Intervenção do presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César



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INAUGURAÇÃO DO PAVILHÃO MULTI-USOS DE ANGRA DO HEROÍSMO
Angra do Heroísmo, 17 de Junho de 2003

Intervenção do presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César
Sou forçado, embora com muito gosto, a realçar, uma vez mais, a visão de futuro e o dinamismo do presente revelados pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. Não é possível ficar indiferente à sucessão de obras realizadas e ao planeamento rigoroso e solidamente direccionado a que nos vamos habituando, onde os factos e os seus benefícios superam, ao contrário do que é frequente acontecer, a publicidade e a notoriedade que outros, sob pretextos menores, injustamente arrecadam.
Eis-nos, pois, do lado oposto da maledicência e das promessas fáceis, a celebrar, neste momento mais uma obra feita.
A inauguração deste Pavilhão Multi-Usos, pouco tempo após a abertura do Centro Cultural e de Congressos, é mais um exemplo da capacidade de concretização a que me refiro. Neste caso, um investimento centrado na área do desporto, mais, podemos dizê-lo também, inserido numa perspectiva de oferta complementar na área do turismo, e do lazer.
Este Pavilhão segue-se, também, a um conjunto de melhorias e de equipamentos em todo o concelho, cabendo aqui realçar a instalação de quatro pisos sintéticos em campos de futebol, na cidade e nas freguesias rurais.
Mas este Pavilhão cobre, mas não ofusca, a velha história de um recinto desportivo, do rink de patinagem, onde sucessivas gerações de jovens, entre os quais o guarda-redes de andebol Sérgio Ávila, praticaram várias modalidades. Mas só quando o clima o permitia, devido à falta de cobertura – aquela cobertura que, em 1976, o meu bom amigo Luis Bretão, então Delegado da Direcção Geral de Desportos, arrancou, com os ferros da sua infinita persistência, ao Governo da República, mas que, passados alguns anos, desapareceu em mais um vendaval.
Do abandono em que ficou despedimo-nos hoje, com esta magnífica estrutura que fica ao serviço das associações e dos angrenses.
O desporto é, cada vez mais, reconhecido como um factor fundamental de desenvolvimento pessoal e colectivo, bem como um excelente veículo de promoção da saúde; não faz sentido, por isso, nos nossos dias, tentar relegar a actividade física e o desporto para um lugar secundário na tabela das prioridades dos poderes públicos.
Através da prática desportiva, uma população torna-se mais saudável; com a prática desportiva, a formação pessoal e social dos cidadãos sublima-se; na prática desportiva reside uma escola de vida, onde se aprende a superar limites, quer sejam de natureza competitiva, quer se fiquem pelo puro prazer e realização pessoal do objectivo alcançado.
Nestes últimos anos, através de uma aposta continuada no fomento do desporto, fizemos grandes progressos. As associações, os clubes, os atletas e outras instituições passaram a dispor de maiores apoios e os resultados já são visíveis.
Acabámos de ultrapassar o número de 17 mil atletas federados; registámos, em 2002, o maior número de campeões nacionais de sempre, em diversas modalidades; e, é visível o aumento exponencial da prática desportiva não-federada.
Há uma semana atrás, organizámos a VII Edição dos Jogos das Ilhas - um importante encontro desportivo de jovens atletas de diversas regiões insulares europeias - em que participamos anualmente, com selecções de várias modalidades que cumprem um plano de preparação de quatro anos. A sua organização pela Direcção Regional de Educação Física e Desporto, mereceu do Comité Organizador dos Jogos das Ilhas, um organismo internacional, a classificação desta sétima edição como a melhor de sempre, o que evidencia também o profissionalismo e a competência que já desenvolvemos nos Açores.
Lembro ainda outra iniciativa do Governo para o fomento da prática desportiva entre os mais jovens: as “Escolinhas do Desporto”, que contam já com 200 núcleos, envolvendo na prática desportiva regular mais de duas mil crianças, num projecto de enorme sucesso e de grande repercussão futura.
A acção do Governo nestas áreas, porém, não iliba de responsabilidades, as Autarquias: a elas cabe um papel preponderante e insubstituível na promoção de base da actividade física e do desporto, como meio catalizador de bem-estar das populações. Felizmente, algumas autarquias já compreenderam essa relevância, indo além dos apoios aos desportos federados e profissionalizados.
Parabéns, pois, à Câmara Municipal de Angra e à Cidade – que se pode orgulhar de possuir já um parque desportivo de uma oferta diversificada e de qualidade.





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