérigos regulares da Mãe de Deus das Escolas pias, instituindo-se (...) uma congregação de sacerdotes seculares da Mãe de Deus dedicados por isso às Escolas Pias, os quais vivessem sob as inspirações para tal fim emanadas de São José, que já é colocado como exemplo na fundação e no exercício das Escolas de Caridade” (Plano apresentado a Pio VII, 28 de maio de 1814, Positio, pág. 328).
8) Para comunicar aos jovens alegria serena, vida comunitária de amor. “Substancialmente a nossa escola é uma grande família na qual os mestres e as mestras se fazem de pai e mãe, chegando a auxiliar os caros alunos até ao ponto de providenciar também a muitos o alimento cotidiano, e exercitando a educação dos nossos cooperadores com verdadeiro espírito de educação e de piedade cristã”. (Carta ao conde Mellerio, 11 de fevereiro de 1824, Epistolário, II, pág. 412).

“... faz conhecer aos escolares que os Instrutores nutrem um coração de pai para com eles, isso produzindo o efeito de docilidade em correspondência à sua caridosa disciplina e retribuem amor com amor. Portanto, os mestres conseguem mais fácil e frutuosamente a correção oportuna, e mais prontos e abertos encontram os caminhos para poderem inspirar nos corações dos filhos, refrear e dirigir suas índoles, e conduzir a sua moral” (Relação ao Patriarca Monico, 06 de dezembro de 1830, Epistolário, III, pág. 78).

O exercício das nossas escolas corresponde à finalidade para as quais foram instituídas, seja o de poder oferecer aos jovens necessitados de educação uma assistência paterna e refúgio nos instrutores onde encontram pais os quais não se contentam em dar seu ensinamento gratuito na piedade e nas letras, mas também a acompanhá-los nos dias festivos, a defender e a assistí-los do melhor modo possível...” (Os Fundadores a D. Marinelli de Lendinara, 16 de janeiro de 1834, Epistolário, III, pág. 401). “Bastava somente sua presença (Pe. Marcos) para motivar o recolhimento no oratório, a alegria no horto: com uma olhada, com uma palavra obtinha a perfeita amorosa obediência (...) obtinha aquilo que queria; porque sabiam que eram amados por ele, corriam voluntariamente ao seu encontro, e não mais queriam separar-se dele”. (Pe. Giovanni Chiereghin “Os Cavanis e a sua obra” in: ZANON, Storia documentata, II, pág. 458 nota).
9) Caráter de Pe. Antônio Ângelo. Uniformidade a vontade de Deus. “Eu quero ter vivíssima a confiança. Deus sabe, Deus pode, Deus quer. Digo que Deus quer porque já nos deu tantas provas da sua vontade” (14 de outubro de 1825, carta de Pe. Antônio, Positio, pág.569).

“Marcos, vai muito bem. (...) O não ver contradições e oposições, me faz temer de que não seja obra de Deus, porquanto só as obras de Deus possuem a marca das perseguições e contrastes (...) ficarei tranqüilo se fôssemos atingidos por qualquer tribulação” (Testemunho de Pe. Pietro Spernich sobre uma frase de Pe. Antônio Ângelo, Positio, pág. 918).

Providência – “Não seria mal se pudesses respirar ares mais puros (...) é Providência amorosa que vigia sobre vós e sobre sua obra. Adoremo-la profundamente e agradecemo-la de todo o coração”. (Pe. Antônio ao Pe. Marcos, 26 de novembro de 1822, Positio, pág. 374).

“E que quer dizer estes repetidos ‘não’ (...) que se recebem na face? Que desmoronará a obra? (...) Quer dizer que é atribulada e que exatamente por isso Deus a quer proteger e fazê-la grande” (Pe. Antônio ao Pe. Marcos, 25 de outubro de 1825, Positio, pág. 571).

Apoio ao irmão Marcos. “... Sempre havia com que confortar o amado irmão e transformar em alegria o cansaço quando às vezes sentia, por alguma grande razão, o coração desanimado”. (Pe. Sebastião Casara, Positio, pág. 872).




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