Introdução 2 Objectivos específicos 3



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Índice


Introdução 2

Objectivos específicos 3

Objectivos gerais 3

Definição de Textos Jornalísticos 4

Textos jornalísticos são textos que têm como veículo ou meio de transmissão os jornais, cartazes, as revistas, a televisão, a rádio, a internet, entre outros. 4

Conceito de Reportagem 4

Reportagem Jornalística 5

Relação da Reportagem com a Notícia 5

Tipos de Reportagem 6

A reportagem, quanto aos tipos compreende dois tipos principais que são: 6

1.Reportagem do Acontecido, esta compreende também duas fases de elaboração: 6

Fase de preparação em que são preparadas as seis questões obrigatórias. 6

Fase do trabalho do campo, onde se define o esquema da acção de acordo com os dados recolhidos e se procura responder as perguntas. 6

2.Reportagem do Imprevisto, nesse tipo de reportagem o repórter é surpreendido por um acontecimento, devendo desta forma usar a sua capacidade de observação e rapidez de raciocínio. 6

Características da Reportagem 6

Estrutura da reportagem 6

Semelhança entre a reportagem e a crónica 7

Diferenças entre a Reportagem e a Crónica 7

Regência Verbal pela Preposição «a» 7

Exigência do Complemento Indirecto 7

Complementos de Verbos de Movimento 8

Complemento Circunstancial de Lugar 8

A Crónica Jornalística 8

Origem da Crónica 8

Crónica da Actualidade 9

Tipos de Crónica 9

Evolução da Língua Portuguesa no Tempo 10

A Influência de Outros Povos na Evolução da Língua 11

Superstrato 11

Do Português Arcaico ao Português Moderno 12

Período Clássico (do século XVI ao século XVII) 12

Período Moderno (do século XVII em diante) 12

Evolução Fonética 13

Evolução Semântica 13

O Português de África 13

O Português de Moçambique 14

Especificidades do Português de Moçambique 14

Léxico-Sintaxe 15

Conclusão 16

Bibliografia 17




Introdução


O presente trabalho, tem como objetivo proporcionar no estudante os conhecimentos básicos sobre o tema «Textos Jornalísticos», em que falar-se-á concretamente da Reportagem e da Crónica, onde vai se dar ou definir o conceito de Textos Jornalísticos, assim como da reportagem e da crónica, vai se falar também das semelhanças e diferenças existentes entre a reportagem e crónica, da reportagem jornalística, dos tipos de reportagem, da relação existente entre a reportagem e a notícia, das características e estrutura da reportagem, da crónica da actualidade e dos tipos de crónica. Não só, abordar-se-á também da evolução da língua portuguesa no tempo, assim como da influência de outros povos na evolução da mesma, do português de África e de Moçambique. Sem esquecer que, no desenvolvimento deste trabalho, vão se abordar vários subtemas relacionados com o tema do mesmo.

Na elaboração deste trabalho, foi necessária a consulta de obras literárias de modo a servir de auxílio na colheita de informações relativas ao tema em abordagem, sendo elas devidamente identificadas na última página do mesmo.





Objectivos específicos


  • A reportagem

  • Reportagem Jornalística

  • Diferenças entre a reportagem e a crónica

  • Semelhança entre a reportagem e a crónica

  • A Crónica Jornalística

Objectivos gerais


  • A reportagem

  • Reportagem Jornalística

  • Relação da Reportagem com a Notícia

  • Características da reportagem

  • Estrutura da reportagem

  • Semelhança entre a reportagem e a crónica

  • Diferenças entre a reportagem e a crónica

  • A Crónica Jornalística

  • Evolução da língua portuguesa no tempo

  • O português de África

  • O português de Moçambique








Definição de Textos Jornalísticos

Textos jornalísticos são textos que têm como veículo ou meio de transmissão os jornais, cartazes, as revistas, a televisão, a rádio, a internet, entre outros.

Conceito de Reportagem


A reportagem é um texto informativo do domínio da comunicação social, baseado no testemunho directo dos factos e em histórias vividas pelas pessoas. Por vezes, não é mais do que uma notícia alargada e aprofundada, mas com uma certa dose interpretação pessoal por parte do jornalista.

Numa perspectiva actual, a reportagem televisiva, testemunho de acções espontâneas, relata histórias em palavras, imagens e sons.

O repórter pode valer-se também de fontes secundárias, como documentos, livros e relatórios, entre outras fontes documentais, ou servir-se de material enviado por órgãos especializados em fazer transformação de factos em notícias.

A reportagem de carácter jornalística é mais desenvolvida do que uma simples notícia. O trabalho resulta de uma investigação no local, estando o jornalista mais directamente relacionado com o assunto.


Reportagem Jornalística


A reportagem jornalística reconhece-se pela sua maior elaboração. Trata-se de um trabalho que não sofre tão directamente os efeitos na urgência. Na maior parte dos casos, não ‘é para hoje’, ao contrário do que acontece com as notícias. O jornalista dispõe de mais tempo para estudar o tema, aprofundá-lo, procurar informações em fontes diversas e, por fim, encontrar um estilo adequado a uma melhor e mais directa transmissão do significado dos acontecimentos.

Uma reportagem é, por vezes, uma notícia um pouco mais aprofundada e com uma maior carga de interpretação pessoal por parte do jornalista. Na vida dos profissionais de informação, acontece, frequentemente, que a cobertura de um dado assunto permite, por circunstâncias várias – disponibilidade de tempo, importância do acontecimento –, ir além da simples notícia. A reportagem resultante dessa opção proporciona, desde logo, além das informações uma primeira interpretação.


Relação da Reportagem com a Notícia


A relação entre a notícia e a reportagem pode ilustrar-se, por exemplo, com a inauguração de uma grande barragem. No primeiro dia, perante a necessidade de cobrir o acontecimento com urgência, o jornalista envia a notícia do acto inaugural: cerimónias nele incluídas, personalidades presentes e informações a que tenha acesso sobre as características técnicas do empreendimento, sem grandes perdas de tempo.

Permanecendo no local para além da inauguração, já depois de enviada a notícia para a redação, o jornalista pode aprofundar o tema, nomeadamente na perspectiva das alterações que a barragem vai provocar na região, episódios da construção, situação local da agricultura e do abastecimento de energia eléctrica – sectores sobre os quais o novo empreendimento terá efeitos. O leitor aperceber-se-á assim, com maior nitidez, da importância do acontecimento.

Na elaboração da reportagem, o jornalista pode recorrer a entrevistas, a testemunhas dos acontecimentos, a investigação directa no local ou locais abrangidos pelo trabalho e a consulta de fontes impressas nomeadamente livros folhetos estatísticas e matérias dos arquivos em geral.

José Jorge Letria e José Goulão, Noções de Jornalismo (adaptado)


Tipos de Reportagem

A reportagem, quanto aos tipos compreende dois tipos principais que são:

  1. Reportagem do Acontecido, esta compreende também duas fases de elaboração:

Fase de preparação em que são preparadas as seis questões obrigatórias.

Fase do trabalho do campo, onde se define o esquema da acção de acordo com os dados recolhidos e se procura responder as perguntas.

  1. Reportagem do Imprevisto, nesse tipo de reportagem o repórter é surpreendido por um acontecimento, devendo desta forma usar a sua capacidade de observação e rapidez de raciocínio.

Características da Reportagem


  • Predomínio da função informativa da linguagem;

  • Linguagem clara, viva, directa e precisa;

A linguagem da reportagem é mais pessoalizada que a da notícia, dado que admite opiniões do autor. É também mais expressiva e pode, até, incluir vários registos de língua, por admitir a intromissão de falas de testemunhas, dos mais variados meios sócios-culturais.

  • Informação ampla e pormenorizada;

  • Assunto de interesse geral, testemunhado ou vivido pelo autor;

  • Apagamento do emissor, embora menos que na notícia, por isso é regra geral assinada;

  • Responde às mesmas perguntas que a notícia, mas de modo mais pormenorizado.

  • Uso frequente do discurso directo.

Estrutura da reportagem


  • Introdução:

- Título sugestivo

- Parágrafo-guia



  • Desenvolvimento interessante, com eventuais transcrições de afirmações (falas) de pessoas contactadas pelo repórter.

  • Conclusão concreta, que pode conter opiniões, ainda que diluídas, do autor.

Semelhança entre a reportagem e a crónica


Estes dois textos, se assemelham pelo facto de terem a mesma inspiração, isto é, o repórter assim como o cronista, se inspiram nos acontecimentos diários, que é a base da crónica e uma das características da reportagem.

Diferenças entre a Reportagem e a Crónica


  • Na reportagem o facto é a constante; na crónica, é um ponto de referência ou de partida.

  • Na reportagem, o jornalista procura o material que necessita, no terreno dos factos; na crónica, arranca de impressões eventualmente suscitadas por um facto e procura os materiais no seu próprio pensamento.

  • Na reportagem, o facto é a causa da mesma; na crónica, não passa de uma motivação.

  • A reportagem implica uma circunstância de actualidade com referência a um propósito de originalidade; a crónica implica um propósito artístico, de criação estética, com referência a uma circunstância de actualidade.

  • A crónica inclui ficção, fantasia e criticismo; a reportagem não contém estes elementos.

  • A reportagem explica, interpreta, analisa; a crónica propõe, sugere, convida a imaginar.

Regência Verbal pela Preposição «

Exigência do Complemento Indirecto


Em passagens como: «disse a Cordero» e «Cordero disse aos Moçambicanos», identificámos a função sintática de um complemento indirecto exigido pelo predicado, que é constituído por um verbo especial – o verbo seguido da preposição a, isto é, regido pela preposição a. Esta é a particularidade de alguns verbos da língua portuguesa: são regidos pelas preposições – de, em, com, entre outras.

Verbos seguidos da preposição a, como dizer (algo a alguém), dar (algo a alguém) e obedecer (a alguém).

Nas frases acima, o verbo dizer é acompanhado pela preposição a, que se contrai com os artigos o e os, respectivamente. O complemento resultante é o indirecto, Cordero e Moçambicanos, pelo facto de se ligar indirectamente ao verbo. A precedência de uma preposição é uma característica do complemento indirecto.

Complementos de Verbos de Movimento

Complemento Circunstancial de Lugar


Verbos de movimento são aqueles que sugerem a deslocação de um lugar para outro. Os verbos ir, vir, entrar, sair, chegar, partir (no sentido de ir) e dirigir, normalmente exigem um complemento circunstancial de lugar.

Sabe-se que o complemento circunstancial é uma função sintáctica desempenhada por uma palavra ou expressão que indica uma circunstância de acção expressa pelo verbo. O complemento circunstancial de lugar aponta para o local de realização da acção.

Exemplos:


  • Cordero chegou a Maputo.

  • Os menos interessados saíram da sala.

  • Eu também irei ao encontro.

  • Cordero partirá amanhã para Beira.

A Crónica Jornalística


A crónica é um texto que tem como ponto de partida o relato de acontecimentos do quotidiano sobre os quais o autor apresenta a sua interpretação e exprime emoção. Contém, pois, marcas do modo de pensar e de ver o mundo do autor.

A linguagem tende para o literário, com vocabulário cuidado e frases elaboradas. Caracteriza-se pela expressividade e subjectividade própria do autor, a fim de provocar a empatia do leitor.


Origem da Crónica


A palavra «crónica» deriva do latim «chronica», que, no início da era cristã, significava o relato de acontecimentos por ordem cronológica. Era, portanto, um breve registo de eventos.

Na história da escrita em língua portuguesa, aponta-se Fernão Lopes como um marco na evolução crónica. Fernão Lopes veio contrariar a tendência dos cronistas da sua época de apresentarem uma visão parcial da vida em sociedade, abordando, nos seus textos, os acontecimentos vividos pela classe que os sustentava: a Nobreza. Servindo-se da sua posição de tabelião da corte, investigou a Sociedade e criticou a Nobreza, o Clero e o Povo. Fernão Lopes detinha uma visão geral e a sua crítica era imparcial. As crónicas de Fernão Lopes são marcadas por um enredo com marcas literárias.

No século XIX, com o desenvolvimento da imprensa, crónica passou a fazer parte dos folhetins dos jornais, embora num espaço muito reduzido, em rodapé. Apareceu pela primeira vez em 1799, num jornal parisiense. Os textos comentavam de forma crítica, os acontecimentos decorridos durante a semana.

Com tempo, a crónica foi ganhando novas características e foi-se afirmando como texto jornalístico.


Crónica da Actualidade


Como texto jornalístico, a crónica, não deixando de se assumir como um texto que faz crítica social, toma como referência o presente, o quotidiano das populações, e não o passado, como faziam os primeiros cronistas. Portanto, a crónica assenta num facto real que, muitas vezes, é tomado como pretexto para desenvolvimento de uma crítica. É habitual que o discurso da crónica seja irónico. Outras vezes, as críticas são directas, desprovidas de ambiguidades.

Do ponto de vista linguístico, o cronista expressa as suas emoções, portanto, há predominância de marcas da primeira pessoa gramatical ou de outras marcas linguísticas com valor emotivo (exclamações, interrogações e interjeições).

A crónica da actualidade tem em vista a tomada de uma atitude futura, ou seja, exige a prática de uma acção futura. Na crónica, predomina, por isso, a função apelativa.

O discurso é elaborado e as frases têm uma elevada carga poética ao nível sonoro e figurativo, conferindo ao texto um cunho literário.


Tipos de Crónica


A crónica classifica-se quanto à sua natureza discursiva, em que ela pode ser:

  1. Descritiva, quando explora a caracterização de seres animados e inanimados: é viva como uma cultura, precisa como uma fotografia e dinâmica como um filme. Em suma, usa o discurso descritivo, descrevendo seres, ambientes ou situações com minúcia.

  2. Narrativa, quando o texto está comprometido com a narração de factos do quotidiano (banais, comuns). Muitas vezes essa narração usa personagens imaginárias, mas de carácter metafórico. As atitudes das personagens representam comportamentos reais. Frequentemente, essas personagens são personagens-tipo, pois representam grupos sociais. A narrativa pode ser feita na 1ª ou 3ª pessoa.

  3. Narrativa-descritiva, quando explora a caracterização de seres, descrevendo-os e, ao mesmo tempo, mostrando factos do quotidiano. Pode ser narrada na 1ª ou 3ª pessoa gramatical. É associação da crónica descritiva à narrativa.

  4. Dissertativa, quando apresenta uma opinião explícita, com argumentos mais sentimentalistas do que racionais. Pode ser exposta tanto na primeira pessoa do singular como na primeira pessoa do plural.

  5. Crónica lírica ou poética, caracterizada pela utilização de uma linguagem poética e figurada, essencialmente metafórica. A sonoridade e os jogos de palavras são acentuados.

  6. Crónica metalinguística, quando faz uma abordagem relativa ao próprio acto de escrever.

  7. Crónica reflexiva, quando é dominada por temas de índole política, religiosa e cultural, sobre os quais o cronista apresenta uma reflexão filosófica.

  8. Crónica Humorística, quando tem algo que chama atenção ao leitor assim como um pouco de humor. É sempre bom ter poucas personagens e apresentar tempo e espaços reduzidos, a linguagem é próxima do informal. Visão irónica ou cómica dos factos apresentados.

  9. Crónica Histórica é aquela que busca sempre relatar a realidade social, política cultural, avaliada pelo autor quase sempre com um tom de protesto ou de argumentação.

Evolução da Língua Portuguesa no Tempo


Do Indo-Europeu ao Latim

O estudo comparado de diversas línguas da Europa e Ásia levou os linguistas a pensar que estas terão derivado de uma língua comum: o indo-europeu. Com excepção do basco, todas as línguas oficiais dos países da Europa Ocidental pertencem a quatro ramos da família indo-europeia: o helénico (grego), o românico (português, italiano, francês e castelhano), o germânico (inglês e alemão) e o céltico (irlandês e gaélico). Um quinto ramo, o eslavo, engloba diversas línguas actuais da Europa Oriental.

Do ramo românico fazem parte as línguas que derivam do latim, uma das quais é a língua portuguesa.

Do Latim às Línguas Românicas

O latim era a língua falada no Lácio (região de Roma), que se propagou além-fronteiras com a romanização – processo de conquista territorial e dominação cultural efectuado pelos Romanos.

O latim apresentava diferentes variedades e registos linguísticos: o latim clássico e o latim vulgar. Foi esta última variedade que se expandiu com a romanização, pois era a língua utilizada pelos legionários, os soldados que participaram na expansão do Império Romano. Noutros locais, entrando em contacto com outras línguas e culturas, o latim sofreu modificações e diferenciações, originando primeiro os romanços e, depois, as línguas românicas ou novilatinas, constituídas pelas seguintes línguas: português, espanhol ou castelhano, italiano, francês, romeno, sardo e provençal.

A Influência de Outros Povos na Evolução da Língua


O substrato

  1. O substrato celta

Os povos que habitavam na Península Ibérica antes da romanização falavam outras línguas, sobretudo a Celta. Embora os povos vencidos tenham adoptado a língua dos vencedores (os Romanos), foram também transportados para o latim termos dessas línguas autóctones. O latim foi, assim, ganhando novas palavras oriundas da língua celta que se falava na Península Ibérica.

Exemplos de palavras de origem celta: camisa, carro, saia, carpinteiro, Lisboa, Coimbra, Évora.


Superstrato


  1. Superstrato Germânico

Por volta do século V d. C., os povos germânicos invadiram a Península Ibérica. Como possuíam uma cultura inferior, adoptaram a língua dos vencidos (o latim), mas introduziram-lhe palavras da sua língua.

Exemplos de palavras de origem germânica: guerra, arreio, bradar, galope, marchar, roubar, luva, orgulho, dardo, casa, raça, Afonso, Fernando, Gomes.



  1. O superstrato árabe

No século VIII, a Península sofreu uma nova invasão desta vez pelos Árabes. A presença árabe prolongou-se por vários séculos e, assim, muitas palavras de origem árabe entram na língua portuguesa (muitas delas iniciadas por al): álcool, alambique, alecrim, alfaiate, algarismo, armazém, azul, garrafa, fatia, oxalá, xadrez, xarope e muitas outras.

Do Português Arcaico ao Português Moderno


Português Arcaico (de fins do seculo XII ao seculo XVI)

Neste período, o Português evoluiu sem influências de outras línguas. Até meados do século XIV, esteve associado ao galego, originando o galego-português ou galaico-português.

Considera-se que o português nasceu oficialmente no século XIII, quando Dom Dinis legislou que todos os documentos fossem escritos em português.

Período Clássico (do século XVI ao século XVII)


Com a expansão marítima, nos séculos XV e XVI, a língua portuguesa passou a ser falada em muitas regiões de África, Ásia e América, tendo sido, nesta altura, enriquecida com vocábulos provenientes dessas culturas.

A partir do século XII, com a intensificação das relações comercias e culturais de Portugal com outos países europeus, vários termos de outras línguas foram adoptados pela língua portuguesa: são os estrangeirismos.


Período Moderno (do século XVII em diante)


Além da evolução sofrida pela língua portuguesa resultante do contacto com outras línguas, também a necessidade de nomear novos objectos e novas realidades vai dando origem à criação de novas palavras: os neologismos.

Evolução Fonética


Muitas palavras do português provêm do latim e resultam de transformações sofridas ao longo de séculos, quase sempre pela tendência de os falantes reduzirem o esforço ao pronunciar alguns sons.

Fenómeno

Exemplo

Queda

attonitu>tonito>tonto

plenum>pleno



Adição

humile>humilde

Permuta

semper>sempre

absente>ausente

stare>estar



Evolução Semântica


A evolução semântica consiste na alteração de significado de certas palavras, ao longo dos tempos.




Significado antigo

Significado actual

Barba

Queixo, rosto, mento

Camada pilosa que cobre partes do rosto

Calamidade

Vendaval que destruía colheitas

Desgraça de grandes proporções

Cara

Mais querida

Rosto

Desastre

Perda de um astro

Acidente, desastre, sinistro, fatalidade, fruto do azar

Ministro

Escravo, servidor

Cargo superior


O Português de África


A partir do contacto que o português teve com as línguas africanas, através da expansão levada a cabo pelo processo de colonização, a língua foi ganhando outras variedades que divergem da norma portuguesa de maneira mais ou menos acentuada quanto à pronúncia, à gramática e ao vocabulário. Contudo, tal diferenciação não é suficiente para impedir a comunicabilidade entre os falantes, nem a superioridade de uma variedade em detrimento de outra.

Em certos casos, o português entrando em contacto com algumas línguas de África, deu origem aos crioulos – línguas originadas a partir de aglutinação de outras, são casos de crioulos de Cabo Verde e da Guiné.


O Português de Moçambique


Moçambique é um país que apresenta um panorama linguístico bastante diversificado. Falam-se várias línguas derivadas da antiga língua Bantu, algumas das quais são: kimwani, shi-makonde, ci-yao, cinyanja, e-makhua, e-chuabo, ci-nyuengue, ci-sena, gitonga, ci-balke, ci-shna, ci-copi, xi-ronga, xitswa, xi-xangana e vários outros dialectos destas línguas.

O português é a língua oficial do país, eleita após a Independência Nacional. Naturalmente, este é influenciado pelas línguas nativas e pelas suas variedades dialectais, distribuídas por diferentes espaços físicos do País, por isso, é legítimo falar-se de falares locais do português em Moçambique. Assim, os Macuas por exemplo, irão expressar-se em português diferentemente dos Senas, dos Nyuegues ou dos Ndaus, no que respeita a vários aspectos da gramática.


Especificidades do Português de Moçambique


As diferenças entre o português-padrão e o português falado em Moçambique são visíveis a vários níveis:

  • Classe lexical (pronomes, artigos e preposições)

Exs: O meu pai agarrou ele (agarrou-o)

Tinha cortado cabelos (cortado os cabelos)



  • Concordância (numero, género, pessoa, tempo, modo e voz)

Exs: Os donos da mala viu (viram)

Esta senhora é amigo (amiga)



  • Tipo de estrutura sintáctica (subordinação e coordenação)

Exs: Para que as coisas crescer melhor (cresçam)

Chegou a dizer que não tens vergonha (que ele não tinha vergonha)



  • Escolha lexical dos verbos, nomes e adjectivos

Ex: Indivíduos passageiros (que estão de passagem)

  • Semântica (atribuição de novo significado a palavras do português)

Ex: Chegaram as estruturas (responsáveis do Governo)

  • Casos como: calamidade = roupas de segunda mão, pasta = mala (saco) de mão, situação = problema, crise = guerra.

  • Ordem sintáctica

Ex: Eu estou cada vez mais a pintar (estou a pintar cada vez mais)

  • Concordância nominal e verbal

Ex.: Os seminaristas tinha… (tinham)

  • Regência verbal

Exs: Despediu os pais à saída (despediu-se dos)

Nem ler e escrever não sabem (nem ler e escrever sabem)


Léxico-Sintaxe


  • Casos de verbos que exigem uma determinada preposição verbal (regência verbal)

Exs: Eu concordo disso (com isso).

Eu tinha de ir participar um concurso na Suécia (num).

Ensina os pais a respeitar aos pais (os).

Não tem amor os filhos (aos).

Tem de passar da cidade (na).

Fico admirado naquilo que estou a ver (com aquilo).

Foi na altura que eu separei com os amigos (dos).

Os alunos também abusam a eles (deles).

Saí nas forças armadas (das).

Era muito mimado com os pais (pelos).

Tenta trabalhar fim-de-semana (no fim-de-semana).

Conclusão


No fim do presente trabalho, conclui-se que, os Textos Jornalísticos são textos que têm como veículo ou meio de transmissão os jornais, revistas, a televisão, a radio a internet, entre outros, em que inclui uma diversa gama de géneros, mas que nesse trabalho, destacou-se mais da Reportagem e da Crónica, em que este primeiro, é texto jornalístico oral ou escrito, baseado no testemunho directo dos factos e em histórias vividas pelas pessoas, e o segundo e o, último é um texto que tem como ponto de partida o relato de acontecimentos do quotidiano sobre os quais o autor apresenta a sua interpretação e exprime suas emoções. Não só, abordou-se também da evolução da língua portuguesa, do português africano e do português moçambicano, onde foi se perceber que a língua portuguesa, ao longo da sua evolução, compreendeu várias etapas, em que só nos finais do século XII-XVI ela não teve a influência de outras línguas, depois daí, com a expansão marítima, ela começou a ser falada em muitas regiões do mundo, tendo tido assim, a influência de muitos povos de várias regiões diferentes do mundo.

Além do tema citado, o trabalho foi organizado de acordo com as normas vigentes na elaboração dum trabalho para fornecer ao leitor a compreensão da investigação.


Bibliografia


MACIE, Filipe Virgílio, Pré-Universitário – Português 11; Maputo – Longman Moçambique.

MUHATE, Simão Alberto, et al, Regras de Comunicação – Língua Portuguesa – 7ª Classe, Maputo – 2004 – Longman Moçambique, Lda.

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