Intervenção presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César



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Encontro24.07.2016
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assinatura de protocolos entre o Governo Regional e a Comissão Nacional para a Ciência Viva, a Fundação para a Computação Científica Nacional e a Fundação para a Ciência e Tecnologia
Ponta Delgada, 25 Marco de 1999

Intervenção presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César
As Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação são, já, parte relevante do nosso quotidiano. A sociedade em que vivemos é, diariamente, invadida por inovações e vivências metodológicas e instrumentais que nos suscitam desafios vertiginosos de adaptação: computadores, internet e multimédia já condicionam, irreversivelmente, a nossa vida individual e colectiva: de tal forma, que se torna urgente, se não inadiável, que toda a comunidade se mantenha atenta e se consciencialize desse "boom" diário das novas tecnologias, sob pena de se acentuar um novo fenómeno contemporâneo de exclusão social.
É por isso que a Sociedade da Informação nos surge como um desafio e que o Governo Regional, acompanhando o impulso transmitido no país nesta área de inovação, após a criação do Ministério para a Ciência e Tecnologia no actual Governo da República, passou a dedicar uma atenção autonomizada às acções de divulgação, generalização e modernização que se impunham há algum tempo.
Acreditamos que o futuro dos Açores também depende do grau do seu desenvolvimento científico e tecnológico. Foi, precisamente, nesse enquadramento, que criámos oportunamente, na nossa Região, dois grupos técnicos com a incumbência de desenvolver a Sociedade da Informação e preparar os Açores para a problemática do Ano 2000, e cujo trabalho já tem vindo a dar resultados seguros.
Os protocolos que acabam de ser concretizados (os primeiros celebrados entre a Região Autónoma dos Açores e a Fundação para a Computação Científica Nacional, a Fundação da Ciência e Tecnologia e a Comissão Nacional de Ciência Viva, no que concerne ao quadro de iniciativas do Governo, orientadas para a Sociedade de Informação) são, precisamente, tradutores dessa urgência de actualização duma Região, que se pretende inovadora e integrada na realidade que se vive no resto da Europa e do Mundo.
Com os protocolos hoje assinados, o Governo Regional e os Organismos já referidos vêm possibilitar à comunidade açoriana um melhor acesso à Informação e uma nova oportunidade de partilha e cooperação entre os sectores mais interventores e activos na procura e uso daqueles meios.
É neste âmbito, que se destacam os Programas da Internet nas Escolas, da Ciência Viva e do Acompanhamento e Avaliação de Projectos de Investigação, hoje consolidados.
O Programa Internet nas Escolas, iniciado nos Açores em 1998, já beneficiou todas as bibliotecas das escolas do ensino não superior, do 5º ao12º anos de escolaridade, com um computador ligado à internet e com capacidades multimédia.
A iniciativa vem possibilitar que professores e alunos desses estabelecimentos de ensino, vejam encurtada a distância que nos separa dos outros pontos do globo e dos pólos geradores e difusores de informação.
Tornou-se mais fácil, e maior, a aproximação de pessoas e organizações, a permuta de informações e o desenvolvimento de projectos comuns, assim como se reduziu o défice de conhecimentos.
Hoje, para além de se ter reconfirmado a concretização deste programa, iniciado no ano transacto, garantiu-se a sua continuidade e extensão a todas as escolas do ensino básico da Região, que tal como as outras já contempladas, não terão quaisquer encargos com a iniciativa, uma vez que poderão dispor de todo o apoio técnico e logístico, quer por parte da Assessoria para a Ciência e Tecnologia da Presidência do Governo, quer por parte da própria Fundação para a Computação Científica Nacional.
Os Açores ficaram, também hoje, valorizados, com o protocolo assinado com a Comissão Nacional de Ciência Viva, materializando-se a aposta na melhoria da educação cientifica nos Açores e desenvolvendo o apoio e as acções para reforçar e potenciar as relações cientificas e tecnológicas entre empresas, comunidade científica e sistema educativo.
A aposta no desenvolvimento científico e tecnológico dos Açores vai, ainda, mais longe, uma vez que, juntamente com a Fundação de Ciência e Tecnologia, incrementaremos um programa de Acompanhamento e Avaliação de Projectos de Investigação na Região, para que seja garantida a qualidade e o êxito desses projectos.
O combate à info-exclusão e o acesso à informação não seriam possíveis sem uma visão de dever público. Por isso, como já acentuei, as grandes áreas da Ciência e da Tecnologia têm sido objecto de atenção cuidada por parte do Governo Regional, que pretende tornar vantajosas as apostas hoje dinamizadas.
Estão, assim, reunidas mais condições para que os Açores se envolvam com a capacidade e o " à vontade " necessários, nesta era de inovação científico-tecnológica e para que os açorianos sejam participantes activos da Sociedade da Informação.

Mais uma vez - e nunca me canso de o repetir - ficam evidenciadas, na relação exemplar de colaboração existente entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Governo Regional dos Açores, as virtualidades da Nova Autonomia, que elegeu a cooperação com os órgãos nacionais, sem qualquer prejuízo das competências estabelecidas dos órgãos de governo próprio da Região, como um factor estratégico potenciador da qualidade e do ritmo do desenvolvimento social e económico dos Açores.


Com a ajuda do Governo da República e de instituições por ele tuteladas - como foi hoje o caso - temos ganho, e continuaremos a ganhar, meios e disponibilidades que foram inexplicavelmente desperdiçadas no passado e que a grande maioria dos açorianos, que confiam na acção de ambos os governos, não deixarão que o mesmo possa acontecer no futuro.
A todos, muito obrigado.


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