Instituto federal farroupilha



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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ALIMENTOS CAMPUS SANTO AUGUSTO

Resolução nº 045 do Conselho Diretor de 08 de outubro de 2008.


Adequado de acordo com a Resolução “Ad Referendum” nº 16/2011 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha de 20/04/2011, homologada pelo CONSUP de 02/05/2011 – Ata nº 03/2011.
Reformulado pela Resolução nº 47/2011 do CONSUP do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha, de 07/11/2011.

Santo Augusto, RS, Brasil

2011

SUMÁRIO

SUMARIO.....................................................................................................................1

1. JUSTIFICATIVA................................................................................................................4

2. OBJETIVOS......................................................................................................................6

3. DETALHAMENTO.............................................................................................................7

4. REQUISITOS DE ACESSO..............................................................................................8

5. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO.........................................................................8

6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR.......................................................................................9

6.1 ESTRUTURA CURRICULAR........................................................................................14

6.2 ESTÁGIO CURRICULAR.............................................................................................16

6.3 DISCIPLINAS ELETIVAS..............................................................................................16

6.4 EMENTÁRIO.................................................................................................................17

7. CRITÉRIOS E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO APRENDIZAGEM........................49

8. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS ANTERIORMENTE DESENVOLVIDAS...................49

9. INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, RECURSOS TECNOLÓGICOS E BIBLIOTECA...51

9.1 LABORATÓRIOS E EQUIPAMENTOS.........................................................................51

10. PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO..............................................................................53

11. EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA E CERTIFICADOS...........................................................60

12. OUTROS.......................................................................................................................61


1

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 1

Santo Augusto, RS, Brasil 1

SOLOMONS, T. W. G.; FRYHLE, C. B.; JOHNSON, R. G. Guia de Estudo e Manual de Soluções química orgânica. 9.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 2 v. 23

SOLOMONS, T. W. G.; FRYHLE, C. B.; JOHNSON, R. G. Guia de Estudo e Manual de Soluções química orgânica. 9.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 2 v. 28

LEONHARDT, G. F. Enlatamento: sua tecnologia e engenharia. São Caetano do SUL. SP: EEM, 2003, 378 p. 37

TEORIA ECONÔMICA 38

PROCESSO ADMINISTRATIVO 39

MARKETING 41

CONTABILIDADE GERAL E GERENCIAL 45

EMPREENDEDORISMO 46

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 50

APROVEITAMENTO DE ESTUDOS 52

EXERCÍCIOS DOMICILIARES 53

FORMATURA 63



Presidente da República

Dilma Rousseff
Ministro da Educação

Fernando Haddad
Secretário da Educação Profissional e Tecnológica

Eliezer Pacheco
Reitor do Instituto Federal Farroupilha

Carlos Alberto Pinto da Rosa
Pró-reitora de Ensino

Tanira Marinho Fabres
Diretor(a) Geral do Campus

Marcos Valdemar Ruffo Goulart
Equipe Técnica

Diretor(a) de Ensino do Campus

Adriana Kemp
Coordenador(a) do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos

Joseana Severo
1. JUSTIFICATIVA

Este projeto visa à implantação do Curso superior de Tecnologia em Alimentos a ser desenvolvido no Instituto Federal Farroupilha- Campus Santo Augusto-RS do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santo Augusto - RS.

A região de abrangência é definida como Noroeste Colonial do Rio Grande do Sul, composta de trinta e sete municípios aqui relacionados: Ajuricaba, Alegria, Augusto Pestana, Barra do Guarita, Barra Funda, Boa Vista do Buricá, Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Catuípe, Chiapetta, Coronel Barros, Coronel Bicaco, Crissiumal, Derrubadas, Dois Irmãos Das Missões, Esperança do Sul, Herval Seco, Humaitá, Ijuí, Independência, Inhacorá, Miraguaí, Nova Candelária, Nova Ramada, Novo Barreiro, Palmeira das Missões, Redentora, Santo Augusto, São José do Inhacorá, São Martinho, São Valério do Sul, Sede Nova, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Três Passos e Vista Gaúcha.

A Região Celeiro como é chamada situa-se no Vale do Rio Turvo e é composta em sua maioria dos municípios que integram a Região Noroeste Colonial do Rio Grande do Sul (21 municípios) e segundo a Fundação de Economia e Estatística, Secretaria da Educação e Planejamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, apresentando um PIB superior a US$ 1.200 mil, com uma participação de 3,05% no PIB estadual.

A principal atividade da Região é de serviços, destacando-se as vendas de Comércio Atacadista que detém 62% do total do comércio, concentrando-se nos Gêneros Produtos Alimentícios (78,10%) e Químicos (15,27%). Já o Comércio Varejista (38% do total) concentra-se nos gêneros mercadinhos e, Supermercados (16,10%), Combustíveis e Lubrificantes (14,31%), Veículos (11,30%) e Máquinas, Aparelhos e Equipamentos Diversos (10,73%). Salienta-se ainda o setor Agropecuário que ocupa a quarta posição no “ranking” da produção lavoureira, representado principalmente pela soja, trigo, milho e mandioca, respectivamente 43,09%, 30%, 12%, 76% do V.B.P. das lavouras da região.

A Indústria emprega 11,36 empregados por estabelecimento, concentrando-se no gênero produtos alimentícios que detêm 72,04% do total de empregados do setor na região. Esta representa 1,35% do total de empregados da Indústria no RS. O comércio varejista emprega em média 2,26 empregados, sendo os gêneros mercadinhos e supermercados, tecidos e roupas, confecções e gêneros alimentícios em geral que concentram respectivamente 18,87%, 15,44% e 10,65% do total de empregados deste segmento na região. Destaca-se que este segmento detém 5,65% do total do emprego do Comércio Varejista no Estado. Já o Comércio Atacadista emprega em média 3,97 empregados, sendo gêneros produtos alimentares e bebidas os que concentram respectivamente 40,17% e 25,67% do total de empregados deste segmento na região. Esta representa 3,03% do total de empregados do Comércio Atacadista do Rio Grande do Sul.

A região de abrangência do Campus Santo Augusto apresenta carência na oferta de educação superior e um público alvo de cinco mil jovens e adultos que integram o ensino médio, na região celeiro, além da população indígena dos municípios de São Valério do Sul, Redentora e Tenente Portela e, dos re-assentados do município de Chiapetta, que somam a este dado e inserem-se nas políticas de inclusão social.

Em decorrência de a região ter se especializado na produção de grãos, no período de 70 a 90, a estrutura produtiva pautou-se pela exportação da matéria-prima, acarretando no precário beneficiamento e, consequentemente, pouca agregação de valor.

Neste contexto, um dos grandes desafios postos refere-se, não apenas em assegurar a diversificação da produção, na medida em que os grãos já não representam a mesma importância econômica, mas principalmente, em transformar a matéria-prima gerada na região através da agroindustrialização.

Importa destacar que o modelo agrícola pautado no binômio trigo e soja ocasionou forte impacto sobre o meio ambiente provocando erosão, êxodo rural, compactação do solo, intenso uso de corretivos e defensivos agrícolas que comprometeram principalmente a fauna.

Diante do exposto, a Emater local, ao elaborar seu planejamento estratégico, destacou a fruticultura (citrus, uva), o leite, a agroindústria e a olericultura como atividades capazes de melhorar a economia local, principalmente porque a agropecuária é a principal economia do município.

A proposta de um curso superior de Tecnologia em Alimentos visa oportunizar e desenvolver a formação de profissionais direcionados a atuar diretamente nas indústrias alimentícias. Oportunizando a geração de novos empregos e renda para a comunidade, de forma a atender e desenvolver demandas importantes da comunidade regional.


MISSÃO

Melhorar a qualidade de vida da população regional pelo desenvolvimento dos processos envolvidos no setor da agroindústria.


2. OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Disponibilizar ao mercado de trabalho profissionais de nível superior com competências em tecnologia de alimentos e inserido no contexto social da realidade profissional, propiciando ao mercado de trabalho tecnólogos com capacidade para promover mudanças e inovações, fundamentadas na visão multidisciplinar e no conhecimento tecnológico.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Propiciar ao aluno conhecimentos necessários para atuação no controle e seleção de matérias-primas, controle de qualidade do produto acabado, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, processos e metodologias analíticas na área de alimentos;

  • Capacitação para participar das atividades referentes à manutenção dos equipamentos utilizados no processo de operação dos produtos alimentícios; acompanhamento do processo industrial, orientando cada uma das fases da industrialização, até seus resíduos industriais;

  • Capacitar o profissional para a supervisão de higiene e determinação do valor nutricional dos alimentos;

  • Propiciar conhecimentos e análise dos processos físicos, químicos, bioquímicos e microbiológicos inerentes à tecnologia de alimentos;

  • Viabilizar o conhecimento da legislação reguladora das atividades de processamento e dos produtos acabados;

  • Incentivar a tomada de decisões e formulação de recomendações para o desdobramento satisfatório de todas as atividades técnicas da área de alimentos;

  • Desenvolver a capacidade de gerenciar sistemas de controle de qualidade;

  • Estimular o desenvolvimento de projetos, pesquisas e experimentações na área de alimentos;


3. DETALHAMENTO

Denominação: Curso Superior de Tecnologia em Alimentos

Tipo: Curso Superior de Tecnologia

Habilitação: Tecnólogo em Alimentos

Modalidade: Presencial

Endereço: Instituto Federal Farroupilha – Campus Santo Augusto localizado a Rua Fábio João Andolhe, n° 1100, Bairro Floresta, Santo Augusto/RS.

Turno de funcionamento: Noturno.

Vagas: 30 vagas por semestre de ingresso

Carga horária total: 2400 horas

Modalidade/funcionamento: Semestral, com ingresso em turno noturno e possibilidade de atividades em horários alternativos definidos pela coordenação do curso e departamento pedagógico.

Regime Letivo: 06 períodos semestrais mais estágio curricular obrigatório.

Coordenador(a) do Curso: Joseana Severo.
FUNCIONAMENTO DO CURSO

O funcionamento do curso será noturno, seguindo o horário explicitado no edital de seleção de vagas, podendo apresentar aulas em períodos complementares, desde que estabelecidos pelo professor e acordado com o coordenador do curso.

Será realizada uma Semana Tecnológica do curso Superior de Tecnologia em Alimentos durante o ano letivo, organizada por uma comissão formada por professores, alunos e técnico-administrativos. Cada professor deverá prever atividades pertinentes a sua disciplina para contemplar a carga horária da semana.
DO COLEGIADO DO CURSO

O Colegiado do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos do Instituto Federal Farroupilha - Campus Santo Augusto, seguirá a composição, funcionamento e atribuições, de acordo com as orientações para os Colegiados dos Cursos do Instituto Federal Farroupilha.



4. REQUISITOS DE ACESSO

O ingresso ao Curso Superior de Tecnologia em Alimentos do Instituto Federal Farroupilha - Campus Santo Augusto ocorrerá mediante processo seletivo organizado pela Comissão Permanente de Seleção.

.

5. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO


  • Planejamento, supervisão, orientação e controle na seleção de matéria-prima;

  • Planejamento, supervisão e acompanhamento de todas as fases de industrialização sejam em laboratório de controle de qualidade ou na própria linha de processamento;

  • Realização do controle da qualidade físico-química, microbiológica, microscópica e sensorial das matérias-primas e produtos acabados;

  • Acompanhamento e supervisão referentes ao controle e higienização dos equipamentos industriais;

  • Coordenação do armazenamento de matéria-prima e de produtos acabados;

  • Aplicação dos processos físicos, químicos, bioquímicos e microbiológicos inerentes à moderna tecnologia de alimentos;

  • Aplicação da legislação reguladora das atividades e dos produtos;

  • Organização e direção do departamento de controle de qualidade;

  • Acompanhamento dos projetos de produção e comercialização dos produtos alimentícios;

    • Pesquisar e desenvolver novos produtos e processos na área específica;

    • Proceder ao planejamento e a racionalização das operações industriais com a maximização do rendimento e da qualidade;


ÁREAS DE ATUAÇÃO

O tecnólogo em alimentos poderá atuar em:



  • Indústrias alimentícias de produtos agroindustriais;

  • Empresas de armazenamento e distribuição de alimentos;

  • Indústrias de aproveitamento de resíduos;

  • Instituições de pesquisas científicas e tecnológicas, como colaborador e como professor de disciplinas de sua área de formação;

  • Empresas do ramo alimentício como padarias, restaurantes, hotéis, supermercados, frigoríficos, cozinhas industriais e hospitalares, escolas, dentre outros, prestando serviços técnicos especializados;

  • Laboratórios de análises físico- químicas, sensoriais, microbiológicas e de determinação analítica da constituição química dos alimentos e suas propriedades alimentares de produtos de origem animal e vegetal;

  • Instituições de inspeções sanitárias;

  • Empresas de consultoria para elaboração de projetos, programas de trabalho e de processos industriais.


6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

O ano letivo divide-se em dois períodos regulares, com um mínimo de cem (100) dias letivos cada um.

O Curso Superior de Tecnologia em Alimentos tem a duração estabelecida em sete (7) semestres, com carga horária mínima de 2400 horas que inclui estágio curricular de 360 horas e as ACC´s de 40 horas, devendo ser integralizado dentro do limite máximo de nove (9) semestres letivos.

O Curso constitui-se de um conjunto de disciplinas obrigatórias e optativas, distribuídas por semestres e regidas por uma sequência obrigatória.

O Ingresso no Curso Superior de Tecnologia em Alimentos se dá de por classificação em Processo Seletivo, realizado em uma chamada semestral, válido para o período letivo. O regime de matrícula é por bloco de disciplinas em todos os semestres letivos, devendo o aluno estar matriculado em todas as disciplinas recomendadas no primeiro semestre letivo. A partir do segundo semestre deverá priorizar a sequência recomendada pela grade curricular.

Os alunos deverão ser matriculados nas disciplinas da sequência recomendada pela grade curricular em vigor. Em caso de pendência anterior, a Coordenadoria do Curso realizará análise do Histórico e oferecerá aconselhamento de matrícula.

A matrícula ou sua renovação é efetivada quando deferida pelo Coordenador de Curso.

Os documentos para efetivação da matrícula para candidato aprovado em Processo Seletivo são:



  1. duas vias do histórico escolar com certificado de conclusão do Ensino Médio (uma via original e uma fotocópia);

  2. fotocópia da carteira de identidade;

  3. certificação do serviço militar para candidatos do sexo masculino;

  4. fotocópia do título de eleitor e comprovante da última votação;

  5. fotocópia da certidão de nascimento e/ou casamento;

  6. fotocópia do CPF;

  7. duas fotos recentes 3 x 4.

  8. Fotocópia do comprovante de residência;

  9. Fotocópia da carteira de vacinação.

O comprovante de conclusão do ensino médio deve ser entregue no ato de matrícula. Sem o documento comprobatório, a matrícula não é efetivada.

Toda a documentação escolar entregue pelo aluno na primeira matrícula passa por um processo de verificação da autenticidade, caso contrário fica o aluno sujeito às penalidades previstas em lei.

A matrícula no Curso pode ser interrompida (através do afastamento do Curso, abandono), cancelada ou suspensa (através do trancamento de matrícula).

A interrupção da matrícula dar-se-á:



  • quando o aluno não efetivar sua matrícula na data prevista em calendário escolar e não justificar tal ocorrência, dentro do prazo de quinze dias a partir da data final de matrícula;

  • quando o aluno não concluir seu curso no prazo máximo para a integralização da respectiva grade curricular.

É cancelada a matrícula nas seguintes circunstâncias:

a) quando o aluno atingir vinte e cinco por cento (25%) de infrequência no primeiro semestre letivo;

b) quando o aluno solicitar o cancelamento por escrito;

c) quando o aluno for enquadrado em situação de trancamento, não tendo mais direito a nenhum trancamento;

d) quando o aluno for condenado à pena de expulsão em processo disciplinar, conforme normas do regimento interno da instituição.

No caso de o aluno abrir mão da vaga nos primeiros vinte dias do primeiro semestre letivo, poderá ser chamado o aluno que estiver em primeiro lugar, esperando pela vaga, na lista de classificação do Instituto Federal Farroupilha – Campus Santo Augusto.

Para fins de registro, considera-se:

a) Infrequente: aluno que não obteve a frequência mínima prevista em lei e não requereu cancelamento dentro do prazo previsto;

b) Trancamento: suspensão temporária dos estudos com reserva de vaga, com validade por até quatro períodos letivos regulares e consecutivos;

c) Jubilamento: é o desligamento da IES de alunos que ultrapassarem o prazo máximo de tempo para a conclusão de seus cursos.

A frequência prevista por lei é de setenta e cinco por cento (75%) no bloco total das disciplinas do primeiro semestre, descontadas aquelas em que o aluno obtiver o aproveitamento de estudos. A partir do segundo semestre letivo, a frequência deverá ser observada em cada uma das disciplinas em que o aluno estiver matriculado.

O trancamento de matrícula pode ser requerido pelo aluno até trinta (30) dias antes do término do semestre letivo regular, exceto no primeiro semestre, que deve ser cursado integralmente.

O trancamento de matrícula poderá ser requerido por apenas uma vez, para quatro períodos letivos consecutivos, ou por até quatro vezes, em caso de o mesmo ser apenas para um período letivo (semestre).

O prazo máximo a ser considerado para caso de jubilamento é de duas vezes o prazo fixado para a integralização de seu currículo.


Atividades Complementares de Curso (ACC’s)

A articulação entre ensino, pesquisa e extensão e a flexibilidade curricular possibilita o desenvolvimento de atitudes e ações empreendedoras e inovadoras, tendo como foco as vivências da aprendizagem para capacitação e para a inserção no mundo do trabalho, nesse sentindo é previsto o desenvolvimento de cursos de curta duração, seminários, fóruns, palestras, dias de campo, visitas técnicas, realização de estágios não curriculares e outras atividades que articulem os currículos a temas de relevância social, local e/ou regional e potencializem recursos materiais, físicos e humanos disponíveis.



Complementando as disciplinas desenvolvidas no curso e o estágio curricular obrigatório, o aluno deve cumprir, no mínimo, 40 (quarenta) horas em atividades complementares de curso (ACC’s), de acordo com a Resolução CNE/CP N° 02 de 19 de fevereiro de 2002, e reconhecidas pelo Colegiado do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos. Essas atividades são de cunho acadêmico, científico e cultural que devem ser desenvolvidas pelos discentes ao longo de sua formação, como forma de incentivar uma maior inserção em outros espaços acadêmicos e profissionais. Essas atividades devem envolver ensino, pesquisa e extensão, com as respectivas cargas horárias previstas no quadro a seguir:
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DE CURSO (ACC’s)

ATIVIDADES COMPLEMENTARES DE CURSO

CARGA HORÁRIA MÁXIMA EM TODO O CURSO (HORAS)

Participação em cursos extracurriculares na área

200 horas

Participação em congressos ou jornadas nacionais e/ou internacionais como participante

200 horas

Participação em congressos ou jornadas nacionais e/ou internacionais com apresentação de trabalho (como apresentador do trabalho)

80 horas

Participação em congressos ou jornadas nacionais e/ou internacionais com apresentação de trabalho (como colaborador do trabalho)

40 horas

Cursos de extensão (como ministrantes/palestrante do curso)

80 horas

Cursos de extensão (como participantes do curso)

60 horas

Assessoria de cursos (presenciais e a distância) na área do curso

60 horas

Cursos a distância em áreas afins

150 horas

Cursos de línguas (inglês, espanhol, italiano, alemão, etc.) presenciais

120 horas

Cursos de línguas (inglês, espanhol, italiano, alemão, etc.) desenvolvidos a distância

80 horas

Programas de incentivo da própria instituição: monitorias e outros programas do IF Farroupilha – Campus Santo Augusto

100 horas

Programas de incentivo da própria instituição: programas de iniciação científica do IF Farroupilha – Campus Santo Augusto com bolsa de incentivo

150 horas

Programas de incentivo da própria instituição: programas de iniciação científica do IF Farroupilha – Campus Santo Augusto sem bolsa de incentivo

100 horas

Programas de incentivo da própria instituição: programas de iniciação científica de órgãos de fomento a pesquisa (FAPERGS, CAPES, CNPQ) com bolsa de incentivo

200 horas

Programas de incentivo da própria instituição: programas de iniciação científica de órgãos de fomento a pesquisa (FAPERGS, CAPES, CNPQ) sem bolsa de incentivo

150 horas

Programas de incentivo da própria instituição: projetos de extensão do IF Farroupilha – Campus Santo Augusto com bolsa de incentivo

150 horas

Programas de incentivo da própria instituição: projetos de extensão do IF Farroupilha – Campus Santo Augusto sem bolsa de incentivo

100 horas

Programas de incentivo da própria instituição: projetos de extensão externos com bolsa de incentivo

200 horas

Programas de incentivo da própria instituição: projetos de extensão externos sem bolsa de incentivo

150 horas

Publicações: artigos publicados em revista da instituição e/ou congresso da área

10 horas por artigo

Publicações: artigos publicados em revista nacional

20 horas por artigo

Publicações: artigos publicados em revista internacional

30 horas por artigo

Produção de material técnico na área com certificação

60 horas por material produzido

Tutoria de ensino a distância na área

100 horas

Tutoria em pólos presenciais na área

150 horas

Experiência profissional em áreas afins*

150 horas

Organizadores de eventos na área

120 horas

Visitas técnicas supervisionadas

80 horas

Estágios curriculares não obrigatórios

200 horas

Disciplinas cursadas em outros cursos nas áreas afins

150 horas

Dias de campo e participação em feiras na área

150 horas

* A experiência profissional em áreas afins será avaliada pelo coordenador do curso, levando em consideração horas trabalhadas.

O aluno do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos deve ter um portfólio contendo os comprovantes dessas atividades. Para a contabilização das atividades complementares de curso, o aluno deve solicitar por meio de requerimento à Coordenação do Curso, a validação das atividades desenvolvidas com os respectivos documentos comprobatórios. Cada documento apresentado só pode ser contabilizado uma única vez, ainda que possa ser contemplado em mais de um critério. Uma vez reconhecido o mérito, o aproveitamento e a carga horária pelo Coordenador do Curso, essa carga horária é contabilizada. Para todos os certificados apresentados são validadas as cargas horárias integrais, desde que se respeitem os limites máximos estabelecidos de carga horária para cada atividade desenvolvida.

A entrega dos documentos comprobatórios à Coordenação pode ocorrer a qualquer momento do semestre, e o Coordenador do Curso determina o período de divulgação dos resultados.

O Coordenador do Curso encaminha os processos aos membros do Colegiado do Curso para análise. Após a aprovação e computação das horas de ACC`s pelo Colegiado do Curso, o Coordenador do Curso encaminhará os processos ao setor de registro acadêmico. O Colegiado do Curso pode exigir documentos que considerar importantes para computação das horas das outras atividades complementares de curso.

Só podem ser contabilizadas as atividades que forem realizadas no decorrer do período em que o aluno estiver vinculado ao curso. Os casos omissos e as situações não previstas nessas atividades serão analisados pelo Colegiado do Curso.

6.1. ESTRUTURA CURRICULAR




SEMESTRE

DISCIPLINAS

CARGA HORÁRIA



Matemática

60

Informática

40

Português

40

Química geral e inorgânica

60

Química orgânica

60

Matérias-primas agropecuárias

40

Microbiologia geral

60

Metodologia Científica

40




TOTAL

400




Física

40

Química de alimentos I

80

Química analítica

80

Química orgânica experimental

40

Microbiologia alimentos

60

Introdução à tecnologia de alimentos

60

Estatística aplicada

40




TOTAL

400



Química de alimentos II

60

Bioquímica de alimentos

60

Métodos instrumentais

60

Aspectos nutricionais do proces. de alim.

40

Análise sensorial

60

Higiene na Indústria de alimentos

40

Sociologia

40

Disciplina optativa

40




TOTAL

400



Tecnologia de laticínios I

60

Tecnologia de carnes I

60

Operações unitárias na indústria de alimentos

60

Gestão de qualidade

40

Teoria Econômica

60

Tecnologia de Cereais e Panifícios

40

Processo Administrativo

40

Disciplina optativa

40




TOTAL

400



Tecnologia de laticínios II

60

Tecnologia de carnes II

60

Marketing

40

Tecnologia de óleos e gorduras

60

Tecnologia de Frutas e Hortaliças

60

Embalagens para alimentos

20

Contabilidade Geral e Gerencial

40

Desenvolvimento de novos produtos

60




TOTAL

400



Empreendedorismo

60

Tratamento de efluentes agroindustriais

40

Segurança do trabalho

20

Gestão de Recursos Humanos

40

Tecnologia de Pescado

40

Administração Financeira

60

Tecnologia de bebidas

60

Biotecnologia

40

Disciplina optativa

40




TOTAL

400



Estágio

360




TOTAL

2760
Carga horária total – 2760 horas (2400 horas/aula) Integralização: 9 semestres (máx.)
CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO

Descrição

Carga Horária

6 Semestres de 400 h/aula cada

2400 períodos/aula (aula 50min) = 2000 horas

Atividades Complementares de Curso

40 horas

Estágio Curricular Obrigatório

360 horas

Carga Horária Total

2400 horas

6.2 ESTÁGIO CURRICULAR

O estágio curricular obrigatório supervisionado, como um dos instrumentos para a prática profissional no curso Superior de Tecnologia em Alimentos, terá duração de 360 horas e seguirá regulamentação específica de estágio do Instituto Federal Farroupilha. A realização do estágio curricular obrigatório está prevista para o sétimo (e último) semestre da matriz curricular do curso. Poderá ser disponibilizada sua matricula no 6° semestre, caso exista o interesse dos discentes nas seguintes condições:

- Aprovação do colegiado do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos;

-Ter obtido aprovação em todas as disciplinas obrigatórias até o momento da matrícula no 6° semestre;

- Apresentar para a coordenação do curso um prévio contato positivo de vaga para realização de estágio.

6.3 DISCIPLINAS ELETIVAS

Serão ofertadas, no último semestre letivo, disciplinas optativas como:


  • Direito do consumidor;

  • Toxicologia;

  • Fruticultura;

  • Tecnologia de pós-colheita e armazenagem de produtos agrícolas;

  • Associativismo e Cooperativismo;

  • Libras;

  • Espanhol Instrumental.

6.4 EMENTÁRIO
1° SEMESTRE

MATEMÁTICA



60 h

Ementa: Matemática básica: Regra de três e porcentagem. Tópicos de geometria espacial: áreas e volumes. Sistemas lineares. Funções: noções gerais (domínio, imagem, contradomínio); função polinomial; função exponencial; função logarítmica; funções trigonométricas (seno, cosseno, tangente). Limites: noções de limite; limite e continuidade. Derivadas: interpretação geométrica, regras básicas de derivação e aplicações.

Objetivos

Utilizar os conhecimentos básicos de matemática na resolução de problemas e no uso da informação, assim como aprofundar o conhecimento de funções necessário à introdução ao estudo de derivadas e integrais, suas regras e aplicações.



Bibliografia Básica

ÁVILA, GERALDO. Introdução ao cálculo. Rio de Janeiro: LTC, 2010.

HOFFMANN, L.D., BRADLEY, G.L. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações. 9 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

SHITSUKA, RICARDO et al. Matemática fundamental para tecnologia. 1 ed. São Paulo: Érica, 2009.



Bibliografia Complementar

IEZZI, GELSON. MURAKAMI, CARLOS. Fundamentos da matemática elementar: conjuntos, funções. vol 1, 8 ed. São Paulo: Atual, 2004.

SILVA, S. et al. Matemática para os cursos de economia, administração e ciências contábeis. vol. 1, 6 ed. São Paulo: Atlas, 2010.

PAIVA, MANOEL. Matemática. Volume único, 2 ed. São Paulo, Moderna, 2003.

INFORMÁTICA

40 h

Ementa

Informática Básica: Histórico; Hardware x Software; Componentes do Computador. Representação e armazenamento de Dados. Sistema Operacional: Ambientação; Configurações. Uso de softwares aplicativos: Editor de Textos: Formatação e organização de textos, regras da ABNT; Apresentação de slides: confecção e manipulação de Slides, Animação; Planilha Eletrônica: Operações Básicas, Fórmulas, Funções, Gráficos, tabulação e análise de dados. Uso da Internet como ferramenta de trabalho.



Objetivo

Desenvolver capacidades sobre a utilização de tecnologias, em específico o uso do computador como ferramenta voltada a Ciência e Tecnologia de Alimentos, através da utilização de softwares básicos para operação computacional juntamente com sistemas específicos para auxílio na área agrária.



Bibliografia Básica

MANZANO, A. Estudo Dirigido – Microsoft Windows 7 Ultimate. São Paulo: Erica, 2010.

NORTON, P. Introdução à informática. São Paulo: Makron Books, 1997.

REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. de. Tecnologia da informação:

aplicada a Sistemas de Informação Empresariais. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

Bibliografia Complementar

CAPRON, H. L. Introdução à informática. 8. ed. São Paulo: Printice Hall, 2006.

GORDON, S. R. Sistemas de informação: uma abordagem gerencial. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.

REVISTA BRASILEIRA DE FRUTICULTURA. Jaboticabal, 2011. Trimestral. ISSN 0100-2945. Disponível em: Acesso em 19 jul. 2011.

REVISTA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS. Food Science and Technology. São Paulo: SBCTA, 2011. Semestral. ISSN 0101-2061. Disponível em: Acesso em 19 jul. 2011.

PORTUGUÊS



40 h

Ementa: Estruturação e argumentação do texto oral e escrito: objetividade, correção, coerência e concisão. Composição e organização da frase do parágrafo. Organização do texto e identificação de suas funções. Adequação vocabular e sintática com vistas à produção e apresentação de textos específicos, acadêmicos e/ou científicos. Fluência Linguística básica para a produção de textos descritivos, narrativos e dissertativos.

Objetivos

Apresentar a importância do conteúdo da disciplina como fonte do processo de comunicação na sua vida profissional, oferecendo conceitos que envolvam o processo comunicativo, elementos de comunicação, funções da linguagem na elaboração de textos e compreensão dos mesmos dentre outros aspectos.



Bibliografia Básica:

BECHARA, I. Moderna gramática portuguesa. São Paulo: Nacional, 2004.

MARTINS, D. S; ZILBERKNOP, L. S. Português Instrumental. São Paulo: Atlas, 2008.

FERREIRA, MAURO. Aprender e Praticar Gramática - Edição Renovada. São Paulo: FTD. 2009.



Bibliografia Complementar:

BORGES, M. M.; NEVES, M. C. B. Redação empresarial. Rio de Janeiro: SENAC, 1997.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1988.

VIANA, A. C. et al. Roteiro de redação: lendo e argumentando. São Paulo, 1998.

QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA

60 h

Ementa

Normas de segurança em laboratórios. Estudo das regras de segurança, postura e conduta em laboratório e plantas de alimentos. Ligações químicas. Compostos inorgânicos: ácidos, bases, sais e óxidos. Reações químicas e estequiometria. Noções de solução, emulsão e suspensão. Concentração de soluções.



Objetivos

Compreensão de conceitos, desenvolvimento da capacidade para aprender mais e também perceber a interrelação da Química com outras ciências, com a sua vivência cotidiana e formação profissional. Aprofundar as relações entre os vários conteúdos específicos da Química com a formação do tecnólogo em alimentos, para tornar mais evidente sua interdependência.



Bibliografia Básica

KOTZ, J. C.; TREICHEL, P. M.; WEAVER, G. C. Química geral e reações químicas. São Paulo: Cengage Learning, 2010. v.1.

BROWN, T. L. et al. Química, a ciência central. 9.ed. São Paulo: Pearson, 2005.

ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de química. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.



Bibliografia Complementar

RUSSEL, J.B. Química Geral. 2.ed. São Paulo: Makron Books, 1994. 2 v.

BRADY, J.B.; HUMISTON, G.E. Química Geral. 2.ed. Rio de Janeiro: LTC, 1995. 2 v.

QUÍMICA ORGÂNICA

60 h

Ementa

Átomo de carbono. Propriedades do carbono. Cadeias carbônicas. Uso de modelos de moléculas. Radicais livres. Funções orgânicas. Hidrocarbonetos. Principais funções oxigenadas. Principais funções nitrogenadas. Funções mistas. Estrutura e propriedades físicas e químicas dos compostos orgânicos. Isomeria. Estereoquímica. Biomoléculas.



Objetivo

Dar ao estudante do curso de Tecnologia em Alimentos uma visão geral dos compostos orgânicos e de suas reações.



Bibliografia Básica

BESSLER, K. E. Química em tubos de ensaio: uma abordagem para principiantes. São Paulo: Blücher, 2004.

SOLOMONS, T. W. G.; FRYHLE, C. B. Química Orgânica. 6.ed. Rio de Janeiro: LTC, 1996. 2 v.

ZUBRICK, J. W. Manual de sobrevivência no laboratório de química orgânica: guia de técnicas para o aluno. Rio de Janeiro: LTC, 2005.



Bibliografia Complementar

MCMURRY, J. Química Orgânica. 6.ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.



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