Instituto filhas de maria auxiliadora



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INSTITUTO FILHAS DE MARIA AUXILIADORA

fundado por São João Bosco

N. 830

Resplandeça sobre nós

a luz da vossa Face

O ano jubilar, rico de graça e de experiências significativas para todo o povo de Deus, representou também para nós um tempo particularmente favorável para reavivar a alegria da vocação salesiana. Nós o manifestamos publicamente na celebração do novo sim, que se prolonga no quotidiano empenho de dedicação a Deus pelos jovens.


A carta apostólica Novo millennio ineunte, assinada por João Paulo II na praça de São Pedro, no dia 06 de janeiro, após o fechamento da Porta Santa, é um programa também para as pessoas consagradas, como o mesmo Pontífice sublinhou por ocasião da V Jornada Mundial da Vida Consagrada: "Contemplar o rosto de Cristo e dele partir de novo, testemunhar o seu amor: este é o aporte que sois chamados a dar quotidianamente, antes de tudo com a fidelidade à vossa vocação de pessoas totalmente consagradas a Cristo".
Contemplar, partir de novo, testemunhar: acolhemos com alegria e

gratidão essa entrega, conscientes de que, na adesão renovada a Cristo, se enraíza a fecundidade educativa.

Olhando para Ele, compreenderemos a estupenda e exigente tarefa de ser seu reflexo (cf. NMI 54), de viver em comunhão para

desempenhar a missão evangelizadora.


Maria Domingas havia compreendido isso, desde a sua juventude. A experiência do contato ininterrupto com Jesus tornou-a pura e ardente em comunicar sua mensagem a todos dos quais se aproximava, intrépida na vontade de atingir os jovens mais distantes. Suas cartas transbordam do desejo missionário que transmitia a Irmãs e jovens. Falava freqüentemente do fogo, para indicar a fonte interior da qual haurir luz e calor.

Na direção indicada à lgreja por João Paulo lI, e na esteira de Maria Domingas, nós também queremos partir de novo, assumindo responsavelmente o Projeto Formativo e a preparação para o XXI Capítulo Geral.

Aproximando-se a festa mundial da gratidão, queremos cultivar especialmente a atitude de êxodo que nos une numa caminhada interior de essencialidade e de solidariedade.

Olhem para Ele e vocês serão luminosos (SI 33)


O evento bimilenar da Encarnação fez resplandecer de nova luz a vida da Igreja. Ao revocar seus momentos significativos, o Papa propõe considerá-lo não apenas como memória do passado, mas como profecia do futuro (cf. NMI 2) que convida a erguer o olhar e lançar-se em frente: Duc in altum! A esperança em fazer-se ao largo adquire impulso e vigor por ter fixado os olhos no rosto de Jesus, por ter escutado sua palavra, por ter se entregado a Ele.
Com a lgreja, somos chamadas a passar às novas gerações não uma doutrina e nem mesmo, em primeiro lugar, uma mensagem, mas uma Pessoa: Jesus mesmo. "Não é talvez tarefa da Igreja refletir a luz de Cristo em cada época da história, fazer com que seu Rosto resplandeça, também diante das gerações do novo milênio?" (NMI 16).

Esse dever de testemunho requer que nós, corno consagradas, sejamos as primeiras a contemplar-lhe o rosto, a reconhecê-lo presente e atuante na nossa vida, a fazer experiência do seu mistério e saber penetrar os segredos do seu coração.


O sinal luminoso sobre a face de Moisés ao descer do monte Sinai era a conseqüência do encontro com o Absoluto, de ter estado face

desempenhar a missão evangelizadora.


Maria Domingas havia compreendido isso, desde a sua juventude. A experiência do contato ininterrupto com Jesus tornou-a pura e ardente em comunicar sua mensagem a todos dos quais se aproximava, intrépida na vontade de atingir os jovens mais distantes. Suas cartas transbordam do desejo missionário que transmitia a Irmãs e jovens. Falava freqüentemente do fogo, para indicar a fonte interior da qual haurir luz e calor.

Na direção indicada à lgreja por João Paulo lI, e na esteira de Maria Domingas, nós também queremos partir de novo, assumindo responsavelmente o Projeto Formativo e a preparação para o XXI Capítulo Geral.

Aproximando-se a festa mundial da gratidão, queremos cultivar especialmente a atitude de êxodo que nos une numa caminhada interior de essencialidade e de solidariedade.

Olhem para Ele e vocês serão luminosos (SI 33)


O evento bimilenar da Encarnação fez resplandecer de nova luz a vida da Igreja. Ao revocar seus momentos significativos, o Papa propõe considerá-lo não apenas como memória do passado, mas como profecia do futuro (cf. NMI 2) que convida a erguer o olhar e lançar-se em frente: Duc in altum! A esperança em fazer-se ao largo adquire impulso e vigor por ter fixado os olhos no rosto de Jesus, por ter escutado sua palavra, por ter se entregado a Ele.
Com a lgreja, somos chamadas a passar às novas gerações não uma doutrina e nem mesmo, em primeiro lugar, uma mensagem, mas uma Pessoa: Jesus mesmo. "Não é talvez tarefa da Igreja refletir a luz de Cristo em cada época da história, fazer com que seu Rosto resplandeça, também diante das gerações do novo milênio?" (NMI 16).

Esse dever de testemunho requer que nós, corno consagradas, sejamos as primeiras a contemplar-lhe o rosto, a reconhecê-lo presente e atuante na nossa vida, a fazer experiência do seu mistério e saber penetrar os segredos do seu coração.


O sinal luminoso sobre a face de Moisés ao descer do monte Sinai era a conseqüência do encontro com o Absoluto, de ter estado face

confirma, antes de tudo, a escolha de alimentar-nos na fonte que é Cristo, e de permanecer em contato com Ele, para que a corrente do seu amor possa fluir através de nós e desperte a vida naqueles aos quais a missão nos envia. Nesta festa da gratidão do novo milênio, as meninas e os meninos da África querem ser o campo privilegiado de atenção sobre o qual faremos resplandecer, com a luz de Cristo, a alegria e a felicidade de uma dignidade humana consciente.

Reavivar o fogo
É a recomendação presente na carta de Madre Maria Domingas à Ir. Angela Vallese (L 27). O fogo é o amor aceso no coração de Jesus. O contato com Ele, a contemplação de seu rosto ilumina, aquece e alimenta o ardor missionário.

O fogo do amor tem sua fonte na Eucaristia. A linha direta com o tabernáculo que Maria Domingas criou na Valponasca é o encontro de uma vida que se deixa plasmar pela Vida, de uma existência que se abre completamente para deixar-se habitar pelo Sol divino. A janelinha cujos batentes se abrem na direção da paróquia, fala de um olhar que abraça os sulcos, os vinhedos, a gente do povoado, para dar a tudo um sentido novo, à luz de Jesus. A vida eucarística de Maín se enraíza no mistério pascal, onde matura o amor oblativo que lhe permite fazer-se pão partido para os outros: os parentes que estão precisando, as crianças, as jovens do lugar. Para Maria Domingas, todo encontro é um fazer subir do coração a presença de Jesus que, desde a Eucaristia da manhã, acompanha o dia inteiro e faz dele ao mesmo tempo, celebração, contemplação e irradiação do amor.


Como a muitos santos, também a Maria Domingas é pedida a prova da autenticidade do amor. Para Maín, a provação é a doença: os sonhos se dissipam, as esperanças se desfazem. É a hora da entrega. E ela a enfrenta com coragem, no sinal da confiança em Deus, da entrega total das próprias forças para servir ao projeto do Reino. Por isso reza assim: "Senhor, se na vossa bondade quereis conceder-me ainda alguns anos de vida, fazei que eu os passe ignorada por todos, e esquecida por todos, a não ser por vós". Não é uma atitude passiva. É a radical virada cristocêntrica sobre a qual ela estabelece agora a fidelidade à Aliança batismal: ser esquecida para reviver aos olhos de Deus com uma disponibilidade nova.

A missão educativa que se lhe apresenta agora é pensada a partir da fragilidade. Não é capaz de trabalhar nos campos, as forças físicas estão debilitadas, mas com a profissão de costureira ela pode ensinar a arte de estar na presença de Deus, de entrar em diálogo com Ele, transfigurando a atividade ordinária para que "cada ponto de agulha seja um ato de amor de Deus".


Servir Jesus nos mais pequenos, promover seu crescimento humano e cristão será a constante preocupação de Ir. Maria Domingas. Para prestar esse serviço, ela não hesitará em estar no mesmo nível deles. É uma descida que, em diversas ocasiões, a leva a ajoelhar-se, como nos conta a Cronistória: quando lava os pés das meninas que padecem com as frieiras, quando humildemente pede desculpa de seus erros às Irmãs, quando implora que, em vez de murmurar, se use misericórdia.

O desejo de servir à causa do Reino, também naquela "plaga distante que se chama América" (cf. C 4, 2), é constantemente alimentado no coração das lrmãs e das meninas de Mornese. Ir. Maria Domingas não deixa de manifestar isso nas cartas endereçadas a Dom Cagliero. Aquelas cartas são uma obra-prima de simplicidade, uma oferenda de disponibilidade provada no sacrifício da ascese que, em Mornese, era companheira inseparável da vida quotidiana. Todas querem partir para levar a luz da fé, para anunciar Jesus. Camponesas de uma aldeia perdida entre colinas compreendem a importância de estudar as línguas para servir melhor à educação cristã das jovens a que são enviadas, porque a semente da Palavra tem como via preferencial o conhecimento: evangelizamos educando.


Não é o entusiasmo superficial de quem busca a aventura. Ao invés, trata-se de alimentar quotidianamente o fogo, de soprar as cinzas e deixar que o coração seja constantemente habitado pelo amor de Deus. E isso na realidade quotidiana concreta, na missão que o Senhor nos confia, seja ela qual for (cf. C 4, 21, 23).

O tema do próximo Capítulo e a proposta de trabalho sublinham a importância do coração que tem seu centro em Deus, quando recordam a necessidade de radicar-se na Aliança. Provêem daqui a luz e a força para uma cidadania evangélica capaz de criar uma mentalidade solidária e de se manifestar em gestos concretos que alimentam a vida lá onde as pobrezas são mais duras.

Abrir bem os olhos
João Paulo li dirige este convite aos jovens na Mensagem para a XVI Jornada Mundial da Juventude. Abrir os olhos é acolher o caminho projetado por Jesus: "Quem quiser salvar a própria vida, perdê-la-á, mas quem perder a própria vida por mim, salva-la-á" (cf. Lc 24-25).

Os jovens saberão abrir os olhos para tomar a estrada da verdade e da vida? E, em que sentido somos interpeladas, nós que somos - por missão - educadoras dos/ das jovens? 6).


Neste ano, a festa da gratidão privilegia o continente africano. Para os jovens daquelas terras, o que poderá significar abrir os olhos?. O contexto ali certamente não é o da cultura do efêmero, do consumo, mas da pobreza econômica que, traduzida para o piano cultural, se chama dificuldade de acesso à instrução e, em ultima análise, de sair da situação de precariedade que torna problemático o respeito dos direitos humanos fundamentais. A carta da Vigária Geral, Ir. Rosalba, datada de 31 de janeiro de 2001, e as notícias que apareceram no número 4 de News-Osservatorio são muito eloqüentes a esse respeito.

Faz algum tempo, recebi em attach-file uma representação gráfica da superfície terrestre, elaborada sobre fotos feitas pela nave espacial Shuttle Colombia. É um mapa dos cinco continentes que evidencia a distribuição da riqueza econômica e da pobreza, mediante pontos luminosos e zonas de obscuridade. O continente africano està entre aqueles em que existem mais zonas de sombra. Se fosse possível representar, com o mesmo sistema, o mapa das riquezas naturais da terra ou dos recursos humanos em termos de valores fundamentais como o da vida, da família, da solidariedade, do sentido religioso da existência, não há dúvida de que as luzes e as sombras seriam distribuídas de outra forma, e os Países africanos apareceriam bem iluminados. Infelizmente, os interesses econômicos e as jogadas políticas das nações consideradas desenvolvidas muitas vezes estão na origem dos desequilíbrios na gestão das riquezas do planeta.


Por isso, Acenda urna luz na África é uma urgência ética, uma forma de globalizar a solidariedade, uma oportunidade para fazer com que todos se tornem conscientes dos valores que existem em cada cultura. Uma oportunidade para viver a aliança na sua dimensão de

comunhào, proximidade e de partilha. Urna possibilidade de traduzir a cidadania a partir das condigóes que a tornam possível. Em primeiro lugar, a educaqào. Por isso, o sinal concreto que queremos fazer na festa da gratidào 2001 é a criagào de uma escola em Luena, Angola, posto avangado e lugar de imigraqào de muitos refugiados.

A escuta dos pobres revela também corno e onde devemos nos empenhar no àmbito da educaqào nào formai, para permitir aos menos afortunados o acesso à educaqào formal. Para eles, de modo especial, devemos nos tornar °sinal da gratuidade do amor de Deus"

(Const. 18).

Uma realidade rica de valores e, ao mesmo tempo, exposta a fenómenos de marginaliza~ào, exploraqào e violéncia, chama em causa uma nova fantasia da caridade (NMI 50). No Projeto formativo nós falamos dela corno inventiva do amor, que encontra uma consonància especial na propensào da mulher - de modo particular a que se dedicou a Deus na missào educativa - a assumir o cuidado com a vida, acolhendo-a, protegendo-a e fazendo-a crescer em dignidade (cf. PF 18).
A imagem preparada para a festa da gratidào apresenta crian~as africanas com uma luz no peito. Quisemos com isso representar a apào educativa que, iniciando um percurso de autoconsciéncia pessoal, desperta a inteligéncia e acende a vida de esperanga, acompanha na elaboraqào de um projeto de vida aberto para os valores transcendentes, até a acolhida da mensagem cristà que ilumina a existéncia com uma luz nova.
A pobreza cultural é, ao mesmo tempo, raiz e conseqúéncia de outras pobrezas. E é por isso que queremos estar presentes nos lugares em que o analfabetismo é maior porque a escola é reservada a poucos ou encontra sérias dificuldades em desempenhar seu papel. Queremos criar um pequeno ponto luminoso: uma escola capaz de favorecer aqueles que, por condiqào social, correm o risco de ocupar os últimos lugares na sociedade.
Estar presentes onde a geografia das pobrezas interpela a fantasia do amor é o grande desafio para toda a Igreja. A Carta da missào da Família Salesiana nos recorda o modo específico de fazer isso, em fidelidade ao carisma. Consiste em evangelizar educando, passando da mente ao coraqào para que ele seja habitado por Cristo,

esperanga de salvaCào da pessoa hurnana na sua totalidade.

Uma escola onde se aprende a ser cidadàos talvez seja a resposta mais adequada à necessidade de criar consciéncia dos direitos inalienàveis e da dignidade da pessoa humana. Um ambiente onde se aprende a viver, a respeitar-se, a projetar, a amar, é uma preciosa oportunidade para tornar conhecida a mensagem de Jesus, que veio%para nos tornar irmàos e irrnàs perlencentes à única família humana.
O empenho nessa linha torna-se via de ressurrei~ào, luz que ilurnina o caminho da vida de muitas crianqas e de jovens do mundo com os quais entrela~amos os fios da solidariedade, que se tingem de esperanqa.
Com esses sentimentos chegue a vocés, juntamente com os votos de Feliz Pàscoa extensivos a seus familiares, aos benfeitores, aos membros da comunidade educativa e, de modo especial, aos irmàos salesianos, o obrigada mais sincero pelo que vocés sào e fazem, pelos projetos de bem que trazem no corapào, pelo contributo concreto para a concretizaqào da escola em Luena e para a formaqào de mentalidades que prornovem uma cultura da solidariedade.

Nào posso concluir esta carta sem agradecer, também em nome das Irmàs que vivem em zonas atingidas por catàstrofes naturais, os numerosos gestos com que vocés se fizeram próximas.



Roma, 24 de margo de 2001
Af.ma Madre
Ir. Antonia Colombo


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