Júlio Cláudio da Silva



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Os estudos Afro-Brasileiros, o movimento negro e a trajetória intelectual de Arthur Ramos (1934-1949)*

Júlio Cláudio da Silva**


UFF – CEG – ICHF – PPGH
As décadas de 1930 e 1940 foram marcadas pelo debate em torno da redefinição do conceito de nação. Também foi nesses anos que se ampliaram e sistematizaram os estudos acadêmicos ressaltando o significado das populações e culturas de origem africana na formação social brasileira. Estes estudos buscaram contribuir e influir nos debates acerca de nossa formação social e constituíram objeto de um campo intelectual1 de reflexão conhecido nos anos 30 como estudos Afro-Brasileiros. Esse trabalho toma como ponto de partida a trajetória intelectual de um dos mais importantes pesquisadores dessa temática, Arthur Ramos2. Destarte, analisarei a interlocução estabelecida entre o africanista alagoano e seus pares no Brasil e no exterior, bem como sua relação com os movimentos sociais desse período. Através da análise da obra de Arthur Ramos é possível observar, como o caráter acadêmico e a preocupação política, o combate ao racismo, perpassaram tanto o tema, os estudos afro-brasileiros, como o pensamento de Arthur Ramos3. Essas questões aproximaram alguns intelectuais dos principais movimentos negros, como demonstram os Congressos Afro-brasileiros de 1934(Recife) e 1937(Bahia) e a Conferência Nacional do Negro de 1949(Rio de Janeiro).

. O Congresso de Recife, organizador por Gilberto Freyre, é um momento privilegiado que pode ser tomado como ponto de partida para pensarmos este campo intelectual, avaliando os debates e disputas em torno da questão do negro na formação da sociedade brasileira4.

No prefacio das Atas do Congresso 34, Roquette-Pinto realça a importância de Freyre, nos estudos sobre o “negro”. A Freyre teria cabido a iniciativa desses estudos. Segundo Roquette-Pinto, nos últimos vinte e cinco anos não teria havido quem se lançasse ao estudo do “negro” no Brasil, salvo dois ou três discípulos de Nina Rodrigues.5

Todo esse período é perpassado também pelas lutas de definição dos verdadeiros fundadores dos Estudos Afro-Brasileiros, reivindicada por eles. No prefácio do segundo volume dos “Estudos Afro-Brasileiros”, Arthur Ramos refuta a idéia de uma primazia de Gilberto Freyre na abordagem do “negro” no Brasil. Para Ramos, desde 1926 na Bahia, o nome de Nina Rodrigues, bem como a re-interpretação do “problema negro-brasileiro” teriam sido retomados pelos seguidores do mestre baiano à ‘‘sombra da sua escola imensa”.6 Para ele, essa primazia nos estudos sobre o negro, está tacitamente reconhecida pelo grupo do Recife, quando Gilberto Freyre homenageia Nina Rodrigues, no artigo “O que foi o 1º Congresso Afro-Brasileiro do Recife” e ao lhe solicitar o prefácio deste 2º volume7:Outro ponto importante nessa disputa é a preocupação de Arthur Ramos em deixar claro o papel da “Biblioteca de Divulgação Científica”, por ele dirigida, na atualização dos estudos sobre o “problema do negro no Brasil8.

No prefácio das Atas do segundo Congresso Afro-Brasileiro, Edson Carneiro e Aydano do Couto Ferraz, organizadores do evento, comentam a opinião de Gilberto Freyre sobre aquele congresso:
“O principal organizador do Congresso do Recife, o sociólogo Gilberto Freyre, chegou mesmo a dar uma entrevista ao ‘Diário de Pernambuco’ prevendo o insucesso do Congresso da Bahia e a abstinência de colaboração dos estudiosos estrangeiros, entre os quais destacava o prof. Melville Herskovits” Freyre não sabia ainda que Herskovits já teria enviado o seu trabalho.9
Apesar das dúvidas de Freyre em relação ao sucesso e capacidade dos organizadores, o 2º Congresso Afro-Brasileiro da Bahia ocorreu entre os dias 11 e 20 de janeiro em 1937.

Naturalmente os organizadores do Congresso da Bahia alinhavam-se à escola baiana de Nina Rodrigues. Mais que isso, a narrativa de Carneiro e Ferraz define o Congresso como uma realização de relevo do núcleo baiano. Esse êxito é creditado: “à equipe de novos que a integram”. Ao mesmo tempo o discurso dos autores valoriza seu “caráter rigorosamente científico”. O Congresso de 37 teria sido desprovido de certos aspectos formais “sem nenhum protocolo nem discurso”, ao contrário do ocorrido com o seu antecessor: o Congresso do Recife10. A cientificidade do evento foi um ponto recorrente nos argumentos dos organizadores do Congresso de 1937 e da Conferência de 1949. Provavelmente a defesa desse critério teria sido um contraponto à exploração político-partidária, mas também ao caráter político intrínseco a esse tipo de evento e aos temas debatidos. Esses três eventos são cenas do processo de valorização positiva das populações e culturas de origem africana na formação social brasileira, o que explica a importância da participação e do apoio dos africanistas de renome internacional, entre os quais Arthur Ramos e Melville Herskovits.

A legitimidade do Congresso de 37 e da 1º Conferência do Negro Brasileiro de 1949 era medida pela participação ou expressão de apoio de intelectuais reconhecidos. Os trabalhos sobre pesquisas realizados poderiam ser apresentados por seus autores ou lidos por seus representantes. Haveria ainda uma terceira forma de vinculação ao evento que seria o apoio manifesto, “quando, por uma questão de brevidade de tempo, não lhe pudessem enviar trabalhos”. No caso do Congresso de 1937 esse tipo de apoio teria sido dado por Rüdiger Bilden, Fernando Ortiz, Richard Pathee11.

A ampla rede de solidariedade, na qual se assentara o 2º Congresso Afro-Brasileiro, era formada também pelo apoio de instituições religiosas e laicas. Os “terreiros” da Bahia teriam participado do Congresso e oferecido festas aos congressistas.12 Não menos importante parece ter sido a ajuda, institucional oferecida pelo Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, então sob a direção de Mario de Andrade, pelo Instituto Histórico da Bahia, presidido por Theodoro Sampaio e pelo Instituo Nina Rodrigues, dirigido por Estácio de Lima13. O Congresso de 37 teria contado como o apoio de organizações nacionais, definidas por Arthur Ramos como pertencentes ao Movimento Negro ou “Associações Negro Contemporâneas”. Ainda que os autores citem constantemente a tese da cientificidade, o Congresso da Bahia teria sido marcado também pelas suas vinculações com movimentos sociais negros. Entre as agremiações nacionais com as quais os organizadores do Congresso da Bahia contaram, estavam: “a Frente Negra de Pelotas, o Centro de Estudos Históricos, a Sociedade de Investigação Ameríndia de Porto Alegre, dentre outras agremiações dedicadas ao “estudo e defesa da raça”14. Uma contribuição concreta teria saído do Congresso de 37: a fundação de uma entidade em defesa da liberdade de culto religioso, a União das Seitas Afro-Brasileiras da Bahia. 15

Em sua contribuição a esse Congresso, Jorge Amado ressaltou a importância dos Congressos de 34 e 37 para o desenvolvimento dos estudos afro-brasileiros e o aparecimento de Arthur Ramos, como um dos intelectuais dedicados a essa temática. Segundo Amado a produção acadêmica dos especialistas em estudos afro-brasileiro teria rompido com a “vergonha” ou “covardia” da intelectualidade brasileira em “reconhecer, estudar” a “contribuição do negro à formação da nacionalidade” ou ainda “da contribuição do trabalho, da inteligência do negro à formação do país, do Brasil”.16

A valorização positiva das culturas e populações de origem africana é uma questão central no livro de Ramos, O negro na civilização Brasileira (The Negro in Brazil). Para esse autor, desde o início da escravidão os “negros” teriam desempenhado um papel significativo, pois seu braço argamassou a civilização brasileira. Outro ponto importante em seu argumento é a noção de agente histórico: “O próprio Negro foi artífice da sua própria libertação”, em referencia ao processo de abolição da escravidão17. Para Ramos este livro seria um rápido “resumé” sobre o “dilema do Negro no Brasil e sua contribuição à civilização material brasileira”.18.

A seleção dos temas e a opção por historiar e divulgar as reivindicações negras entre o final do XIX e os anos 30, indicam as vinculações de Arthur Ramos com o movimento negro da época.

No capítulo “O Negro na Política, associações Negras Contemporânea”. Arthur Ramos valoriza a participação do movimento negro através da Frente Negra Pelotense, no Congresso 34 e a “contribuição” das organizações sociais “negras” no Congresso de 37. Em sua interpretação os lideres dos terreiros, além atividade religiosa acumulariam também funções políticas. Atuante nos Congresso de 37, os “vários” lideres religiosos teriam sido signatários de um documento, o Memorial, a ser encaminhando ao então Governador de Estado, solicitando o reconhecimento e liberdade de funcionamento dos cultos afro-brasileiros.19

O “Memorial”, transcrito em O Negro na Civilização Brasileira, apresenta três pontos para a sustentação da tese. Mas é no segundo item do documento que encontramos o argumento central do “Memorial”: Nina Rodrigues e Arthur Ramos, e os participantes do 1º e 2º Congresso Afro-brasileiros já teriam provado que a prática de seitas africanas não atenta contra a moral ou ordem pública.20.

O “Memorial” é uma evidencia de como Arthur Ramos, nos idos de 1937, teria obtido o reconhecimento explicito de sua vinculação à memória de Nina Rodrigues, pelos intelectuais reunidos na Bahia. Todavia é o processo de utilização do nome dos intelectuais participantes dos Congressos de Recife e da Bahia, e particularmente o de Arthur Ramos, na construção do argumento de autoridade cientifica que nos interessa destacar. Essa passagem é uma evidência do modo como as teses acadêmicas formuladas por Ramos sustentaram as reivindicações dos atores sociais organizados, em 37 e posteriormente em 49.

A Conferencia do Negro Brasileiro de 1949, uma iniciativa do Teatro Experimental do Negro, foi um ato preparatório do 1º Congresso do Negro Brasileiro de 1950. A organização da Conferência esteve a cargo de Edison Carneiro, Guerreiro Ramos, Raymundo Souza Dantas, Sebastião Rodrigues Alves, entre outros21. Os organizadores do evento também buscaram marcar o caráter cientifico do encontro. A proposta de reunião estaria “despida de qualquer tendência político partidária” mas, em temas acadêmicos: “exclusivamente com estudos dos problemas de antropologia e sociologia relacionada ao negro”. O objetivo da Conferência era organizar um “Congresso dos Negros” de âmbito nacional, o qual receberia representação de todo o país para o debate em torno “das questões básicas para o progresso da gente de cor”. Para a Conferência seriam convidados todos os intelectuais e artistas que em alguma medida estivessem preocupados com o desenvolvimento da temática, entre os quais: “Gilberto Freyre, Arthur Ramos”.22

O evento recebeu uma cobertura internacional muito valorizada, a do “The Pittsburgh Courier”, na figura do “eminente jornalista George Schuyler”23. Assim como ocorrera no Congresso de 37, o apoio de especialistas dos estudos afro-brasileiros como Arthur Ramos e Roger Bastide somado aos representantes das Nações Unidas e dos negros, garantirá a legitimidade acadêmica e política para o acontecimento.24



Segundo o Quilombo, o escritor e jornalista George S. Schuyler representava “o mais importante órgão da imprensa negra norte-americana”. Contudo, a leitura de uma correspondência me trouxe uma questão: a presença de Schuyler seria o testemunho “da importância nacional e internacional desse evento”?25 Em outras palavras, a presença de Schuyler, pode ser creditada somente a esse argumento? No dia 22 de abril de 1949 Schuyler enviou uma carta a Ramos solicitando informações seguras, sobre o acontecimento. Schuyler: pretende vir “the conference of Negroes”. Sua informação é de que este seria o primeiro evento, do tipo, a ser realizado no Brasil, por isso o Pittsburgh Courier o considera um episódio muito significativo. Talvez Shuyler não soubesse exatamente até que ponto Ramos estaria informado, ou envolvido com a organização da Conferência. Todavia, naquele momento Shuyler precisava de uma resposta imediata e precisa sobre o certame: a cobertura estaria condicionada ao parecer do africanista brasileiro. De todo modo à requisição por Shuyler de um parecer de Ramos, somada à presença do escritor e jornalista americano a Conferência é uma evidência de três pontos, a saber. A autoridade de Arthur Ramos junto aos órgãos de imprensa do movimento negro norte-americano, sua proximidade com o movimento negro brasileiro, e por fim, o anti-racimo como uma das características de sua trajetória intelectual.26

* Apontamentos do projeto de pesquisa O Negro na História do Pensamento Social Brasileiro: Arthur Ramos e o campo intelectual das décadas de 30 e 40 do século XX desenvolvido sob a orientação da Profª. Drª Hebe Mattos desde 2003.


** Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal Fluminense



1 BOURDIEU, Pierre. “Campo do Poder, Campo Intelectual e Habitus de Classe” in: A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo, Perspectiva, 1974.


2 Arthur Ramos de Araújo Pereira nasceu no Estado de Alagoas em 1903, foi professor catedrático em Antropologia e Etnologia na Faculdade Nacional de Filosofia e diretor do Departamento de Ciências Sociais da UNESCO, em Paris , onde falecerá em 1949. Desenvolveu pesquisas nas áreas de medicina, psicologia social e antropologia das relações raciais, manifestações religiosas e folclóricas. Entre os estudos de Arthur Ramos que analisam o papel das populações e culruras de origem africana em formações sociais do Novo Mundo e em particular no Brasil encontramos: O Negro Brasileiro: etnografia religiosa e psicanálise; O Folclore Negro no Brasil: demopsicologia e psicanálise; Estudos do Folclore: definição e limite, teorias de interpretação; As Culturas Negras no Novo Mundo; O negro na Civilização Brasileira; Introdução à Antropologia Brasileira; Las poblaciones del Brasil.


3 Arthur Ramos participou da organização do movimento negro, e foi convidado a atuar em sociedades como: “União da Seitas Afro-brasileiras da Bahia;” “Frente negra brasileira”; entre outras. Ver: BARROS, Luitgarde Oliveira Cavalcanti. Arthur Ramos e as Dinâmicas Sociais de seu Tempo. Maceió, EDUFAL, 2000. p 30-31.


4 Estudos Afro-Brasileiros: trabalhos apresentados no 1º Congresso Afro-Brasileiro reunido no Recife em 1934. Ariel, Rio de Janeiro, 1935. Nesse congresso foram discutidas teses sobre aspectos diversos da formação afro-brasileira: culinária, religião, folclore, lingüística, presença negra, entre outros. Dentre os vários intelectuais que participaram neste evento destacam-se: Arthur Ramos, Edson Carneiro, Gilberto Freyre, Luís da Câmara Cascudo, Mário de Andrade, Melville J. Herskovits.


5 Sobre os estudos etnológicos e sociológicos acerca dos africanos e afro-descendentes, nesse período, anos depois, Thomas Skidmore afirmará: “Nada se publicou de vital importância até a década de 30”. SKIDMORE, Thomas E. Preto no Branco. Rio de Janeiro-São Paulo, Paz e Terra, 1989, p.74 e 204. Idem, p. I

6  O segundo volume da atas do Primeiro Congresso Afro-Brasileiro, foi publicado com o título de Novos Estudos Afro-Brasileiros, em 1937. Ver p. 13 e 14, deste volume.


7 A este respeito Gilberto Freyre se manifestou, no já referido artigo, sem contudo ter a preocupação de deixar definido o lugar de Nina Rodrigues como exclusivo responsável e iniciador dos estudos sobre o negro. Op,citi, Novos Estudos Afro-Brasileiros. 1937, p. 352. Ver também Idem p.12. Sobre o debate acerca da recolocação da questão racial e a disputa pela prioridade dos estudos sobre o negro e da obra de Nina Rodrigues, entre Arthur Ramos e Gilberto Freyre, ver: Conexões, capítulo 3 , de CORRÊA, 1998.


8  Novos Estudos Afro-Brasileiros, 1937. p. 9-12.

9 Vários autores. O Negro no Brasil: trabalhos apresentados ao 2º Congresso Afro-Brasileiro reunido (Bahia) de 1937. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1940, p7-11.


10  Vários autores. O Negro no Brasil, 1937, p7.

11 Outros intelectuais também teria prestado apoio ao Congresso através da estratégia da referência ao evento: Renter, Charles Johnso, Roberth Park, Henri Wallon, Maria Acher Idem p. 8

12  Idem (p.8).


13 O Congresso da Bahia teria contado ainda com a colaboração internacional do All African Convention. Idem p. 9.


14 Idem p. 9.

15 Idem p. 11.

16  Idem p. 325 e 326.

17 O Negro na Civilização Brasileira. Rio de Janeiro - Guanabara, Casa do Estudante do Brasil, 1971. Sobre a noção de agente histórico nesse trabalho de Ramos ver particularmente os capítulos V e VI


18  Carta de Ramos a Herskovits de 20 de junho de 1939.


19  Idem p. 199.

20 Entre os signatários do “Memorial” estavam o Martiniano do Bonfim, Edson Carneiro entre outros afros-descendentes. Como conseqüência desta mobilização política teria surgido em 1937 a União das seitas Afro-brasileiras, cuja proposta fundamental seria a obtenção da liberdade religiosa. Nesse mesmo ano teria sido criado no Recife o Centro de Cultura Afro-brasileira. Idem.p.199 e 200.


21 Quilombo, Rio de Janeiro, dezembro de 1948. nº 1. p.1. Na expectativa do articulista a Conferência apresentaria um aspecto inovador em função de seu caráter consultivo, aos intelectuais e aos líderes do movimento negro, e a própria população afro-descendente presente no evento. Ver também o nº 2. p.1.


22 Também foram arrolados pelo articulista os nomes de “Hamilton Nogueira, Alceu Amoroso Lima, Renato Mendonça, Joaquim Ribeiro, Vila Lobos”. Idem, nº 1, p. 3.



23 Idem p. 1 e 8. Sobre a cobertura jornalística de Schuyler ver também os nº. 2. p. 1; 3. p. 6-7..

24.O evento contou com o apoio de intelectuais, políticos, autoridades internacional e dirigente de movimentos sociais: Francisco de Assis Barbosa, Deputado Segadas Viana, Drª Guiomar Ferreira de Matos, Evaldo da Silva Garcia, Andrade Murici, Carlos Drumond de Andrade, Raimundo Souza Dantas, José Pompílio da Hora, representando a ONU, Paul. V. Shaw, entre outros. O Senhor Heitor Nunes Fraga estaria representando os “negros sul-riograndenses”. Idem nº 3. p. 6-7.

25 Idem. nº.3. p.6.

26 “I have been informed that this, will be the fist gathering of its kind in Brazil, and The Pittsburgh Courier regards it as a very significant ocasion. I do not know where you have heard about it or not, and will be very pleased if you wil send me an immediate air mail reply, telling me what you know about it and how representative it will be. I would hesitate to make the trip if shoud not be important”. Carta de George S. Schuyler a Arthur Ramos de 22 de abril de 1949.



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