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Definição

Segundo Hernani Guimarães Andrade, em seu livro Espírito, Perispírito e Alma, “a palavra “ectoplasma” resulta da combinação de dois vocábulos gregos: ektós = fora, exterior; e plasma = dar forma. Em Biologia, significa a parte periférica do citoplasma. Em Metapsíquica e em Parapsicologia, o termo “ectoplasma” foi, pela primeira vez, sugerido por Charles Richet, referindo-se aos fenômenos de efeitos físicos provocados pela médium Eusapia Paladino, ...”

“Outros pesquisadores deram denominações diferentes a esta substância. Schrenk-Notzing chamou-a de “teleplasma”. Outros chamam-na de “psicoplasma”, “éter vitalizado” (F. Melton), “fluido perispirítico” (Allan Kardec), “substância da vitalidade” (Robert Crookall), etc.”

André Luiz, em Missionários da Luz, transcrevendo as palavras do instrutor Alexandre, chama-o “força nervosa”. E Ricardo Di Bernardi ainda destaca outras denominações: atmoplasma, hylê, ideoplasma, paquiplasma, primeira matéria.

Trata-se de substância produzida por todos os seres encarnados, que, em condições especiais, pode ser exteriorizada por pessoas também especiais, chamadas médiuns de ectoplasmia, médiuns de materialização ou médiuns de efeitos físicos, especialmente pela boca, nariz e ouvidos, apresentando-se nas mais variadas densidades e texturas, podendo tornar-se visível e tangível, servindo, inclusive, de material para os espíritos desencarnados modelarem as mais diferentes formas nos fenômenos conhecidos como materializações.



  1. Características

Fazendo um resumo das informações trazidas por Hernani G. Andrade, no livro já citado, em que trata do ectoplasma apenas como elemento dos fenômenos de materialização, podemos dizer que tem as seguintes características:

  • todas as pessoas são capazes de produzi-lo de maneira discreta e restrita, mas há aqueles que o produzem de forma mais abundante.

  • assume aspectos muito variados, desde a forma mais sutil e invisível, até o estado sólido e organizado em estruturas complexas, passando por outros estados como gasoso, plasmático, floculoso, amorfo, leitoso, filamentoso, líquido, etc.

  • quando não estruturalmente organizado, é sensível à luz comum.

  • na maioria dos casos, é liberado pelos principais orifícios do corpo, como boca, nariz e ouvidos, bem como pelos poros.

  • alguns cientistas, no fim do séc. XIX e início do séc. XX, descrevem-no como matéria esbranquiçada, que surge, inicialmente, em estado gasoso ou nebuloso, parecendo difusa, como fumaça.

  • de acordo com análises realizadas na mesma época, trata-se de substância albuminóide com elementos de gordura e células humanas, especialmente glóbulos brancos e células da pele, e características de material protêico, sugerindo ser derivado do corpo humano físico.

  • sua cor pode ser acinzentada, branca, amarelada, malhada ou negra, e sua consistência pode ser, às vezes, semilíquida, podendo apresentar-se também poroso e lustroso.

  • a sensação ao toque também varia de acordo com o seu estado, podendo ser de teia de aranha, untuosa, viscosa, úmida, fria, etc.

  • pode atuar sobre objetos materiais, provocando movimentos, mudanças de forma e marcas.

  • é capaz de apresentar-se com dois ou mais aspectos diferentes ao mesmo tempo.

  • é extremamente dócil ao comando mental do médium, dos espíritos e de pessoas estranhas junto ao médium

  • com a mesma facilidade com que é exteriorizado, reverte o processo de exteriorização e volta ao organismo do médium, sendo reabsorvido.

Matthieu Tubino, em seu livro Um Fluido Vital Chamado Ectoplasma, ainda nos diz que “todos os estudos feitos, desde o século XIX, sobre as materializações de espíritos e os chamados ‘efeitos físicos’, demonstraram que esses fenômenos ocorrem somente na presença de pessoas que podem fornecer ectoplasma. Isso leva à óbvia conclusão de que os espíritos não ‘produzem’ ectoplasma. Eles apenas podem manipulá-lo. ... Desse modo, pode-se deduzir que o ectoplasma é um atributo do corpo físico, portanto da matéria, uma vez que o corpo humano é material, embora seja controlado pelo espírito nele encarnado.”

Mais adiante, o autor acrescenta algumas informações interessantes, frutos de seus estudos sobre o ectoplasma no Grupo Espírita Casa do Caminho (GECC), em Campinas, nas décadas de 70 e 80. Vejamos o que ele diz:

“Nas minhas observações, verifiquei algumas propriedades do ectoplasma. Ele está sujeito à ação da gravidade terrestre e interage fisicamente com a matéria do corpo humano, causando diversos efeitos, por exemplo, inchaço do abdome, como se fosse um gás.

“É muito difícil afirmar, com certeza, onde se forma o ectoplasma humano. Contudo, a observação indica uma ‘grande movimentação fluídica’ no abdome, na altura do umbigo.

“Outro lugar onde é comum se perceber que há quantidade relativamente grande de ectoplasma é no tórax.”

E, em nota de rodapé, acrescenta:

“Em conversa com o sr. Nedyr Mendes da Rocha, este disse que, segundo informação que recebeu de espírito desencarnado, no tempo em que participava de trabalhos de materialização, o ectoplasma se formaria, principalmente, na região do corpo próxima à base da coluna dorsal. Nesta região localiza-se o centro de força (chakra) básico, conhecido também pelos nomes de kundalíneo e fundamental.”

Podemos ainda acrescentar alguns pontos destacados por Ricardo Di Bernardi em sua coluna no portal A Jornada:



  • expelido, apresenta-se ligado ao médium emissor ou ao indivíduo projetado fora do corpo físico como um canal de alimentação. Há impulsos vitais bidirecionais, dando a aparência de um cordão umbelical .

  • ao se evidenciar, demonstra uma interação constante entre os dois corpos ou veículos da consciência, o corpo biológico mais denso e o corpo astral ou extrafisico menos denso.

  • ao contrário do corpo astral, que se projeta a longas distâncias, o ectoplasma tem raio de ação mais ou menos definido, a partir e em torno do corpo humano do médium.

  • tem elasticidade relativa a algumas dezenas de metros.

  • abaixa a temperatura do ambiente humano de contato imediato.

  • ao contrário do cordão de prata, que não atende sempre ao comando mental do espírito, o ectoplasma apresenta-se extremamente domesticável.

  • pode retornar ao emissor com partículas estranhas que aderem à sua estrutura, podendo causar reações no médium.

  • em geral, apresenta-se como um combinação de elementos do corpo etérico do médium (fluido vital), elementos do corpo humano, elementos provindos de vegetais, provavelmente direcionados por mentes extrafísicas, e até fragmentos moleculares de tecidos da roupa do médium.



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