Introdução à Economia – por Pablo Rodrigo Jurema Apostila de Economia Assunto



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Apostila: Introdução à Economia – por Pablo Rodrigo Jurema



Apostila de Economia

Assunto:

INTRODUÇÃO À ECONOMIA Microeconomia e Macroeconomia

Conteúdo:

1. Introdução à Economia pág. 02

2. Microeconomia pág. 12

3. Macroeconomia pág. 20

Autor:

PABLO RODRIGO JUREMA


Introdução a Economia
CAPÍTULO I

Introdução a Economia
Conteúdo Programático


  • Os fatores de produção : terra, trabalho, capital, tecnologia e capacidade empresarial

  • Os bens tangíveis e intangíveis, intermediários e finais duráveis e não duráveis, de consumo e de capital

  • As questões centrais da economia: o que produzir, como produzir e para quem produzir

  • As formas de organização da atividade econômica: a livre iniciativa empresarial, o sistema de planificação central da economia, os sistemas mistos

  • Os setores da atividade econômica: setor primário, setor secundário, setor terciário

  • Evolução do pensamento econômico

  • Os fisiocratas

  • A escola clássica : Smith, Ricardo, Maltus, Say, Marx

  • A revolução keynesiana e o neoliberalismo

  • Teoria Microeconômica

  • Teoria da demanda

  • Teoria da oferta

  • Teoria da produção

  • O equilíbrio do mercado: concorrência, monopólio, oligopólio

  • Teoria Macroeconômica

  • Os agregados macroeconômicos

  • O Produto Nacional

  • Identidade entre produto e renda

  • A mensuração do produto nacional

  • O produto nacional como medida do desenvolvimento econômico


Objetivos da economia
Estudar a fase material do processo econômico, os resultados do trabalho social e a distribuição da riqueza. Além disso, estuda ainda a administração dos recursos escassos, buscando compatibilizá-las com as necessidades ilimitadas da sociedade.

Como se dá o processo de acumulação ?

O produto do trabalho ou a riqueza gerada não é totalmente aplicado no consumo.

Uma parte do produto, e excedente, é investida na produção.

A cada rotação do ciclo da produção tem-se uma quantidade de produto maior que a anterior.

Uma das características fundamentais da evolução do sistema econômico é a crescente distância que separa a produção do consumo.

Na antiguidade o produto e o consumo eram bem próximos.

Hoje há uma distância enorme entre o início da produção e o consumo de bens e serviços.

As atividades produtivas da sociedade contemporânea são articuladas em inúmeras unidades produtivas que processam os fatores de produção.

A organização e distribuição dos fatores de produção é dirigida pelos organizadores de produção.


Na produção Fordista : engenheiros e administradores pensavam e os peões operavam.
O conjunto do sistema e suas unidades produtivas estão divididas em três grandes setores:


  • Setor Primário : engloba as atividades próximas aos recursos naturais

  • Setor Secundário : é constituído pelas atividades industriais

  • Setor Terciário : é integrado pelos serviços em geral

Distribuição setorial do produto




Agropecuária

12,2

Indústria

33,6

Serviços

54,2

As unidades produtivas buscam satisfazer as necessidades dos consumidores através dos seguintes bens:




  • Bens de consumo : destinam-se a satisfazer as necessidades dos consumidores

  • Bens de capital : destinam-se a multiplicar a eficiência do trabalho

  • Bens Intermediários : São bens que sofrem transformações antes de se transformarem em bens finais.


Configuração do Fator de Trabalho no Brasil

População economicamente ativa (1995) - em milhares


Brasil

74,1

Norte Urbana

300,9

Nordeste

21,081

Sudeste

32,162

Sul

12,552

Centro-Oeste

5,129

População Ocupada




Atividade

1990

1995

Atividade Agrícola

22,8

26,1

Indústria de Transformação

15,2

12,3

Indústria da Construção

6,2

6,1

Outras Atividades Industriais

1,4

1,2

Comércio de mercadorias

12,8

13,1

Prestação se serviços

17,9

19,1

Serv. Aux. da Ativ. Econômica

3,3

3,3

Transporte e Comunicação

3,9

3,7

Atividade Social

8,7

8,7

Administração Pública

5,0

4,6

Outras Atividades

2,8

1,9

Total

62,1

69,6

Estrutura da Ocupação (milhares)







n.

%

Empregados

40,798

58,6

Trab.conta própria

15,719

22,5

Empregadores

2,733

3,9

Trab. não remunerados

6,981

10,0

Trab. p/próprio consumo

165

0,24

Níveis de Rendimento




Até 1 salário mínimo

22,1

Mais de 1 a 2 SM

20,4

2 a 3

12,1

3 a 5

12,1

5 a 10

10,1

10 a 20

4,6

Mais de 20

2,2

Sem rendimento

15,1

Sem declaração

1,2

Trabalhadores com e sem Carteira Assinada




Região

c/carteira (%)

s/carteira (%)

Brasil

57,1

42,9

Norte Urbana

42,6

57,4

Nordeste

39,0

61,0

Sudeste

65,1

34,9

Sul

65,5

34,5

Centro-Oeste

45,2

54,8



Fluxos Econômicos Fundamentais
A moeda : É o equivalente geral e o elo de ligação entre as transações dos diversos agentes econômicos. Essas transações definem os principais fluxos da sociedade.
Fluxos Reais : São definidos pelos suprimentos de recursos de produção pelo seu emprego e combinação nas unidades produtivas.
Fluxos Monetários : Refere-se aos pagamentos dos fatores de produção de um lago e aos preços pagos pelos bens e serviços adquiridos pela sociedade.
A cada fator de produção corresponde uma categoria de pagamentos:


  • Fator trabalho : recebe sua remuneração através dos salários

  • Fator Capital : sua remuneração se dá através do lucro, pagamento de aluguéis, arrendamentos, dividendos, etc.

  • Poder aquisitivo : é a massa de recursos disponíveis pelas unidades familiares, com o qual as necessidades de consumo.



Questões fundamentais da Economia
Eficiência produtiva : está relacionada à modificação e utilização dos fatores de produção. Com os recursos escassos, é necessário uma utilização ótima desses recursos, de forma a se obter o melhor possível no processo produtivo.
Eficiência Alocativa : busca racionalizar da melhor maneira possível as prioridades, de forma a satisfazer do máximo de necessidades sociais.

Justiça Distributiva : está ligada a estrutura de repartição de renda e pode ser obtida de várias formas :




  • igualdade plena na distribuição de recursos

  • garantia de um patamar mínimo, a partir do qual se reparte a renda de acordo com a capacidade de cada um.


Eficiência Produtiva
Eficiência na produção à é a situação no qual a economia opera utilizando o pleno emprego de todos os fatores de produção. Mantém ocupada a totalidade da força de trabalho, utiliza plenamente os fatores de produção disponíveis, melhores tecnologias e capacidades comerciais.
Limite máximo da eficiência produtiva à quando não há mais ociosidade. Alcançando este limite, qualquer acréscimo na produção de determinado fim implica na redução do outro.

Possibilidades de produção à as combinações sob o que produzir e como produzir ressaltam de decisões governamentais, do livre mercado e das decisões dos consumidores.


As curvas de possibilidade de produção : Refere-se às mais diversas combinações para a produção de bens e serviços, em função das quantidades disponíveis dos fatores de produção.
Expansão das fronteiras da produção a esta situação só pode ocorrer com o aumento dos fatores de produção ou com a introdução de tecnologias que possibilitem produzir mais com os mesmos recursos.
Custo de oportunidade a significa decidir em função das prioridades da sociedade, tanto de consumo, quanto de produção e de decisões governamentais. No setor público é onde pode ser melhor visualizado essa questão: a opção governamental por determinada medida, implica em deixar de lado outras prioridades.

Organização da Atividade Econômica
As formas alternativas de organização da atividade econômica fundamentam-se em dois pontos físicos : a concepção da propriedade e as formas de mobilização dos fatores de produção.
As economias liberais de mercado já confiam à iniciativa privada a maior parte da mobilização dos recursos e tem no mercado o seu eixo básico de regulação.

Nas economias centralmente planificadas ao governo é proprietário dos meios de produção e centraliza as decisões sobre alocação dos recursos e a produção.

Nas economias mistas já se confirma a gestão empresarial com a regulação estatal na mobilização dos recursos e na produção.

Características das economias liberais de mercado
Automatismo das forças de mercado : segundo essa corrente econômica a economia desenvolve-se melhor de acordo com a liberdade econômica de produtores e consumidores.

 como consumidores : os cidadãos tem liberdade para adquirir os bens e serviços que mais lhe ajudam


como produtores, os empresários têm liberdade de produzir aquilo que melhor satisfaça as necessidades dos consumidores, desde que lhe traga uma recompensa econômica.
os mecanismos reguladores do mercado :

 o ponto de equilíbrio entre produtores e consumidores é regulado pelo mercado.

à se há produção maior que as necessidades dos consumidores deverá haver baixa de preço.
 se há produção menor que as necessidades dos consumidores deverá haver alta de preços.
 a concorrência : A disputa entre os vários agentes econômicos pelo mercado impede que os empresários conspirem contra a ordem social e os força a colocar no mercado produtos melhores e mais baratos.
 no processo de concorrência, alguns produtores prosperam e outros vão à ruína.
Fundamentados nesses princípios, os liberais propõem as seguintes práticas na ordem econômica:


  • Governo mínimo e mínima interferência do Estado na economia.

  • Livre iniciativa empresarial

  • Para o Estado, deverá haver apenas três funções básicas:

  • proteger o país de agressão e invasão

  • explicar e manter certas obras públicas de interesse geral

  • zelar pela observação dos contratos privados.



As economias centralmente planificadas
Características fundamentais

  • os estados controlam os meios de produção, as diretrizes estratégicas da economia e a política geral do estado.

  • As fábricas, os barcos, o comércio, as terras são de propriedade estatal

O planejamento como estratégia de direção da economia. Com o plano, o estado procura desenvolver a melhor racionalidade com a locação de recursos, planeja-se melhor investimento e distribui-se melhor a venda.


O estado centraliza o poder político e a direção geral da economia. Estabelece diretriz estratégica para a economia. O plano substitui o mercado

Problemas e imperfeições :



  • burocratização excessiva imposta pela centralização

  • pouca sensibilidade a demanda global

  • perda da eficiência produtiva



Economias sociais de mercado (mistas)
à Combinam o mercado, a propriedade privada com a relação do Estado


  • Estas economias se apropriam do melhor que os modelos liberal e coletivista possuem.

  • Todas as classes tem oportunidades de acesso ao mercado, tendo uma vista que o governo procura garantir um patamar mínimo para o conjunto de população de forma que todos possam satisfazer suas necessidades básicas.



O pensamento econômico clássico
O trabalho de uma nação constitui o fundo que originalmente fornece todos os bens necessários que uma população consome anualmente.
A divisão do trabalho é a grande causa do aprimoramento das forças produtivas.

Permite a especialização no processo produtivo e aumenta a produtividade, por três motivos básicos:




  1. Pela habilidade e destreza com que o trabalho é executado

  2. Poupança de tempo que se perderia ao passar de um trabalho para outro

  3. Invenção de um grande mineiro de máquinas que facilitam e abreviam o trabalho.


Origem da divisão do trabalho
A propensão do ser humano à troca, fenômeno que só de encontra na espécie humana.
Limites da divisão do trabalho

O tamanho do mercado. Em mercados pequenos há uma menor divisão do trabalho. Já os grandes mercados proporcionam, mais divisão do trabalho.


Origem do dinheiro

Estabelecida a divisão do trabalho, torna-se reduzida a parcela das necessidades que podem ser satisfeita pelo trabalho individual. Isso leva o ser humano a dinamizar o processo de troca.


No passado, o processo de troca tinha dois problemas: Era difícil trocar quantidades de trabalho diferentes por meio de escambo. Nem sempre o vendedor se interessava por um produto que não seria útil.
Dessa forma, a necessidade fez com que as pessoas buscassem uma mercadoria especial que fizesse o papel de equivalente geral, ou seja, que pudesse servir de instrumento de troca e que fosse aceita por todos. Assim nasceu o dinheiro. Com o desenvolvimento das forças produtivas, o dinheiro evoluiu até se transformar no papel moeda de hoje.
Jean Baptista Say = Lei de Say

A produção cria a sua própria demanda ou seja, a oferta cria necessariamente mercado para os bens e serviços. Quanto mais os produtores forem numerosos e os produtos multiplicados, tanto mais o mercados serão amplos e variados.



Ricardo
A teoria Ricardiana baseia-se no fato de que, num sistema de livre mercado, cada país deve dedicar o melhor de seu capital e seu trabalho nas atividades mais favoráveis, em função das condições geográficas, clima e de outras vantagens naturais.
Dessa forma, concentrando trabalho e capital naquelas atividades em que o país possui maior eficiência cada nação pode obter maior quantidade de mercadorias num tempo menor de trabalho, resultando num barateamento dos produtos e maior satisfação para a humanidade.

Questões
1) Defina as características principais das economias liberais de mercado.
Automatismo das forças de mercado : segundo essa corrente econômica a economia desenvolve-se melhor de acordo com a liberdade econômica de produtores e consumidores.


  • como consumidores : os cidadãos tem liberdade para adquirir os bens e serviços que mais lhe ajudam

  • como produtores, os empresários têm liberdade de produzir aquilo que melhor satisfaça as necessidades dos consumidores, desde que lhe traga uma recompensa econômica.

  • os mecanismos reguladores do mercado :

  • o ponto de equilíbrio entre produtores e consumidores é regulado pelo mercado.

  • se há produção maior que as necessidades dos consumidores deverá haver baixa de preço.

  • se há produção menor que as necessidades dos consumidores deverá haver alta de preços.

  • a concorrência : A disputa entre os vários agentes econômicos pelo mercado impede que os empresários conspirem contra a ordem social e os força a colocar no mercado produtos melhores e mais baratos.

  • no processo de concorrência, alguns produtores prosperam e outros vão à ruína.

Fundamentados nesses princípios, os liberais propõem as seguintes práticas na ordem econômica:

  • Governo mínimo e mínima interferência do Estado na economia.

  • Livre iniciativa empresarial

    - Para o Estado, deverá haver apenas três funções básicas:

    - proteger o país de agressão e invasão

    - explicar e manter certas obras públicas de interesse geral

    - zelar pela observação dos contratos privados.



2) O que é uma economia centralmente planificada ?
O governo é proprietário dos meios de produção e centraliza as decisões sobre alocação dos recursos e a produção.

  • Os estados controlam os meios de produção, as diretrizes estratégicas da economia e a política geral do estado.

  • As fábricas, os barcos, o comércio, as terras são de propriedade estatal

  • O planejamento como estratégia de direção da economia. Com o plano, o estado procura desenvolver a melhor racionalidade com a locação de recursos, planeja-se melhor investimento e distribui-se melhor a venda.

  • O estado centraliza o poder político e a direção geral da economia. Estabelece diretrizes estratégicas para a economia. O plano substitui o mercado

  • Problemas e imperfeições :

  • burocratização excessiva imposta pela centralização

  • pouca sensibilidade a demanda global

  • perda da eficiência produtiva



3)Qual o objetivo da economia ?
Estudar a fase material do processo econômico, os resultados do trabalho social e a distribuição da riqueza. Além disso, estuda ainda a administração dos recursos escassos, buscando compatibilizá-las com as necessidades ilimitadas da sociedade.
4) Explique a Lei de Say e a teoria das vantagens comparativas de Ricardo
Jean Baptista Say = Lei de Say

A produção cria a sua própria demanda ou seja, a oferta cria necessariamente mercado para os bens e serviços. Quanto mais os produtores forem numerosos e os produtos multiplicados, tanto mais o mercados serão amplos e variados.

Ricardo

A teoria Ricardiana baseia-se no fato de que, num sistema de livre mercado, cada país deve dedicar o melhor de seu capital e seu trabalho nas atividades mais favoráveis, em função das condições geográficas, do clima e de outras vantagens naturais.



Dessa forma, concentrando trabalho e capital naquelas atividades em que o país possui maior eficiência cada nação pode obter maior quantidade de mercadorias num tempo menor de trabalho, resultando num barateamento dos produtos e maior satisfação para a humanidade.
5) O que são fluxos reais e fluxos monetários ?
Fluxos Reais : São definidos pelos suprimentos de recursos de produção pelo seu emprego e combinação nas unidades produtivas.

Fluxos Monetários : Refere-se aos pagamentos dos fatores de produção de um lago e aos preços pagos pelos bens e serviços adquiridos pela sociedade.


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