Instituto filhas de maria auxiliadora



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INSTITUTO FILHAS DE MARIA AUXILIADORA

fundado por São João Bosco

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N. 841

Feliz és tu que acreditaste

( Lc 1,45)


O extraordinário evento da beatificação de três membros da Família Salesiana, no dia 14 de abril p.p., viu chegar a Roma uma numerosa representação de FMA. Queridas Irmãs, tenho certeza de que todas vocês estavam espiritualmente presentes na Praça de São Pedro, compartilhando a alegria pela confirmação, por parte da Igreja, de que a espiritualidade salesiana é caminho seguro de santidade, oficialmente reconhecida na pessoa de Padre Luigi Variara, do senhor Artemide Zatti e da nossa Irmã Maria Romero.


A recente visita que fiz à América Central levou-me aos lugares onde Ir. Maria viveu e se santificou, e deu-me a oportunidade de constatar a amplitude e a ressonância eclesial e civil da sua obra. Ir. Maria tornou-se símbolo de integração entre classes sociais e povos que a fé une numa convivência humanizante para todos.
Qual o segredo de uma fecundidade que a mantém viva e atual a 25 anos de sua morte? O Evangelho vivido sem restrições, a correspondência à Aliança na fé e na entrega confiante de si mesma à ação do Espírito e ao auxílio de Maria para colaborar na realização do projeto de Deus, que quer a felicidade de todos os seus filhos e filhas.
De Ir. Maria Romero, como de Maria de Nazaré, podemos dizer: "Feliz de ti que acreditaste". Pela fé, Ir. Maria - como os nossos fundadores - se tornou disponível ao projeto de Deus, mesmo quando isso parecia impossível, e ousou inaugurar novas estradas de evangelização. Pela fé também nós podemos realizar hoje o inédito de Maria na nossa vida e na história.
A coragem de crer
Isabel proclama Maria feliz porque acreditou: no tempo da nova Aliança, ela é a primeira crente. Mãe do Verbo na fé, é também mãe daqueles que, no seu Filho, se tornam filhos e filhas de Deus; Mãe dos viventes porque a todos é oferecida a salvação em Cristo. No projeto de Deus, Maria se faz ajuda às divinas Pessoas para o nascimento humano daquele que é a Vida do mundo; está presente aos pés da cruz, onde nasce a Igreja e onde toda a humanidade lhe é confiada.

A missão de Maria começa e se desenvolve na fé. Na pequena aldeia de Nazaré, um anjo lembra a uma jovem o quanto Deus a ama e convida-a a colaborar com ele. Maria crê na Palavra. Responde sim. O sonho de Deus sobre a humanidade nova tem nela uma colaboradora corajosa. Com Maria, Deus é de novo o tudo no coração de uma criatura humana. Nela, torna-se disponível uma humanidade completamente aberta ao amor de Deus. Em Maria é recuperada a reciprocidade em que a iniciativa de Deus, a proposta da Aliança, encontra uma parceria sempre dialogante.

Acreditar não é fácil, e não foi, nem mesmo para ela. Maria pede esclarecimento para se entregar, em plena disponibilidade, nas mãos daquele cuja gratuidade de amor ela experimenta. Escuta, interroga, acolhe e canta com deslumbramento o amor de Deus, que faz grandes coisas em quem confia nele. Em Maria se realiza a bem-aventurança dos que crêem, dos pobres em espírito: deles é o reino dos céus, para eles a graça de Deus que ultrapassa toda expectativa humana.

O mistério da Visitação, onde a mãe de Jesus é declarada feliz por ter acreditado, revela que o segredo da fé de Maria está em ir habitando. Os passos apressados ao encontro de Isabel exprimem o coração habitado por uma presença. Maria é arca da Aliança que guarda e testemunha a presença de Deus no mundo e revela o seu modo de agir na história. Vive, e aponta a nós a nova lógica evangélica, onde os pequenos e os pobres são os privilegiados, porque não afastam os olhos daquele que os faz existir envolvendo-os no seu amor.

A profecia de Simeão preanuncia o tormento do coração que acompanhará o caminho de fé e de pobreza da Mãe ao lado do Filho: um caminho íngreme, onde as exigências da maternidade devem confrontar-se com o mistério de Jesus, que ultrapassa toda expectativa puramente humana. Maria aprende a dar o Filho e a dar-se com ele.

A coragem de crer na Aliança e de se fazer discípulos da Palavra define também o perfil de santidade de homens e mulheres de Deus ao longo da história. A vida e a surpreendente atividade de Ir. Maria Romero podem ser adequadamente compreendidas à luz dessa entrega confiante que nasce da contemplação e a torna rica de humanidade e de graça.


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Nós a vemos, ao mesmo tempo, ocupada em múltiplas atividades e em adoração profunda, atenta e sensível às necessidades do povo.

Completamente imersa em Deus, o seu Sol, e em companhia de Maria, tem seu ouvido pronto à escuta de quantos a procuram para obter dela conforto, conselho, estímulo a uma vida cristã mais empenhada e coerente. A contemplação não a afasta das responsabilidades, mas a restitui regenerada à existência de cada dia, aberta às vias sempre novas do Espírito.

A vida de Ir. Maria é colóquio ininterrupto de entendimento com seu Rei e a sua Rainha. O contato íntimo com eles torna-se força propulsiva que impregna o trabalho educativo com as jovens e os pobres. Ir. Maria conhece momentos de incompreensão, experimenta a dificuldade de crer, mas o empenho constante de aderir em tudo à vontade de Deus, manifestada nas mediações e nos acontecimentos quotidianos, transforma a sua humanidade em sacramento de graça, torna-a, para usar uma expressão de Thomas Merton, "uma janela através da qual a misericórdia de Deus resplende sobre o mundo". É a janela do amor que incendeia toda defesa e resistência pessoal e torna radicalmente abertos a Deus e a todos aqueles que lhe pertencem. Com a transparência da autenticidade e a força da caridade, Ir. Maria realiza para os seus pobres as obras de misericórdia, sinal da misericórdia divina para todo homem e mulher.

Como Maria de Nazaré, arca da Aliança, ela também leva Jesus no coração e na vida e o comunica por onde passa. Compreende que ser santa não consiste em fazer milagres, mas "em amar a Jesus de todo o coração, dar-se a ele sem reserva, crer no seu amor com fé inabalável e viver continuamente imersa nesses pensamentos" (Escritos espirituais I, 9).

Nas pegadas de Dom Bosco e de Maria Domingas
O ir habitando de Maria de Nazaré encerra também o segredo da vida de Ir. Maria Romero: uma mulher habitada por Deus, sempre atenta a abrir espaço para ele, a não separar o amor exclusivo por ele do amor que nutria por suas criaturas.

Na Costa Rica, onde viveu durante 46 anos, Ir. Maria desempenhou uma missão cada vez mais vasta de evangelização e promoção humana. Muitas pessoas que viveram e trabalharam com ela são testemunhas de fatos extraordinários, de verdadeiros milagres. Mas o que mais impressiona é a continuidade das suas obras, que dir-se-ia ainda dirigidas por ela, com o mesmo estilo de abandono à Providência e de confiança incondicional em Maria.

Ir. Maria Romero, chamada por alguns Dom Bosco em terra americana, viveu como ele o carisma educativo indo adiante como Deus inspirava e os tempos exigiam. Soube acolher com fina sensibilidade as orientações da Igreja e do Instituto, viver a obediência com serenidade e abandono.

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Também quando as dificuldades criavam obstáculos à realização de projetos claramente intuídos na luz do Espírito.



"Eu prometi a Deus que até meu último respiro haveria de ser pelos meus pobres jovens", disse Dom Bosco um dia. Realizou a promessa crendo contra toda esperança. Para chegar aos jovens, criando para eles oportunidades de educação e perspectivas de futuro, Dom Bosco deu vida a um vasto envolvimento de pessoas. Sobretudo envolveu Maria Auxiliadora. "Vamos começar", dizia familiarmente, para aludir às graças e aos milagres que Maria deveria alcançar de seu Filho. E a Auxiliadora respondia pontualmente.

Ir. Maria Romero tomou ao pé da letra a expressão de Dom Bosco: "Tende fé em Maria e vereis o que são os milagres". Aceitou o desafio e, servindo-se de sinais muito simples e comuns, como a água, empenhou Maria Auxiliadora na tarefa de socorrer - até visivelmente - seus filhos necessitados. E esses, por sua vez, se tornavam auxiliadores de outros, formando uma corrente de solidariedade na qual era difícil distinguir o benfeitor e o beneficiado.

Os fatos extraordinários obtidos por ela com o apelo a Maria Auxiliadora, são incontáveis. São igualmente numerosos os «fioretti» que testemunham a riqueza humana de uma personalidade de artista enamorada de seu Rei e de sua Rainha. Mas, o que mais espanta é a variedade das iniciativas que Ir. Maria levou a cabo no crescimento coerente de uma espiritualidade que é também método educativo: a espiritualidade do Sistema Preventivo de Dom Bosco, vivido na modalidade feminina de Maria Domingas Mazzarello. Nela as pessoas vêem encarnada a atualidade da visão cristã da educação, como via de humanização que forma honestos cidadãos para a sociedade, exatamente porque os educa para a consciência da dignidade de filhos de Deus.

É a atualidade da visão teoantropológica subjacente ao método educativo de Dom Bosco e de Maria Domingas Mazzarello, inspirado no humanismo cristão de São Francisco de Sales. Ir. Maria ama a vida, a natureza, a arte como expressões da beleza e da magnanimidade de Deus criador. Deseja antes de tudo fazer com que seja conhecido o amor do Pai manifestado no dom de seu Filho e de sua Mãe. Por isso, procura confiante os percursos possíveis para fazer resplandecer o sorriso no rosto de muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de miséria. E faz deles homens e mulheres responsáveis, prontos por sua vez a se darem em favor do bem comum.

O lugar de início da missão em Costa Rica, o colégio onde foi professora de música, é a primeira forja para a preparação das misioneritas, as alunas que Ir. Maria Romero envolveu no seu empenho missionário. Ela as mandava duas a duas, com o terço na mão, em visita às famílias mais pobres da periferia de São José; tinha convicção de que os mistérios de Cristo e de Maria poderiam ser meditados mais profundamente em contato com os crucificados vivos que elas iriam encontrar.


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Revestidas de fé, humildade e discrição deviam estar disponíveis ao diálogo e a carregar o peso do estado de abandono em que muitas vezes tais famílias viviam. Quando as meninas voltavam, Ir. Maria as ouvia, encorajava, dava conselhos e sugestões práticas. Numa palavra: renovava nelas o desejo de coerência evangélica e o fervor de envolver outros no mesmo projeto missionário. O método da narrativa se tornava método de revisão de vida, de mudança interior, de disponibilidade aos apelos sempre novos de Deus.

A partilha das experiências, exigência característica dos nossos tempos, já era promovida com muita convicção por Ir. Maria, da fase da preparação à da revisão. Faz lembrar a figura de Jesus que envia os apóstolos em missão e os espera na volta para compartilhar suas alegrias e dificuldades, as conquistas e os fracassos que haviam trazido.
A fé de Ir. Maria alimenta a criatividade, a fantasia do amor, típica dos nossos fundadores. A atenção ao contexto, no qual está bem inculturada, lhe permite descobrir necessidades sempre novas. Nascem assim as Obras sociais de Maria Auxiliadora em favor dos pobres de todos os tipos: oratórios de periferia; escolas de alfabetização e de formação profissional para as mulheres; internatos, para tirar as meninas da rua ou do risco de serem encaminhadas à prostituição pelas próprias famílias, necessitadas de um ganho a mais para viver; o dispensário para assistir os pobres que não encontram lugar nos hospitais; as casinhas agrupadas, com a sala de reunião e o mercado popular; a disponibilidade às horas de atendimento das centenas de pessoas que todos os dias buscavam, no contato com ela, alívio para seus sofrimentos físicos e espirituais. Pode-se dizer que o seu intento de enxugar as lágrimas das pessoas que encontrava - para que essas pudessem ver o Sol, Jesus - foi abrindo-a gradativamente para a realização de quase todas as obras de misericórdia.
A missão, desempenhada na linha da obediência religiosa, tinha na confiança em Jesus Eucaristia e em Maria Auxiliadora o seu motor, e na capacidade de envolver, a sua via de atuação. Como Dom Bosco e Maria Domingas, Ir. Maria era uma grande comunicadora. Fascinada pelos amplos horizontes que o amor desdobra, sabia orientar na mesma direção as pessoas das quais se aproximava: jovens e FMA, sacerdotes e leigos. Com a ajuda de 15 senhoras, fundou em 1972 a ASAYNE, associação surgida com a finalidade de construir as casinhas das cidadelas de Maria Auxiliadora, que ainda continua realizando a atividade de saneamento da periferia da capital. Hoje como ontem, são beneficiárias dessa recíproca solidariedade as pessoas ricas, educadas para redescobrir, no contato com irmãos e irmãs pobres, o essencial da vida e a alegria de colaborar para fazê-la crescer numa sociedade mais humana.

As obras sociais não eram fruto de pura filantropia: em primeiro plano estava o dom da mensagem evangélica.


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"Lembremos – dizia – que se distribuirmos alimento e roupas, mas não levarmos Jesus, deixaremos esses nossos irmãos mais pobres do que antes". Deus devia ser o primeiro na vida das pessoas; a fé nele e a confiança em Maria deviam orientar a vida, nutrindo-a de esperança e de felicidade.



O inédito de Maria na história
Com a sua obediência na fé, a mãe de Jesus inaugurou a realização do sonho de Deus de fazer da humanidade uma família reconciliada no amor. Ela, a mulher do sim, revela o que uma criatura humana pode chegar a ser quando decide entregar-se totalmente ao seu Senhor.

Na Igreja, sobre as pegadas de Maria, homens e mulheres de Deus escreveram páginas novas da história que teve início com o sim de radical disponibilidade da Virgem. Assim fizeram nossos fundadores, assim fez Ir. Maria Romero. A isso somos chamadas também nós para realizar hoje o projeto de Deus, de maneira original e profética, no sulco do carisma. Dom Bosco dizia: "Vocês terminarão a obra que eu começo: eu faço o esboço, vocês darão o colorido. Agora é o germe..." (MB XI 309).

Para a nossa família religiosa, usar as cores significa realizar o inédito de Maria, escrever com a nossa existência aquela parte que espera ser atuada na história do nosso tempo, no contexto concreto em que vivemos.

Trata-se de novas páginas de fé, que esperam ser vividas com a audácia e o discernimento de Maria, com a confiança na sua intercessão que foi própria dos nossos fundadores e dos santos da família salesiana. Essas páginas podem ser escritas vivendo plenamente as implicações da Aliança.

No documento Em preparação ao XXI CG evidencia-se que "a Aliança é envolvimento de todo o ser, da própria afetividade e sexualidade entendidas como capacidade de comunhão, como energia que orienta para a partilha, para a troca fraterna, para a amizade, a acolhida, o dom" (p. 24). Esclarece-se que tal envolvimento se dá com Maria, educadora e companheira de caminhada. Com ela vivemos a pedagogia do assumir o cuidado na solicitude em relação aos outros, no acompanhamento recíproco, em defender e promover a vida. Podemos dizer que a Aliança tem como termo correspondente a cidadania evangélica.

As sínteses dos Capítulos inspetoriais evidenciam uma clara orientação nessa linha. Nos diversos contextos em que atuamos há uma maior compreensão da intrínseca relação entre Aliança e cidadania; está presente a consciência de que a comunidade FMA, em reciprocidade de colaboração com os leigos, é laboratório de cidadania evangélica, quando responsavelmente procura educar-se e educar para viver no estilo das bem-aventuranças.

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As sínteses relatam as ações concretas em relação aos mais pobres, de modo especial em favor da mulher, das crianças e adolescentes, dos imigrados e das minorias. A fantasia do amor impele as comunidades que se deixam interpelar, a individuar novas vias de expressão do carisma, a viver a audácia de Maria, primeira cidadã do Reino, radicada na fé e na pertença ao seu povo.


Uma audácia claramente presente na existência de Ir. Maria Romero. A nós, que nos preparamos para celebrar o Capítulo que tem como tema: Na renovada Aliança o empenho de uma cidadania ativa, a vida dela se mostra particularmente atual, carregada de profecia, capaz de inspirar novas modalidades de convivência pacífica entre os povos. Confirmam nossas palavras a Assembléia Nacional da Nicarágua, que por unanimidade proclamou Ir. Maria Romero Advogada de imigrantes e intercessora de paz, e o Parlamento Centro-americano (Parlacen), que a nomeou Patrona da integração centro-americana e do Caribe.
Ser memória vivente de Maria, realizar o inédito de sua vida na história do nosso tempo (cf PF 30-31) tem também para nós a mesma raiz: a referência a Jesus que confere um olhar novo sobre as pessoas e os eventos, vivifica por dentro e profundamente a nossa missão.

Nessa linha, partilho algumas considerações que, no mês dedicado a Maria, poderão ajudar-nos a atualizar as atitudes dela.


Subir ao andar de cima. É o lugar em que encontramos os apóstolos, junto com a Mãe de Jesus e algumas mulheres, à espera de Pentecostes. É o local em que, provavelmente, Jesus havia celebrado a última ceia, desvelando os pensamentos de seu coração e pedindo que vivessem no seu amor e na unidade. Para nós, subir ao andar de cima pode significar a necessidade de cultivar a visão de síntese evangélica que ajuda a ler a vida e a realidade, superando a fragmentação episódica dos fatos isolados, num horizonte de significado iluminado pelo projeto de Deus sobre a humanidade.
Fazer das nossas comunidades casas e escolas de comunhão (cf NMI 33; 45). A visão evangélica nasce da contemplação. É um dom para quem, como Maria e os apóstolos no cenáculo, se dispõe a acolher o Espírito permanecendo perseverante na escuta, na oração, na comunhão, na fração do pão (cf Atos 1,13-14; 2,42). A primeira comunidade cristã é uma comunidade que recorda os missionários enviados por ela; quando retornam relatam tudo o que Deus realizou por meio deles. A ressonância dessas narrativas é cheia de alegria, de admiração, fortifica os vínculos fraternos e se abre para o agradecimento na celebração onde, junto com o pão eucarístico, se reparte o pão da solidariedade: um claro programa de vida para nós que nos empenhamos em conjugar Aliança e cidadania.
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- Ser colaboradores da alegria (cf 2 Cor 1,24), sobretudo dos/das jovens. O Strumento di lavoro del CG XXI retoma essa feliz expressão paulina, aplicando-a à nossa missão específica, que nos chama a ser testemunhas de esperança e tecelãs de unidade dentro da história, no respeito das diversidades. O texto continua colocando em relevo que "Maria Auxiliadora, da qual levamos o nome e prolongamos a presença, nos guia e acompanha no caminho. Experimentamos seu auxílio eficaz na missão educativa, que é o nosso modo de viver a cidadania evangélica" (n. 80).
Olhando para Maria e olhando como Maria, na mesma direção, seremos ajudadas a assumir seu estilo e sua missão; poderemos colaborar para fazer nascer a vida e fazê-la crescer em tantas jovens existências que, talvez inconscientemente, emitem o sinal de um SOS, porque necessitadas de quem lhes ofereça esperança e acompanhamento.

Com freqüência nos vemos com poucos recursos para responder a esse grito de ajuda; mas, se a nossa vida estiver radicada em Cristo, se como Maria e como os santos que palmilharam suas pegadas, vivermos a bem-aventurança dos que crêem (cf C 44), a nossa fé obterá o milagre de colaborar para gerar filhos e filhas de Deus, cidadãos responsáveis pelo bem comum, segundo o Evangelho.


É o dom que peço a Maria Auxiliadora para todas nós, nessa minha visita às terras de Magalhães. Será o modo mais eficaz de agradecer a vocês os muitos sinais de disponibilidade e de solidariedade manifestados por ocasião da festa mundial da gratidão, e de reavivar - em cada coração e em cada Continente - o elã missionário.
Poderia ser também a oferta que, como Instituto, apresentamos ao nono sucessor de Dom Bosco, Padre Pascoal Chávez, a quem renovamos o cordial augúrio confiando-o aos cuidados maternos de Maria Auxiliadora.

Roma, 24 de abril de 2002

Af.ma Madre
Ir. Antonia Colombo

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