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Quanto aos efeitos

Quanto aos efeitos provocados pelos fenômenos mediúnicos, podemos dividir a mediunidade em dois tipos básicos.

Mediunidades de efeitos físicos que, segundo Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, é aquela que se traduz por fenômenos materialmente tangíveis, como sons (fenômenos de voz direta e tiptologia), movimentos (levitação) ou deslocamento de corpos sólidos (aporte).

Já Edgard Armond, no livro Mediunidade, a define como “a mediunidade em que fenômenos objetivos se revelam, envolvendo elementos materiais pesados, permitindo exame direto, do ponto de vista científico.”

Para ele, “nesta modalidade de feitos físicos, o médium não é agente, não é produtor de fenômenos, mas, unicamente, um elemento que fornece parte dos fluidos necessários à produção de fenômenos; e dizemos parte dos fluidos, porque há também necessidade de outros fluidos que o médium não possui e que são retirados de outras fontes.”

Armond inclui neste grupo também as curas, entendendo que o efeito final do fenômeno é material, uma vez que se dá no corpo físico do assistido ou paciente, e a materialização, já que a figura formada pelo espírito comunicante, a partir do ectoplasma do médium e de elementos da natureza, é passível de exame físico, toque ou mesmo análise laboratorial.

E mediunidades de efeitos intelectuais, que é aquela cujo produto tem influência moral e/ou intelectual, aquela que produz fenômenos que não podem ser atestados do ponto de vista material, mas podem ser percebidos pelo conteúdo que apresentam ou informam, ou pelos sentimentos e pensamentos que inspiram, por não poderem ter vindo do próprio médium, nem de sua personalidade atual.

Estão nesta categoria a psicofonia, a psicografia e a psicopictografia (ou pintura mediúnica), por exemplo.

Dentro de cada uma dessas categorias de efeitos, poderíamos ainda dividir as mediunidades em vários outros grupos, usando diversos outros critérios, dependendo da finalidade e da profundidade do estudo que se faz.


  1. MEDIUNIDADE e ESPIRITUALIDADE



  1. O melhor médium é o médium espiritualizado

Houve um tempo em que o refrão “o melhor médium é o médium evangelizado”, criado pelos espíritas, chegou a ser tomado como lei.

Acontece que, como a mediunidade só passou a ser sistematicamente estudada e treinada dentro das casas espíritas, era natural que, para eles, o melhor médium fosse o mais evangelizado, uma vez que o Espiritismo é uma doutrina baseada no Cristianismo, nos ensinamentos deixados por Jesus nos Evangelhos.

O desvio começou quando esse parâmetro tornou-se popularmente difundido, como se o médium que professasse qualquer outra religião ou doutrina, ou que não professasse nenhuma religião ou doutrina, não pudesse ser um bom médium, um médium responsável, um médium voltado para o crescimento espiritual de si próprio e das pessoas com quem convive.

No entanto, mais importante que a crença professada pelo médium, é a forma como entende, exerce e usa sua mediunidade. E nesse aspecto, pouco importa se segue os ensinamentos de Jesus, Buda ou Krishna, pois todos eles, em essência, dizem as mesmas coisas, ensinando que somos todos espíritos, imperfeitos ainda, encarnando e desencarnando sucessivamente, e todos iguais perante o Criador.

Nesse aspecto, importa mais saber como o médium vê o próximo e o que deseja para ele; se usa sua mediunidade para levar o bem a todos, indistintamente; se usa a mediunidade para aprender e crescer; se, mais do que médium, ele entende que é um espírito e, como tal, deve levar sua vida aqui na Terra.

A condição temporária de médium é apenas mais uma tarefa, mais um trabalho a ser cumprido, que não o exonera de todas as outras tarefas comuns a todos os outros seres humanos. Ao contrário, como médium, ou seja, como intermediário entre os homens encarnados e os homens desencarnados, ele deve conhecer bem a natureza humana e, para isso, deve viver bem NO mundo, sem viver PARA o mundo.



  1. “Melhor ser espiritualizado que ser médium”

A mediunidade é condição que nos coloca em contato direto com o mundo espiritual, o mundo de onde viemos e para onde voltaremos quando esta vida terminar, mas, sendo neutra em si mesma, da mesma forma que nos dá a possibilidade do contato com seres elevados, também pode nos colocar em contato com seres desequilibrados e perturbados. O que determina a qualidade dos contatos a serem feitos por seu intermédio é a intenção do contato e, principalmente, o nível espiritual de quem a possui e exerce.

Quanto mais espiritualizado for o médium, no sentido de ter consciência de sua condição de espírito em experiência na carne, aprendendo e corrigindo-se para crescer, mais elevados serão seus contatos e mais positivos os frutos desses contatos, mesmo quando manifestando entidades desequilibradas, desorientadas e perturbadas, pois estarão sempre voltados para a espiritualização da humanidade como um todo.

De nada adianta ser médium sem essa consciência, pois não estamos aqui para sermos apenas bons médiuns, mas para sermos espíritos melhores, mais éticos e amorosos, e a mediunidade é apenas mais um recurso que Deus nos proporciona para termos sucesso nessa empreitada.

O médium que não procura crescer como espírito, que não busca o aperfeiçoamento de si mesmo em bondade, discernimento, amor, fé e serenidade, que não procura levar às outras pessoas a idéia de que não somos este corpo físico, de que a nossa essência é muito mais sutil, mais nobre e muito mais importante que ele, é mero alto-falante, que apenas repete o que lhe dizem os espíritos, sem se importar com o nível desses espíritos, sem se preocupar se o que dizem é bom ou ruim, sem se importar com o efeito do que é dito nas outras pessoas e no mundo à sua volta.

É o que diz Ramatis, no livro Mediunismo, quando afirma que “não basta ver, ouvir e sentir espíritos em seu plano invisível, pois o médium, em qualquer hipótese, deve ser o homem que, além de contribuir para a divulgação da imortalidade do espírito na Terra, é cidadão comprometido com os deveres comuns junto à coletividade encarnada, onde só a bondade, o amor, o afeto, a renúncia e o perdão incessante podem livrá-lo das algemas do astral inferior.”

Por isso o título deste tópico, pois é melhor ser espiritualizado, sem ser médium, do que ser médium, sem ser espiritualizado, já que é muito mais importante para nós evoluirmos como espíritos, independentemente de sermos médiuns ou não.

De nada adianta sermos ótimos médiuns, vendo espíritos, conversando com eles, escrevendo e falando o que eles pensam, se não formos capazes de aprender com isso, se não formos capazes de buscar e levar luz neste contato, se não formos capazes de tornar o mundo à nossa volta melhor com esse intercâmbio.

O contato com o mundo dos espíritos, por si só, não atribui a nenhum médium qualidades morais que ele não tenha em si, que ele mesmo não tenha conquistado como consciência, que ele mesmo não possua, como herança de seus próprios esforços ao longo de sua vida espiritual.

Ninguém se torna digno de confiança e respeito apenas por ser médium. E o médium só deve ser considerado digno de confiança e respeito quando já o é como indivíduo.

  1. “A melhor técnica é o Amor”

O Amor é a energia que mantém o universo e tudo o que nele existe. Sem o amor do Criador, nada existiria, nada se sustentaria, não haveria transformação. Sem o amor incondicional de Deus por nós, nada seríamos e nada poderíamos realizar.

É na força do Amor, o Amor-Deus, o Amor que É, o Amor que existe sem ter sido criado, que todos nos movemos, que todos existimos, vivemos, pensamos e sentimos. Tudo que experimentamos é o Amor Maior agindo em nós, por nós e para nós. Somente pelo amor podemos realizar com Deus, podemos agir no mundo de Deus, em sua criação.

O médium é também obra e, ao mesmo tempo, ferramenta de Deus, pois é através dele que Deus se revela um pouco mais à consciência humana, tão presa à ilusão que a cerca neste mundo material. No médium, tem Deus mais um caminho para o coração humano. E pelo médium, podemos todos entender um pouco melhor o Deus que vive em nós, mas não enxergamos, o Deus que nos ama tanto que nos deu também a mediunidade para que pudéssemos nos aprofundar em seus mistérios.

Todo médium deve ter consciência de que é também um pouco médium de Deus, da Vida, do Amor que É e tudo permeia. Todo médium precisa saber-se efeito de Deus, da vontade divina, da sabedoria infinita, para compreender que sua missão na mediunidade nada mais é do que expressar esse Amor que a todos envolve, nutre, sustenta e transforma, sendo imutável e constante em si mesmo.

Para ser fiel à sua missão, portanto, deve o médium viver mergulhado em amor. Amor por Deus, pela criação, pelas criaturas e por si mesmo. Amor que se revela em respeito, em virtude, em fraternidade. Amor que se apóia também em estudo, em conhecimento, em razão. Amor que se equilibra, serenamente, entre o êxtase da fé e a concepção do intelecto.

Sem este Amor, a mediunidade torna-se estéril e fria, pois nada inspira à vida a não ser arrogância e desencanto. Sem este amor que alimenta a razão e nela se apóia, o médium nada percebe de si mesmo e de sua tarefa. Nada sabe dos propósitos de sua missão e nada intui da verdadeira Vida, a Vida que representa.

Sem conhecimento, a mediunidade torna-se cega, irresponsável e fanática, e nada acrescenta à humanidade a não ser medo, ignorância e superstição. Sem o conhecimento que ilumina o coração, o médium pouco compreende de si e de Deus, pois age às cegas, sem poder entender os fenômenos que o alcançam e não pode controlar.

Cabe ao médium, portanto, ser instrumento preciso e fiel do amor de Deus pelos homens, estudando sempre, aprendendo cada vez mais, para se fazer mais e mais amoroso em sua mediunidade. Cabe ao médium sintetizar, em si mesmo, amor e conhecimento, levando não somente técnica ao seu trabalho, mas também sabedoria, equilíbrio, discernimento, serenidade, para que no exercício de sua mediunidade reflita-se somente a melhor técnica, a essência de tudo: o amor.




  1. MEDIUNIDADE e VIDA FÍSICA

Todo médium é um ser encarnado e, como tal, tem um corpo físico e uma vida material para cuidar, além da espiritual.

O corpo físico é apenas matéria, é um empréstimo, é temporário, mas é uma extensão do espírito e deve durar o tempo suficiente para o cumprimento da tarefa a que ele se dispôs aqui na Terra, inclusive a mediúnica. Dessa forma, exigirá dele certos cuidados práticos que não podem ser negligenciados, a fim de que não se comprometa o seu plano de encarnação, nem a sua tarefa como médium.

Da mesma forma, a vida material é intrínseca à encarnação e implica em certos cuidados “mundanos” que não podem ser deixados de lado, para que não venham a causar preocupações e desgastes desnecessários, comprometendo tanto o seu plano encarnatório, como sua tarefa como médium.

Para cumprir essa tarefa, ele precisa estar bem como ser encarnado, do contrário não poderá atender satisfatoriamente às exigências e condições do trabalho espiritual.

É preciso que o médium se lembre de que sua vida física é também uma parte integrante importante de sua vida espiritual e não pode ser separada, isolada, anulada, negligenciada ou ignorada, para que o seu próprio espírito não se prejudique com isso.

É como diz Wagner Borges, em seu livro Falando de Espiritualidade:

“Não fuja da vida humana normal. Deus está em tudo e o plano extrafísico interpenetra a dimensão humana. Logo, a energia divina também está na vida natural de todos.

“Sexo também é energia!

“Alimente-se adequadamente.

“Passeie num parque. Veja a criançada brincando alegremente e a grama verdinha. Às vezes, há mais espiritualidade e energia em um ambiente desses do que em muitos grupos espiritualistas.

“Tenha um relacionamento saudável com as pessoas.

“O corpo é o templo da alma, mas é o espírito que dá brilho e movimento a esse templo. Portanto, brilhe espiritualmente nesse “templo-corpo”.

“Viva de maneira normal e encha todos de Luz!”



  1. Alimentação

Como já vimos, os alimentos interferem diretamente sobre a qualidade das energias que trazemos em nosso duplo e em nossa aura, afetando, conseqüentemente, também o nosso psicossoma.

Sendo a mediunidade uma hipersensibilização energética provocada em nosso perispírito, antes da nossa encarnação, como diz Ramatis, e sendo esta hipersensibilização transferida para o corpo físico no momento do reencarne, é natural que o organismo do médium seja ainda mais sensível às energias dos alimentos do que a média das outras pessoas.

Considerando ainda que o perispírito, o duplo e a aura são os principais elementos de contato do espírito comunicante com o médium, como se fossem uma espécie de “órgão do tato mediúnico”, natural que qualquer coisa que interfira na sua vibração, tornando-a mais lenta e mais pesada, e deixe suas energias mais “pegajosas” ou “oleosas”, como diz o Dr. Di Bernardi, interferirá diretamente também no seu grau de sensibilidade, dificultando sua percepção e sua sintonia com as entidades desencarnadas, especialmente as mais elevadas, cujo padrão vibratório é mais intenso.

É por este motivo que o médium deve ter atenção especial à sua alimentação, evitando tudo aquilo que exija esforço exagerado do organismo para ser digerido e também aquilo que, com o tempo, ele percebe que não lhe faz bem ou prejudica o seu trabalho como médium, amortecendo sua sensibilidade mediúnica e energética.

Por se tratar de algo individualizado, não há regras ou receitas prontas e cada um deve estabelecer o que melhor lhe convém em termos de alimentos, procurando observar suas próprias reações, físicas, psíquicas e espirituais, a cada um deles, lembrando sempre que estas reações podem mudar, e muito, com o tempo, à medida que sua sensibilidade for aumentando ou mudando.

De qualquer forma, existem, como já falamos, alguns alimentos que a experiência de vários médiuns e trabalhadores espiritualistas indica como prejudiciais à sensibilidade mediúnica, por terem características energéticas mais densas ou excitantes. Esses alimentos são as carnes vermelhas, os grãos mais gordurosos (amendoim, amêndoas, nozes, etc.), café, chocolate e alguns chás; e os doces (em excesso), que devem ser evitados, pelo menos, nas 24h que antecedem o trabalho mediúnico ou energético.

Além disso, o médium deve ter sempre a preocupação de manter uma alimentação o mais equilibrada possível, variando bastante os alimentos, para garantir também uma variedade de nutrientes físicos e energéticos, que possam atender a todas as suas necessidades, garantindo também a sua saúde física e energética.

Todo esse cuidado, porém, não deve impedir que o médium leve uma vida normal, usufruindo, equilibradamente, de tudo o que a vida material oferece. Os prazeres materiais, quando experimentados com equilíbrio, podem até ajudar o médium a manter-se mais centrado, não permitindo que perca o contato com o mundo físico, que também é o seu mundo, ou que é, no momento, o mundo que lhe toca mais de perto.

E entre esses prazeres materiais, está, inclusive, o consumo de tudo aquilo que citamos acima, de forma equilibrada, consciente, sensata, sem exageros, sem culpas e sem medo, já que um médium nunca será melhor só porque deixou de consumir álcool ou carne vermelha, por exemplo, mas pelos sentimentos que tem por estas coisas e por tudo o que a vida, como um todo, lhe proporciona e oferece.

  1. Saúde

Todo trabalho mediúnico e energético depende, também, do corpo físico, das energias do corpo físico, e, portanto, depende diretamente do estado de saúde do médium, o qual depende e, ao mesmo tempo, interfere no seu estado mental e emocional.

Toda doença física é a materialização de um desequilíbrio psíquico e/ou energético prévio. E quando este desequilíbrio se materializa no corpo físico, é porque já estava “encubado” nos outros corpos energéticos há mais tempo.

O transe mediúnico, seja de que tipo for, os tratamentos de cura, as práticas energéticas, em geral, exigem um esforço por parte do médium, o qual consome uma porção de suas energias para se realizar. Se ele já estiver energeticamente debilitado por uma doença física, se não estiver com as suas energias equilibradas, pode ficar desvitalizado e, conseqüentemente, piorar ainda mais o seu estado físico, já que a captação e a rearmonização das energias, depois de um trabalho, também exigem boas condições mentais e emocionais para acontecerem, o que o médium não terá se não estiver se sentindo bem. E, sem fazer essa captação de forma eficiente, poderá sair do trabalho em pior estado do que quando entrou. Por isso é que se recomenda que o médium não trabalhe quando estiver doente, preservando-o de um desgaste ainda maior.

Além disso, como a condição física interage intimamente com as condições mentais, emocionais e espirituais do médium, evitando que ele trabalhe quando está doente, evitamos também que alguma energia desequilibrada passe para as pessoas ou entidades a serem atendidas, o que poderia causar mais perturbação do que benefícios, e evitamos também que o médium, em vez de doar, “roube”, inconscientemente, energias do assistidos, encarnados ou desencarnados.

Ramatis, no livro Mediunidade de Cura, diz que “desde que o médium se encontra enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projetará algo de suas próprias condições enfermiças sobre os pacientes que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória “psicofísica”.

“Entre o médium enfermo e o paciente mais vitalizado, a lei dos vasos comunicantes do mundo “eteroastral” transforma o primeiro num vampirizador das forças magnéticas que, porventura, sobram no segundo, ou seja, inverte-se o fenômeno.

“Em vez de o médium transmitir fluidos terapêuticos ou vitalizantes, ele termina haurindo as energias alheias, em benefício do seu equilíbrio vital.”

Nestes casos, o médium deve ser capaz de reconhecer que não tem condições de trabalhar e o dirigente deve ter o bom senso de não exigir dele o sacrifício, pedindo que trabalhe mesmo assim. Ramatis aconselha que “o médium, quando enfermo, contente-se em ser o intérprete fiel dos conselhos e intuições superiores para transmiti-las aos seus companheiros menos esclarecidos, orientando-os nos atalhos dificeis da estrada da vida humana.”

Isso não significa que qualquer dor de cabeça ou unha encravada possa ser usada como desculpa para não se trabalhar. Estamos falando de problemas de saúde que realmente estejam debilitando e limitando o médium em sua capacidade de concentração, em sua atenção, em seu vigor físico, etc., e não de qualquer indisposição leve, a que todos estamos sujeitos no dia a dia muitas vezes agitado que levamos.

  1. Higiene física e mental

A higiene é parte importante na manutenção da saúde de qualquer ser encarnado e deve ser preocupação do médium também.

A higiene física, caracterizada pelos bons hábitos comuns que aprendemos desde crianças, não deve ser esquecida, pois além de proporcionar maior bem estar ao médium, é também uma atitude de respeito para com os colegas de trabalho e os assistidos, que não precisam ficar sujeitos aos efeitos naturais de sua falta de higiene, como mau hálito, odor de suor, odores dos pés, etc.

Vejamos o que diz Ramatis, no livro Mediunidade de Cura, pela psicografia de Hercílio Maes:

“Não é bastante os médiuns fluidificarem a água, ministrarem passes mediúnicos ou extraírem receitas para, com isso, alcançar resultados positivos. Eles precisam alcançar sua saúde física e sanar os seus desequilíbrios morais. ... exige também, do médium, o fiel cumprimento das leis de higiene física e espiritual, a fim de elevar o padrão qualitativo das suas irradiações vitais.

“Embora as forças do espírito sejam autônomas e se manifestem independentemente das condições físicas ou da saúde corporal, o êxito mediúnico de passes e fluidificação de água é afetado quando os médiuns ou passistas negligenciam a sua higiene física e mental.

“...a higiene corporal e o asseio das vestes dos médiuns durante suas tarefas mediúnicas terapêuticas nada tem a ver com rituais, práticas ortodoxas ou quaisquer cerimônias de exaltação da fé humana. O uso do sabão e da água para a limpeza do corpo físico é necessidade essencial com o fito de eliminar-lhes a sujidade, o mau odor e os germens contagiosos que podem afetar os pacientes.

“... (os médiuns) ainda são espíritos em prova sacrificial no mundo terreno, empreendendo sua redenção espiritual mediante intensa luta contra as suas mazelas e culpas de existências pregressas. Ante a falta de credenciais de alta espiritualidade, eles não devem olvidar os recursos profiláticos do mundo físico, a fim de obterem o máximo sucesso na terapia mediúnica, em benefício do próximo.

“Entre os pacientes submetidos aos passes mediúnicos serão poucos os que se sentem atraídos e confiantes no médium que, arfando qual fole vivo, sopra-lhes no rosto o seu mau hálito e respinga-os de saliva, enquanto ainda os impregna com a exalação fétida do corpo ou dos pés mal-asseados. Outros médiuns ainda acrescentam a tais negligências o odor morno e sufocante do corpo suado, da brilhantina inferior no cabelo e da roupa empoeirada. Malgrado nossas considerações parecerem, talvez, exageradas, repetimos, mais uma vez: o êxito da terapia mediúnica depende fundamentalmente do estado de receptividade psíquica dos enfermos. Em consequência, todos os motivos ou aspectos desagradáveis no serviço mediúnico, mesmo os de ordem material, reduzem, consideravelmente, o sucesso desejado.

“Se o médium se desinteressar dos preceitos mais comuns de higiene e apresentação pessoal, certamente dará motivo a uma certa antipatia entre os seus consulentes.”

Na higiene física não estão apenas os bons hábitos básicos diários, mas também a prevenção médica e dentária regular, bem como o cuidado com a aparência física, sem exageros, de modo que o médium sinta-se bem com a própria imagem, bem como com as suas condições físicas. A autoestima sadia é fator de muita importância no equilíbrio do médium, já que a falta de autoestima é uma das principais causas de depressão, revolta, agressividade, etc.

A higiene mental também é importante. O hábito de só cuidar do que trate de mediunidade e espíritos é, na verdade, um desequilíbrio, um vício que deve ser evitado por qualquer pessoa que lide com a espiritualidade. Como já dissemos, como encarnado, o médium deve também procurar, com equilíbrio, com bom senso, os prazeres materiais, o bom humor, as distrações, o lazer, os passeios, os divertimentos, as coisas boas deste mundo onde vive, como forma de se manter equilibrado e saudável, satisfeito e bem disposto.

E vale lembrar o que diz Wagner Borges, no livro Falando de Espiritualidade, quando afirma que “rir é um santo remédio, pois dissolve as tristezas, renova as esperanças e descongestiona as energias.” Portanto, contar piadas, rir de si mesmo, brincar e curtir a vida também são formas saudáveis de louvarmos a criação e o Criador, sem que, com isso, estejamos sendo irresponsáveis ou inconseqüentes.

Interessante também vermos o que diz Miramez, em seu livro Plenitude Mediúnica, pela psicografia de João Nunes Maia:

“O homem de bem sempre mostra traços de alegria, que conforta os que com ele travam conversações. Esse tipo de companheiro podemos chamá-lo de médium da alegria, por transmitir. com facilidade. o aprazimento a todos que dele se aproximam. Essas criaturas devem cultivar mais esse dom extraordinário, por servir de qualidade que leva a esperança para os sofredores.

“Observemos o quanto a natureza é alegre! Se passarmos a observá-la, além de contentamento, encontraremos outros princípios elevados das leis naturais, de onde podemos extrair modelo para o nosso dia a dia.

“Se por ventura vai conversar com alguém em qualquer parte, não esqueça da alegria, pois ela ajuda e faz crescer a esperança nos que o ouvem. Se vai começar algum trabalho, lembre-se primeiro da alegria, que faz o ambiente melhorar para acertar com mais eficiência as suas obrigações. Se está lendo, esforce-se para manter uma postura alegre, que, nesse estado, o entendimento surgirá com mais facilidade e terá maior compreensão da página lida. Se está enfermo, não se entregue ao desânimo, pois ele multiplica a doença; arregimente forças para o contentamento, que servirá de canal para o restabelecimento e, nessa condição, um copo de água fresca lhe restabelecerá as forças.”



  1. Medicamentos

Assim como os alimentos, os medicamentos também têm energias próprias, que interagem diretamente com as energias físicas e extrafísicas de quem os consome.

Há medicamentos que, por sua ação mais intensa sobre o sistema nervoso, interferem diretamente sobre as energias do duplo e da aura, interferindo também na sensibilidade mediúnica.

Anestésicos, calmantes, excitantes, ansiolíticos, antidepressivos, etc. são substâncias que têm ação direta sobre o sistema nervoso e interferem não só nas energias físicas e espirituais, como também na consciência e na lucidez, afetando muito a capacidade de concentração e a atenção do médium.

No entanto, o médium que esteja fazendo tratamento com alguma dessas substâncias não precisa ser afastado do trabalho, até para que o afastamento não venha a complicar ainda mais as condições que o levaram a precisar desse tipo de medicamento.

O mais indicado é que o médium seja “remanejado”, ou seja, que ele não atue mediunicamente ou nos passes, mas compareça às reuniões e desempenhe outras funções durante o período em que estiver utilizando estas substâncias de forma mais intensa.

Maria Aparecida Martins, em seu livro Conexão – Uma Nova Visão da Mediunidade, diz que “não basta só cuidar da mediunidade, conhecer temas, promover palestras, dar cursos, freqüentar o grupo, trabalhar na campanha de Natal, freqüentar a escola de médiuns.

“Não basta cuidar da mediunidade, é preciso cuidar do médium, da pessoa, do seu reequilíbrio, e não podemos ignorar que é no kit pensamento/emoção que se assenta a mediunidade.”

É importante ter em mente que o médium é um ser encarnado como qualquer um de nós, e não um super-homem. Por isso, está sujeito aos mesmos problemas e perturbações que as outras pessoas, e o fato de adoecer ou precisar de ajuda profissional ou medicamentos não é demérito para ele, nem como pessoa, nem como médium.

É preciso tratarmos os médiuns como seres humanos, imperfeitos também, sujeitos a altos e baixos, mas tentando acertar, tentando crescer e melhorar, COMO TODO MUNDO. É importante não pensarmos que médiuns não erram, não se enganam, não falham, não fracassam, não fraquejam. Não se deve exigir deles mais do que exigimos de nós mesmos, pois eles não são criaturas especiais, dotadas de poderes e forças sobre-humanas. São apenas seres humanos.

  1. Sexo

Sexo é energia, é vida, é saúde. Faz parte do nosso estágio evolutivo e deve ser encarado com naturalidade. Como tudo na vida, deve ser pensado, usado, praticado e apreciado com equilíbrio e bom senso.

O sexo sadio, feito com amor e prazer, com alguém de quem se gosta, por quem se tem respeito e afinidade e com quem se tem uma relação estável e sadia, é extremamente benéfico e ajuda no equilíbrio psíquico e energético do médium.

Se feito em demasia, poderá desgastar a pessoa física, mental e energeticamente, pelo esforço de todo o complexo energético envolvido na busca do orgasmo.

Se praticado menos do que o necessário, seja por que razão for, também poderá sobrecarregar a pessoa, pelo acúmulo de energias muito vivas e ativas no corpo físico e no complexo espiritual, podendo gerar bloqueios e desequilíbrios que também vão atingir a pessoa como um todo.

No ato sexual, as duas pessoas envolvidas entram em profunda ligação energética e comunhão espiritual, e trocam, não só fluidos corporais, como também fluidos espirituais, indispensáveis para o bem estar psicológico, emocional e físico de qualquer ser humano.

A abstenção de sexo na véspera de trabalho mediúnico só terá sentido se o médium se sentir realmente bem com isso, sem se sentir contrariado por um eventual “sacrifício”. De nada adianta o médium abster-se do sexo na véspera ou mesmo no dia do trabalho e chegar para a reunião completamente desequilibrado por um acúmulo de energias sexuais, que vão tirar a sua concentração e interferir na sua sensibilidade mediúnica e energética. Melhor seria ele praticar o sexo com equilíbrio e ir para a reunião satisfeito, feliz e equilibrado.

Assim, que o próprio médium aprenda a encarar sua sexualidade com naturalidade e equilíbrio, dosando sua necessidade de sexo e buscando praticá-lo de forma equilibrada, saudável e elevada, eliminando preconceitos e tabus que em nada contribuem.

Devemos lembrar que sexo também é criação de Deus e, portanto, também é sagrado, elevado, necessário, positivo, desde que, como em tudo, possa ser visto com bom senso e discernimento.



  1. Vida social, profissional e familiar

Ramatis, no livro Mediunismo, nos diz que, “considerando que a faculdade mediúnica “de prova” ou “de obrigação” é sempre o acréscimo que o Alto concede ao espírito endividado para conseguir a sua reabilitação espiritual, sob hipótese nenhuma deve ela ser negociada ou vilipendiada. É o serviço de confiança que o médium exerce em favor alheio sem deixar de cumprir todas as suas obrigações para com a família, a sociedade e os poderes públicos. Os mentores siderais não lhe exigem o sacrifício econômico da família, a negligência educativa da prole, o descuido com as necessidades justas da parentela, para só atender indiscriminadamente ao exercício de sua faculdade.

“Cada médium, como espírito em evolução, conduz o seu próprio fardo cármico, gerado no pretérito delituoso, o que também lhe determina as obrigações em comum no lar, onde vítimas e algozes, amigos e adversários de ontem empreendem o curso de aproximação espiritual definitiva. Assim é que, em última hipótese, deve prevalecer sobre o serviço mediúnico o cumprimento exato das determinações cármicas que lhe deram origem à existência na matéria.”

Ramatis deixa bem claro, portanto, que a nossa missão aqui é crescer e melhorar ESPIRITUALMENTE e que, por isso, nosso compromisso mais importante é com o que nos levou a buscar esta encarnação, mais do que com a mediunidade, dando a entender que a mediunidade só nos é dada DEPOIS que já decidimos reencarnar e já temos prontos os planos para a reencarnação. Ela é realmente um ACRÉSCIMO de serviços, algo que é ACRESCENTADO ao nosso projeto original de vida, para “APROVEITAR a viagem”. Sendo assim, não deve nunca estar acima dos nossos compromissos de encarnados, sejam eles pessoais, familiares, sociais ou profissionais, os quais são importantes para o cumprimento satisfatório de tudo o que prometemos realizar espiritualmente, em nós mesmos, durante a encarnação.

Também não devem estar abaixo de qualquer compromisso material. A mediunidade deve sempre ser considerada UMA das partes, UMA das atividades do médium na sua vida como encarnado. É preciso lembrar que, antes de ser médium, ele é um espírito e que, para ser médium na Terra, ele precisou reencarnar, ou seja, tomar um corpo material, com todas as suas implicações.

A mediunidade deve estar lado a lado nas atividades materiais sadias e justas do médium, para que o próprio médium não venha a se desequilibrar física ou psiquicamente, perdendo o contato com a realidade material de sua condição de encarnado.


  1. MEDIUNIDADE no DIA a DIA



  1. Mediunidade como capacidade permanente, não ocasional

Infelizmente, a mediunidade não vem equipada com botão “liga-desliga” e SER médium é muito diferente de apenas ESTAR médium. O que isso quer dizer?

Quer dizer que mediunidade não é uma capacidade que podemos escolher quando ativar e desativar. É exatamente como qualquer sentido físico: não podemos escolher quando enxergar ou ouvir. Do mesmo modo, não podemos escolher quando ser médiuns e quando não ser médiuns. Somos médiuns 24h por dia, sete dias por semana, durante toda a nossa vida.

E isso tem implicações muito importantes para o médium responsável e consciente do seu trabalho, pois, como diz Maria Aparecida Martins, no livro já citado, “somos médiuns uns dos outros, compramos, muitas vezes, o mau humor do pai, o vitimismo da mãe, o desânimo do marido.”

Além disso, como já vimos, o trabalho mediúnico não se restringe à atuação do médium no grupo que freqüenta, nem se limita ao dia em que este grupo se reúne para trabalhar. Ele vai além, ocupando toda a vida do médium, e está presente em todas as atividades que desempenha.

O bate-papo com o colega de trabalho pode não ser um simples bate-papo. Uma visita a alguém internado pode não ser um simples gesto de atenção. O comparecimento ao velório ou aos funerais de alguém, pode não ser simples obrigação social.

Em todas estas situações, e em muitas outras, o médium deve estar sempre preparado para funcionar como intermediário entre o plano astral e o plano físico, seja transmitindo mensagens de incentivo, consolo ou orientação para as pessoas que estão à sua volta, seja servindo de canal para a transmissão de energias necessárias ao reequilíbrio físico ou emocional de alguém.

É exatamente isso o que nos mostra Lancellin, no livro Iniciação – Viagem astral, pela psicografia de João Nunes Maia, quando narra episódio vivido em tarefa de aprendizado:

“Chegamos a um quarto onde se via um casal, aparentando a idade de cerca de 50 anos, estando as duas pessoas enfaixadas, o que nos sugeria terem sido vítimas de grave acidente. ...

“Começamos a trabalhar, tornando o ambiente mais sereno, quando entrou no quarto uma enfermeira, sucedendo à que estava em serviço: mulher de uns 28 anos, forma física encantadora, olhos grandes e fascinantes, agradou-nos a todos, pelas vibrações elevadas que trazia consigo.

“Abeirou-se de um dos pacientes com todo carinho, deixando transparecer toda a tranquilidade e o amor que uma pessoa nobre dedica ao seu trabalho. Passou as mãos delicadamente na testa do senhor incosciente, e víamos sair delas energias vivificantes que penetravam o corpo do enfermo.

“Acompanhávamos, com a ajuda de Miramez, a viagem das energias da moça pelo corpo do doente e notávamos que elas buscavam, não sei por qual força inteligente, o plexo solar daquele senhor. Rodopiando no sistema digestivo e acelerando a digestão que se demorava no organismo, penetrou com um impulso fabuloso no baço, onde ativou determinadas energias, fazendo-as circular em todas as glândulas endócrinas, que começaram a reagir, num impulso natural, para a fabricação de hormônios variados, enriquecendo o sangue de poderes especiais que o coração recebia, por sua vez, saturando-se de nova vitalidade capaz de dar condições para que o espírito daquele irmão voltasse ao corpo.”

Com isso, não estamos dizendo que o médium deva permanecer constantemente em transe, mas que esteja sempre consciente de que é uma ponte entre o mundo espiritual e o mundo físico e deve estar sempre a serviço das pessoas, podendo ser acionado automaticamente a qualquer momento, em qualquer situação, em qualquer lugar.

Por isso, é importante que o médium tenha sempre boa sintonia, mantenha pensamentos e sentimentos saudáveis, esteja sempre alegre e equilibrado, seja sereno e confiante, para que possa ser sempre um canal de coisas elevadas e saudáveis para todos com quem encontra.

  1. Mediunidade no sono e na vigília

Se mediunidade é capacidade ativa 24h por dia, sete dias por semana, durante toda a vida, está presente também durante as horas de sono. Sim, mesmo dormindo, podemos funcionar como intermediários entre planos ou dimensões diferentes.

Como vimos, quando nosso corpo físico adormece, nosso espírito se projeta para fora dele e passa a viver, por algum tempo, no plano espiritual.

Para se manifestar nesse plano, ele se utiliza do psicossoma, um corpo muito mais sutil que o físico, mas também um corpo feito de matéria.

Pois bem, também este corpo pode ser usado por entidades superiores para se manifestarem nos planos mais densos da espiritualidade.

O plano espiritual dispõe de vários “níveis”, várias “camadas”, as quais são caracterizadas por diferentes graus de densidade de energias e freqüências vibratórias. Quanto mais elevado o nível, mais sutis as suas energias. E quanto mais sutis as suas energias, mais alta a sua freqüência vibratória.

As entidades que vivem nesses níveis mais elevados não podem se comunicar facilmente com os níveis mais densos do plano espiritual, pois, para isso, seria necessário que adensassem muito seu psicossoma, reduzindo muito sua freqüência de vibração.

Em vez disso, atuam mediunicamente em espíritos, encarnados ou desencarnados, que ainda vivem nesses planos mais densos e, portanto, possuem um psicossoma também mais denso, e transmitem mensagens, levam socorro, dão lições, etc., através do que poderíamos chamar de “mediunidade astral” ou “paramediunidade”.


  1. PRÁTICAS BIOENERGÉTICAS como PRÁTICAS ANÍMICO-MEDIÚNICAS



  1. Passes, reiki, cura prânica, johrei, bênção, benzimento, benzedura, etc.

Todas as técnicas citadas acima são, basicamente, técnicas de doação, projeção e/ou aplicação de energias em outras pessoas. E, em todas elas, o médium ou aplicador nem é apenas um canal de transmissão de energias externas a ele, nem é a fonte exclusiva das energias que aplica.

Em todas as ténicas de aplicação, o médium ou aplicador estará sempre lidando com uma mescla de energias de várias fontes: de si mesmo, do ambiente, da natureza e de entidades desencarnadas que estão à sua volta. E se lida com as suas energias, misturadas à de entidades desencarnadas, estará atuando num fenômeno anímico-mediúnico, ou seja, um fenômeno de PARCERIA entre médium encarnado e espírito desencarnado.

Mesmo que o aplicador não faça nenhuma ligação consciente com espíritos desencarnados, mesmo que nem sequer acredite nisso, essa parceria acontece, pois onde houver pessoas trabalhando sinceramente pelo bem dos outros, com dedicação, aí também estarão os espíritos interessados em colaborar com quem promove o trabalho e com quem se beneficia com ele.

Não podemos nos esquecer que a sintonia comanda as ligações, pelos sentimentos e pensamentos semelhantes, pelas vibrações em frequências próximas. É o que diz também Ramatis, no livro Mediunidade de Cura, quando afirma que “o auxílio do Alto não se restringe exclusivamente aos espíritas ou médiuns, mas, em particular, a todas as criaturas de bom caráter e devotadas aos objetivos espirituais superiores.”

É também o que dizem os espíritos a Kardec, em O Livro dos Médiuns: “Pensas então que os espíritos só atuam nos que crêem neles? Os que magnetizam para o bem são auxiliados por bons espíritos. Todo homem que nutre o desejo do bem os chama, sem dar por isso, do mesmo modo que, pelo desejo do mal e pelas más intenções, chama os maus.”

Embora estas técnicas apresentem diferenças de conceito e de procedimentos entre si, na essência, são todas iguais e partem do princípio de que somos todos compostos de energias em graus variados de densidade, podendo agir sobre estas energias pela força da mente e podendo ter nossas próprias energias modificadas pela ação de outras mentes.

O importante a lembrar é que, como se trata de um fenômeno anímico-mediúnico, as energias do médium estarão sempre interferindo, positiva ou negativamente, no resultado final da aplicação e que, portanto, cabe ao médium ou aplicador cuidar da qualidade das energias que carrega consigo, para poder colaborar de forma sadia com as energias que pretende captar e transmitir.

Ramatis, no livro Mediunidade de Cura, diz que “nem sempre o médium está em condições psíquicas ou morais dignas para recepcionar, com êxito, os fluidos sadios enviados pelos seus protetores desencarnados, por cujo motivo, em tal circunstância, assemelha-se a um vasilhame poluído.

“Assim como não se coloca água limpa em vasilhame sujo, quem pretende gozar da saúde psíquica ou física pela assistência dos bons espíritos deve também esforçar-se por modificar os seus pensamentos e abandonar os costumes viciosos, a fim de ficar mais apto a captar os fluidos transmitidos do mundo espiritual.

“O médium enfermo que não vive, cotidianamente, os princípios da doutrina que esposa e divulga, também não é receptivo ao socorro da luz sideral, cujos “fótons”, impregnados das emanações curativas do Alto, extinguem facilmente a flora bacteriana patogênica.

“É certo que os espíritos benfeitores tudo fazem para elevar o padrão vibratório e psíquico dos seus intermediários, enquanto processam longas e exaustivas técnicas de purificação ou ionização nos ambientes de trabalho mediúnico. Mas eles não podem “impor” ou “insuflar” à força, nos encarnados, as energias curativas a que eles se mostram refratários, quando ainda estão envolvidos por verdadeiros cartuchos de fluidos daninhos absorvidos nos seus descontroles emotivos e desatinos mentais cotidianos.

“(Se só o apelo ao Alto e o desejo sincero de o médium servir ao próximo) bastassem para os espíritos benfeitores substituírem os fluidos ruins dos encarnados por seus fluidos bons, obviamente também poderiam dispensar a intervenção dos próprios médiuns no serviço de socorro espiritual.”



  1. Técnica Pasteur de passes padronizados – Edgard Armond

Louis Pasteur foi um cientista francês, nascido em 1822 e desencarnado em 1895. Seu trabalho mais conhecido foi a descoberta da vacina contra a raiva.

Desencarnado, tornou-se mentor espiritual do grupo de trabalho dirigido por Edgard Armond na FEESP e, na década de 50, orientou a formação do Grupo Pasteur, onde forneceu instruções específicas para a criação, ainda em 51, do sistema de passes padronizados, desenvolvido para atender à grande demanda de assistidos que procuravam a FEESP e apresentavam problemas que exigiam o atendimento espiritual individualizado.

Usado até hoje na FEESP e em grande parte das casas espíritas, o método mostrou-se bastante eficiente, não só por conseguir dar vazão à procura, com qualidade de atendimento, como também por permitir que os médiuns se especializassem e passassem a trabalhar nos grupos para os quais estavam mais aptos, usando suas energias de forma mais produtiva e direcionada.

Em homenagem ao cientista e mentor, Edgard Armond batizou o sistema, em 1956, de Trabalhos Pasteur, dando a todos os passes o nome do cientista, acrescido de um número e/ou letra, para diferenciação das diversas finalidades.

Em seu livro Passes e Radiações, no capítulo 11, Edgard Armond explica:

“O conceito para a realização de fenômenos de efeitos físicos sempre têm sido a presença de médiuns de efeitos físicos, que são os que fornecem os elementos para a sua produção, e isto é plenamente certo. Mas, no espiritismo religioso, em que a produção de fenômenos não é assunto de maior interesse, a utilização dos médiuns dessa espécie é de grande valor nas curas, nas quais se incluem as operações mediúnicas.

“Como os médiuns desta espécie rareiam, e o atendimento dos necessitados não pode sofrer interrupção, desde há vários anos vimos tentando substituir o médium de efeitos físicos, no seu trabalho individual, pelas correntes de cura; ao invés de um amplo fornecimento de ectoplasma, feito por um só médium, opomos a soma de pequenos fornecimentos feitos por vários médiuns.

“Os trabalhos denominados Pasteur, criados para isso, na Federação Espírita do Estado de São Paulo, são uma aplicação deste processo, e os resultados têm sido bons, conquanto devam ainda sofrer aperfeiçoamentos.”

Vejamos, então, a classificação de passes padronizados criados por ele na Técnica Pasteur:



P1 – destinado ao tratamento de perturbações materiais, mesmo quando provocadas por fluidos ambientes ou pela interferência de entidades inferiores. Consiste na aplicação de energia por um grupo de, pelo menos, cinco médiuns. Enquanto um aplica o passe, os outros quatro, com a corrente fechada no aplicador, projetam energias sobre o assistido, sentado no meio do grupo, no intuito de fortalecer o seu físico.

P2 – aplica-se no tratamento de perturbações espirituais, desde os simples encostos, até casos mais complexos de obsessão, inclusive alguns casos de vampirismo e parasitismo espiritual. Tem o mesmo método de aplicacão do P11, com a diferença de que, neste caso, enquanto um aplica o passe e se concentra no assistido, os outros quatro projetam energias e vibram pela entidade obsessora, na tentativa de esclarecê-la sobre o mal que está causando.

Choque anímico ou C – destinado às obsessões por espíritos que praticam o mal consciente e deliberadamente, quando o grande número de assistidos não permite o atendimento clássico de desobsessão, já que, segundo Armond, “os processos comumente empregados para contê-los ou neutralizar sua ação deixam muito a desejar, na maioria dos casos, por serem esses espíritos, rebeldes às doutrinações e conselhos.” Consiste na projeção de pensamentos, sentimentos e fluidos diretamente sobre as entidades obsessoras, sem a manifestação mediúnica. Como o próprio nome diz, o contato com as energias dos médiuns provoca um choque energético e emocional na entidade, deixando-a momentaneamente confusa para que os mentores possam se aproximar mais e orientá-la. Ao mesmo tempo, um dos médiuns projeta energias sobre a testa do assistido, limpando a área do córtex cerebral e cerebelo, geralmente as mais visadas pelas entidades obsessoras no processos de influenciação.

P3 – destinado às perturbações mais graves não eliminadas com as técnicas anteriores. Subdivide-se em:

  • P3A – para perturbações materiais, aplicado por um grupo de, pelo menos, cinco médiuns de cura ou com boa capacidade de doação de fluidos e ectoplasma. Neste caso, procede-se a limpeza energética prévia, depois a projeção luminosa ou cromoterapia fluídica e depois a energização do assistido, inclusive com doação e imposição de mãos diretamente sobre regiões ou órgãos mais afetados.

  • P3B – para perturbações materiais não eliminadas pelo P3A e espirituais não eliminadas no C. Corrente idêntica à do P3A, projeção luminosa colorida e tentativa de desligamento da entidade obsessora. A manifestação da entidade só ocorrerá em último caso, como recurso extremo para a orientação pessoal.

Segundo Armond, o P3 pode ser desdobrado ainda em outros níveis de trabalho, conforme a necessidade de atendimento a casos mais graves de obsessão mais intensa. Assim, há casas que chegaram a desdobrar o P3 em até P3E, que nada mais é que a desobsessão clássica, com a manifestação da entidade, logo no início do atendimento, e a sua doutrinação ou orientação pessoal, com ou sem a presença do assistido, dependendo do caso.

P4 – destinado às crianças, subdivide-se em:

  • P4A – para perturbações materiais e doenças físicas, incusive as sasonais.

  • P4Bperturbações espirituais, geralmente em consequência do ambiente, dos próprios adultos ou de compromissos de outras vidas.

Passe de equilíbrio ou PE – utilizado pelos trabalhadores na preparação dos trabalhos e com os assistidos na limpeza prévia de outros passes, para desagregar e desintegrar energias negativas, limpando a aura e os chacras.

Autopasse – é o passe de limpeza aplicado pelo trabalhador em si mesmo.

Passe coletivo ou A2 – destinado às pessoas que desejam conhecer melhor a espiritualidade e também aos assistidos que terminaram qualquer dos tratamentos citados anteriormente, como reforço e suporte. É constituído de prece de abertura, palestra, passe coletivo, aplicado diretamente pelos espíritos, vibrações e encerramento.

Mas, como previu o próprio Armond, o método precisava ser aperfeiçoado e, nesse sentido, temos o excelente trabalho de Jacob Melo, pesquisador espírita de Natal, RN, em livros como O Passe – Seu estudo, suas técnicas e sua prática, Manual do Passista e Cure-se e Cure pelos Passes.

Em O Passe, ele diz que “de fato, nada nos impede de procedermos sempre de uma única maneira em nossas atividades e, ainda assim, nos sairmos bem; contudo, isto jamais quererá dizer que devamos limitar nosso aprendizado – no que quer que seja – a apenas um método, a uma só ação, pois nada há no mundo que seja ou deva ser tão restritamente especializado. Além do estudo e da pesquisa, no compete, igualmente, um pouco de empenho e criatividade (no bom sentido) a fim de favorecermos nosso progresso. Afinal, o que “hoje” é considerado como resultado positivo não descarta a grande possibilidade de, em se melhorando o método ou as técnicas, obtê-lo mais excelente ainda “amanhã”.”

É assim que, em seu trabalho, Jacob Melo traz todo um estudo completo a respeito dos passes, corrigindo distorções de conceitos e definindo novos conceitos que ajudam muito na compreensão deste tipo técnica, bem como na sua prática.



  1. Irradiações, preces, vibrações, mentalizações, visualizações e passes a distância

Embora pareçam conceitos diferentes, as técnicas acima poderiam ser consideradas sinônimos, já que se baseiam todas na visualização da(s) pessoa(s) a receber(em) as energias, ao mesmo tempo em que se emitem pensamentos e sentimentos elevados para a(s) mesma(s).

Como sabemos, para a energia não há distância, não há obstáculo, não há impedimento, quando impulsionada por vontade forte, aliada a sentimento profundo e pensamento bem direcionado. Dessa forma, quando fazemos uma prece por alguém, ou quando pensamos em alguém fortemente, desejando-lhe coisas boas, estamos, na verdade, aplicando-lhe um passe a distância ou fazendo vibrações ou mentalização por ela.

As diferenças estão mais na nomenclatura do que, propriamente, no processo, já que há variações mínimas entre as técnicas.

Em Passes e Radiações, Edgard Armond diz que, “a prece intercessória e o pensamento da bondade representam irradiações de nossas melhores energias.

“A criatura que ora ou medita, exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar...

“O espírito que se eleva em direção ao céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las a benefício de todos os que lhe seguem a marcha.

“Ninguém existe órfão de semelhante amparo.

“Para auxiliar alguém e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.”



  1. Projeções luminosas, visualização colorida ou cromoterapia fluídica

Chamamos de cromoterapia fluídica o tratamento com fluidos coloridos projetados mentalmente pelas mãos. É muito usada em centros espíritas nos tratamentos de desobsessão, cura e revitalização física, aproximadamente desde a década de 70, quando também Edgard Armond a introduziu no Curso de Médiuns da FEESP.

No entanto, a cromoterapia não é nada recente e é exatamente isso o que nos diz Elaine Marini, em seu livro Cromoterapia – Dicas e orientações de como as cores podem mudar sua vida:

“Embora pareça novidade, a cromoterapia ou terapia das cores, essa notável arte, não foi inventada no século XX; é uma técnica conhecida desde a Antigüidade. Manuscritos chineses, egípcios e hindus daquela época mostram que aqueles povos possuíam um sistema completo de cromologia fundamentado na lei de correspondência entre a natureza setenária do homem e a divisão setenária do espectro solar.

“Gregos e egípcios já usavam as cores juntamente com música para regenerar o corpo. As cores estão associadas diretamente à luz, já que são diferentes as radiações da luz solar. É só pensar num arco-íris que fica fácil entender isto. Não podemos esquecer que quando falamos em radiação da luz solar imediatamente pensamos em energia, e que toda energia tem freqüência de vibrações.”

Mais recentemente, pesquisadores e cientistas têm podido comprovar o efeito benéfico da cor e da luz no organismo e no psiquismo humano. Em seu livro Um Guia Prático de Medicinal Vibracional, Richard Gerber diz que “de fato, poderíamos considerar a luz como sendo quase um nutriente vital para o nosso corpo. Como somos na verdade “seres de luz” numa variedade de níveis, alguns profissionais de saúde “iluminados” como o psicólogo e fototerapeuta dr. Brian Breiling, referem-se aos seres humanos não apenas como Homo sapiens, mas também como Photo sapiens.” (a palavra photo vem do grego e significa luz).

“Pesquisadores russos e norte-americanos que se dedicam à fotobiologia estudaram os efeitos biológicos produzidos em seres humanos por luzes de diferentes freqüências. Muitos pesquisadores descobriram que luzes de determinadas freqüências produzem efeitos mais intensos sobre as células e os tecidos do que luzes de outras freqüências.

“Além dos efeitos diretos da luz sobre as células do nosso corpo físico, diferentes freqüências e cores de luz podem afetar tanto os nossos sistemas de energia sutil quanto os nossos corpos espirituais.

“Todavia, existem também, diversas técnicas “internas” de cromoterapia que usam principalmente o poder da mente e do espírito para produzir efeitos curativos.

“Nessas técnicas, as cores são simplesmente visualizadas. Não existe realmente nenhuma fonte de luz colorida.”

“A razão para a eficácia da visualização colorida é, sem dúvida, interessante. Acredita-se que o ato de visualizar feixes de luz colorida saindo das mãos do agente de cura cria fortes formas-pensamento que abrem vias de energia psíquica dentro do curador. Assim, isto pode fazer com que o curador torne-se um canal de freqüências específicas para que diferentes tipos de ”cores” de energias curativas sejam direcionadas através de suas mãos. No momento em que os agentes de cura estão visualizando a emanação de feixes coloridos individuais que saem de suas mãos e entram no corpo das pessoas que estão sendo tratadas, observações simultâneas feitas por clarividentes, muitas vezes têm confirmado que é isto, de fato, o que ocorre num nível energético sutil. Em muitos casos, os clarividentes conseguiram descrever, com precisão, saindo das mãos do agente de cura, as cores que este “tencionou” visualizar.”

Renê Nunes, um dos grandes estudiosos e praticantes da cromoterapia no Brasil, em seu livro Cromoterapia Técnica, diz que “a Cromoterapia que é desenvolvida, estudada e aqui apresentada em sua visão mais técnica, é, como poderemos ver, uma Medicina Aternativa, holística, na pura acepção do termo, porque só entendemos um trabalho de regeneração de um corpo ou uma mente física, se forem inseridos, simultaneamente, todos os sistemas inteirados das estruturas físicas/espirituais/energéticas do ser humano.”

Mais adiante, complementa dizendo que “a Cromoterapia, como Medicina Complementar, é toda realizada em níveis energéticos, onde são usados somente recursos naturais, como energia mental, energia espiritual, energia solar, energia elétrica, energias físicas, orgânicas e ambientais, energias estas diferenciadas pelo teor vibratório de cada uma, que são controladas, absorvidas, dinamizadas e projetadas com objetivos específicos, qual seja o fortalecimento e a ajuda do ser humano.”

Edgard Armond foi o responsável por levar a “cromoterapia fluídica” à FEESP, publicando também o livro Psiquismo e Cromoterapia, onde diz que “no campo das curas, o tratamento pelas cores ocupa lugar destacado e é muito utilizado no Plano Espiritual, em suas colônias, sanatórios e postos de socorro.

“No campo físico da matéria ou da energia, nos dois planos, tudo tem forma, som e cor; e há uma escala vibracional característica de cada grupo de elementos afins.

“As cores possuem qualidades específicas e agem produzindo efeitos diferenciados, como sejam: calmantes, repousantes, apaziguadores, refrescantes ou, ao contrário, excitantes, irritantes, gerando bem ou mal-estar, beneficiando ou prejudicando os doentes, aumentando ou diminuindo emoções ou desequilíbrio, provocando alterações fisiológicas ou psíquicas.”

Dessa forma, a cromoterapia fluídica passou a fazer parte dos passes, como recurso adicional para reequilibrar e revitalizar os médiuns e assistidos, física e espiritualmente.



  1. Sopro ou insuflação

Segundo Edgard Armond, em Passes e Radiações, “o tratamento pelo sopro é também conhecido há muito tempo e nos tratados de magnetismo se intitula insuflação.

“Consiste em insuflar com a boca, mais ou menos aberta, o hálito humano sobre as partes doentes, fazendo-o penetrar o mais fundo possível na área dos tecidos.

“O sopro pode ser quente ou frio, o primeiro quando se aproxima a boca, aberta, da parte doente, com a simples separação de um pano poroso; e o segundo quando se sopra com os lábios unidos, a certa distância do corpo.

“O sopro quente concentra fluidos e o frio os dispersa.”

Jacob Melo também fala do sopro em O Passe, dizendo que “querer desprezar tão relevantes aspectos não condiz com nosso raciocínio, pois, por inferência, o sopro é a imagem da vida.”

Já André Luiz, no livro Os Mensageiros, transcreve as seguintes palavras do instrutor Alfredo, que diz que “o sopro curador, mesmo na Terra, é sublime privilégio do homem. ...

“Como o passe, que pode ser movimentado pelo maior número de pessoas, com benefícios apreciáveis, também o sopro curativo poderia ser utilizado pela maioria das criaturas, com vantagens prodigiosas.”

  1. Água fluidificada

No livro Nosso Lar, André Luiz transcreve as seguintes palavras do enfermeiro Lísias:

“Na Terra, ninguém cogita seriamente de conhecer a importância da água. ... Conhecendo-a mais intimamente, sabemos que a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza.”

Já Emmanuel, em Segue-me, diz que “a água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra.

“É como que a base pura, em que medicação do céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.”

Manoel Philomeno de Miranda, em Loucura e Obsessão, diz que “a água, em face de sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora.”

É assim que vamos encontrar na fluidificação da água, um meio de prolongar a ação dos passes ou mesmo de garantir a ingestão de fluidos curadores e harmonizantes que muito beneficiam médiuns, assistidos e doentes em geral.

Como a energização do assistido, por meio do passe, está sujeita a perdas, em função de seu comportamento psíquico e até físico, a absorção de fluidos complementares pela ingestão de água fluidificada ajuda a manter o seu quadro energético até a próxima aplicação de passe que receber.

Edgar Armond, no livro Passes e Radiações, diz que “em geral, são os espíritos desencarnados que, durante as sessões, fluidificam a água; porém, este processo poderá ser muito mais popularizado quando se souber que todas as pessoas, em suas próprias casas, poderão obter essa água curativa, bastando proceder da seguinte forma: individualmente ou em grupo de interessados, concentrem-se, formulem uma prece e, colocando uma vasilha com água pura, no centro da corrente assim formada, aguardem alguns momentos, até que espíritos desencarnados, familiares ou não, fluidifiquem a água.

“Se no grupo houver pessoa dotada de alguma sensibilidade espiritual e fé, poderá servir de médium; ela mesma, durante a concentração, poderá fluidificar a água, bastando tomar a vasilha, colocá-la ao alcance das mãos e projetar sobre ela os próprios fluidos; ou, melhor ainda, captar, pela prece, os fluidos cósmicos do espaço e projetá-los sobre a vasilha.

“A água é um ótimo condutor de força eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conservando-os e transmitindo-os ao organismo doente, quando ingerida.”

Como vemos, a água pode ser fluidificada ou energizada por qualquer pessoa dotada de capacidade de captação, movimentação e projeção de energias, sem a necessidade da intercessão ou ajuda direta de qualquer amparador ou mentor.

O instrutor Áulus, no livro Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz, diz que “por intermédio da água fluidificada, precioso esforço de medicação pode ser levado a efeito. Há lesões e deficiências no veículo espiritual a se estamparem no corpo físico, que somente a intervenção magnética consegue aliviar, até que os interessados se disponham à própria cura.”

Sabemos também que a fluidificação da água pode ser genérica ou personalizada. É o que nos diz Emmanuel, em O Consolador, quando afirma que “a água pode ser fluidificada, de um modo geral, em benefício de todos; todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo, e, neste caso, é conveniente que o uso seja pessoal e exclusivo.”

Uma vez que, para as energias, não há obstáculos materiais de qualquer ordem, pouco importa, para a fluidificação da água, o formato, o tamanho ou a cor do vasilhame, ou se está tampado ou não, pois os fluidos destinados à sua energização a alcançarão independentemente destes fatores.






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