ippb instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas



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Exercendo a Mediunidade




  1. HARMONIZAÇÃO INICIAL, LIMPEZA e ENCERRAMENTO


Todo trabalho mediúnico deve ter começo, meio e fim, ou seja, sequência lógica e programa de atividades. E cada uma dessas “partes” deve acontecer em sincronia com a atividade de amparadores e mentores que estejam dirigindo ou colaborando com as atividades do plano físico.

Para que isso aconteça é interessante que o trabalho tenha um programa, uma escala de tarefas, uma sequência lógica de etapas, que ajude encarnados e desencarnados a trabalharem de forma sincrônica, otimizando não só o tempo, mas também as energias físicas, mentais e espirituais de todos.

Em geral, um trabalho mediúnico básico tem o seguinte roteiro ou programação:


  • harmonização inicial ou preparação;

  • atendimento, orientação ou assistência a entidades desencarnadas e/ou a assistidos;

  • limpeza de trabalhadores encarnados;

  • recepção de mensagens e orientações de mentores ou amparadores presentes;

  • encerramento.

Destas etapas, aqui falaremos um pouco sobre preparação, limpeza e encerramento, uma vez que das outras duas estamos tratando ao longo de todo este trabalho.

  1. Preparação

A preparação, muito mais do que uma saudação aos espíritos presentes ou dirigentes do trabalho, muito mais que um ritual, é uma providência necessária, que garante a homogeneização e a harmonização dos pensamentos, sentimentos e energias dos participantes, encarnados e desencarnados. Com todos os trabalhadores do grupo focando sua atenção no mesmo alvo, sendo conduzidos pelas palavras de uma única pessoa, visualizando as mesmas imagens, ou imagens criadas a partir da mesma essência ou idéia, é muito mais fácil conseguirmos um campo energético coletivo (ou egrégora) homogêneo, coeso, harmônico, voltado para os mesmos objetivos.

Além disso, durante esta preparação e harmonização inicial, os amparadores aproveitam para nos ajudar a trabalhar nossas próprias energias, gerando as vibrações diferenciadas mais apropriadas ao trabalho que deverá ser realizado, participando ainda da limpeza da aura e dos chacras de todos, para que a sensibilidade possa estar o mais ativa e intensificada possível.

Durante esta preparação, é possível ainda fazer a sintonia com a a atmosfera fluídica do ambiente, preparada muitas horas antes pelos amparadores, para garantir segurança e eficiência aos trabalhos, de acordo com os serviços a serem desenvolvidos naquela reunião.

Como vemos, muito mais do que um ritual, a preparação da reunião mediúnica destina-se à criação da infraestrutura energética e espiritual necessária ao trabalho, disponibilizando recursos fluídicos e vibratórios de acordo com as necessidades dos trabalhadores e dos assistidos, para que possam ser feitas cirurgias espirituais, atendimentos psicológicos, encaminhamentos, orientações, esclarecimentos, tratamentos energéticos, etc.

Desta preparação constam, em geral, uma prece ou mentalização dirigida, BREVE e ESPONTÂNEA, em voz alta, dita por um dos trabalhadores encarnados, focando a elevação de pensamentos e sentimentos, e uma prática energética que permita a todos equilibrarem-se, harmonizarem-se entre si e com o ambiente, e sintonizarem-se com os amparadores presentes.

  1. Limpeza

A limpeza, como o próprio nome diz, destina-se à higienização e rearmonização dos trabalhadores, após os trabalhos, especialmente naqueles destinados à orientação a desencarnados e ao atendimento a assistidos. Para isso, qualquer prática energética bem feita, em perfeita sintonia com os amparadores, será suficiente.

Por mais que os trabalhadores estejam sintonizados aos amparadores durante os trabalhos, sempre há desgaste de energia e algum desequilíbrio pelo contato com as emoções, diversas situações espirituais e energias daqueles que foram atendidos.

Além disso, como seres humanos imperfeitos, os médiuns também estão sujeitos aos desequilíbrios, à desarmonia, devendo, portanto, ter o cuidado de restabelecer e manter seu padrão vibratório sempre que necessário.

Durante a limpeza, os amparadores presentes não só ajudarão os médiuns a retirarem de sua aura e chacras as energias mais densas e nocivas que, por acaso, tiverem se instalado durante os trabalhos, como também os ajudarão a repor as energias despendidas nos atendimentos e nas manifestações, distribuindo-as de forma a restabelecer o equilíbrio energético de seus corpos.



  1. Encerramento

Assim como fazemos a preparação, para homogeneizarmos energias e para nos sintonizarmos com a atmosfera fluídica do ambiente, devemos também fazer o encerramento, para nos desligarmos dessa atmosfera e das energias do trabalho.

Em verdade, este procedimento tem muito mais efeito psicológico e sentimental, do que propriamente prático, já que se destina a “sugestionar” positivamente os participantes encarnados a se desligarem dos atendimentos, dos casos que passaram pelo grupo, das energias movimentadas durante o trabalho, bem como a induzi-los ao sentimento de gratidão, saudável e elevado, para com os amparadores, que os ajudaram e orientaram, e para com o Criador que permitiu a realização da reunião.

Uma simples prece ou mentalização, BREVE e ESPONTÂNEA, com algumas palavras vindas do coração, ditas em voz alta, são suficientes para que os trabalhadores “se despeçam” dos amparadores, da casa, do grupo, do trabalho, enfim, desligando-se dos trabalhos do dia e voltando à sua vida normal.

  1. ACOPLANDO com ESPÍRITOS ELEVADOS


O acoplamento com espíritos de luz, amparadores ou mentores deve também ser estudado e treinado, para um melhor aproveitamento das capacidades do médium, de modo a interferir o mínimo possível na mensagem a ser transmitida, sem deixar de interferir positivamente no fenômeno em si.

Embora pouco se fale do assunto, o acoplamento com espíritos mais elevados também pode causar desconforto, ansiedade, insegurança, mal-estar, etc.

Sendo espíritos de luz, de padrão vibratório mais elevado que os encarnados em geral, tendo ainda lucidez, rapidez mental e equilíbrio emocional muito mais acentuados que os encarnados, suas energias podem provocar algumas reações desconfortáveis nos médiuns.

É comum a sensação de aperto, dor, opressão ou atividade nos chacras superiores (cardíaco, laríngeo, frontal e coronário), bem como sensação de pressão, com dor, na cabeça, especialmente na nuca e nas têmporas.

Pode também ocorrer amortecimento do rosto e de um ou de ambos os braços, aceleração do ritmo cardíaco e respiratório, bocejos, lacrimejamento excessivo, etc.

Isto ocorre porque não estamos acostumados ao contato com energias tão sutis e de padrão vibratório tão acelerado, o que acarreta uma série de alterações que, num primeiro momento, nos parecem bastante desagradáveis.

No entanto, apesar do desconforto, estas manifestações são bem diferentes daquelas causadas por entidades desequilibradas e perturbadas, porque, ao contrário destas, elas vêm acompanhadas de sentimentos e pensamentos elevados, imagens luminosas, idéias positivas, palavras de incentivo e reconforto, etc.

Mais do que às sensações, portanto, o médium deve prestar atenção, principalmente, aos sentimentos e aos pensamentos que a entidade lhe transmite, pois com isso poderá saber se se trata de entidade bem intencionada ou não.



  1. CONVERSANDO com ESPÍRITOS ELEVADOS


Por mais elevado que seja o espírito com que estejamos em contato, não devemos nunca nos esquecer de que espíritos nada mais são que pessoas, criaturas com boas e más qualidades, também imperfeitas e ainda trabalhando por sua evolução e crescimento.

Isso significa que, seja quem for o espírito, nunca será infalível, livre de defeitos ou enganos, completamente isento de desvios ou perturbações, embora possa ser mais equilibrado, mais sábio e mais experiente que o médium pelo qual se manifesta ou que o trabalhador com quem conversa.

Ao tratarmos com um suposto espírito de luz, devemos sempre nos ater ao conteúdo de sua mensagem, ao que ela nos acrescenta de positivo, de elevado, ao que ela nos ensina de bom, ao que ela nos induz a fazer, pensar e desejar como espíritos.

E, justamente por não serem seres perfeitos, é que devemos também estar preparados para questioná-los, caso algo que digam não faça sentido para nós ou seja contraditório em relação àquilo que vem sendo aprendido ou praticado.

Isso não significa que o que aprendemos não possa ser modificado ou mesmo anulado por algum ensinamento novo. No entanto, antes que possamos aceitar aquilo que um espírito nos diz, é preciso que analisemos o que é dito para sabermos se está de acordo com nossa razão, se faz sentido para nós.

Por outro lado, o fato de sabermos que um espírito de luz também está sujeito a erros, não significa que devemos questioná-lo indiscriminadamente, a pretexto de sermos prevenidos. Basta que prestemos atenção às palavras, às idéias e à maneira como tudo isso é transmitido, analisando a essência da mensagem como um todo.

Outro aspecto importante é o excesso de formalidade e cerimônia no trato com estes espíritos. Sendo pessoas como nós, eles merecem e devem ser tratados com o mesmo respeito, carinho e atenção que dedicamos a qualquer outra pessoa. Nem mais, nem menos. Inclusive, porque não é pelo excesso de formalidade ou cerimônia com que se trata um espírito que se mede o respeito ou o carinho dedicados a ele.

Em tudo, o discernimento, o bom senso e o equilíbrio devem estar sempre presentes, para não corrermos o risco de sermos confundidos pela nossa própria ignorância ou ingenuidade irresponsável.



  1. ACOPLANDO com ESPÍRITOS PERTURBADOS


Como dissemos acima, espíritos são pessoas desencarnadas, com boas e más qualidades, tanto quanto nós mesmos, também trabalhando para crescer espiritualmente, tornando-se consciências melhores.

Isto significa que, seja quem for o espírito perturbado, nunca será completamente mau, irremediavelmente fadado à ignorância ou às trevas, sem algo de bom dentro de si mesmo.

Todo espírito, seja bom ou mau, é filho de Deus, é criação de Deus, e, como tal, por pior que nos pareça, não está nunca fadado ao mal eterno. O mesmo potencial de crescimento e elevação que qualquer um de nós possui, também estes espíritos possuem e é por esta perspectiva que devem ser tratados, orientados e esclarecidos.

A mesma luz que ilumina os espíritos mais elevados, também ilumina estes espíritos em desequilíbrio. A diferença está em que os primeiros já aprenderam a aumentar sua luz, fazendo-a brilhar mais forte, fazendo-a também brilhar em seu benefício e em benefício de outras criaturas, o que também os espíritos em desequilíbrio podem aprender e, com certeza, aprenderão, cedo ou tarde.

O trabalho com espíritos perturbados e desequilibrados exige também treino e cuidados para surtir bons resultados, tanto para eles, como para os médiuns que os manifestam e os orientadores que os esclarecem.

Infelizmente, uma tradição equivocada dos chamados trabalhos de desobsessão, difundiu a crença de que obsessores e, portanto, espíritos desequilibrados, são “demônios”, seres maléficos, perversos, inimigos mortais dos encarnados, como se entre os encarnados também não encontrássemos seres com as mesmas características de personalidade.

No entanto, quanto espíritos de luz, eles também merecem o nosso respeito, o nosso carinho e a nossa atenção, devendo ser tratados com educação, compaixão, interesse sincero pelo seu bem estar e a sua iluminação.

O acoplamento áurico com espíritos perturbados pode causar muito desconforto, mal-estar e até desequilíbrios, se não for treinado e estudado também. Não se trata de estabelecer estratégias ou artimanhas para enganá-los ou flagrá-los em erro, mas de saber quais são os distúrbios mais comuns, as características de espíritos nestas condições, como se pode ajudá-los, o que sentem, o que pensam, o que precisam, o que desejam, como agem e pensam, etc.

Muitos deles agem com maldade e até pretendem nos prejudicar por ignorância, mas isso também é parte do desequilíbrio e deve ser entendido desta maneira, para que não se criem preconceitos e, pior, não se tome como pessoal o que dizem ou fazem.

O médium que se conhece bem, que sabe bem como trabalhar as próprias energias, que sabe como interferir nas energias de espíritos com que acopla, que conhece os mecanismos mentais e energéticos envolvidos nesse tipo de fenômeno, trabalha com segurança com espíritos desequilibrados, respeitando-os como individualidades e consciências, mas sem temê-los, sem temer seus ataques, suas ameaças, suas perturbações e alucinações, pois controla a manifestação com firmeza, com pensamentos e sentimentos elevados, acompanhando de perto todos os lances da comunicação, interferindo positivamente, ajudando a entidade a entender e mudar sua situação.



  1. CONVERSANDO com ESPÍRITOS PERTURBADOS


Espíritos nestas condições são, em sua maioria, criaturas profundamente carentes de amor, esclarecimento e compreensão. Isso não significa que vamos tratá-los apenas com carinho, pois eles também precisam de firmeza, de alguém que lhes mostre em que estão se prejudicando e o que podem fazer para mudar isso.

Para isso, só carinho e respeito não são suficientes. É preciso, conhecimento, firmeza, confiança e alguma frieza (no bom sentido), especialmente do orientador, aquele que conversa com a entidade, que a esclarece enquanto ela se manifesta pelo médium.

Enquanto o médium deixa-se envolver emocionalmente com a entidade, para que ela possa expressar toda a sua dor, perturbação e desequilíbrio, o orientador, ao contrário, não pode se deixar envolver emocionalmente pelo seu relato ou pelas suas condições, para que a sua capacidade de discernir e avaliar a situação não seja prejudicada, acarretando prejuízos também para o médium e para si mesmo, além de complicar ainda mais o estado da própria entidade.

E o médium, mesmo envolvido emocionalmente com a entidade que está se manifestando através dele, deve procurar manter o equilíbrio mental e espiritual, mantendo pensamentos e sentimentos elevados pela entidade, ao mesmo tempo em que conversa mentalmente com ela, sugerindo-lhe idéias que possam acalmá-la e esclarecê-la.

Além disso, o médium pode e deve também emanar energias que possam ajudar no reequilíbrio da entidade e no trabalho de orientação que está sendo feito, garantindo o sucesso do mesmo.

Para este tipo de trabalho, algum conhecimento básico de Psicologia é sempre muito útil, tanto para médiuns, como para orientadores, pois espíritos perturbados são pessoas desencarnadas perturbadas, que podem se beneficiar muito desse conhecimento e das técnicas já consagradas pela Psicologia tradicional da Terra.



  1. CURA ESPIRITUAL ou ENERGÉTICA


Como já vimos, tudo é energia, em diferentes graus de densidade, inclusive o nosso corpo físico. E como já dissemos, todas as doenças físicas são originárias de desequilíbrios psíquicos e energéticos que, antes de se manifestarem no físico, manifestam-se nos corpos sutis.

Todos os distúrbios orgânicos e psicológicos, que surgem no plano físico, iniciaram-se como processos energéticos, no plano astral, desequilibrando o psicossoma e, com isso, trazendo desequilíbrio para o corpo físico.

É também o que deixa claro Choa Kok Sui, no seu livro Milagres da Cura Prânica, quando afirma que “clarividentemente, podem-se ver as doenças no corpo de energia antes mesmo que se manifestem no corpo físico visível. Os não-clarividentes podem explorar ou sentir que a aura interna da parte afetada está maior ou menor do que habitualmente. ... Essas áreas, quando exploradas, podem ser sentidas como buracos na aura interna.”

Mesmo as doenças cármicas ou congênitas (de nascença), são frutos de desequilíbrios psíquicos e energéticos do psicossoma, causados por desvios do espírito em vidas anteriores.

Muitas vezes, os males físicos são apenas drenagens de males espirituais, aliviando a carga energética desequilibrada do espírito, para que ele possa vir a reencarnar mais saudável e equilibrado num futuro não muito distante.

Sendo todas as doenças de fundo energético ou espiritual, nada mais natural que possamos, preveni-las, tratá-las, amenizá-las e curá-las com o uso de energias e de modificações energéticas.

As curas espirituais nada mais são que curas energéticas, conseguidas pela mudança do padrão vibratório do duplo das células físicas.

Choa Kok Sui, diz também que “o termo “cura paranormal” pode não ser muito adequado. O que se considera cura paranormal hoje talvez se torne algo bastante comum e normal daqui a algumas décadas.”

A mente pode atuar sobre as energias, dando-lhes as características que desejar, dependendo do fim que se pretende. Assim, o médium pode projetar energias curadoras sobre pessoas doentes, interferindo no seu estado físico e, muitas vezes, conseguindo a sua cura.

As energias modificadas e projetadas pelo médium, e também manipuladas ou complementadas pelos amparadores, vão atuar sobre o duplo das células físicas do órgão ou região doente, modificando sua vibração e sua vitalidade, incrementando também sua própria carga fluídica.

Como o duplo é a matriz energética, a fôrma fluídica sobre a qual o corpo físico foi modelado, pela aglutinação do fluido vital, ao atuar sobre o duplo das células físicas, atuamos também sobre o físico, pois modificamos a “fôrma” sobre a qual estas células físicas estão “apoiadas”, fazendo com que tenham que se readaptar, modificando seu funcionamento, estrutura, etc.

Assim, as cirurgias espirituais, na verdade, não precisam de qualquer manipulação física direta, como cortes ou perfurações, uma vez que o processo ocorre todo em nível energético celular.

O que acontece, muitas vezes, é que, como as energias são muito suscetíveis à mente do paciente e este não acredita na cura puramente energética, o tratamento puramente fluídico não surte qualquer efeito, ao passo que, quando o paciente se submete a cirurgias espirituais com ação direta sobre o físico, ele se cura, pela simples auto-sugestão psicológica. Ou seja, como acredita mais na cirurgia que “vê” e “sente”, ele se cura, muito embora pudesse se curar sem ter o seu corpo físico “agredido”.

O passe e todas as práticas energéticas com transfusão ou projeção de energias são práticas de cura espiritual. O melhor ou pior resultado, no entanto, depende apenas da capacidade de doação e mentalização positiva do médium, bem como da fé e, principalmente, da conscientização do paciente, para que compreenda que foi o único causador de sua própria doença e também de sua cura, cabendo somente a ele manter saudável o seu corpo físico, pela mudança de pensamentos, sentimentos e atitudes para padrões mais elevados e iluminados.

Para o trabalho de cura, o médium deve ter consciência de que deve, mais ainda, cuidar muito bem de sua higiene física, mental, espiritual e energética, trabalhando sempre para manter pensamentos e sentimentos elevados, hábitos sadios e equilibrados, vida harmoniosa e atividade espiritual regular e positiva, garantindo, assim, que os fluidos e energias que projetar sobre os pacientes possam propiciar-lhes bem-estar, saúde, fortalecimento e recuperação.

No entanto, é muito importante também que o médium tenha em mente, como já dissemos, que a cura não depende somente dele, já que depende muito mais da própria atitude pessoal do paciente para com a doença e a mudança interna de padrões que propiciaram o desequíbrio e a doença.

O médium faz o melhor que pode, ajudado e sintonizado com os amparadores, mas deve estar ciente que a cura propriamente dita, ou seja, o resultado do seu trabalho não lhe pertence e nem depende mais dele, pois é muito mais uma questão íntima entre Deus e o próprio paciente.

  1. ASSISTÊNCIA a DISTÂNCIA


Também na assistência a distância, depende o médium da participação direta do próprio assistido, sem a qual qualquer tratamento, assistência ou ajuda, seja de que tipo for, perde o efeito ou o poder.

É muito comum vermos nos centros espíritas pessoas que vão em busca de assistência para pessoas queridas que se recusam a ir, elas mesmas, ao centro buscar ajuda, ou nem sequer acreditam nesse tipo de ação. Nestes casos, é muito importante que o médium esteja ciente das limitações impostas pelo próprio assistido que, muitas vezes, não está nem ciente da assistência que está recebendo.

É importante também que o próprio médium, ou alguém preparado para isso, esclareça a pessoa que foi pedir a assistência, no sentido de que o benefício poderá não alcançar o assistido, uma vez que ele está, consciente ou inconscientemente, alheio ao processo.

No entanto, se o assistido, mesmo distante, estiver ciente da assistência e concordar com ela, desejando realmente receber os seus benefícios, melhorando suas condições, a assistência a distância poderá ter o mesmo efeito de um passe dado pessoalmente, já que, como já dissemos, para as energias não existem impedimentos de ordem material, como distâncias, obstáculos, anteparos, etc.

É importante destacar que, mesmo no passe dado pessoalmente no centro, para que haja sucesso e resultado positivo, é necessária a anuência, a fé e a boa disposição do assistido em relação ao processo, colocando-se em condições receptivas, por sua própria atitude mental e emocional, para absorver os benefícios projetados sobre ele pelo passe.

  1. ANALISANDO e INTERPRETANDO MENSAGENS MEDIÚNICAS ESCRITAS e FALADAS


Nunca será demais ressaltar a necessidade de discernimento e bom senso na prática mediúnica.

Em se tratando da análise e interpretação de mensagens, escritas ou faladas, é ainda mais importante relembrar esta atitude.

Mensagens mediúnicas ou mensagens de espíritos desencarnados não passam de mensagens de pessoas que já viveram na Terra e, no momento, estão passando uma temporada no plano espiritual.

Assim sendo, podem ser boas ou más, positivas ou negativas, coerentes ou contraditórias, coesas ou desconexas, exatamente como o são todos os seres humanos.

Portanto, ao analisarmos ou interpretarmos mensagens mediúnicas, seja de que tipo forem, não podemos deixar de levar este aspecto em consideração, cuidando para que não nos deixemos influenciar, emocional ou intelectualmente, por nomes, títulos, vocabulário, linguagem, postura ou qualquer outra referência que o espírito usar para identicar-se. Também não nos devemos impressionar com a fama ou a “autoridade” do médium de que o espírito se serve.

Importa-nos, muito mais, o conteúdo das mensagens, como já dissemos várias vezes. Assim, ao analisarmos uma comunicação, devemos nos fixar na essência do que ela nos transmite. Não importa se a linguagem é erudita ou vulgar, se o estilo é refinado ou popular, pois isto é secundário.

É claro que o médium por quem se transmite a mensagem é uma boa referência para se fazer uma primeia análise sobre a própria mensagem. Quanto mais sério, responsável, equilibrado e coerente for o médium, mais poderemos confiar nas mensagens que transmite, uma vez que espíritos elevados e sérios só se darão a comunicar por intermédio de médiuns que tenham o mesmo perfil, ainda que em menor grau. No entanto, esta não deve ser uma regra definitiva, nem a única regra, pois o médium é também um espírito imperfeito, tentando crescer e evoluir, mas ainda sujeito a falhas, defeitos e enganos.

Aliás, o bom médium, o médium comprometido com o em coletivo, o médium consciente de sua condição de espírito imperfeito, jamais confia cegamente em sua capacidade mediúnica, em seus dons psíquicos, em seu discernimento espiritual, e pede sempre o concurso, a ajuda, a orientação e a opinião de outros companheiros igualmente sérios e equilibrados, para que tudo aquilo que produz seja imparcialmente analisado, interpretado e avaliado.

Por isso, o médium não pode nunca ser pessoa melindrosa, com tendência a ofender-se facilmente, exageradamente sensível a comentários de terceiros, pois é por meio destes comentários que ele pode mais aperfeiçoar seu trabalho e sua produção mediúnica.

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