Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora fundado por São João Bosco



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Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora

fundado por São João Bosco

N.786
Queridas Irmãs,

de Mornese, onde - como sabem - estamos reunidas para a primeira etapa do nosso serviço, vimos ao encontro de vocês. Aqui tudo nos fala da comunidade das nossas primeiras Irmãs, a memória da qual partiu e se alimentou a reflexão do Capítulo.

Pela primeira vez nós lhes escrevemos em forma coral, desejando comunicar-lhes ao vivo o que estamos experimentando. Em certo sentido, o lugar nativo de Maria Domingas e da nossa família religiosa se torna também natal da nova comunidade do Conselho Geral.

Estamos surpreendidas ao constatar que, graças à disponibilidade de cada uma, no curto espaço de uma semana criou-se entre nós um tal relacionamento de comunhão que faz pensar que nos conheçamos desde sempre. Temos experimentado tanta sintonia na abertura recíproca, tanta atenção à riqueza de cada uma e também tanta convergência na busca, que podemos esperar que a profecia do insieme possa se tornar realidade para nós e para todo o Instituto.

A esta altura talvez alguém possa pensar que estamos numa situação ideal. Em parte é verdade, mas essa realidade é também fruto da acolhida da diversidade que cada uma de nós traz. A experiência do Capítulo se prolonga na nossa comunidade corno o novo estilo de vida que tanto desejamos e que, temos certeza, chega a todas vocês nesse tempo de transmissão da boa nova capitular.

A tensão rumo ao terceiro milênio, presente na preparação e na realização das assembléias capitulares, se reafirma agora, depois da solene abertura do grande evento do Jubileu, celebrada ontem à noite, pelo Papa, na basílica de São Pedro.

Viver esse acontecimento em Mornese nos torna ainda mais conscientes de que a nossa pequena história, corno a de toda comunidade, é parte da grande história da salvação.

Além disso, viver aqui os dias de imediata espera do Natal, na evocação da vida e dos natais mornesinos, torna mais fácil para nós a concretização da centralidade de Cristo e da unicidade do seu amor. Talvez se possa considerar irrepetível essa experiência, na correria dos nossos dias. No entanto, é essa a surpreendente exigência dos jovens que, na abertura do Capítulo, nos estimularam, dizendo: «Dêem-nos Jesus, dêem-nos a vida», e das capitulares mais jovens que se exprimiram assim: «Ajudem-nos a viver a experiência forte de Cristo vivo, a enamorar-nos dele, e a abrir-Ihe espaço na nossa existência». E, acima de tudo, esta única exigência emergiu com for(~a da experiência capitular: «Viver radicalmente o nosso relacionamento com Cristo».

fundado por São João Bosco

Nesse pano de fundo eclesial e mornesino, parece-nos ver vocês reunidas em comunidade, hoje corno na origens da nossa Família Religiosa, enquanto procuram maneiras de celebrar o dom da vinda de Jesus neste Natal de 1996. Temos a impressão de ouvir algumas perguntas que nós também nos fazemos:

* Como viver de forma autêntica o Natal, descobrindo Jesus na nossa comunidade e na nova qualidade das nossas relações?

* Como reconhecer Jesus no pobre que mora ao nosso lado, no jovem que se sente sozinho, na mulher que chora, nos povos que sofrem injustiça, violência, guerra?

Nós temos um desejo: seria lindo se a história do nosso Natal pudesse ser compartilhada em nível inspetorial ou em um raio mais amplo, para que se torne realmente a boa notícia que abre à esperança.

Agora, respondendo ao desejo expresso pelas Irmãs capitulares e que acreditamos seja compartilhado por todas, queremos colocá-las a par da agenda dos nossos trabalhos Nestes dias, concentramos a nossa atenção sobre

- as tarefas que o Capítulo nos confiou

- as modalidades de animação do Conselho Geral, requeridas pelo mesmo Capítulo.

- A tarefa mais imediata é a redação definitiva dos Atos, em que a comissão escolhida pelas capitulares irá trabalhar, a partir do dia 10 de dezembro. Por decisão do Capitulo, esse trabalho será integrado pelo aporte de algumas assessoras e capitulares designadas pelas conferências interinspetoriais. Como Conselho, estamos revendo as emendas feitas sobre a primeira redação do texto, para chegar, no menor espaço de tempo possível, a uma redação final que garanta a fidelidade às exigências expressas pela assembléia capitular.

Também a elaboração da Ratio institutionis é uma tarefa prioritária que assumimos, a fim de responder à solicitação da Igreja. A Exortação Apostólica Vita Consecrata pede a todos os Institutos que redijam «um projeto formativo inspirado no carisma institucional, em que seja apresentado, de forma clara e dinâmica, o caminho a seguir para assimilar plenamente a espiritualidade do próprio Instituto» (VC 68). O trabalho que se requer de nós não é de pouca importância, porque engloba também o tema da inculturação do carisma e da sua atualidade em cada estágio da vida. Por isso, procuramos dar os primeiros pequenos passos nesse caminho. Escolhemos uma metodologia participativa, que prevê o envolvimento de especialistas (leigos e religiosos), e um dialogo contínuo com as FMA do mundo inteiro. Dentro do horizonte já demarcado pelo documento pós-sinodal, identificamos alguns conteúdos específicos que nos vêm da conversa capitular: inspiração nas Constituições e na linha do Capitulo, clara

fundamentação antropológica, especificidade feminina, dimensão mariana, atenção à inculturação, aspecto relacional dos votos. No que diz respeito aos tempos, temos intenção de dedicar-nos a uma primeira reflexão mais aprofundada e sistemática, na metade de janeiro, quando o Conselho Geral se reunirá outra vez, com todos os seus membros. Procuramos também descobrir os caminhos para a informatização da Secretaria e da Administração - conforme pedido vindo de muitas partes do Instituto, e confirmado no Capitulo - de modo a garantir um intercâmbio mais rápido e mais ágil entre a sede centrai e as sedes inspetoriais. Essa passagem se fará em continuidade com o que até agora foi feito, e em atenção às novas exigências da comunicação.

Consideramos também prioritário atender ao desejo das capitulares de um aprofundamento da fisionomia mariana do Instituto e da antropologia em que nos devemos inspirar; isso será confiado à instituição Auxilium e a outras colaborações.

Em momentos ulteriores, a nossa reflexão se voltará para as Constituições e os Regulamentos, para a atualização requerida pelo Capítulo, e para o livro As FMA em oração, com vistas a uma futura reedição.

Ao invés, será preparado imediatamente um fascículo abrangendo todas as modificações às Constituições e aos Regulamentos feitas pelos Capítulos XVIII, XIX e XX. Como vocês sabem, estas últimas foram aprovadas pela Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica, no dia 21 de novembro de 1996.

- A respeito da modalidade de animação de várias partes veio o pedido, confirmado pelo Capitulo, de se considerar a necessidade de uma coordenação central mais evidente. Nestes dias, nós quisemos enfrentar esse tema que comporta a especificação dos núcleos geradores da programação do próximo sexênio e a preparação de um organograma mais claro (pessoas e tarefas), por parte de todo o Conselho Geral. Embora tendo já identificado algumas modalidades de trabalho e de contatos, dada a complexidade da tarefa, consideramos oportuna uma reflexão mais aprofundada, a ser feita no próximo plenum do Conselho.

Na agenda dos nossos trabalhos, teve lugar importante também a oração e o discernimento em vista da nomeação das Inspetoras para as quais já recebemos a consulta.

A experiência das comunicações capitulares deu a todas o gosto de uma participação mais ativa e de uma partilha aberta ao mundo todo. Por isso decidimos enviar, duas vezes por ano, uma circular como esta - escrita em conjunto - sobre a vida e a atividade do Conselho. Além disso, a partir de fevereiro, a cada quinze dias será enviado às Inspetoras - via e-mail ou fax - um «News Especial», corno forma de transmitir rapidamente as noticias sobre o Instituto.

No calendário que tragamos, além do período dedicado às Visitas nas várias Inspetorias, e às atividades dos setores, foi reservado um espaço consistente para os dois tempos de plenum do Conselho, e para a reflexão comum das conselheiras dos setores. Com isso estamos entendendo responder ao pedido das capitulares de equilibrar os tempos das Visitas com os tempos de reflexão, necessários à animação unificada.

Concluindo a nossa comunicação, gostaríamos ainda de sublinhar que o trabalho destes dias é fruto de uma experiência que estamos vivendo: uma profunda comunhão na diversidade e uma grande simplicidade de relacionamentos, que a presença próxima de Madre Marinella ajudou-nos a atingir.

Nesse clima, gostaríamos de comunicar a vocês a nossa decisão de dar às Conselheiras o tratamento de Irmã. Uma só será a Madre: a Superiora Geral, como Madre Mazzarello, na sua simplicidade, já gostava de assinar suas cartas.

Maria, que estamos contemplando nesta novena, sugere-nos a mensagem para o próximo Natal. Ela, a mulher da espera, ajuda-nos a acolher Jesus e a abrir espaço para ele na vida quotidiana. Precisamente durante o Capítulo, uma nossa irmã evocou uma imagem que repropomos a vocês: a mulher à espera de um filho conforma seu corpo para acolher a nova presença que a transforma e enriquece. Fazemos votos de que todas nós possamos viver essa atitude nos relacionamentos comunitários, abrindo espaço para toda pessoa com quem entramos em contato.

Gostaríamos de que vocês fossem portadoras destes votos de novo relacionamento junto às suas famílias, aos irmãos salesianos, aos membros da família salesiana, às comunidades educativas e as comunidades eclesiais em que vivem. Fazemos um augúrio especial ao Reitor Mor e ao seu Conselho, que com fraterna simpatia nos acompanharam durante o Capítulo.

Para as Conselheiras que terminaram seu tempo de serviço, e que pensamos em seus novos postos, vai a nossa lembrança afetuosa e grata.

A alegria do Natal nos una em comunhão e nos abra ao futuro com esperança.



Mornese, 1° de dezembro de 1996.
A Madre e as Irmãs do Conselho


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