ippb instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas



Baixar 0.91 Mb.
Página15/25
Encontro18.07.2016
Tamanho0.91 Mb.
1   ...   11   12   13   14   15   16   17   18   ...   25

Estudando a Mediunidade





  1. DEFINIÇÃO

A palavra médium vem do latim médium e significa intermediário, que, por sua vez, de acordo com o dicionário, é aquele que está no meio, aquele que serve de mediador, de “intérprete”.

Aplicada à espiritualidade, médium é aquele indivíduo que serve de mediador entre o plano dos encarnados e o plano dos desencarnados, permitindo ou facilitando o contato e a comunicação entre eles.




  1. HISTÓRICO

Embora o conceito seja relativamente recente, o contato com o mundo dos espíritos sempre esteve presente na história da humanidade e podemos encontrar registros de fenômenos mediúnicos em diversas escrituras e tradições antigas de vários povos e culturas, como Egito, Pérsia, China, Índia, Grécia, celtas, hebreus, etc.

Em todas as épocas da humanidade houve médiuns e fenômenos mediúnicos, mas eles só passaram a ser estudados sistematicamente, analisados e suficientemente compreendidos com a codificação do Espiritismo por Allan Kardec, no final do século XIX. A mediunidade esteve sempre muito presente entre os homens, principalmente nos meios religiosos, embora tivesse outros nomes e objetivos. Nas tribos humanas primitivas, as manifestações mágicas quase sempre denotavam a presença de espíritos ("almas" ou "sombras" dos mortos). Nas atividades religiosas das civilizações antigas, a comunicação com "deuses" e "forças espirituais" era comum, ainda que não se falasse em médiuns e mediunidade. Nessa época, a faculdade de se comunicar com espíritos ou forças correspondentes era exclusividade de sacerdotes, magos, feiticeiros, pagés, santos, profetas, etc., o que não impedia, no entanto, que a mediunidade estivesse presente, ainda que potencialmente, em todas as pessoas.




  1. MEDIUNIDADE e MEDIUNISMO

Alguns autores parecem fazer uma diferença entre as palavras mediunismo e mediunidade.

Embora os dois termos sirvam para designar a capacidade que os encarnados têm de entrar em contato com os desencarnados, para alguns, mediunismo seria a sensibilidade genérica que todo ser humano tem à ação e influência espiritual, enquanto que mediunidade seria a faculdade que apenas algumas pessoas mais sensíveis têm de produzir os fenômenos mediúnicos, comunicando-se e trocando informações com os espíritos desencarnados, de forma evidente e compreensível.

De nossa parte, não vemos qualquer problema em usar as duas palavras como sinônimos.


  1. MEDIUNIDADE E ANIMISMO



  1. Definição de animismo

A palavra animismo vem do latim anima, que significa alma, e foi usada, pela primeira vez, por Alexander Aksakov, em seu livro Animismo e Espiritismo, para designar “todos os fenômenos intelectuais e físicos que deixam supor uma atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano e, mais especialmente, os fenômenos mediúnicos que podem ser explicados por uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo.”

André Luiz, em seu livro Mecanismos da Mediunidade, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, define animismo como sendo “o conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.”

Já Richard Simonetti, em seu livro Mediunidade – Tudo o que você precisa saber, diz que animismo, “na prática mediúnica, é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio.”

Ramatis, no livro Mediunismo, pela psicografia de Hercílio Maes, diz que “animismo, conforme explica o dicionário do vosso mundo, é o “sistema fisiológico que considera a alma como a causa primária de todos os fatos intelectivos e vitais”.

“O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades espíritas, significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas do Além-Túmulo.”

Partindo de definições como estas, o termo passou a ser usado de forma negativa e pejorativa, para tudo aquilo que fosse produzido por um médium, mas que não tivesse qualquer contribuição ou participação de espíritos desencarnados. Com essa definição, o animismo passou a ser o pesadelo de todos os médiuns, especialmente os iniciantes, por ser usado como sinônimo de mistificação.



  1. Animismo e mistificação

No entanto, mistificação é outra coisa completamente diferente, caracterizada pela fraude consciente do médium e a simulação premeditada do fenômeno mediúnico, com intenção de enganar os outros.

Médium mistificador, portanto, é aquele que FINGE premeditada e conscientemente estar em transe mediúnico, recebendo comunicação de espíritos desencarnados, quando, na verdade, está apenas inventando a mensagem para impressionar ou agradar as pessoas que a recebem.

A atuação anímica do médium, por sua vez, acontece de forma quase sempre insconsciente, de modo que o próprio médium dificilmente consegue perceber a sua própria interferência ou participação no fenômeno que manifesta, não conseguindo separar o que é seu do que é criação mental do comunicante, mesmo quando o fenômeno, em si, é consciente.

É o que nos diz Hermínio C. Miranda, em seu livro Diversidade dos Carismas, quando afirma que “o fenômeno fraudulento nada tem a ver com animismo, mesmo quando inconsciente. Não é o espírito do médium que o está produzindo através de seu corpo mediunizado, para usar uma expressão dos próprios espíritos, mas o médium, como ser encarnado, como pessoa humana, que não está sendo honesto, nem com os assistentes, nem consigo mesmo. O médium que produz uma página por psicografia automática, com os recursos do seu próprio inconsciente, não está, necessariamente, fraudando e, sim, gerando um fenômeno anímico. É seu espírito que se manifesta. Só estará sendo desonesto e fraudando se desejar fazer passar sua comunicação por outra, acrescentando-lhe uma assinatura que não for a sua ou atribuindo-a, deliberadamente, a algum espírito desencarnado.”






  1. Compartilhe com seus amigos:
1   ...   11   12   13   14   15   16   17   18   ...   25


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal