ippb instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas



Baixar 0.91 Mb.
Página19/25
Encontro18.07.2016
Tamanho0.91 Mb.
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   25
Médiuns de sustentação

Chamamos de médiuns de sustentação, aqueles médiuns que compõem a corrente, mas não têm mediunidade ostensiva, ou seja, não dão comunicações diretas, nem apresentam qualquer fenômeno mediúnico evidente.

Em geral, são pessoas dotadas de alta capacidade de concentração, bons doadores de energias, com muita facilidade de visualização e projeção de fluidos e formas, bastante seguros, emocional e espiritualmente, amorosos e dotados de bom senso de responsabilidade e compromisso.

São peças essenciais na formação de grupos mediúnicos, por suas características mentais e energéticas que interferem positivamente no equilíbrio e na manutenção das energias do grupo. São capazes de elevar o padrão vibratório da corrente ou de sustentar um médium durante uma manifestação, sem se desequilibrar ou perturbar.

São também ótimas referências para os dirigentes, pois, em geral, costumam captar com facilidade as alterações vibratórias no ambiente e, como não costumam ficar mediunizados, podem ajudar muito, observando o andamento do trabalho e prevenindo ou informando qualquer perturbação que necessite de mais atenção, ou mesmo ajudando um colega que não esteja se sentindo bem.

Torres Pastorino fala deles nos itens Condensadores, Corrente de Foulcault e Transformadores, acima descritos, demonstrando a importância de seu papel de “isolantes” e “moduladores” na corrente mediúnica.

  1. “Iscas” ou “cabides” mediúnicos

É muito comum os médiuns, na véspera ou no dia do trabalho mediúnico, se sentirem diferentes, incomodados, e, depois de passada a reunião, voltarem ao normal, sem conseguirem atribuir uma razão lógica para esse mal-estar. Isso acontece por causa de um mecanismo que Wagner Borges chama de isca ou cabide mediúnico, que é a transferência de uma ou várias entidades desencarnadas da aura de outras pessoas ou de um ambiente para a aura de um ou mais médiuns.

Em geral, os mentores ou amparadores se valem desse recurso para dar assistência a entidades muito desequilibradas, de forma que possam ser ajudadas pelo próprio médium, pelo contato com a sua energia e os seus pensamentos, ou sejam levadas ao grupo mediúnico do qual o médium faz parte, no dia da reunião.

Quando são levadas à reunião, “penduradas” nos médiuns, as entidades podem se manifestar por estes mesmos médiuns, se tiverem psicofonia, ou podem ser retiradas de sua aura e transferidas para outros médiuns. Podem ainda ser atendidas no astral pelos dirigentes espirituais encarregados do trabalho, sem manifestação direta no físico, aproveitando apenas o ambiente fluídico e vibratório da reunião.

A “conexão” com estas entidades pode acontecer tanto no dia da reunião, como vários dias antes dela, dependendo da disponibilidade e capacidade do médium, bem como da assistência a ser dada. E pode causar vários sintomas desagradáveis, tais como:



  • leve alheamento, como se a pessoa estivesse “aérea”

  • sensação de opressão, sem causa aparente

  • sensação de peso no peito

  • maior irritabilidade, sem motivo

  • cansaço exagerado, sem razão

  • mal-estar geral repentino

  • sensação de perigo

  • sono quase incontrolável

  • pensamentos de tristeza, melancolia e pessimismo que não são costumeiros

  • sensação de estar sendo observado ou perseguido

  • tremores ou arrepios desagradáveis pelo corpo

  • percepção de odores desagradáveis sem origem definida

  • dores repentinas e sem razão pelo corpo

No entanto, se o médium tem relativo equilíbrio e conhecimento do que se passa e de como pode controlar o processo, ajudando, inclusive, será capaz de manter-se equilibrado até o momento de ser desligado da(s) entidade(s), prestando serviço a muitas pessoas e entidades. Por isso a necessidade do estudo e do conhecimento, do autocontrole, da serenidade e do amor incondicional pelo ser humano, seja ele encarnado ou desencarnado.

  1. Aparelhos extrafísicos

São aparelhos produzidos pela manipulação e/ou condensação de fluidos astrais, e aplicados, conectados ou ligados remotamente a chacras ou órgãosfísicos, provocando alterações temporárias nas faculdades de pessoas e médiuns, ou dando-lhes proteção energética e/ou vibracional.

Embora o conceito seja mais conhecido pelo efeito prejudicial de sua aplicação por obsessores, os aparelhos extrafísicos podem também ser usados por mentores ou amparadores para provocar, intensificar, diminuir, bloquear ou modificar capacidades psíquicas e energéticas de médiuns, ou ainda para monitorá-los ou inspirá-los à distância.

Podem também provocar alterações psíquicas, interferindo na consciência e na lucidez dos médiuns, bem como alterações de percepção, provocando clarividência, clariaudiência e outros fenômenos anímicos.


  1. TIPOS DE MEDIUNIDADE

Embora as classificações sejam humanas e sirvam apenas para facilitar o melhor entendimento do assunto, já que os fenômenos mediúnicos não obedecem a qualquer critério que possamos criar para eles, vamos aqui citar dois critérios que julgamos importantes neste nosso estudo, para melhor compreensão da própria mediunidade e de suas conseqüências.



  1. Quanto à natureza

Segundo Edgard Armond, no seu livro Mediunidade, quanto às causas ou razões de ser, podemos dividir a mediunidade em dois grandes grupos: natural e de prova.

Mediunidade natural é aquela que advém da evolução ética e intelectual do próprio indivíduo como espírito, aumentando, em conseqüência, sua percepção espiritual. Segundo Armond, no livro Prática Mediúnica, “é faculdade própria do Espírito, conquista sua, quando já adquiriu possibilidades maiores, quando atingiu graus mais elevados na escala evolutiva.” ... “...o Espírito, já convenientemente evoluí­do, é senhor de uma sensibilidade apurada que lhe permite vibrar normalmente em planos superiores, sendo a faculdade puramente espiritual.”

Em Mediunidade, ele ainda acrescenta que “a mediunidade natural, sendo um sinal de desdobramento ou apuração de sensibilidade, dá ao indivíduo mais amplo conhecimento do mundo material em que vive e, ao mesmo tempo, lhe proporciona conhecimentos mais ou menos dilatados dos planos de vida situados em outros mundos.

“Portanto, em qualquer ponto do Universo em que esteja o indivíduo, ela se exerce com as mesmas características e conseqüências, sendo, pois, como dissemos, um fenômeno de constatação e aplicação universais.

“Quanto maior o grau, o índice dessa sensibilidade, tanto maior a intuição e, conseqüentemente, tanto maior o campo que o indivíduo abrange na percepção dos fenômenos e dos aspectos da vida cósmica.

“É claro que os que possuem hoje sensibilidade já evoluída, colhem o que plantaram em vidas anteriores, recebem o resultado das experiências que já realizaram, das provas que suportaram, e seu número é restrito.”

mediunidade de prova, também chamada por Armond de mediunidade-tarefa, é aquela recebida em determinadas condições, para utilização imediata. Segundo ele, em Mediunidade, “... é a posse de faculdades não propriamente conquistadas pelo possuidor, ou fruto de sua superioridade espiritual, mas dádiva de Deus, outorga feita a uns e outros, em certas circunstâncias e ocasiões, para que, no seu gozo e uso, tenham oportunidade de resgatar dívidas, sair de um ponto morto, de um período de letargia ruinosa, despertando, assim, para um novo esforço redentor.”

Em Prática Mediúnica, ele diz também que “...é capacidade transitória, de emergência, obtida por graça, com auxílio da qual o Espírito pode apressar sua marcha e redimir-se.”, e “...foi fornecida ao médium (por) uma condição física especial que lhe permite servir de instrumento aos Es­píritos desencarnados para suas manifestações.”

“O Espírito ao encamar-se, já trazendo em seu programa a missão mediúnica, recebe um corpo físico apropriado, o qual, des­de a matriz, sofre as adaptações necessárias — mormente no campo do sistema nervoso cerebral, que é afinado para vibrar ao contato das radiações perispirituais.

“Por outro lado, como já dissemos, todo Espírito tem um tônus próprio, uma vibração e luz próprias, que variam segundo suas características morais; quando, pois, o Espírito, ao encarnar, se prende aos ligames do corpo físico, passa a irradiar, através deste, uma gama, vamos dizer, somática, global, destes caracterís­ticos, radiações estas que formam o que, comumente, se chama aura individual. Como resultado, pois, do processo de adaptação sofrido pelo corpo físico e de sua interpenetração pelas radiações áuricas individuais, adquire o médium um grau determinado de sensibilidade que lhe permite sentir, mais ou menos intensa ou amplamente, as impressões do plano hiperfísico.

É o que diz também Ramatis, no livro Mediunismo, afirmando que “há grande diferença entre o médium cuja faculdade é aquisição natural, decorrente de sua maturidade espiritual, e o médium “de prova”, que é agraciado imaturamente com a faculdade mediúnica destinada a proporcionar-lhe o resgate de suas próprias dívidas cármicas. Através de processos magnéticos, que ainda vos são deconhecidos, os técnicos do Astral hipersensibilizam o perispírito daqueles que precisam encarnar-se com a obrigação de trabalhar, pelo da mediunidade, a favor do próximo, e também empreender a sua própria recuperação espiritual.

“No Além existem departamentos técnicos especializados, que ajudam os espíritos a acelerar determinados centros energéticos e vitais do seu perispírito, despertando-lhes, provisoriamente, a sensibilidade psíquica para maior receptividade dos fenômenos do mundo oculto, enquanto se encontram encarnados. Esse é o mandato mediúnico ou a transitória faculdade concedida a título de ”empréstimo pelo Banco Divino.”

Em Mediunidade, Armond afirma ainda que “recebendo essa prova de misericórdia de Deus, concedida, quase sempre, pela intercessão de Espíritos amigos interessados no seu progresso ou a pedido próprio, de duas uma: ou o beneficiado cumpre eficientemente a tarefa retificadora e, neste caso, sobe um degrau na trajetória espiritual, ou fracassa e, então, sofre as conseqüências naturais de sua obstinação ou fraqueza.”

“É claro que não estamos subestimando ou desmerecendo aos médiuns pessoalmente, mas, simplesmente, classificando-os segundo seus valores mediúnicos; todos merecem o maior respeito e suscitam em nós, pela própria natureza edificante de suas tarefas, os melhores sentimentos de afeto e solidariedade.

“Essa condição generalizada de inferioridade espiritual é também a razão pela qual a mediunidade de prova traz consigo esse cortejo doloroso de perturbações físicas e psí­quicas que lhes transforma a vida, muitas vezes, em longo martí­rio.

“E ainda a razão porque a faculdade não é, na maioria dos casos, estável, permanente, segura, mas flutuante, incerta e alternativa, demons­trando altos e baixos, acusando períodos, mais ou menos prolongados, de atividade intensa ou de estagnação.

“E nem podia deixar de ser assim, porque esta mediunidade de prova, em si mesma, como já vimos, não é estável, mas transitó­ria, e outorgada ao Espírito, por tempo determinado, para determinado fim.

“Os próprios guias desses médiuns, e mesmo de grupos de trabalho, possuem qualidades correspondentes, estão em igualda­de de condições, muito embora no desempenho de missões úteis e na posse, como é natural, de um certo adiantamento ou superio­ridade sobre aqueles que protegem ou auxiliam; como auxiliares de entidades mais elevadas, que dirigem agrupamentos mais amplos, cumprem, assim, seu dever e obtêm, por esse modo, oportunidade de, a seu turno, se melhorarem e evoluírem.

“Daí o inconveniente de se confiar sistemática e cega­mente nos guias, sem o emprego criterioso da razão e sem se le­var em conta as diferenças que decorrem das desigualdades dos planos em que atuam uns e outros.”






  1. Compartilhe com seus amigos:
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   25


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal