ippb instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas



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Ectoplasma, mediunidade e assistência

Embora até, aproximadamente, a metade do século passado, o ectoplasma tenha sido usado quase que exclusivamente nas materializações, é muito raro, hoje em dia, encontrar médiuns desse tipo, por motivos que, segundo alguns, vão desde a inutilidade de fenômenos tão ostensivos nos dias de hoje, até a complexidade das providências necessárias para a sua concretização com segurança para o médium e a entidade manifestante.

Seja como for, o ectoplasma hoje é usado quase que exclusivamente em sua forma invisível e mais sutil, em trabalhos que visam o bem estar físico e espiritual das pessoas, sendo, por isso mesmo, elemento de grande importância para médiuns de todos os tipos.

Atualmente, o ectoplasma é muito usado em trabalhos de assistência a desencarnados necessitados e desequilibrados, por mentores e amparadores que retiram o fluido do corpo dos médiuns e o modificam de acordo com as necessidades, transformando-o em bandagens, pomadas, cremes, medicamentos orais, anti-sépticos, alimentos, bebidas, roupas, objetos, imagens e até membros e órgãos inteiros, na tentativa de acalmar o espírito, sanando suas necessidades mais imediatas, para depois poder orientá-lo e esclarecê-lo sobre sua situação e as opções de que dispõe a partir dali.

É usado também em trabalhos de cura de encarnados, onde, também manipulado por mentores, amparadores e médiuns, é transformado em curativo fluídico ou medicamento energético, na tentativa de obter um efeito mais profundo, alcançando a matriz energética das células doentes, provocando a sua mudança vibratória e, consequentemente, a cura física da mesma.

Sendo fluido originado no corpo físico e dada sua sensibilidade às ondas mentais, é natural que a qualidade do ectoplasma do médium esteja sujeita ao seu estado energético como um todo, incluindo aí suas condições físicas, mentais, emocionais e espirituais.


  1. AFINIDADE ENERGÉTICA (ou VIBRATÓRIA)
  1. Energias afins

Chamamos de energias afins aquelas energias que, derivadas de diferentes fontes, vibram em freqüências semelhantes, podendo entrar, assim, em ressonância.

Ressonância é o fenômeno pelo qual vibrações com freqüências muito próximas se encontram e, movimentando-se juntas, passam a intensificar a vibração uma da outra.

Tudo em nós é energia, portanto tudo em nós é vibração. Nosso corpo vibra, nosso pensamento emite vibrações e nossos sentimentos também geram diferentes freqüências vibratórias.

Sempre que os pensamentos e sentimentos de uma pessoa encontram pensamentos e sentimentos em uma freqüência próxima, passam a vibrar juntos, passam a emitir o mesmo tipo de energia, intensificando a vibração um do outro, ou seja, fortalecendo os pensamentos e sentimentos um do outro e, consequentemente, as energias também.

Isso pode acontecer tanto com energias negativas ou mais densas, quanto com energias positivas e mais sutis, já que a questão é apenas de sintonia vibratória e não de tipo de energia.

Assim, se energias negativas e densas de duas pessoas se encontram, a tendência NATURAL é que entrem em ressonância entre si e passem a se alimentar mutuamente, aumentando a negatividade.

Do mesmo modo, se energias positivas e sutis de duas pessoas se encontram, a tendência NATURAL é que entrem em ressonância entre si e passem a se fortalecer mutuamente, aumentando a positividade.

Segundo amparadores/mentores, quanto mais alta a freqüência vibratória de uma pessoa, melhores as suas qualidades energéticas, ou seja, quanto mais acelerada for a sua vibração, mais elevada a será e melhor será a natureza de suas energias.

É importante não confundirmos afinidade energética com simpatia. Duas pessoas podem ter grande afinidade energética, mesmo não simpatizando uma com a outra, já que, alimentando pensamentos e sentimentos semelhantes de rejeição, antipatia e animozidade uma pela outra, apresentam frequências vibratórias muito similares e, portanto, muito afins, permitindo grande sintonia uma com a outra, mesmo que não se gostem ou nem mesmo se suportem.

  1. Energias antagônicas

De modo inverso, energias antagônicas são aquelas que não entram em ressonância, não se harmonizam, ou seja, não têm qualquer semelhança em seu padrão vibratório, em sua freqüência, chegando mesmo a se repelir ou anular mutuamente.

Quando energias antagônicas se encontram, a tendência NATURAL é que a energia com padrão vibratório mais intenso prevaleça sobre a energia de padrão vibratório mais fraco, impondo seu ritmo e acelerando a freqüência da outra energia. Assim, a tendência é que energias positivas e sutis prevaleçam sobre energias negativas e mais densas, modificando seu padrão vibratório para algo mais intenso e, portanto, mais positivo.

No entanto, isso nem sempre é assim tão matemático, pois, além de depender da freqüência, isso depende também do cuidado e do esforço despendido pela pessoa na manutenção de seu padrão vibratório. Ou seja, para que uma freqüência elevada e mais sutil prevaleça, de fato, sobre uma baixa e mais densa não basta ser mais elevada, é preciso, também, ser mais concentrada, mais estável, mais constante e mais homogênea, persistindo, sem intermitências, em sua vibração.

Essa informação é especialmente importante em grupos mediúnicos onde se trabalha com entidades desequilibradas e perturbadas. O padrão vibratório de entidades nessa situação é baixo, é lento, mas pode ser mais constante e homogêneo, sendo mais difícil de ser modificado ou repelido.

É aí que entra a capacidade do médium de elevar seu padrão vibratório, ou seja, de fazer com que suas energias se movimentem mais depressa, com firmeza, constância e força, de modo que a vibração das entidades possa ser modificada ou anulada pela sua, garantindo segurança espiritual para si mesmo e para o grupo, como um todo.

Já no trabalho com entidades de luz, o médium deve ser capaz de elevar o seu padrão vibratório, acelerando suas próprias energias, de modo a facilitar o contato e a comunicação, pela aproximação da sua frequência à das entidades comunicantes.



  1. Afinidade energética e mediunidade

Todo fenômeno mediúnico é, essencialmente, um fenômeno energético e, portanto, vibratório. Toda comunicação, todo transe mediúnico, depende, portanto, principalmente, da afinidade energética entre médium e comunicante. Quanto mais próximos forem os padrões vibratórios dos dois, quanto mais próxima a freqüência em que vibram seus pensamentos e sentimentos, quanto maior for, enfim, a sua sintonia, melhor será a comunicação e maior será a precisão e a clareza com que a informação será transmitida, seja ela escrita ou falada.

Cabe ao médium manter-se atento às energias envolvidas no trabalho em que atua, para que possa modular a sua própria freqüência no sentido de facilitar o mais possível as comunicações.

Muitas vezes, isso implica em que o médium reduza seu padrão vibratório, para alcançar a freqüência de uma entidade em desequilíbrio que precisa ser atendida ou ajudada.

Quando o médium conhece e domina suas próprias energias, mantendo sempre pensamentos e sentimentos elevados, é mais fácil reduzir seu padrão para esses atendimentos, retornando ao seu padrão normal logo após o afastamento da entidade.

Se, no entanto, o médium for emocionalmente instável, não dominando pensamentos e sentimentos, e não conhecendo suas energias e seu funcionamento, ele pode até entrar facilmente na faixa vibratória da entidade, mas terá grande dificuldade de sair, por estar energeticamente vulnerável, dada sua própria instabilidade emocional, espiritual e energética.

Outras vezes, ele pode ter que elevar sua frequência para permitir a comunicação de uma entidade mais elevada, para quem seria muito complicado chegar ao nosso padrão vibratório. Nesse caso, ele acelera sua vibração para a comunicação e a reduz imediatamente após o término da mesma, voltando à sua condição normal.

Vale dizer que não são só as vibrações pesadas e mais densas que causam desconforto nos médiuns. Isso também acontece com as vibrações muito elevadas, pelo fato de estarem muito acima do padrão normal dos encarnados e exigirem muito do seu corpo físico. Muitas vezes, assim como nas manifestações de espíritos desequilibrados, são necessários vários minutos para que o médium se recupere e volte ao seu padrão normal após a manifestação de uma entidade mais elevada.

  1. Mudando o padrão energético

Para direcionar pensamentos e sentimentos, basta a ação da vontade. Do mesmo modo, para se modificar o padrão vibratório das próprias energias, basta que se coloque toda a vontade nesse propósito, usando, também, outros recursos auxiliares que facilitam a concentração, tais como a visualização, o movimento das mãos, a respiração, a captação de energias ambientes com as mãos, a movimentação de energias pelos chacras, a música, as cores, etc.

Todos somos capazes de alterar o padrão vibratório das energias à nossa volta, inclusive a de outras pessoas, bastando que trabalhemos para isso com pensamentos e sentimentos apoiados em vontade forte.




  1. SENSIBILIDADE ENERGÉTICA



  1. Definição

Sensibilidade energética é a capacidade natural que toda pessoa tem, em maior ou menor grau, de perceber e identificar energias à sua volta.

É diferente de mediunidade e não depende dela, pois não requer a presença ou a ação de outras consciências para que aconteça.

Pode manifestar-se por meio de vários sintomas ou sinais físicos, e é especialmente útil aos médiuns para detectar e identificar entidades e/ou energias nos ambientes que freqüenta e nos trabalhos em que atua.

  1. Sensibilidade energética e afinidade energética

Sensibilidade e afinidade energética também são diferentes e independentes entre si.

Uma pessoa pode ser sensível a um determinado padrão energético e não ter afinidade com ele, por vibrar em outra freqüência. Ou seja, ela pode perceber e até identificar uma determinada vibração, sem que, para isso, tenha que entrar em sintonia com a mesma, vibrando na mesma freqüência.

Da mesma forma, uma pessoa pode ter afinidade com um determinado tipo de energia e não ter sensibilidade para ela, não sendo capaz de notá-la antes de interagir com a mesma, estabelecendo sintonia.

Sensibilidade e afinidade energética são importantes no trabalho mediúnico, por servirem como ferramentas de percepção e identificação de entidades e energias, e como facilitadoras do transe mediúnico.



  1. A sensibilidade energética nos médiuns

Em geral, médiuns têm uma sensibilidade energética mais desenvolvida, embora, muitas vezes, não sejam capazes de controlar ou interpretar o que sentem ou percebem. No entanto, por se tratar de capacidade natural, pode ser trabalhada, refinada e treinada por meio de observação, estudo e exercício.

O médium, em geral, reage facilmente às modificações energéticas à sua volta, especialmente as mais densas, por estarem mais próximas das suas próprias, como encarnado que é. Sua predisposição à comunicação com o mundo espiritual o deixa mais exposto às vibrações externas, de modo que pode percebê-las involuntariamente, muitas vezes sem saber o que fazer com essas percepções e até se assustando com elas, por não saber o que significam realmente.

A observação do tipo de reação, do contexto em que acontece, do estado íntimo em que se encontrava, do local em que ocorreu, das pessoas presentes, do assunto em pauta, dos fatos envolvidos, das sensações, etc., no momento em que o médium percebe algo diferente nas energias, pode ajudá-lo a, com o tempo, mapear suas próprias sensibilidades e características energéticas, facilitando muito o seu trabalho mediúnico, bem como ajudando na prevenção e manutenção do seu padrão vibratório.

Esse mapeamento fará também com que o médium se sinta mais seguro em situações reconhecidamente mais pesadas ou negativas, energeticamente falando, permitindo que se defenda ou isole daquilo que o incomoda, dando-lhe também mais segurança durante o trabalho mediúnico, já que terá condições de identificar o tipo de energias/entidades com que está lidando, antes de entrar em contato diretamente com elas.



  1. A sensibilidade energética como alavanca para o fenômeno mediúnico

A sensibilidade energética bem treinada e desenvolvida pode também ser uma excelente alavanca para o fenômeno mediúnico, permitindo que o médium, ao perceber o tipo de energia da entidade a se comunicar, possa modular suas próprias energias, facilitando o contato e a comunicação pela sintonia que pode alcançar com o padrão vibratório do comunicante.


  1. TRABALHANDO as PRÓPRIAS ENERGIAS



  1. Benefícios

Tudo é energia e todos temos o nosso “quinhão” energético próprio, pelo qual somos responsáveis e com o qual convivemos 24h por dia. Nada mais lógico, portanto, que nós mesmos, maiores e primeiros interessados, cuidemos para que esse “quinhão” seja o mais saudável e positivo possível para nós, pelos meios que estiverem ao nosso alcance, como as práticas energéticas, por exemplo.

Além disso, ao trabalharmos nossas próprias energias, fazemos também um trabalho de autoconhecimento, na medida em que passamos a identificar que tipo de energia temos, que tipo criamos, de que tipo precisamos, que tipo devemos evitar, o que precisamos fazer para alcançar determinado padrão energético, o que interfere nesse padrão, para melhor e para pior, etc.



  1. Tipos de práticas

Há centenas, talvez milhares, de diferentes práticas energéticas descobertas, aprendidas ou desenvolvidas pela humanidade no decorrer de sua história. Nenhuma delas é melhor ou pior que outra, por si mesma. Todas são boas e válidas, para qualquer um, desde que permitam chegar ao objetivo desejado, desde que tragam bem estar, tranqüilidade e segurança para a pessoa que as adota.

Por isso, ao se escolher uma determinada prática, é preciso observar os efeitos que causa, os benefícios que traz, as conseqüências que acarreta, etc., a fim de se persistir nela ou mudar de prática, se for o caso.



Seja como for, a maioria das práticas existentes parece basear-se, principalmente, em quatro princípios básicos, que são:

  • captação – as energias da natureza e do universo estão sempre à nossa disposição, em qualquer lugar e a qualquer hora. Se precisamos de uma “carga” extra ou de uma “carga” diferenciada, basta que nos coloquemos mental e emocionalmente em posição de captar estas energias, para que elas sejam absorvidas pelos nossos chacras na quantidade e na modulação necessárias. Uma forma simples de fazer isso é usar as mãos como antenas ou como receptores, colocando-as abertas para cima por algum tempo, enquanto visualizamos a entrada da energia por nossos dedos e palmas, e a distribuição da mesma pelos nossos corpos e aura, expandindo-se num balão colorido que pulsa, de dentro para fora, e se movimenta continuamente, como se tivesse vida própria.

  • circulação – energia é movimento, portanto precisa fluir, movimentar-se, estar em constante circulação. No entanto, embora não seja possível pará-la completamente, às vezes conseguimos bloquear parcialmente sua passagem, prejudicando o seu fluxo e, com isso, causando diversos prejuízos físicos e espirituais a nós mesmos. Se percebemos o acúmulo de energia em uma determinada região, órgão ou chacra, podemos dispersá-la e colocá-la para circular novamente, reativando seu fluxo natural por meio do pensamento e da vontade. Para isso, basta imaginarmos que nossas energias estão sendo aceleradas, impulsionadas à nossa volta, horizontal ou verticalmente, em círculos ou em espiral, para que elas voltem a fluir normalmente pelos nossos corpos e pela nossa aura. Podemos também usar as mãos, em movimentos mais longos, como se estivéssemos, nós mesmos, impulsionando os fluidos.

  • projeção – todos temos o nosso “quinhão” de energia, mas uns têm uma tendência natural a captar e/ou acumular, espontaneamente, mais que outros. Essas pessoas costumam ter energia em excesso armazenada em seus corpos, o que acaba causando uma série de problemas físicos e espirituais, além de ser muito desconfortável. Energia não foi feita para ficar parada num lugar e onde há energias demais, elas não circulam adequadamente e não podem ser recicladas, renovadas, trocadas com o meio e com as outras pessoas. A sensação é de estar sempre enfastiado, estufado ou sem apetite. Se energia é facilmente acionada pelo pensamento e a vontade, além de captá-la e movimentá-la, podemos também projetá-la para fora de nós, para alvos específicos ou não, com modulações elevadas e sutis que possam levar benefícios às pessoas que as absorverem. Nesse caso, além de nos beneficiarmos pela eliminação do excesso, ainda prestamos um serviço a outras pessoas, pela emanação de boas energias e bons pensamentos.

  • aplicação – uma forma segura e natural de estar com as energias em dia é usá-las em trabalhos de aplicação em benefício de outras pessoas. Há vários tipos que vão desde o passe mais comum, até o reiki ou a cura prânica. Se não conseguimos trabalhar adequadamente nossas energias sozinhos ou se ainda não temos a disciplina necessária para fazer esse trabalho regularmente, podemos nos juntar a qualquer grupo sério e equilibrado de práticas energéticas para, com ele, fazermos o trabalho de aplicação, reequilibrando-nos e, ao mesmo tempo, ajudando outras pessoas.



  1. Práticas energéticas e mediunidade

A prática energética regular costuma ser um modo muito eficaz e seguro para que médiuns e pessoas mais sensíveis, espiritualmente falando, se equilibrem e controlem sua própria mediunidade, harmonizando seus chacras e fortalecendo seu campo energético, pois propicia, como falamos, autoconhecimento energético e mediúnico.

O médium acostumado a lidar com as próprias energias terá mais facilidade de entrar e sair de faixas vibratórias mais pesadas, realizando o trabalho necessário e retornando ao seu equilíbrio rapidamente, e também de modificar as energias à sua volta, sem precisar desgastar-se ou prejudicar seu próprio padrão.

Além disso, o conhecimento das energias, das formas de se transformá-las e modulá-las, ajuda muito o médium e o trabalhador espiritual, em geral, a atuar na limpeza, defesa, segurança e manutenção energética do grupo mediúnico ou assistencial de que faz parte, colaborando para o bem de estar de outros médiuns que estejam em transe ou mesmo na higienização do ambiente em que ocorre o trabalho.

  1. Práticas energéticas como facilitadoras do fenômeno mediúnico

Como o fenômeno mediúnico, seja de que tipo for, depende essencialmente da afinidade energética entre o médium e o comunicante, quanto mais o médium souber manipular e modular as próprias energias, mais fácil será para ele sintonizar-se às diferentes faixas vibratórias em que os espíritos se apresentam, criando ou aumentando, ele mesmo, a afinidade com o comunicante.

Nesse aspecto, a prática energética regular pode ajudar o médium a experimentar modulações diferentes, maneiras diferentes de se chegar e sair dessas modulações, os efeitos que cada uma causa nele mesmo e no ambiente, permitindo que participe ativamente do fenômeno mediúnico, sintonizando-se às diversas energias presentes no ambiente em que trabalha e modificando-as, quando necessário.



  1. Práticas energéticas e espiritualidade

Práticas energéticas não devem ser usadas apenas por médiuns e trabalhadores espirituais que atuam regularmente, pois são excelentes para qualquer pessoa interessada em sua própria saúde espiritual e energética e, consequentemente, em sua própria espiritualidade.

Estudos espirituais são importantes, mas devem ser acompanhados de hábitos, atitudes, pensamentos e sentimentos condizentes, para garantir que não se transformem apenas em informação. Nesse aspecto, as práticas energéticas podem ser um excelente recurso para intensificar as vibrações de nossas próprias energias, facilitando o contato com outras mais sutis que, com certeza, nos serão enviadas pelos amigos espirituais também interessados em nosso crescimento e evolução.

Quando atuamos consciente e ativamente na própria melhora interior, estudando, trabalhando e agindo de forma mais cosmoética, naturalmente entramos em sintonia com seres mais elevados que, percebendo nosso interesse e esforço para crescer, colaboram conosco, atraindo-nos para estudos e práticas fora do corpo ou mesmo enviando-nos mensagens, sugestões e orientações aqui no físico mesmo.

  1. Técnicas complementares e mediunidade

Todas as terapias e técnicas alternativas ou complementares baseiam-se na movimentação das bioenergias, usando elementos da natureza, técnicas de massagens, exercícios físicos e mentalizações.

Por serem todas técnicas de trabalho energético, podem ser extremamente benéficas para médiuns e pessoas com maior sensibilidade energética ou mediúnica, como meio de alcançar equilíbrio, bem estar e boa disposição.

Assim, a acupuntura, a auriculopuntura, o shiatsu e a reflexologia estão no grupo da manipulações físicas aplicadas por terceiros, com fins energéticos.

Depois temos o tai chi chuan, o yôga (e todas as suas variáveis) e as artes marciais em geral, inclusive a capoeira, que, muito mais que lutas, são todas técnicas de manipulação e concentração de energia, a partir de exercícios físicos.

Depois temos também a aromaterapia, a musicoterapia, a cristaloterapia, a hidroterapia, a cromoterapia, a fitoterapia, a homeopatia, os florais e outros, técnicas que usam as energias mais sutis da natureza como formas de terapia e reequilíbrio.

E temos também o reiki, o chi kung, a cura prânica, a cura cósmica, os passes e outros, como técnicas de captação e projeção de energia feitas por terceiros.

Todas são válidas e positivas, e a escolha é sempre uma questão muito pessoal, baseando-se em afinidade, simpatia, etc.

Seja como for, o mais importante é identificar um profissional sério, que use a técnica com conhecimento, responsabilidade e equilíbrio. Nenhuma destas técnicas pode ser realmente dominada em cursos de fim de semana ou com leituras e palestras superficiais, já que envolvem também o adestramento da sensibilidade para detecção




  1. SINTOMAS BIOENERGÉTICOS



  1. Definição e classificação

A expressão “sintomas bioenergéticos” foi criada por Wagner Borges para designar as reações físicas decorrentes da movimentação de energias no campo energético humano. Podem ser mais ou menos intensos, dependendo do nível de sensibilidade energética de cada um.

Como se tratam de reações muito comuns e percebidas por muitas pessoas, devem ser observados com muita atenção e considerados de fundo energético e/ou espiritual somente quando todas as possíveis causas físicas e/ou psicológicas já tiverem sido descartadas, inclusive por meio de exames médicos.



Wagner Borges descreveu 50 sintomas bioenergéticos já observados por ele em sua experiência espiritual de muitos anos. Dentre estes, destacamos os mais comuns:

  • arrepios – são neutros e acontecem quando há interação energética com entidade desencarnada mais densa. Podem ser causados também por pequenas descargas energéticas no duplo etérico.

  • sensação de inchaço (localizada ou generalizada) – também conhecida como ballonement, é bastante positiva e acontece quando há expansão da aura, indicando presença de muita energia.

  • bocejos – são positivos e indicam movimentação energética no chacra gástrico ou umbilical, para doação de energias, especialmente ectoplasma, para assistências extrafísicas. Também podem ser provocados pela ativação espontânea dos chacras cardíaco e laríngeo.

  • calor nas orelhas – é negativo e, confirmando a sabedoria popular, indica captação de energias negativas projetadas por encarnado ou desencarnado, as quais repercutem nas orelhas.

  • calor e/ou frio nas extremidades – são positivos e indicam movimentação de energias para doação. Podem também indicar mediunidade e podem acontecer de um ou dos dois lados do corpo.

  • choro – é negativo e indica sintonia com desencarnado psicologicamente deprimido.

  • coceira – é negativo e indica sintonia com desencarnado em desequilíbrio, geralmente suicida. Pode também indicar acúmulo excessivo de energias.

  • enjôo – pode ser positivo, indicando movimentação energética na região do gástrico, para doação de ectoplasma; ou negativo, indicando sintonia com entidade com problemas nesta região.

  • formigamento – é positivo e indica movimentação natural de energias.

  • lacrimejamento – é positivo e indica reação intensa do chacra frontal às energias do ambiente. Pode acontecer em um ou em ambos os olhos e pode ser antecedido de ardência.

  • tremores e/ou movimentos involuntários – são positivos e indicam movimentação energética no duplo etérico ou nos chacras.

  • pressão na nucapode ser positiva, quando de dentro para fora, indicando aumento de atividade e pulsação do chacra existente nessa região; ou negativa, quando de fora para dentro, indicando atuação obsessiva consciente de desencarnado, sendo acompanhada de mal-estar e depressão.

  • pressão na testa e/ou no alto da cabeça – pode ser positiva, quando acontece de dentro para fora, indicando atividade dos chacras da cabeça; ou quando acontece de fora para dentro, indicando manipulação de amparadores/mentores, ativando os chacras dessa região; mas pode também ser negativa, quando de fora para dentro, indicando atuação obsessiva, com fixação de energias mais densas nessa região, causando tontura e mal-estar.

  • pulsação e/ou alteração de temperatura na testa – são positivas, indicando ativação do chacra frontal.

  • ruídos nos ouvidos e/ou dentro da cabeça – são positivos e indicam aceleração energética do duplo etérico, especialmente na região da glândula pineal, em geral precedendo a projeção da consciência ou o transe mediúnico.

  • sonolência e/ou torpor – podem ser positivos, indicando diminuição do metabolismo para desintoxicação energética ou doação de energias e ectoplasma; ou negativos, quando acompanhados de mal-estar, suores ou enjôo, indicando vampirismo.

  • tontura – pode ser positiva, indicando soltura e/ou descoincidência do duplo etérico, especialmente em médiuns; ou negativa, indicando bloqueio nos chacras coronário e/ou da nuca, ou atividade parapsíquica desequilibrada.



  1. Sintomas bioenergéticos e mediunidade

Sendo reações naturais, espontâneas e involuntárias dos nossos corpos às energias à nossa volta, sejam elas do ambiente, de encarnados ou de desencarnados, os sintomas bioenergéticos podem ajudar muito os médiuns não só a conhecer melhor a sua própria sensibilidade energética, como também a perceber e identificar desencarnados, dentro ou fora de trabalhos mediúnicos.

Muitos amparadores/mentores também os usam como ferramentas para o desenvolvimento e o treinamento da mediunidade, provocando-os deliberadamente nos médiuns ainda inexperientes na manipulação e identificação de energias.

Embora nem todos os sintomas bioenergéticos sejam sintomas de mediunidade, alguns podem ser bons indicadores, enquanto outros podem ser precursores, desaparecendo mais tarde, quando o médium já está mais equilibrado e seguro.

  1. Sintomas bioenergéticos como dispositivos de alerta, segurança e defesa

Funcionando como verdadeiros alarmes, os sintomas bioenergéticos podem também ser usados como dispositivos de alerta e segurança que disparam ao menor sinal de modificação energética à nossa volta, permitindo que ativemos processos de defesa e limpeza, preventivamente, quando em contato com energias negativas, ou que aceleremos nossas próprias vibrações, quando em contato com energias mais sutis, permitindo melhor sintonia e interação com as mesmas.

Para isso, é necessário que, mais que identificá-los, nós também aprendamos a interpretá-los, a fim de poder reagir corretamente.




  1. HOLOPENSENE e EGRÉGORA



  1. Definição e características

O prefixo holo vem do grego hólos, hóle, hólon, e significa inteiro, completo, o todo.

O termo pensen’, como vimos, foi criado por Waldo Vieira para a Conscienciologia, para designar a aura ou o campo energético ao redor da consciência, formado por seus pensamentos, sentimentos e energias características.

Pela junção dos dois vocábulos, temos o termo holopensene para designar a aura do todo, a aura do conjunto, ou seja, o campo energético resultante da interação e integração do campo energético de cada uma das várias consciências que fazem parte de um determinado grupo.

Assim, podemos falar no holopensene de uma turma de estudantes, de um time de futebol, de uma quadrilha de traficantes, de um hospital, de um edifício, de um prostíbulo, etc., designando o campo energético formado pelo conjunto de campos energéticos individuais que fazem parte de cada um desses grupos ou locais.

A palavra egrégora vem do grego egrégoroi, egregoren, e significa velar, cuidar, vigiar. É usada pelos espiritualistas, em geral, como sinônimo de holopensene

Embora sejam sinônimos, alguns autores preferem chamar de egrégora apenas os holopensenes iluminados, virtuosos, elevados, voltados para o bem, formados com objetivos nobres. Dentro desta definição, toda egrégora seria um holopensene, mas nem todo holopensene seria uma egrégora.

Seja como for, sinônimos ou não, holopensene e egrégora funcionam da mesma forma, acumulando energia de várias freqüências mentais, direcionadas para o mesmo objetivo, formando um complexo energético único e exclusivo. Assim, quanto mais poderoso for um indivíduo do grupo, mais força estará emprestando ao holopensene ou egrégora de que faz parte, compartilhando e somando a sua energia à dos demais, e, ao mesmo tempo, reabastecendo-se e sustentando-se nela.

Aqui usaremos os dois termos com significados diferentes, como preferem alguns autores, inclusive Wagner Borges.



  1. Sintonia espiritual com encarnados

Toda interação entre duas ou mais consciências produz um holopensene que corresponde à média energética das emanações dessas consciências.

Toda vez que nos identificamos, simpatizamos ou relacionamos com alguém, criamos, com ele, um holopensene, um complexo energético que resulta da interação de nossas energias com as suas. Este campo é realimentado sempre que retomamos o contato ou nos reunimos novamente. E, quanto mais freqüentemente fazemos isso, mais intenso é o nosso holopensene, mais poderoso é o campo energético que nos une e caracteriza essa relação.

Isso acontece de forma automática e espontânea, o tempo todo, todos os dias, em todas as nossas atividades. Assim, se ESTAMOS bem dispostos e felizes, por exemplo, a tendência natural é de que entremos em ressonância (ou sintonia) com pessoas que também estejam se sentindo bem dispostas e felizes naquele momento, intensificando este estado mutuamente.

E se, mais do que ESTAR, nós SOMOS bem dispostos e felizes, manifestando este estado de espírito a maior parte do nosso tempo e realimentando-o continuamente com pensamentos e sentimentos elevados, a tendência natural é que, mais que sintonia, nós criemos um holopensene com o mesmo teor ao nosso redor, composto pelas nossas energias e pelas energias de todas as pessoas que convivem conosco e apresentam o mesmo estado de espírito, mais ou menos permanente, de bem estar e disposição.

Acontece que o inverso também é verdadeiro e se estamos ou somos negativos, pessimistas e depressivos, a tendência é que encontremos sintonia com pessoas com o mesmo perfil, com as quais podemos criar um holopensene com as mesmas características, caso insistamos em manter a mesma atitude mental.

O importante a destacar é que o que propicia a formação do holopensene é a regularidade e a força com que nos apresentamos num determinado estado de espírito, pela sua manutenção e realimentação constante com as nossas energias, pensamentos e sentimentos, mas a sintonia pode se estabelecer de um momento para outro, bastando que nós nos coloquemos em ressonância com as freqüências vibratórias que estão à nossa volta.

Daí, novamente, a importância do “orai e vigiai” de Jesus. Mantendo sentimentos e pensamentos elevados, 24h por dia, criamos um ambiente propício para a sintonia com pessoas com o mesmo tipo de energia, ao passo que, permitindo que idéias e emoções negativas ocupem a nossa mente, mesmo que apenas por alguns minutos, criamos um atmosfera propícia à sintonia com mentes do mesmo tipo, que reforçarão o estado em que nos sentimos.

Todos nós, em nossas atividades diárias, fazemos parte de vários grupos e, portanto, de vários holopensenes, tais como:



  • família

  • trabalho

  • escola

  • associações e instituições

  • clubes e agremiações

  • igrejas, templos, centros, terreiros, etc.

  • torcidas

  • bairros, cidades, estados, países, etc.

Em cada uma dessas situações, o que permite a formação do holopensene é justamente a afinidade energética que temos com as outras pessoas, a sintonia que há entre os nossos pensamentos e sentimentos. Quanto maior a sintonia, mais forte será o holopensene e, portanto, mais forte será a ligação com elas e a intensidade e profundidade com que nos influenciamos mutuamente.

Sempre que entramos em locais onde já há um grupo estabelecido, entramos em contato também com o seu holopensene ou a sua egrégora. Se as nossas energias encontram ressonância, ou seja, entram em sintonia, nós nos sentimos bem e nos sentiremos atraídos a voltar sempre àquele local e à companhia daquelas pessoas.

Se, do contrário, nossas vibrações não encontram ressonância com o grupo ou o local, nós nos sentimos deslocados, incomodados, desconfortáveis e, com o tempo, iremos abandoná-lo.

Para o médium isso é ainda mais importante, porque ele, na verdade, não é só médium de desencarnados, mas também médium de encarnados, na medida em que pode captar, assimilar e interagir com a energia, os pensamentos e os sentimentos dos encarnados que estão à sua volta, seja em casa, na rua, no trabalho, na escola ou em qualquer outro lugar que freqüente.



  1. Sintonia espiritual com desencarnados

Mas nenhum espaço físico ou grupo de pessoas é formado apenas por encarnados. Sabemos que os desencarnados estão por toda parte, interagindo conosco 24h por dia, nas mais simples atividades do dia a dia.

Assim, ao tomarmos contato com o holopensene de um lugar ou grupo, fazemos contato também com a sua atmosfera espiritual, interagindo com as energias emanadas pelos desencarnados que têm alguma ligação com aquele local ou com aquelas pessoas.

Desse modo, além do holopensene dos encarnados, entramos também em contato com o holopensene dos desencarnados, o conjunto de energias que as consciências desencarnadas, ligadas àquele grupo ou local, emanam com pensamentos e sentimentos próprios.

E isso não acontece somente na sessão mediúnica, pois, como dissemos, os desencarnados estão por toda parte. Isso acontece, inclusive, em todas as situações descritas acima e com a mesma naturalidade. Por isso o médium deve estar sempre alerta, sempre atento às energias que emana e encontra no seu dia a dia, para poder detectar preventivamente aquelas que podem desequilibrá-lo, protegendo-se delas ou transformando-as.

A sessão mediúnica é apenas a manifestação concreta dessas interações, que, na verdade, acontecem 24h por dia na nossa vida. Na sessão mediúnica o médium coloca-se fisicamente à disposição dessas consciências, mas o contato espiritual com elas é contínuo e bem anterior, e precisa ser administrado de forma controlada para não causar desequilíbrios de nenhum tipo ao médium.

  1. Sintonia espiritual no grupo mediúnico

O grupo mediúnico é o local em que o médium pode, com segurança e tranqüilidade, dar vazão às suas percepções, permitindo, então, que as entidades desencarnadas possam envolvê-lo, interpenetrando a sua aura, no intuito de dar comunicações, seja para serem ajudados ou para virem ajudar.

Mas segurança e tranqüilidade não surgem automaticamente, nem do dia para a noite. Elas são construídas, pouco a pouco, na medida em que o grupo se integra, se conhece e aprende a trabalhar em equipe, com confiança, respeito e colaboração mútuos.

Sem esse perfil, o grupo não tem força, não tem coesão e, por isso mesmo, os médiuns sentem-se inseguros e receosos, interferindo negativamente nas comunicações ou mesmo evitando-as, com medo do que lhes pode acontecer.

Por essa razão, a sintonia num grupo mediúnico precisa ser muito profunda e estável, de modo que os trabalhadores confiem uns nos outros e nos amparadores/mentores, e que os mentores/amparadores também confiem na equipe encarnada de que dispõem, contando com o seu esforço e a sua responsabilidade na busca do equilíbrio pessoal.

É importante destacar que a sintonia espiritual entre os participantes de um grupo mediúnico não acontece só na hora da reunião ou só no dia do trabalho. Ela é intensa e contínua, todos os dias, em todos os momentos. E é importante que o médium saiba disso, porque tudo o que faz, sente e pensa, repercute, direta ou indiretamente, nos seus colegas de grupo, refletindo nos trabalhos e no bem estar de todos. Todas as energias que o médium agrega à sua aura, ao seu duplo, vão com ele para o trabalho mediúnico e podem desestabilizar ou ajudar bastante o grupo.

O compromisso de um médium com o seu grupo de trabalho, portanto, não está restrito ao dia de reunião ou aos momentos em que está trabalhando. Ele se estende à sua vida diária, às suas atividades cotidianas, aos seus pensamentos e sentimentos de todas as horas, às suas atitudes, uma vez que se encontra energeticamente ligado a todos os outros e aos amparadores, o tempo todo.



  1. Os grupos mediúnicos e sua egrégora

O grupo mediúnico que trabalha com responsabilidade e boa sintonia, com certeza tem a sua própria egrégora, ou seja, o conjunto de energias que o identifica e caracteriza o seu trabalho e o seu objetivo, e, ao mesmo tempo, mantém, sustenta, protege e fortalece os seus trabalhadores.

Essa egrégora não se forma da noite para o dia e não se mantém sem que seja constantemente alimentada pelos seus integrantes, encarnados e desencarnados. Desse modo, toda vez que o grupo se reúne, doa energias para a sua manutenção, além de trabalhar na sua limpeza e harmonização.

Todos os médiuns são responsáveis pela egrégora do grupo e todos têm o compromisso de procurar sempre o equilíbrio físico, emocional, espiritual e energético, dentro e fora do trabalho mediúnico, a fim de sempre poderem contribuir positivamente para a mesma.

Se a egrégora de um grupo é forte, coesa, equilibrada e harmônica, este grupo dificilmente será desestabilizado por energias ou entidades negativas, e quando há um elemento em desarmonia, novo ou não, a própria egrégora se encarrega de fazer a “seleção energética natural”, provocando seu afastamento espontâneo, pelo mal estar e insatisfação que causa no elemento desarmônico.

Se, ao contrário, a egrégora não existe e o grupo se caracteriza por uma atmosfera energética instável e desarmônica, o grupo todo fica sujeito ao assédio de entidades desequilibradas, podendo surgir desavenças, intrigas, disputas, desentendimentos, doenças, etc.

  1. Sintonia espiritual no dia a dia

Sintonia é lei universal, é algo a que estamos sujeitos o tempo todo, dormindo ou acordados, trabalhando ou descansando, dentro ou fora do grupo mediúnico. É algo que, naturalmente, buscamos, o tempo todo, é atração entre os semelhantes, e no universo tudo é regido por ela.

Na natureza, a sintonia se dá por instinto, é automática, e não tem qualquer interferência de emoções, sentimentos ou pensamentos. No ser humano, no entanto, ela é diferenciada, por ser determinada pelas vibrações que ele próprio cria ao seu redor, por meio dos seus próprios pensamentos e sentimentos.

Sempre que age, fala, pensa, deseja, tem idéias, toma decisões, tem impulsos, etc., o ser humano está, automaticamente, estabelecendo a sua própria freqüência vibratória e, ao mesmo tempo, emitindo suas energias, nessa freqüência, para fora de si. E depois de externada, a vibração já não é só sua, mas de todo o universo, para que encontre eco em vibrações semelhantes, pela lei da sintonia.

O ser humano pode, portanto, escolher o que pensar, sentir, dizer e desejar, mas uma vez escolhido, já não poderá escolher como vibrar ou as energias que irá emanar, pois isso já terá sido determinado pelos seus próprios pensamentos e sentimentos, e estará totalmente fora do seu controle.

O segredo está, então, em saber pensar e sentir, em ter o controle sobre os próprios pensamentos e sentimentos, produzindo, assim, a vibração que se quer externar e, consequentemente, aquela com que se quer sintonizar.

É por esta razão que mudança de sintonia não se faz de fora para dentro, pois é impossível mudar externamente um padrão vibratório, uma vez que a origem da vibração é interna. A mudança tem que ser íntima, dentro de nós, na origem dos nossos pensamentos e sentimentos. E isso não pode ser feito por terceiros, não importa quem sejam, pois pensamentos e sentimentos somos nós mesmos que escolhemos.

Se plantamos sementes de limoeiro, não podemos colher tomates. Se escolhemos pensamentos e sentimentos negativos, não podemos esperar ter uma vibração positiva. E se não temos vibração positiva, pela lei da sintonia, não podemos esperar sintonia com outras vibrações positivas.

Se a nossa sintonia não anda boa, se estamos nos sentindo cercados de energias densas, se o ambiente à nossa volta anda carregado, em vez de procurar, fora de nós, o que está causando todo esse desconforto, devemos buscar no próprio íntimo, bem lá no fundo, o que, em nós, está ATRAINDO essas coisas, o que, dentro de nós, está vibrando na mesma freqüência dessas energias que insistem em nos “perseguir”.

Passes e práticas energéticas são muito bons, mas mudam apenas e temporariamente o nosso exterior. Se o que vem de dentro de nós não for mudado, não haverá prática energética suficientemente boa que consiga nos ajudar e manter o nosso padrão vibratório elevado.

E se sintonia é algo a que estamos sujeitos o tempo todo, é importante que aprendamos a buscar melhores pensamentos e sentimentos continuamente, evitando julgar, criticar, condenar, reclamar, agredir, ofender e ofender-se, em qualquer situação, para evitarmos a sintonia com energias mais densas, geradas por pensamentos e sentimentos desequilibrados que estão por aí, em todos os lugares.

Se estamos harmonizados e serenos por dentro, isso se reflete, ajutomaticamente, por fora e cria, ao nosso redor, um campo energético que nos isola das energias mais densas, mesmo quando estamos completamente cercados por elas.

A energia não é boa, nem ruim. Como tudo o que Deus criou, é neutra e só se polariza pela ação dos nossos pensamentos e sentimentos, refletindo apenas aquilo que somos por dentro.




  1. FORMAS-PENSAMENTO



  1. Definição e características

Formas-pensamento são criações mentais modeladas em matéria fluídica. Podem ser criadas por encarnados e desencarnados, com características positivas ou negativas.

Como o próprio nome diz, são resultado da ação da mente sobre os fluidos mais sutis, criando formas correspondentes ao pensamento externado.

Os fluidos que nos rodeiam são altamente plásticos e sensíveis à ação das ondas mentais. Quando pensamos, as vibrações que emitimos atuam sobre esses fluidos, condensando ou dispersando energias, dando-lhes formas que correspondem à natureza e à essência do que pensamos.

Vejamos o que dizem Annie Besant e Charles Leadbeater em seu livro Formas de Pensamento:

“Todo pensamento dá origem a uma série de vibrações que, no mesmo momento, atuam na matéria do corpo mental. Uma esplêndida gama de cores o acompanha, comparável às reverberações do sol nas borbulhas formadas por uma queda de água, porém com uma intensidade mil vezes maior. Sob este impulso, o corpo mental projeta, para o exterior, uma porção vibrante de si mesmo, que toma uma forma determinada pela própria natureza dessas vibrações. ... Nesta operação mental se produz uma espécie de atração da matéria elemental do mundo mental, cuja natureza é particularmente sutil.

“Essa matéria se amolda, muito facilmente, à influência do pensamento humano. Todo impulso que brote do corpo mental ou do corpo astral cria, imediatamente, uma espécie de veículo temporário, que se reveste dessa matéria vitalizada. Assim, um pensamento ou impulso se converte, durante determinado tempo, numa entidade vivente, ...”

“Desta maneira, temos uma forma de pensamento pura e simples, uma entidade vivente, de uma atividade intensa, criada pela idéia que lhe deu nascimento. Se esta forma é constituída pela matéria mais sutil, será tão poderosa quanto enérgica, e poderá, sob a direção de uma vontade tranqüila e firme, desempenhar um papel de alta transcendência.”

Se o pensamento é passageiro, muitas vezes nem chega a criar nada, ou, se cria, esta forma não se mantém, pois não é realimentada. Se, no entanto, o pensamento é persistente, revivido continuamente por imagens mentais, a forma criada se estabelece, ficando cada vez mais forte.

Quanto mais forte ela fica, mais energia necessita para se manter. E quanto mais energia necessita, mais busca a sintonia com mentes e formas-pensamento de mesmo teor para se fortalecer, intensificando o pensamento que a criou e até provocando pensamentos similares em outras mentes.

É o que dizem Besant e Leadbeater ao afirmar que “as vibrações radiadas, como as vibrações de toda a natureza, debilitam-se à medida que se afastam do centro que as produziu. ... Estas vibrações, tanto como as demais, tendem a reproduzir-se sempre que a ocasião seja favorável, e quando atuam em outro corpo mental, têm uma tendência imediata a sintonizá-lo com o seu próprio diapasão vibratório. Isto significa que, no homem cujo corpo mental seja afetado por estas ondas, vibrações tendem a produzir em sua mente pensamentos do mesmo caráter que os já formados anteriormente pela mente do pensador emissor da onda primitiva.”

Se se trata de uma forma-pensamento sadia, positiva, elevada, ela se alimentará dos pensamentos e sentimentos positivos do seu criador, ao mesmo tempo em que o abastecerá de bons fluidos agregados, por sintonia, de outras mentes e formas-pensamento de mesmo teor.

Se, no entanto, se trata de uma forma-pensamento negativa, densa, doentia, ela também se alimentará dos pensamentos do seu criador, mas levando-o a intensificar, cada vez mais, a mesma idéia e projetando sobre ele todos os fluidos com que tenha sintonia, até que o emissor não consiga mais se desvencilhar de sua própria criação. Sua mente passa, então, a ser preenchida apenas por aquela idéia, num círculo vicioso.

E mais. De acordo com Besant e Leadbeater, “se o pensamento ou os sentimentos de um homem são projetados sobre uma pessoa determinada, a forma de pensamento irá diretamente a ela e lhe afetará os veículos astral e mental. Se o pensamento é egoísta, se o ser que o engendra não pensa senão em si mesmo (como sucede a maior parte das vezes), a forma vagará constantemente próxima ao seu criador, sempre pronta a atuar sobre ele próprio, tantas vezes quantas o encontre em estado passivo.”

É assim que muitas obsessões começam com formas-pensamento criadas e mantidas pela própria pessoa, já que muitos obsessores se aproveitam dessas criações, manipulando-as para assustar, atormentar e drenar as energias dos seus alvos.

É importante observar também que formas-pensamento podem ser “incorporadas” por médiuns como se fossem espíritos. A diferença é que, como não são consciências e não têm mente, ou seja, não são individualidades, não são capazes de se comunicar de forma lógica, conversando, mas podem ser acopladas aos médiuns, à sua aura e ao seu perispírito, para drenagem das energias e consequente desintegração da forma, desligando-a de outras consciências encarnadas ou desencarnadas.

Estas são as manifestações que acontecem nos grupos de desobsessão em que não há diálogo, mas se nota um enfraquecimento gradativo do fenômeno, como se a “entidade” estivessem, literalmente, derretendo, desmanchando-se, para logo deixar o corpo do médium.

Besant e Leadbeater dizem também que “se o pensamento não se dirige especificamente para alguém, se não se fixa no ser a quem é enviado, flutua simplesmente na atmosfera, radiando sem cessar vibrações análogas às que têm sido postas em movimento pelo seu criador. Se o pensamento não se põe em contato com outros corpos mentais, esta vibração diminui gradualmente em energia e termina com a dissolução da forma de pensamento. Se, ao contrário, esta vibração consegue despertar, num corpo mental próximo, uma vibração simpática, as duas vibrações se atraem e a forma de pensamento é, geralmente, absorvida por este novo corpo mental.”

Muitas egrégoras também se criam ao redor de formas-pensamento iniciais que vão sendo mantidas e fortalecidas por outras pessoas, até que se tornem tão grandes e tão fortes que passam a existir como entidade independente, com que podemos entrar em contato pela simples lembrança da idéia que ela inspira ou representa.

Assim, por meio das formas-pensamento que criamos, podemos construir ou destruir, ajudar ou prejudicar, elevar ou rebaixar. Para o médium isso é sumamente importante, pelo que ele mesmo pode criar em termos de formas mentais à sua volta, bem como pelo cuidado que deve ter com as formas mentais de entidades desencarnadas com as quais entrará em contato.

Para finalizar, acrescentamos o que Besant ainda ressalta, dizendo que “cada homem se move num espaço, encerrado como que numa caixa fabricada por ele mesmo, rodeado de cardumes de formas de pensamento habituais. Nestas condições, ele só vê o mundo através deste tabique, e, naturalmente, matiza todas as coisas com a sua própria cor dominante, e toda a gama de vibrações que o afetam é mais ou menos modificada pela sua própria tinta pessoal. Assim é que o homem não vê nada com exatidão até haver aprendido a dominar, por completo, os sentimentos e os pensamentos.”



  1. Classificação

Usando ainda os critérios de Besant e Leadbeater, no livro já citado, poderíamos classificar as formas-pensamento em três grandes grupos:

  • a formas que reproduzem a imagem do seu criador – são réplicas da imagem que o criador tem de si mesmo, projetadas para lugares distantes.

  • as formas que reproduzem a imagem de um objeto material – são réplicas de objetos, lugares e até pessoas em que o criador está pensando. Assim, uma escultura, por exemplo, antes de se tornar realidade no plano físico, é criada no plano fluídico, pela mente do escultor.

  • as formas com traços próprios, expressando suas próprias qualidades na matéria que atraem – estas são formas que só se vêem no plano astral, pois assumem as características das energias que a compõem. São visíveis apenas aos clarividentes e exigem bastante estudo para se interpretar, corretamente, a sua essência e natureza, dentro do simbolismo em que se apresentam.

Dentro de cada grupo, poderíamos, ainda, classificá-las pela cor, pelo brilho, pelo movimento, pela direção, pelo tamanho, pela precisão de traços, pela nitidez, etc.

  1. Formas-pensamento e mediunidade

Ao pensar criamos, imediatamente, uma forma correspondente ao nosso pensamento. Donde se pode concluir que, um desencarnado um pouco mais treinado pode saber o que estamos pensando e sentindo apenas observando as formas que estão à nossa volta ou brotam de nós.

E se isso é fato no dia a dia, imaginemos o que não acontece durante uma sessão mediúnica, quando estamos acompanhados de espíritos que nos observam atentamente, seja para nos ajudar, seja para nos analisar, observar, acusar ou cobrar algo.

Esse mecanismo de criação mental é extremamente útil ao médium, pois, por meio dele, ele pode criar formas-pensamento que atendam as necessidades ou exigências do trabalho em curso, harmonizando, acalmando ou elevando o padrão do ambiente e das consciências à sua volta.

Assim, se está se manifestando uma entidade cheia de ódio e desejo de vingança, por exemplo, os médiuns que estão em volta, e mesmo o médium que está dando a comunicação, caso seja consciente, podem criar formas-pensamento de amor, de perdão, de serenidade, de paz, etc., procurando abrandar o estado agressivo da entidade, ao mesmo tempo em que o envolvem em amor e simpatia.

Do mesmo modo, em atendimentos públicos, podemos nos valer deste recurso para criar uma atmosfera de fé e esperança, levando, às pessoas que aguardam, algum conforto e serenidade.

Podemos ainda expressar, por meio de formas-pensamento, alegria, gratidão, carinho, e todos os sentimentos de que o ser humano é capaz, mantendo elevado o padrão vibratório do ambiente, seja em que condição for, ou simplesmente externando o bem estar que trazemos por dentro.

O inverso também é verdadeiro. O clarividente poderá interpretar as intenções e as necessidades de uma entidade ou de um encarnado, vendo suas formas-pensamento, ou mesmo apenas visualizando-as em sua tela mental.



  1. LARVAS ASTRAIS



  1. Definição e características

Também chamadas vibriões astrais, larvas mentais, larvas espirituais, larvas fluídicas, larvas energéticas, vermes astrais, vibriões mentais, bacilos psíquicos, larvas psíquicas, etc., larvas astrais são formas-pensamento semelhantes a micróbios físicos, criadas pela viciação mental e/ou emocional da consciência, em atitudes, pensamentos e sentimentos desequilibrados.

Vejamos algumas descrições de André Luiz no capítulo 3 de seu livro Missionários da Luz, ao examinar, mais de perto, alguns candidatos ao desenvolvimento mediúnico:

“Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fra­quíssima luminosidade, que parecia abafada por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilida­de. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibra­vam ao longo de todo o cordão espermático, formando colônias compactas, nas vesículas seminais, na próstata, nas massas mu­cosas uretrais, invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas fe­ras microscópicas situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica. Estava as­sombrado. ... Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?”

Ao que o instrutor Alexandre responde:

“— Não, André. Não temos sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise ma­terial por bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferio­res. O dicionário médico do mundo não os conhece e, na ausên­cia de terminologia adequada aos seus conhecimentos, chamemos-lhes larvas, simplesmente. Têm sido cultivados por este companheiro, não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão tam­bém pelo contato com entidades grosseiras, que se afinam com as predileções dele, entidades que o visitam com freqüência, à maneira de imperceptíveis vampiros. ...”

Observando outro candidato habituado a ingerir álcool em excesso, André Luiz nos dá a seguinte descrição:

“Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilan­tes postavam-se, vorazes, ao longo da veia porta, lutando desesperadamente com os elementos sangüíneos mais novos. Toda a estrutura do órgão se mantinha alterada.”

Ainda no mesmo capítulo, ele examina também uma mulher com distúrbios alimentares e diz:

“Em gran­de zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasites conhecidos, mas, além deles, divisava outros corpús­culos semelhantes a lesmas veracíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula íleocecal. Semelhantes parasites atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição.”

  1. Causas e conseqüências

Para entender como surgem as larvas astrais, vamos continuar com o que diz o instrutor Alexandre a André Luiz, no capítulo 4 do livro Missionários da Luz:

“Você não ignora que, no círculo das enfermidades ter­restres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido. ... Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória? Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? No campo infinitesimal, as revelações obede­cem à mesma ordem surpreendente. André, meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intempe­rança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, for­mam criações inferiores que afetam profundamente a vida ínti­ma. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente.”

Ainda no mesmo capítulo, Alexandre continua:

“Primeiramente a semeadura, depois a colheita; ... Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e conseqüências de infinitas expressões. E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lançamos em circulação nas corren­tes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos gérmens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleçam ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível. ... Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são conseqüentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa.”

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, pela repetição contínua de uma mesma conduta, física e/ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, as quais se organizam na forma de colônias de microorganismos astrais.

As consequências são as mais variadas, podendo ir desde problemas físicos, graves ou não, até perturbações espirituais, que, se não combatidas a tempo, podem se transformar em sérios distúrbios psíquicos, acarretando sérias complicações para o encarnado, nesta vida e nas próximas.



  1. Como eliminar

Larvas astrais são bastante “aderentes” e se reproduzem com muita facilidade, bastando, para isso, que se lhes ofereçam as mínimas condições mentais e energéticas.

Dependendo da extensão do problema, serão necessárias muitas aplicações energéticas para limpeza, desinfecção e rearmonização da região afetada, o que pode exigir a atuação de vários aplicadores, em várias sessões, para que estas colônias sejam enfraquecidas e não possam mais se expandir, vindo a desaparecer.

Mas, como em qualquer tratamento físico, a colaboração do “paciente” é imprescindível, uma vez que estas larvas são criadas e alimentadas pelas energias geradas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos. Assim sendo, além das aplicações energéticas, é necessário que se oriente e conscientize a pessoa sobre como e por quê mudar os seus hábitos mentais e as suas atitudes, garantindo que ela mesma não mais oferecerá condições para que estas larvas se instalem e espalhem.

  1. Como prevenir

Se larvas astrais são criações mentais, geradas a partir de pensamentos e sentimentos desequilibrados, a prevenção se faz, também aqui, pelo equilíbrio e o controle do que pensamos e sentimos. Não há outro meio.

Como já dissemos, sintonia é a “alma” do universo. Tudo funciona segundo as suas leis e só viveremos com aquilo que nós mesmos criarmos ou atrairmos a partir do que geramos dentro de nós.




  1. BLOQUEIOS ENERGÉTICOS



  1. Definição e características

Bloqueios energéticos são estreitamentos, obstruções ou reduções na velocidade de fluxo nos canais de circulação de energias (meridianos da acupuntura), ou entupimento ou redução da velocidade de rotação dos chacras, causados por desequilíbrios físicos, emocionais ou espirituais.

Podem ser provocados pela própria pessoa ou mesmo por outras pessoas ou entidades desencarnadas e, geralmente, caracterizam-se, à visão do clarividente, por massa de tonalidade escura e aspecto denso pairando próxima ou aderida à região onde está instalado o distúrbio. Essa massa pode assumir a forma de nuvem, de visgo, de bolha e outras.

Segundo Roberto E. Silva e Ilza A. Silva, em seu livro Diagnóstico Bioenergético – Pesquisa Através da Clarividência, “na primeira análise, tudo indica que os bloqueios têm início no interior do canal, quando as energias começam a ganhar maior densidade, notadamente na junção do canal principal com os chacras. A partir daí, se persistirem os motivos que levaram a essa distorção, pode o bloqueio ir se espalhando para a periferia do chacra, ultrapassar seu diâmetro, envolver a parte externa e se estender por toda a área onde está situado o chacra. Às vezes, ocorre um espalhamento que atinge até outros chacras próximos, ficando todos com a mesma cor. Esta é a hipótese para as cores dos bloqueios.

“Exemplo: ao baixarf a frequência, a energia toma a cor proporcional à frequência que se acumula no canal e se espalha.

“Quando o chacra está lento ou parado, vêem-se várias cores. Quando em rotação normal, vê-se um brilho típico de luz (tipo lâmpada de 60w acesa).”

Como já dissemos anteriormente, pensamentos e sentimentos negativos geram energias que têm uma frequência mais baixa, vibrando menos intensamente. Com a diminuição do padrão vibratório, a energia tende a se tornar mais densa, mais pegajosa, mais viscosa, com movimentos mais lentos, podendo aglutinar-se facilmente.

Os bloqueios energéticos, em geral, começam com atitudes, pensamentos e sentimentos negativos da pessoa, repetidos com certa regularidade e por algum tempo, os quais provocam a diminuição da sua frequência vibratória fazendo com que, consequentemente, suas energias se tornem mais densas e comecem a se acumular em determinados pontos, dificultando, inclusive, o fluxo de energia para outras regiões do corpo.

Conforme o local onde está intalado o bloqueio, é possível determinar a origem do mesmo. Assim, bloqueios que atingem os rins, por exemplo, em geral têm a ver com pensamentos e sentimentos de medo, insegurança, etc. Já os bloqueios que atingem os pulmões são, geralmente, originados em sentimentos de tristeza. Bloqueios que atingem o fígado, nascem da raiva, da cólera, da agressividade. E os bloqueios que atingem a sistema digestório, especialmente o estômago, têm a ver com ansiedade.

Os bloqueios energéticos podem também ser causados por assediadores ou obsessores, encarnados e desencarnados, mas, ainda assim, terão sua causa primária nos comportamentos da própria pessoa, pois só podem ser provocados por terceiros por sintonia com os mesmos.

  1. Causas e conseqüências

Exatamente como acontece com as formas-pensamento, inclusive as larvas astrais, bloqueios energéticos surgem em consequência da conduta material, mental, emocional e espiritual da pessoa e podem causar desde leve desconforto, até doenças e perturbações graves, dependendo da intensidade, do tempo e da profundidade.

  1. Como eliminar

O restabelecimento do fluxo de energias pode ser feito por qualquer técnica de aplicação de energia, acompanhada de orientação à pessoa para que mude seus hábitos, de forma a garantir que eles não voltem a se formar.

  1. Como prevenir

A prevenção é feita pela manutenção de hábitos físicos, mentais, emocionais e espirituais equilibrados, saudáveis, especialmente por meio de pensamentos e sentimentos positivos.


  1. PARASITAS OVÓIDES

Ricardo Di Bernardi diz que “sabemos serem espíritos humanos que, pela manutenção de uma idéia fixa e doentia (monoideísmo), acabam estabelecendo uma vibração de baixa freqüência e comprimento de onda longo que, com o passar dos anos,  produz uma deformação progressiva no seu corpo espiritual.”

Ovóides são, portanto, espíritos em estado de perturbação tão profundo que perderam a consciência de sua natureza humana, perdendo também a forma humana de seu perispírito.

Di Bernardi diz ainda que “trata-se de um monoideísmo auto-hipnotizante. Ele vibra de forma contínua e constante, de maneira desequilibrada, gerando uma energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrado. Ao vibrar repetidamente na mesma freqüência e em desequilíbrio com a Lei Cósmica Universal, gera este circuito arredondado que o vai deformando e tornando-o "ovóide ".

Assim, a insistência do espírito em, por auto-hipnose, reviver pensamentos e sentimentos negativos, geralmente de apego, remorso ou vingança, faz com que perca a noção de tempo e espaço, numa espécie de monoideísmo, fazendo também com que se deforme, aos poucos, atrofiando, por falta de função, os órgãos do psicossoma, assumindo a forma do círculo vicioso em que vive mentalmente.

Ainda segundo Di Bernardi, este processo de ovoidização ocorre porque “o perispírito (ou corpo astral) é composto de moléculas também, tal como o nosso corpo físico. Por analogia,  imaginemos as moléculas do corpo astral como as moléculas dos gases: elas são maleáveis e se modificam ao sabor  da pressão, da temperatura e até do recipiente que contém o gás. As moléculas do perispírito são moldáveis pelo pensamento e  pelo sentimento, tomam  formas, de acordo com a vibração do Espírito. Assim, se tornam brilhantes, opacas, densas ou  "leves".

Quando esses ovóides se ligam a uma consciência, encarnada ou desencarnada, em especial, fica caracterizado, então, o processo obsessivo por parasita ovóide.

Neste caso, a massa fluídica em que se transformou o perispírito do desencarnado, envolve, sutilmente, o seu alvo e depois liga-se ou cola-se ao seu corpo, físico ou perispiritual, distorcendo-lhe idéias, pensamentos, opiniões e atitudes.

Além da influência psicológica, os parasitas ovóides agem também drenando as energias do obsidiado, podendo levá-lo até ao desencarne, caso seja encarnado.

É importante notar, no entanto, que a ligação do parasita ovóide com a sua “vítima” jamais acontece sem a aceitação ou permissão, ainda que inconsciente, da própria vítima, pelo hábito de cultivar pensamentos de remorso, ódio, egoísmo, desejo de vingança, apego excessivo, etc.

Diz André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos que, “no tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação esta que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.”

Em tudo, inclusive aqui, como vemos, está a sintonia, agindo como lei perfeita e auto-regulável, aproximando os semelhantes, para que vivam no clima psíquico que mais cultivam e com o qual se sentem mais familiarizadas.

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