ippb instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas



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Lendas ou Fatos?





  1. PATUÁS, AMULETOS e TALISMÃS

Estes são termos sinônimos usados para designar objetos materiais, de qualquer espécie, que possuem poderes mágicos especiais, capazes de proteger e trazer benefícios para quem os possue. São reais, embora não sejam tão poderosos quanto se acredite que sejam ou façam parecer em filmes.

O mecanismo para que funcionem é relativamente simples, pois baseia-se apenas no acúmulo de energias projetadas por uma ou várias mentes sobre o objeto, o qual passa a funcionar como um acumulador ou bateria, que passa a energizar quem o carrega.

Qualquer objeto serve para o processo, no entanto, o mecanismo funcionará melhor se houver um significado especial, um valor sentimental ou devocional maior para a pessoa que o usa.

Este tipo de objeto pode ser, inicialmente, energizado por uma terceira pessoa que o “benze” e dá para o interessado que, dali em diante, passa a realimentá-lo com sua própria energia, tornando-o cada vez mais sintonizado consigo mesmo.

Quanto mais fé a pessoa tiver nesse mecanismo, mais o objeto estará energizado e mais poderá fazer pela pessoa, DENTRO DO SEU MERECIMENTO E NECESSIDADE.

Pelo mesmo processo, podemos ter locais “talismânicos” ou “amuléticos”, dotados de poderes especiais, como igrejas, templos, cavernas e grutas, vilas, castelos, etc., pelo acúmulo de energia mental e emocional de várias pessoas que frequentaram e frequentam o local com seus pensamentos e sentimentos mais ou menos focados nos mesmos objetivos.

Assim, se uma determinada igreja, por exemplo, torna-se conhecida por atuar positivamente na cura de determinada doença e as pessoas passam a frequentá-la mais assiduamente com esta intenção, mais força a igreja terá para, eventualmente, proporcionar curas para as pessoas que as merecem, pois mais energia acumulada terá neste sentido.


  1. MAGIA, BRUXARIA e DESPACHOS

São técnicas de manipulação energética, na maioria das vezes ligadas à natureza e muito antigas, tendo suas origens em culturas e povos da antiguidade.

Como práticas antigas, são baseadas em conhecimentos mantidos em segredo por muito tempo, os quais precisam ser profundamente estudados em seu contexto original para serem entendidos e usados corretamente. Ou seja, não têm nada a ver com modismos e “manias” modernas, relacionadas à tão vulgarizada “nova era”, nem podem ser aprendidos em cursos de fim de semana ou livros de banca de jornal.

Especificamente com relação aos despachos, é importante entender que os objetos utilizados são usados por suas características vibratórias. A energia de seu duplo é manipulada e transformada para compor o complexo energético do despacho propriamente dito, o qual só terá efeito, positivo ou negativo, nas pessoas que tenham sintonia com estas energias e mereçam ou precisem do que elas podem provocar.


  1. EXUS, POMBAS GIRAS e AFINS

Exus e pombas giras são entidades de Umbanda, que cohecem e trabalham com as energias mais densas. São também guardiões de regiões mais densas, como cemitérios e faixas do Umbral, onde atuam como verdadeiros “leões de chácara”, policiando os locais, cuidando para que a ordem divina esteja presente, garantindo que a cada um seja dado segundo suas obras.

Não são demônios, não são criaturas satânicas, não são representações do diabo, nem manifestações do mal. São apenas espíritos, seres humanos desencarnados, que, por suas características, voltaram-se a este tipo de atividade.

Como em qualquer grupo de seres humanos, existem os “bons” e os “maus” exus e pombas giras, ou seja, existem os exus e pombas giras de mau caráter e os de bom caráter. No caso de exus de bom caráter, recebem a denominação de “exus de lei” e trabalham associados a muitos amparadores e grupos elevados de espíritos, indo onde espíritos de luz não conseguem chegar, devido às suas vibrações e energias muito sutis.


  1. APARELHOS PARASITAS

Da mesma forma que amparadores criam aparelhos extrafísicos para provocar, intensificar, diminuir, bloquear ou modificar capacidades psíquicas e energéticas de médiuns, ou ainda para monitorá-los ou inspirá-los à distância, também os obsessores e assediadores o fazem, para a mesma finalidade, mudando apenas a intenção, que deixa de ser positiva para ser negativa, de prejudicar o seu alvo.

São também aparelhos criados por espíritos, pela manipulação das energias astrais, e “instalados”, geralmente no sistema nervoso ou nos chacras das pessoas, para teleguiá-las remotamente, atuando sem serem vistos, às vezes nem por clarividentes.

Este tipo de aparelho costuma ser bastante denso e, dependendo da sintonia conseguida com o obsidiado, exigirá grande esforço energético de desagregação, com várias aplicações e projeções de energias para que se possa desligar e retirar o aparelho.

Muitas vezes, inclusive, a integração do aparelho é tão profunda com o obsidiado que não se pode desligá-lo de uma vez, nem retirá-lo de repente, sob pena de desequilibrar, profundamente, a pessoa, tanto física como psicologicamente.




  1. FLUIDOTERAPIA: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS Trabalho apresentado por José Lucas da Associação Cultural Espírita (Caldas da Rainha - Portugal), no 2º Congresso Espírita Mundial, Lisboa, 1998.

Parte I

Muito se fala de Espiritismo, mas muito pouco se conhece desta doutrina. Iremos hoje iniciar um conjunto de artigos que abordarão experiências científicas que comprovam algumas das teses que o Espiritismo advoga.

“Fui à casa espírita e tomei um passe" ou “Fui centro espírita e bebi um pouco de água fluidificada que me auxiliou no problema X”, são algumas das afirmações que por vezes ouvimos de quem frequenta uma instituição espírita. Outros perguntam com muita propriedade: “Mas o que é isso do passe ou da água fluidificada, isto é, o que é a fluidoterapia”?

No meio espírita existe um termo que é muito comum - a fluidoterapia - isto é, a capacidade de, através da doação de fluidos (energias), interferir positivamente na saúde das pessoas, seja através do passe espírita ou através da fluidificação da água.

Pensamos, pois, que seria bem útil que todos nós tivéssemos conhecimento das descobertas científicas efetuadas em torno da fluidoterapia, para que assim pudéssemos mais eficazmente passar esta idéia às pessoas que recorrem à casa espírita, dando-lhe a idéia que a fluidoterapia encerra: uma prática séria, baseada no amor, nada supersticiosa, nada ritualística e com fundamento científico.

O passe espírita é uma transfusão de energias psíquicas e espirituais que alteram o campo celular. Não é uma técnica. É um ato de amor. Não foi inventado pelo Espiritismo, mas foi estudado por ele. Jesus utilizava-o.

Quando duas mentes se sintonizam, uma passivamente e outra ativamente, estabelece-se, entre ambas, uma corrente mental, cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais o "ativo" exerce influência sobre o "passivo". A esse fenômeno denominamos magnetização. Assim, magnetismo é o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito (corpo espiritual), age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados. Temos, portanto, que o passe é uma transfusão de energia do passista e/ou espírito para o paciente.

No passe, a mente reanimada reergue a vida microscópica (celular). O passe tornou-se popular pela sua eficácia. O paciente assimila os recursos vitais, retendo-os na sua constituição psicossomática, através das várias funções do sangue.

Podemos dizer que o passe atua diretamente sobre o corpo espiritual de três formas diferentes: como revitalizador, compondo as energias perdidas; dispersando fluidos negativos contraídos; e auxiliando na cura das enfermidades, a partir do reequilíbrio do corpo espiritual.

A água cobre dois terços da superfície da Terra e representa cerca de 70% das moléculas que constituem o corpo humano.


A água magnetizada nas casas espíritas contribui para uma melhoria da saúde física e psíquica de quem necessita. Nada mais é que a água normal, acrescida de fluidos curadores. Estes fluidos são introduzidos pelos espíritos amigos, bem como pelo passista. São fluidos de boa qualidade. A quantidade da água não é importante, basta um pouco. A qualidade dos fluidos, essa sim, é importante. Os fluidos agem sobre a água, modificando-lhe as propriedades.


“A água é extremamente sensível a muitos tipos de radiações. O cientista americano de pesquisas industriais Robert N. Miller e o físico Prof. Philip B. Reinhart inventaram quatro instrumentos independentes, para demonstrar que um pouco de energia emanada das mãos de um curador pode dar início a uma alteração da ligação molecular entre o hidrogênio e o oxigênio das moléculas de água.» (As curas Paranormais, George Meek, Ed. Pensamento, 1995).

“Considerando que o corpo é composto de água na sua maior parte, e desde que descobrimos que a água é extraordinariamente sensível às irradiações de um amplo espectro de energias; considerando, ainda, que estamos aumentando a nossa possibilidade para detectar e medir instrumentalmente o fluxo de várias energias que emanam do corpo do curador, podemos enxergar as inferências disso como sendo de grande projeção.” (idem).

Modernamente, podemos encontrar vários estudos de caráter científico, que vêm comprovar as teses espíritas em torno do passe e da fluidificação da água, dando, portanto, uma base de aceitação bem maior, principalmente junto daqueles que desconhecem o Espiritismo.
Parte II

A prática do Espiritismo tem uma componente científica. Agora, são os cientistas não espíritas que o vêm comprovar. Vamos continuar com experiências científicas que provam a eficácia da fluidoterapia, prática comum nas associações espíritas, que engloba o passe espírita (transmissão do magnetismo humano mais energias espirituais para a pessoa necessitada), e a água fluidificada por essas mesmas energias.

O Dr. Bernard Grad, bioquímico e pesquisador de geriatria no Allen Memorial Institute da Universidade de McGill, em Montreal, no Canadá, fez experiências muito interessantes na década de 1960. O trabalho do Dr. Grad a respeito da cura pelo toque das mãos foi reconhecido e ele recebeu um prêmio da Fundação CIBA, uma fundação científica fundada por um grande laboratório farmacêutico. Ele efetuou experiências com sementes de cevada, com ratos e a análise da estrutura molecular da água.


    1. Nas suas experiências com sementes de cevada, Grad fez o seguinte:

  • substituiu humanos por plantas e animais, para evitar o efeito placebo;

  • colocou sementes de cevada de molho em água salgada (retarda o crescimento), com objetivo de criar plantas doentes;

  • pediu a um curador psíquico (um passista), que fizesse imposição das mãos sobre a água salgada (água tratada), num recipiente, que seria usada para a germinação das sementes;

  • as sementes foram divididas e colocadas em água salgada tratada pelo passista e não tratada.

  • foram colocadas, em seguida, numa estufa, onde o processo de germinação e crescimento foi acompanhado;

  • Bernard Grad verificou que as sementes submetidas à água tratada pelo passista germinavam com maior frequência do que as outras;

  • depois de germinadas, as sementes foram colocadas em potes e mantidas em condições semelhantes de crescimento;

  • após várias semanas, e de acordo com uma análise estatística, as plantas regadas com a água tratada eram mais altas e tinham um maior conteúdo de clorofila. (Medicina Vibracional, Ed. Cultrix, Richard Gerber, 1997).

Bernard Grad efetuou outra experiência muito interessante:



  • ele lembrou-se de dar a água para pacientes psiquiátricos segurarem. Essa mesma água foi depois usada para tratar as sementes de cevada. A água energizada pelos pacientes que estavam seriamente deprimidos, produziu um efeito inverso ao da água tratada pelo passista: ela diminuiu a taxa de crescimento das plantinhas novas (Jeanne P. Rindge in As Curas Paranormais, George W. Meek, Ed. Pensamento, 1995).




    1. Ainda numa outra experiência:

  • “...Grad analisou a água quimicamente para verificar se a energização (através do passe pela imposição das mãos), havia provocado alguma alteração física mensurável. Análises por espectroscopia de infravermelho revelaram a ocorrência de significativas alterações na água tratada pelo passista... o ângulo de ligação atômica da água havia sido ligeiramente alterado... bem como diminuição na intensidade das ligações por pontes de hidrogênio entre as moléculas de água... e significativa diminuição na tensão superficial.” (Gerber, 1997).




    1. Bernard Grad efectuou ainda experiências com ratos. Numa delas:

  • produziu a doença do bócio em ratos e separou-os em dois grupos.

  • contatou um famoso curador, o Coronel do Exército Húngaro, aposentado, Oskar Stabany, que pegava nos ratos durante 15 minutos de cada vez, durante 40 dias.

  • embora todos os animais apresentassem um aumento da tiróide, “os ratos pertencentes ao grupo tratado pelo curador apresentavam uma proporção significativamente mais baixa de casos de bócio.” (Gerber, 1977).

Numa outra experiência, Grad pegou:



  • 48 ratos que foram submetidos a uma pequena cirurgia e separados em 3 grupos.

  • um dos grupos foi tratado pelo curador (passista).

  • “Nos ratos pertencentes ao grupo tratado pelo curador, o processo de cicatrização das feridas era significativamente mais rápido.” (Gerber, 1997).

Estes estudos foram comprovados pelos Drs. Remi J. Cadoret e G. I. Paul, na Universidade de Manitoba, em condições de rigoroso critério, que concluíram: “os ratos tratados por pessoas dotadas de poderes curativos apresentaram uma velocidade de cicatrização significativamente maior.” (Gerber, 1997).
Parte III

A Drª Dolores Krieger, doutora em Filosofia, prof. de Enfermagem na Universidade de Nova Iorque “...teve oportunidade de observar o desempenho do Coronel Stabany durante várias semanas de cada verão, numa clínica (provisória) de cura. Ela ficou impressionada com a quantidade de pessoas, cuja saúde melhorava, inclusive casos dados como perdidos pela medicina.” (As Curas Paranormais - Pensamento, 1995).

Assim sendo, ela decidiu investigar. Utilizou um grupo de vários doentes e solicitou o apoio do Coronel Stabany e da Dr.ª Otelia Bengssten, médicabem como da Sra. Dora Kunz, vidente. Um grupo recebeu tratamento direto, por imposição das mãos. A Dr.ª Krieger mediu os níveis de hemoglobina, antes e depois do passe magnético (imposição das mãos) efetuado pelo Coronel Stabany, e “constatou a ocorrência de aumentos significativos nos níveis de hemoglobina dos pacientes do grupo que recebeu o passe.” (Medicina Vibracional ; São Paulo: Cultrix).

“A tendência para a energia curativa elevar os níveis de hemoglobina era tão forte, que pacientes cancerosos submetidos à cura, por imposição das mãos, apresentaram ocasionalmente elevações nos níveis de hemoglobina, apesar de estarem se tratando com quimioterapia.” (Gerber, cap. VIII, 1997). “Foi demonstrado que as elevações nos níveis sanguíneos de hemoglobina indicavam, com segurança, a ocorrência de verdadeiras alterações bioenergéticas e fisiológicas, produzidas pela aplicação das energias curativas.” (Gerber, cap. VIII, 1997).

Mas não foi somente esta cientista que pôde comprovar a ação eficaz da fluidoterapia através do passe magnético (imposição das mãos). Uma outra cientista decidiu investigar outras áreas.

A Dr.ª Justa Smith, freira franciscana, bioquímica e enzimologista, recebeu o título de doutora em pesquisa original sobre os efeitos dos campos magnéticos na atividade da enzima. Em 1967 era presidente do Departamento de Ciências Naturais, num colégio particular em Rosary Hill, Buffalo, USA.

Ela pensou da seguinte maneira: “As enzimas são os catalisadores do sistema metabólico. Qualquer cura, ou doença, primeiramente, deve ativar o sistema enzimático. E raciocinou que se os campos magnéticos podiam aumentar a atividade da enzima tripsina digestiva - o que ocorria na sua pesquisa - e se a luz ultravioleta podia diminuir a atividade - o que ocorria na sua pesquisa - então qual o efeito sobre a mesma enzima que poderia ocorrer na imposição de mãos - se é que havia? E decidiu descobrir.

A Dr.ª Smith propôs, inicialmente, comparar os efeitos da imposição de mãos do Coronel Stabany sobre a enzima tripsina, com os efeitos do campo magnético sobre a mesma enzima, bem como sobre os controles. Para fazer isso, preparou soluções de tripsina, as quais foram depois divididas em quatro frascos de vidro... um deles foi tratado pelo Coronel Stabany, que simplesmente colocou as suas mãos ao redor do frasco tapado, durante um espaço máximo de 75 minutos. O segundo ficou exposto à luz ultravioleta no comprimento de onda mais prejudicial para a proteína (o Dr. Bernard Grad sugerira que a enzima se tornasse "doente", a fim de demonstrar a evidência da cura). Um terceiro frasco foi exposto a um campo magnético elevado (8.000 a 13.000 gauss), com acréscimos horários de até 3 horas. O quarto, não tratado, era o controle. Os resultados de um mês de estudo demonstraram que a energia ou força proveniente das mãos do Coronel Stabany ativavam as enzimas, quantitativa e qualitativamente, comparáveis à atividade originada por um campo magnético de 8.000 a 13.000gauss. Isso representa uma atividade muito significativa, considerando que vivemos num campo magnético médio com cerca de 0,5gauss. Os efeitos nas enzimas danificadas (expostas à luz ultravioleta), foram essencialmente os mesmos. Os resultados... indicam que algum tipo de energia foi canalizada pelas mãos do Coronel Stabany, sendo suficiente para ativar as enzimas em um grau significativo.” (Meek, cap. 13, 1995).


Parte IV

A Drª Thelma Moss, Ph. D., psicóloga, diretora de pesquisa no Center for the Health Sciences, The Neuropsychiatric Institute, na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), fez inúmeras experiências, muitas delas relatadas no seu livro O Corpo Elétrico. Dentre elas, é interessante nos referirmos às experiências efetuadas com a curadora Olga Worral.

A Drª Thelma Moss fez uma fotografia Kirlian (fotografia que capta o campo energético que envolve o corpo humano), da mão da Srª Olga Worral, em estado normal e fez uma outra da mesma mão da Srª Worral, mas em estado de transe, enviando energias para uma pessoa necessitada. Nessa fotografia aparece nitidamente algo saindo da ponta dos dedos de Olga Worral, podendo evidenciar a emissão de energia das suas mãos.

Thelma Moss fez ainda experiências com Uri Geller (mundialmente conhecido por conseguir fazer funcionar relógios avariados, mesmo à distância), demonstrando igualmente a saída de uma energia dos seus dedos, quando em concentração. (Moss, T. - O Corpo Eléctrico, tradução Sônia Régis, Cultrix, 1993).

Vejamos ainda um outro caso curioso.

O Dr. Hans Engel, doutor em Medicina, médico paranormal, era um renomado médico do corpo clínico da Escola de Medicina da UCLA e director dum famoso hospital e da Academia de Clínica Familiar de Los Angeles. Um homem com referências impecáveis.

Apercebeu-se, um dia, ao colocar a mão na testa da mulher (que tinha fortes dores de cabeça), de intenso frio na mão, perguntando à esposa se era ali que doía. Quando o frio desapareceu, a esposa informou que a dor desaparecera. Depois de muitos anos em que se apercebia do mesmo, efetuou experiências científicas com a Dr.ª Thelma Moss, tratando de uma grande variedade de pacientes que lhe eram enviados por médicos, geralmente como último recurso, após remédios, cirurgia, e mesmo a acupunctura e a hipnose terem falhado. Os seus maiores êxitos eram com doentes portadores de dores intoleráveis e persistentes. Do total, 15% não reagiram de forma nenhuma; outros 15% tiveram completa remissão e recuperação; 70% variaram entre melhoras leves ou acentuadas.

Quando impunha as mãos sentia um enorme frio nas mesmas e os pacientes sentiam um calor por vezes incômodo. No entanto, eram frio e calor que não eram mensuráveis pelos equipamentos.

Estas características e êxitos tornaram-no notícia, o que lhe valeu ter sido chamado a depor perante comissões, na universidade, obrigado a pedir a demissão da UCLA, continuando com as suas pesquisas e a exercer na sua clínica. (Moss, cap. 10, 1993).

Um outro investigador conta-nos ainda fatos muito interessantes.

O Engº Hernani Guimarães Andrade, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), cientista, escritor, conferencista, com 8 monografias e 12 livros publicados, relata casos muito interessantes no artigo Água Fluída, publicado no jornal Folha Espírita n.º 233, de agosto de 1993, em São Paulo, Brasil.

Diz ele que o “O Dr. Edward G. Brame, doutor em espectroscopia, da Dupont Corporation, em Wilmington, Delaware, E. U. A., fez extensas pesquisas espectroscópicas com amostras de água destilada submetida a médiuns curadores, durante dois anos. Com a máxima cautela científica, o Dr. Brame concluiu que a água destilada, submetida à influência do magnetizador humano, apresenta mudanças moleculares. A duração dessas mudanças moleculares observadas após a influência do médium curador é surpreendentemente longa: cerca de 120 dias, ou seja, 4 meses!”.

Diz-nos ainda que “O Dr. Brame... colocou frascos com água pura, no meio de um grupo de pessoas que se dispuseram a fazer uma concentração, visando magnetizar a água neles contida. Não foi feita imposição das mãos; nem os frascos e nem a água foram tocados pelas mãos das pessoas componentes do grupo. Houve apenas a concentração, nada mais. Os resultados mostraram-se os mesmos: houve alterações moleculares na água assim tratada.” (Andrade, Folha Espírita, agosto, 1993).

Estas últimas considerações levam-nos a entender a importância do passe espírita e da água magnetizada, no auxílio aos enfermos da mente e do corpo, bem como da inoquidade dos movimentos que alguns passistas fazem em volta do corpo do doente, bastando, pois e apenas, o direcionamento mental das energias, tal como nos ensina o Espiritismo, e se referiu também o filósofo e escritor José Herculano Pires.




  1. EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE a EFICÁCIA do PASSE - www.consciesp.org.br

CONSCIÊNCIA ESPÍRITA – CONSCIESP - Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo – Ceepa – Mirassol – SP

O passe magnético, ou transfusão bioenergética, é uma prática que tornou-se comum entre os espíritas.

Bem antes de envolver-se nas pesquisas fenomênicas que alicerçaram o surgimento do Espiritismo, Allan Kardec fora estudioso e praticante do magnetismo. Logo no início de seus contatos com os domínios espirituais, através da mediunidade da menina Ruth Japhet, o espírito de Hannemann, luminar da Homeopatia, entre outros, manteve com ele contatos ocasionais, instruindo-o.

O mestre lionês contava, entre seus colaboradores, com adeptos do magnetismo de várias escolas e muito se discutia sobre suas aplicações.

Atualmente, a questão da transferência bioenergética tem levado a ciência a estudar o assunto e, conseqüentemente, a realizar descobertas.
Efeitos detectados na prática de imposição de mãos

Interessantes são os experimentos realizados pelo dr. Bernard Grad, da McGill University, no Canadá, em 1957, ao estudar um curador húngaro chamado Estabany. Grad verificou os efeitos fisiológicos provocados pela imposição das mãos do curador sobre animais e plantas. Em todos esses experimentos ficou comprovada a existência de uma força vital que emana das pessoas – mais de algumas do que de outras – e esta energia parece estar intimamente associada a mecanismos homeostáticos, ou seja, parece agir de forma a otimizar o desempenho do organismo em seu funcionamento. Segundo suas conclusões e de descobertas posterios, estados emocionais afetam a qualidade dessa energia.


Acelerando o crescimento e a motibilidade em bactérias

Entre inúmeros experimentos realizados com enzimas, hemoglobina, bactérias, fungos, plantas, água, etc, vale a pena citar os do dr. Robert Miller, engenheiro químico, e os da dr.ª Elizabeth Rauscher, especialista em medicina nuclear. Ambos trabalharam com os curadores dr. Alex Tanous e dr.ª Olga Worrall.

Esses experimentos comprovaram que a imposição de mãos sobre culturas de bactérias acelerou-lhes o crescimento e a motibilidade, mesmo na presença de inibidores de crescimento, como a tetraciclina e ocloranfenicol, ou de inibidores de movimento, como o fenol.
Cura a distância

O poder dessa energia benéfica emanada pelo médium curador não é afetado pela distância.

Em outro experimento, o dr. Miller pediu à dr.ª Worral que visualizasse, por cinco minutos, o crescimento de uma planta localizada num laboratório a 600 milhas de distância. A planta estava ligada a uma aparelho desenvolvido pelo Ministério de Agricultura americano para aferir índices de crescimento de plantas. A taxa de crescimento que apresentava a planta em questão estava estabilizada em 0,00625 polegada por hora. Assim, exatamente às 9 horas da noite, quando a dr.ª Worral começou a emitir a energia, o registro do traçado passou a acusar um desvio para cima e até as 8 horas da manhã seguinte a planta apresentou um crescimento 830% maior do que o esperado.

A conclusão dos pesquisadores foi de que esta energia emitida pelo sensitivo pode produzir manifestações visíveis no mundo físico, mesmo quando gerada a distância.


Benefícios do passe espírita

Nesse contexto, todo espírita atuante, não apenas fossilizado na teoria, mas, sobretudo, experimentado na prática, já observou a relevância do passe espírita como poderoso recurso reestruturador do equilíbrio psicofísico, eficiente nos mais variados casos. Já compreendeu e experimentou que nesse procedimento de interatividade magnético-mental-emocional, não somente ocorre a impulsão bioenergética do médium, mas também a de competentes espíritos qualificados e comprometidos com a prática do bem, assumindo, com naturalidade, com o médium, o papel que cabe a todo ser de boa vontade em cooperar na grande obra da Inteligência Suprema.

E nesses preciosos momentos, pequenas maravilhas ocorrem. E delas, bem sabem desfrutar os que foram e continuam sendo beneficiados, tanto na condição de doadores, como na condição de receptores dessas maravilhosas energias físico-espirituais.


  1. UMBRAL por Maísa Intelisano, para a revista Espitismo e Ciência, da Editora Mythos.

Segundo o Novo Aurélio – O Dicionário da Língua Portuguesa1, a palavra umbral foi tomada do espanhol e significa soleira, limiar, entrada, ou seja, a faixa mínima de piso que se acha entre as laterais de uma porta, portão ou passagem, e serve de limite entre um cômodo e outro numa construção.

Em 1943, André Luiz, o médico que se tornou conhecido psicografando livros pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, trouxe a público o significado dado à palavra na colônia espiritual “Nosso Lar”, onde passou a viver alguns anos depois de seu desencarne.

Em seu livro também chamado Nosso Lar2, ele conta como ouviu falar do Umbral pela primeira vez, quando o enfermeiro Lísias lhe dava as primeiras informações sobre a colônia e descreveu-o como região onde existe grande perturbação e sofrimento e para a qual a colônia dedicava atenção especial. Vejamos o que diz o enfermeiro:

“Quando os recém-chegados das zonas inferiores do Umbral se revelam aptos a receber cooperação fraterna, demoram no Ministério do Auxílio; ...”

E mais adiante, acrescenta:

“... A não ser em obediência a esse imperativo, o Governador vai semanalmente ao Ministério da Regeneração, que representa a zona de “Nosso Lar” onde há maior número de perturbações, dada a sintonia de muitos dos seus abrigados com os irmãos do Umbral. ...”

Não foi sem razão que André Luiz teve seu interesse despertado para essa região chamada Umbral. Sem entender bem do que se tratava, voltou a insistir com Lísias para saber mais detalhes e, no capítulo seguinte, narra novo diálogo com o enfermeiro, em que este lhe deu maiores detalhes desta região do astral, não sem antes perguntar como ele poderia não conhecer o Umbral se havia ficado lá por tantos anos. Vejamos o que diz Lísias:

“O Umbral – continuou ele, solícito – começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.”

Mais adiante, diz também:

“... O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima, a prestações, o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena.”

E em outro parágrafo, Lísias complementa:

“O Umbral é região de profundo interesse para quem esteja na Terra. Concentra-se aí tudo o que não tem finalidade para a vida superior. ... Representam fileiras de habitantes do Umbral, companheiros imediatos dos homens encarnados, separados deles apenas por leis vibratórias. (grifo nosso)... Lá vivem, agrupam-se, os revoltados de toda espécie. ... Pois o Umbral está repleto de desesperados. Por não encontrarem o Senhor à disposição dos seus caprichos,..., essas criaturas se revelam e demoram em mesquinhas edificações. “

Enfim, desde então, a palavra Umbral, escrita com letra maiúscula, como o fez André Luiz no livro Nosso Lar, tomou significado especial, principalmente entre os espíritas, designando a região espiritual imediata ao plano dos encarnados, para onde iriam e onde estariam todos os espíritos endividados, perturbados e desequilibrados depois da vida.

Com esta conotação, a palavra difundiu-se muito e transformou-se num quase sinônimo do Inferno e do Purgatório dos católicos, com localização geográfica, tamanho, etc., conceito este que o próprio Allan Kardec, codificador do Espiritismo, já havia desmitificado em suas obras, mais de 80 anos antes, especialmente em O Livro dos Espíritos3, nas seguintes perguntas:

“1011. Um lugar circunscrito no Universo está destinado às penas e aos gozos do Espíritos, segundo o seus méritos?

“- Já respondemos a essa pergunta. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição do Espírito. Cada um traz em si mesmo o princípio de sua própria felicidade ou infelicidade. (grifo nosso). E como eles estão por toda a parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado se destina a uns ou a outros. Quanto aos Espíritos encarnados, são mais ou menos felizes ou infelizes segundo o grau de evolução do mundo que habitam.

“1012. De acordo com isso, o Inferno e o Paraíso não existiriam como os homens representam?

“- Não são mais do que figuras: os Espíritos felizes e infelizes estão por toda a parte. Entretanto, como já o dissemos também, os Espíritos da mesma ordem se reúnem por simpatia. (grifo nosso). Mas podem reunir-se onde quiserem, quando perfeitos.”

Como vemos pelas respostas dos espíritos a Kardec, o Inferno e o Paraíso não passam de estados de espírito, condição moral de sofrimento ou felicidade a que estão sujeitos os espíritos por suas próprias atitudes, pensamentos e sentimentos durante a vida encarnada e depois dela. E é bom lembrar que espíritos somos todos, encarnados e desencarnados, vivendo cada um o seu inferno e o seu paraíso particulares. O que nos diferencia dos espíritos desencarnados é apenas o fato de estarmos temporariamente presos a um corpo denso de carne. De resto, somos absolutamente iguais a eles, com desejos, opiniões, frustrações, alegrias, defeitos e qualidades.

Na verdade, a figura geográfica e espacial do Inferno dos católicos serviu de molde aos espíritas para que melhor visualizassem o que seria o Umbral. Assim como o Inferno da Igreja Católica foi tomado emprestado e adaptado do Inferno dos povos não cristãos (chamados pagãos), para compor os mitos de Inferno e Paraíso.

Pelo que dizem os espíritos a Kardec, podemos concluir que cada um de nós traz, em si mesmo, o inferno e o paraído que merece, de acordo com o que pensa, sente e faz durante sua vida espiritual, incluídos aí também os períodos em que nos encontramos encarnados.

Se não existe Inferno ou Purgatório, por que haveria de existir o Umbral com localização, medidas, coordenadas, etc.?

Tudo o que existe no plano espiritual é criado pela mente dos espíritos encarnados e desencarnados. Sempre que pensamos, nossa mente dispara um processo pelo qual somos capazes de moldar as energias mais sutis do universo, criando formas que correspondem exatamente àquilo que somos intimamente.

Extremamente apegados ao mundo material, nada mais natural que, mesmo estando fora dele, queiramos tê-lo novamente quando desencarnados. É aí que nossa mente entra em ação, criando tudo o que desejamos ardentemente. E várias mentes, desejando a mesma coisa juntas, têm muito mais força para criar.

A grande diferença é que, no mundo físico, podemos embelezar artificialmente o nosso ambiente e a nossa aparência, enquanto que no plano astral isso não é possível, pois lá todos os nossos defeitos, mazelas, falhas, paixões, manias e vícios ficam expostos em nossa aura, exibindo claramente quem somos como consciências e, não, como personalidades encarnadas.

No Umbral, tudo o que está fora de nós é consequência do que está dentro. Tudo o que existe em nosso mundo pessoal e nos acontece é reflexo do que trazemos na consciência. Assim, o Umbral nada mais é que uma faixa de frequência vibratória a que se ligam os espíritos desequilibrados, cujos interesses, desejos, pensamentos e sentimentos se afinizam. É uma “região” energética onde os afins se encontram e vivem, onde podem dar vazão aos seus instintos, onde convivem com o que lhes é característico, para que um dia, cansados de tanto insistirem contra o fluxo de amor e luz do universo, entreguem-se aos espíritos em missão de resgate, que estão sempre por lá em trabalhos de assistência.

Alguns autores descrevem o Umbral como uma sequência de anéis que envolvem e interpenetram o planeta Terra, indo desde o seu núcleo de magma até várias camadas para fora de seus limites físicos.

O que acontece é que os espíritos se reúnem obedecendo apenas e unicamente à sintonia entre si e acabam formando anéis energéticos em torno do planeta, ou melhor, em torno da humanidade terrena, pois ela é parte da humanidade espiritual que o habita e é também o foco de atenção de todos os desencarnados ligados a ele.

As camadas descritas em alguns livros são mais um recurso didático para facilitar o entendimento e o estudo do mundo espiritual, pois não há limites precisos entre elas, assim como não há divisas exatas entre um bairro e outro de uma mesma cidade, ainda que eles sejam de classes sociais bem diferentes.

É exatamente o que nos diz Lancellin, em seu livro Iniciação - Viagem Astral4, pela psicografia de João Nunes Maia:

“As pessoas, como os espíritos desencarnados, se reúnem por simpatia, por atração daquilo que pensam e sentem, pois se sentem felizes por estarem com os seus iguais, tanto na Terra como no mundo espiritual.”

Esse mesmo mecanismo de sintonia é o que cria regiões “especializadas” no Umbral, como o Vale dos Suicidas, descrito por Camilo Castelo Branco, pela psicografia de Yvonne A. Pereira, em seu livro Memórias de um Suicida5. Espíritos com experiências de suicídio, vivendo os mesmos dramas, sofrimentos, dificuldades, agrupam-se por pura afinidade e formam regiões vibratórias específicas.

Assim também acontece com faixas energéticas ligadas às drogas, ao aborto, aos distúrbios psíquicos, às guerras, aos desequilíbrios sexuais, etc.

Em seu livro Driblando a Dor6, pela psicografia de Irene Pacheco Machado, o espírito Luiz Sérgio, jovem desencarnado em acidente de automóvel na década de 70, conta o trabalho de sua equipe junto a grupos de drogados e traficantes.

Em outro de seus livros, Deixe-me Viver7, pela psicografia da mesma médium, ele fala mais especificamente da situação dos espíritos abortados e aborteiros, vivendo lado a lado na faixa vibratória de seus atos.

No livro O Abismo8, de R. A. Ranieri, orientado por André Luiz, vamos encontrar uma descrição dramática dos espíritos que vivem ligados ao subsolo do planeta, em condições terríveis de degradação moral e perispiritual.

O Prof. Wagner Borges, pesquisador de projeção astral e fundador do IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas, também nos traz diversos relatos e psicografias importantes sobre o assunto. Em seu livro Viagem Espiritual9, em duas mensagens orientadas pelo espírito Rama, ele descreve imagens do Umbral, vistas pelos olhos de um padre desencarnado dedicado a ajudar e resgatar espíritos que vivem ali.

No livro O Céu e o Inferno10, de Allan Kardec, encontramos também diversos relatos de espíritos desencarnados que se apresentam pela psicofonia e descrevem as condições em que se encontram no mundo espiritual. Ali, além do relato de vários espíritos perturbados, vamos também encontrar relatos de espíritos relativamente felizes, alguns apenas algumas horas após o seu desencarne, demonstrando que céu e inferno são condições espirituais íntimas, alcançadas por merecimento, que acompanham o espírito onde quer que ele esteja e se mantêm e intensificam pela sintonia com outros espíritos nas mesmas condições.

Apesar de toda perturbação e desequilíbrio dos espíritos que vivem no Umbral, não devemos nos iludir. Existe muita disciplina, organização e hierarquia nos ambientes umbralinos. É o que nos mostra, por exemplo, o espírito Ângelo Inácio, pela psicografia de Robson Pinheiro, em seu livro Tambores de Angola11, e o espírito Nora, pela psicografia de Emanuel Cristiano, em seu livro Aconteceu na Casa Espírita12.

Vemos ali o quanto esses espíritos podem ser inteligentes, organizados, determinados e displinados em suas práticas negativas, criando instituições, métodos, exércitos e até cidades inteiras para servir aos seus propósitos.

É preciso que compreendamos que todos nós já estamos vivemos numa dessas “camadas” de Umbral que envolvem a Terra e que todos nós criamos o nosso próprio Umbral particular sempre que contrariamos as leis divinas universais, as quais podem ser resumidas numa única expressão: amor incondicional.

Em seu segundo livro, Os Mensageiros13, André Luiz conta a história de vários moradores de “Nosso Lar” que passaram pelas “zonas inferiores”. Todos eles saíram da colônia cheios de esperanças, de amigos, de auxílio e orientação. Eram, portanto, espíritos relativamente esclarecidos, amparados, iluminados. Muitos deles passaram anos na colônia estudando antes de reencarnar com missões definidas na mediunidade. No entanto, mesmo assim, vários eles se deixaram levar por seu lado ainda imperfeito e falharam novamente. Todos voltaram para “Nosso Lar” depois de desencarnados, mas não sem antes passar pelo Umbral, para drenar energias negativas acumuladas numa encarnação de descaso e irresponsabilidade com a própria consciência e a de outros.

Isso é necessário para o bem do próprio espírito, a fim de que ele possa se livrar de energias espirituais altamente tóxicas que desequilibram e bloqueiam sua mente para energias mais sutis e saudáveis, e também perturbariam os ambientes mais equilibrados, como o de colônias como “Nosso Lar”, caso fossem levados para lá nesse estado.

É importante notar que não se trata de punição ou banimento, mas de tratamento justo, necessário e amoroso. Sim, o Umbral é criação de amor e justiça divinos, onde espíritos desviados e profundamente desequilibrados encontram um meio onde conseguem viver e, ao mesmo tempo, aprender, enquanto se recuperam.

Muitos perguntam se não é pior o espírito ficar tanto tempo convivendo com tantas energias negativas semelhantes às suas próprias, agravando e intensificando seu próprio desequilíbrio. No entanto, não podemos nos esquecer que, muitas vezes, os espíritos desencarnam em tal estado de alheamento e perturbação, que não resta outro recurso a não ser deixar que a natureza siga seu curso e faça o trabalho necessário de depuração, colocando-os com seus semelhantes para que, juntos, filtrem, uns dos outros, as energias que os envenenam, e para que, observando as atitudes uns dos outros, possam compreender onde erraram e queiram reiniciar o processo de melhoria interior.

Mas o Umbral não é um mundo só de desencarnados. Muitos projetores conscientes (pessoas encarnadas que fazem projeções astrais conscientes), narram passagens por regiões escuras e densas, semelhantes às descrições de André Luiz em Nosso Lar.

Todos os encarnados desprendem-se do corpo físico durante o sono e circulam pelo mundo espiritual. Esse é um fenômeno absolutamente natural e inerente a todo espírito encarnado. Uma grande parte continua a dormir em espírito, logo acima de onde está descansando o corpo físico. Outros limitam-se a passear inconscientes pelo próprio quarto ou casa, repetindo, mecanicamente, o que fazem todos os dias durante a vigília. E há os que saem de casa e vão além.

Dentre estes, uma pequena parte procura manter uma conduta ética elevada, 24h por dia, tentando sempre melhorar-se como pessoa, buscando sempre ajudar e crescer, e, muitas vezes, é levada ao Umbral em missão de resgate ou assistência, trabalhando com espíritos mais preparados, doando suas energias pelo bem de outros espíritos, como também informa Wagner Borges, em seu livro Viagem Espiritual II14, dizendo:

“O sono dá ao espírito encarnado a oportunidade do desprendimento temporário do seu envoltório carnal. E nisto reside a sua grande chance de se sentir útil perante a vida, pois, fora do corpo, ele é levado por seus amigos espirituais às pessoas necessitadas, físicas e extrafísicas, onde a sua energia conciencial é de grande ajuda.

“Mediante processos específicos de transmissão de energia, os amparadores extrafísicos usam o projetor como doador de energia para a pessoa enferma (na maioria das vezes já desencarnada e sem se aperceber disso).”

Mas há um grande número dos que conseguem sair de seu próprio lar durante o sono e vão para o Umbral por afinidade, em busca daquilo que tinham em mente no momento em que adormeceram, ou obedecendo a instintos e desejos inferiores que, embora muitas vezes não estejam explícitos na vigília, estão bem vivos em sua mente e surgem com toda força quando projetados. Essas pessoas, muitas vezes, acabam sendo vítimas de espíritos profundamente perturbados ligados ao Umbral, que as vampirizam e manipulam, em alguns casos chegando até a interferir em sua vida física, criando problemas familiares, doenças, perturbações psicológicas, dificuldades profissionais e financeiras, etc.

Esse é o caso da jovem viciada Joana, narrado no livro O Transe15, também da dupla Ângelo Inácio e Robson Pinheiro. É também o que acontece com Erasmino, no livro Tambores de Angola.

Vemos, assim, que o Umbral, de que falam André Luiz e tantos outros autores encarnados e desencarnados, está mais próximo de nós, encarnados, do que muitos de nós imaginam. E, o que é mais importante, somos nós mesmos que ajudamos a manter esse mundo denso com nossos pensamentos e sentimentos menos elevados. Somos nós que damos aos espíritos perturbados, que se encontram ligados a essa faixa vibratória, grande parte da matéria-prima de que se valem para sutentar seu mundo de trevas e sofrimento.

O Umbral está em todo lugar e em lugar nenhum, pois está dentro de quem o cria para si mesmo e acompanha o seu criador para onde quer que ele vá.

Toda vez que nos deixamos levar por impulsos de raiva, agressividade, ganância, inveja, ciúmes, egoísmo, orgulho, arrogância, preguiça, estamos acessando uma faixa mais densa desse Umbral. Toda vez que julgamos, criticamos ou condenamos os outros, estamos nos revestindo energeticamente de emanações típicas do Umbral. Toda vez que desejamos o mal de alguém, que nos deprimimos, que nos revoltamos ou entristecemos, criamos um portal automático de comunicação com o Umbral. Toda vez que nos entregamos aos vícios, à exploração dos outros, aos desejos de vingança, aos preconceitos, criamos ligações com mentes que vibram na mesma faixa doentia e estão sintonizadas com o Umbral.

O Umbral só existe, porque nós mesmos o criamos, e só continuará existindo enquanto nós mesmos insistirmos em mantê-lo com nossos desequilíbrios.

É por essa razão que Jesus nos aconselha a vigiar e orar, indicando que, para termos paz de espírito e equilíbrio, é necessário estarmos sempre atentos aos próprios impulsos e ligados a mentes iluminadas que possam nos inspirar sentimentos e pensamentos elevados.

O Umbral é nosso também, faz parte do nosso mundo, e não podemos renegá-lo ou simplesmente ignorá-lo. Assim como não podemos também fingir que não temos nada a ver com ele. Lá estão também algumas de nossas próprias criações mentais, de nossos sentimentos inferiores, de nossos pensamentos mais densos. E lá vivem espíritos divinos como nós, temporariamente desviados do caminho de luz em que foram colocados por Deus.

Por isso é importante que não vejamos o Umbral como um lugar a ser evitado ou uma idéia a não ser comentada, mas como desequilíbrio espiritual temporário de espíritos como nós, que, muitas vezes, só precisam de um pouco de atenção e orientação para se recuperarem e voltarem ao curso sadio de suas vidas.

É comum encontrarmos médiuns e doutrinadores que têm medo ou aversão ao trabalho com espíritos do Umbral, evitando atendê-los, ignorando-os friamente, ou tratando-os como criminosos sem salvação, que não merecem qualquer compaixão ou respeito. Estas pessoas esquecem-se de um dos preceitos básicos da espiritualidade: a caridade.

É preciso estender a mão espiritual a estas entidades para que possam sair dessa sintonia e possam também colaborar com o trabalho gigantesco de resgate há ser feito nas regiões umbralinas. Além de retirar espíritos dessa sintonia, os trabalhos de desobsessão e orientação a desencarnados de grupos mediúnicos bem orientados, equilibrados, livres de preconceitos, prestam um grande serviço à própria humanidade terrena, na medida em que recuperam muitos obsessores e assediadores que lá vivem e se ocupam de perseguir espíritos encarnados.

Independentemente disso, todos nós podemos contribuir individualmente para a melhoria de toda a humanidade, encarnada e desencarnada, inclusive do Umbral, emitindo pensamentos de luz, amor, paz e harmonia por todo o planeta e tudo o que nele existe. Da mesma forma que contribuímos para a existência do Umbral, podemos contribuir para reduzir o sofrimento que existe nele, bem como a influência negativa que o mesmo exerce sobre os encarnados.

Os habitantes do Umbral não são nossos inimigos, mas espíritos que precisam de compreensão e ajuda. Não são irrecuperáveis, mas perderam o rumo do crescimento espiritual. Não estão abandonados por Deus, mas não sabem disso e desistem de procurar orientação. Não são diferentes de nós, mas tão semelhantes, que vivem lado a lado conosco, todos os dias, observando nossos atos, analisando nossos pensamentos, vigiando nossos sentimentos, prestando atenção às nossas atitudes.

E, se não queremos ir ao Umbral por afinidade, que nos ocupemos de nos tornarmos seres humanos melhores, mais dignos, mais éticos, 24h por dia. Desse modo, nossa passagem pelo Umbral será sempre na condição de quem leva ajuda sem medo, sem preconceito e sem sofrimento, e não de quem precisa de ajuda para superar seus próprios medos, preconceitos e dores.

(Artigo publicado na edição de número 16, ano 2, da revista Espiritismo e Ciência, da Editora Mythos)


Bibliografia citada:

  1. Novo Aurélio – O Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa – Lexikon Informática e Editora Nova Fronteira

  2. Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier (médium) e André Luiz (espírito) – FEB

  3. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – LAKE

  4. Viagem Astral – Iniciação ­– João Nunes Maia (médium) e Lancellin (espírito) – Fonte Viva

  5. Memórias de um Suicida – Yvonne A. Pereira (médium) e Camilo Castelo Branco (espírito) – FEB

  6. Driblando a Dor – Irene Pacheco Machado (médium) e Luiz Sérgio (espírito) – Recanto

  7. Deixe-me Viver – Irene Pacheco Machado (médium) e Luiz Sérgio (espírito) – Recanto

  8. O Abismo – R. A. Ranieri (médium) – orientação de André Luiz (espírito) – Fraternidade

  9. Viagem Espiritual – Wagner Borges (médium e projetor) – Yogananda, Rama, Ramatis e Aïvanhov (espíritos) – Universalista

  10. O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE

  11. Tambores de Angola – Robson Pinheiro (médium) e Ângelo Inácio (espírito) – Casa dos Espíritos

  12. Aconteceu na Casa Espírita – Emanuel Cristiano (médium) e Nora (espírito) – CEAK

  13. Os Mensageiros – Francisco Cândido Xavier (médium) e André Luiz (espírito) – FEB

  14. Viagem Espiritual II – Wagner Borges (médium e projetor) e autores diversos (espíritos) – Universalista

  15. O Transe - Robson Pinheiro (médium) e Ângelo Inácio (espírito) – Casa dos Espíritos

Bibliografia complementar sugerida:



  1. Pérolas do Além – Francisco Cândido Xavier (médium) e Emmanuel (espírito) – FEB

  2. Obreiros da Vida Eterna – Francisco Cândido Xavier (médium) e Emmanuel (espírito) – FEB

  3. Mãos Estendidas – Irene Pachedo Machado (médium) e Luiz Sérgio (espírito) - Recanto

  4. Além da Matéria – Robson Pinheiro (médium) e Joseph Gleber (espírito) – Casa dos Espíritos

  5. O que Encontrei do Outro Lado da Vida – Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (médium) -espíritos diversos – Petit

  6. Diálogo com as Sombras – Hermínio C. Miranda – FEB

  7. Histórias que os Espíritos Contaram – Hermínio C. Miranda – LEAL

  8. O Guardião da Meia-Noite - Rubens Sarraceni (médium) e Pai Benedito de Aruanda (espírito) - Madras

Indicação de sites correlatos:



http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/003/umbral.html

http://www.guia.heu.nom.br/umbral.htm
http://www.pedroozorio.com.br/espirita/o_umbral.htm
http://www.consciesp.org.br/?pg=sos_regresso
http://www.pedroozorio.com.br/espirita/cidades_do_alem.htm
http://www.livroluz.com.br/msg/vidanotur.htm
http://www.portaluz.com.br/padrao_RESUMO_21.htm

http://www.celd.org.br/arquivos/p260201.doc

http://www.mkow.hpg.ig.com.br/suicidio.htm

BIBLIOGRAFIA





  1. Novo Dicionário da Língua Portuguesa – Aurélio Buarque de Holanda

  2. Site do IPPB – www.ippb.org.br

  3. Site A Jornada – www.ajornada.hpg.ig.com.br

  4. Viagem Espiritual II – Wagner D. Borges (texto) e Glória C. Costa (ilustrações)

  5. Mãos de Luz – Barbara Ann Brennan

  6. Passes e Radiações – Edgard Armond

  7. Teoria dos Chakras – Hiroshi Motoyama

  8. Psiquismo e Cromoterapia – Edgard Armond

  9. Perispírito – Zalmino Zimmermann

  10. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

  11. Evolução em Dois Mundos – André Luiz (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  12. Site de Conscienciologia - http://www.iipc.org.br/index2.php

  13. Como Ver e Interpretar a Aura – Ted Andrews

  14. Site Psicenter – www.fluidos.hpg.ig.com.br

  15. Paranormalidade e Energia Mediúnica – Uma Pesquisa Kirliangráfica – Walter Lange Jr.

  16. Espírito, Perispírito e Alma – Hernani Guimarães Andrade

  17. Missionários da Luz - André Luiz (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  18. Um Fluido Vital Chamado Ectoplasma – Matthieu Tubino

  19. Formas de Pensamento – Annie Besant e Charles W. Leadbeater

  20. Diagnóstsico Bioenergético – Pesquisa Através da Clarividência – Roberto E. Silva e Ilza A. Silva (esgotado)

  21. Animismo e Espiritismo – Alexander Aksakov

  22. Mecanismos da Mediunidade - André Luiz (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  23. Mediunidade – Tudo o que Você Precisa Saber – Richard Simonetti

  24. Mediunismo – Ramatis (espírito) e Hercílio Maes (médium)

  25. Diversidade dos Carismas – vols. I e II – Hermínio C. Miranda

  26. O Livro dos Médiuns – Allan Kardec

  27. Técnica da Mediunidade – C. Torres Pastorino (esgotado)

  28. Mediunidade – Edgard Armond

  29. Prática Mediúnica – Edgard Armond

  30. Falando de Espiritualidade – Wagner D. Borges

  31. Mediunidade de Cura - Ramatis (espírito) e Hercílio Maes (médium)

  32. Plenitude Mediúnica – Miramez (espírito) e João Nunes Maia (médium)

  33. Conexão – Uma Nova Visão da Mediunidade – Maria Aparecida Martins

  34. Iniciação – Viagem Astral – Lancellin (espírito) e João Nunes Maia (médium)

  35. O Passe – Seu Estudo, Suas Técnicas e Sua Prática – Jacob Melo

  36. Manual do Passista – Jacob Melo

  37. Cure-se e Cure pelos Passes – Jacob Melo

  38. Cromoterapia – Dicas e Orientações de Como as Cores Podem Mudar sua Vida – Elaine Marini

  39. Um Guia Prático de Medicina Vibracional - Richard Gerber

  40. Cromoterapia Técnica – Renê Nunes

  41. Os Mensageiros – André Luiz (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  42. Nosso Lar - André Luiz (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  43. Segue-me – Emmanuel (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  44. Loucura e Obsessão – Manoel Philomeno de Miranda

  45. Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  46. O Consolador - Emmanuel (espírito) e Francisco C. Xavier (médium)

  47. Desenvolvimento Mediúnico – Edgard Armond

  48. Pensamento e Vontade – Ernesto Bozzano

  49. Milagres da Cura Prânica – Choa Kok Sui

  50. Médiuns - Miramez (espírito) e João Nunes Maia (médium)

  51. Respondendo e Esclarecendo – Edgard Armond

  52. Orientação a Desencarnados – Série Gostas de Luz – Renato Ourique de Carvalho

  53. Diálogo com as Sombras – Hermínio C. Miranda

  54. Histórias que os Espíritos Contaram – Hermínio C. Miranda

  55. O Exilado – Hermínio C. Miranda

  56. A Irmã do Vizir – Hermínio C. Miranda

  57. A Dama da Noite – Hermínio C. Miranda

  58. Revista Internacional de Espiritismo – O Clarim - http://www.oclarim.com.br/revista/revista.html

  59. Revista Espiritismo e Ciência – Mythos Editora – www.mythoseditora.com.br

  60. Revista Cristã de Espiritismo – Editora Escala – www.escala.com.br




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