IntervençÃo do secretário regional da presidência, vasco cordeiro, na sessão solene comemorativa dos



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Região Autónoma dos Açores

Presidência do Governo

Gabinete do Secretário Regional da Presidência




INTERVENÇÃO DO SECRETÁRIO REGIONAL DA PRESIDÊNCIA,

VASCO CORDEIRO,

NA SESSÃO SOLENE COMEMORATIVA DOS

175 ANOS DA ELEVAÇÃO DA HORTA A CIDADE1

Horta, 4 de Julho de 2008

Senhor Presidente da Assembleia Legislativa,

Senhor Presidente da Câmara Municipal,

Senhores Secretários Regionais e Senhores Deputados da República e Regionais,

Senhor Presidente da Assembleia Municipal,

Senhores Vereadores,

Senhores Vogais da Assembleia Municipal,

Senhora Cônsul dos Estados Unidos da América em Ponta Delgada,

Senhores Presidentes da Junta de Freguesia,

Autoridades,

Homenageados,

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Gostaria, no início desta intervenção, de dirigir a todos uma saudação muito amiga e fraterna da parte de Sua Excelência, o Presidente do Governo, em representação do qual aqui me encontro a partilhar convosco esta Sessão Solene Comemorativa da passagem de 175 anos sobre a data em que a então vila de Horta foi elevada à categoria de cidade.

O Governo dos Açores associa-se, com muita honra e com muito gosto, a estas celebrações, salientando que, desde logo pela presença de diversas autoridades regionais, esta é uma efeméride, não apenas lembrada pela cidade, não apenas lembrada pela ilha, mas motivo de orgulho e satisfação de toda a Região.

Esta data constitui, por certo, uma celebração e uma comemoração do trajecto que a Horta e, numa perspectiva mais ampla, a ilha do Faial, souberam fazer desde os tempos do povoamento até ao momento presente.

Este é um trajecto marcado, indelevelmente, pela condição desta cidade como marco de intercâmbio entre gentes e culturas, como elemento de abertura a novas vivências e a novas realidades, numa manifestação clara da sua condição de ponto de encontro de saberes e de línguas que cruzaram o Atlântico em busca de melhor Fortuna, e que ainda hoje o cruzam em busca de aventura.

Esta característica, se é certo que é comum a outras cidades e ilhas dos Açores, acaba por se revestir aqui de uma intensidade e de uma visibilidade muito singulares, fruto da posição geo-estratégica da ilha do Faial que constituiu, ao longo, da sua história um dos principais trunfos da sua afirmação e um contributo essencial para a projecção externa dos Açores.

É, por isso, natural que celebrar 175 anos constitua uma ocasião, a ocasião por excelência para um olhar reflexivo sobre o passado, uma celebração da memória do esforço, da dedicação, do empenho e do espírito empreendedor de todos aqueles que, ao longo deste tempo, contribuíram com o melhor do seu saber e do seu trabalho, para o desenvolvimento e para o progresso da Horta.

Aqui fica, pois, da parte do Governo dos Açores, a homenagem sentida a todas estas personalidades, mais ou menos conhecidas, das mais diversas condições e ofícios, pelo seu contributo para que a cidade alcançasse esta data.

Mas as homenagens e as celebrações não podem cair no risco, como, lendo o programas destas comemorações se constata que esta, efectivamente, não cai, de se resumirem a um simples exercício laudatório do Passado, a uma jornada contemplativa pelos recantos da memória, a um simples recordar saudosista de feitos ou de glórias passadas.

O mundo em que vivemos, cada vez mais globalizado, cada vez mais vertiginoso, impõe-nos como condição para o êxito uma atenção permanente às necessidades do presente e um antecipação prospectiva dos desafios do Futuro.

Neste trabalho, em que o arrojo, a determinação e a ambição são, indiscutivelmente, as palavras de ordem, é essencial convocarmos as nossas energias, o nosso espírito empreendedor e a nossa capacidade de inovação para honrar e levar por diante a herança e o legado que outros nos deixaram.

Esta será, porventura, a melhor forma de homenagear aqueles que nos antecederam na visão e no desejo de uma Horta e de um Faial que fossem sinónimos de Progresso, de Desenvolvimento e de Bem-Estar.

Gostaria, por isso, nestes Paços do Conselho carregados de feitos e de marcos que a História tem realçado, de reafirmar perante vós o empenho do Governo dos Açores de estar, mais uma vez, ao lado da cidade e da Ilha na materialização das condições e dos requisitos para que ela própria, e com ela todos os seus habitantes, possam ser fautores do seu Progresso.

E a garantia de que assim será é, tão só, a forma como até aqui foi!

A começar pela recuperação dos devastadores efeitos do sismo de 9 de Julho de 1998, em que a solidariedade da Região no seu todo para com o Faial se manifestou de forma particularmente concreta e expressiva, o trabalho que tem sido realizado ao longo dos últimos anos na melhoria das infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento desta ilha constituem um bom sinal, um bom augúrio, da atenção e do cuidado que as autoridades regionais colocam na preparação do Futuro.

Exemplos que são bem elucidativos desta atenção materializam-se na nova Biblioteca Pública e Arquivo da Horta, com os seus cerca de 6 milhões de euros de investimento; ou os relativos ao sector da Educação, no qual foi realizado um investimento superior a 30 milhões de euros, apenas nestes últimos 4 anos, destacando-se, naturalmente, a construção da Escola Manuel de Arriaga, a primeira fase do Parque Desportivo do Faial ou, ainda, o apoio à construção das novas instalações para o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, obra que o Governo dos Açores tem apoiado, activa e empenhadamente, desde a primeira hora.

Poderíamos, ainda referir, o investimento nas áreas da Habitação e infra-estruturas rodoviárias, com um montante, nos últimos 4 anos, de cerca também de 30 milhões de euros, destacando-se a construção da 1ª fase da Variante à cidade da Horta e os apoios em variados programas habitacionais; ou a construção do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, num investimento de cerca de 7,5 milhões de euros.

E como estes, muitos outros exemplos poderiam ser referidos, não na perspectiva apenas de salientar os montantes de investimentos, mas, sobretudo, para salientar o significativo esforço que tem sido desenvolvido no sentido de dotar a ilha do Faial das condições que possam impulsionar e potenciar a acção das entidades públicas e privadas locais.

Com estes investimentos já realizados, mas, sobretudo, com um conjunto de outras obras que o Governo pretende impulsionar ou realizar no Futuro e que, estamos convictos, vão ter um impacto muito significativo na economia e no desenvolvimento económico e social da ilha do Faial, como é o caso, na primeira parte, da ampliação da pista do aeroporto, e na segunda, o da construção do Campo de Golfe ou das obras relativas à Reabilitação e Revalorização da frente marítima da cidade da Horta, cuja 1ª fase, só por si, ascende a cerca de 30 milhões de euros, este é também um momento de confiança e de redobrado empenhamento nesta aposta pelo Faial.

Interessa, pois, que também nesta ocasião reflictamos sobre a melhor forma de potenciar e aproveitar esses investimentos, dando sentido útil e prático a obras que, com espírito empreendedor, poderão muito mais rapidamente vir a influir e a ter um efeito multiplicador no desenvolvimento de toda a ilha.

Senhor Presidente da Câmara,

Senhor Presidente da Assembleia Legislativa,

Senhor Presidente da Assembleia Municipal,

Senhoras e Senhores Autarcas,

Minhas Senhores e Meus Senhores

Muitos foram os desafios que a cidade da Horta e que a ilha do Faial já ultrapassaram desde o seu surgimento e, em concreto, nestes 175 anos de existência.

A perseverança, a ambição e a determinação foram, certamente, uma constante ao longo destes anos.

É com a exaltação desse espírito e daquilo que ele pode significar na realização do bem pessoal e colectivo que termino, agradecendo, a vossa atenção e fazendo votos de muitas felicidades ao município da Horta.

Horta, Paços do Concelho, 4 de Julho de 2008





1 Em representação de Sua Excelência, o Presidente do Governo dos Açores


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