Istituto figlie di maria ausiliatrice



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Encontro19.07.2016
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ISTITUTO FIGLIE DI MARIA AUSILIATRICE


fondato da san Giovanni Bosco

e da santa Maria Domenica Mazzarello


N. 891



Em comunhão

rumo ao XXII Capítulo Geral

O evento capitular, queridas irmãs, pertence a cada FMA: cada uma ofereceu a própria contribuição – em vários níveis – na rica experiência dos Capítulos Inspetoriais. Foi também um dos pontos centrais do nosso trabalho em Conselho, desses meses nos quais vivemos um tempo de mais forte comunhão com o Instituto.


Chegaram até nós, não somente documentos conclusivos, mas também o eco da esperança de comunhão e discernimento das Inspetorias durante o próprio Capitulo.

Este foi, para as FMA e leigos presentes, um tempo de formação, de aprofundamento do sentido de pertença, de busca humilde e confiante dos sinais que indicam novos caminhos de atuação do carisma hoje.

Do testemunho que emergiu nos documentos das várias Assembléias capitulares, percebe-se o clima sereno, rico de fé e de criatividade com que se trabalhou, no respeito e na valorização das diferenças.
Agora, nós lhes comunicamos, com alegria, algumas experiências que revelam a presença fiel e providente do Pai nesse tempo favorável para cada FMA. Consideramo-lo favorável também pelos recentes apelos que assinalam uma urgência educativa e solicitam uma maior consciência do nosso chamado, um tempo de graça para a ampliação dos horizontes de comunhão na atuação da nossa missão na Igreja.


Colaboração com a Comissão pré-capitular
Significativa foi a experiência de diálogo e colaboração com a Comissão pré-capitular, composta por doze FMA, representativas das várias regiões do Instituto. Do mês de dezembro aos primeiros dias de fevereiro, essas irmãs leram com inteligência, respeito e atenção os documentos dos Capítulos inspetoriais e elaboraram uma síntese. Procuraram captar a vivência das Inspetorias, valorizar e integrar os destaques expressos pelas diferenças culturais e pelas experiências de cada uma delas, conscientes da importância do trabalho que orientará a reflexão capitular.
Muitas vezes, encontramo-nos com a Comissão para refletir juntas sobre as sínteses elaboradas e para elaborar pistas de trabalho em vista do XXII

CG


Conseguimos assim preparar o Instrumento de trabalho que será enviado a todas as participantes do Capítulo e, através delas, às comunidades inspetoriais, para que todas as FMA possam preparar-se para esse evento significativo para a vida do Instituto.
Esse documento é uma proposta orgânica para a reflexão capitular e, ao mesmo tempo, um repasse a todas vocês do percurso realizado nas comunidades e nas Inspetorias.

O ícone de referência é o de Pentecostes. Maria, recolhida com os apóstolos no Cenáculo, à espera do Espírito, acompanha o caminho e a realização do Capítulo Geral e está presente como Mãe e Guia de cada FMA e da comunidade educativa.


As sínteses das respostas às cinco perguntas elaboradas pela Comissão focalizam os aspectos emergentes e aqueles a serem valorizados na prospectiva de ulteriores percursos.

A síntese relativa à sexta pergunta, sobre a revisão da deliberação do CG XXI, evidencia o caminho de renovação realizado pelo Instituto durante o sexênio. Dela resultou uma panorâmica atual, dinâmica e correspondente às realidades presentes nos cinco Continentes.

A partir das sínteses das Inspetorias, o Instrumento oferece a pista de trabalho que se articula em torno de três núcleos temáticos:

Somos chamadas a

- reconhecer os sinais do amor preveniente de Deus;

- ser sinais de amor como comunidade educativa;

- colocar hoje novos sinais de amor preveniente.

Os núcleos estão unificados na categoria do sinal, de grande significado do ponto de vista bíblico, antropológico e carismático.


Cada núcleo descreve os sinais a serem acolhidos e reavivados, os desafios que provocam respostas coerentes, caminhos de conversão.


Novos apelos à missão educativa
Do confronto com a vida das Inspetorias, emerge a urgência de assumir com maior determinação e

criatividade a nossa vocação educativa, em resposta aos desafios de hoje.

O Papa retornou muitas vezes, nesses meses, sobre o tema educativo. Diante da crescente dificuldade de transmitir às novas gerações os valores fundamentais da existência e do comportamento correto, Bento XVI evidencia com força a emergência educativa.

É um desafio que nos interpela de modo particular e que reencontramos na Estréia/2008, dirigida aos membros das comunidades educativas “como apelo a reforçar a nossa identidade de educadores a iluminar a proposta educativa salesiana, a aprofundar o método educativo, a esclarecer a meta da nossa missão, a tornar-nos conscientes da repercussão social do fato educativo da educação”.


Educar com o coração de Dom Bosco exige uma renovada opção por estar entre as jovens e os jovens, particularmente os mais pobres e em situação de risco, e de promover a vida também através da educação aos direitos humanos. É preciso fazer do Sistema preventivo uma plataforma de diálogo para uma cultura dos direitos e da solidariedade.

Um apelo nesta perspectiva vem também do 60º aniversário da Declaração universal dos Direitos Humanos que inicia com esta premissa: “O reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana, e os seus direitos iguais e inalienáveis, constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”.


Nos últimos anos foi reforçado nas Inspetorias o empenho em promover e defender, através da missão educativa, os direitos de todos, especialmente das/dos jovens e dos mais fracos.

Nessa linha, o Instituto promoveu, junto à nossa comunidade de Veyrier-Gineva (Suíça), um Ofício de Direitos Humanos. Ele se coloca como espaço de animação e formação para ajudar as comunidades educativas a chegarem diretamente às causas da marginalidade e da exclusão que impedem a plena realização da vida.

O Ofício iniciou recentemente a sua trajetória, buscando estabelecer conexão, em rede com as Instituições civis que atuam no campo dos direitos humanos. Na lógica dos pequenos passos, abrir-se-ão horizontes novos para potenciar o empenho educativo nessa direção.
Também como Família Salesiana, vivemos momentos de profunda comunhão. No dia 15 de dezembro, pela primeira vez na história, a Família Salesiana viu reunidos os Conselhos Gerais dos três grupos fundados diretamente por Dom Bosco. A saudação do Reitor Mor, a intervenção da Madre e do Coordenador mundial dos Salesianos Cooperadores tornaram-nos mais convictas de que o relançamento do carisma salesiano e a qualidade da sua proposta específica serão eficazes se a partilha da espiritualidade souber traduzir-se em escolhas que fortificarão o vínculo de comunhão entre os grupos e a audácia missionária.
Foi significativo o encontro com o Conselho Confederal das Ex-Alunas/os, empenhado em preparar as celebrações do Centenário da Associação. O tema: “As mãos no mundo, as raízes no coração” constitui um forte apelo para cada FMA continuar o caminho traçado pelo Espírito Santo, através dos anos de nossa história comum.

A experiência confirma que, colocando-nos juntos com humildade e amor a serviço das/dos jovens, sobretudo dos mais carentes, realizamos com maior autenticidade a nossa vocação específica. As raízes da salesianidade mornesina foram cultivadas por nós no coração das Ex-Alunas e dos Ex-Alunos. Somos, portanto, responsáveis pelo florescimento e fecundidade deles.

Acolhamos com renovado entusiasmo e maior consciência o convite que eles nos fizeram no último Capítulo Geral: “A vocês, nós pedimos para alimentar-nos nas fontes do carisma, contagiar-nos com a sua paixão apostólica, serem corajosas em fazer-nos propostas radicais de fé”.
Sinais do amor de Deus em horizontes mais amplos
A atmosfera pré-capitular tornou-nos mais sensíveis em acolher os apelos inéditos do Espírito, em reavivar a paixão missionária do carisma e em concretizá-las em algumas respostas corajosas.
A situação do Darfur-Sudão apresentada por um missionário salesiano em uma carta à Madre, provocou-nos profundamente. Depois de um cuidadoso discernimento, fizemos um apelo às Inspetorias da Índia, que têm respondido como grande generosidade, sinal de que o ‘vado io’ é mais que nunca vivo e fecundo. Pudemos assim acolher a oferta do Bispo local por uma pequena presença no El Daein que reforçará algumas ações educativas e/ou sanitárias a favor sobretudo das meninas e das jovens. Trata-se de um serviço de emergência por um período temporário.
O Projeto promovido por duas Uniões dos Superiores e das Superioras Gerais (USG e UISG): ‘Solidariedade Sul Sudão nos encontrou concordes em oferecer a contribuição do nosso carisma educativo para encaminhar um centro de formação de educadores e educadoras, mesmo se já atuamos na região com quatro comunidades. Foi escolhida para esta finalidade uma FMA que, depois de um período de preparação específica e de participação, em Roma, de diversos encontros promovidos pela UISG, partiu, há pouco tempo, para o Sudão. Fará parte de uma comunidade intercultural e intercongregacional e será vice-presidente do Centro de Formação para professores.
No dia 8 de dezembro, festa da Imaculada, abriu-se uma nova comunidade intercultural com quatro irmãs na Mongólia em Ulaan-bataar, criada e sustentada pela Inspetoria coreana. Nesse primeiro período, as irmãs inseriram-se na vida e na cultura mongólica, dedicando grande espaço ao estudo da língua local, instrumento indispensável para começar uma atividade educativa correspondente às necessidades do lugar, em diálogo com os Salesianos presentes no país desde 2001.

As irmãs da Inspetoria Indiana de Chennai alargaram a própria tenda até a ilha do Sri Lanka. Estamos preparando duas novas fundações como sinal carismático missionário da Conferência Interinspetorial da Índia (PCI).


Em janeiro, vivemos uma excepcional experiência de comunhão no encontro com as Filhas de Dom Bosco . A sua vida simples, pobre, corajosa, a narrativa da heróica santidade do Fundador, tocaram-nos profundamente e fizeram-nos pensar que exatamente assim Dom Bosco quer também hoje o seu monumento vivo à Auxiliadora.

Nos encontros de partilha e confronto com o Conselho e, sucessivamente, com as irmãs de cada âmbito, no familiar convívio cotidiano, nas boas-noites, admiramos não só a agilidade e o zelo com que essas irmãs trabalham para atingir os/as jovens, mas o seu espírito de fé, de alegria e de coragem nas contínuas dificuldades, a centralidade em Jesus, a presença constante e tangível de Maria na vida cotidiana delas. Em uma boa-noite, uma delas disse: “Convido-as a render graças a Deus por nós. Hoje vivemos uma importante etapa do nosso sonho, cultivado há 20 anos. O que Maria nos concedeu é mais do que havíamos desejado”.


Estamos todas conscientes de viver uma experiência de grande profundidade espiritual que fica fortemente impressa em nosso coração e nos leva a uma séria revisão da nossa resposta vocacional. Por enquanto, esperamos o decreto da Santa Sé que autorize a fusão do Instituto delas com o nosso, prontas a continuar o caminho em uma reciprocidade enriquecedora, sobretudo na linha da radicalidade evangélica e da simplicidade alegre, desarmada.
O tempo quaresmal que estamos vivendo torne mais ágil esse nosso caminho. Bento XVI, na sua mensagem ‘Cristo se fez pobre para nós’ recorda que a quaresma é uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser cristãos, por uma adesão pessoal e comunitária a Cristo que nos faz testemunhas do seu amor.
Maria sustente e torne solícitos os nossos passos para que a Páscoa, evento central da nossa fé, encontre-nos mais conscientes da vida nova que Jesus Ressuscitado dá e nos faça experimentar que a plenitude de vida vem do Amor.

Roma, 11 de fevereiro de 2008

150° Aniversário das Aparições de N. S. de Lourdes
Com afeto

a Madre e as Irmãs do Conselho








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