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Influenciação Espiritual





  1. ESPÍRITOS SIMPÁTICOS



  1. Espíritos são pessoas desencarnadas e pessoas são espíritos encarnados

Não há diferença alguma entre espíritos encarnados e desencarnados. Todos somos seres humanos, somos pessoas com sonhos, desejos, idéias, opiniões, frustrações, histórias boas e ruins, e todos estamos, igualmente, tentando achar nosso caminho para a luz.

Assim, como já dissemos, não podemos nos enganar acreditando que espíritos de luz não se enganam e que espíritos em desequilíbrio são totalmente maus. Todos somos criaturas divinas de essência luminosa. Todos estamos aprendendo a aumentar o brilho desta luz e todos, um dia, conseguiremos.

O que nos diferencia é apenas a condição de encarnados ou desencarnados, ou seja, o fato de estamos ou não ligados a um corpo físico.

Assim, o médium sabe que, quando transmite a comunicação de um espírito, está apenas transmitindo o recado de uma outra pessoa, está apenas narrando a história de alguém, tão cheia de altos e baixos como a sua própria.

Por esta razão, o médium não se espanta, não se choca, nem se revolta com quem quer que seja o espírito ou com o que quer que ele tenha para contar.

O médium também sabe que a pessoa que desencarna não se torna santo ou demônio apenas porque desencarnou. Entende que a mente é a mesma e que, portanto, a pessoa é a mesma, deste “lado” ou do outro da vida, sem mais ou menos sabedoria, sem mais ou menos defeitos.



  1. Amparadores, mentores, protetores, guias, amigos, guardiões, etc.

Estes são alguns dos nomes que se dão àqueles espíritos que se interessam por nós, que nos orientam, que procuram colaborar na nossa caminhada aqui na Terra.

Todos nós, médiuns ou não, temos esses companheiros espirituais. A diferença é que os médiuns podem senti-los e percebê-los de maneira mais intensa e próxima, por sua sensibilidade mais desenvolvida.

Além dos espíritos simpáticos, que o acompanham de alguma forma, o médium tem também aqueles espíritos que têm mais a ver com a sua missão, com o seu trabalho mediúnico e muitos deles podem surgir ou se apresentar mais de perto no decorrer dos anos, conforme o médium ganha experiência, segurança, conhecimento e confiança.

É por isso que muitos médiuns começam sua missão com alguns mentores e, com o passar do tempo, vão recebendo outros e até trocando mesmo, ou seja, deixando de ter contato com alguns para pasasr a se comunicar com outros.

Não há nada de errado nisso. Pelo contrário. É sinal de que a tarefa do médium está progredindo, está mudando, transformando-se, ao mesmo tempo em que ele mesmo amadurece com espírito e como médium.

A única coisa que o médium não pode perder de vista é o fato de que, mesmo estes espíritos mais elevados ou mais esclarecidos, são apenas pessoas.




  1. ASSÉDIOS e ATAQUES ESPIRITUAIS

Todos vivemos num “mar” de espíritos. Todos somos espíritos encarnados ou desencarnados cercados de espíritos encarnados e desencarnados por todos os lados, em todas as situações, em todos os momentos. Nunca estamos sozinhos, por mais solitários que nos sintamos. E todos somos influenciados por estes espíritos, ao mesmo tempo em que os influenciamos.

Isto é ainda mais verdadeiro e intenso para os médiuns, que têm um “canal” a mais para o contato com os espíritos desencarnados. O tempo todo eles estão em contato com o mundo espiritual, inclusive por suas próprias características pessoais e mesmo sem o perceber.

Nesse intercâmbio natural e espontâneo, todas as pessoas, inclusive os médiuns, muitas vezes, sofrem o ataque, a perseguição de espíritos que não simpatizam com elas.

Além de estarmos cientes disso, é preciso também que saibamos que isso é natural e faz parte do processo de evolução e crescimento de todos nós, pois nesses ataques podemos aprender a nos defender sem atacar de volta, podemos aprender a receber os ataques sem reagir de volta, sem devolver o ataque, apenas nos defendendo e amando o agressor, como ser humano e criatura divina que é. E ao mesmo tempo, os assediadores têm também a chance de aprender com esta situação, crescendo ao mesmo tempo que suas “vítimas”.

Tudo é um contínuo aprendizado, tanto para uns como para outros. Os ataques são também formas de intercâmbio e, quando os sofremos, temos a chance de rever nossa conduta e verificar o que, nela, está atraindo a antipatia destes espíritos.

Como já vimos, tudo no universo funciona pela sintonia e com os ataques e assédios não é diferente. Os espíritos que praticam os ataques encontram, no objeto desses ataques, algo que os atrai, por onde estabelecem a sintona e podem, consequentemente, desferir os seus “golpes” energéticos ou mentais.

Como vemos, portanto, nenhum ataque é “gratuito”, nenhum assédio é sem motivo. Em todos estes processos é preciso haver sintonia. E no caso dos ataques e assédios espirituais, o “tom”, o padrão vibratório para a sintonia inicial, quem estabelece é a suposta vítima, o alvo do suposto ataque. Depois os espíritos apenas fazem a manutenção deste padrão, tentando perpetuar uma situação que lhes agrada e interessa.

Quem quiser, portanto, evitar ou sair de uma situação de assédio ou ataque espiritual, que cuide de seu padrão vibratório, de seu “tom” energético, melhorando a qualidade de seus pensamentos e sentimentos, equilibrando emoções, idéias, palavras e atitudes.



  1. Físicos e espirituais

Estes ataques e assédios podem ter como alvo o físico do encarnado, na tentativa de causar-lhe distúrbios orgânicos e psicológicos que o impeçam de levar uma vida física normal, limitando-o em sua ação.

E podem também pretender atingir a mente do encarnado, na tentativa de confundi-lo e deixá-lo alheio ao mundo material, fazendo-o perder o contato com a realidade, numa espécie de hipnose espiritual por controle remoto.

Os espíritos que assim agem, em geral, encontram mais facilidade no ataque àquelas pessoas que têm algum grau de mediunidade, pela facilidade do “canal” de comunicação aberto e sem vigilância. Muitas vezes, o alvo nem é o médium, mas alguém com quem ele tem contato ou com quem convive. Não encontrando como atingir diretamente o seu alvo, os espíritos o fazem através de um médium desavisado e invigilante que anda por perto.

Este ataques, se mais prolongados ou com sintonia mais profunda, podem realmente atingir o físico do encarnado, causando doenças de difícil diagnóstico e tratamento. Assim como podem também causar distúrbios psicológicos mais profundos e difíceis de debelar, como neuroses e psicoses, de vários graus, tornando a pessoa até inapta para o convívio social.

O médium equilibrado, no entanto, aquele que tem consciência de sua capacidade e também de suas fraquezas, trabalhando para dominá-las, terá condições de perceber quando estes ataques acontecem, podendo evitá-los ou amenizá-los, recuperando mais depressa o controle.

Ou seja, ninguém está a mercê dos espíritos, a menos que queira. Ninguém está fatalmente sujeito a ser atacado por espíritos inescrupulosos, a menos que procure essa situação de alguma forma e nada faça para evitá-la ou mudá-la.



  1. Intrafísicos e extrafísicos

É importante saber também que estes ataques e assédios podem ser intrafísicos e extrafísicos, ou seja, podem ser disparados no período de vigília do encarnado, ou durante as suas horas de sono, quando o seu espírito está fora do corpo físico e, portanto, mais em contato com os seus medos, desejos e emoções.

Muitas vezes o encarnado é até bem equilibrado quando em vigília, sem maiores desequilíbrios ou perturbações dignos de nota. No entanto, basta entrar no estágio inicial do sono para que seus pesadelos comecem e ele se sinta completamente desorientado e desamparado.

Por isso é tão importante o preparo à hora de dormir, elevando pensamentos, equilibrando emoções e sentimentos, buscando sintonias sadias e luminosas, sutilizando as próprias energias.

E qualquer prática é válida para este fim, desde a prece tão conhecida de todos nós, até as práticas energéticas mais elaboradas e técnicas. Uma vez que o fim é alcançar padrões mais elevados de vibração, pouco importa o meio, pois sendo o fim sempre elevado, o meio usado, em chegando ao resultado final, também poderá ser considerado elevado.




  1. DEFESA ESPIRITUAL ou ENERGÉTICA

Como já dissemos várias vezes no decorrer deste trabalho, a sintonia é alma de tudo no universo. Sendo assim, a melhor defesa contra qualquer ataque espiritual ou energético será, SEMPRE, garantir sintonia elevada, sadia, luminosa, sutil.

Não há outro meio, não há receitas mágicas, não há técnicas milagrosas, não há fórmulas instantâneas. De nada adianta qualquer recurso, se, intimamente, a pessoa não estiver equilibrada, serena, iluminada, por seu próprio esforço. De nada adianta invocarmos deuses e potências, se, lá dentro, no mais profundo de nós mesmo, não estivermos trabalhando arduamente para superarmos a nós mesmos.

É preciso compreendermos, de uma vez por todas, que o trabalho de iluminação interior, a tarefa de elevação espiritual e crescimento consciencial não pode ser feito de fora para dentro, nem por terceiros. É trabalho pessoal e intransferível. É tarefa íntima que cada um deve desenvolver sozinho, por seus próprios meios, às suas próprias custas. É viagem que se faz só, ainda que a estrada esteja lotada de viajantes.

A “salvação” que algumas igrejas anunciam e prometem não vem por milagre e só depende do próprio interessado em ser salvo.


  1. OBSESSÃO



  1. Causas e origens

Obsessão é a influência nociva de um ou vários espíritos sobre outro(s), provocada ou desencadeada por brechas morais e emocionais que colocam os obsidiados em sintonia vibratória (ressonância) com os sentimentos, pensamentos e energias do(s) obsessor(es).

O mecanismo desta influência é a ação energética hipnótica de mente a mente, bloqueando ou dificultando a capacidade de raciocínio e discernimento, pela interferência na transmissão do próprio pensamento e dos sentimentos da “vítima”.



  1. Graus ou níveis

Segundo a intensidade, podemos usar a seguinte classificação (não oficial):

  • Assédio simples – também conhecido como encosto, quebranto, mau olhado, olhos gordo, etc, é aquela influência leve, sem compromisso, circunstancial e passageira, que acontece por um desequilíbrio momentâneo da pessoa. Em geral dura, no máximo, alguns dias, podendo causar alguma irritação e desconforto, e talvez alguns acidentes menores de percurso. Passa assim que o obsidiado muda sua tela mental e seus sentimentos para frequências mais positivas e elevadas. Pode ser causado apenas por simpatia ou carência afetiva, sem que haja qualquer outro laço afetivo ou emocional entre os espíritos envolvidos, ou menos qualquer outra antipatia mais profunda.

  • Obsessão – influência um pouco mais intensa e dirigida, geralmente causada por algum desentendimento ou situação desequilibrada vivida nesta vida mesmo. Inveja, ciúmes, despeito, orgulho, desforra são algumas situações de obsessões simples que geralmente passam despercebidos. Neste caso, a ação tem alvo certo e objetivo definido, muito embora o obsessor muitas vezes não perceba o que está fazendo. Pode durar algum tempo até que o obsessor se canse, se conscientize ou até que o obsidiado reaja e saia da frequência do obsessor. Pode requerer assistência com passes e trabalhos mediúnicos.

  • Fascinação – influência profunda que cria imagens e ilusões na mente do obsidiado. Nesse caso, a vítima perde a noção da realidade, acreditando apenas naquilo que vê e ouve em seu mundo mental. Pode ser confundida com esquizofrenia e também com mediunidade. Pode ter origem em vidas passadas ou não e, geralmente, tem razões e objetivos mais sérios e complexos. Em geral, é causada por espíritos mais inteligentes e com maiores conhecimentos da leis espirituais e dos mecanismos mentais e energéticos, os quais “fisgam” suas vítimas exacerbando sua vaidade e seu orgulho, ou aprofundando sua noção de inferioridade. Requer atendimento espiritual mais sistemático para todos os envolvidos, até que todos se dêem conta da situação e possam mudá-la.

  • Subjugação ou possessão – influência total de uma ou várias mente(s) sobre outra(s). A vítima é incapaz de pensar ou agir por si mesma, perdendo até o controle do corpo físico. Em geral, é causada por compromissos graves de vidas passadas que não foram bem resolvidos e pode não não ser resolvida nem mesmo com trabalhos mediúnicos, dependendo da profundidade e do tempo de envolvimento, sob pena de se provocar até o desencarne da pessoa encarnada envolvida.



  1. Tipos

Segundo os envolvidos, podemos usar a seguinte classificação (não oficial):

  • De encarnado para encarnado – cônjuges exageradamente ciumentos, pais possessivos, filhos muito dependentes, etc, são bons exemplos de obsessão entre encarnados. Todas as vezes que um encarnado deseja controlar a vida de outro, sufocando-o, querendo influenciar suas decisões e atitudes, cerceando seus atos, podando-o, etc., está caracterizada uma obsessão de encarnado para encarnado. Muitas vezes é confundida com zelo, preocupação, demonstração de amor, mas, na maioria das vezes, reflete uma relação problemática e desequilibrada, vivida não só durante o dia, nas horas de vigília, mas também durante as horas do sono, quando os espíritos se libertam de seu corpo físico e repetem aquilo que fazem nas horas em que estão despertos.

  • De encarnado para desencarnado – o cônjuge que fica viúvo depois de uma longa convivência e não se conforma com o desencarne do outro, chorando e lamentando sua ausência 24h por dia; os pais que perdem um filho e se recusam a desfazer o quarto do mesmo, cultivando uma lembrança mórbida e masoquista; a mágoa de alguém que fica guardada contra alguém que foi, etc., são exemplos de obsessão de encarnados sobre desencarnados. Ao contrário do que se pensa, nem sempre os desencarnados são os vilões, pois, muitas vezes, são os encarnados que os perseguem com seus pensamentos e sentimentos desequilibrados e egoístas, atraindo-os para uma ligação doentia e prejudicial para os dois. Às vezes, até se consegue desligar os envolvidos, mas o encarnado está tão obcecado pelo que aquele espírito representa para ele, que o atrai de volta, tirando-o, até, dos cuidados de amparadores e espíritos interessados em ajudá-lo.

  • De desencarnado para desencarnado – mesma situação do caso de encarnado sobre encarnado, só que vivida no plano espiritual. Nesse caso, a influência pode começar numa vida e continuar depois do desencarne de ambos; pode começar lá, continuar aqui após o reencarne e seguir ainda mais uma vez para lá, depois de novo desencarne; etc. Este tipo de perseguição é muito narrado em livros como os da série André Luiz, Luis Sérgio e outros.

  • De desencarnado para encarnado – pode acontecer pelas mais diferentes razões que vão desde compromissos antigos, de outras vidas ou desta vida mesmo, até simpatias (doentias) e antipatias momentâneas do presente.

  • Recíproca – quando as duas mentes entram em comunhão tal de pensamentos e sentimentos que são conseguem se desvencilhar uma da outra. Elas se alimentam uma das energias da outra num círculo vicioso, ficando cada vez mais envolvidas nas mesmas idéias e sentimentos. A dependência é tanta que, em alguns casos, não se pode separar uma da outra abruptamente, sob pena que causar profundos danos mentais e até físicos em um ou ambos os envolvidos. É uma espécie de simbiose espiritual. Os espíritos ficam “atados” como se fossem xifópagos espirituais, ligados por fios energéticos muito resistentes e realimentados continuamente pelas duas mentes.



  1. Auto-obsessão

A auto-obsessão se caracteriza naqueles casos em que a pessoa se convence de uma idéia, independentemente de se falar a ela da realidade. Sua ação mental é tão intensa que ela cria formas-pensamento relacionadas às suas “cismas” e estas passam a gravitar em torno dela, tornando-se suas companhias 24h por dia e podendo ser vistas e sentidas, em alguns casos, sendo até confundidas com espíritos.

Como estas formas-pensamento são continuamente alimentadas, podem ganhar força e ser usadas por outras mentes que vibram na mesma faixa. Estas mentes podem ser encarnadas ou desencarnadas e podem ou não voltar sua ação para a pessoa que criou as formas, podendo até estabelecer-se uma obsessão real, que se origina num processo de auto-obsessão.

Alguns casos de complexos, mania de perseguição e hipocondria são bons exemplos de auto-obessão que podem limitar, e muito, a própria pessoa e todos aqueles que convivem com ela.

  1. Prevenção e tratamento

No mundo espiritual, os semelhantes se atraem e se associam para o fortalecimento mútuo.

Quando as semelhanças e afinidades são positivas e de cunho moral elevado, o resultado é que as qualidades de cada um dos envolvidos no processo se intensifiquem, dando incentivo e força para que ambos cresçam e evoluam juntos.

No entanto, quando as afinidades são negativas e as motivações são excusas, o resultado é uma associação perniciosa que vai degradando, gradativamente, os envolvidos, levando-os a uma situação cada vez mais desequilibrada. Os defeitos se intensificam e se tornam cada vez mais difíceis de combater, fazendo com que ambos se sintam completamente dominados por seus desejos e paixões mesquinhos e menos nobres.

Assim sendo, a melhor forma de prevenir uma obsessão é procurar manter sempre uma atitude física, mental e espiritual elevada, cultivando sentimentos nobres, praticando atos nobres e mantendo vigilância redobrada nas situações de maior risco.

A mente que cultiva pensamentos elevados, motivada por sentimentos nobres, tem sempre uma frequência vibratória mais elevada, o que dificulta o acesso de mentes desequilibradas que, em geral, vibram num padrão mais baixo e lento.

Quando, no entanto, a obsessão já se instalou fica mais difícil para aquele que a está sofrendo conseguir se desvencilhar da mesma, pois, além da influência mental, há todo um envolvimento energético plasmado para impedir a pessoa de pensar com clareza e agir com determinação e força. Muitas vezes, a pessoa não consegue se desvencilhar do problema sozinha e precisa da ajuda externa de passes e trabalhos mediúnicos para vencer a barreira energética colocada ao seu redor.

Nesses casos faz-se necessária a assistência espiritual para TODOS, obsessores e obsidiados, para que todos percebam o processo em que se encontram e o mal que estão causando uns aos outros. Os passes e “doutrinações” ajudam a fazer a limpeza energética e o desligamento, mas o que realmente vai determinar a “cura” será a mudança de padrão mental de todos os envolvidos, para que sigam por um novo caminho.

  1. Obsessão e mediunidade

Médiuns estão especialmente sujeitos a obsessões, por sua sensibilidade aumentada para as energias e por sua capacidade de entrar facilmente em contato com o mundo espiritual.

Por esta razão, devem estar sempre atentos a mudanças de humor e disposição, para não serem pegos de surpresa por um assédio ou influência espiritual nociva.

Além disso, médiuns costumam também ser alvos muito visados por entidades que não têm interesse em que se esclareçam e ajudem as pessoas por meio da mediunidade. Assim, são sempre assediados e atacados por espíritos de má índole ou perturbados, na tentativa de fazê-los desistir de sua tarefa, amedrontando-os, cansando-os, provocando doenças e desgastes variados.

Como diz Maria Aparecida Martins, em afirmação já transcrita de seu livro Conexão – Uma nova visão da Mediunidade, não há mediunidade desequilibrada, mas médium desequilibrado. Por isso é necessário que, além de se falar de mediunidade, cuide-se dos médiuns, ajudando-os a se equilibrarem, ajudando-os a entenderem o que se passa com ele, acalmando-os, tirando-lhes o medo e dando-lhes conforto e segurança para o cumprimento de sua tarefa.




  1. DESOBSESSÃO



  1. Métodos

A desobsessão é a ação de livrar um obsidiado de seu obsessor, assediador ou perseguidor espiritual.

É muito conhecida pela prática da tradicional “doutrinação” do suposto obsessor, em que uma pessoa encarnada tenta, literalmente, convencer o espírito a interromper sua ação sobre o encarnado, usando, para isso, métodos bastante “agressivos”, como sermões de cunho moral, ameaças, terrorismo espiritual, coação psicológica e energética, etc.

Infelizmente, estes “doutrinadores” sempre tiveram em mente que obsessores são sempre os culpados, são sempre os carrascos, responsáveis pela situação negativa que prejudica o obsidiado.

É o que nos diz Renato Ourique de Carvalho, em seu livro Orientação a Desencarnados, da série Gotas e Luz, quando afirma que “normalmente o chamado obsessor é considerado como sendo uma “algoz” que é preciso ser combatido, vencido, domado e humilhado. Essa é a regra normal do trato que os participantes do chamado “trabalho de desobsessão” seguem para “vencer os inimigos!

“De tempos a esta parte, modernos autores, dedicados trabalhadores espíritas, têm-se ocupado do assunto e nos dados obras onde catalogam as suas experiências (e os resultados) na busca da chamada “desobsessão, agora sob nova ótica, ou seja, a do diálogo com os irmãos carentes e as tentativas de os transformar em nossos amigos, despindo-se da vestimenta de inimigos.”

Hoje, portanto, esta visão, felizmente, está mudando e os obsessores já vêm sendo encarados como seres humanos desencarnados e tratados com respeito e sincero interesse por suas razões. Hoje, o que se vêm fazendo não é mais a tradicional “doutrinação”, mas uma orientação espiritual, para que compreendam, acima de tudo, o mal que estão causando a si mesmos, ficando ligados a uma pessoa de que, na maioria das vezes, não gostam.

E o resultado tem sido bem positivo, pois os espíritos mostram-se muito mais receptivos a este tipo de abordagem e, consequentemente, muito mais acessíveis às explicações e assistências que recebem.

Trabalhos como o de Renato O. de Carvalho, no livro acima citado, e de Hermínio C. Miranda nos livros Diálogo com as Sombras, Histórias que os Espíritos Contaram, O Exilado, A Irmã do Vizir e A Dama da Noite demonstram claramente esta tendência e seus resultados bastante felizes.

Além disso, hoje já sabemos também que, para uma orientação deste tipo, muitas vezes, nem é necessária a “incorporação” em um médium, pois basta o contato dos espíritos com a energia do grupo mediúnico, para que eles se sintam tocados e possam ser ajudados diretamente pelos amparadores mais próximos.

Com isso, o trabalho de orientação a desencarnados tornou-se muito mais humano, muito mais amoroso e, ao mesmo tempo, muito mais produtivo, rápido e eficaz, sem perder a característica principal de ajudar e dar assistência, a encarnados e desencarnados.

Além disso, com esta técnica pode-se ajudar muito mais espíritos a cada reunião, uma vez que não se necessita mais da “incorporação” para a assistência. Os espíritos são orientados e ajudados no astral mesmo e, muitas vezes, a ajuda que damos a um ou dois deles repercute em muitos outros ligados à mesma faixa vibratória, realizando uma verdadeira “varredura” espirutual coletiva.

Neste caso, a ajuda dos médiuns é, acima de tudo, mental e energética, por meio de pensamentos e sentimentos elevados, sempre pautados no amor incondicional, na compaixão equilibrada e na serenidade.



  1. Eficácia

Seja como for, este trabalho só terá efeito se o(s) interessado(s) participar(em) ativamente do processo. Ninguém pode ser ajudado se não quiser. Ninguém consegue vencer o mal que o persegue se não trabalhar para mudar o padrão que atrai este mal. Ninguém poderá equilibrar-se se não buscar o equilíbrio dentro de si mesmo, com uma conduta mais elevada.

Desobsessão não é processo mágico, nem solução milagrosa. É processo muitas vezes complexo que requer cuidado e compreensão, alguma psicologia e muita paciência, tanto dos médiuns, como do assistido.

Em alguns casos, inclusive, serão necessários vários atendimentos para que a atuação obsessiva realmente seja interrompida, já que muitas variáveis estão envolvidas, tanto no plano material, quanto no plano espiritual.

Assim, o médium que trabalha com desobsessão deve ser capaz de compreender bem a situação de TODOS os envolvidos, orientando encarnados e desencarnados para a conduta mais adequada e que poderá levá-los a uma solução feliz para todos.



  1. Cuidados

Alguns cuidados são muito importantes no trabalho de desobsessão:

  • Procurar conhecer os detalhes de cada caso, para atuar de forma consciente e orientada;

  • Alguns conhecimentos de psicologia para ajudar no trato com as entidades e com os assistidos encarnados, sem desequilibrá-los ainda mais;

  • Muito conhecimento dos mecanismos espirituais de ligação energética mental e orgânica, para saber como e quando fazer o desligamento;

  • Profunda sintonia mental com os amparadores encarregados dos trabalhos e interessados em cada caso, para contar com ajuda “balizada” e poder dar a melhor assistência possível;

  • Muita segurança mediúnica e espiritual, para poder entrar na faixa dos obsessores, assediadores e sofredores, sem sofrer-lhes a influência, saindo desta faixa com facilidade, logo após o atendimento;

  • Firmeza mental e muito equilíbrio emocional para não se deixar abalar pelo comportamento e as palavras de espíritos perturbados, entendendo que são apenas seres humanos desequilibrados precisando de ajuda e compreensão;

  • Bastante “malícia” também, no bom sentido, para saber como se defender de suas ameaças e ataques, bem como para saber quando agir com mais firmeza e objetividade, sem receio de “ferir” a suscetibilidade das entidades, que, muitas vezes, como crianças, precisam que lhes imponham limites e disciplina;

  • Muito equilíbrio e serenidade para ajudar também o dirigente do trabalho, o orientador encarnado encarregado de conversar com as entidades, bem como os outros médiuns, caso se esteja atuando como médium de sustentação.



  1. Extensões

Desobsessão não acontece apenas no plano físico. Ela ocorre também no plano espiritual, onde os médiuns podem atuar projetados pela ação do sono físico, com a orientação de amparadores, instrutores e amigos espirituais. Mais um motivo, portanto, para que o médium encare o sono como uma parte muito importante de sua vida e de sua tarefa mediúnica e se prepare muito bem para ele, garantindo sempre sintonia elevada e energias sutis.

O médium realmente comprometido com a sua tarefa tem consciência de que o espírito não está preso ao corpo e não é o corpo. Por isso, nunca dorme por dormir e encara o sono como condição que lhe propicia estender seu trabalho mediúnico a outras consciências, sempre na intenção de dar assistência e ajudar.

Além disso, o médium sabe também que o trabalho de desobsessão, muitas vezes, não acontece nem começa apenas na reunião mediúnica. O médium deve saber que muitas desobsessões começam muito antes da reunião do grupo e também em situações e locais bem diferentes daquele em que o grupo se reúne.

Consciente disso, o médium pode estar mais atento para os casos “inusitados” do dia a dia, em que sua atuação como médium é mais requerida.

Outro detalhe importante é que médiuns que trabalham com desobsessão costumam ser vigiados e acompanhados, de perto, por obsessores e assediadores, para serem fiscalizados em sua conduta diária. Caso não haja coerência entre o que dizem e “pregam” e o que fazem diariamente em sua vida “mundana” serão, muito provavelmente, cobrados por estes espíritos, sendo acusados de falsidade, falso moralismo, etc.

E os amparadores permitem que seus médiuns sejam submetidos a este tipo de situação para que tenham consciência da responsabilidade que têm perante as mentes que orientam. Sendo o médium aquele que primeiro deve dar o exemplo, é bastante constrangedor para o amparador que seu próprio “parceiro” seja pego em flagrante pelos assediadores, além de ser bastante desmoralizante para o próprio médium, que perderá credibilidade e autoridade moral para lidar com espíritos perturbados e mal intencionados.

Sendo assim, o médium deve tomar muito cuidado com o que diz e faz, dentro e fora das reuniões mediúnicas. É preferível um médium razoável e coerente, do que um médium aparentemente perfeito e inatacável, mas totalmente incoerente, pois a primeira pessoa que o médium engana com esta conduta é a si mesmo. E o primeiro a se prejudicar com isso é também ele próprio.


  1. VAMPIRISMO ENERGÉTICO



  1. Definição

Vampirismo é a apropriação indébita de energias alheias, sejam elas físicas ou espirituais. E vampiros são todos os espíritos, encarnados ou desencarnados, que, consciente ou inconscientemente, sugam as energias de outros espíritos, para se alimentar ou equilibrar.

Muitas vezes é um processo automático em que o mais desvitalizado, espontâneamente, provoca a saída de energias do mais vitalizado, equilibrando os dois, como no sistema de vasos comunicantes.

Se o mais vitalizado não tiver consciência deste mecanismo ou se, mesmo tendo consciência, não souber se proteger contra ele, poderá ficar também desvitalizado e sentir-se fraco.

  1. Exemplos

As situações mais comuns de vampirismo energético são:

  • Visitas e convivência com idosos e doentes;

  • Visitas a velórios, hospitais, cemitérios, necrotérios, manicômios, etc.;

  • Contato com pessoas negativas, pessimistas, hipocondríacas, revoltadas, etc.;

  • Contato com pessoas com desequilíbrios psicológicos, mentais e emocionais profundos;

  • Contato com pessoas maldosas e maliciosas

É interessante frisar que, em grande parte destes casos, o processo é inconsciente e não intencional. Desse modo, é o médium que deve conhecer o mecanismo e aprender a se prevenir, defender e recuperar.

Claro que há também os casos intencionais, mas, em geral, estes são mais fáceis de se detectar, pela própria postura e atitude da pessoa, sendo, portanto, mais fácil de evitar e prevenir-se.

É por este mecanismo que não se deve deixar que crianças passem muito tempo com idosos e doentes mais graves, já que, sendo “pilhas” naturais e super carregadas, elas doam instantaneamente suas energias para as outras pessoas, podendo vir a ficar doentes, indispostas, irritadas ou perturbadas.

Adolescentes têm energias bastante “movimentadas”, “agitadas”, e podem também causar desequilíbrio se entrarem em interação mais profunda com médiuns e pessoas mais sensíveis.

Espíritos desencarnados são também vampiros e, em grande parte das vezes, sugam suas vítimas durante o sono ou em situações de maior desequilíbrio e perturbação da vigília, tais como abuso de álcool, drogas, jogo, sexo desequilibrado, excesso de alimentação, raiva, medo e agressividade exacerbados, etc.

Como não podemos evitar este tipo de situações e pessoas, ainda mais uma vez, a melhor “técnica” para o caso é a sintonia elevada, com a sutilização de energias e o estudo e conhecimento do processo, para prevenção e correção de eventuais perdas.






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