Introdução 2 Fundamentação histórica 4



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2. As forças da Psicologia e seus objetivos educacionais

Inicialmente proposta por Abraham Maslow, sendo o mesmo a afirmar que a Psicologia científica se desenvolveu, e contemporaneamente se estabeleceu, em quatro grandes Forças, isto é, grandes correntes ou movimentos agregadores de teorias, escolas, estudiosos, teóricos e praticantes da ciência psicológica. De acordo com essa classificação, a Primeira Força é o Behaviorismo, ou Psicologia Comportamental, corrente iniciada por John Watson e cujo maior expoente talvez seja B. Skinner, sendo a Psicanálise, criada por Sigmund Freud, apontada como a Segunda Força. Não obstante o inegável valor e importância das contribuições dessas duas primeiras Forças para a compreensão psicológica do ser humano, elas despertaram, no meio científico psicológico, diversas oposições ao mecanicismo de suas propostas deterministas de compreensão do psiquismo e ao pouco otimismo de suas concepções relativas à natureza humana e suas potencialidades intrínsecas. Estas potencialidades, afirmam os opositores, teriam sido negligenciadas, ignoradas ou deturpadas nas propostas de Psicologia do Behaviorismo e da Psicanálise, cujas principais descobertas e teorias fundamentaram-se, quase que exclusivamente, no estudo de doentes mentais.

Assim, congregando diversas escolas e investigadores, dois outros grandes movimentos, em que o estudo do potencial humano é privilegiado, tem emergido nas últimas décadas e têm sido apresentados como novas Forças da Psicologia: A Psicologia Humanista, ou Terceira Força, e a Psicologia Transpessoal, ou Quarta Força.

Ao contrário do Behaviorismo e da Psicanálise, entretanto, nem a Psicologia Humanista nem a Psicologia Transpessoal podem ter suas origens associadas a determinado autor ou escola, embora líderes e expoentes possam ser identificados. Ambas se constituem, na verdade, como movimentos congregadores de profissionais e abordagens de origem, por vezes, bastante diversa e independente. A articulação e institucionalização, tanto do Movimento Humanista quanto do Transpessoal, nasce da insatisfação e sensação de isolamento de investigadores, teóricos e praticantes não identificados com as tendências predominantes no cenário da psicologia e traduz seu anseio de constituir um grupo de intercâmbio, atuação e fortalecimento mútuo, a partir da convergência em torno de algumas propostas, tendências, posicionamentos, interesses, pontos de vista e mesmo linguagem assumidos em comum, mas sem prejuízo das perspectivas mais particulares e das iferenças entre as escolas específicas com que se identificam, ou mesmo fuga a migração para outros segmentos como a educação e escola. A seguir apresentaremos com um pouco mais de detalhes cada foca da psicologia bem como alguns de seus pressupostos e principais teóricos. É válido ressaltar que, não é nosso objetivo neste trabalho o aprofundamento científico e histórico dos pressupostos aqui apresentados.


2.1. Teoria Behaviorista ou Comportamentalista

Surgiu com John Watson (1878-1958) em 1912. O termo behaviorismo origina-se do termo inglês to behave (The Landmark Dictionary, 2000) que quer dizer comportar-se, comportamento. A linha de pensamento do behaviorismo era claramente contra a introspecção de método até então preferido pelos psicólogos, apesar das acirradas críticas já feitas por alguns neste período. Entre 1930 e 1940, surgiu o neobehaviorismo, com Clarck Hull, que transformou o clássico sistema num sistema mais minucioso, detalhado experimentalmente, baseando a teoria do comportamento adaptado de Pavlov. Dentre os neobehavioristas encontra-se Skinner.

O processo como foi defendido pelos neobehavioristas, consiste em uma substituição de estímulos: “Um estímulo, antes neutro, adquire o poder de determinar a respostas que originalmente era eliciada por outro estímulo” (Skinner 1913). Segundo ele o organismo produz o agente que reforça. Portanto, o condicionamento diz respeito a respostas do sistema nervoso.

Para os Comportamentalistas a personalidade é um conjunto de hábitos. Os hábitos são organizações de reflexos condicionados. A maior importância é dada aos fatores ambientais e a hereditariedade é relegada a segundo plano. O homem é produto do meio, de acordo com os comportamentalistas. Pode-se resumir a posição de Skinner nas seguintes declarações: Quando ocorrer uma reação, reforce-a e o sujeito tenderá a reagir da mesma maneira. Negue o reforço o castigue o sujeito e a reação tenderá a desaparecer. De acordo com o mesmo, o reforço operante é um meio extremamente forte e possante para “modelar a personalidade”. Skinner e outros o usaram em grande número para resolver alguns problemas práticos, incluindo aprendizagem programada (“máquinas de ensino”) e o tratamento de distúrbios comportamentais que de um certo modo foi também aproveitado e aplicado nas instituições e escolas em diversos momentos históricos.




2.2. Teoria da Psicanálise

A psicanálise é um método de estudo do comportamento humano, uma teoria do comportamento e um método de tratamento. Freud foi o fundador e mentor de tal teoria, a psicanálise, a qual constitui uma maneira de examinar os mecanismos e conteúdos psíquicos, dos quais os indivíduos geralmente não podem explorar por meio de um exame racional na sua própria consciência. Formado em psiquiatria, ele passou a vida estudando a mente humana e tratando os distúrbios de pessoas desajustadas. Das suas experiências de consultório, formulou aos poucos uma teoria da personalidade de vasto alcance e grande influência. O ponto central de sua teoria é a divisão da personalidade em três sistemas principais: Id, Ego e Superego. Os pressupostos básicos de sua teoria eram: O indivíduo, o sujeito que está em função do seu inconsciente e o mundo interno.

Segundo Freud o id, palavra latina que significa isto, é o sistema original, inato da personalidade, do qual surgem os dois sistemas. É o reservatório de energia psíquica que fornece a força para a operação de toda a personalidade. O id contém os instintos básicos do sexo e da agressão.

Afirma Freud que o Ego surge porque o id não se torna capaz de satisfazer as necessidades do organismo por meio de transações apropriadas e racionais com o mundo objetivo da realidade. O ego é chamado de executivo da personalidade, pois dirige as portas que levam à ação, escolhem os aspectos do ambiente com os quais reagirá e decide quais instintos serão satisfeitos e de quais maneiras. O Ego é a sede da consciência.

Embora muitos de seus processos e conteúdos existam num estado de pré-consciência. Isto significa que se tornam facilmente conscientes quando surge alguma necessidade. Embora Freud considere o ego como executivo da personalidade, o mesmo admitia que este sempre servisse o Id. Essencialmente a teoria declara que o homem não precisa ser escravo de seus instintos e dos impulsos; pode tornar-se um ser humano inteiramente consciente e plenamente racional.

O terceiro e último sistema abordado por Freud, conhecido por Superego. É o representante interno dos valores ideais tradicionais de uma dada sociedade, como tais valores foram interpretados por crianças, por seus pais, e inculcados por meio de recompensas e castigos que lhes impuseram de um certo modo. O Superego apresenta-se como braço moral da personalidade; representa antes o ideal doe pode vir a ser real. Este tenta inibir os impulsos do id, especialmente no que diz respeito aos impulsos sexuais e agressividade, uma vez que estes são aqueles cuja expressão é mais intensamente condenada pela sociedade. Tenta também, convencer o ego a trocar metas realistas por moralidade. Com a formação do Superego, o domínio sobre si mesmo substitui a direção dos pais ou mesmo as direções externas. A personalidade funciona normalmente como um todo integrado, muito mais do que como o três segmentos separados. Caso não seja dessa maneira, a pessoa estará em dificuldades.


Em linhas gerais, podemos pensar no id como o componente biológico da personalidade, no ego como o componente psicológico e no superego como sendo o componente social.


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