Interbits – SuperPro ® Web (Uerj) a restituição da passagem



Baixar 94.9 Kb.
Encontro04.08.2016
Tamanho94.9 Kb.

Interbits – SuperPro ® Web


1. (Uerj)




A restituição da passagem
As famílias chegadas a Santos com passagens de 3ª classe, tendo pelo menos 3 pessoas de 12 a 45 anos, sendo agricultores e destinando-se à lavoura do estado de São Paulo, como colonos nas fazendas ou estabelecendo-se por conta própria em terras adquiridas ou arrendadas de particulares ou do governo, fora dos subúrbios da cidade, podem obter a restituição da quantia que tiverem pago por suas passagens.
Adaptado de O immigrante, nº 1, janeiro de 1908
A publicação da revista O immigrante fazia parte das ações do governo de São Paulo que tinham como objetivo estimular, no final do século XIX e início do XX, a ida de imigrantes para o estado. Para isso, ofereciam-se inclusive subsídios, como indica o texto.
Essa diretriz paulista era parte integrante da política nacional da época que visava à garantia da:

a) oferta de mão de obra para a cafeicultura

b) ampliação dos núcleos urbanos no interior

c) continuidade do processo de reforma agrária

d) expansão dos limites territoriais da federação

e)


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

A retirada da Laguna
Formação de um corpo de exército incumbido de atuar, pelo norte, no alto Paraguai – Distâncias e dificuldades de organização.
Para dar uma ideia aproximada dos lugares onde ocorreram, em 1867, os acontecimentos relatados a seguir, é necessário lembrar que a República do Paraguai, o Estado mais central da América do Sul, após invadir e atacar simultaneamente o Império do Brasil e a República

Argentina em fins de 1864, encontrava-se, decorridos dois anos, reduzida a defender seu território, invadido ao sul pelas forças conjuntas das duas potências aliadas, às quais se unira um pequeno contingente de tropas fornecido pela República do Uruguai.

Do lado sul, o caudaloso Paraguai, um dos afluentes do rio da Prata, oferecia um acesso mais fácil até a 1fortaleza de Humaitá, que se transformara, graças à sua posição especial, na chave de todo o país, adquirindo, nesta guerra encarniçada, a importância de 2Sebastopol na campanha da Crimeia.

Do lado da província brasileira de Mato Grosso, ao norte, as operações eram infinitamente mais difíceis, não apenas porque milhares de quilômetros a separam do litoral do Atlântico, onde se concentram praticamente todos os recursos do Império do Brasil, como também por causa das cheias do rio Paraguai, cuja porção setentrional, ao atravessar regiões planas e baixas, transborda anualmente e inunda grandes extensões de terra.

O plano de ataque mais natural, portanto, consistia em subir o rio Paraguai, a partir da República Argentina, até o centro da República do Paraguai, e em descê-lo, pelo lado brasileiro, a partir da capital de Mato Grosso, Cuiabá, que os paraguaios não haviam ocupado.

Esta combinação de dois esforços simultâneos teria sem dúvida impedido a guerra de se arrastar por cinco anos consecutivos, mas sua realização era extraordinariamente difícil, em razão das enormes distâncias que teriam de ser percorridas: para se ter uma ideia, basta relancear os olhos para o mapa da América do Sul e para o interior em grande parte desabitado do Império do Brasil.

No momento em que começa esta narrativa, a atenção geral das potências aliadas estava, pois, voltada quase exclusivamente para o sul, onde se realizavam operações de guerra em torno de Curupaiti e Humaitá. O plano primitivo fora praticamente abandonado, ou, pelo menos, outra função não teria senão submeter às mais terríveis provações um pequeno corpo de exército quase perdido nos vastos espaços desertos do Brasil.

Em 1865, no início da guerra que o presidente do Paraguai, 3López, sem outro motivo que a ambição pessoal, suscitara na América do Sul, mal amparado no vão pretexto de manter o equilíbrio internacional, o Brasil, obrigado a defender sua honra e seus direitos, dispôs-se resolutamente à luta. A fim de enfrentar o inimigo nos pontos onde fosse possível fazê-lo, ocorreu naturalmente a todos o projeto de invadir o Paraguai pelo norte; projetou-se uma expedição deste lado.

Infelizmente, este projeto de ação diversionária não foi realizado nas proporções que sua importância requeria, com o agravante de que os contingentes acessórios com os quais se contara para aumentar o corpo de exército expedicionário, durante a longa marcha através das províncias de São Paulo e de Minas Gerais, falharam em grande parte ou desapareceram devido a uma epidemia cruel de varíola, bem como às deserções que ela motivou. O avanço foi lento: causas variadas, e sobretudo a dificuldade de fornecimento de víveres, provocaram a demora.

Só em julho pôde a força expedicionária organizar-se em 4Uberaba, no alto Paraná (a partida do Rio de Janeiro ocorrera em abril); contava então com um efetivo de cerca de 3 mil homens, graças ao reforço de alguns batalhões que o coronel José Antônio da Fonseca Galvão havia trazido de 5Ouro Preto.

Não sendo esta força suficiente para tomar a ofensiva, o comandante-em-chefe, Manoel Pedro Drago, conduziu-a para a capital de Mato Grosso, onde esperava aumentá-la ainda mais.

Com esse intuito, o corpo expedicionário avançou para o noroeste e atingiu as margens do rio Paranaíba, quando lhe chegaram então despachos ministeriais com a ordem expressa de marchar diretamente para o distrito de Miranda, ocupado pelo inimigo.

No ponto onde estávamos, esta ordem tinha como consequência necessária obrigar-nos a descer de volta até o rio 6Coxim e em seguida contornar a serra de Maracaju pela base ocidental, invadida anualmente pelas águas do caudaloso Paraguai. A expedição estava condenada a atravessar uma vasta região infectada pelas febres palustres.

A força chegou ao 7Coxim no dia 20 de dezembro, sob o comando do coronel Galvão, recém-nomeado comandante-em-chefe e promovido, pouco depois, ao posto de brigadeiro.

Destituído de qualquer valor estratégico, o acampamento de Coxim encontrava-se pelo menos a uma altitude que lhe garantia a salubridade. Contudo, quando a enchente tomou os arredores e o isolou, a tropa sofreu ali cruéis privações, inclusive fome.

Após longas hesitações, foi necessário, enfim, aventurarmo-nos pelos pântanos pestilentos situados ao pé da serra; a coluna ficou exposta inicialmente às febres, e uma das primeiras vítimas foi seu infeliz chefe, que expirou às margens do rio Negro; 8em seguida, arrastou-se depois penosamente até o povoado de Miranda.

Ali, uma epidemia climatérica de um novo tipo, a 9paralisia reflexa, continuou a dizimar a tropa. Quase dois anos haviam decorrido desde nossa partida do Rio de Janeiro. Descrevêramos lentamente um imenso circuito de 2112 quilômetros; um terço de nossos homens perecera.
(VISCONDE DE TAUNAY (Alfredo d’Escragnolle-Taunay). A retirada da

Laguna – Episódio da guerra do Paraguai. Tradução de Sergio Medeiros. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 35 a 41.)

NOTAS DA EDIÇÃO ADOTADA
(1) Humaitá e Curupaiti, situadas às margens do rio Paraguai, constituíam o mais forte obstáculo fluvial no caminho da esquadra brasileira para atingir Assunção a partir de Corrientes, na Argentina. Este complexo de empecilhos fluviais foi vencido em 15 de fevereiro de 1868. (Nota do tradutor) (2) Sebastopol, um importante porto militar da Ucrânia, resistiu por onze meses, em 1854, ao ataque da França, Inglaterra e Turquia, durante a guerra da Criméia, que opôs os três países citados à Rússia czarista. (Nota do tradutor) (3) Francisco Solano López (1826-1870) era filho do ditador Carlos Antonio López, que governou o Paraguai entre 1840 e 1862. Foi educado no Paraguai e na Europa, e, ao retornar a seu país, passou a colaborar com o pai, tornando-se logo ministro da Guerra e da Marinha. Subiu ao poder em 1862. Em 1870, foi morto por tropas brasileiras. (Nota do tradutor) (4) A 594 quilômetros do litoral do Atlântico. (Nota original do autor) (5) Capital da província de Minas Gerais. (Nota original do autor) (6) Coxim é também o nome dado ao ponto de confluência dos rios Taquari e Coxim. (Nota do tradutor) (7) 18° 33’ 58” lat. S. – 32° 37’ 18” long. da ilha de Fer (astrônomos portugueses). (Nota original do autor) (8) A 396 quilômetros ao sul do Coxim. Essas duas localidades pertencem à província de Mato Grosso e estão a cerca de 1522 quilômetros do litoral. (Nota original do autor) (9) Este mal, de natureza palustre, é conhecido no Brasil sob o nome de beribéri. (Nota original do autor)

2. (Unesp) Com base na leitura do texto A retirada da Laguna, de Alfredo d’E.-Taunay, identifique o país agressor e aqueles que se uniram para lutar contra ele. O que é possível inferir sobre o significado do trecho do sétimo parágrafo – …, mal amparado no vão pretexto de manter o equilíbrio internacional… – que, segundo o autor, explica os motivos da luta?

3. (G1 - ifsul) A partir da segunda metade do século XIX, vários intelectuais, escritores, jornalistas e políticos discutiam a relação existente entre a utilização da mão de obra escrava e a questão do desenvolvimento nacional. Enquanto as nações europeias se industrializavam e buscavam formas de ampliar a exploração da mão de obra assalariada, o Brasil se afastava desses modelos de civilidade ao preservar a escravidão como prática rotineira.
Disponível em: http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-abolicao-escravatura.htm. Acesso em 21 set. 2015.

A campanha abolicionista ganhou força nacional, mas ainda encontrava alguns obstáculos, tais como:

a) a falta de apoio de alguns setores sociais, como o intelectual e o artístico.

b) a noção de escravo como um bem, o que exigia a indenização para os proprietários de escravos.

c) a reação do proletariado urbano, pelo temor da concorrência da mão de obra escrava.

d) o apoio dos senhores de engenho para a abolição, principalmente do setor açucareiro, devido à mecanização da agricultura nordestina.

4. (G1 - cftmg) “Após a Independência, o governo brasileiro encontrava-se em uma situação complicada. Afora vozes isoladas, não apenas os grandes proprietários e traficantes, como toda a população livre, estavam convencidos de que o fim do tráfico de escravos, a curto prazo, provocaria um colapso na sociedade brasileira. No entanto, a Inglaterra, país de quem dependia, pressionava cada vez mais em sentido contrário. Apesar da dependência brasileira, a extinção do tráfico de escravos foi um longo processo de desavenças e acordos entre Brasil e Inglaterra.”
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2007, p. 192.

Dentre os fatores que contribuíram para a extinção do tráfico de escravos, é INCORRETO afirmar que

a) a Lei Eusébio de Queirós, de setembro de 1850, reconhecia que o tráfico equivalia à pirataria.

b) o endividamento dos fazendeiros forçou a hipoteca de suas terras como pagamento aos traficantes.

c) a Lei de Terras, aprovada em 1850, estipulava que os imigrantes não poderiam se tornar proprietários fundiários.

d) a diminuição do tráfico transatlântico resultou no deslocamento de escravos da região mineradora para suprir as necessidades de cativos na lavoura açucareira.

5. (Uema) Após a emancipação política do Brasil, a nova nação independente buscava a afirmação da sua identidade por meio de uma representação simbólica de sua nacionalidade.

Considerando a representação contida na escultura histórica acima, relacione a escolha do indígena, por parte da elite política e intelectual, como legítimo representante simbólico da nacionalidade brasileira, com a construção do projeto de identidade nacional no século XIX.

6. (Uepg) Entre 1822 e 1889, o Brasil viveu sob um regime monárquico chefiado por D. Pedro I (1822-1831) e por D. Pedro II (1840-1889), intercalados por um período regencial (1831-1840). A respeito desse particular momento da história política nacional, assinale o que for correto.

01) A partir de meados do século XIX, o sistema de escravidão sofreu seu primeiro grande abalo com o fim do tráfico negreiro e com a implantação de um conjunto de leis que culminou com a abolição em 1888.

02) Tanto no Primeiro quanto no Segundo Reinado, o Poder Moderador – estabelecido pela Constituição de 1824 – concedeu grande força ao Imperador, correspondendo, na prática, a uma centralização de poder.

04) O processo de modernização do país – com a construção de ferrovias, a montagem de uma tímida estrutura industrial, um paulatino crescimento urbano e com a integração de um grande contingente de imigrantes europeus ao mercado de trabalho livre – é um fenômeno vinculado majoritariamente ao II Império.

08) A Guerra do Paraguai (1865-1870) envolveu um grande contingente de soldados e um grande volume de recursos financeiros. Ao sair como vencedor do conflito, a Monarquia brasileira se fortaleceu e sufocou o ascendente movimento republicano brasileiro.

16) Uma das maiores revoltas enfrentadas pelo I Império, a Confederação do Equador reuniu lideranças políticas de províncias do nordeste brasileiro e trazia, entre suas pretensões, o fim da escravidão e a implantação de uma República no Brasil.

7. (Ufjf-pism 2) O texto abaixo se refere à construção da identidade nacional no Brasil no decorrer do século XIX, sobretudo a partir do Segundo Reinado.


Leia o trecho e, em seguida, responda à questão:
“Por oposição ao negro, que lembrava a escravidão, o indígena permitia identificar uma origem mítica e unificadora. (...). A natureza brasileira também cumpriu função paralela. Se não tínhamos castelos medievais, templos da Antiguidade ou batalhas heroicas para lembrar, possuíamos o maior dos rios, a mais bela vegetação. (...). Por mais que tenha partido de d. Pedro I e de Bonifácio a tentativa de elaborar (...) uma ritualística local, foi com d. Pedro II e seu longo reinado que se tornaram visíveis a originalidade do protocolo e o projeto romântico de representação política do Estado”
(SCHWARCZ, Lilia. As Barbas do Imperador, p.140);

Com base no trecho acima e em seus conhecimentos, é CORRETO afirmar que a identidade nacional no século XIX foi construída:

a) Tendo como base as referências europeias existentes nas províncias que formavam o Brasil antes da Independência do país.

b) A partir de um processo de longa duração, que se valeu do uso de aspectos naturais e de elementos simbólicos locais que pretendiam representar a Nação.

c) De forma consensual e harmônica, considerando a heterogeneidade dos diferentes povos que formavam o país.

d) Através da valorização da herança africana e dos costumes da África, continente ao qual o país estava diretamente ligado pelo Atlântico Sul.

e) Com o objetivo de reproduzir no país recém-independente as mesmas características existentes em Portugal.

8. (Ufjf-pism 2) Dentre os países do continente americano o Brasil foi o último país a acabar com a escravidão em seu território. Até a assinatura do último decreto que libertava definitivamente a escravidão todo um longo percurso foi trilhado, tanto do ponto de vista legal, como dos próprios movimentos sociais, interessados no fim do regime escravocrata.


Observe a sucessão das leis decretadas no século XIX:


O século XIX e a questão da mão de obra

Leis Abolicionistas

1850 – Lei Eusébio de Queirós

1871 – Lei do Ventre Livre

1885 – Lei dos Sexagenários

1888 – Lei Áurea

Com base nessas informações e em seus conhecimentos, responda ao que se pede:


a) A Lei Eusébio de Queirós proibiu definitivamente o tráfico atlântico de escravos. Com o fim da oferta de escravos africanos, proprietários escravistas no Brasil buscaram outras formas de reposição da mão de obra. Explique DUAS alternativas utilizadas para dar continuidade à exploração escravista.

b) A abolição da escravidão no Brasil foi o coroamento de uma política de gabinete, ou seja, ela foi fruto da ação isolada de deputados e senadores do Império do Brasil. Você concorda com essa afirmativa? Explique sua resposta:

9. (Unicamp) Diversos projetos abolicionistas invadiram a cena política brasileira no último quarto do século XIX. O de André Rebouças foi um dos mais radicais. Mulato, baiano, filho de um membro da elite política imperial, engenheiro militar, dedicou-se à modernização de portos e à construção de estradas. Dedicado a compreender os mecanismos que emperravam o desenvolvimento do país, chegou à conclusão de que vivíamos um bloqueio estrutural para a emergência de indivíduos livres. A libertação dos escravos, por si só, não seria suficiente. Entendia a abolição como um primeiro passo, ao qual se seguiria uma necessária eliminação do monopólio da terra, pois a autonomia individual só seria possível com a transformação do ex-escravo em pequeno produtor independente.
(Adaptado de Maria Alice Rezende de Carvalho, A terra prometida.

Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, v. 32,

maio de 2008. Disponível em http://www.rhbn.com.br/secao/capa/a-terra-prometida.

Acessado em 28/09/2015.)

a) Por que o projeto de André Rebouças foi caracterizado como um projeto radical?

b) Identifique e caracterize outro projeto abolicionista que divergia do projeto de Rebouças.

10. (Udesc) A Lei do Ventre Livre foi uma lei abolicionista, promulgada, no Brasil, em 28 de setembro de 1871.


Sobre a Lei do Ventre Livre, assinale a alternativa correta.

a) Foi promulgada pelo Imperador Pedro II e concedia liberdade a todas as crianças e às respectivas mães que viviam sob a escravidão no território brasileiro.

b) Essa lei encontrou forte resistência entre os senhores, visto que não previa indenização pelo fim da escravidão das crianças nascidas a partir da publicação da lei.

c) Instituía a liberdade de todas as crianças nascidas a partir da publicação da lei, mas deixava a possibilidade dessas crianças permanecerem sob “os cuidados” do antigo proprietário até a idade de 21 anos.

d) Como a lei libertava a criança, mas não libertava os pais, assim que nasciam essas crianças eram retiradas do convívio com os pais escravizados e eram destinadas a um abrigo mantido pelo Estado.

e) De acordo com a lei, os senhores tinham a opção de manter as crianças libertas junto aos pais escravizados até a maioridade, mas os senhores não podiam usufruir da mão de obra delas.

11. (Ufjf-pism 3) Observe os seguintes quadros:


Produção agrícola da pauta das exportações brasileiras


Período

Café

Borracha

Açúcar

Cacau

1881-1890



8,0

9,9

1,6

1891-1900



15,0

6,0

2,5

1900-1910



28,2

1,2

2,8

FAUSTO, B.(Org.) História Geral da Civilização Brasileira. São Paulo: Difel, Tomo III (O Brasil Republicano), 1981.





Imigração para o Brasil

(números aproximados)

Nacionalidade

1891-1900

1901-1910

Portugueses

313.000

202.000

Italianos

360.000

678.000

Espanhóis

45.800

157.000

HUGON, Paul. Demografia Brasileira e Fundação IBGE,

Rio de Janeiro


Estes dados referem-se às primeiras décadas da implantação da República no Brasil. Acerca desse período e baseando-se neles e em seus conhecimentos, leia as afirmativas abaixo e em seguida, responda ao que se pede:


I. Os capitais advindos da grande produção cafeeira foram aplicados no setor industrial. Este se beneficiou também da entrada de levas de imigrantes europeus que seriam utilizados como mão de obra operária.

II. Na virada do século XIX para o XX, o Brasil ainda possuía como principal pilar de sua economia a exportação de produtos agrícolas, produzidos em larga escala nas grandes propriedades.

III. O fluxo imigratório para o Brasil nesse período foi elevado. A totalidade dos imigrantes fixou-se nas áreas urbanas em função do baixo recrutamento de mão de obra no campo. Após a abolição da escravidão estes postos de trabalho foram ocupados por negros e seus descendentes.

IV. A intensa produção cafeeira no final do século XIX saturou tanto o mercado interno como o externo, gerando uma queda nos preços. Essa crise foi estimulada pela ausência de medidas que viessem defender e valorizar o café, levando à falência dos produtores já na primeira década de século XX.


Marque a alternativa CORRETA:

a) Todas as alternativas estão corretas.

b) Todas as alternativas estão incorretas.

c) Apenas a II alternativa está correta.

d) Apenas a IV alternativa está incorreta.

e) Apenas as alternativas I e II estão corretas.

12. (G1 - ifsc) Em 1850, por meio da Lei Eusébio de Queiroz, o tráfico de escravos para o Brasil foi proibido definitivamente. Sobre a importação de escravos e sua proibição, assinale a alternativa CORRETA.

a) A Lei Eusébio de Queiroz foi uma resposta à pressão estrangeira, principalmente exercida pela França sobre o Brasil, após a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

b) O fim do tráfico de escravos baseou-se em mais uma lei sem aplicação no Brasil, pois quando ela foi promulgada, já não existia mais escravidão no país.

c) O fim do tráfico foi resultado dos crescentes movimentos armados empreendidos pelos escravos brasileiros.

d) A proibição do tráfico de escravos para o Brasil não surtiu efeito, pois o trabalho realizado por eles já não era economicamente relevante.

e) A Lei Eusébio de Queiroz levou ao aumento do comércio interno e do preço dos escravos entre as regiões Nordeste e Sudeste do Brasil.

13. (G1 - ifba) Derramou-se fraterno o sangue no Congo.

Derramou-se luminoso, escorreu-se errante.

Derramou-se farto de bravas veias pulsantes.
Derramou-se em resistência o sangue de Canudos.

Derramou-se até onde foi possível derramar.

Derramou-se fiel sem mais se guardar
O sangue milagroso e particular em meu corpo,

de alguma estranha maneira sanguinária,

tornou-se o sangue coletivo dessas memórias.
(Fonte: CORREIA, Wesley. Deus é negro: da partida, da chegada, da multiplicação: poesia. Salvador: Pinaúna, 2016, p.69 )

O poeta Wesley Correia sintetiza no poema “Memória a sangue” as dores dos irmãos escravizados e apresenta, em “sangue coletivo dessas memórias” (v. 9), as diferentes formas de resistência negra à condição que lhe fora imposta pelo branco dominador, entre os séculos XV ao XIX. Na História do Brasil, é possível identificar algumas formas de resistência negra, como a:

a) Rebelião dos Marinheiros cariocas, no início do período republicano, em protesto, contra a falta de democracia e de participação popular nas decisões políticas do novo regime.

b) luta do povo baiano, na chamada Conjuração Baiana, em defesa do livre comércio, da liberdade religiosa e do estabelecimento de relações mais liberais com a metrópole.

c) ação dos chamados irmãos da senzala, grupos que, no contexto da luta abolicionista, invadiam as fazendas, libertando os escravos e aterrorizando as famílias dos senhores.

d) Revolta dos Malês, em que negros islamizados propunham uma aliança com os brancos baianos para libertar o Brasil de Portugal e estabelecer um regime republicano.

e) Guerra de Canudos, onde os seguidores de Antônio Conselheiro procuraram derrubar o recém-instalado regime republicano e restaurar a Monarquia e o poder imperial de D. Pedro II.

14. (G1 - ifsul) A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata.


Uma das consequências dessa guerra foi que

a) acarretou para o Brasil uma redução considerável em sua dívida externa, bem como uma crescente influência política e social do Exército na política vigente.

b) ocorreu a união entre Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia, para combater as tropas de Solano Lopes e acabar com seu sonho de chegar ao Oceano Atlântico através da Bacia do Prata.

c) estimou-se uma pequena perda de soldados paraguaios e as importações chegavam ao dobro das exportações no final da guerra.

d) acarretou a destruição para a indústria paraguaia, que ficou arrasada após a guerra.

15. (Uece) Em 1850, ano de extinção oficial do tráfico de escravos no Brasil, foi votada a Lei de Terras. Esta lei, em linhas gerais, determinou que


I. todo proprietário registrasse suas terras, ficando proibida a doação de propriedades ou qualquer outra forma de aquisição de bens fundiários, a não ser por meio da compra.

II. se mantivesse o alto custo do registro imobiliário, impedindo que os posseiros mais pobres obtivessem a propriedade do solo onde plantavam.

III. ficasse assegurado o direito dos imigrantes – cujo trabalho, em muitos casos, substituiria o trabalho dos escravos – de se tornarem proprietários das terras onde laboravam.

IV. fossem possíveis a aquisição e a posse de terras públicas, a baixo custo, pelos grandes proprietários, seus herdeiros e descendentes.


Estão corretas as complementações contidas em

a) I, II, III e IV.

b) I e II apenas.

c) II, III e IV apenas.

d) I, III e IV apenas.


Gabarito:
Resposta da questão 1:
[A]
[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
A cafeicultura era o carro-chefe da economia do Segundo Reinado brasileiro e, por isso, tinha total atenção do governo. Devido à pressão inglesa pelo fim da escravidão e à consequente assinatura da Lei Eusébio de Queiroz, o governo brasileiro passou a incentivar a vinda de imigrantes europeus para suprir a falta dos escravos nas nossas lavouras.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia]
Como mencionado corretamente na alternativa [A], a imigração estrangeira garantia a demanda da mão de obra para a cafeicultura, substituindo a mão de obra escrava. Estão incorretas as alternativas: [B], porque o objetivo da imigração era a absorção pela cafeicultura; [C], porque a redistribuição de terras não era pertinente no século XIX; [D], porque o objetivo era a absorção da mão de obra nas fazendas, e, portanto, o povoamento do território nacional.
Resposta da questão 2:
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia]

O país agressor foi o Paraguai. Os que se uniram para lutar contra o Paraguai foram o Brasil, a Argentina e o Uruguai (Tríplice Aliança). Segundo o autor, o motivo da luta foi apenas a ambição do presidente do Paraguai, Francisco Solano López, que utilizou o “vão pretexto de manter o equilíbrio internacional” para iniciar o conflito.


[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]

O Paraguai fez a independência em 1811 sem apoio inglês adotando uma República. Seu primeiro presidente foi o “El Supremo” José Gaspar Rodrigues de Francia que governou entre 1811 até 1842. Garcia acabou com a escravidão, realizou a reforma agrária, deu liberdade religiosa e alfabetizou seu povo. Antônio Carlos Lopes governou entre 1842 até 1862 investindo nas indústrias, estradas de ferro utilizando técnicas da Inglaterra. Francisco Solano Lopes governou entre 1862 até sua morte em 1870. Sua política foi agressiva expansionista considerando que o Paraguai não tinha saída para o mar. A Guerra do Paraguai começou em 1865 quando Solano Lopes aprisionou o navio brasileiro Marquês de Olinda no rio Paraná. Assim, o país invasor foi o Paraguai. Formou-se a Tríplice Aliança constituída por Brasil, Argentina e Uruguai contra a República do Paraguai. As causas do conflito foram rivalidades internas no cone sul vinculado à questão de fronteiras e interesses estratégicos com os rios da bacia da Prata, entre outros motivos. Para o autor Taunay, o escopo da luta foi a ambição do presidente da República do Paraguai Francisco Solano Lopes que utilizou o “vão pretexto de manter o equilíbrio internacional”.


Resposta da questão 3:
[B]
A questão aponta para um grande debate que se estabeleceu no Brasil ao longo do século XIX. A discussão era sobre a utilização da mão de obra escrava e o desenvolvimento econômico nacional. Muitos intelectuais e políticos criticavam a escravidão associando-a ao atraso, porém entendiam a relevância da escravidão para a economia do Brasil. O escravo era um bem, uma propriedade, acabar com a escravidão poderia exigir indenização.
Resposta da questão 4:
[D]
O texto do historiador Boris Fausto aponta para o fim do tráfico de escravos e os possíveis desdobramentos para a economia do Brasil. A Lei Eusébio de Queirós de 1850 proibiu o tráfico de escravos. A partir desta data, o tráfico de escravos era concebido como pirataria. A Lei de Terras, aprovada na mesma data, dificultava a aquisição de terras no Brasil, só através da compra, o que dificultava a aquisição por parte de pessoas desprovidas de capital como os imigrantes. A referida lei diminui drasticamente o fluxo de escravos para o Brasil gerando um comércio interprovincial de escravos deslocados de várias regiões para a lavoura cafeeira (e não açucareira).
Resposta da questão 5:
Após 1822, cresce no Brasil independente o sentimento de nacionalismo, busca-se o passado histórico, exalta-se a natureza pátria. O novo país precisa inserir no modelo moderno, acompanhando as nações independentes da Europa e América. A imagem do português conquistador deveria ser varrida, há uma necessidade de autoafirmação da pátria. O Primeiro Reinado, 1822-1831 e o Período Regencial, 1831-1840 foram caracterizados por uma forte xenofobia, no caso contra o português, lusofobia. É neste cenário histórico confuso e inseguro que surgiu o Romantismo brasileiro. A primeira geração foi denominada de nacionalista ou indianista, com a criação do herói nacional na figura do índio.
Resposta da questão 6:
01 + 02 + 04 + 16 = 23.
[08] Incorreta. Não podemos afirmar que a monarquia brasileira saiu vencedora da Guerra do Paraguai. O Brasil perdeu muitos soldados e aumentou sua dívida externa em relação à Inglaterra. A monarquia não se fortaleceu após o fim da guerra, ela saiu enfraquecida. Surgiram a campanha abolicionista e a republicana contribuindo para derrubar a monarquia em 15 de novembro de 1889.
Resposta da questão 7:
[B]
O texto deixa claro que dois símbolos foram adotados ao longo do século XIX como representativos da identidade nacional brasileira: o INDÍGENA e a NATUREZA. Assim, elementos simbólicos locais foram usados para forjar a ideia de nação ao longo do Segundo Reinado.
Resposta da questão 8:
Para dar continuidade à escravidão, duas estratégias foram adotadas: (1) o tráfico interprovincial (de uma província para outra dentro do Brasil) e (2) o tráfico ilegal pelo Atlântico (tentando burlar a fiscalização inglesa);
A abolição da escravatura no Brasil atendeu muito mais à pressão inglesa (principal credora do Império) do que à vontade de deputados ou senadores (que compunham a elite nacional e, logo, eram adeptos da escravatura). Assim, a abolição foi uma ação isolada do governo imperial na figura de d. Pedro II e sua filha, princesa Isabel, e não de deputados e senadores.
Resposta da questão 9:
a) Porque ia de encontro à estrutura latifundiária secular brasileira: a concentração de terra nas mãos da elite. Rebouças propunha a inserção dos extratos inferiores na posse da terra.

b) Podemos citar o próprio projeto imperial brasileiro: a libertação gradual, através de leis como a do Ventre Livre e a dos Sexagenários.


Resposta da questão 10:
[C]
A Lei do Ventre Livre previa que toda criança nascida a partir da data da promulgação da Lei seria considerada livre. Mas previa, também, que o senhor da mãe da criança poderia manter a mesma sob sua guarda até ela completar 21 anos.
Resposta da questão 11:
[E]
Somente a alternativa [E] está correta. A questão remete à economia brasileira durante a República Velha com ênfase sobre os produtos de exportação e a imigração. Resolução a partir das incorretas: A assertiva [III] está incorreta. A grande maioria dos imigrantes foi deslocada para o campo (e não para a cidade) para atender a demanda por mão de obra. A assertiva [IV] está incorreta. Não ocorreu a falência dos produtores de café. Em 1906, pelo Convênio de Taubaté, o governo interferiu na economia para valorizar o café, nosso principal produto na pauta de exportação.
Resposta da questão 12:
[E]
Somente a proposição [E] está correta. A questão remete à lei Eusébio de Queiroz aprovada no Brasil em 1850. Esta lei proibiu o tráfico de escravos para o Brasil. Devido ao café, havia uma grande demanda por mão de obra, assim, ocorreu um comércio interprovincial de escravos e, ao mesmo tempo, aumentou o preço cobrado pelo escravo. Neste contexto, intensificou a imigração para o Brasil.
Resposta da questão 13:
[C]
A questão aponta para a resistência dos negros diante da escravidão e exploração. A partir da segunda metade do século XIX, no contexto do Segundo Reinado, surgiu a campanha abolicionista que visava abolir a escravidão no Brasil. Neste cenário, apareceram diversos grupos que apoiavam a libertação dos negros como os Caifazes em São Paulo e os “irmãos da senzala”.
Resposta da questão 14:
[D]
A questão faz referência à Guerra do Paraguai e suas desastrosas consequências para a nação Guarani, a grande derrotada neste conflito. Formou-se a Tríplice Aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai governado pelo ditador Solano Lopes. Com a derrota do Paraguai, o país foi destruído economicamente perdendo grande parte da população economicamente ativa.
Resposta da questão 15:
[B]
As afirmativas [I] e [II] estão corretas e as afirmativas [III] e [IV] contrariam o que se afirma em [I] e [II]. Logo, [III] e [IV] estão incorretas: a Lei de Terras favorecia os grandes proprietários de terra, dificultando o acesso à terra por parte dos menos favorecidos, uma vez que o registro de terras era muito caro.


Resumo das questões selecionadas nesta atividade
Data de elaboração: 24/04/2016 às 17:12

Nome do arquivo: Exercícios do 3º Colegial 2º Bimestre

Legenda:

Q/Prova = número da questão na prova

Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®

Q/prova Q/DB Grau/Dif. Matéria Fonte Tipo

1 127319 Média Geografia Uerj/2014 Múltipla escolha



2 130111 Média Geografia Unesp/2009 Analítica



3 153547 Baixa História G1 - ifsul/2016 Múltipla escolha



4 151311 Média História G1 - cftmg/2016 Múltipla escolha



5 155441 Média História Uema/2016 Analítica



6 154091 Média História Uepg/2016 Somatória



7 156073 Baixa História Ufjf-pism 2/2016 Múltipla escolha



8 156089 Elevada História Ufjf-pism 2/2016 Analítica



9 153937 Baixa História Unicamp/2016 Analítica



10 151204 Média História Udesc/2016 Múltipla escolha



11 156481 Média História Ufjf-pism 3/2016 Múltipla escolha



12 152281 Baixa História G1 - ifsc/2016 Múltipla escolha



13 154340 Média História G1 - ifba/2016 Múltipla escolha



14 153546 Baixa História G1 - ifsul/2016 Múltipla escolha



15 153889 Média História Uece/2016 Múltipla escolha





Página de



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal