Introdução pag. 4 África Subsariana



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Permanência

de focos


de tensão

em regiões

periféricas


Escola Secundária Pluricurricular de Santa Maria Maior_

Permanência de focos de tensão

em regiões periféricas

Índice
Introdução ………………………………………………………………………………………………………………………. pag. 4



África Subsariana …………………………………………………………………………………………………………………pag. 5
- Factos e causas ………………………………………………………………………………………………………pag. 5

- Problemas mais alarmantes ………………………………………………………………………………… pag. 7

- Permanência de conflitos ……………………………………………………………………………………… pag. 8

- O caso do Burundi ……………………………………………………………………………………………………pag. 9

- Instabilidade política ……………………………………………………………………………………………….pag. 10

- Etnias e Estados ……………………………………………………………………………………………………….pag. 11



América Latina ……………………………………………………………………………………………………………………….. pag. 14
- As ditaduras …………………………………………………………………………………………………………… pag. 14

- Descolagem contida e endividamento externo ………………………………………………… pag. 15

- As assimetrias ………………………………………………………………………………………………………… pag. 16

- O caso do Brasil ……………………………………………………………………………………………………. pag. 17

- O exemplo do México ………………………………………………………………………………………….. pag. 21

- A Colômbia …………………………………………………………………………………………………………… pag. 23

Ditaduras e movimentos de guerrilha ……………………………………………………………… pag. 25

Médio Oriente ……………………………………………………………………………………………………………………….
- O islamismo …………………………………………………………………………………………………………. pag. 26

- O conflito israelo-árabe …………………………………………………………………………………. pag. 29



Balcãs ………………………………………………………………………………………………………………………………………

- A desintegração da Jugoslávia ………………………………………………………………………. pag. 33

- O problema do Kosovo ……………………………………………………………………………………… pag. 35

- A prisão de Milosevic ………………………………………………………………………………………. pag. 36

- Nacionalismos, separatismos e terrorismo ………………………………………………. pag. 38
Conclusão ……………………………………………………………………………………………………………………… pag. 39

Introdução

O fim da Guerra-fria, ao contrário do que seria de esperar, não trouxe paz e fraternidade ao mundo. Na última década do século XX a fome, doenças, o crescimento dos nacionalismos e os confrontos político-religiosos aumentaram, continuando a ensombrar o mundo e, de um modo mais forte, as regiões mais desfavorecidas.

Ao longo deste trabalho vamos expor a dramática situação que viveram, e continuam a viver, as regiões da África Subsariana, a América Latina, bem como o Médio Oriente e os Balcãs, por serem as regiões mais desfavorecidas do planeta.

África Subsariana


A África Subsariana fez parte do vasto grupo de países que mergulhou ainda mais na miséria. Por África Subsariana entende-se o conjunto de países que se situam entre o deserto do Sara e as fronteiras da África do Sul. É uma região, que em pleno século XXI, ainda enfrenta problemas que nos remetem para o seu passado de colonização e que são os mais difíceis do mundo.


Região à beira de uma crise
A maioria dos 59 países identificados no Relatório do Desenvolvimento Humano 2003 como países “prioritários”, que necessitam de ajuda urgente, fica situada na África Subsariana: são 38 em 59. Esta é a única região que não alcançará os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015, a manterem-se as atuais tendências. Não só o quadro atual é sombrio como, em muitos casos, as coisas estão a piorar.

Factos





  • Metade da população vive com menos de 1 dólar por dia.

  • Uma em cada três crianças não conclui os estudos.

  • Uma em cada seis crianças morre antes dos cinco anos.

  • A taxa de pobreza aumentou ao longo da década de 1990, o que significou que o número de pobres sofreu um aumento de 74 milhões de pessoas.

  • O VIH/SIDA causa uma perda impressionante em termos de esperança de vida, em toda a região, onde este indicador baixou mais de 20 anos em países como o Zimbabwe, o Botsuana, a Suazilândia e o Lesoto.

  • A ajuda per capita à África Subsariana conheceu efetivamente uma diminuição de 1/3 na década de 1990.


Causas:



  • Esta região tem mais países sem litoral e com pequenas populações do que qualquer outra. Isto impede o crescimento, ao tornar as exportações caras e limitar os incentivos ao investimento direto estrangeiro.

  • O peso da doença é maior do que em qualquer outra região, especialmente o da malária e do VIH/SIDA. Dos 42 milhões de pessoas que vivem com o VIH/SIDA, três quartos do total vivem na África Subsariana.

  • Uma menor produtividade agrícola, devido, em grande medida, a uma reduzida fertilidade dos solos em alguns países, ao elevado custos dos adubos, a uma reduzida utilização da irrigação, etc.

  • O crescimento acelerado da população o que abafa as pequenas melhorias na escolaridade e nos cuidados de saúde pois aumenta a dependência do estrangeiro em alimentos e bens manufaturados.

  • As enormes dividas externas dos estados africanos. Obtiveram empréstimos junto das potências ocidentais e dos seus organismos, como o FMI e Banco Mundial, o que originou um ciclo vicioso de juros e novos empréstimos.

  • A dificuldade em canalizar investimentos externos e a diminuição das ajudas internacionais. Após a Guerra-fria os países desenvolvidos já não tinham mais interesse em aliciar os países africanos e, por isso, diminuíram os programas de ajuda.

  • A deterioração do valor d0s produtos africanos. O abaixamento dos preços das matérias-primas reduziu a entrada de divisas e piorou a disparidade entre importações e exportações. Estima-se que a descida destes preços tenha provocado uma perda anual de 15 450 milhões de dólares, entre 1973 e 1983. Nos anos 90, este numero subiu para 38 200 milhões.

Problemas mais alarmantes:

Fome:
A fome, na África Subsariana, é extrema. O atraso tecnológico, a desertificação de vastas zonas agrícolas e, sobretudo, a guerra são responsáveis pela situação crónica dos africanos.

A crise alimentar é o problema mais difícil. Em 2000, cerca de 200 milhões de africanos, um terço da população, dorme com fome e 31 milhões de crianças com menos de 5 anos sofrem de subnutrição.

Fortalecer a agricultura é fundamental para assim se atacar a fome. Ao proporcionar às famílias rurais (dois terços da população do continente) oportunidades para produzir mais para o seu próprio consumo ou obterem mais rendimentos, os países estão a lançar as bases para combater a fome de modo mais sustentável.
Sida:
A peste chegou sob a forma de sida e esta tem devastado o continente. Em 2002, quase três quartos dos 42 milhões de infetados viviam na África. Esta doença fez com que a esperança média de vida regredisse 24 a 33 anos no Botswana, Suazilândia e Zimbabwe.

A África Subsariana é a região mais afetada pela Sida, contando com 75% das pessoas que vivem com sida, tendo somente 10% da população mundial. Em 2004 ocorreram na região cerca de 3,2 milhões de novos casos e, metade desses novos casos é de jovens com idades entre os 15 e 24 anos.



Malária:
A Malária afeta cerca de 300 milhões de pessoas todos os anos, especialmente grávidas e crianças. Tal como as outras doenças, esta é uma doença muito frequente nos habitantes da África Subsariana.

Guerra:
Nos anos 90, os conflitos aumentaram e, apesar dos esforços e ajudas internacionais, mantêm-se acesos ou latentes.




Permanência de conflitos:

Os conflitos étnicos ocorrem frequentemente na África Subsariana e têm como tónica o desenvolvimento de povos vizinhos, cujas características são mais ou menos diferentes.

Na maior parte das vezes, os conflitos são internos, entre populações mais ou menos próximas, muitas vezes misturadas, como é o caso de tutsis e hutus em Ruanda e no Burundi.

Todavia, tem sido cada vez mais comum que esses conflitos acabem envolvendo países vizinhos, como o que ocorreu recentemente na República Democrática do Congo onde forças armadas de Ruanda, Uganda, Zimbabwe e Angola não só tomaram partido das fações congolesas em luta, como acabaram a enfrentar-se em pleno território congolês.


Não se pode também entender os conflitos da África Subsariana sem se levar em conta a extrema diversidade étnica e linguística da região e, sobretudo, não se deve esquecer que nessa parte do mundo o tráfico negreiro durou cerca de três séculos. Este evento histórico deixou marcas profundas no relacionamento entre grupos "capturados" e "captores" que o tempo não tem conseguido apagar.


A multiplicação dos conflitos pode ser explicada também pelo crescimento demográfico dos diferentes grupos étnicos e pela necessidade de cada um deles em estender as suas terras cultivadas para compensar os efeitos da degradação dos solos. A exacerbação dos conflitos entre hutus e tutsis em Ruanda resultou, parcialmente, da luta por terra férteis num pequeno país cuja densidade demográfica é de aproximadamente 300 habitantes por km2.
Ademais, a África Subsariana tem sofrido, mais do que em outras partes, dos problemas ambientais inerentes ao mundo tropical, sobretudo porque as produções agrícolas se fazem principalmente sobre solos pobres e frágeis. Na África, fora dos vales, os diferentes grupos étnicos que praticam a agricultura, cujos rendimentos declinam sistematicamente, esforçam-se em estender seu território em detrimento dos grupos vizinhos

O caso do Burindi:
No Burundi, a prevalência da subnutrição aumentou drasticamente e a produção de alimentos diminuiu, ao mesmo tempo em que continuam a ser desenvolvidos esforços para enfrentar o rápido crescimento populacional, a intensa degradação do solo e o conflito latente. No período de 1980-1996, o consumo diário de alimentos passou de 2.020 para 1.669 calorias, valores que estão muito distantes do mínimo necessário. A produção de mandioca, batata e feijão, que constituem a base nutricional da dieta nacional, também sofreu uma queda.

A um ritmo anual de crescimento de 2,7 por cento, a população do Burundi vem aumentando em ritmo mais acelerado que o da economia, dando lugar a uma taxa negativa de crescimento por pessoa. Em consequência da debilidade da economia e do isolamento geográfico, o Burundi manteve o seu caráter de país predominantemente rural (mais de 90 por cento da população vive no campo), e depende quase que por completo da produção interna de alimentos.

A rapidez com que cresce a população exerceu uma pressão excessiva sobre os limitados recursos de terra do país. Como resultado, mais de 80 por cento das terras montanhosas e frágeis do Burundi encontram-se extremamente empobrecidas. Tanto a superfície cultivada como os rendimentos dos cultivos estão a diminuir.

Os problemas que atingem a produção agrícola do Burundi são agravados pelo sistema de transporte ineficiente e pelos meios de comunicação ineficientes. Além do mais, o conflito civil continuado abalou a produção e restringiu ainda mais as oportunidades comerciais. O isolamento geográfico do Burundi constitui-se como um importante obstáculo para o comércio e cria barreiras para o crescimento dos setores não agrícolas. Mas a espiral de problemas causada pelo crescimento da população, a degradação ambiental e o declínio da produção agrícola levam-nos a pensar que, para encontrar uma solução para a insegurança alimentar que atinge o Burundi, é preciso encontrar alguma solução que extrapole o âmbito da agricultura.



Instabilidade política

Aprofundando quanto à instabilidade política, no fim do século XX os Europeus partilharam a África, sem terem em conta os povos africanos e a sua cultura. Por esta razão, o sentimento nacional teve, muitas vezes, raízes na luta contra o domínio estrangeiro. Esta base era fraca e isto levou a consecutivas tentativas de secessão e a guerras civis horríveis.


Desde a independência que a maior parte dos regimes africanos tem primado pela prepotência, corrupção e consecutivos golpes de força que substituem uma ditadura por outra. Porem, o gim da Guerra fira trouxe alguma esperança na democratização pois soviéticos e americanos deixaram de apoiar os regimes totalitários. Muitos não demoraram a cair, como na Somália e Etiópia.
Esta abertura não correspondeu as expectativas e em muitas regiões as dificuldades económicas, rivalidades étnicas e religiosas fizeram aumentar a instabilidade conduzindo, por vezes, ao caos político.

A persistência de uma sociedade em que os laços tribais continuavam vivos facilitou ad explosões de violência, os massacres e conflitos armados que afetaram Africa nos anos 90.

O tribalismo concorreu para estas explosões de ódio mas poucas explosões não escondem interesses políticos ou económicos.

Estes conflitos aumentaram, cada vez mais, a miséria das populações. A fome aumentou e as deslocações em massa originaram campos de refugiados intensos, onde existia doença e desamparo.







Etnias e Estados

O fim da colonização e a consequente independência não trouxeram paz, antes evidenciaram o primado das etnias sobre os estados nos termos do seguinte quadro político:


- A construção artificial dos estados africanos. Numa situação normal, a Nação precede o estado, ou seja, um estado resulta da fixação de uma sociedade politicamente organizada e unida por um forte sentimento nacional num determinado espaço geográfico. A definição de fronteiras foi feita artificialmente pelas potências colonizadoras, sem ter em conta as particularidades étnicas dos povos que por elas ficavam abrangidos: o Estado precedeu a Nação.

- Ausência de uma sólida consciência nacional. Na maioria dos estados africanos, coabita uma multiplicidade de tribos, em muitos casos de origem étnica, religiosa e cultural muito diversificada.

- A inviabilidade de democracia pluralista. Esta ausência de uma sólida consciência nacional acabou por inviabilizar as politicas de democratização e de pacificação dos estados africanos. As tribos substituíram os estados: O tribalismo substituiu o pluripartidarismo.

- A permanente conflitualidade. O processo político reduz-se a uma luta pelo domínio de uns sobre outros. Quando à frente das fações étnicas surgem chefes corruptos e sanguinários, movidos por ambições pessoais de poder, ocorrem frequentes golpes de Estado de caráter militar.

- Tensões entre os novos Estados. Em muitos casos, os conflitos étnicos adquirem âmbito internacional, agravando ainda mais o quadro negro da situação politica africana. O traçado arbitrário das fronteiras deixou algumas tribos espalhadas por vários Estados. Aí, as guerras internas rapidamente evoluem para questões internacionais.

- Controlo dos recursos naturais. Ocorreram vários conflitos devido a lutas pelo controlo de valiosos recursos naturais, como com a Republica Democrática do Congo, pela posse da região do Katanga, rica em urânio e diamantes.




Esta conjugação de fatores fez com que, entre 1970 e 1997, por exemplo, o rendimento por habitante da África Subsariana regredisse de 525 para 366 dólares.




Crescimento anual do PIB e da população da África Subsariana


Como se pode verificar após a analise deste gráfico, a população da África Subsariana, entre 1962 e 2001 manteve-se sempre regular mas, relativamente ao PIB, este oscilou muito e, nos últimos anos, tem vindo a diminuir, e essa diminuição pode-se dever ao facto dos países desenvolvidos não terem mais necessidade de apoiar a África para conseguir os seus objetivos.





Soluções:

Não se trata do tipo de obstáculos que a África Subsariana possa ultrapassar graças a uma política macro-económica prudente, a uma melhor governação e à mobilização dos recursos internos. A região precisa de relações comerciais mais justas, de uma redução significativa da dívida e de grandes entradas de ajuda per capita, que sofreram, na realidade, uma redução de 1/3 , na década de 1990.




  • Redução da Dívida: é essencial uma redução mais rápida e mais profunda da dívida do que aquela que é concedida pela iniciativa relativa aos Países Pobres Muito Endividados. Merecem particular destaque as dívidas contraídas por governos ditatoriais e corruptos no passado, como as do Congo e da Etiópia.

  • Comércio Mais Justo: é vital um comércio mais justo. O algodão é apenas um exemplo: entre 2001 e 2002, os agricultores dos Estados Unidos, da EU e da China receberam dos seus governos subsídios à cultura do algodão da ordem dos 4,9 mil milhões de dólares. Os produtores africanos não podem competir num mercado tão distorcido. Esses subsídios custam ao Benim, Burquina Faso, Chade, Mali e Togo 250 milhões de dólares por ano em perdas de receitas da exportações.

  • Mais Ajuda: os países ricos comprometeram-se a aumentar a ajuda, mas a ajuda per capita diminuiu um terço na década de 1990 (pois as nações desenvolvidas deixaram de ter interesse em ajudá-los)

  • Políticas a Favor dos Pobres: Não se trata apenas de uma questão que se prende a dívida, o comércio e a ajuda. Tem também a ver com aplicar políticas a favor dos pobres e assegurar a responsabilização democrática. É necessária a ação tanto dos países ricos do Norte como dos próprios países pobres da região: é esse espírito de parceria e responsabilidade mútua que está no cerne da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD) e do Pacto sobre o Desenvolvimento do Milénio que contém os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. As políticas a favor dos pobres deveriam incluir:

- Baixar as despesas de matrícula na escola e as propinas (a experiência mostra como isso foi importante para impulsionar as taxas de escolarização no Malawi e no Uganda);

- Investir numa boa extensão rural bem como em boas infraestruturas básicas e cuidados de saúde, em especial para as mulheres e as populações rurais de um modo geral.

Concluindo, a África Subsariana é uma das regiões mais desfavorecidas do mundo onde a fome, guerra, sida e a instabilidade política não permitem que esta se desenvolva.

América latina

Chama-se América latina ao conjunto de países da América Central e do Sul que, até inícios do século XXI, integravam o império colonial Espanhol incluindo o Brasil, ex-colónia de Portugal.

Esta zona é muito subdesenvolvida e, durante a segunda metade do século XX, esta zona passou por um processo de democratização, a partir dos anos 80, facto que se refletiu no seu desenvolvimento económico, nos anos 90. Durante este mesmo período, no final dos anos 80 e princípios de 90 o principal desafio era a democratização






As ditaduras
Para conter o avanço soviético, em 1956 os Estados Unidos passam a intervir no apoio ao estabelecimento de ditaduras militares em muitos países da América latina. Em 1975, apenas uma minoria de países tinham governos eleitos democraticamente. Excetuando Cuba, mais cedo ou mais tarde todo o continente sul-americano se transformou num protetorado dos Estados Unidos.
As ditaduras latino-americanas eram caracterizadas pela censura à imprensa e á liberdade de opinião. As prisões arbitrárias, a tortura, assassinatos e desaparecimentos eram uma constante.


Exemplos de ditaduras na América Latina –


  • A ditadura instaurada no Chile após a deposição do governo socialista, em consequência de um golpe de Estado liderado pelo General Pinochet, em 1973, e que durou até 1988;




  • A ditadura militar instaurada no Brasil, que durou desde 1964 até 1985;




  • A ditadura na Argentina, extremamente violenta e caracterizada por imensos desaparecidos, que se prolongou desde 1976 a 1982;




  • A ditadura na Nicarágua, que durou desde 1937 a 1979;

Descolagem contida e endividamento externo

É durante o tempo das ditaduras, nas décadas de 60 e 70, que mostram o primeiro sinal de descolagem económica. Os regimes totalitários sul-americanos começaram a enveredar por politicas nacionalistas de autarcia e, por isso, implementaram políticas de fomento industrial para substituírem as importações.

Este fomento económico realizou-se recorrendo a empréstimos enormes conseguidos dos organismos financeiros internacionais e de instituições privadas de crédito.

Estes empréstimos, mais tarde, foram difíceis de aguentaram e acumularam-se. Isto provocou um descontrolo orçamental de que resultou o agravamento da dependência estrangeira. A crise era tão grave que muitos estados tiveram de recorrer a novos empréstimos para pagar os juros dos anteriormente contraídos. A declaração da insolvência foi prontamente adotada, primeiramente no México e depois por outros países.



Medidas tomadas pelos credores para o combate da despesa publica:
→ Despedimentos de pessoas;

→ Diminuição de salários;

→ Fim de subsídios aos bens de primeira necessidade;

→ Corte nas despesas de apoio social.


Para tentar conter a crise, os governos adotaram medidas politicas inflacionistas que inibiam o crescimento e afetavam em muito as classes médias e os operários.

Sob a pressão do FMI, implementaram severas medidas tendo em vista o saneamento económico: Cortes nos apoios sociais e nos subsídios aos bens de primeira necessidade, e estas repercutiram-se no empobrecimento geral da população e no aumento da contestação social.
Após os péssimos resultados, investiram numa politica neoliberal, virada para as exportações. Em março de 1991, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assinaram em Assunção um tratado que visava, entre outras coisas, a integração das respetivas economias num agrupamento regional pujante e politicamente estável: O Mercosul. O Mercosul é um organismo supranacional que tem sabido aproveitar os ensinamentos e as oportunidades da globalização, atraindo mais e mais interesses estrangeiros económicos do mundo capitalista. O resultado foi a intensificação dos investimentos estrangeiros e incluiu a deslocalização de setores industriais estratégicos, com consequências positivas na recuperação económica da região.

(Gráfico: Comércio Externo Brasil X Países do Mercosul)


O resultado dos esforços realizados foi a elevação do comércio entre os países oito vezes entre 1986, data do primeiro acordo bilateral brasileiro-argentino, e 1996. Entre a constituição do Mercosul em 1991 e 1996, o comércio foi multiplicado por quatro.

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