InvestigaçÃo do processo ensino-aprendizagem na disciplina de zoologia de invertebrados



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INVESTIGAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NA DISCIPLINA DE ZOOLOGIA DE INVERTEBRADOS
Aline Teixeira Marins1,

Dilma Terezinha Machado2,

Andrea Inês Goldschmidt3
Resumo:

O processo ensino-aprendizagem possui diversas formas de efetuar-se. A partir desta problemática, buscou-se revisar a metodologia utilizada na disciplina de Zoologia de Invertebrados no campus de Cachoeira do Sul da Universidade Luterana do Brasil, durante o semestre 2008/II. Com a turma de 39 alunos foi aplicado um questionário de questões abertas com o objetivo de verificar qual metodologia utilizada na disciplina foi a mais adequada na visão do acadêmico. Após, foram computadas as respostas e os resultados mostraram que houve contradições no que se refere ao método a ser usado pois referiram que acham mais proveitosas as aulas práticas. No entanto ministrariam aulas teóricas. Quando desafiados a realizarem uma auto avaliação observou-se que o maior índice foi dos acadêmicos que não responderam a esse item. O Filo Artropoda foi o preferido dentre os estudados no semestre. Concluímos que embora haja resistência para desestabilizar o acadêmico no tange a metodologia trabalhada em sala de aula, é preciso cada vez mais trazer propostas que permitam ampliar a visão do futuro profissional. Que possível perceber o quanto a educação brasileira necessita de estímulos para a pesquisa. A partir do questionário respondido pelos acadêmicos, observou-se que o método utilizado pela professora, que estimula a pesquisa e produção própria do conhecimento, contempla as necessidades da formação profissional.


Palavras-chave: metodologia em biologia, avaliação, monitoria.
INTRODUÇÃO:

O estudo realizado objetivou a investigação e análise da aprendizagem que ocorreu na disciplina de Zoologia de Invertebrados, durante monitoria da mesma. Os pré-requisitos para participar de monitoria em uma disciplina são tê-la cursado satisfatoriamente, bem como ter tempo disponível para efetuar as atividades necessárias.

A disciplina em questão possuía dois encontros semanais noturnos, das 19h às 22h30min, com número de 39 alunos.

O processo ensino-aprendizagem possui diversas formas de efetuar-se. Para tanto, é necessário a conscientização do aluno de que a construção do conhecimento é gradativa, e deve ser instigada, aperfeiçoada, através de pesquisas e monitorias. Porém, a atual situação da educação no Brasil não estimula tal processo. Os acadêmicos que estudam em universidades particulares não possuem o tempo necessário para dedicarem-se ao seu aperfeiçoamento. Por conseqüência, o mercado de trabalho torna-se saturado de profissionais inexperientes.

Segundo Demo (1999), o professor precisa investir na idéia de chegar a motivar o aluno a fazer elaboração própria, colocando isso como meta da formação. Ou seja, não se deve encorajar a formação de um profissional que está acostumado a receber as idéias prontas e repassá-las, sem que contribua com idéias novas.

Ao falar-se de um curso de graduação em licenciatura, é prioritário o desenvolvimento do censo crítico dos acadêmicos, pois estes são futuros mestres e formadores de opinião.


METODOLOGIA:

O estudo foi realizado na disciplina de Zoologia de Invertebrados, na Universidade Luterana do Brasil, campus de Cachoeira do Sul, RS, com os acadêmicos que a cursaram durante 2008/II.

Os alunos responderam um questionário semi-fechado, com total de dezoito questões relacionadas à metodologia empregada em aula durante o semestre, totalizando 31 questionários respondidos. Foi realizada a análise quali-quantitativa dos mesmos.
RESULTADOS:

Os acadêmicos responderam ao questionário em, aproximadamente, 15 minutos. Embora apenas nove questões fossem dissertativas, muitas não foram respondidas ou respondidas inadequadamente.

Os alunos consideram que os seminários apresentados pelos colegas no percurso do semestre foram muito bons e bem preparados, sendo este o método de avaliação que a maioria dos acadêmicos adotaria.

Com relação às aulas ministradas, grande parte da turma julga que as práticas possuem maior contribuição para o desenvolvimento e acúmulo de conhecimentos do que as aulas expositivas (Gráficos I e II). Porém, ao serem interrogados sobre qual método adotariam se tivessem de ministrar aulas de zoologia, os alunos consideraram que a maior parte do currículo deveria ser de aulas teóricas. Expressando a importância de cada método em porcentagem, em primeiro lugar seria de aulas teóricas, com 40%, seguido de aulas práticas, com 20%, e, logo após, aula de campo, estudo de artigos, apresentação de seminário e pesquisa, ambos com 10%.





Gráfico I. Contribuição das aulas expositivas no processo de aprendizagem.




Gráfico II. Contribuição das aulas práticas no processo de aprendizagem.
Os alunos foram instruídos a fazerem uma auto-avaliação na disciplina. Através do gráfico de pizza, é possível verificar a heterogeneidade da turma (Gráfico III).




Gráfico III. Auto-avaliação dos acadêmicos na disciplina Zoologia de Invertebrados.
Dos filos estudados, sete foram citados pelos acadêmicos, porém, o que chamou mais a atenção foi o filo Arthropoda, sendo citado por 15 alunos (Gráfico IV).




Gráfico IV. Filos que mais chamaram a atenção dos acadêmicos.


CONCLUSÃO:

Com base nas respostas fornecidas pelos acadêmicos foi possível verificar o dificuldades na formulação das mesmas , sendo muitas contraditórias. O despreparo é visível nos erros de interpretação de um questionário onde muitas respostas inadequadas foram colocadas em questões simples. Embora se trate de uma instituição de ensino superior, alguns alunos não possuem consciência da responsabilidade da futura profissão, mantendo suas produções acadêmicas no nível de ensino médio, fato esse verificado nos trabalhos escritos e apresentados em seminário.

Analisando as respostas da turma, observou-se que a metodologia utilizada pela professora, visando a pesquisa e construção própria do conhecimento, foi bem recebida por grande parte dos acadêmicos. Entre os pontos positivos destacados pelos alunos estão a esquematização do conteúdo, conectando-os com o cotidiano e possibilitando a ampliação do conhecimento; aulas práticas, fácil entendimento proporcionado pela dinâmica utilizada pela professora.

Para a maior parte da turma, a conversa atrapalha o desenvolvimento da aula. Observou-se também que muitos alunos consideram que o grande número de acadêmicos (39 alunos) dificulta o aprendizado. Assim sendo, seria interessante no próximo semestre formar-se uma turma menor.



Conclui-se que o método a ser utilizado pelo professor deve contemplar aulas teóricas, aulas práticas e, principalmente, pesquisa e apresentação de trabalhos, pois através desta metodologia irá desenvolver-se no acadêmico a capacidade de realizar produções científicas. Visa-se, assim, a formação de mestres emancipados, capazes de resolverem a problemática da educação brasileira.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BUSATO, Ivone do Rocio Hubie. Desenvolvimento de metodologia adequada à disciplina de Biologia, que permita uma diminuição da visão fragmentada do saber e contemple uma visão mais integrada e holística. 2001. 144p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis.
DEMO, Pedro. Pesquisa: principio cientifico e educativo. 6ª ed. – São Paulo: Cortez, 1999.
HAAG, Guadalupe Scarparo, et al. Contribuições da monitoria no processo ensino-aprendizagem em enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. Mar./abr. 2008.
SCHEIBEL, Maria Fani, VAISZ, Marinice Langaro. Artigo Científico: percorrendo caminhos para sua elaboração. – Canoas: Ed. ULBRA, 2006.



1 Acadêmica no quarto semestre do curso Biologia, Universidade Luterana do Brasil, campus Cachoeira do Sul, monitora da disciplina de Zoologia de Invertebrados no período 2008/II.

2 Bióloga, professora orientadora, Universidade Luterana do Brasil, campus Cachoeira do Sul, Rua Martinho Lutero, 301 - Bairro Universitário - CEP 96501-595 - Cachoeira do Sul - RS - Fone/Fax: (51) 3723-0400.

3 Bióloga, professora do curso de Biologia da ULBRA, Cachoeira do Sul, Doutoranda no PPG em Educação em Ciências: química da vida e saúde, colaboradora do projeto.



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