Instituto Politécnico de Tomar Escola Superior de Gestão de Tomar



Baixar 59.88 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho59.88 Kb.


Instituto Politécnico de Tomar



Escola Superior de Gestão de Tomar

Curso

CURSO DE GESTÃO TURÍSTICA E CULTURAL

Ano Lectivo

2008/2009




Ficha da Unidade Curricular




Unidade Curricular

HISTÓRIA I

Área Científica

HISTÓRIA

Classificação curricular

Obrigatória

Ano / Semestre

2º semestre




Créditos ECTS

Horas de trabalho do aluno

Carga horária das sessões de ensino

Natureza Colectiva (NC)

Orientação Tutorial (OT)

5

135

60

15




Docentes

Categoria

Responsável

Carlos José Rodarte de Almeida Veloso

Professor Coordenador

Teóricas

Carlos José Rodarte de Almeida Veloso

Professor Coordenador

Teórico-Práticas

Carlos José Rodarte de Almeida Veloso

Professor Coordenador

Práticas







Prático-Laboratorial










Objectivos

Esta Disciplina aponta como principais objectivos:

  • Proporcionar ao aluno uma visão coerente do processo histórico mundial, focado especialmente nas suas inter-relações históricas e culturais com a génese da Europa e de Portugal.

  • Incentivar uma compreensão humanista das várias culturas mundiais e da relatividade de conceitos como “civilização” e “barbárie”, “tradição” e “progresso”, cultura “erudita” e “popular”, bem como de quaisquer mitos que impliquem superioridade racial, nacional, étnica, social, sexista ou outra.

  • Valorizar a capacidade crítica e a criatividade do aluno na problematização de factos e contextos históricos.

  • Promover uma atitude científica perante a realidade histórica, recusando quaisquer preconceitos radicados na ideologia ou outros quaisquer obstáculos epistemológicos.

  • Proporcionar ao aluno as bases práticas para uma análise e investigação dos diversos temas propostos na sala de aula e/ou nas tutorias.




Programa Previsto

1. Introdução às Ciências Históricas

1.1. A História: objectivos e metodologia

1.2. Noções de Cronologia e Periodização. Métodos de datação

1.3. História e Historiografia: as Escolas históricas

1.4. Disciplinas auxiliares da História

1.5. Bibliografia: normas mais usuais


2. História da Terra e primórdios da História da Humanidade

2.1. A Bíblia e a Ciência: do fixismo ao evolucionismo. Tendências actuais

2.2. Hipóteses sobre o nascimento da inteligência. Da verticalidade à linguagem articulada

2.3. O Paleolítico. Recolectores e caçadores

2.4. O domínio da Natureza: tecnologia e magia

2.5. Nascimento da Arte: suas interpretações


3. As revoluções agrícola e urbana

3.1. A transição mesolítica: da domesticação à pecuária

3.2. O Neolítico: da revolução agrícola à sedentarização.

3.3. A revolução urbana

3.4. Divisão social do trabalho e da propriedade, e nascimento do Estado

3.5. Evolução das Técnicas e das Artes

3.6. O Comércio

3.8. A Escrita, a Numeração e o Cálculo


4. Antiguidade Oriental

4.1. As civilizações da Mesopotâmia

4.2. O Egipto

4.3. As cidades-estado e as colónias fenícias

4.4. A civilização hebraica

4.5. Os Persas


5. Antiguidade Clássica

5.1. Grécia

5.1.1. Introdução à Civilização Helénica

5.1.2. A diáspora grega

5.1.3. A “polis”. Origens e características da Democracia ateniense

5.1.4. Esparta, uma oligarquia militar

5.1.5. As Guerras Pérsicas

5.1.6. Do imperialismo ateniense à Guerra do Peloponeso

5.1.7. A cultura helénica

5.1.8. O imperialismo macedónio e as conquistas de Alexandre

5.1.9. O mundo e a cultura helenísticos



5.2. Roma

5.2.1. Das origens ao domínio da Península Itálica

5.2.2. Expansão imperial romana

5.2.3. Da República ao Império: evolução política e social

5.2.4. Roma: economia e sociedade

5.2.5. A cultura Romana

5.2.6. Romanização

5.2.7. O Cristianismo

5.2.8.Decadência e Queda do Império Romano do Ocidente

5.2.9.Constantinopla e o Império Romano do Oriente



6. A Formação da Europa e o conceito de Idade Média
6.1. Invasões germânicas e desagregação política da Europa. Os “Reinos Bárbaros”
6.2. A ordem feudo-vassálica

6.2.1. Servos e senhores

6.2.2. Vassalos e suseranos

6.2.3. Economia: domínio e economia fechada


6.3. O cerco da Europa

6.3.1. A expansão muçulmana

6.3.2. As invasões normandas
6.4. A Igreja Católica

6.4.1. Seu papel reorganizador na sobrevivência dos centros urbanos

6.4.2. Papel reunificador: aliança e conflito com o poder temporal. O novo Império Romano do Ocidente

6.4.3. Papel pacificador: conceitos de “Sociedade Trinitária”, Ordem de Cavalaria e Paz e Trégua de Deus

6.4.4. Papel cultural: o Ensino, as Universidades e a Arte

6.4.5. Papel económico: as peregrinações na reabertura das vias comerciais e renascimento das cidades

6.4.6. Papel social: assistência hospitalar
6.5. A renovação do Ocidente

6.5.1. Novas técnicas agrícolas

6.5.2. Demografia e comércio interno e externo

6.5.3. Papel da Burguesia: movimento comunal ou municipal e apoio ao centralismo monárquico

6.5.4. As Cruzadas do Oriente

6.6. A crise do século XIV

6.6.1. A “Peste Negra”

6.6.2. A Guerra dos Cem Anos

6.6.3. O Grande Cisma do Ocidente

6.6.4. Revoltas sociais rurais e urbanas
6.7. Portugal medieval no contexto europeu

6.7.1. Portugal das origens ao século XIV

6.7.2. A crise dinástica

6.7.3. A Revolução de 1383-85



6.7.4. Primórdios da Expansão europeia




Bibliografia

INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS HISTÓRICAS

  • BOURDEÉ, Guy; MARTIN, Hervé – As Escolas Históricas, Europa-América, Lisboa, 1990

  • CARVALHO, Joaquim Barradas de – Da História-Crónica à História-Ciência, Horizonte, Lisboa, 1976

  • FERRO, Marc – Falsificações da História, Europa-América, Lisboa, s.d.

  • MENDES, José M. Amado – A História como Ciência, Coimbra Editora, Coimbra, 1987


OBRAS DE CARÁCTER GERAL

  • CERAM, C. W. – Deuses, Túmulos e Sábios, Edição Livros do Brasil, Lisboa, s.d.

  • DELOUCHE, Frédéric (coordenador) - História da Europa, Minerva, Coimbra, 1992

  • GRIMBERG, Carl – História Universal, 20 volumes, Europa-América, Lisboa, 1965-1969

  • MARQUES, A. H. de Oliveira - Breve História de Portugal, Presença, Lisboa, 2003

  • MOURRE, Michel – Dicionário de História Universal, 3 volumes, Asa Editores, Porto, 1998

  • ROBERTS, J.M. - Breve História do Mundo, 4 volumes, Presença, Lisboa, 1996

  • SCHWANITZ, Dietrich - Cultura. Tudo o que é preciso saber, Dom Quixote, Lisboa, 2004

  • SERRÃO, Joel (dir.) - Dicionário de História de Portugal, 6 volumes, Livraria Figueirinhas, Porto, 2002 [Em Suplemento, foi publicado: BARRETO, António; MÓNICA, Maria Filomena - Dicionário de História de Portugal. Suplemento, 3 volumes, Livraria Figueirinhas, Porto, 1999]


PRÉ-HISTÓRIA

  • AA VV - História Universal. 1 - A Pré-História, Editorial Salvat/Público, s.l., 2005

  • CHILDE, V. Gordon – A Pré-História da Sociedade Europeia, Europa-América, Colecção Saber, 43, Lisboa, 1974

  • DUNBAR, Robin – A História do Homem, Quetzal Editores, Lisboa, 2006

  • ENGELS, Friedrich – A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, Presença, Lisboa, s.d.

  • SONNEVILLE-BORDES, Denise – A Pré-História, Presença, Lisboa, 1981


ANTIGUIDADE ORIENTAL

  • ALDRED, Cyril – Os Egípcios, Verbo, Lisboa, 1966

  • KRAMER, S. N. – Os Sumérios, Bertrand, Lisboa, 1977

  • SALVADORI, Massimo L. (Coord.) – História Universal. 1 - A Origem do Homem. As Primeiras Civilizações, Planeta DeAgostini, Novara, 2005

  • TAVARES, António Augusto – Economia e História Antiga, Presença, Lisboa, 1987


ANTIGUIDADE CLÁSSICA

  • CARCOPINO, Jérôme – A vida quotidiana em Roma no apogeu do Império, Livros do Brasil. Lisboa, s.d.

  • ÉTIENNE, Robert – A vida quotidiana em Pompeia, Livros do Brasil, Lisboa, s.d.

  • FERGUSON, John – A herança do Helenismo, Verbo, Lisboa, 1973

  • GRIMAL, Pierre – A Civilização Romana, Edições 70, Lisboa, 2002

  • LÉVÊQUE, Pierre – As Primeiras Civilizações, 3 volumes, Edições 70, Lisboa, 1990

  • PEREIRA, Maria Helena da Rocha – Estudos de História da Cultura Clássica. I Volume - Cultura Grega, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1988

  • PEREIRA, Maria Helena da Rocha – Estudos de História da Cultura Clássica. II Volume – Cultura Romana, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1984

  • WARD-PERKINS, Bryan – A Queda de Roma e o Fim da Civilização, Aletheia Editores, Lisboa, 2006


IDADE MÉDIA

  • BLOCH, Marc – A Sociedade Feudal, Edições 70, Lisboa, 1979

  • D’ARNEVILLE, Marie-Blanche; e outros – As Cruzadas (1096-1270), Pergaminho, Cascais, 2001

  • DUBY, Georges – O tempo das Catedrais. A Arte e a Sociedade, 980-1420, Estampa, Lisboa, 1979

  • FRAILE, Barbara – Os Templários, Edições 70, Lisboa, 2005

  • FOURQUIN, Guy – Senhorio e Feudalidade na Idade Média, Edições 70, Lisboa, 1978

  • HUIZINGA, Johan – O Declínio da Idade Média, Ulisseia, Lisboa, 1985

  • MAALOUF, Amin – As Cruzadas vistas pelos Árabes, Difel, Algés, 2001

  • MATTOSO, José – D. Afonso Henriques, Círculo de Leitores, Lisboa, 2007

  • PIRENNE, Henri – As Cidades da Idade Média, Europa-América, Lisboa, 1973

  • SOURDEL, Dominique – O Islão, Public.Europa-América, Colecção Saber, Nº148, Lisboa, s.d.


TEXTOS CLÁSSICOS ACONSELHADOS

  • Bblia, qualquer edição completa em Língua Portuguesa.

  • HOMERO – A Odisseia, tradução de Frederico Lourenço, Livros Cotovia, Lisboa, 2003 [Há uma excelente adaptação para jovens,

também de Frederico Lourenço e da mesma editora]

  • LOPES, Fernão – Crónica de D. João I, 2 volumes, Livraria Civilização, Porto, 1983


ROMANCES OU CONTOS ACONSELHADOS SOBRE TEMAS HISTÓRICOS OU MÍTICOS

Antiguidade:

  • CARVALHO, Mário de – Um deus passeando pela brisa da tarde, Caminho, Lisboa, 1996

  • YOURCENAR, Marguerite – Memórias de Adriano, Ulisseia, Lisboa, 1985


Idade Média

  • ECO, Umberto – O Nome da Rosa, Difel, Lisboa, 1984

  • FALCONES, Ildefonso – A Catedral do Mar, Berrand, Lisboa, 2006

  • FOLLETT, Ken – Os Pilares da Terra, 2 volumes, Presença, Lisboa, 2007

  • FOLLETT, Ken – Um Mundo sem Fim, 2 volumes, Presença, Lisboa, 2008

  • HERCULANO, Alexandre – Lendas e Narrativas, [Vol.I: "A Dama Pé-de-Cabra", "O Bispo Negro"], Europa-América, Lisboa, 1987

  • LAVEAGA, Gerardo – O Sonho de Inocêncio, Dom Quixote, Lisboa, 2008

  • MONTERO, Rosa – O Rei Transparente, Círculo de Leitores/Asa Editores, Lisboa, 2007

  • SENA, Jorge de – O Físico Prodigioso, Edições Asa, Lisboa, 2002













Critérios de Avaliação

Avaliação Contínua

Para os alunos que optarem pela avaliação contínua, esta consistirá numa frequência que, associada à sua participação, os dispensará do exame final se for obtida uma classificação mínima média de 10 valores. Os resultados da frequência corresponderão a 70% da classificação final, sendo avaliada tanto ao nível da aplicação dos conhecimentos específicos da disciplina, como do correcto emprego da Língua Portuguesa. A participação dos alunos nas aulas e tutorias, quer através de intervenções orais, quer por meio de trabalhos escritos ou projectos de pesquisa, corresponderá a 30% da classificação final.

Os trabalhos escritos atrás mencionados deverão ser impressos a espaço e meio, em folhas A4, utilizando como fonte a letra Times New Roman, Arial Narrow, ou semelhante, tamanho 12, não devendo ultrapassar as dez páginas, incluindo a Bibliografia, que é obrigatória. O recurso à Internet é permitido, mas não pode ser exclusivo e deve ser correctamente anotado, sendo rigorosamente interdita qualquer forma de copy paste que não esteja devidamente identificada em nota de rodapé. Qualquer forma de plágio acarretará a automática anulação do trabalho e, assim, a sua classificação com a nota de 0 (zero) valores, sem prejuízo dos procedimentos legais adequados.

Será eliminado da avaliação contínua qualquer aluno que não tenha atingido 50% de presenças nas aulas, tendo, assim, que fazer o exame final.


Avaliação Periódica




Avaliação Final

Os alunos que faltarem à prova de frequência ou os que não obtiverem a nota mínima de 10 valores, ou ainda os que não obtiverem avaliação no desempenho extra-frequência, realizarão exame final de toda a matéria. O mesmo acontecerá com os estudantes-trabalhadores que não tiverem optado pela avaliação contínua.

Observações

Os textos clássicos e obras literárias aconselhadas constituem uma selecção necessariamente muito reduzida, dadas as limitações de tempo existentes. São, no entanto, extremamente importantes na formação não só histórica, mas também cultural e humana. Podem também servir de base a trabalhos ou projectos de pesquisa, sujeitos a avaliação contínua.



Horário de Orientação Tutorial

Dia


Horário


Local

Gabinete B 180











Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal