Jornal da tenda de umbanda cabocla marola do mar



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*** JORNAL DA TENDA DE UMBANDA CABOCLA MAROLA DO MAR***

ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE TENDA DE UMBANDA CABOCLA MAROLA DO MAR

Rua das Juçaras, s/nº Fundos – Biguaçu - SC– CEP: 88160-000 – CELULAR: 91559749

ANO XIV – Nº 08 - AGOSTO/2015 - Distribuição Gratuita

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ABTUCMM – 32 ANOS DE FÉ, AMOR E CARIDADE !

Refletir é um dos atos diários do nosso Viver, Viver Umbandista, não é só Ser, mas Estar Umbandista!


SARAVÁ POMBA GIRA!
SARAVÁ SRª MARIA PADILHA!




LEMBRETES:
OLHAR O MURAL DE RECADOS SEMANALMENTE.
AGOSTO

DIA 29  (SÁBADO 19:30h) HOMENAGEM À POMBA GIRA MARIA PADILHA

TODOS OS MÉDIUNS DEVERÃO TRAZER FLORES, VELA PRETA/VERMELHA, CIGARRO, ESPUMANTE QUE DEVERÁ SER OFERTADO NA CANGIRA. VOLTAR APÓS 07 DIAS PARA RETIRAR OS RESTOS DA OFERENDA E PLANTAR A SUAS FLORES.


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 Atendimentos: Sextas – durante a gira.

Segunda-Feira-feira: Tratamento com o Povo do Oriente.

Terça: Passe

Sábado e Segunda feira: Apometria

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É inconcebível que o Criador tenha colocado seres tão diversos sobre a Terra, cada um tão admirável em seu meio, tão perfeito em seu papel, somente para permitir ao Homem, sua obra-prima, destruí-los para sempre.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai
feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

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“Deus não escolhe os capacitados,

Capacita os escolhidos” Autor Desconhecido

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A árvore, quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira....

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“Ninguém sabe tanto que não tenha nada a aprender,

Ninguém sabe tão pouco que não tenha nada a ensinar”

Sabedoria Popular

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“Tudo que sei é que nada sei”

“Antes, saber que nada sabe,

Que pensar que sabe, sem nada saber.

Aí consiste a minha sabedoria.”

Sócrates – Filósofo Grego – Séc.Va.C.

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CALENDÁRIO DE ATIVIDADES PERMANENTES DA A.B.T.U.C.M.M GIRAS DE:
OGUM E POVO D`ÀGUA - Descarrego

POMBA GIRA - Atendimento

XANGÔ - Passes - Logo após, gira de CRIANÇA

PRETO VELHO - Passes, Benzeduras e atendimento

POVO DO ORIENTE - Energização

CIGANOS - atendimento

CABOCLOS - Descarrego - Passes e Atendimento

EXÚ - atendimento

GIRA MISTA - Atendimento

ESTUDO DO EVANGELHO/ UMBANDA

Doutrinação e Atendimento a sofredores desencarnados e Passes nos médiuns e assistência.
O ATENDIMENTO NESTA CASA É TOTALMENTE GRATUITO. AUXILIE NOSSA ASSOCIAÇÃO, TORNANDO-SE SÓCIO.

GIRAS DE AGOSTO/2015:

07/08 – EXÚ

14/08 – GIRA MISTA

21/08 – ESTUDO DO EVANGELHO

28/08 –OGUM E POVO DÁGUA

29/08 – FESTA PARA POMBA GIRA

00/00 –


Doutrina e Cultura Umbandista

 

Toda a pessoa que escuta es­ta frase: “Você tem que vestir bran­co, e precisa de­sen­volver a sua mediuni­dade”.  Pronto! Aí vem o medo e ao mesmo tempo a ansiedade, imagi­nando-se vestido de branco e já incorporando “seus guias”, ele julga que após poucas semanas já estará apto a “trabalhar” dando  “consulta”... Será que é só colocar o médium “novo” no meio da gira e girar?  Ou será que ele precisa primeiro de atenção, carinho, ajuda e esclareci­mento neste mo­mento único e delicado de transição dos seus valores reli­gio­sos, e principalmente de doutrina, acres­cido de tempo e humildade de ambos os lados, seja do dirigente para com o filho pequeno (que nasce para a espiritua­lidade) e precisa ser cuidado com amor. Ou por parte do filho que precisa de conhecimento e isto só é con­seguido através do estudo, movido pela paciên­cia, humildade e fé, pois só assim con­seguirá de fato ser um filho de fé da Umbanda Sagrada.  Como as giras de desenvolvimento fazem parte deste processo mediúnico comentarei sobre os recursos rituais: atabaques, cantos, defumações, dan­ças, roupa branca, etc...



Defumações: descarregam o cam­po mediúnico e sutilizam suas vibra­ções, tornando-o receptivo às energias de ordem positiva. Ela é essencial para qualquer tra­ba­lho num terreiro, pois certas cargas se juntam (agregam) ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vi­bração pesada, rancores, preocupa­ções, pen­samentos negativos, etc, tu­do isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem ao nosso campo eletromag­nético, bloqueando trans­missões energéticas. Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra o campo as­tral, mental e a aura, tornando-os no­va­mente “libertos” de tal peso para pro­duzirem  seu funcionamento normal.

Palmas: Se cadenciadas e ritma­das, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizada no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vi­brarem orde­nadamente, facilitando o tra­balho de reajus­tamento de seus pa­drões magnéticos.

Cantos: a Umbanda recorre aos can­­tos ritmados que  atuam sobre al­guns ple­xos, que reagem aumen­tando a velo­cidade de seus giros. Com isso, cap­tam muito mais energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Os pontos can­tados  são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um ter­reiro de Um­ban­da pela pri­mei­ra vez.  Os pontos canta­dos são, den­tro dos ri­­tuais, um dos aspec­tos mais im­por­tantes para se efetuar uma boa gira. São louvações e orações canta­das, para chegada  dos Orixás e guias, tam­bém para descarga e limpeza fluí­dica, bem como para a subida dos Orixás e guias. Um verdadeiro ponto cantado nos atin­ge lá den­tro do coração e da emo­ção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e firmeza desses pontos maravilhosos.

Atabaque: As vibrações sonoras têm o poder  de adormecer o emocional, estimulando a sensibilidade, modifi­can­do as irradiações  energéticas, atuando  sobre o padrão  vibratório do médium, após esta mudança o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo ele­tromagnético, igualando-se  ao padrão  e  fixando-o no mental de seu médium, direcionadamente. Em pouco tempo o médium, entra em sintonia magnética para a incor­poração. Existem vários tipos de toques: • suaves e cadenciados (renovação afetiva e amorosa); • vibrantes (descarrega); • sons alegres (predispostos ao bom humor)

Danças: A Umbanda recorrem  às “danças ri­tuais” pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e se concentram intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu en­volvimento mediúnico. Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se ligam de tal forma, que o espírito do médium fica adormecido, já que é paralisado momentanea­mente. No princípio, o médium sente ton­turas ou enjôos, mas estas reações cessam se a entrega for total e não houver tentativa de comandar os movi­mentos, já que seu mentor quem o comandará. Nada é por acaso. Se o ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças ritual, há todo um comando pelos senhores do alto dando amparo e sustentação.

Roupa Branca: O branco é a cor de Oxalá, que é o regente da Fé, da religiosidade dos seres da pureza, da humildade, da benevolência, da paciência da fraternidade da união e da caridade... O simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na apresentação do corpo mediúnico. Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau de médium, dele também se exige que purifique seu íntimo, reformule seus conceitos a respeito da religiosidade e porte-se de acordo com o que dele esperam os Orixás Sagrados, pois estes que o ampararão daí em diante. O fato é que a Umbanda como uma religião possui seus próprios rituais ,suas próprias característica, e suas práticas. Desenvolver a mediunidade não significa dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar alguém a assumir conscientemente o dom com o qual foi ungido. Saravá Umbanda! Um grande abraço.

ERVAS MÁGICAS

Este texto abaixo foi editado livremente por Marcel Oliveira
O UNIVERSO ARBÓREO DOS CELTAS

 
Se há uma cultura diretamente vinculada ao mundo vegetal, que faz do bosque seu templo e das árvores seus signos do zodíaco,esta é a do povo celta. Habitantes da Europa Central e Ocidental foram derrotados pelos exércitos romanos e confinados na Irlanda, Escócia e País de Gales. O mundo Celta era um mundo mágico que vivia sua magia como algo a mais da vida cotidiana. Desta forma, rios, arroios, passaros e, em especial, as àrvores eram motivos de oferendas.

Os rituais mais importantes estavam relacionados às mudanças das estações, isto é, solstícios, equinócios, tempos de colheita e plantio.
Seu calendário era especial: os dias eram contados a partir da noite e o ano era dividido em 13 meses lunares, divididos por sua vez em dois períodos, que coincidiam com o crescimento e o decrescimento da Lua. Esse ciclo Celta lunar também correspondia aos 13 signos do zodíaco Celta.

Cada mês era associado a uma árvore, cujas as características definiam tanto a personalidade das pessoas nascidas nesse período quanto a energia que imperava neste mês. De acordo com a tradição Celta, a ligação entre seres humanos e árvores era divina, ja que, para eles, foram as árvores que ajudaram Deus a criar o homem. E foi por essa tradição que os signos do Zodíaco Celta se transformaram em signos - arvores. Vejamos quais são....


(24 de dezembro a 20 de janeiro) Bich,Beth,Obeich, a Bétula


(21 de janeiro a 17 de fevereiro) Rowan, a Sorveira
(18 de fevereiro a 17 de março) Ash,Nion,Onuin , O Freixo
(18 de março a 14 de abril) Aldek,Fearn, O Amieiro
(15 de abril a 12 de maio) Willow,Salle , O Salgueiro
(13 de maio a 9 de junho) Hawthorn,Utah, O Espinheiro
(10 de junho a 7 de julho) Oak, Duir, o Carvalho
(8 de julho a 4 de agosto) Holly,Tinne, O Azavim
(5 de agosto a 1 de setembro) Hazel,Coll, a Aveleira
(2 a 29 de setembro) vine,Wine, a Videira
(30 de setembro a 27 de outubro) Ivy,Gort, A Hera
(28 de outubro a 24 de novembro) Reed,Ngetal, o Junco
(25 de novembro a 22 de dezembro) Elder,Ruis, o Sabugueiro
(23 de dezembro) Visco
 

SANTORIAL BOTANICO


As crenças em plantas divinas e árvores sagradas,presentes na cultura popular da Antiguidade,tentaram ser erradicadas com o Cristianismo. Porém, estavam tão arraigadas na mente dos homens que a igreja não pôde eliminá-las por completo e decidiu assimilar muitas delas. Por esse motivo são varias as ervas e árvores que foram colocadas sob a avocação de um santo,uma santa ou alguma virgem.

Essa tradição parte das próprias origens do Cristianismo,quando as perseguições as quais eram submetidos os primeiros cristãos lhes obrigaram a criar toda uma rica simbologia com a qual manifestavam sua Fé.


A simples leitura da Bíblia,especialmente os Salmos, o Cânticos dos Cânticos e as parábolas evangélicas, demonstra-nos como a metáfora vegetal foi amplamente usada.

SIMBOLISMO VEGETAL NAS CATEDRAIS

...A religião cristã utilizou, desde suas origens, o simbolismo associado ao mundo das plantas. A sociedade medieval tinha amplos conhecimentos em matéria vegetal, então era de se esperar que fosse deste reino que extaíssem os remédios medicinais para todos os tipos de doenças. Essa sabedoria popular foi utilizada pela igreja com um propósito duplo: fundamentar com base científica seu simbolismo e fazê-lo chegar com maior facilidade até o povo.

Entre as plantas esculpidas em monumentos românicos, um dos mais simbólicos da arte medieval, destaca-se o Acanto (acanthus mollis). símbolo de imortalidade na antiguidade clássica. O cristianismo se fixa nos pequenos espinhos desta planta para simbolizar assim o sofrimento do homem pelo pecado cometido e a sua consciência do mesmo.....

A samambaia também foi incluída nos programas iconográficos românicos com o propósito de aproximar a virtude da humildade do povo cristão,assim como a intenção dupla de afastar o mal dos lugares sagrados e recordar ao Cristianismo a vulnerabilidade perante suas ações........

A palmeira é símbolo de inumeras culturas pagãs e , como não podia ser de outra maneira, esse caráter simbólico foi adotado pelo cristianismo.Dessa forma, a palmeira transformou-se na árvore do Paraíso por excelência e assim aparece representada na vasta iconografia cristã medieval......


 

Os Homens Verdes

 
Com este nome alcunhado pela primeira vez em 1939 por Lady Raglan, tem-se conhecimento de algumas imagens típicas de igrejas medievais,caracterizadas por representar rostos humanos de cujas bocas,narizes e orelhas saem folhas. Trata-se de uma representação de origem antiquíssima, claramente pagã, mas que,como se pode ver em outros casos,foi adotada pelo Cristianismo,ressurgindo com força no simbolismo às catedrais medievais....essas cabeças foliadas têm sua origem nas culturas celtas e pré-cristãs européias, embora também tenham sido encontrados exemplos caracteristicos em diversas culturas orientais. Acredita-se que simbolizavam a fertilidade e a regeneração,o ciclo natural da vida,e, como tal,foram adotadas pela igreja cristã.


 

Plantas Mestras

 
Na segunda metade do século XX, foi adotada uma nova terminologia associada ao mundo mágico das plantas. tratava das chamadas plantas mestras,aquelas que ajudavam na adivinhação dos Xamãs para o tratamento e diagnóstico das doenças.O colombiano nascido na região amazônica Luis Eduardo Luna,doutor pelo instituto de Religiões Comparadas da Universidade de Estocomo e autor de vários livros específicos sobre o assunto,foi quem primeiro utilizou esse nome.Ele pegou o termo dos indígenas da Amazônia peruana,que agiram como seus informantes nos estudos antropológicos realizados na região.

As plantas mestras também se denominam enteógenas , de en theos genos , o mesmo que engendrar o Deus ou gerar o Divino dentro de si.Por que este nome? Enteógeno é um termo que surge como uma alternativa a palavras como alucinógeno,psicodélico,narcótico,para indicar que todas essas plantas que compartilham características semelhantes estavam vinculadas,nas sociedades tradicionais ao sagrado. As sociedades primitivas amazônicas,siberianas e europeias,as tribos originárias de cada continente,utilizavam essas plantas como um meio para alcançar um conhecimento de si mesmas e do mundo que as rodeava.
 Textos e partes de textos extraídos do livro “Historia das Ervas Mágicas Medicinais”. Mar Rey Bueno - Ed. Madras. www.madras.com.br
 Como vimos,o mundo vegetal alcançou toda a humanidade seja em qual aspecto for ou através da ciência da manipulação das ervas para medicamentos, conhecimentos de ervas comestíveis para a melhora das funções do corpo, conhecimento das ervas através da magia para praticamente todos os fins, uso do universo vegetal como símbolo de diversas religiões para exemplificar um sentimento ou comportamento. Enfim,a importância do mundo vegetal em nossas vidas desde um simples chá até os mais sofisticados medicamentos,o elemento vegetal esta presente.

Uma alimentação saudável é quase que exclusivamente feita através do "mundo vegetal".Verduras, legumes, frutas, cereais, sementes, raízes, flores.... sem esses alimentos básicos à nossa mesa, com certeza não seríamos capazes de nos sustentar energeticamente e mais,não teríamos as vitaminas necessárias para a saúde do corpo e da mente.

Mas o que tudo isso tem a ver com a Magia Divina das Sete Ervas Sagradas?

Você , que veio aqui hoje com o propósito de se tornar um Mago das Sete Ervas Sagradas, tem que ter a consciência de que o mundo vegetal é um mundo fundamental para a vida neste e em outros planos da Criação de Deus.

Vamos ter uma ferramenta em mãos e poderemos ativar magisticamente qualquer elemento vegetal para que possamos fazer um trabalho mágico sem igual no reino vegetal para , diversos fins.

Peço a todos muita dedicação e estudo nesta pequena jornada de conhecimentos e iniciações onde, se você se dedicar e realmente se colocar como um Instrumento De Deus, da Lei Maior e da Justiça Divina, terá um alcance infinito de possibilidades em seu trabalho mágico.


Lembre-se:

Magia é o ato de manipular e ativar poderes Divinos para nosso benefício e para o benefício de todos os que nos procuram.


Bons estudos.
Marcel Oliveira.

Ainda dá tempo de participar do Curso de Magia Divina das Sete Chamas Sagradas

Aos Domingos, Próximo ao Metrô Saúde – São Paulo – SP

Os interessados devem ligar para (11) 5072-2112 / 3441-9637



ERVAS MÁGICAS – Parte 01

Texto editado livremente por Marcel Oliveira

Pesquisa dedicada aos alunos que vão iniciar Magia das Ervas neste Domingo.

Este texto não faz parte da “Magia das Ervas” mas serve como anexo para se ter

Uma idéia do uso ritual, simbólico, magistico, religioso e milenar das ervas e vegetais em geral...

Com a chegada do Renascimento, diversos monarcas, príncipes e poderosos encomendaram a construção de jardins fastuosos, anexos às suas casas. A paixão pela natureza, o conhecimento do mundo vegetal e o acúmulo de plantas exóticas vindas dos confins do mundo não foram, contudo, as únicas razões que levaram a tal tarefa jardineira.

Tomemos como exemplo o jardim de Bomarzo, mandado construir por Vicino Orsini nas redondezas de Viterbo, um bosque iniciático onde a presença de figuras mitológicas recriava todo um significado simbólico que, ainda hoje, é objeto de interesse de muitos estudiosos. Ou o jardim que Felipe II mandou construir em Aranjuez, exemplo máximo de urbanismo paisagístico, que serviram, desde o início de sua construção, como depósito de matérias-primas necessárias para a elaboração de quinta-essências e elixires medicinais, fabricados com técnicas alquímicas graças ao trabalho de experientes jardineiros, destiladores e herboristas.

Este duplo significado do mundo vegetal, praticamente perdido na atualidade, foi moeda de uso corrente entre os homens, de todas as épocas, que buscavam na natureza signos e sinais do mágico, do misterioso, do oculto....

OS ENSINAMENTOS DO CENTAURO QUÍRON

Plínio, o grande enciclopedista romano da Antiguidade, conta que o Centauro Quíron foi o primeiro herborista e boticário da humanidade. Esse ser mitológico, metade homem metade cavalo, ficou famoso por seu conhecimento das propriedades medicinais das plantas. Diz a lenda que Apolo lhe confiou a educação de seu próprio filho, Asclépio, o deus da medicina. Desta maneira a humanidade recebeu dos deuses o conhecimento das propriedades medicinais das plantas.


O estudo das propriedades curativas das plantas se perde nas brumas do tempo. Um dos primeiros escritos sobre o tema é chamado Papiro Ebers, com mais de 3.500 anos de Antiguidade. Denominado assim pelo seu tradutor, o egiptólogo George Moritz Ebers, foi encontrado na cidade de Luxor. Trata-se do mais importante escrito sobre a medicina egípcia, no qual se pode identificar cerca de 150 plantas de utilidade terapêutica.

Os primeiros estudos dedicados exclusivamente ao mundo vegetal devem-se a Teofrasto (372-288 a.C), discípulo de Aristóteles e autor de duas grandes obras. A primeira, intitulada De história plantarum, reunia em nove volumes tudo sobre morfologia, descrição, classificação, geobotânica e farmacognosia das plantas conhecidas pelos gregos antigos.

A segunda, De causis plantarum, constava de seis volumes e tratava de temas referentes á germinação, ao desenvolvimento, ao florescimento, á frutificação e até mesmo á proliferação.

Imprescindível também foi a obra do enciclopedista romano Plínio (23-79), único autor do Império Romano que se destacou por sua importância na área da botãnica. Ele escreveu uma enciclopédia chamada Naturalis história, composta de 37 volumes, a metade dos quais dedicada a botânica. Compilou todo o saber de seu tempo, no total, cerca de 2 mil escritos de autores gregos e romanos. Qualquer referência aos usos, costumes e lendas sobre plantas na Antiguidade passa, inexoravelmente, pela consulta do sábio Plínio.

No ano de 78 o viajante Dioscódires, cirurgião dos exércitos de Nero, publicou De materia medica, que se tornaria a bíblia das plantas medicinais para todos os médicos, boticários e amantes da natureza nos 1500 anos seguintes. Em suas viagens Dioscódires percorreu boa parte da região mediterrânea,anotando e recolhendo informações sobre plantas medicinais.....

A chegada dos espanhóis à América significou um novo marco no particular mundo das plantas.Desde as primeiras viagens de Colombo, manifestou-se o intercâmbio cultural entre dois mundos, o Velho e o "Novo", que tinham muito a compartilhar..... Foram publicadas inúmeras obras destinadas a descrever novas plantas alimentícias, alucinógenas e medicinais.Dessa forma, o espectro mágico do mundo vegetal aumentou consideravelmente.

O momento seguinte, destacado na história das plantas, ocorreu no século XVIII, quando o médico suéco Carl V. Linné (1707-1778) sistematizou os reinos vegetal e animal, organizando-os em famílias, e deu a cada planta um nome específico, em latim, o que ajudou na sua identificação universal.

Fonte de Pesquisa: Livro Historia das Ervas Magicas Medicinais. Mar Rey Bueno – Editora Madras www.madras.com.br




EXUS

Exus: eles merecem nosso respeito.

Nos Meses de junho, julho e agosto, em muitos terreiros de Umbanda comemoramos o Orixá Exu e os Guias Exus (e também Pombogiras), em decorrência do sincretismo Afro Católico, na associação de Exu (Orixá) a Santo Antônio. Mas nem sempre foi assim, Exu já foi associado a um outro personagem do contexto religioso Cristão...
Particularmente gostaria de prestar uma homenagem a esse maravilhoso Orixá e aos Guias que vêm em sua energia, com um artigo um pouco diferente, que é um pedido de desculpas, uma "mea culpa" em face a uma falácia que vem se arrastando à séculos e que criou um grande estigma ao Orixá Exu e aos Guias Exus/Pombogiras. Na realidade existe uma grande dívida por parte da Umbanda e por outras correntes da religiosidade Afro Brasileira para com Exu, que foi a sua demonização.
Hoje algumas correntes religiosas Cristãs Protestantes demonizam os Exus e Pombogiras , mas isso, essa demonização, é algo que vem de um passado não muito distante. Teve início com os missionários Católicos na África do séc. XVI-XVII, se propagou no Brasil colonial, deu continuidade no seio da própria religiosidade Afro Brasileira e acabou sendo adotada e estimulada por uma parte da própria Umbanda. Ou seja, quem deu continuidade e acabou estimulando a demonização tanto do Orixá, como dos Guias Exus, fomos nós mesmos.
O processo se iniciou na África com os missionários Católicos que demonizaram as divindades dos negros africanos que, posteriormente, seriam utilizados como escravos nas Américas, colônias.

Os negros que vieram para o Brasil foram aculturados pelos representantes da Igreja que tinham por missão a conversão e submissão dos escravos negros.

Só que ao criar a figura do Demônio nas divindades Africanas, particularmente em Exu, o medo do Demônio também atingiu aos crédulos da própria Igreja e os senhores de escravos.

Então, o que se iniciou em um processo de Demonização e conversão dos negros escravos, acabou sendo uma arma que esses próprios negros poderiam usar contra a credulidade dos brancos. O que começou como Demonização, acabou se tornando uma proteção pelo medo.



No século XIX, onde a manifestação seja do Orixá Exu, seja dos Guias Exus, causavam medo aos senhores de escravos e aos outros brancos escravocratas. Seja em decorrente a sua maneira de ser (irreverente, brincalham, astuto … ), seja na forma pela qual se manifestava em seus médiuns, seja pelas suas cores (preto e vermelho), seus instrumentos (o opa ogo - falo, ou o tridente - arma dada por Yemanjá a Exu) etc. Que foram associadas ao Demônio Judaico-Cristão.
Em decorrência desse medo e dessas associações, houve uma correlação errada de Exu (Orixá) e depois aos Exus Guias, como sendo o Diabo ou a personificação do Diabo.
Se dentro do sincretismo Afro Católico utilizado por uma grande parte da Umbanda e inicialmente nos Candomblés, Oxalá era Jesus Cristo, acabou a Exu a figura do Diabo, do Satanás, do Demônio.
Nas décadas iniciais do século XX, vários escritores Umbandistas, levados por essa falácia do passado e por um hábito visto dentro de vários terreiros, que viam e tratavam os Exus como sendo Diabos, fomentaram e divulgaram livros com a associação de Exu-Diabo: “... Segundo a tábua umbandista de correspondência Exu-diabo, a entidade suprema da "esquerda" é o Diabo Maioral, ou Exu Sombra, que só raramente se manifesta no transe ritual. Ele tem como generais: Exu Marabô ou diabo Put Satanaika, Exu Mangueira ou diabo Agalieraps, Exu-Mor ou diabo Belzebu, Exu Rei das Sete Encruzilhadas ou diabo Astaroth, Exu Tranca Rua ou diabo Tarchimache, Exu Veludo ou diabo Sagathana, Exu Tiriri ou diabo Fleuruty, Exu dos Rios ou diabo Nesbiros e Exu Calunga ou diabo Syrach ...” (PRANDI, Reginaldo - Exu, de mensageiro a diabo. Sincretismo católico e demonização do orixá Exu , Publicado na Revista USP, JUN/JUL/ADO, 2001).
Aproximadamente na década de 70 do séc. XX começa uma processo chamado de africanização ou dessincretização que, inicialmente, começa nos Candomblés e, mais tarde, acaba atingindo também a Umbanda. Esse processo é um processo de identidade ou busca de uma identidade e vai rompendo, gradativamente, com o sincretismo religioso Afro Católico dentro dos terreiros. Também vai levando a uma valorização dos Orixás como Orixás e suas reais características e uma repulsa a visão de Exu (O Orixá) como o Demônio. Exu assume seu papel de mensageiro, de ligação, entre o Céu e a Terra, entre os Orixás e os Seres Humanos. Paralelamente a isso, começa também a existir na Umbanda um confronto entre a visão de Exu (seja o Orixá, sejam os Guias Exus) como Diabos e a visão de Exu como um mensageiro, guarda, orientador, senhor dos caminhos, um lutador contra as forças do mal.
Médiuns que entraram na Umbanda nas décadas de 80 e 90 do século XX começam a contestar e seus Guias Exus também começam a propagar uma revisão de conceitos e a desconstruir a imagem de Exu como Diabo.
Escritores de uma nova geração até passam a usar o nome “Guardiões” para se dirigirem aos Exus, de tão desgastada que estava essa denominação.
Começa também a haver uma rejeição as imagens tortas, com chifres e rabos, com partes animais e humanas, formas desnudas ou obscenas, e uma humanização em forma e beleza para novas imagens que representem essas entidades.
É claro que tudo isso é um processo lento e muito ainda temos que caminhar para apagar essa visão errada e grotesca que foi atribuída aos Exus.

Sabemos que, ainda hoje, existem terreiros que mantêm a visão de Exus como Diabos e mexem com o psique dos médiuns e das próprias entidades (infelizmente a internet está recheada de vídeos, fotos e imagens de Exus como Diabos).


O interessante é que a internet, da mesma maneira que mostra essas aberrações (de Exus como Diabos) também mostra o movimento de dessatanização dos Exus, onde podemos encontrar vários sites falando que Exu não é o Diabo e condenando aqueles que mostram os Exus dessa maneira (procurar no www.google.com.br, chave de procura: "exu" "diabo").
O fato é que ainda temos muito a percorrer devido a essa mácula, a essa forma bizarra e ignorante que limitou e prejudicou muitas pessoas e até Guias, nessa associação dos Exus com o Diabo.
É certo que hoje existem setores fundamentalistas de outras religiões que usam livremente essa associação, Exu é Satanás, com o intuito de demonizar a Umbanda e o Candomblé. Entretanto sabemos que isso não é verdade, Exu não é e nunca foi o Diabo, mas temos ainda, dentro do meio das religiões Afro Brasileiras, maus exemplos e sacerdotes e médiuns que ainda trazem essa visão errada e bizarra (basta ler os classificados de certos jornais de grande circulação, alguns postes e muros pelas cidades brasileiras), contribuindo negativamente para a imagem da Umbanda e do Candomblé. O triste é que temos que, externamente, mostrar que nossas crenças (sejamos Umbandistas ou Candomblecistas) nada têm de demoníacas, fazendo entender as pessoas que trabalhamos, como qualquer religião, para o bem e para o crescimento dos seres humanos; e, internamente, temos que lutar contra uma ignorância ainda existente que mostra um lado errôneo e bizarro que não faz parte de nossas crenças, ritos, fundamentos e doutrinas.
Exu é vida, é alegria, é bom humor, é justo, reto, é mensageiro, é pensamento, é responsabilidade, é o guarda, o guardião, o “cumpadre”, é sensualidade, é fertilidade, é um grande amigo que merece ser respeitado em sua dignidade, na luz que carrega, em nome da força dos Orixás.
A Exu Orixá e a todos os Guias Exus e Pombogiras: Omo juba, Exu! Laroyê, Exu!

Bibliografia

ALVA, António de - O Livro dos Exus - Rio de Janeiro, Ed. ECO, sd.
FONTENELLE, Aluizio. Exu. Rio de Janeiro, Espiritualista, 1952.
NEGRÃO, Lísias Nogueira. (1973) Umbanda e questão moral: formação e atu-
alidade do campo umbandista em São Paulo. São Paulo. Tese de
livre-docência. FFLCH-USP.
_____ - Umbanda: Entre a Cruz e a Encruzilhada. São Paulo, EDUSP, 1996.
NETO, F. Rivas - Exu - O Grande Arcano - São Paulo, Ed. Icone, 1993.
ORTIZ, Renato - A morte branca do feiticeiro negro. São Paulo, Brasiliense, 1999.
PRANDI, Reginaldo - Herdeiras do Axé. São Paulo, Hucitec, 1996, Capítulo IV, pp. 139-164 (“Pombagira e as faces inconfessas do Brasil”: http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_26/rbcs26_07.htm).
_____ - Exu, de mensageiro a diabo. Sincretismo católico e demonização do orixá Exu , Publicado na Revista USP, JUN/JUL/ADO, 2001.
Saraceni, Rubens - “Livro de Exu: o mistério revelado” – São Paulo, Madras, 2006.





Falando de vida após a morte

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Escrito por Victor Rebelo   

 

 

Este é o título de um dos livros do pesquisador e projetor extrafísico Wagner Borges, cuja proposta é nos auxiliar a superar a dor de uma perda

Wagner, este já é o seu décimo-primeiro livro. Qual é o foco desta vez?

Wagner Borges: Eu produzi esse livro para ajudar as pessoas que perderam entes queridos pela morte. Mas não fiz isso de forma religiosa ou de consolação, não. O meu intuito foi o de “levantar o clima” dos leitores – para ajudá-los na superação do momento difícil de uma perda. Então, dei aos textos uma abordagem bem humana, falando direto ao coração, mas, ao mesmo tempo, chamando para o discernimento de que sempre é preciso voltar a viver.

Qual é a maior dificuldade dos espiritualistas, com relação a perda de um ente querido? O conhecimento da imortalidade da alma não deveria servir de apoio para a pessoa?

Sim, deveria. Mas há um problema: para a maioria, é tudo questão de teoria espiritual, não de vivência. Se o conhecimento fica preso na mente, só como informação armazenada na memória fria, pode não aquecer o coração e nem se tornar atitude prática. Na verdade, a maioria tem crença nisso ou naquilo, mas não tem certeza, o que é bem diferente. E é por isso que vemos tantos estudantes espirituais chorando mais do que o pessoal materialista. Inclusive, diante da dor de uma perda, há alguns que até mesmo renegam a própria espiritualidade, como se não estivessem sujeitos às provas do caminho, como todos.

E eu não estou dizendo aqui que as pessoas não podem sentir saudades dos seus amados; muito pelo contrário. Contudo, no caso de espiritualistas em geral, eles têm recursos conscienciais advindos dos próprios estudos que realizam. Por isso, podem trabalhar em si mesmos a questão de perda e, com o tempo – mais atenção, discernimento e amor real –, até mesmo compreenderem o jogo da vida e sua transitoriedade nesse plano físico.

Como ensinava o mestre Krishna na antiga Índia, “O espírito não nasce nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis – é eterno. O fogo não pode queimá-lo, nem a água pode molhá-lo. Nenhuma arma pode matá-lo, pois o princípio espiritual é imperecível.”

Sua abordagem é totalmente universalista. Como é, para você, trabalhar de forma mais aberta, sem se limitar a uma religião específica?

É muito legal, pois o próprio plano espiritual também é assim. Os mentores extrafísicos ajudam a todos, sempre de forma incondicional e eclética. E com uma abordagem não doutrinária e mais despojada, pode-se chegar a um número maior de pessoas, de várias áreas e tendências e, ao mesmo tempo, sem deixar de falar dos temas espirituais e suas correlações conscienciais.

Os meus amigos espirituais sempre me orientaram a raciocinar de forma ampla, levando em consideração o conjunto das coisas, e não a minha opinião particular. Então, faço uma mescla sadia e equilibrada de tudo que estudo na espiritualidade – desde a sabedoria do antigo Oriente até a modernidade do Ocidente –, e acrescento no meu coração... E deixo o Amor falar por mim.

Você conta suas experiências fora do corpo (projeção astral) de encontros com recém-desencarnados ou com espíritos que sofrem, não pela “morte” em si, mas pela dor dos parentes encarnados?

Ah, sim. Isso é muito comum. O problema é que a família sofre com a perda do ente querido e jamais se preparou para essa possibilidade. E, aí, as pessoas projetam formas-pensamento bem densas e carregadas de emoções conflitantes. E, muitas vezes, essas formas mentais – ideoplásticas, ou seja, dotadas de alta plasticidade –, envolvem o corpo espiritual (corpo astral, perispírito, psicossoma) do espírito desencarnado, causando-lhe desconforto psíquico e emaranhando-o em energias viscosas. Inclusive, isso acarreta mais trabalho aos benfeitores espirituais que estão ajudando-o nesse desprendimento final.

Se as pessoas projetassem energias sadias (pela prece, por mantras, ou pela música inspirada, ou mesmo pela simples irradiação consciente de formas-pensamento virtuosas e cheias de amor e compreensão), isso ajudaria no desprendimento do espírito e também em sua volta para a pátria espiritual, lá na “Casa das Estrelas”.

Mas, para isso, é preciso compreensão e consciência das coisas. Todos partirão em algum momento da vida, e isso não é crença, é fato. Então, é preciso abordar essa questão de frente, inclusive, para saber como lidar com isso na hora necessária.

Ao longo dos anos, seja como médium nas sessões de desobsessão ou nas viagens para fora do corpo físico, tenho visto e participado de diversos trabalhos de assistência espiritual, onde, junto com os amparadores extrafísicos, tenho projetado passes energéticos e soltado muitos espíritos apegados aos seus parentes.

E penso que as pessoas poderiam trabalhar melhor suas perdas, para evitar esses percalços espirituais. E esse é um dos motivos que me levaram a publicar um livro voltado diretamente para essas questões da imortalidade da consciência.

Você poderia nos contar um caso?

Claro. Aliás, é um caso de família.

Quando minha avó partiu, ela tinha 86 anos e estava senil. E ficou agarrada espiritualmente na aura de minha mãe. Ela sabia que estava desencarnada, mas não admitia sair do seu cantinho e se escorava energeticamente na minha mãe, que ficou irritadiça e fora do seu jeito normal de ser. Aí, junto de meus amigos espirituais, numa saída do corpo durante o sono, soltamos ela. E não é que a velhinha ficou danada comigo e me xingando? Ela me dizia que eu era o seu pior neto, pois eu estava tirando-a de sua casa. Com o tempo, ela melhorou e voltou a ficar lúcida do “lado de lá”.

Outro dia, estive projetado fora do corpo num grande cemitério aqui de São Paulo. Já despertei projetado naquele ambiente, com a sensação de ter sido deixado ali por mãos invisíveis. Isso é muito comum: você se deita e dorme – e, quando desperta, já está fora do corpo em algum lugar, levado pelos mentores espirituais.

Então, eu estava ali, flutuando por cima das tumbas, solto na noite... Foi quando eu vi algo brilhando, num dos cantos do cemitério, junto a uma das paredes.

Aproximei-me e vi que se tratava de uma grande massa de energia que pairava no ar, há cerca de uns dois metros acima do solo. Era pulsante e trazia uma sensação boa, muito aconchegante. Metade dela tinha a cor amarela vibrante, e a outra metade era de cor rosada e pacífica. E a mescla dessas duas cores ali me trazia uma sensação reconfortante. E eu sabia que o amarelo era a cor da inteligência (concentração, vivacidade mental, clareza de pensamento), e o rosa era a cor dos sentimentos altos (amor, serenidade afetiva, generosidade).

Pensei: “Para uma manifestação extrafísica dessas, com essa qualidade, provavelmente passou por aqui um Ser de Luz e irradiou energias maravilhosas pelo ambiente.”

No entanto, logo a seguir, surgiu um dos amparadores espirituais à minha frente, e me disse, mentalmente: “Não é nada disso que você estava pensando. Essa massa de energia veio das preces que às pessoas fizeram na intenção de seus entes queridos que já partiram. O amarelo é da concentração de várias delas; e o rosa é a expressão do amor delas por seus pares. E, para que essas energias não se dispersassem, nós as agregamos aqui nesse cantinho, para, posteriormente, levá-las ao plano espiritual e distribuirmos. Há um serviço específico só para isso, que localiza a assinatura energética do espírito e direciona às vibrações sadias dos seus amados até eles.”

Surpreso, perguntei-lhe: “E por que vocês precisam fazer isso?”

E ele me respondeu: “O pessoal envia as preces para cá, para o cemitério, que é a referência espacial deles, visual e afetiva. Em lugar de pensar diretamente em seus amados, nos planos extrafísicos, suas mentes associam suas energias, inconscientemente, com os túmulos onde enterraram os despojos físicos. E, aí, se não houvesse nossa intervenção, essas energias impregnariam os cadáveres de luz – e como eles são elementos em dissolução no seio da Terra, não precisam disso. E essas vibrações benéficas se desperdiçariam inutilmente. Então, juntamos as mesmas e depois as levamos para sua correta distribuição.”

Diante da explicação dele, confesso que ri e não pude conter um pensamento: “Caramba! O pessoal está enviando as preces com o CEP errado. Era para essa massa de luz estar lá em cima, na ‘Casa das Estrelas’, e não aqui, pairando acima das tumbas.”

Que coisa estranha: as pessoas pensam nos seres amados, mas projetam as energias para os cadáveres. Elas amam, isso é fato (e aquelas energias amarelas e rosadas comprovam isso), mas, com um pouquinho de discernimento espiritual, poderiam direcionar melhor os seus sentimentos. Ou seja, em lugar de mandar a luz para cá, saber enviá-la diretamente, por entre os planos, à consciência de seus entes queridos, de coração a coração, nas ondas do amor sereno...

Como ensinava o querido Jesus, “há muitas moradas na Casa do Pai Celestial”. E, com certeza, essas moradas não são debaixo de sete palmos de terra.

Entrevista publicada na Revista Cristã de Espiritismo, edição 106.
Reallizada por Victor Rebelo.
Ao reproduzir o texto, é obrigatório citar o autor e a fonte.

Dica de leitura



Falando de Vida Após a Morte



Autor: Wagner Borges

Páginas: 209

Wagner Borges, o qual tem grande vivência e experiência na trilha da espiritualidade, oferece neste livro, esclarecimento espiritual a respeito das questões que envolvem a perda de alguém e da administração sadia dessa experiência. Nada de pêsames e dramas na abordagem dos temas. Em lugar disso, boas doses de discernimento e consciência, voltados para o raciocínio coerente.

O autor organizou este livro de uma forma que poderá ajudar a clarear as veredas escuras da dor da perda, além de proporcionar excelente aprendizado no contexto do esclarecimento espiritual.

Neste livro apresento desde comunicações espirituais recebidas em diversas ocasiões (assinaladas, ao fim de cada uma, com a autoria espiritual específica), até mensagens que eu mesmo elaborei, além de alguns trechos extraídos de outras fontes.

A abordagem é espiritualista e aberta, sem pender para qualquer doutrina específica, tratando do assunto com aquela espiritualidade simples e clara, típica das consciências livres, que ousam raciocinar por si mesmas.

Com o lançamento deste livro, espero ajudar as pessoas que perderam entes queridos. Gostaria de vê-las sorrir e ser produtivas novamente, dentro de seus contextos de vida. Sei que isso depende do nível consciencial de cada um, mas também sei que é preciso superar a dor e seguir em frente..







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