João Martins e Ludgero Chícharo 13 de julho de 2012



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João Martins e Ludgero Chícharo



13 de julho de 2012

HISTÓRIA DA AVIAÇÃO






Índice


Índice 2

Balão 3


Dirigível 5

Aviões 7


Helicóptero 9


Balão


Apesar de diversas referências à existência de balões de ar quente, nomeadamente construídos na China A.C, a primeira referência na “Idade Moderna” deste meio de transporte surge em 1709 pelas mãos do português Bartolomeu de Gusmão. Alegadamente este teria construído um balão a cheio de ar aquecido de forma a criar elevação, na entanto a sua mais conhecida criação foi a passarola. Com a passarola Bartolomeu de Gusmão 1“descolou” do castelo de São Jorge tendo voado cerca de 1km e aterrado no Terreiro do Paço. Este voo não é no entanto reconhecido pela FAI (Fédération Aéronautique Internationale).

D
I 1 A Passarola de Bartolomeu de Gusmão


e seguida Henry Cavendish em 1766 trabalhou com o hidrogénio. De acordo com, Joseph com um balão cheio de hidrogénio seria capaz de se elevar no ar, técnica que se veria a revelar a base dos dirigíveis.

O primeiro voo registado através de um balão de ar quente foi conseguido pelos irmãos Montgolfier em 21 de Novembro, 1783. O voo começou em Paris e atingiu uma altitude de cerca de 152,4 metros. Os pilotos, Jean-François Pilâtre de Rozier e François Laurent d'Arlandes, viajaram cerca de 8,8km em 25 minutos.

Poucos dias depois, dia 1 de Dezembro de 1783, o Professor Jacques Charles e Nicholas Louis Robert realizaram o primeiro voo num balão a gás a partir de Paris. O seu balão a gás atingiu uma altura de quase 600 metros lá permanecendo por duas horas e cobrindo uma distância de 43 km.

O
I 2 Balão de ar quente


primeiro desastre de aviação ocorreu em Maio de 1785 quando na cidade de Tullamore na Irlanda um balão se despenhou tendo irrompido em chamas, estas chamas que alastraram pela cidade tendo deixado cerca de 100 casas reduzidas a cinzas.

Apesar de outras tentativas, êxitos mais recentes e afirmação no que toca ao balão como meio de transporte ao longo do último século, estes referidos anteriormente constituem os primórdios e o fundamental no aparecimento e evolução do balão.


Dirigível


A história dos dirigíveis confunde-se com a da aviação. As primeiras experiências para tentar a conquista dos céus foram com balões de ar quente.

B


II 3 Bartolomeu de Gusmão
artolomeu de Gusmão, padre jesuíta português, foi o pioneiro do dirigível ao conseguir a 5 de Agosto de 1709 fazer um balão de ar quente elevar-se 4 metros perante Núncio Apostólico em Lisboa.

Os irmãos franceses Jacques e Joseph Montgolfier, 74 anos depois, construíram o seu próprio dirigível baseando-se nos princípios de Bartolomeu de Gusmão, tendo sido o primeiro balão tripulado de sucesso. O balão que possuía 32 metros de circunferência e era feito de linho foi cheio com fumaça de uma fogueira de palha seca, elevou-se do chão cerca de 300 metros, durante cerca de 10 minutos voando uma distância de aproximadamente 3 quilómetros.

Estes engenhos não satisfaziam o desejo de voar, pois não permitiam o voo controlado.

No século XIX, alguns pioneiros da aviação procuraram adaptar motores a vapor (Giffard, 1855) e motores eléctricos movidos a baterias (Renard e Krebs, 1884) para resolver o problema da dirigibilidade. Tais tentativas mostraram-se infrutíferas, pois o peso excessivo dos motores tornava os engenhos impraticáveis. Somente o desenvolvimento do motor a explosão, no final do século XIX, permitiu resolver este problema.

Em 8 de Novembro de 1881, em Paris, ocorreu o primeiro voo de um balão dirigível, Le Victoria, por Júlio César Ribeiro de Sousa.

E


II 4 Orville Wright
m 9 de Agosto de 1884, os capitães franceses Charles Renard e Arthur Constantin Krebs, voaram no balão La France.

Em 1898, o brasileiro Alberto Santos Dumont mudou-se para a capital francesa com o propósito de se tornar aeronauta. Logo que chegou, mandou fazer um pequeno balão esférico, de seda japonesa - o Brasil, com o qual voou com sucesso. Depois dessa experiência, resolveu encarar o maior desafio daquele momento: conferir dirigibilidade ao engenho, para que não voasse apenas ao sabor do vento. Assim, em Setembro daquele ano, Santos Dumont construiu o seu primeiro dirigível, com o nome de Nº 1. Mais tarde construiu o balão nº 2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 kg, o qual girava uma hélice a 1.200 rotações por minuto. O nº 2 deslocava-se de forma lenta mas controlada.

No dia 19 de outubro de 1901, o cobiçado Prémio Deutsch, no valor de 100.000 francos, foi conquistado por Santos Dumont. Instituído pelo magnata do petróleo Henri Deutsch de La Meurthe, o prêmio Deutsch seria concedido àquele que, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, circundasse a torre Eiffel num tempo máximo de 30 minutos, partindo e retornando do campo de Saint-Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso.

O deputado brasileiro Augusto Severo de Albuquerque Maranhão em 1902 projetou o balão dirigível Pax, tendo infelizmente falecido quando aquele explodiu em vôo, em Paris. O Pax representava uma nova concepção de dirigível.



O
II 5 Dirigível
conde alemão Ferdinand von Zeppelin gastou sua fortuna na criação de dirigíveis com estrutura rígida para transporte de passageiros. Em 2 de julho de 1900, fez o vôo inaugural do LZ-1, às margens do lago Constança, no sudoeste da Alemanha. Já estava na bancarrota quando, em 1908, ganhou fama com o LZ-4, ao cruzar os Alpes, numa viagem de 12 horas, sem escalas. Daí por diante, o conde von Zeppelin pôde contar com o dinheiro do governo alemão em suas façanhas e seus dirigíveis se transformaram em orgulho nacional. O conde von Zeppelin instituiu a primeira companhia aérea, a alemã Companhia Zeppelin (Delag), em 1909, com uma frota de cinco dirigíveis. Até 1914, quando iniciou a Primeira Grande Guerra, foram mais de 150 mil quilômetros voados, 1.600 vôos e 37,3 mil passageiros transportados. Durante o conflito mundial, ao lado dos nascentes aviões, os dirigíveis alemães foram utilizados para bombardear Paris e a Inglaterra. Ao longo de sua vida, a Zeppelin construiu mais de 100 dirigíveis até 1988.

Aviões


Como já foi referido anteriormente o primeiro voo alcançado pelo homem foi conseguido por Jean-François Pilâtre de Rozier e François Laurent d'Arlades numa aeronave mais leve que o ar, o balão. No entanto a partir desse feito o principal objectivo do homem foi em conseguir voar em máquinas mais pesadas que o ar, os f
III 6Flyer de 17 de dezembro de 1903 dos irmãos Wright
uturos aviões. Apesar da grande motivação de muitos inventores esta evolução mostrou se lenta. A 28 de Agosto de 1883 John Joseph Montgomery tornou se a primeira pessoa a voar num a aeronave mais pesada que o ar que não era no entanto auto proporcionada, conhecida hoje como planador. Foi apenas no inicio do Sec XX que surgiram as primeiras máquinas mais pesadas que o ar e que conseguiram produzir potencia, no entanto a atribuição do primeiro voo então de um avião está envolto em grande polémica. O caso mais conhecido e reconhecido é o dos irmãos Wright e do seu Flyer 1 pela Fedaration Aeronautique Internationale em 1903. Apesar de ser um voo bastante polémico, pois supostamente este avião não descolou sozinho, foi catapultado mas acabou por voar. Este era construído utilizando materiais como abeto vermelho, madeira forte e leve e ainda musselina (tecido leve e transparente) que foi utilizado para cobrir as superfícies. Também as hélices eram artesanais tendo sido esculpido directamente na madeira. O avião possuía ainda um motor a gasolina no qual a ignição era iniciada através de pedais e corrente de bicicleta. Este avião tinha uma curiosidade e ngraçada para além de muitas: é que a orientação era contraria a que conhecemos hoje, a cauda estava direccionada para a frente.

O primeiro voo da história também é atribuído a Santos Drumond, brasileiro que construiu o 14Bis em 1906 e este sim era auto proporcionado tendo voado cerca de 60 metros a 3 metros de altura. Ao contrário do voo dos irmãos Wright este teve lugar em público tendo ficado registado por testemunhas e jornalistas. Estes são os casos mais famosos no que remonta aos primórdios da aviação.

Foi durante a primeira guerra mundial que se notou a grande utilidade dos aviões (que era visto por muitos como um “brinquedo”) não só sendo utilizado para transporte mas também equipados com armas letais e destrutivos podiam infligir bastantes danos aos inimigos como o caso do famoso “Barão Vermelho” alemão. A Partir da primeira Guerra mundial este ramo ficou sujeito a grandes e rápidas evoluções e grandes feitos históricos como a primeira travessia transatlântica, por Sacadura Cabral e Gago Coutinho (ver Historia Aviação Portuguesa). Só para se notar a evolução gigantesca da aviação em duas décadas, em 1930 já estava em desenvolvimento a turbina a jacto.

Já na década de 40 na Segunda guerra mundial os aviões tiveram um papel fundamental para o desenrolar do conflito e ganharam grande popularidade para este tipo de eventos por conseguir destruir tudo no solo, e ao mesmo tempo lá não se encontrar, sendo mais difícil de abater. A Partir daí o avião tornou -se um dos mais importantes veículos militares.

Em Outubro de 1947, o americano Chuck Yeager, no seu Bell X-1, foi a primeira pessoa a ultrapassar a barreira do som. O recorde mundial de velocidade para um avião de asa fixa tripulada é de 7 297 km/h, Mach 6,1, da aeronave X-15.

Durante o bloqueio de Berlim, aviões, tanto militares como civis, continuaram a abastecer Berlim Ocidental com mantimentos, em 1948, quando os acessos por estradas e linhas de comboio à cidade foram completamente bloqueados foi bloqueado por ordem da União Soviética.

O
III 7 Boeing 747
primeiro jacto comercial, o De Havilland Comet, foi introduzido em 1952, e o primeiro jacto comercial de sucesso, o Boeing 707, ainda nos anos 50. O Boeing 707 iria desenvolver-se posteriormente no Boeing 737, a linha de aviões de passageiros mais usada do mundo, no Boeing 727, outro avião de passageiros bastante usado, e no Boeing 747, o maior avião comercial do mundo até 2005, quando foi superado pelo Airbus A380.

Helicóptero


As primeiras referências ao voo vertical surgem a partir na China em cerca de 4oo anos a.C. No entanto as primeiras ideias concretizáveis no que toca ao voo vertical surge através de Leonardo da Vinci quando este concebe a ideia do “parafuso vertical”. No entanto a ideia foi esquecida pois as atenções prioritárias do homem concentravam se mais no voo “plano” o que levou ao aparecimento do avião. Apesar de ter sido posta de parte durante muitos anos a ideia nunca foi esquecida e portanto em 1907 aconteceu o primeiro voo com êxito no que toca a esta aeronave, apesar de este não ser considerado um voo livre pois o helicóptero encontrava se preso ao chão devido a sua grande instabilidade. Nos anos 20 vários testes foram realizados na tentativa de dar as pás das hélices maiores rendimentos, e aproveitando essas novas ideias em 1937 Hanna Reitch conseguiu o primeiro voo de um helicóptero completamente controlável e autónomo.

No início dos anos 40, Igor Sikorsky esteve na base do aparecimento do Sikorsky R4 um dos primeiros helicópteros a que modemos chamar "modernos".. Em 1946, foi lançada a produção em série do Bell 47B, que atingia  velocidades na ordem dos 140km/h, com duas pessoas a bordo.

Entretanto, no fim dos anos 50, os helicópteros começam a especializar-se e a desenvolver-se tornando-se fundamentais em diversos ramos nomeadamente para os bombeiros, o que facilitou não só o resgate em casos de calamidade como sismos ou inundações, mas também para o combate a incêndios, podendo estes atingir velocidades de 260 km/h, com  44 lugares a bordo.

Tendo se tornado um símbolo de poder, o helicóptero veio a s


IV 8 AH-64 Apache Helicóptero Militar
er também uma fonte de prestígio para determinados homens de negócios. Tudo começou quando a companhia norte-americana Bell não ganhou uma encomenda de helicópteros de observação, acabando, em 1965, por adaptar o projecto à área civil. Este helicóptero veio a ser um modelo popular entre os homens de negócios, apreciadores do conforto que se deslocam frequentemente entre longas distâncias.

Nos anos 70, acabou por ser melhorado, readquirindo o seu interesse militar, pelo que foi vendido a forças armadas de todo o Mundo. Ainda no campo militar, surgiu o AH-64 Apache, que veio a constituir a base dos helicópteros modernos e a evolução rápida e variada que hoje podemos observar nos nossos céus.



Hoje em dia os helicópteros, por serem transportes tão rápidos, práticos e eficazes são fundamentais em algumas cidades, que têm grande afluência de tráfego, permitindo libertar um pouco as estradas, funcionando estes como taxis aéreos.
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1 Bartolomeu de Gusmão, um português nascido no Brasil colonial que alçou voo em 8 de agosto de 1709 na corte de Dom João V de Portugal, em Lisboa.



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