Instituto da droga e da toxicodependência



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INSTITUTO DA DROGA E DA TOXICODEPENDÊNCIA

Projecto SIM

Circuito do Utente v2c


Ambulatório

ÍNDICE



  1. Inscrição

Uma pessoa vem pedir apoio à Unidade.

    1. Admissão/readmissão (Ficha de Contacto1).

O Técnico Psicossocial ou Administrativo verifica no SIM se essa pessoa já existe no sistema.

      1. Se não existe, cria a pessoa, preenchendo a Ficha de Contacto ficando aquela a aguardar acolhimento.

      2. Se existe (é Utente2):

        1. Foi registado nessa Unidade e frequenta a consulta. É um pedido de mudança de Terapeuta de Referência/Gestor de Cuidados de Saúde (TR/GCS). É encaminhado para o TR/GCS para reavaliação, podendo resultar na transferência para outro Técnico.

        2. Foi registado na mesma Unidade e já não frequenta as consultas há mais de um ano. Se o “Utente” já estiver em arquivo deverá actualizar-se a Ficha de Contacto e marcar-se acolhimento para actualizar a Ficha Base. Caso contrário é avaliado com o TR/GCS a sua continuidade com o Utente ou não:

          • Se continua, marca-se consulta para esse TR/GCS, é actualizada a Ficha de Contacto e a marca-se também acolhimento para actualizar a Ficha Base.

          • Caso contrário a Ficha de Contacto é actualizada (se necessário) e marca-se acolhimento para actualizar a Ficha Base.

        3. Foi registado noutra Unidade, que frequenta. É uma transferência. O TR/GCS da Unidade de origem é contactado para autorizar a mudança. A Ficha de Contacto é actualizada (se necessário) e marca-se acolhimento para actualizar a Ficha Base.

        4. Foi registado noutra Unidade que já não frequenta há mais de 1 ano. O TR/GCS dessa Unidade é informado da transferência do Utente. A Ficha de Contacto é actualizada (se necessário) e marca-se acolhimento para actualizar a Ficha Base.

    1. A Ficha de Contacto regista a identificação e dados de contacto da pessoa, observações diversas, e o tipo de pedido principal3 ou de Utente4 em causa e um eventual motivo de prioridade para efeitos de gestão de uma Lista de Espera.

    2. Quando possível, é efectuada a marcação do acolhimento. Após três faltas é considerado como uma desistência. Caso se venha a verificar uma nova inscrição da pessoa, repete-se o processo descrito no ponto 1, mantendo-se o seu histórico de inscrições.

    3. Se o acolhimento se efectuar, essa pessoa torna-se Utente do IDT, referenciado a essa ET (sem prejuízo de posteriormente se verificarem transferências). Esse Utente poderá já ter associado o histórico de inscrições em Unidades do IDT que não culminaram em acolhimentos.




  1. Acolhimento (Ficha Base5)

Caracterização do Utente

    1. Entre outros objectivos, o acolhimento tem também a finalidade de recolher dados objectivos e subjectivos que permitam estabelecer um primeiro diagnóstico geral das necessidades em saúde do Utente e uma caracterização global dos Utentes que recorrem ao IDT.

    2. No acolhimento de Utentes com consumos de álcool e/ou de outras substâncias psicoactivas o Técnico Psicossocial e/ou outro profissional6 recolhe os dados sócio-demográficos pessoais e familiares do Utente, a sua história clínica e de tratamentos prévios, comportamentos de risco e dados judiciais. Estes dados constituem a Ficha Base do Utente.

      1. Se é uma admissão será a primeira Ficha Base do Utente.

      2. Numa readmissão poderá7 ser uma actualização de uma Ficha Base já existente ficando preservado o histórico de registos.

    3. No acolhimento de Outros Utentes (nota de rodapé 4) será o respectivo TR/GCS que deverá recolher os dados que considere relevantes como Observação Clínica no processo do Utente. Sempre que for considerado útil, e até existirem fichas próprias para esses Utentes, poderão utilizar-se os campos considerados pertinentes da Ficha Base (nomeadamente quanto à caracterização sócio-demográfica).

    4. No preenchimento da Ficha Base assume particular relevo:

      1. A indicação, sempre que for o caso, dos números de processo relacionados de familiares também em acompanhamento para facilitar a articulação entre técnicos em casos relacionados familiarmente.

      2. Ao registar os dados dos filhos, e se o outro progenitor já for Utente do serviço, deve-se indicar esse facto para que as crianças não sejam contadas a dobrar.

      3. O preenchimento completo da história de consumo de substâncias psicoactivas (nomeadamente da Droga Principal).

      4. A possibilidade de utilização da Ficha Base – Complemento Alcoolismo ou Toxicodependência – para registar dados de consumo, de comportamentos de risco e judiciais no caso de Utentes com consumos paralelos de álcool e de outras substâncias psicoactivas.

      5. A possibilidade de preenchimento do GRAFFAR8.

      6. A possibilidade de associar a imagem do genograma do Utente.

    5. Após o acolhimento, o Utente é atribuído obrigatoriamente a um Terapeuta de Referência (Médico ou Psicólogo, em acompanhamento individual ou de grupo). Todos os Utentes têm de estar referenciados a um médico que os deve avaliar no máximo 4 semanas após a (re)admissão. Paralelamente pode ser designado um Gestor de Cuidados de Saúde para o Utente. A identificação dos Técnicos a que o Utente está ligado pode ser alterada, ficando preservado o histórico de registos.

    6. A Ficha Base deve ser actualizada com uma periodicidade anual. No entanto, dado que os procedimentos de inscrição nos programas farmacológicos, Unidades de Desabituação, Comunidades Terapêuticas e Centros de Dia obrigam à sua actualização, nem sempre se justificará um esforço direccionado exclusivamente para o efeito.

  1. Acompanhamento

    1. Na sequência do acolhimento e da atribuição do Técnico responsável pelo acompanhamento global da situação do Utente (TR/GCS) é marcado o início do seu acompanhamento. Este acompanhamento envolve a intervenção do Técnico referido, mas pode incluir consultas Médicas, de Psicologia, de Enfermagem, de Intervenção Social, de Terapia Ocupacional, de Fisioterapia, de Nutricionismo ou de Terapia Familiar.

    2. Agenda

      1. Na agenda, podem-se registar dois grandes tipos de actividade:

        1. Assistenciais

Identificação da hora de marcação, tipo de acto, nome do Utente, hora de chegada e estado9. Se a intervenção for um grupo de Utentes ou de pais, no campo do nome do Utente só surgirá a identificação do grupo (e.g.: Grupo A ou Grupo de Pais). No final do grupo será possível identificar nominalmente os participantes dessa sessão, seja por parte dos Técnicos, seja dos Utentes. Também no caso de uma sessão de Terapia Familiar ou de Casal, será após a sessão que se identificarão os participantes (nominalmente no caso daqueles que tiverem processo individual e em n.º de participantes nos restantes).

        1. Não assistenciais

Identificação da hora de marcação, do tipo de intervenção e respectiva duração. Este último elemento revela-se importante no sentido de permitir assinalar o período do dia em que o profissional estará ocupado com aquela actividade, prevenindo assim a sobreposição de marcações.

      1. Existirá ainda uma agenda geral de actos assistenciais que se poderá abrir na recepção do ambulatório e que terá como objectivo permitir aos técnicos da recepção a confirmação do agendamento de intervenções e/ou da presença dos Utentes.




    1. Ficha de Seguimentos

      1. Após cada consulta dada pelo TR/GCS, deve ser preenchida a Ficha de Seguimentos10. Esta ficha recolhe um conjunto de indicadores globais do tipo de intervenção e da evolução do Utente.

      2. Ao aceder à Ficha de Seguimentos, o Técnico começa por registar:

        1. Os diversos actos desenvolvidos naquela intervenção;

        2. A presença de outros Técnicos na intervenção (associando-a à intervenção desses Técnicos nas respectivas agendas de forma a que a intervenção conte como uma única para a Instituição);

        3. A presença de familiares ou envolventes no acompanhamento dos Utentes individuais.

      3. O Técnico abre então a Ficha de Seguimentos, preenchendo-a. No caso da intervenção em grupo, abrirá uma ficha por Utente.

      4. Sequencialmente poderá efectuar um registo de Observações Clínicas, sendo de diferenciar as que poderão ser visualizadas por outros Técnicos de acordo com o seu nível de permissões (Partilhadas), e as que só poderão ser visualizadas pelo utilizador que as criou (Confidenciais). Estes registos podem ser efectuados por qualquer profissional, mas só os primeiros podem ser consultados por quem tiver um nível de permissões adequado.

      5. No caso das intervenções em grupo, o Técnico poderá também efectuar um registo de observações que fica ligado àquela sessão (constituindo assim um “diário” do grupo), e não a um único participante.

    2. Na sequência da consulta efectuada pelo TR/GCS, o Utente poderá ser encaminhado para uma consulta de qualquer uma das restantes disciplinas (tal como se explicitou na página 5, ponto III – Acompanhamento).




    1. Medicina

Neste âmbito encontram-se as seguintes áreas:

      1. Registo Médico

Seguem-se as normas do Registo Médico Orientado por Problemas (RMOP) no formato SOAP.

        1. Subjectivo – sinais ou sintomas expressos pelo Utente. Campo aberto com possibilidade de registo pela ICPC11.

        2. Objectivo – sinais ou sintomas observados pelo médico, incluindo sinais vitais. Campo aberto com possibilidade de registo pela ICPC.

        3. Avaliação – diagnóstico/hipóteses diagnósticas. Campo aberto com possibilidade de registo pela ICPC ou CID 10. Ao registar um diagnóstico, o mesmo pode ser inscrito na área dos Problemas Activos. O médico poderá, ao longo do acompanhamento que fizer do seu Utente, efectuar a gestão desses problemas, inserindo outros, eliminando-os (embora permaneça em histórico) ou passando-os para a área dos Problemas Passivos.

        4. Plano – inclui prescrição farmacológica, requisição de meios complementares de diagnóstico, indicação de tratamentos a efectuar, encaminhamentos ou outros. Campo aberto com possibilidade de acesso à área de prescrição farmacológica e de requisição de análises clínicas e/ou exames complementares.

      1. Terapêutica farmacológica

        1. A área da terapêutica farmacológica permite registar os medicamentos prescritos na consulta bem como outros prescritos por outros médicos e que o Utente continue a tomar. A pesquisa de medicamentos pode efectuar-se por nome comercial, por princípio activo ou pela classificação fármaco-terapêutica.

        2. Envolve o registo dos seguintes campos:

          • Prescritor (identifica o profissional ou serviço que inicialmente prescreveu o medicamento)12

          • Medicamento, dose e apresentação (esta informação é seleccionada a partir da pesquisa de medicamentos)13

          • Data de início e data de fim de administração (estes campos são opcionais, mas permitem gerir facilmente a prescrição de medicação crónica e conhecer a terapêutica actual do Utente. A data de início é, por defeito, a data da inserção do medicamento na lista, embora possa ser alterada para uma data anterior ou posterior à actual. A data de fim não preenchida ou posterior à data actual, implica a manutenção do medicamento na lista. Se a data de fim for anterior à data actual o medicamento só pode consultado em histórico de prescrições).

          • Posologia (permitindo o registo numa grelha PA, A, L, J, D e SOS, sendo sempre possível acrescentar texto livre).

          • Indicação de inclusão na receita impressa (permite enviar para receita só os medicamentos que o Utente necessite)

          • Tipo de receita (simples ou renovável)

          • Número de embalagens (1 por defeito, máximo de 6).

          • Administração (assinalar quando a administração for na ET).

        3. Ao enviar para impressão, o sistema deve permitir a distribuição dos medicamentos e embalagens por diversas receitas. O sistema guardará em histórico a informação constante das receitas impressas (nº da receita, serviço emissor, prescritor, data, medicamentos, dose, apresentação e nº de embalagens e posologia). Será possível consultar esse histórico, bem como assinalar a eventualidade de anulação de uma receita emitida.

        4. Desta forma, ao abrir esta área, o profissional poderá deparar com alguns registos que representam a terapêutica que o Utente está a efectuar. Se o médico quiser emitir alguma receita com esses medicamentos, bastará assinalá-lo no campo respectivo (indicação de inclusão em receita impressa). O médico poderá acrescentar outros medicamentos que correspondam a terapêuticas actualmente efectuadas pelo Utente, bem como colocar uma data de fim em qualquer medicamento que o Utente já não esteja a tomar.

      2. Requisição e registo de análises clínicas.

        1. O médico disporá de uma lista de protocolos de análises clínicas que poderá requisitar, sendo sempre possível seleccionar cada análise por si ou acrescentar outras análises a protocolos já existentes. O sistema imprime nos formulários respectivos as análises requeridas. Os protocolos já existentes poderão ser:

          • Infecto (AgHBs, AcHBs, AcHBc, AcHVC [ELISA], VDRL/FTA)

          • Infecto sem Hep. C (igual ao anterior sem AcHVC)

          • Rotinas (Hemograma, Função Hepática e Função Renal)

        2. O Registo dos Resultados de Análises Clínicas14 far-se-á mediante acesso à área respectiva. Para cada análise será possível efectuar o registo em termos do respectivo valor e/ou se a mesma está Alterada/Positiva ou Normal/Negativa.

        3. O sistema guardará o histórico do resultado das análises e alertará o TR/GCS sobre a necessidade de efectuar novas análises após um ano decorrido a partir da data dos últimos registos.




    1. Psicologia Clínica.

Neste âmbito encontram-se as seguintes áreas:

      1. Avaliação Psicológica15

Nesta área será possível o registo parametrizado do resultado de algumas provas de avaliação psicológica (ex.: Figura complexa de Rey, PM38, WAIS, SCL90, MiniMult, etc.).

      1. Ficha de Exame Mental16

Esta área (que não é exclusiva da Psicologia) permite registar o resultado de uma avaliação mental do Utente. Deve ser preenchida no âmbito de alguns processos de inscrição.


    1. Enfermagem.

Neste âmbito encontram-se as seguintes áreas:

      1. Área de Autonomia Disciplinar

Permite o registo do conjunto de diagnósticos, de intervenções e de resultados de enfermagem, em linguagem CIPE 1.0®, que constituem o Resumo Mínimo de Dados de Enfermagem (RMDE) do IDT.

        1. Esta área envolve os seguintes campos: Data da consulta; Enfermeiro; Foco de atenção; Juízo; Intervenção; Data de início da intervenção; Data de fim da intervenção; Observações gerais.

        2. No âmbito de uma consulta, o enfermeiro tem a possibilidade de registar os focos de atenção e os respectivos juízos, bem como de assinalar as intervenções que efectuou ou iniciou por diagnóstico. Nestes termos, cada intervenção apresenta uma data em que foi realizada ou iniciada e a data em que foi concluída. Os diagnósticos permanecem “abertos” e surgirão (bem como as respectivas intervenções) nas futuras fichas de consulta de enfermagem até serem “fechados” (juízo “normal”, “nenhum” ou “interrompido”).

        3. Ao criar uma nova ficha de consulta num contacto subsequente, os diagnósticos “abertos” e as intervenções já efectuadas surgem já preenchidos, permitindo ao Enfermeiro tomar conhecimento do trabalho em curso com aquele Utente. O profissional tem então a possibilidade de actualizar esses dados:

          • Terminando intervenções (registando a data de fim);

          • Iniciando outras intervenções (registando a data de início);

          • “Fechando” diagnósticos (registando o juízo como “normal”, “nenhum” ou “interrompido”);

          • “Abrindo” novos diagnósticos.

        4. Os diagnósticos que foram “fechados” podem ser consultados, tal como as intervenções efectuadas no seu âmbito, num registo histórico de consultas de enfermagem.




      1. Administração e Registo de Vacinas

Esta área permite a gestão de esquemas vacinais.

        1. Esta área envolve os seguintes campos: Vacina em causa (HB, Tétano ou Gripe); Data; Dose (1ª a 4ª); Lote; Laboratório; Intervalo de tempo até à próxima dose (1 a 12 meses); Enfermeiro que administra; Observações.

        2. Na sequência deste registo, 15 dias antes da data prevista para a próxima dose, a aplicação enviará um alerta ao Enfermeiro e ao TR/GCS.

        3. Ao abrir esta área, surgirá o histórico de vacinas/doses já administradas ao Utente.

      1. Administração de medicamentos

Esta área permite gerir a administração de fármacos aos Utentes, com particular relevância para o programa de metadona. Envolve as seguintes componentes:

        1. História em programa. Número de vez em programa; tipo de programa17; data de inscrição, prioridade, desistência18; proveniência; tempo em programa; data de admissão e de saída; motivo de saída e local de transferência, identificação dos tutores.

        2. Gestão de locais de dispensa e/ou de administração. Local geral de administração, dia da semana, local diário de administração e local diário de dispensa.

        3. Registo de administração. Data, hora, local, medicamento e dose administrada, e enfermeiro que administra.

        4. Registo de análises a metabolitos. Data, resultado das análises a metabolitos e enfermeiro que as efectuou.

        5. Registo de ocorrências. Envolve a possibilidade de texto livre (permitindo também acesso à área de diagnósticos e intervenções de enfermagem) e de 4 registos tipificados:

          • Alteração de dose. Permite o registo da data de início do processo de alteração de dose, tipo de alteração (aumento ou redução), periodicidade (semanal, quinzenal, …), dia da semana em que ocorre a alteração, valor da alteração, objectivo da alteração (x mg. ou até se verificar ausência de queixas). Este registo, que pode ser efectuado por médicos ou pelos enfermeiros, estará ligado à funcionalidade de registo de doses, no sentido de alertar o enfermeiro para a necessidade de ajustar a dose.

          • Terapêutica adicional. Indica a existência de terapêutica adicional que deve ser administrada ou conhecida pela equipa de enfermagem. Permite acesso à área de Terapêutica Farmacológica no sentido de verificar qual o medicamento que deve ser administrado e qual a respectiva forma e dose. A confirmação da administração do fármaco deve ser feita mediante registo nas ocorrências.

          • Internamento. Permite o registo da data de admissão, de saída e da causa de um internamento hospitalar ocorrido durante o programa terapêutico farmacológico.

          • Gravidez. Permite registar o número de semanas de gravidez da Utente, auxiliando a planificação do programa face à aproximação da data de parto. Desencadeia igualmente alertas no caso de a Utente estar a tomar alguns medicamentos.

        6. Avisos “post-it”. Área de avisos independente de datas.

        7. Gestão de stocks de cloridrato de metadona. Data, Local de dispensa, Movimento (Entrada ou Saída), Quantidade, Motivo (dose19, transferência, correcção). Esta área facilita a adequada planificação dos envios de metadona para as ET, Centros de Saúde, Hospitais ou Estabelecimentos Prisionais, mediante alertas ao enfermeiro encarregue desta gestão sempre que a quantidade de fármaco num local seja inferior a determinado limite.

        8. No caso de o Utente ter somente uma terapêutica de medicamentos não agonistas só há lugar à confirmação da administração terapêutica, a qual se faz mediante registo nas ocorrências.

        9. A componente de registo de análises é independente de o Utente estar inserido num programa. Qualquer Utente da ET pode ver o resultado das suas análises registadas.

        10. A aplicação contemplará um conjunto de funcionalidades de impressão de guias de tratamento, de remessa e de responsabilidade que acompanharão as doses enviadas para o exterior, de ligação à agenda do Utente e aos seus resultados de Análises Clínicas, de comunicação com o TRGCS do Utente, de transferência temporária ou permanente do Utente para outra Unidade, de impressão de etiquetas, de comunicação com o doseador automático.




    1. Intervenção Social.

Neste âmbito encontram-se as seguintes componentes:

      1. Ficha Complementar da dimensão social20.

Esta ficha permite registar um conjunto de dados que aprofundam aspectos da Ficha Base na dimensão social e que se revelam fundamentais para a intervenção dos Técnicos de Serviço Social (TSS). Pode ser preenchida só parcialmente e actualizada sempre que se justifique, mantendo-se as versões anteriores em histórico.

      1. Ficha de Acompanhamento e Avaliação Social21.

Esta área permite o registo de um conjunto vasto de necessidades, de estratégias de intervenção e de encaminhamentos na área do serviço social.

        1. Esta área envolve os seguintes campos: Data da consulta; TSS; Necessidade; Estratégia de intervenção; Data de encaminhamento; Encaminhamento; Data de avaliação do encaminhamento; Avaliação do encaminhamento; Fonte da informação; Avaliação da necessidade; Observações gerais; Ficha de Ligação IDT/SS enviada; Idem recebida; Data de alta social.

        2. No âmbito de uma consulta, o Técnico de Serviço Social tem a possibilidade de registar as necessidades existentes, bem como de assinalar as estratégias de intervenção que utilizou por necessidade e os encaminhamentos que efectuou. As necessidades permanecem “abertas” até serem avaliadas.

        3. Ao criar uma nova ficha de seguimentos num contacto subsequente, as necessidades ainda não avaliadas e as estratégias de intervenção e encaminhamentos já efectuadas no seu âmbito surgem já preenchidos, permitindo ao TSS tomar conhecimento do trabalho em curso com aquele Utente. O profissional tem então a possibilidade de actualizar esses dados:

          • Avaliando encaminhamentos (registando também a data e a fonte da informação);

          • Registando novas estratégias de intervenção ou encaminhamentos para necessidades previamente identificadas;

          • Avaliando necessidades (o que pressupõe a avaliação de todos os encaminhamentos efectuados);

          • Identificando novas necessidades;

        4. Em qualquer ficha, o TSS pode registar o envio ou recepção da ficha de ligação IDT/SS, bem como da alta social do Utente (o que pressupõe a inexistência de necessidades não avaliadas).

        5. As necessidades que já foram avaliadas (não surgindo já na ficha de seguimentos de serviço social) podem ser consultadas, tal como as estratégias de intervenções utilizadas no seu âmbito e respectivos encaminhamentos e avaliações, num registo histórico do processo da dimensão social do Utente.




    1. Terapia Ocupacional22.

Permite efectuar um registo dos principais problemas sobre os quais esta área intervém, bem como dos resultados atingidos.

      1. Esta ficha envolve os seguintes campos: Data de avaliação inicial; História ocupacional do Utente; Padrões de vida diária; Interesses; Valores; Necessidades; Identificação de problemas, e prioridades do utente, Análise do Desempenho Ocupacional e Observações.

      2. Na sequência desta ficha, haverá lugar a um registo por cada intervenção em que se especifica o dia em que a intervenção ocorre, os actos concretos desenvolvidos com o Utente, e se faz uma apreciação sobre a sua evolução.




    1. Fisioterapia23.

Permite efectuar um registo dos principais problemas sobre os quais esta área intervém, bem como dos resultados atingidos.

      1. Esta ficha envolve os seguintes campos: Data de avaliação inicial; Diagnóstico; História clínica anterior; História clínica actual; Avaliação objectiva; Identificação dos principais problemas; objectivos.

      2. Na sequência desta ficha, haverá lugar a um registo por cada intervenção em que se especifica o dia em que a intervenção ocorre, os actos concretos desenvolvidos com o Utente, e se faz uma apreciação sobre a sua evolução.




    1. Nutrição24

Esta ficha resulta dos exemplares em uso nas Unidades de Alcoologia do Centro e do Norte e permite registar um conjunto de dados relativos à avaliação antropométrica do Utente, metabolismo basal e história alimentar entre outros. Pode ser preenchida uma destas fichas por consulta e/ou complementada com registos de Observações.


    1. Ficha de Objectivos/Avaliação

Esta ficha reunirá num único local os diversos objectivos e projectos que podem presidir à inscrição de um Utente num programa terapêutico ou Unidade (UD, UA, CT, CD). Terá de ser obrigatoriamente preenchida no processo de inscrição de um Utente num dos recursos mencionados, mas poderá ser utilizada autonomamente no âmbito de um processo terapêutico em que se pretenda efectuar uma contratualização de objectivos com o Utente. Numa periodicidade regular poderá efectuar-se a avaliação da consecução de objectivos através de uma escala de Likert.


    1. ADR (Aconselhamento, Diagnóstico e Referenciação)

O registo dos dados desta actividade envolve o seguinte protocolo:

      1. Actualização dos dados da Ficha Base.

      2. Actualização da ficha de registo de análises, nomeadamente quanto aos aspectos específicos do teste rápido efectuado e do eventual processo de referenciação realizado.




  1. Processos de inscrição.

Os processos de inscrição são compostos por um protocolo de actualização de informação sobre o Utente e pelo preenchimento de uma ficha específica para cada tipo de unidade (ex.: objectivos).

Dado que neste documento só se aborda a actividade relacionada com o ambulatório, detalha-se unicamente a inscrição nos Programas Terapêuticos com Agonistas Opiácios.




    1. Programas Terapêuticos com Agonistas Opiácios (PTAO)

      1. Actualização da Ficha Base (se a anterior foi há mais de 1 ano), prestando particular atenção aos diagnósticos somáticos e/ou psíquicos relevantes para avaliação da indicação do Utente para integrar um programa desta natureza.

      2. Actualização da Ficha de Análises Clínicas.

      3. Preencher Ficha de Objectivos/Avaliação.

      4. Prescrição obrigatória por médico da ET.

      5. Envio de mensagem para a equipa das Terapias Medicamentosas com a indicação da intenção de inscrever o Utente no Programa.

Na sequência da recepção da inscrição, a Equipa agenda a indução do medicamento logo que possa e alerta o TR/GCS dessa data pelo SIM.

1 Ver Anexo “10 Ficha de Contacto v2”

2 Uma pessoa só se torna Utente do IDT após se ter efectuado um acolhimento ou consulta.

3 Patologia aditiva – Álcool; Outras substâncias psicoactivas; Tabaco; Outras.

4 Criança/Jovem em risco; Parente; Família; Utente Ocasional; Outros.

5 Ver Anexos “13 FichaBase20080129Alc” e “13 FichaBase20080129Tox”

6 O acolhimento poderá ser dividido entre diversos Técnicos, sendo a parte não clínica recolhida por Psicossociais e o restante em sede de consulta pelo TR/GCS.

7 Na admissão anterior poderá não se ter efectuado o preenchimento da Ficha Base.

8 Ver Anexo “19 GRAFFAR”

9 Presença; Falta; Utente adiou; Utente desmarcou; Não esperou; Atrasado; Terapeuta desmarcou.

10 Ver Anexo “20 Ficha de Seguimentos v7”

11 Classificação Internacional de Cuidados Primários 2ª edição

12 O nome do médico que surgirá na receita impressa será o do profissional que tem a sessão aberta na aplicação, independentemente do nome que esteja no campo do prescritor inicial.

13 O processo de pesquisa de medicamento permite consultar o prontuário terapêutico, onde figura a sua monografia, nomeadamente, indicações, contra-indicações e interacções.

14 Ver Anexo “29 Registo de análises v1”

15 Ver Anexo “30 Ficha de Avaliação Psicológica”

16 Ver Anexo “31 Ficha de Exame Mental”

17 Metadona, Buprenorfina, Naltrexona, Outro Fármaco.

18 Estes três últimos campos destinam-se a poder efectuar uma gestão da Lista de Espera para programa de Metadona.

19 Preenchido automaticamente pela aplicação a partir dos registos de doses administradas.

20 Ver Anexo “40 FICHA COMPLEMENTAR SOCIAL v2”

21 Ver Anexos “41 Ficha de Acompanhamento e Avaliação Social desenho” e “42 Ficha de Acompanhamento e Avaliação Social”

22 Ver Anexo “46 Terapia Ocupacional”

23 Ver Anexo “47 Fisioterapia”

24 Ver Anexo “48 Nutrição”




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