Instituto para o Desenvolvimento Rural de Sudamérica (ipdrs) convocaçÃO 2016



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Instituto para o Desenvolvimento Rural de Sudamérica (IPDRS)

CONVOCAÇÃO

2016
Desde 2012, o Instituto para o Desenvolvimento Rural da Sudamérica (IPDRS) está realizando o Concurso Anual de Artigos, Ensaios e Fotografias Alimentos e Pensamentos, sempre na agenda, concentrado no propósito de aumentar o número e a qualidade das produções de textos sobre desenvolvimento rural de base camponesa indígena na América do Sul.
No processo dos quatro concursos realizados até agora alianças, foram estabelecidas com diversas instituições patrocinadoras e cogestoras do projeto, que nos fornecem seus conhecimentos e trabalho especializado. Em 2015 foi adicionada a categoria de Fotografias.
Em 2016, quinta versão do Concurso, o tema será Agricultura resiliente ao clima.
Os objetivos do concurso anual são estimular a produção de conhecimento, reflexão, debates e propostas sobre diversos temas do desenvolvimento rural de base camponesa e indígena na America do Sul, contribuir para a difusão de conteúdos diversos daqueles tradicionalmente divulgados, promover e ampliar a participação de mulheres e homens jovens, fomentando suas contribuições na área.


CONVOCATORIA
Convocação para o Concurso anual de ARTÍGOS, ENSAIOS e FOTOGRAFIAS. O Concurso está dirigido a mulheres e homens jovens, entre 22 e 35 anos de idade, estudantes e docentes universitários, investigadores, ativistas, gestores de políticas públicas, funcionários/as estatais e de Organizações não Governamentais (ONG), líderes e membros de organizações e quaisquer outras áreas de investigação, ação, debate e propostas relacionadas com o desenvolvimento rural de base campesina indígena nos países sul americanos.
BASES DEL CONCURSO
A versão anual 2016 d Concurso propõe concentrar as contribuições em torno do tema denominado Agricultura resiliente ao clima para contribuir aos produtores camponeses e indígenas e suas organizações com elementos teóricos e experiências práticas que inspirem suas iniciativas. Ao mesmo tempo, é fundamental contar com elementos de conhecimento e debate que ajudem a estes atores a estimular a discussão e as políticas públicas, e a convencer a atores potencialmente aliados, especialmente urbanos, sobre os benefícios de sistemas produtivos que garantam comida saudável e que cuidem do meio ambiente como base de toda forma de vida.
O tema do Concurso deve ser considerado a partir da perspectiva rural, que se refere de maneira enfática aos sujeitos camponeses, indígenas e afro descendentes e não somente ao entorno. Dadas às características desta convocação, os trabalhos também podem se relacionar com aspectos e práticas de aliados (consumidores, mercados, cooperação internacional, ONG e instancias de governos de diversos âmbitos) que apoiam diretamente as iniciativas e demandas dos produtores e das produtoras.
A seguir de expõe as principais considerações para compreensão da proposta teórica – metodológica de agricultura resiliente ao clima. Este texto é uma orientação para reflexão e, de nenhuma maneira deve ser entendido como uma camisa de força.

O que é a agricultura resiliente ao clima?
A agricultura resiliente ao clima é tanto um conceito como uma soma de práticas baseadas nos conhecimento, capacidades e atividades camponesas e indígenas sobre sistemas agrícolas, pecuários, florestais, agroflorestais, captadores, caça e pesca para enfrentar as mudanças da natureza que afetam a produção, trata-se de incorporar o manejo de das consequências dos novos fenômenos climáticos, ou o aprofundamento dos já existentes, secas, inundações prolongadas, aumento da temperatura media e novas doenças, entre outros. A resistência ao clima variável também incorpora uma nova compreensão de propostas práticas já difundidas, como a agroecología e a produção orgânica em sistemas integrados as pequenas e medias empresas familiares ou associativas.
Em geral, as abordagens acadêmicas e noticias só tomam o lado catastrófico dos acontecimentos naturais vinculados à produção agrícola e as condições de vida dos seres humanos e animais, difundindo massivamente os obstáculos que enfrentam os produtores independentes e comunitários que apostam pela área rural. Porém, além dos desastres e resistência, há outros pontos de vista, que mostram os ajustes e inovações com que as produtoras e os produtores enfrentam os novos contextos, e que oferecem vantagens na aposta em valores da produção camponesa indígena.
A partir de preocupações com as alterações climáticas e as suas consequências, a discussão sobre o campo e os recursos naturais transcende os agentes rurais e seus aliados, incluindo toda população preocupada pela base biológica, material da vida. Portanto, apoiar outras perspectivas, as parcerias, as políticas públicas são componentes essenciais dos estudos especializados e análises temáticas.
A agricultura resiliente ao clima é o oposto das propostas, ações e políticas públicas que pretendem resolver o tema da alimentação e a produção rural, incluindo florestal, através de uma nova geração de pacotes tecnológicos baseados especialmente no alto consumo de fertilizantes químicos e variedades modificadas geneticamente as novas condições climáticas, o que implica que reconhecem as mudanças climáticas, mas suas ações são agravadas pelo aumento da utilização dos recursos energéticos fósseis, as reservas de águas profundas e, em especial, a emissão de óxido nitroso, produto da aplicação indiscriminada de fertilizantes nitrogenados sintéticos.
Orientação temática
Entre muitos aspectos relacionados que se podem abordar, titulo ilustrativo e não limitado, estão os seguintes:


  • Mulheres, agricultura e mudanças climáticas.

  • Incorporação do problema e respostas nos sistemas educativos.

  • Sistemas inovadores de alerta sanitário para plantas e animais.

  • Sistemas locais de armazenamento de sementes.

  • Sistemas locais de seguros agropecuários focados no clima.

  • Acesso a terra, familiar e comunitária.

  • Gestão territorial.

  • Políticas públicas de nível municipal, estadual e nacional.

  • Mercados urbanos sensíveis a produtos certificados ambientalmente.

  • Alianças entre consumidores e produtores.

  • Sistemas de sensibilização da população rural.

  • Sistemas de conservação e reprodução comercial de sementes e espécies nativas.

  • Tecnologias alternativas de baixo impacto ambiental, sistemas familiares e comunitários.

  • Políticas de reciclagem e substituição de fertilizantes químicos por orgânicos em escala territorial.

  • Sistemas de coleta de água, uso humano, animal e irrigação apropriados para garantir a produção e reabastecer a natureza.

  • Sistemas de assistência em emergências (inundações, secas, incêndios florestais) que no destruam a base comunitária produtiva, nem desloquem a população..


Requisitos para participar


  • Faixa etária de 22 a 35 anos.

  • Referencias circunscritas territorialmente na America do Sul, ainda que os participantes se encontrem em outro lugar do mundo.

  • Devem-se apresentar documentos inéditos, ainda que se aceite que constituam parte de uma investigação mais ampla publicada ou não, porém citando seu texto de referencia.


Forma de participar
Os competidores e as competidoras podem participar em uma das três possibilidades: artigos, ensaios o fotografias. Deverão enviar seus trabalhos via internet, anexando seu endereço completo, uma fotografia recente e um currículo.

Para maiores informações, esclarecimentos, propostas e recebimento dos próprios produtos dos participantes e das participantes, escrever para srojas@sudamericarural.org ou para o endereço ipdrs@sudamericarural.org .


Características dos trabalhos
Os documentos podem estar editados em espanhol ou português.
Os artigos devem conter as seguintes características:


  • Extensão de pelo menos cinco páginas (aproximadamente 7.500 caracteres com espaços).

  • Conteúdo vinculado ao tema “Agricultura resistente ao clima”.

  • Análises do tema escolhido dentro do marco do desenvolvimento rural e seus principais sujeitos: camponeses, indígenas, afro descendentes.

  • Perspectiva regional ou, ao menos citar a situação de dois ou mais países sul americanos. Obterá maior pontuação quanto maior seja a perspectiva regional sul americana.

  • Explicitar dimensões de gênero e interculturalidade nas analises. Incluir estas dimensões significa maior pontuação na classificação.

  • É aconselhável incluir casos e exemplos positivos e negativos das situações analisadas

  • Título e subtítulos atrativos.

  • Não usar notas de rodapé, mas em referencias integradas ao próprio texto.

  • Não usar notas bibliográficas ao final, mas integradas ao próprio texto.

  • Não usar imagens.

  • Usar gráficos somente em casos absolutamente imprescindíveis para a compreensão do texto.

  • O texto deve ser escrito em formato Word, fonte tipo Arial, tamanho 12, espaço entre linhas 1.5.

Os ensaios devem conter as seguintes características:




  • Extensão de pelo menos 20 (vinte) páginas (aproximadamente 50.400 caracteres com espaços).

  • Conteúdo vinculado ao tema “Agricultura resistente ao clima”.

  • Análises do tema escolhido dentro do marco do desenvolvimento rural e seus principais sujeitos: camponeses, indígenas, afro descendentes.

  • Perspectiva regional ou, ao menos citar a situação de dois ou mais países sul americanos. Obterá maior pontuação quanto maior seja a perspectiva regional sul americana.

  • Explicitar dimensões de gênero e interculturalidade nas analises. Incluir estas dimensões significa maior pontuação na classificação.

  • É aconselhável incluir casos e exemplos positivos e negativos das situações analisadas

  • Será apreciado propor contribuições metodológicas inovadoras

  • Título e subtítulos atrativos.

  • Usar imagens e gráficos mencionando as fontes.

  • Comentar referencias bibliográficas.

  • O texto deve ser escrito em formato Word, fonte tipo Arial tamanho 12, espaço entre linhas 1.5.

As fotografias devem conter as seguintes características:




  • Conteúdo vinculado ao tema “Agricultura resistente ao clima”.

  • Relação com o tema escolhido dentro do marco do desenvolvimento rural e seus principais sujeitos: camponeses, indígenas, afro descendentes.

  • Dimensões de gênero e interculturalidade receberão maior pontuação.

  • As fotografias devem ser inéditas.

  • As fotos devem ter definição entre 172 e 300ppp (dpi).

  • Cada competidor pode participar com uma, duas ou três fotografias.

  • Imagens coloridas.

  • Incluir um título curto.

  • Incluir um parágrafo com dados sobre lugar, data e circunstancia em que foi tirada a fotografia, bem como uma menção as pessoas que apareçam nas imagens. Este texto deve estar em formato Word, fonte Arial, tamanho 12 e espaço entre linhas 1.5.

  • Anexar nome completo, fotografia atual e currículo ou resumo dos competidores.


Comitê de Avaliação
O comitê de avaliação será composto de cinco pessoas, cada uma das quais representa uma instituição dos patrocinadores e facilitadores do concurso, que realizará seu trabalho uma vez que se tenha concluído o período de recebimento de textos e fotografias, segundo o cronograma do processo.
Critérios de Avaliação
Os principais elementos que o Comitê levará em conta para a avaliação dos trabalhos incluem aspectos tais como: pertinência do tema, qualidade e respaldo da argumentação, inovação e criatividade, perspectiva regional, enfoque de gênero, interculturalidade, contribuição metodológica, exemplificação e qualidade expositiva.
Para as fotografias, o Comitê considerará, também, aspectos técnicos tais como: composição, enquadro, uso de luz e sombras e planos.
PRÊMIOS
Os artigos serão premiados com U$ 300 para o primeiro lugar, U$ 200 para o segundo e U$ 100 para o terceiro. Todos serão editados e publicados na serie Diálogos.
Os ensaios serão premiados com U$ 700 para o primeiro lugar, U$ 600 para o segundo e U$ 500 para o terceiro. Todos serão editados e publicados na serie Explorações.
As fotografias serão premiadas com U$ 300 para o primeiro lugar, U$ 200 para o segundo e U$ 100 para o terceiro. Serão publicadas no portal do IPDRS.
Os prêmios serão pagos através de saques bancários. Em cumprimento das leis bolivianas, o IPDRS, deve realizar as retenções fiscais correspondentes.
Nas três categorias, se existirem trabalhos que não se qualificarem nos três primeiros lugares, mas se tem interesse por sua publicação sem ganho monetário, terão menção honrosa e irá se propor aos autores publica-los na seção correspondente.
CRONOGRAMA


No.

Passos

Datas

01

Lançamento da chamada

3 de junho de 2016

02

Divulgação

De: 3 de junho de 2016

Até: 30 de julho de 2016



03

Recebimento dos trabalhos

De: 1 de julho 2016

Até: 31 de agosto 2016



04

Avaliação dos trabalhos

De 1 a 20 de setembro

05

Divulgação de resultados

30 setembro

06

Entrega de prêmios

17 de outubro

08

Publicação dos trabalhos premiados

Até 1 de novembro 2016


IPDRS, junho de 2016.




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