Janet E. Hiller & Anthony J. McMichael



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Capitulo XVIII
PARTE C – O planejamento de estudos epidemiológicos nutricionais
12. Estudos ecológicos

Janet E. Hiller & Anthony J. McMichael



12.1 – Introdução:
Quando epidemiologistas usam o termo “ecológico” este não refere-se ao contexto do meio ambiente em que vivem os organismos mas à estudos de investigação em que o foco são as características de grupos populacionais em vez de características individuais. Em estudos ecológicos a associação entre nutrição e doença, população ou grupo, índices de ingestão dietética ou estado nutricional são relatados para populações ou grupos como índices de estado de saúde. A unidade de análise não é á nível individual mas um grupo definido por tempo (tempo cronológico, coorte de nascimentos), lugar,(país, estado ou cidade) ou por características sócio demográficas ( grupos étnicos, religião ou estrato sócio econômico). em Epidemiologia Nutricional, estudos ecológicos tem predominantemente examinado a relações geográficas entre índices de ingestão dietética ou estado de saúde. Um importante exemplo são as primeiras séries de observações ecológicas sugestionando a importância dos níveis de colesterol e dieta rica em gordura e a etiologia das doenças coronarianas e demonstrando a associação entre colesterol plasmático, ingestão dietética e gordura saturada e taxas de doenças coronarianas.

Estudos ecológicos são freqüentemente o primeiro estágio na construção de um esquema epidemiológico de diferentes distribuições de doenças entre pessoas com diferentes perfis de risco. Variações no risco de doenças entre diferentes categorias de pessoas pode indicar diferenças na composição genética, diferentes exposições ao ambiente, diferenças em ambos, genética e meio ambiente, ou interação entre os dois. Estudos ecológicos de populações que migraram tem sido largamente usado para dividir os efeitos causados por fatores genéticos e do meio ambiente. Estas comparações usualmente tem a vantagem de serem dados coletados rotineiramente e são portanto considerados relativamente baratos.

Técnicas similares podem ser usadas para investigar correlações sobre tempo. Neste instante, a idade média de mortalidade por doenças coronarianas , que tinha que tinha decrescido nos EUA desde meados da década de 60, tem sido ligado ao aumento do consumo de álcool per capta no mesmo período.

Muitas informações podem ser obtidas simultaneamente, examinando variações em ambos espaços e tempo, Dwyer & Hetzel em suas experimentações de tendência temporal da mortalidades por doenças coronarianas em três países em relação a maior taxa de fatores de risco.

Analises Ecológicas só são válidas quando os grupos ou comunidades que estão sendo comparadas possuem níveis de exposição a fatores dietéticos heterogêneos. Por isso , eles tem sido usado extensivamente para comparações ente países e não para um mesmo país. Por exemplo, embora regiões extensas, indicando diferenças regionais na incidência4 de doenças, são avaliados nos estados Unidos, variações regionais em muitos componentes da ingestão dietética neste país são limitadas. Tem sido calculado que 90% dos adultos nos Estados Unidos consomem entre 30% e 44% das calorias provenientes de gordura, enquanto, no mundo, 90% dos adultos consomem entre 11% e 42% das calorias provenientes de gordura.5

A República Popular da China oferece oportunidades de aplicação das técnicas de experimentação e de associação entre dieta e outros aspectos de estilo de vida, com doenças, devido as largas variações entre as taxas de doenças de uma região para outra, acompanhadas de diferenças substancias na cultura, comportamento e estilo de vida. Esta heterogeneidade entre regiões é grande razão que os estudos ecológicos coletem dados nessas mesmas regiões em que as taxas de doenças são correlacionadas com dieta e estilo de vida.

A aproximação ecológica está limitada como uma fonte de interferência causal por causa da inabilidade de determinar se o índice de interesse ou de ingestão dietética é realmente associado com estado de saúde a nível de indivíduo. A “falácia ecológica” é o termo aplicado aso erros que podem resultar de inferências feitas sobre exposições e efeitos relacionados a nível de indivíduo tendo com base as relações observadas no grupo. O uso de uma medida sumária de exposição para cada indivíduo comparou negligências da atual heterogeneidade nos níveis de exposição individual entre cada membro do grupo.

Estudos ecológicos freqüentemente laçam um primeiro olhar entre as relações. Quando usados no contexto exploratório franco( por exemplo, o estudo de Armstrong & Doll8 das variações internacionais na incidência de câncer e mortalidade), eles podem sugerir novas hipóteses para outros estudos. Eles podem também ser úteis para uma avaliação preliminar de uma hipótese recém proposta.

Adicionalmente, eles são freqüentemente o único método de pesquisa de valor na investigação de associações entre vários aspectos de dieta e risco de doenças, porque dados de exposição não são avaliados a nível individual (por exemplo, fluoretação da água) ou porque variações na exposição na mesma população pode ser insuficiente para detectar a causa do risco de adoecer.

Estudos á nível populacional tem aberto novas relações sobre as causas das doenças coronarianas. O paradoxo Francês, em que a mortalidade por doenças coronarianas nestas comunidades é baixo, o que poderia ser predito a partir de fatores de risco bem documentados, sugerindo que outro fator dietético ainda não descoberto pode ser importante. Reciprocamente, estudos ecológicos podem ser usados para expandir e dar suporte a conclusões provenientes de investigações a nível individual, por exemplo, o Europen Prospective Investigation into câncer e Nutrition (EPIC – Estudo prospectivo Europeu sobre nutrição e câncer), em que uma série de estudos de coorte estão compreendendo em seu foco a dieta e o câncer. As comparações na mesma comunidade confiam em dados individuais , enquanto comparações entre comunidades, poderão investigar uma gama mais ampla de ingestões dietéticas, são mais aproximados do estudo ecológico.

Estudos ecológicos bem planejados como o EPIC freqüentemente coletam dados dietéticos e não dietéticos que podem funcionar como fatores de confusão – informação tipicamente não é avaliadas em outros estudos ecológicos. Um exemplo de planejamento de pesquisa para coletar dados de grupos, são aqueles que confiam em dados existentes, são as series de estudos patrocinados pela Agencia internacional para Pesquisa do câncer (WHO)comparando o consumo de fibras em populações com diferentes incidências de câncer de cólon retal. Em estudos na população escandinava, composição química, bacteriológica tamanhos das fezes foram examinadas e então estimada a ingestão dietética de fibra na população.( fig. 12.2)

Estudos ecológicos tem sido usados para complementar dados á nível individual e no desenvolvimento de modelos de níveis múltiplos que descrevem a combinação de efeitos dos fatores sociais e comportamentais na saúde ou doença. Esta metodologia desenvolvida cria oportunidades para epidemiologistas nutricionais desenvolver modelos explanatórios a nível individual que utilizem dados a nível comunitário. a nutrição é fortemente influenciada por fatores culturais e escolhas individuais, análises de nível múltiplo podem encorajar fortemente a integração das técnicas utilizadas em estudos ecológicos para o planejamento de estudos a nível individual.


12.2 - Índices de Ingestão Dietética
12.2.1 – Média de Consumo
Estimativas de médias de ingestão individual podem ser feitas á partir de dados preexistentes (normalmente orientado comercialmente) ou de dados coletados de estudos populacionais (tabela 1)14.

Provisão nacional de alimentos ou estatística de desperdício de alimentos

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