Instituto Fihas de Maria Auxiliadora fundato por São João Bosco



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Instituto Fihas de Maria Auxiliadora

fundato por São João Bosco

Circular n. 820


Maria e a Eucaristia

Queridas Irmãs,


escrevo-lhes antes de viajar para Bangalore, onde todas vocês estarão presentes na Eucaristia preparada com os grãos de trigo provenientes das 1603 comunidades espalhadas nos cinco continentes. Inicio, repassando com vocês um trecho da carta que a Inspetora e as Irmãs de Bangalore escreveram no dia 26 de março: «A chegada de cada pacotinho de grãos foi uma festa para nós. Cada um deles trouxe-nos grande alegria, com a mensagem que o acompanhava. Falou-nos eloqüentemente do forte vínculo de amor que une todas as Inspetorias e todas as Irmãs. Somos realmente muitas, mas um só no espírito, no coração. A nossa Congregação é uma grande família, e o espírito de família que nos une é forte».

Essas expressões evocam concretamente a realidade da comunhão entre os seus, pela quall Jesus orou na ceia do adeus, quando se deu em alimento de unidade. Através da Eucaristia, Jesus continua a vir no meio de nós, para fazer de muitos um só corpo e reunir a humanidade na partilha da vida divina.

Maria, enquanto Mãe de Jesus e Mãe da Igreja, tem uma relação indivisível com o corpo de Jesus presente na Eucaristia, e também com o corpo místico, que a Eucaristia nutre e faz crescer.

Os nossos Fundadores experimentaram vitalmente essa verdade e fizeram dela o fundamento da espiritualidade proposta como caminho de santidade comum a educadores/as e jovens.

Neste ano jubilar, peço a Maria que nos ajude a penetrar mais profundamente no mistério da Eucaristia, e a vivê-lo com maior fé e amor. Contribuiremos assim para a vinda eucarística de Jesus no nosso tempo, para uma transformação do destino humano e dos povos, segundo o desígnio do Pai.


A estrada mariana para a Eucaristia

Jesus é a única porta através da qual temos acesso ao Pai, mas Ele mesmo inaugurou a estrada mariana para chegar a nós.

Na história dos jubileus, um particular assume um valor simbólico que vai além da circunstância em que se deu. No ano jubilar do século XV, a porta santa da basílica de São Pedro foi aberta no lugar ocupado pelo oratório mariano, em cujo arco superior estava escrito: Casa de Santa Maria, Mãe de Deus. Os peregrinos, então, entravam passando debaixo daquele arco: representação plástica da fé compartilhada na Igreja Católica e expressa nas palavras Ad Jesum per Mariam. Hoje também vamos a Jesus acompanhados por Maria. Ela é o arco que introduz os peregrinos na Porta, a casa que permitiu ao Filho de Deus assumir carne humana e habitar no meio de nós, a estrada privilegiada por Jesus.
A Eucaristia perpetua sacramentalmente na Igreja o evento único e irrepetível da encarnação, e com ele a presença de Maria na história da salvação, ao lado do Filho Ressuscitado. Por isso, a Eucaristia tem em si uma marca mariana toda especial, e com razão os nossos Fundadores escolheram a estrada mariana para chegar a Jesus, na Eucaristia.

A um mês da festa de Maria Auxiliadora do ano jubilar, paremos a contemplar o mistério que adoramos na Eucaristia: "Este é o meu corpo" (Mt 26,26), "nascido de Maria" (cf Mt 1,16). A colocação das duas citações evangélicas pode parecer pouco pertinente.

Na realidade, quando o sacerdote pronuncia as palavras de Jesus, o Filho de Deus se faz presente sobre a terra, na carne que havia recebido ao nascer de Maria. Diante desse grande mistério da fé, ressoa no coração a exclamação cheia de deslumbramento e de amor, cantada nos séculos numa oração eucarística de adoração: Ave, verum Corpus, natum de Maria Virgine. O' Cristo, nós te saudamos presente na Eucaristia, com o teu verdadeiro corpo, nascido de Maria.

A continuidade entre a Eucaristia e o mistério da encarnação é recordada por João Paulo II com estas palavras: «Há dois mil anos, a Igreja é o berço em que Maria coloca Jesus e o confia à adoração e à contemplação de todos os povos: através da humildade da Esposa, possa resplandecer ainda mais a glória e a força da Eucaristia que a Igreja celebra e conserva em seu seio. No sinal do pão e do vinho consagrados, Jesus Cristo, ressuscitado e glorioso, luz dos povos, revela a continuidade da sua encarnação. Ele permanece vivo e verdadeiro no meio de nós, para nutrir os fiéis com o seu corpo e o seu sangue” (IM 11).

A Eucaristia confere uma nova atualidade à encarnação, e permite à carne do Filho de Deus irradiar-se e chegar a todos aqueles que, na sua carne humana, são chamados a viver como filhos do Pai. Por isso, a Eucaristia continuamente nos educa a considerar o nosso corpo como templo vivo de Deus, nutrido, habitado e transformado por Jesus. Na Eucaristia também a nossa corporeidade aprende o seu verdadeiro dinamismo, o do acolhimento e da resposta ao dom de amor. Maria foi a primeira discípula dessa escola. Totalmente aberta na fé à iniciativa do Pai, deu ao Verbo a sua carne, por intervenção do Espírito e, em força da sua singular experiência, ela é para nós mãe na vida segundo o Espírito, na vida eucarística.
João Paulo II releva: «A maternidade de Maria é percebida e vivida pelo povo cristão, de maneira especial, no sagrado banquete... no qual se torna presente Cristo, o seu verdadeiro corpo nascido de Maria Virgem. Com muita razão a piedade do povo cristão pressentiu uma profunda ligação entre a devoção à Virgem e o culto à Eucaristia” (RM 44).

Maria é a primeira discípula de seu Filho, a primeira redimida, o modelo da nova humanidade nascida da graça, regenerada pelo corpo e sangue de Jesus. Por isso, é nossa mestra no seguimento de Cristo e na missão educativa que o Pai nos confia.


Ainda hoje, no início do terceiro milênio, a Eucaristia e Maria são as duas colunas às quais João Paulo II ancora a barca da Igreja, para que seja sinal de paz para todos os povos, no humilde serviço à vida de cada homem e mulher, considerados na sua integridade de imagens de Deus. As etapas da viagem do Papa à Terra Santa, no mês passado, sublinharam - com gestos que perdurarão carregados de esperança na história da Igreja e do mundo - a firmeza de sua fé e a fecundidade que dela deriva para a humanidade.

Os dois polos de um único amor

Na boa-noite de 20 de junho de 1864, Dom Bosco pedia aos seus jovens que liberassem as asas espirituais do amor à Eucaristia e a Maria: dois polos de um único amor que ele considerava estreitamente interdependentes e essenciais no caminho de crescimento. Para ser fiel a essa escolha educativa, Dom Bosco estava disposto a não transigir com ninguém, a renunciar às mais atrativas amizades.

Sobre esses dois polos ele radicava a sua pedagogia, que tinha como objetivo conduzir os jovens à amizade pessoal com Jesus, reconhecido como interlocutor em quem se pode confiar, aquele que ama infinitamente e torna felizes seus amigos. Assim, a alegria, efusão incontida da vitalidade juvenil, abre para a verdadeira alegria que é a vida eucarística, e a «amorevolezza», a amizade, a confiança e a simpatia do educador escancaram o coração aos amigos verdadeiros e incomparáveis: Jesus e Maria.
Fruto dessa pedagogia, que mais precisamente deveríamos chamar mistagogia, é a santidade dos jovens. Entre esses destaca-se Domingos Sávio. Basta recordar seus êxtases eucarísticos e o empenho em fundar a Companhia da Imaculada. Toda a sua vida é absorvida por uma paixão: amar Jesus e Maria e fazer com que sejam amados pelos demais.

O amor a Maria que Dom Bosco transmitiu aos jovens tem raízes na experiência pessoal da sua mediação materna. Ele tem convicção de que todos os bens vêm do Senhor, por meio de Maria, e que é quase impossível ir a Jesus e educar os jovens, a não ser acompanhados por ela. Como mãe, Maria não pode deixar de estar atenta às necessidades de seus filhos. Maria é a ajuda eficaz, e os jovens têm por ela um afeto especial; olham para ela como o ideal vivo de pureza e de beleza que fascinam.


O amor à Eucaristia e a Maria também marcam fortemente a vida e a ação educativa de Maria Domingas. Sua sabedoria se alimenta de Eucaristia e sua experiência espiritual se forma na escola de Maria.

Em Mornese, a Eucaristia era um encontro preparado. Não se podia ir a Jesus de mãos vazias. Os testemunhos das primeiras Irmãs asseveram que se passava a manhã em agradecimento pela Eucaristia recebida, e a tarde em preparação para o dia seguinte.

A Irmãs e meninas, Maria Domingas lembrava a certeza da presença real de Jesus no sacramento eucarístico, convidando-as a expressar sentimentos de adoração, de agradecimento, de reparação, de pedido de graças. Alimentava o amor a Jesus, exortando a visitá-lo no correr do dia, ficando com ele em simplicidade e confiança, falando mesmo em dialeto, se isso facilitasse o diálogo.

Divisando ao longe um campanário, era espontâneo para ela dizer: Jesus está lá! Reconhecer a sua presença era como amá-lo, revestir-se de seu espírito, que é espírito de humildade e de caridade. Viver a Eucaristia é acolher a vida como um dom pelo qual sentimos gratidão; é descobrir a presença misteriosa de Jesus no rosto dos pobres, das jovens, das Irmãs. Sabemos com quanta caridade Maria Domingas desejava que se tratassem as meninas pobres. O clima espiritual que se respirava em Mornese era tão forte que configurava o ambiente como casa de Maria e casa do amor de Deus.

O amor à Virgem também havia crescido na vida de Maria Domingas desde os albores da juventude. Era um amor simples, familiar, cheio de confiança. Quando se tornou Filha de Maria Auxiliadora, reconhecia nela a verdadeira superiora da comunidade, e colocava a seus pés as chaves da casa. Convidava Irmãs e meninas a terem confiança e a viver na presença dela, certas de sua ajuda em todas as coisas. Estimulava a imitar suas virtudes e torná-la conhecida e amada pelas meninas, como testemunham suas cartas.

O amor a Maria se traduzia em atitudes concretas. Pode-se dizer que Maria Domingas modelou a sua vida sobre a de Nossa Senhora. Revela isso uma sua corajosa expressão tirada da Cronistória: «Somos verdadeiras imagens de Nossa Senhora» que é, ao mesmo tempo, consciência de uma realidade e convite a vivê-la em profundidade.

Essas breves lembranças do amor eucarístico-mariano em Dom Bosco e na vida de Maria Domingas, evocam a alta tensão espiritual que caracterizou os inícios da nossa família religiosa. No ensinamento dos Fundadores não encontramos a linguagem da reflexão teológica atual sobre Maria e a Eucaristia, mas a realidade viva da sua presença, fonte inspiradora da missão educativa e fundamento da santidade juvenil. Uma santidade fácil, acessível, alegre, cujo itinerário coincide com o processo educativo que interessa todas as dimensões da pessoa. O percurso é individualizado e se realiza numa comunidade fortemente interpelativa e propositiva, em que os/as educadores/as são respectivamente pais e mães, capazes de assumir o cuidado, de orientar os/as jovens na elaboração de um projeto de vida que leve a descobrir a própria vocação.

Pessoalmente, Dom Bosco reconhecia na comunhão freqüente o mais eficaz alimento da sua vocação (cf MO 92), e em Maria aquela que o havia acompanhado ao longo de toda a vida e lhe havia inspirado o método educativo. E' Maria que leva a Jesus, ou melhor, ela mesma nos traz Jesus (cf MB VII 679).



O olhar eucarístico

Mas, o que significa concretamente dizer que Maria nos leva a Jesus? Como vivemos hoje esta realidade, juntamente com nossas Irmãs, na comunidade educativa?

Antes de tudo, poderia significar aceitar caminhar com ela, confiar na sua ajuda, olhar a realidade com seus olhos, à luz pascal, isto é, com olhar eucarístico que é, fundamentalmente, uma ótica de vida, de esperança, de gratidão, de convivialidade.

Quero lembrar com vocês algumas dimensões que me parecem significativas nesta linha.


Acolher é a atitude fundamental de abertura ao dom. Implica o silêncio de todo o ser para deixar que a Palavra nos atinja e possa agir dentro de nós.

Maria escuta, se torna espaço para acolher, guardar, alimentar a Palavra. Abre espaço para os pensamentos de Deus que colocam em sobressalto os seus ritmos, os seus hábitos, seus modos de pensar e se abre ao imprevisto da mensagem do anjo. O seu Sim tornou possível o grande Sim de Cristo ao Pai, renovado em cada celebração eucarística.

Acolher é, ao mesmo tempo, um verbo e um gesto eucarístico que interpela a nossa vida e a nossa missão. O que ainda precisamos dizer a Deus, para nos entregarmos totalmente, como Maria?

Seguir suas pegadas quer dizer experimentar como se espera e se acolhe o Verbo de Deus, como nele se acolhem os irmãos e as irmãs, como se acolhe toda vida humana que aspira à luz.

No dia 25 de março recordamos o 5° aniversario da Encíclica Evangelium vitae. A data foi comemorada pelo mundo católico com significativas manifestações. Infelizmente, a cinco anos da sua publicação, devemos constatar que aumentaram os fatores de risco que ameaçam a vida humana: surgiram novas formas de atentados contra a sua dignidade. O panorama mundial aparece ainda mais inquietador, se se considera que, em muitos casos, as ameaças são representadas por imposições de matriz econômica ou política, mais do que por escolha social, livre e responsável, das pessoas interessadas.
Convido vocês a meditar de novo – também como comunidade educativa – a palavra do Papa, verificando à sua luz que antropologia de fundo inspira concretamente a nossa ação educativa.

Ser preventivas hoje nesse campo, não quer dizer talvez trabalhar por uma cultura da vida que defenda seu valor, «a começar por suas próprias raízes?» (EV 96). E' indispensável dirigir sempre mais a nossa atenção para a família, berço onde se acolhe e se protege a existência humana. Para nós, a questão educativa continua sendo o principal desafio, e exige uma intervenção que proponha às novas gerações o valor do amor conjugal e da família, segundo o projeto de Deus e, além do mais, colocados como fundamento da convivência civil pelas Cartas Constitucionais de muitas Nações. Com as comunidades educativas, não poderíamos empenhar-nos em elaborar projetos que ofereçam apoio pastoral às pessoas e às famílias em cada fase ou etapa de sua caminhada, a partir de uma sadia educação da afetividade, nos anos da infância e da adolescência, até a uma atenção aos casais e às famílias? Talvez devêssemos ser mais determinadas em fazer ouvir a voz da Igreja também no campo da bioética. A manipulação genética dos embriões humanos, a maternidade de aluguel e outros aspectos inquietantes estão na mira da exploração comercial. Com isso eu não quero menosprezar situações às vezes graves que requerem a compreensão de cada pessoa, mas apenas lembrar a fidelidade ao mandato de servir a pessoa humana no amor e na verdade.


Assumir o cuidado é o empenho de acompanhar a vida no seu crescimento, de ajudar as/os jovens a elaborar um projeto pessoal que os leve a construir a própria identidade, a descobrir o próprio lugar na sociedade e na história, a ler o projeto de Deus sobre a sua existência.

As raízes do assumir o cuidado estão antes de tudo na família, e se estendem a todos os que desempenham um ministério educativo. "Maria deu à luz o Filho e o colocou numa manjedoura" (Lc 2,7): é o gesto da mãe que prove alimento e calor ao próprio filho. De fato, a manjedoura faz pensar na mesa. De que alimento e de que cuidados as/os nossos jovens precisam hoje?

A via da educação é, necessariamente, circunstanciada, porque são diferentes e específicas as necessidades dos jovens e da realidade em que atuamos. E' um itinerário de educação integral que abre para o mistério, e acompanha na descoberta da própria vocação.

Num contexto de educação cristã, a vocação se esclarece à luz da Eucaristia. Sublinha-o João Paulo II, na mensagem para o Dia Mundial das Vocações, de 14 de maio de 2000, quando diz que, no encontro com Cristo vivo e atuante na história, decisivo para toda vocação, tem o justamente na Eucaristia, o seu momento culminante. E' lá que ele «revela o mistério de sua identidade e indica o sentido da vocação de cada fiel» (n. 2).

Assumir o cuidado, acompanhar as/os jovens para que descubram a própria missão, é um ministério que chama em causa o testemunho apaixonado da nossa vocação. «Quem vive com alegria esse dom, e o nutre todos os dias com a Eucaristia, saberá espargir no coração de muitos jovens a boa semente da adesão fiel ao chamado de Deus» (n. 4).
Viver o tempo como kairós: a vinda de Jesus deu um novo início ao tempo. Não apenas porque desse evento partiu um novo período histórico-cronológico, mas porque tal vinda, que se tornou concreta através do Sim de uma mulher, deu-lhe qualidade, conferiu-lhe uma nova ordem: a da graça. E' o tempo da memória e da esperança.

O evangelista Lucas diz de Maria que “guardava todas essas coisas, meditando-as no seu coração” (Lc 2,51). Maria é memória não apenas dos fatos que dizem respeito à vida do Filho, mas de todas as intervenções de Deus na história da salvação. E' memória do seu agir, segundo a lógica do Magnificat, uma lógica que mostra de que lado Deus está. Ele está do lado dos últimos, dos humildes, daqueles que somente dele esperam salvação e vida.

Maria é especialmente memória da Páscoa. A Eucaristia, que é sua antecipação sacramental, é o momento em que Jesus consagrou a palavra “memória”. Desde então, “fazer memória” significa oferecer com Ele, fazer unidade nele, agradecer com Ele o Pai. Condição previa é apresentar as nossas pobrezas, fazer pedido de perdão pelos pecados pessoais e por aqueles do seu corpo que é a Igreja.

Significativo a esse propósito o Dia do perdão celebrado por João Paulo II no primeiro domingo da Quaresma. Foi um gesto coerente com o empenho de purificar a memória (cf IM n. 11); um ato de coragem e de humildade em reconhecer os erros cometidos por todos os que têm o nome de cristãos. O ato do Papa provocou uma ampla ressonância em todo o mundo. Penetrou nas consciências e fermentou a opinião pública.

Que ressonância produziu na nossa vida? Nós também temos motivos para dar e receber o perdão, neste tempo de graça, de reconciliação, de esperança. E' o tempo jubilar, tempo propício de encontro com Jesus que decidiu ficar conosco para sempre, no mistério do seu corpo e do seu sangue.

Agradecer: o corpo e o sangue de Jesus dados pela vida do mundo são o mais verdadeiro agradecimento ao Pai. Jesus é o único capaz de agradecer, porque nele a oferta não é inferior à plenitude recebida. Maria, odavia, como criatura, é a primeira vida eucarística completamente realizada. Na sua pessoa e na sua vida verificou-se o mais alto grau da presença real do Senhor, e o acolhimento mais pleno de tal presença.

Se dizer «obrigada» é reconhecer e acolher o dom de Deus, Maria é modelo desse acolhimento desde quando, no Sim da Anunciação, permitiu que o Filho de Deus se tornasse um de nós, e depois, durante toda a existência, totalmente envolvida no mistério do Filho. Belém, o Calvário, a vida no seguimento de Jesus, são testemunhos da sua constante abertura ao dom de Deus, mesmo quando não podia entender, mesmo quando lhe foi pedida a oferta do sacrifício daquele que ela havia gerado na carne.

Em Maria, a atitude eucarística nasce da consciência de ser envolvida pela benevolência de Deus, inserida no circuito da sua Providência que dá sentido à grande história e torna significativa a sua pequena história de criatura. Por isso, todas as gerações a chamarão bem-aventurada.
À voz de Maria queremos associar também a nossa, para agradecer ao Pai que, na Eucaristia, nos faz dom de seu amor infinito e nos torna participantes de sua vida.

Queremos também agradecer a Maria. No seu fiat incondicional está também o sim de cada vida humana, da qual ela amorosamente assume o cuidado.


De geração em geração, desejamos continuar o «obrigado!» de Dom Bosco e de Maria Domingas à Virgem, ser monumento vivo de gratidão à Auxiliadora, prolongando a longa fila de Irmãs que nos precederam e que ainda virão.

Junto ao altar da Basílica a ela dedicada levarei também o agradecimento de vocês, queridas Irmãs, para que unido ao de Maria, seja um ininterrupto canto de louvor a Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Roma, 24 de abril de 2000

Af.ma Madre


Ir. Antonia Colombo


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