Juiz ou Salvador?



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Encontro01.08.2016
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Q1204: Juiz ou Salvador?
A Quaresma é um tempo oportuno para purificar idéias

e atitudes de nossa vida cristã. Muitas vezes somos levados

a ter de Deus a imagem de um juiz severo e castigador...

Será essa a verdadeira imagem de Deus que devemos ter?


A Bíblia tem uma imagem bem diferente:

- Um Deus Criador e Amigo... que dialoga com Adão...

- Um Deus que faz uma Aliança de amizade com o seu povo...

- Um Deus-conosco ("Emanuel")... que caminha com o povo...

- Um Deus que liberta... e salva...

- Um Deus misericordioso, que perdoa...

- Um Deus Pai... sempre disposto a acolher o filho pródigo...

O castigo é um remédio extremo para que se arrependa e volte à amizade.


A 1a leitura revela a Justiça e a Misericórdia de Deus

no tempo do exílio e da libertação. (2Cr 36,14-16.19-23)


É um resumo da História da Salvação, em três momentos:

O Pecado do homem, o Castigo e o Perdão de Deus.

O Povo foi infiel à Aliança. Por isso, Jerusalém foi destruída e

sua elite foi deportada para a Babilônia.

Mas Deus não abandona o povo, apesar das infidelidades.

O povo arrependido voltou seu coração para Deus e

Deus o conduziu de volta à sua terra.

Deus é mais misericórdia, do que justiça...

Na 2a Leitura Paulo afirma que Deus é rico em misericórdia (Ef 2,4-10).
Por isso, à situação pecadora do homem, Deus responde com a sua graça.

O amor salvador e libertador de Deus é incondicional e atinge o homem,

mesmo quando ele continua a percorrer os caminhos de pecado e de morte.

Somos sempre filhos amados, a quem Deus oferece a vida plena, a salvação.


No Evangelho, Jesus se revela como Salvador e não Juiz (Jo 3,14-23).
É a conclusão do diálogo de Jesus com NICODEMOS,

que nas "trevas da noite", vem falar com Jesus à procura de "Luz".

No final, descreve o projeto de Salvação de Deus:

"Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu próprio filho e

este não veio para julgar o mundo, mas para salvá-lo".
No deserto, os hebreus olhavam para a serpente

levantada por Moisés como sinal de cura e libertação.

Faz lembrar a cruz onde foi levantado o Filho do homem.

Da Cruz de Jesus brota a vida e a saúde para toda a terra.

Ao olhar com fé para esse sinal, ficamos curados...

O texto nos convida a contemplar uma História maravilhosa:

O Amor de Deus oferece ao homem vida plena e definitva.

Aos homens compete aceitar ou não o dom de Deus.

Jesus não veio condenar e excluir ninguém da salvação.

Ele é a luz divina enviada ao mundo para mostrar

o caminho da verdade e da vida que conduz a Deus.

As pessoas podem rejeitar Jesus e sua missão,

permanecendo nas trevas do egoísmo, rejeitando Jesus e sua missão;

ou então aceitar Jesus e seguir seu projeto,

deixando-se envolver pela luz da fé e da salvação.


João define o caminho para chegar à vida eterna:

CRER EM JESUS:

- Não é uma mera adesão intelectual a umas verdades

mas acolher JESUS enviado pelo amor do Pai para salvar os homens.

- É escutar Jesus, acolher a sua mensagem e segui-lo nesse caminho.

- É deixar as trevas e caminhar para a Luz… É aceitar essa Luz...

Isso supõe desfazer-se de muitos projetos pessoais.
E o julgamento final como fica?

Muitos imaginam um Deus severo,

que vai analisar tudo com rigor até os mínimos detalhes.

Seria então Ele um Pai, que ama os bons e os maus, como ensinou Jesus?


- Segundo São João, o julgamento não é pronunciado por Deus,

mas pela escolha que cada um faz diante da Luz de Cristo.



"Quem nele crê, não é condenado.

Mas quem não crê, já está condenado...

A Luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas."
Por isso, a decisão no julgamento:

- não é propriamente Deus que faz... somos nós que escolhemos...

- não é apenas no fim do mundo, mas é aqui e agora.

Cada instante da vida é tempo de salvação ou de condenação...


Salvam-se os que praticam a Verdade e se aproximam da "Luz".

Condenam-se os que praticam o mal e preferem as "trevas".

A salvação é um dom gratuito de Deus oferecido a todos...

Tudo depende da nossa aceitação ou não à proposta de Cristo.


Cristo quer ser o nosso Salvador, não o nosso Juiz...

Qual será a nossa escolha? Preferimos a Luz ou as Trevas?


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 18-03.2012


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