Introdução "Eu creio no Deus que fez os homens e não no Deus que os homens fizeram."



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Antropogênese: Ensinamentos Teosóficos a Respeito da Origem do Homem

Introdução

"Eu creio no Deus que fez os homens
e não no Deus que os homens fizeram."

Allfonso Karr

Estamos no ano de 2.000; o mundo não acabou e a vida, como sempre, continua. Mas uma dúvida de tempos em tempos nos abate: "Por que continua?"; aliás, "Por que começou?" e "Como terá sido este começo?".

Impulsionado por esta dúvida, os atuais cientistas racionalistas, tem encontrado respostas parciais, que não satisfezem a "curiosidade" humana. Os religiosos, responsabilizam Deus (ele está em segundo lugar dentre os Seres que o homem põe culpa por seus atos; o primeiro é o Diabo). Os ufologos dizem que estamos vivendo uma experiência controlada por extraterrenos. O motivo pelo qual talvez nunca as encontremos é que sempre nos exteriorizamos, ao invés de interiorizar, ou seja buscamos respostas fora e não dentro de nós.

Levando isso em consideração, vamos pegar nossa máquina do tempo (mente) e enviá-la para desbravar os mistérios da origem contidos no universo do nosso corpo.




O Criador

"A Divindade é um círculo cujo núcleo,
está em toda parte e a circunferência,
em lugar nenhum."

H. P. Blavatsky

Antes de entrar na discussão sobre Cosmogênese e Antropogênese, deve-se primeiro meditar sobre este magnífico "maestro cósmico", que com exímio conhecimento do Todo, rege esta maravilhosa orquestra sinfônica perfeitamente afinada, da qual fazemos parte como meras notas musicais da melodia, almejando um dia tornarmo-nos instrumentos ou, quem sabe, um músico pertencente à esta gloriosa e harmônica orquestra.


Em primeiro ponto, devemos ter consciência que esta Consciência Cósmica, que facilmente conseguimos denominar (Deus, Jeová, Alá, Brahmã, El-Shadai, Olorum, etc.), encontra-se fora da nossa capacidade de compreensão, da mesma forma que nós nos encontramos fora do alcance de compreensão de nossas células.

Não sabemos como é sua forma, planos e direção; mas segundo a Sabedoria Iniciática das Idades, Ele está em nós, habitando-nos, como a todas as coisas a nossa volta e que, em grossa analogia, somos apenas um punhado de células pertencente a um órgão específico em seu corpo. Para nós; infinito corpo.

Apesar, de nos encontrarmos longe de compreendê-lo completamente; conseguimos hoje, graças ao trabalho árduo de alguns irmãos mais adiantados que pesquisaram incessantemente este vasto universo, e chegaram a compreensão de que somos vibrações emanadas por Este ser, encontrando-nos encaixados dentro de um nível vibratório de consciência, com repercussão em outros níveis, ou dimensões, aonde não conseguimos manter plena consciência, apesar de sabermos sobre a sua existência.

Na vibração primordial, de onde tudo surgiu, nós fomos criados e atravessando os planos de existência fomos formando nossos veículos; mentalmente, astralmente, etéricamente e fisicamente. E apesar de nossas consciências estarem fixadas no plano físico, existimos nos planos etéricos, astrais, mentais, etc. Como veremos adiante.

O mais importante que devemos compreender e aprender a respeito deste Ser ilimitado, do qual nos originamos, é que este Supremo-Deva está em toda parte e em todos os seres viventes; devemos respeitá-lo, honrá-lo e aprendermos com ele, não só no Seu aspecto divino (o que a maioria dos religiosos procura fazer), mas também no seu aspecto microcósmico, como uma floresta, um animal, uma criança, um vizinho chato, um patrão insuportável, etc.; pois todos são reflexos, parcelas, raios originados deste mesmo Ser.

E, muitas das vezes, devemos até mesmo "auxiliá-lo" em seu processo evolutivo, quando manifesta-se sob o aspecto de um enfermo, ou um mendigo com fome e frio, pois não devemos jamais esquecer as palavras das Sagradas Escrituras Cristãs: "Devemos amar a Deus, sobre todas as coisas." A qual acrescentamos humildemente: porém, não nos esquecendo que todas as coisas são este único Deus.


A Criação

"O Universo é um pensamento de Deus."
Paracelso

Após esta breve meditação sobre a Divindade e o que realmente importa sabermos Dela, vamos nos ater a discussão sobre a origem do Universo. Como se originou esta complexa mandala, da qual nós fazemos parte? Os povos da antigüidade conseguiam descrever este processo detalhadamente fazendo uso de símbolos e alegorias, que foram perdendo seu real significado através dos tempos, ficando incompreensíveis para o "Homem Moderno" (moderno, porém, nem por isto mais sábio), que fez uso da Ciência para elucidar suas dúvidas; e que, reconhecidamente, obteve grandes avanços, mas ao se limitar ao Racionalismo Pragmático e Preconceituoso os "sábios" cientistas da modernidade encontraram uma barreira intransponível a suas indagações. Tudo se originou de uma nebulosa ígnea, a qual concentra em seu núcleo um corpo energético e incandescente que se move sobre o próprio eixo, desprendendo de si mesmo corpos celestes, que passam a girar em torno deste sol central em função de suas forças antagônicas: a centrífuga e a centrípeta. Ao serem defrontados pela pergunta óbvia que é de onde surgiu a nebulosa? –responderam de forma tão alegórica quanto as religiões do passado, rechaçadas por eles "Geração Espontânea". E com esta resposta, ao invés de por um ponto final as dúvidas; fizeram com que a humanidade continuasse a buscar uma resposta que lhe saciasse.

Como consideramos essa resposta insatisfatória, buscamos socorro nas sábias palavras de Hermes Trimegisto que afirmou: "O que está embaixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está embaixo."

Para que possamos compreender melhor tal afirmação vamos fazer uma analogia entre o Universo exterior, complexo, super-povoado e em eterna transformação, e o Universo interior, que vai desde a superfície de nosso corpo físico, até as entranhas de nossa mente, igualmente complexo, super-povoado e em eterna transformação. Conscientizemos de que somos formados por seres vivos, nossas células em conjunto, promovem a realização do trabalho de um orgão, que objetivando a harmonia do corpo ao interagir com outros orgãos , compondo um sistema, sistema esse que tem seu papel fundamental dentro da estrutura harmônica do corpo. Tudo devidamente interligado, integrado e interdependente.

Apesar de termos consciência da existência deste complexo sistema, não vivemos em função da realização particular de uma única célula, vivemos, isto sim, buscando, salvo casos patológicos, o bem estar geral de nosso corpo.

E o que acontece, caso um orgão passe a não funcionar da forma devida, prejudicando assim o bem-estar de todo sistema? Tomamos algum medicamento buscando restaurar a harmonia , este remédio, vai agir sobre aqueles que provocam a desarmonia.

Podemos aqui, Ter uma primeira impressão de como age a Lei do Karma, principalmente se levarmos em consideração, qual a atitude, algumas vezes drástica, que somos forçados a adotar, quando uma célula, ou um conjunto de células, ameaça destruir a harmonia do organismo inteiro? Extraímos este nódulo, antes que se torne um câncer e se enraíze.

Todos nós temos conhecimento de que nosso corpo é composto, além do físico, por energia, sensações e mente; mas do ponto de vista puramente biológico, antes de chegarmos a compor este complexo organismo, em que nos encontramos, éramos mais simples. Apenas um óvulo e um espermatozóide que se uniram e deram origem a uma terceira coisa, uma célula-ovo.

Esta célula-ovo começou a se multiplicar em vários níveis e em complexos sistemas harmonizados , que acabaram por dar origem a um feto, envolvido na escuridão do útero materno pelo líquido amniótico, até o momento do nascimento, quando o novo ser humano, sai do corpo da mãe e vai ao encontro da luz, enquanto emite seu choro, abrindo os pulmões, pronúncia o Verbo e dando início a vida.

Não é mera coincidência, se encontraram alguma semelhança com a passagem bíblica do livro de Gênese, que diz: "E a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E Deus passou a dizer: "Venha a haver luz". Então veio a haver luz".

Esta é a gênese que se processa, a todo instante no mundo inteiro, a qual nos encontramos cegos, demais para perceber, pois buscamos explicações complexas, quando na verdade as grandes respostas são simples e evidentes, desdobrando-se diante de nossos olhos.

Agora, se tomarmos este conceito e o aumentarmos em proporções macrocósmicas, encontraremos o mesmo processo.

Partimos, assim, na impossibilidade de o fazermos doutro modo, de uma Noite de Brahmã, onde tudo estava adormecido, num estado chamado pelos hindus de Pralaya.

Esse vastíssimo espaço de tempo (4.320.000.000 de anos terrestres) é o período de repouso após um Dia de Brahmã (Manvantara), período de manifestação, que têm a mesma duração. Essas fazes de atividade (Manvantara) e de repouso absoluto (Pralaya) correspondem, analógicamente, ao ritmo da respiração, aos estados de vigília e sono, aos ciclos da natureza e aos ritmo de fluxo e refluxo, peculiar a toda a Criação.

Assim, podemos ver que a célula-ovo,é o equivalente microcósmico, do Ovo Cósmico, o protótipo macrocósmico, o Caos, ou o Abismo Bíblico. "O Cosmo; diz Blavatsky; como natureza receptora, é um ovo fecundado que, entretanto, permanece imaculado; que não tem limites e deve por isso ser representado por uma esfera." Nesse Ovo Virginal temos a essência pura de tudo - a Substância contendo os modelos, os protótipos de uma futura existência no mundo das formas; no ovo microcósmico, a essência diversificada (DNA) - a matéria conveniente a cada espécie e gênero.

Assim, tudo está em absoluto repouso na Noite Cósmica, nesse Grande Nada, nesse Grande Silêncio, que é o Grande Todo; os arquétipos guardados no Selo do Criador, formam um conjunto harmônico, a existência real em potencial, em essência, animada pelo Espírito da Divindade.

Dessa forma, a futura Criação em potencial é despertada para a manifestação da Substância no plano da Matéria, sucessivamente nos níveis mental, astral, etérico, e físico tangível, pelo Verbo Criador. Esse Verbo, o Fiat Lux, é a manifestação da Vontade, do Poder do Criador. O conjunto começa, então, a vibrar no plano mental, produzindo o Som, o poderoso OM; toma cor e forma sutil no plano astral e, finalmente, forma tangível, corpo físico, no plano das três dimensões.

Embora, o Verbo Criador, seja a lei já milenarmente conhecida, aplicada e verificada pelos teósofos, podemos hoje, através do salutar uso da ciência e da filosofia, estudar e compreender-lhes os efeitos. Ai então, não teremos apenas, a crença no poder da Palavra mas, também a absoluta e consciente convicção nesse formidável poder.

Os cientistas e filósofos ocidentais repetem uma lei psicológica muito velha e por nós muito conhecida: "Toda idéia tende a realizar-se".

Considerando isso, compreendemos que somos idéias da Divindade em realização.



A Criatura

"Tudo o que existe é um belo hieróglifo...
Cada corpo é um símbolo de uma força sutil e invisível,
análoga a ele, a qual vive, assim como o Sol vive diluído
e imperecível dentro da água que o contém."

Dr. Krumm-Hener

O Surgimento do Homem, não foi tão rápido e instântaneo como se descreve nos mitos da Antigüidade; houve, com certeza, uma sucessão de fatos, que de um único e simples ser, derivou no tão vasto e complexo ecossistema em que nos encontramos atualmente.

Tomando como ponto de partida, o momento da gênese cósmica, com a expiração divina iniciada no início do Dia Cósmico, as Mônadas, ou centelhas divinas, o primeiro elemento vital espiritual, na sua primeira crucificação na matéria, (ou na sua vida material simbolizada pela cruz), primeiro através da auto-plasmação no meio mental por meio de vibrações sonoras; depois, atraídas para o plano vibratório astral, onde toma uma primeira forma (a forma-pensamento). Estas formas astrais, por sua vez, são irresistivelmente atraídas para o meio tridimensional, onde hoje habitamos, ai então adquirem pela primeira vez, forma propriamente material, passando pelos estados da matéria, do mais sutil (etérico) ao mais denso (físico).

Uma pergunta, que com certeza faremos diante do exposto é: Qual o objetivo da Mônada, ou da centelha divina, neste seu processo de materialização?

A resposta apresentada pelos ensinamentos teosóficos é que ela assim o faz para : "Tomar consciência da matéria e de suas características ilusórias, de dentro para fora, mediante experiências em meio as três dimensões, dentro das várias formas, que ela, a Mônada, como um peregrino utiliza como um barco para atravessar o oceano. Compete, pois, a este Peregrino, desenvolver e aperfeiçoar seu barco no Oceano da Vida até um ponto da evolução que permitirá sua plena expressão nos três mundos.

No reino mineral, esse ponto é a cristalização, foi alcançado com uma grande luta da qual, a Mônada retêm a consciência, através da memória da Alma Grupo da espécie, que guarda os ensinamentos das experiências neste reino.

O mineral, então, tem que formar um corpo ou veículo etérico que lhe dará os elementos e recursos necessários à vida e, por intermédio da Alma Grupo, receberá o instinto, também essencial ao seu progresso. Evoluindo através de milênios no seu próprio meio, atinge o máximo grau de evolução mineral na cristalização relativa a espécie. No diamante, por exemplo, que sabemos ser carbono puro, sendo ele mesmo, o apogeu da evolução do carbono. O brilhante que daí resulta, já não pertence a evolução do carbono - é um produto do trabalho humano: a lapidação.

Como a natureza nunca da saltos, será necessário que o primeiro elemento vegetal que surgiu do esforço evolutivo do reino mineral, muito contenha ainda de mineral; isto é, um traço biológico entre o reino mineral e o vegetal.

A evolução vegetal é análoga à mineral: assim, como um mineral evolui sempre para a mesma forma de cristalização, toda planta cresce sempre com as mesmas características que a fazem distinguir-se muito de outras.

No reino vegetal porém, o campo de evolução de experiência é muito mais vasto do que o mineral, pois aí tem a Mônada que fazer experiências em uma imensa variedade de espécies, cada qual com várias características diferentes. Essas experiências se fixam também na memória da Alma Grupo, porém mais refinada que a memória mineral, que consequentemente, dará ao vegetal, uma memória especial, que é o verdadeiro germe do instinto.

O mineral dispunha somente de uma forma externa densa e de um primeiro veículo (corpo) etérico. O vegetal, além de um corpo etérico elementar muito mais desenvolvido, possui já um traço do corpo astral. Por isso, o mineral não tem um certo grau de sensibilidade, ao passo que o vegetal, em algumas espécies, já manifesta claramente uma certa sensibilidade.

Após milênios de experiências através das formas vegetais, torna-se a Mônada capaz de modelar um corpo animal, corpo este que num primeiro momento, ainda participa dos dois reinos, em uma forma vegeto-animal; este corpo deverá ser o elemento de transição na passagem de um para o outro.

Vemos dessa forma, que a experiência evolutiva da Mônada vem se acumulando, através de bilhões de anos, até nossos dias.

Na sua milenar peregrinação pelos reinos mineral e vegetal em busca de consciência através da evolução dos veículos que foi ocupando, a Mônada adquiriu, experiências suficientes para, agora, passar do desejo inconsciente, para a semi-consciência, que permitirá expressar sua vontade (faculdade divina) e cada vez mais, através da evolução, se afastar do desejo, que é um atributo animal.

O corpo físico (veículo ou instrumento de ação no meio correspondente), embora já tenha alcançado muito grande progresso, está ainda um pouco longe de satisfazer às condições para isso requeridas. O cérebro ainda não está preparada para receber as vibrações de uma oitava mais elevada; esse corpo ainda não se pode deslocar e manter-se à vontade em posição ereta, como é essencial.

Apesar de na natureza, a forma, que mais se assemelha à atual forma humana ser a do macaco, e somente no seu mais elevado grau de evolução (gorilas, orangotango e chimpanzés) encontramos o corpo símio já sem rabo, podendo, então, manter-se de pé e deslocar-se em atitude física ereta. O que faz dele um forte candidato a ser o elemento ligação, o elemento de transição encontrado na Criação entre o reino animal e o veículo humano. Mas, no processo de evolução biológica o veículo hoje ocupado pelos seres humanos derivou de um ancestral comum do homem e do macaco.

Porém, a passagem da Mônada, da Centelha Espiritual para o gênero humano, não veio através do corpo do macaco, apesar de ser este o veículo mais parecido com o corpo físico do homem, mas sim, de outros animais, principalmente, os domésticos; como por exemplo: cão, cavalo, elefante, foca, que já são capazes de certos atos de inteligência e em dadas ocasiões, se emocionarem, dando, assim, soberbas provas de dedicação as pessoas as quais se acham ligadas por um longo tempo de convívio.

Evoluindo através do reinos mineral, vegetal e por fim saindo do reino animal a Mônada penetrou no reino hominal, onde reiniciou sua jornada através dos sete estados de consciência, chamados de sete Raças-Raízes.


A Criatura-Criadora



"...e há sete lâmpadas de fogo acesas diante do trono,
e estas significam os sete espíritos de Deus."

Revelação à João

A Sabedoria Antiga considera a evolução do homem através de sete grandes Raças-Raízes e suas respectivas sub-raças.

Vale colocar, que do ponto de vista teosófico, raça em relação a humanidade, não se refere a estrutura biológica, mas a estado de consciência.

Em cada um dos períodos cósmicos em que a Mônada evolui, adquire ela veículos inferiores ou corpos adequados aos ambientes em que terá existência. Em cada um desses períodos passará por uma fase humana, dotada de um nível de consciência específico, denominada Raça.

Das sete grandes Raças, são conhecidas as denominações de apenas cinco: Adâmica,, Hiperbórea, Lemuriana, Atlante e Ariana.

Vamos então, ater-nos exclusivamente às definições dos períodos e estados de consciência em visão geral, apenas das Raças Raízes.



Adâmica: (Saturno)
O futuro Homem se denvolve no Continente Polar, por isso essa raça é também chamada de raça polar. Adão ( admah que em hebraico significa barro), esse termo refere-se a um nome coletivo. Segundo a bíblia, deus fez o homem de barro; isto é, deu-lhe um corpo de matéria física, um corpo etérico, mineral. Nessa raça, os seres são espirituais internamente, mas externamente, apresentam o aspecto de blocos fluídicos filamentosos a flutuar ao acaso numa atmosfera densa, possuindo aparência assemelha-se a águas-vivas. Esses seres da Raça Polar viviam num estado de inconsciência absoluta; e embora, ainda esteja milhões de anos distante do atual estado de consciência humano, é ele denominado homem, apenas por ser a Mônada Humana, que lhe anima a evolução.

Hiperbórea: (Solar)
A Terra passa a receber muito mais energia solar. O ser, por sua vez, também adquire grande desenvolvimento no corpo etérico que recebe do Sol a vitalidade (o prâna dos Hindus) e a transmite aos corpos físicos dos vegetais e animais. A consciência se amplia em todos os planos espirituais. O veículo utilizado muda, e o corpo (fluídico), agora ocupado pelo homem, é monstruosamente gigantesco e dotado de um único olho na testa, orgão específico, não da vista, mas da intuição ou visão espiritual. Nossa atual glândula pineal é a atrofia desse olho central. Como nessa raça os seres são andróginos, a reprodução se dá por bipartição, o tipo de reprodução ainda utilizada pelas células e pelas amebas. Encontram-se entre as formas que o homem utiliza nesta época, algumas quase animais, outras já se aproximando da humana. Apresenta-se nesta Segunda Raça as primeiras manifestações da inteligência.

Lemuriana: (Lunar)
A Terra perde calor. O continente lemúriano torna-se mais propício ao progresso do ser humano que adquire grande desenvolvimento no corpo astral. Ele deixa a fase vegetativa da vida e entra na fase animal. Na Quarta sub-raça da Terceira Raça-Raiz se realiza o advento da separação dos sexos (fato que deu origem ao simbolismo hebraico da Costela de Adão, da qual se serviu o Criador para criar Eva). Com a separação dos sexos passou a se processar uma maior evolução no plano físico, porém, perdeu o homem a consciência do mundo espiritual. Começa, assim a afastar-se do Paraíso (Caminho para Ísis). Os restos desta raça, ou desse estado de consciência, ainda influenciam muito o comportamento dos nativos da Etiópia, Austrália, Groelândia e da Ilha de Madagascar.

Atlante: (Marte-Terra)
O Continente Atlante, é ainda mais propícia à vida na carne, no plano físico. Pois, após Ter adquirido na Raça anterior a individualidade sexual, agora, está o homem em condições de adquirir a Mente. Agora, como conseguiu o Homem adquirir este poder?

Segundo a Doutrina Secreta, foram os chamados Senhores da Mente; os Portadores da Luz os responsáveis por isto. Este espíritos chamados simbolicamente de Anjos Caídos; não por terem sido anjos que, após imensa luta com os anjos fiéis a Deus, deles se separaram. São eles, isto sim, emanações psíquicas (caídos) de Deus sobre o homem, que por isso mesmo transmitiram-nos o Fogo Divino do Pensamento. Estes Espíritos Luciféricos ou simplesmente Lúcifer (Espírito portador da Luz e não o diabo ou Espírito das Trevas), insinua-se (como uma serpente no plano físico) na alma de Eva (o ser feminino tem maior imaginação e é mais fácil de sugestionar que os homens), à qual diz a tradição bíblica, convida o homem a provar a fruta da árvore do conhecimento do Bem e do Mal, simbolizada na maçã: "Mas, Deus sabe que, no dia em que comeres desse fruto, teus olhos serão abertos e ficará conhecendo o Bem e o Mal."

O Homem (Adão e Eva - a Humanidade) desejoso de conhecimento (empuxo da força evolutiva) comeu a maçã (que partida ao meio, perpendicularmente ao eixo, nos mostra uma estrela de cinco pontas - o pentagrama, símbolo do conhecimento que não é nem Bem, nem Mal), adquiriu, então dessa forma, esse conhecimento que não é nem Bem, nem Mal, dependendo tudo somente do seu modo de emprego.

Passou, assim o ser humano, à semelhança do Criador do Universo, a também criar com o pensamento, assumindo fatalmente a responsabilidade deste ato.

Este conceito da conquista da mente pelos Atlantes é ilustrado com outros símbolos tão vastos quanto o aqui apresentado, como é o caso do mito de Prometeu acorrentado e da Caixa de Pandora, entre outros.

Ariana: (Mercúrio)
O quinto estado de consciência desenvolvido pela humanidade, chamado de Quinta Raça-Raiz, derivou da sub-raça semítica-atlante, e chamado na tradição teosófica de Raça Ariana. A palavra Aria, que lhe serve de radical, significa "santo"; designa aquele que está no caminho da espiritualidade.

A Quinta Raça-Raiz já existe há dezoito milhões de anos, bem como a tradição iniciática que faz menção a mesma. Porém, algumas pessoas inescrupulosas, verdadeiros magos negros, utilizaram preconceituosamente, o nome desta raça, para fins políticos, tratando os seres humanos como se trata animais, tentando estabelecer uma classificação biológica.

Toda a humanidade atual, negros, brancos, amarelos, vermelhos, enfim todos os homens não importando a etnia, fazem parte da Raça Ariana, pois como já dissemos o termo raça para teosofia, quando diz respeito a seres humanos, refere-se a estado de consciência, pois somente animais podem ser classificados biológicamente. Hoje toda a humanidade partilha potencialmente do mesmo estado de consciência.

Feito este esclarecimento, voltemos ao assunto principal. É no começo do desenvolvimento da Raça Ariana que se dá o cataclismo do dilúvio Universal; isto é, a submersão do Continente Atlântico. Essa submersão produzida pela separação da América, da Europa e da África, não extinguiu todas as formas viventes. Grupos de raças e espécies sobreviveram como sementes; simbolicamente representados na Bíblia como a Arca de Nóe, com seus descendentes: Sem, Cã e Jafet, que são os pais da Quinta Raça Raiz, a Raça Ariana, da qual fazemos parte. Esta raça tem como principal objetivo desenvolver a sua espiritualidade, já que o Homem é dotado de um elemento divino conquistado na raça anterior: o Pensamento.

A esta Raça sucederão as, Sexta e Sétima Raças-Raízes, com as suas respectivas sub-raças. Segundo os ensinamentos dos Mahatmas que vêm orientando do plano espiritual, nossa evolução, a Sexta sub-raça começou a formar-se na América do Norte e a sétima sub-raça Ariana está se formando na América do Sul, pois segundo descreve, a força do Rigor e do Amor passarão do Oriente para o Ocidente. E como sempre estes arquétipos cósmicos, foram representados na face da terra por duas nações (Egito e Índia, Grécia e Roma, Inglaterra e Portugal) o mesmo se dará atualmente, com os Estados Unidos e o Brasil.

O mais importante fato a que devemos atentar, é que a Mônada peregrinou de um estado de inconsciência absoluta, sucessivamente através dos estados de sono sem sonho, sono com sonho, vigília inconsciente até o atual estado de vigília consciente no perfeito ou melhor, acabado ser humano na forma carnal.




A Conclusão

A Sociedade de Estudos Teosóficos é uma escola iniciática formada por livres pensadores, sendo assim, as idéias aqui apresentadas podem ser aceitas e aprofundadas através de estudos particulares, ou até mesmo rechaçadas em prol de um conceito que responda melhor aos nossos anseios pessoais. Mas, o mais importante a ressaltar, após este estudo, de conceitos antropogênicos, que podem parecer absurdamente loucos para uns, fazendo porém, parte de idéias comuns à outros, é que a tese evolutiva apresentada pela teosofia, que aqui foi abordada superficialmente, é uma resposta que merece ser considerada, pois vem sendo estudada e corroborada através dos séculos, por seres que merecem respeito por suas realizações espirituais e intelectuais, e como tantas outras ela diz respeito aos profundos questionamentos do homem através dos séculos, sobre a Divindade, sua origem, seu desenvolvimento, seu "destino".

E quem sabe se realmente nós nos aprofundarmos nos mistérios de nossa natureza interna... encontraremos uma resposta mais complexa, ou mais simples; mais verdadeira, ou mais ilusória; que fale mais à nossa razão, ou à nossa alma?

Talvez, neste dia de satisfação plena e universal do Ser, ele retire o véu de Ísis e encontre a verdade sobre sí próprio.


"Sois Deuses e esquecestes disto."
H.P.B




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