Israel Nascimento apontamentos: como se escreve um roteiro (para cinema)



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APONTAMENTOS: COMO SE ESCREVE UM ROTEIRO (PARA CINEMA)

Estes apontamentos estão voltados exclusivamente para a construção de um roteiro em cinema. Aqui não se dá ênfase aos demais roteiros (televisão, animação, publicidade etc), fica a encargo dos interessados buscar estas informações. Diversas foram as fontes para o que se descreve abaixo, tais como livros, textos da Internet e roteiros (curtas nacionais e longas, nacionais e internacioanis). Neste texto, as citações ficaram livres, sem a preocupação de se fazer as devidas referências das fontes. Como o formato do presente texto é um apontamento, não se vai encontrar nem longas descrições sobre os assuntos tratados, nem uma organização, por exemplo, segundo uma ordem crescente que possa ir do simples ao complexo. Muitos tópicos e descrições são apresentados de forma flexível, muito embora não cheguem a ser classificados como um tipo de texto desorganizado. Notadamente algumas descrições podem se repetir, sem que isso chegue a ser cansativo, ao contrário, a cada repetição novos conhecimentos são acrescentados. Eu desejo um bom proveito ao leitor e que o presente texto o possa ajudar nos registros da sua criação.



IDÉIA OU STORY LINE

A idéia é a semente da história, ou a idéia primeira. A redação da idéia ou o story line (síntese de uma história) deve ser clara, direta e curta; escrita em umas cinco linhas; nela se ecomiza os adjetivos; tem uma apresentação, desenvolvimento e solução do conflito. É uma síntese da história ou a apresentação do confllito principal (o conflito essencial pode ser apreseantado em uma única frase). Pode-se dizer que story line é um resumo resumido.



CONFLITO – Embate de forças e personagens, através do qual a ação se desenvolve.

O conflito é o próprio motor que impele a história adiante; ele fornece movimento e energia a história. Normalmente temos em uma história alguém querendo alguma coisa e fazendo o necessário para conseguir essa coisa.

Story line, conflito-matriz, é o fio condutor, os fundamentos da trama. A story line é a condensação do nosso conflito básico cristalizado em palavras. É breve, conciso e eficaz.

TRAMA – Pode ser visto como sinônimo de plot, enredo ou fábula. É uma cadeia de acontecimentos organizada segundo um modo dramático (intriga, confusão, mentiras, maquinações, conspiração etc) escolhida pelo autor.

O conflito exige uma apresentação: Qual é o conflito? Um desenvolvimento: Qual é o resultado? E uma solução: Como ele é resolvido? Em cinema, o grande motivador da ação é o conflito.

Fontes de uma idéia: a própria experiência pessoal; nos jornais, revistas; na observação do dia a dia; uma interpretação da realidade; a vida dos outros: conhecidos, vizinhos etc (cuidado com direitos autorais); nos contos, livros; nos sonhos etc.

Uma idéia está comumente associada a um tema (assunto ou motivo, ou a base), tais como o amor, a morte, a maldade, a valentia, a traição, a amizade, as relações poéticas etc.

Uma idéia precisa ser criativa. Mas criatividade não significa que necessariamente a idéia tenha que ser nova, original, que ninguém nunca tenha apresentado tal pensamento imaginativo. Uma idéia criativa também pode ser vista como uma nova maneira de apresentar algo antigo. Duas ou três pessoas podem fazer uma adaptação para o cinema de um mesmo livro, e todas estas adaptações podem ser vistas como criativas.

Imaginativamente, é preciso descobrir, isolar e definir uma idéia.

Uma idéia é um processo da imaginação, no entanto, aproveite as intuições (é aquilo que se pressente, se ver, que surge, sem que estejamos no momento pensando na coisa). Intuições são aqueles lampejos de luz que aparecem em pequenas frações de segundos (às vezes até em momentos não oportunos) e, se não forem aproveitadas na hora, uma grande idéia pode está sendo perdida.

SINOPSE

A sinopse é uma visão de conjunto. É uma narração breve que resume uma história. Em telenovela chama-se de sinopse. No cinema é chamada de argumento. É uma breve idéia geral da história e suas personagens. Esta sinopse se refere ao filme antes de ter sido feito. Aquela que resume o filme já pronto é uma outra.

ARGUMENTO

É a story line desenvolvida sob a forma de texto.

Argumento:

Em latim: tem significado jurídico ou filosófico, de prova ou justificação. É o que se mostra, o tema. É um resumo da história.

Em grego: é uma visão de conjunto.

Em espanhol: argumento é um resumo descritivo da história no tempo e que é oposto a trama ou enredo, que é um resumo da história tal como é contada.

Em inglês: é story, screen story, enredo, plot, tema, topic, subjet.

Conjunto de idéias que formarão posteriormente o roteiro, com as ações definidas em seqüências. Argumento é o reino das personagens (quem).



ARGUMENTO – é o percurso da ação, resumo contendo as principais indicações da história, localização das ações, época e personagens principais. É a defesa do desenrolar dramático da história (o como?).

O argumento procura responder ao quando? (temporalidade); ao onde? (a localização); ao quem? (as personagens) e ao qual? (a história que vamos contar).

O que se quer é descobrir se o argumento é sólido, como também quais seus pontos fracos e fortes.

Contém pouca narração e sem os diálogos.

É a idéia trabalhada sobre a qual se desenvolverá uma seqüência de atos e acontecimentos, que constituirão, futuramente, o roteiro.

Como veremos adiante, o roteiro é o texto do filme, que geralmente se originou no argumento, mas elaborado com cenas e falas.

É basicamente a transcrição da história de forma que possa ser montada e encenada.

Mais notadamente em uma longa metragem, se pode dizer que para cada página do argumento, corresponde a dez páginas de um roteiro, ou dez fólios para cada hora de audiovisual.

Para que se faz um argumento? Para a produção (é viável economicamente?); para uma avaliação de mercado, apresentação, vender o produto, como técnica artística e como autoria.

O tamanho do argumento varia conforme o tamanho da obra e o estilo do autor. Os europeus se estendem mais nos argumentos do que os americanos.

Em média, é escrito em vinte e cinco a cinqüenta páginas.

Se a leitura de um argumento não desperta o nosso interesse, tampouco o fará o roteiro ou o produto audiovisual.



ROTEIRO (LITERÁRIO)

Se o argumentista é um “fazedor de histórias”, o roteirista, tecnicamente, é “aquele que escreve o roteiro”. Sendo assim, uma pessoa pode criar um argumento e uma segunda fazer o roteiro. Existem até empresas especializadas em redigir o roteiro. No passado era comum pessoas especializadas somente em escrever o roteiro de um argumento criado por uma outra pessoa.



Screenplay é o roteiro para cinema. É um trabalho de imaginação técnica segundo determinadas regras da escrita.

O roteirista não deve esquecer que seu trabalho é de entretenimento ou de espetáculo, para um público alvo.

No roteiro é onde o roteirista desenvolve as ações e as falas das personagens. Ele procura manter uma história em equilíbrio

É a forma escrita de qualquer espetáculo audiovisual, elaborado por um ou vários (no máximo três!!!) profissionais que são chamados roteiristas.

Roteiro é a escrita do pensamento em imagens.

No cinema ele é dividido em cenas. É um documento narrativo que orienta o que será visto e/ou escutado durante o espetáculo.

Um roteiro de cinema pode ser definido como uma tentativa sistemática e ordenada para prever o futuro filme.

ROTEIRO – Forma escrita de qualquer espetáculo audiovisual. Descrição objetiva das cenas, seqüências, diálogos e indicações técnicas.

É uma previsão que na prática se concretiza num manuscrito contendo a descrição, cena por cena, enquadramento por enquadramento, e das soluções de todos os problemas técnicos e artísticos que se preveem para a realização do filme.

Um roteiro é uma história contada com imagens; expressas dramaticamente dentro de uma estrutura definida, com início, meio e fim (mas não necessariamente nessa ordem).

Para Syd Field, roteiro (script) é “uma história contada em imagens, diálogo e descrição, dentro do contexto de uma estrutura dramática”.

Roteiro é uma peça informativa. Ele não é um produto final, é algo aberto, flexível. É uma peça de transição. Sendo assim, o filme é a materialização (em movimentos e sons) de algo “congelado” (o texto do roteiro).

Como transição, o roteiro tem um tempo curto: se nunca for filmado perde seu valor; depois de ser filmado, perde seu valor.

O objetivo primeiro e último do roteiro é ser convertido em filme.

Para Jean-Claude Carrière, “o roteirista está muito mais perto do diretor, das imagens, do que do escritor”.

Um roteiro está dentro das interrelações: roteiro-equipe; roteiro-filme; roteiro-esspectador. Dessas interrelações sugem as resultantes e o resultado final, que é o filme.

A redação do roteiro não deve ter ambições literárias, nem de direção (a não ser que o roteirista vá ser também o diretor).

Toda a equipe precisa entender o roteiro, assim, o roteiro não pode ter metáforas.

Para Fernando Bonassi, “o bom roteirista não é necessariamente um bom escritor, mas aquele que sabe traduzir, com racionalidade e clareza, o seu pensamento visual”.

Um roteiro visa uma história de imagens em movimento. Sendo assim, as características das personagens devem ser colocadas na forma de ação.

O roteirista não deve se esquecer que o pensamento da personagem deve ser igual ao ato de falar.

Por outro lado, um pensamento de uma personagem (ou desejo) pode ser naturalmente projetado em imagens (ou ações). Confira por exemplo os filmes “A Excêntrica Família de Antônia” e “Segredos de Cabaré”. São imagens ou ações, dos pensamentos ou desejos, e que, ao mesmo tempo, não são indicativos de patologias, apenas refletem os desejos ou pensamentos.

Para Doc Comparato, “o emprego da voz em off para descrever estados de espírito e pensamento da personagem, tão comum no cinema francês, parece-me um recurso aborrecido e pouco criativo que considero ser preferível evitar”.



No cinema, o ato de sentir deve ser igualado a atuações, imagens ou ações.

O roteiro traz a descrição visual ou a ação. Isso se refere ao que se vê e ouve quando se está assistindo ao filme.

Em Doc Comparato encontramos que “um roteiro deve possuir três aspectos fundamentais”:

Logos – A palavra, o discurso, a organização verbal [...] sua estrutura geral.

Pathos – O drama, o dramático de uma história humana. É a vida, a ação, o conflito quotidiano.

Ethos – A intenção. Tudo é descrito para produzir uma influência. Ethos é a ética, a moral, o significado último da história, as suas implicações sociais, políticas, existenciais e anímicas. É aquuilo que se quer dizer.

O formato mais comum do roteiro de cinema é o seqüenciado (dividido em seqüência). Mudando a ambientação, ou a locação da filmagem, muda a cena.



Tipos de cena: Cenas de exposição, de preparação, de complicação, de clímax (obligatory scenes) e de resolução.

CENA – Unidade dramática do roteiro, seção contínua de ação, dentro de uma mesma localização. Seqüência dramática com unidade de lugar e tempo, que pode ser “coberta” de vários ângulos no momento da filmagem. Cada um desses ângulos pode ser chamado de plano ou tomada.

Cena é a unidade dramática do roteiro. Tomada é a unidade da câmera na filmagem. Claquete é o fator de conversão entre ambos.

TAKE – Cinematograficamente é o mesmo que tomada. Começa no momento em que se liga a câmera até que ela é desligada. Em termos de roteiro, é o equivalente ao parágrafo de uma cena.

CLAQUETE – Quadro usado para marcar cenas e tomadas e cujo som, na montagem, serve como ponto para sincronização de som e imagem.

A seqüência engloba tudo o que sucede numa localização.

Localização: uma casa em X

Seqüência 1: Quanto de casal

Cozinha

Exterior da casa



SEQÜÊNCIA – (1) Uma série de tomadas ligadas por continuidade. (2) A denominação para cena em cinema.

Como se pode concluir, uma seqüência é o mesmo que cena.

Não se deve confundir seqüência com plano-seqüência. Plano-seqüência se refere a integrar diferentes planos numa mesma tomada.

Os principais aspectos para a criação dos diálogos são a coerência e o conteúdo das falas, como também a maneira como se fala. Cada cena deve estar integrada ao todo, e o desenrolar das cenas deve ter um ritmo que resulte num tempo ideal. A harmonia do ritmo determinará a harmonia do conjunto da obra.

O roteiro, quando necessário, traz algumas indicações (rubrica ou parenthetical):

INÁCIA


(nervosa) [indicação específica]

Já disse que não vou!

(tom) Aquela casa me aterroriza!

Observação: tom é uma indicação não específica que se emprega para chamar a atenção do ator, e fazê-lo compreender que é necessário uma leve modificação na intensidade dramática.

INDICAÇÕES – Anotações sobre a cena, o estado de ânimo etc.

Uma terceira indicação é a chamada pausa ou tempo: quer dizer, um instante de silêncio (respiração) no diálogo.

INÁCIA

(nervosa)



Já disse que não vou!

(tom) Aquela casa me aterroriza!

(pausa) Me faz lembrar um cemitério.

Indicações servem, portanto, para marcar entonações, ritmos e pausas.

Em alguns roteiros nacionais (de curtas-metragem), observamos que indicações como (pausa), (para Maria) ou olhando para Maria, (interrompendo), (sarcástico), (quebrando a conversa) etc., são colocadas antes, durante ou depois, na mesma linha da fala da personagem. São estilos pessoais, ao menos nos roteiros do Brasil.

Existem roteiros que não trazem as falas na forma padronizada. Apenas se dar algumas descrições e as falas. Creio que esse tipo de roteiro não seja algo contributivo para um bom desenvolvimento da equipe técnica e seu produto final.

Nós sabemos que a padronização de um roteiro não é algo obrigatório. No entanto, não é difícil encontrar roteiro que após o cabeçalho e algumas descrições de local, ação e personagens, coloca as falas uma embaixo da outra, identificando suas personagens apenas por um traço (–). Tal com:

- Olha, Maria [...]. [Pedro é quem diz]

- É, eu sei [...] [Maria é quem diz]

- Então todos iremos [...]. [Pedro é quem diz]

Isso é uma opção de cada um.

Muitos roteiros, na redação da fala da personagem, colocam um traço (–) antes da fala. Será que isso realmente é necessário? Todo mundo sabe que o que vem abaixo do nome da PERSONAGEM, se torna bem identificado, ou seja, se é uma indicação (que virá entre parênteses), se é a fala propriamente dita, ou se é uma descrição, todas são facilmente identificáveis.

Em um curta-metragem encontramos (aqui foi modificado):

MULHER DA RECEPÇÃO

- Madame, a encomenda está conforme o seu pedido.

(mudando de tom, mas mostrando boa vontade e um pouco de ironia)

Deixa eu novamente conferir seu pedido.

Esta forma de redação é aceitável, no entanto, a indicação (mudando de tom,...) poderia vir como uma descrição e se abriria uma nova redação da personagem, ou seja:

[A descrição]

MULHER DA RECEPÇÃO

- Deixa eu novamente conferir seu pedido.

Tchekov diz que “o melhor é evitar todas as descrições do estado de ânimo. Há que tentar torná-lo compreensível por meio das ações das personagens”.

Logo no início do roteiro se deve definir (dá descrições, ou exposições) sobre onde e quando a ação transcorre. No entanto, o roteiro deve trazer as devidas exposições para o espectador, sendo muitas delas explicativas.

EXPOSIÇÕES DE MOTIVOS – Cenas de informações, explicativas.

Um bom roteiro, com uma boa história, bem estruturado, bem apresentado, formatado corretamente, contendo as informações necessárias, é de suma importância e um bom caminho andado para ser aceito.



Mas o roteirista deve saber que um bom roteiro não é garantia de um bom filme.

Roteiro é aquele que é finalizado com as descrições necessárias e os diálogos e, normalmente, não contém indicações técnicas.

Wells Root diz que “um bom escritor nunca foi despedido de Holliwood por não conhecer os ângulos de uma câmera. O que produtores, diretores e autores procuram num roteiro são personagens, emoções, risos, fantasias, conflitos e idéias. E a eles cabem traduzir isto para a tela”.

No roteiro se procura responder Onde? Quando? Como? Quem? Por quê? Etc. Ou seja: Qual é a história? Qual a situação inicial e final da história? Quais são as personagens? Quem é o protagonista e o antagonista (exterior a si? interior a si?) ou vários deles? Qual o conflito principal? Qual o objetivo do protagonista? Quais os obstáculos? Qual o começo, o meio e o fim do seu roteiro? Qual a cena inicial e final? Etc.



Aceitas-se como norma que uma página de roteiro (escrito no modelo papel carta) equivale a um minuto de filme.

Um roteiro pode dá mais importância (a) as ações ou suas intrrelações, mas outros podem dá mais importância (b) a como as personagens começam, e como ela terminam.

Relações na trama da história de um roteiro podem ser (a) relações diretas e (b) relações indiretas (que é, por exemplo, quando as ações de uma personagem podem favorecer ou desfavorecer outras personagens).

Quando se redige um roteiro muitas coisas mudam. Muda a idéia inicial, personagens, falas... Buscam-se o melhor. Todos os bons roteiristas fizeram isso.

Doc Comparato diz que: [...] “só depois de conhecer os fundamentos, as técnicas e normas mais atuais da escrita, estará o roteirista preparado para desprezá-las ou renová-las”.

Quanto às emoções (ou sentimentos). No roteiro apenas se descreve o que está sendo visto. O roteirista se envolve com as imagens. Ele toma como referência a visão do espectador, ou aquele que vê. Dito de outra forma, o roteirista é aquele que “desenha” o comportamento de uma personagem. Portanto, ele está voltado para o comportamento (ou o behavior), ou aquilo que a personagem faz, ou acontece a ela. Dessa forma, aconselha-se que o roteirista tenha o máximo de cuidado quando for retratar uma emoção ou sentimento de uma personagem da sua história.

Emoção (ou sentimento) em roteiro é a atuação ou ação da personagem ou, é o mesmo que dizer que é aquilo que o espectador vê (e sente).

Emoção é aquela parte escrita que o diretor e o ator podem facilmente transformar em ações ou imagens.

Em síntese, o roteirista deve tomar cuidado de não colocar no roteiro expressões emocionais (ou de sentimento) que não possam ser traduzidas pela equipe técnica em imagens.

A ação dramática precisa ter cadência ou ritmo dramático.



AÇÃO – Descrição visual. É aquilo que está se vendo na tela e nada mais.

Ação dramática ( o como?) – Para trabalhar na ação dramática, somos obrigados a construir uma estrutura. A estrutura é, portanto, a organização do enredo em cenas. A estrutura é o esqueleto formado pela seqüência de cenas. Os italianos chamam essa estrutura de escaleta.

ESTRUTURA – Fragmentação do argumento em cenas, arcabouço da seqüência de cenas.

MACROESTRUTURA – Estrutura geral do roteiro.

MICROESTRUTURA – Estrutarua de cada cena.

Em dramaturgia, a história recebe o nome de ação dramática (percurso ou curso da ação dramática). A ação dramática é o conjunto de acontecimento interrelacionados que se irão resolvendo através das personagens até o desenlace final. Resumindo, a ação dramática é a ficção. É o encadeamento dos feitos e dos acontecimentos que formam a história.

Há diferenças no cinema e na televisão quanto ao manuseio de plot, plot principal, multiplot – várias linhas de ação, igualmente importantes, dentro de uma mesma história. Também se pode falar em subplot – linha secundária de ação – ou underplot ou double plot. Um núcleo dramático pode se desenvolver em vários plots.

PLOT – É o centro da ação dramática. É a espinha dorsal de uma história; o núcleo central da ação dramática, ou seja, as ações organizadas de maneira conexa, de forma que se suprimirmos ou alterarmos algumas, alteramos o conjunto.

O roteiro servirá como base para o orçamento inicial e captação de recursos.

Antes do roteiro final, o primeiro roteiro passa por tratamentos (draft ou treatement) conforme a necessidade de se aperfeiçoar, corigir falhas, dar novas direções etc, até se chegar a um roteiro final (final script).

ROTEIRO FINAL – É aquele aprovado para o início das filmagens ou gravações.

Para Syd Field, um bom roteiro apresenta três partes essenciais que precisam estar bem desenvolvidas: personagens (quem?), estrutura (como?) e enredo (o quê?).



Personagens – A introdução do filme, onde se delimita as personagens e suas ações.

Estrutura – É o desenvolvimento do filme, a confrontação.

Enredo – É o que define o filme, o desfecho da história. Lembrando sempre que este se trata de um roteiro clássico, mas podem existir modificações, onde se pode trabalhar do final para o início, ou do meio para o fim e depois para o inicío, ou vice-versa. No cinema isso é totalmente possível.

A estrutura clássica de fragmentação de um roteiro é conhecida como começo-meio-fim, também conhecida como ternário: preparação (surge o conflito); desenvolvimento (crise) e desenlace (resolução), ou ainda conhecido como primeiro ato, segundo ato e terceiro ato.

Elaborar um roteiro final significa converter o primeiro roteiro – um texto – em uma feramenta de trabalho que será entregue à equipe de produção para ser traduzida em imagens e sons.

É aconselhável que o roteirista participe do roteiro técnico. Este deve ser um trabalho de equipe e, portanto, requer uma interação do roteirista com o diretor, a equipe técnica e com o elenco.



CAPA – Quando fazemos um roteiro, a última coisa que escrevemos é a capa, a página de rosto ou frontispício, que deverá incluir as seguintes informações:

Título do filme.

Nome do autor.

Endereço e número do telefone do autor.

Número de cenas ou seqüências.

Duração do espetáculo.

Data da entrega.

Número de páginas.

Nome da firma ou pessoa a quem se entrega.

Tipo de trabalho: adaptação, argumento ou primeiro roteiro.

Se é original: se é um drama, uma comédia etc.

Número de registro de propriedade intelectual ou copyright.



ESPELHO – A penúltima coisa que se faz num roteiro é o que se denomina espelho, ou seja, a folha de produção, que se segue à página de rosto. Mediante este espelho, entendemo-nos com a equipe de produção, uma vez que nele se especificam:

Personagens (as que falam e as que não falam).

Cenários (interiores).

Localizações (exteriores).

Figurantes.

SOFTWARES – Existem no mercado e na prática dos profissionais alguns softwares (programas de computador que auxiliam na redação e criação de roteiros audiovisuais, tais como os formatadores, criativos, templates e editores de textos).

CELTX – Celtx é um programa de computador, grátis, de multiplataforma livre; de pré-produção, seja de um filme, peça de teatro ou animação. É um processador de texto especialmente para roteiro.

Para o template (modelos de roteiros) consulte e baixe grátis:



http://www.cinemabrasil.org.br/roteiroteca/#template

Para maiores informações consulte o site abaixo:



http://www.roteirodecinema.com.br/softwares.htm

Para ver roteiros, consulte o site abaixo (ele indica alguns sites mas existem outros):



http://www.roteirodecinema.com.br/roteiros/outrosacervos.htm

Para ver mais roteiros consulte:



http://www.roteirodecinema.com.br/roteiros.htm

Para ver termos técnicos usados em roteiros (técnicos e leterários) consulte:



http://www.roteirodecinema.com.br/manuais.htm

VOCABULÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS: PARA O PORTUGUÊS

CONTREPLONGÉE: câmera baixa CLOSE UP: Primeiro plano


CLOSE SHOT: Plano próximo
CUT TO: Corta para
DISSOLVE TO: Fusão
DOLLY IN: câmera se aproxima
ESTABLISHING SHOT: Plano de ambientação
EXTREME CLOSE UP: Primeiríssimo plano
FLASH BACK: lembrança ou passado
FREEZE: CONGELA
FIRST DRAFT: Primeiro Tratamento
FINAL DRAFT: Tratamento Final
FADE OUT: Tela escurece
FADE IN: Tela clareia
GIMMICK: Reversão de expectativa
INSERT: Inserção
INTERCUT: Montagem paralela
MASTER SHOT: Plano mestre
OFF ou O.S: Fora do Quadro (F.Q) ou Fora do Plano (F.P)
OUT: câmera se afasta PLONGÉE: câmera alta
PLOT: TRAMA
QUICK MOTION: câmera rápida
SHOOTING SCRIPT: roteiro técnico ou roteiro de filmagem
STORY LINE: Síntese da história
STORYBOARD: desenho dos planos ou esboço das seqüências
SERIES OF SHOTS: série de planos
SLOW MOTION: câmera lenta
SPLIT SCREEN: tela partida
SUBPLOT: trama secundária
TAKE: tomada
TRAVELLING: carrinho
VOICE OVER ou V.O: Narração (NAR)
Para ver termos técnicos usados em roteiros (técnicos e leterários) consulte:

http://www.roteirodecinema.com.br/manuais.htm

ROTEIRO TÉCNICO

Roteiro de filmagem ou roteiro técnico é aquele em que aparece as indicações técnicas (esta parte é feita pelo diretor).



INDICAÇÕES TÉCNICAS – Posicionamento de câmeras, luzes, cortes, sons, efeitos audiovisuais etc.

Tecnicamente o que o diretor faz é a decupagem, ou a planificação do filme com as indicações de planos, iluminação, movimentos de câmera, de atores etc., e que servirá para o diretor de produção fazer o orçamento final e será, portanto, o guia de trabalho da equipe técnica.



DECUPAGEM – Planificação do filme definida pelo diretor, imcluindo todas as cenas, posições de câmera, lentes a serem usadas, movimentação dos atores, diálogos e duração de cada cena.

SHOOTING SCRIPT – Roteiro feito pelo diretor, a partir do roteiro final. É usado pela produção.

Quando realmente necessário, o roteirista pode fazer algumas indicações técnicas quanto a planos, movimentos de câmera, sons etc.



SCRIPT – É o roteiro quando entregue à equipe de filmagem. Plano completo de um programa para cinema. È o instrumento básico de apoio para a direção e produção. Neste roteiro já se fez a decupagem.

  • O roteirista é visto como uma mãe de aluguel: concebe, gera e pari. Depois, entrega para o diretor criar.

Doc Comparato diz que “a antiga premissa dos produtores era terem o mínimo de gastos e o máximo de ganhos. Hoje em dia, verifica-se uma ligeira mudança. Um produtor executivo moderno sabe que é preciso gastar o necessário para conseguir um produto de boa qualidade, do ponto de vista tanto técnico como artístico. É preferível fazer um filme ou um programa com uma margem de lucro menor, mas que represente um bom movimento de dinheiro e contribua para uma ampliação e consolidação de sua posição no mercado”.

  • Realização ou etapas de um filme:

  1. Conversa com o roteirista.

  2. Reunião com os atores do casting (ou elenco).

  3. Confecção do roteiro técnico e do storyboard.

  4. Especificação dos trabalhos da equipe.

  5. Realização, filmagem, gravação e edição.

A NARRATIVA

Nestes apontamentos, diretamente não se faz um estudo da narrativa, nem tampouco citações em destaque. Mas isso não reflete que ela seja de menor importância. Nem é preciso que eu diga: “...ao contrário”. Todos sabemos da sua importância, ela é um instrumento, ou porque não dizer, uma usina de construção. Para tanto, ela requer um estudo mais cuidadoso e aprofundado de sua história no cinema, seus teóricos e teorias.

Rapidamente podemos dizer que quando falamos de narrativa, não temos o certo e o errado, uma vez que ela não traz em si uma única forma do fazer cinema. Como são várias as possibilidades de linguagens, várias são as possibilidades de construção fílmica ou de sua montagem cinematográfica. Sendo assim, há de se concluir que muitas são as possibilidades de se poder intervir na estética das cenas, a depender justamente dos elementos da narrativa, como também do referencial teórico de como a história é “narrada”.

Como não temos o certo e o errado, como se constata através da história do cinema, temos então “o que foi feito”, “o que se faz hoje” e “o que se fará mais adiante”. O passado de uma técnica narativa é como aquela música dos Beatles que, se tocada hoje, “não move multidões de garotas, cantando ie, ié, ié”, o contexto hoje é outro e, o de amanhã, será diferente do presente.



ESTUDO ESTRUTURAL DE FILMES (DOC COMPARATO)

  1. O problema ficou claro no princípio da estrutura? É realmente um problema? Quantas cenas foram necessárias para expor o problema?

  2. Quantos plots, ou núcleos dramáticos existem? Qual é o plot principal?

  3. Detecta-se algum condutor dramático em alguma cena concreta?

  4. A crise está bem colocada dentro da estrutura dramática? É crucial? Quantos momentos de crise existem nesta estrutura?

  5. Quais as cenas essenciais? De que maneiras diferentes se especificam o passar do tempo?

  6. O conflito-matriz é a base central da estrutura?

  7. O clímax está no ponto adequado (isto é, no final)? É dramaticamente forte?

  8. A resolução é satisfatória? Ficou por solucionar algum plot ou núcleo dramático na estrutura?

  9. Que mudanças poderiam ser realizadas quanto à ordem e também quanto aos conteúdos das cenas, sem quebrar a estrutura do clímax e a resolução? Isto é manipular o princípio e o meio da estrutura tentando não destruir o clímax nem o final.

  10. Que mudanças poderiam ser realizadas quanto à ordem e quanto ao conteúdo das cenas, sem quebrar o início e o desenrolar da estrutura? Ou seja, manipular o clímax e criar um novo final como resolução do conflito-matriz.

PERSONAGENS

  • Deve-se criar uma ficha para cada personagem, listadas automaticamente dos roteiros, descrevendo-se nelas as características, o papel no filme etc.

  • Perfil é um conjunto de diversas informações sobre uma personagem.

Doc Comparato diz que “alguns roteiristas descrevem o perfil das personagens juntamente com o texto. Pessoalmente, prefiro escrever e colocar ambas as coisas separadamente”.

  • O perfil das personagens reflete o estudo do caráter e formação. Numa ficha deve constar alguns dados necessários, segundo a importância da personalidade no filme.



  • MODELO DE CONSTRUÇÃO DO PERFIL (Algumas questões a ser respondidas)



  1. Aparência física (sexo, idade, nacionalidade, região, etnia).

  2. Saúde, hábitos alimentares, se tem procupação com a saúde, se faz exercícios físicos etc.

  3. Religião, filosofia de vida e ideologia política.

  4. Forma de vestir.

  5. Postura física.

  6. Movimento/ritmo.

  7. Conteúdo da fala.

  8. Hábitos visuais.

  9. Fragmentos do trabalho.

  10. Hobby.

  11. Micro ações.

  12. Detalhes do ambiente.

  13. História pessoal.

  14. Nível educacional e cultural.

  15. Antecedentes familiares e sociais (classe social).

  16. Quando e onde vive ou viveu; fatos do passado.

  17. Situação financeira e patrimônio.

  18. Solteiro (a), casado (a) etc. (tem família?)

  19. Frequência amorosa e relacionamentos afetivos.

  20. Sua sexualidade.

  21. O que gosta e não gosta.

  22. Preconceitos, manias, vícios, defeitos ou desvios de conduta.

  23. Fatos psicopatológicos ou psiquiátricos.

  24. Necessidades, desejos, objetivos e conflitos de vida.

  25. Aspectos psicológicos: formas de emoções ou sentimentos.

  26. Características a favor ou contra a personagem.

  27. A personagem tem segredos?



  • Quanto melhor e mais precisas as informações, mais força vital terá a personagem e, portanto, terá um forte respaldo emocional, ao ponto da personagem ter “vida própria”.

  • Quando criamos uma personagem, damos-lhe uma personalidade, uma maneira de ser própria, uma originalidade. A personalidade passa a ter uma marca própria; vontade própria; individualidade e identidade, mas, distintivamente, o autor é uma personalidade e a personagem do filme é outra pessoa. O mais adequado é que no argumento já se tenha uma pesrsonalidade completamente definida.



  • Personagens – problemas e conflitos (perguntar):

  1. Que tipo de problema tem o nosso protagonista?

  2. Que tipo de conflito o afeta?

  3. Quando se apresentará o conflito principal?

  4. Qual é a importância do conflito?

Em Edward Mabley e David Howard, ratifica-se que, nos filmes, a maioria das histórias giram em torno de uma personagem central, ou a protagonista (podendo-se ter também, nos sub-enredos, outros protagonistas). A outra personagem conhecida é a antagonista (o vilão, o bandido), ou a força oposistora. Enquanto o protagonista quer conseguir alguma coisa, o antagonista tem a função de criar um obstáculo para que a meta não seja conseguida. Essas duas forças formam o conflito ou os conflitos da história. No entanto, pode acontecer do próprio antagonista ser forças interiores no próprio protagonista.

  • O universo da personagem - uma personagem vive em uma época; em um local geográfico; envolvida em uma circusntância; junto com outras personagens; tem caracteríscticas pessoais; tem um mundo interior.



  • Deve-se perguntar:

  1. Está esta personagem preparada para viver uma história?

  2. Tem possibilidade de mudar seu mundo interior com a história?

  3. Que sentimentos e valores seus estão em jogo?



  • Um bom diálogo (pois reflete a personagen) deve ter as seguintes características:

  1. Caracterizar a personagem que o diz.

  2. Ser coloquial, manter a individualidae da personagem que o diz e, ao mesmo tempo, fundir-se.

  3. Refletir o estado de espírito da personagem que o diz.

  4. Agumas vezes, revelar as motivações de quem o diz, ou uma tentativa de ocultar suas motivações.

  5. Refletir o relacionamento de quem o diz com as outras personagens.

  6. Ser conectivo, ou seja, brotar de uma outra fala ou ações anteriores e desembocar em outras.

  7. Levar a ação adiante.

  8. Algumas vezes, fazer exposições.

  9. Algumas vezes, prenunciar o que está por vir.

  10. Deve ser claro e inteligível ao público alvo do filme.

  • No estudo das personagens considerar as devidas proporções entre os valores universais e os valores particulares.



  • Considerar ainda que no estudo das personagens podemos ter alguns atributos:

Personagens complexas: imperfeitas, conflituosas.

Configuração equilibrada: o que se procura na configuração de uma personagem é o seu equilíbrio (não confundir equilíbrio com personagem perfeita).

  • Tipos de personagens: Personagens “planas” (flat) – de perfíl único, traços fixos; esteriotipadas; são os maus, maus; são os bons, bons; são perfeitos; totalmente má ou totalmente bom. Personagens “redondas” (round) – não há previsibilidades quanto ao seu modo de reagir.



  • É aconselhável que se desenhe as personagens, para se ter uma melhor visualização delas, assim como de suas roupas etc.

  • Ter o controle da quantidade de personagens, os nomes de cada uma, a importância delas nas cenas, a descrição de roupas, fisionomia e comportamento de cada personagem.

  • Com todos esses recursos na mão, fica mais fácil para o ator e para o diretor saber o que foi pensado pelo roteirista, e se ter o mais fácil possível as cenas imaginadas.

  • Quando se conhece muito bem uma pessoa (personagem), fica fácil prever suas reações.

  • Por outro lado, é de grande ajuda para se escrever as características de uma personagem, quando já se sabe o que vai acontecer e em que ordem, ou seja, o argumento e o enredo.

  • As personagens tradicionais do cinema norte-americano, baseiam-se em quatro pilares: unidade dramática; ponto de vista; mudança e atitude.

  • O roteiro deve mostrar a evolução da personagem.

  • Pode acontecer de o diretor fazer uma má distribuição dos atores e seus respectivos papéis, a isso se dar o no de miscasting.

  • Quanto ao ator, diz-se que ele se sai mal por duas razões: quando o ator vai atrás da personagem ou quando a personagem vai atrás do ator.



  • E o papel do espectador? A ele cabe a corespondência e motivação.

Ser simpático ou solidário (atitude de aproximação).

Ser empático ou se identificar (atitude de aproximação)

Ser antipático (atitude de afastamento).

VISÃO DE HOLLYWOOD DOS TRÊS ATOS

Na visão de Hollywood, o roteiro pode ser dividido em três atos: começo-meio-fim (embora não necessariamente nessa ordem).



Primeiro ato (apresentação) – Refere-se a apresentação das personagens ao espectador; o universo da história; qual o conflito no qual a história se desenvolverá. Ou seja, qual a situação inicial; qual a tensão principal. O assunto da história deve ficar claro até o final desse ato.

Segundo ato (confrontação) – As personagens em ação; o desenvolvimento da história; os obstáculos para os protagonistas. Mostra-se o aumento da tensão e o grau de desenvolvimento com o espectador.

Terceiro ato (resolução) – Ponto culminante da história; solução dos conflitos, desenlace. Amarra-se a trama e leva-se o espectador a um final satisfatório.

Tudo isso é o mesmo que set-up (exposição); development (desenvolvimento) e resolution (desenlace).

Mas um filme pode ser diferente; pode não ter um final satisfatório; pode ainda nada se resolver; tudo pode acabar como começou. Não existe uma estrutura fixa que funcione para contar uma história; cada nova história exige um novo modelo; cada caso é um caso.

PARADIGMA DOS TRÊS ATOS DE SYD FIELD

Syd Field e seus seguidores acrescentam que na passagem de um ato para outro, deve haver um ponto de virada, também conhecido como reviravolta dramática (plot point).



PONTO DE VIRADA – Também conhecido como plot point, é o momento em que a história decola e a aventura realmente inicia.

Syd Field também atribui uma percentagem para os tempos dos atos, ou seja:

Primeiro ato = ¼, ou 25% do tempo do filme.

Segundo ato = ½, ou 50% do tempo de filme.

Terceiro ato = ¼, ou 25 % do tempo do filme.

Para Syd Field (no seu paradigma) o roteiro se divide em vários pontos chaves:


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