Juventude abrahãO, Maria Helena Menna Barreto. As relações educação e trabalho na escola do “não-trabalho”



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Inscrições murais : um novo grafismo. Niterói, 1985. 122 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal Fluminense.

ORIENTADOR(A): MOYSÉS, Lúcia Maria Moraes.
DESCRIÇAO:

Busca encontrar respostas explicativas para o grafismo em questão, identificando as características dos autores destas práticas, além de apresentar propostas de reflexão que venham a contribuir para que a escola adote uma atitude de compreensão e ajuda a esses jovens, em particular, e por extensão da ação, a todos os jovens.


METODOLOGIA:

Primeiramente foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 15 sujeitos, de 11 a 23 anos - grafiteiros e ex-grafiteiros, moradores da cidade do Rio de Janeiro e de Niterói. Em segundo lugar, foi realizado questionários com 13 não-pichadores de 13 a 21 anos, de ambos os sexos, estudantes e residentes da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Os dados levantados no depoimento deste grupo de jovens foram englobados em três categorias gerais: a primeira que se referiu a sua caracterização, a segunda que buscou identificar o perfil que eles têm dos grafiteiros e a terceira que objetivou apontar sua visão sobre a sociedade adulta. Já os depoimentos dos jovens grafiteiros e ex-grafiteiros foram divididos em quatro grandes títulos: O ator da cena - grafiteiro de rua; o ator de cena e o grupo (elenco de pichadores); a sociedade, a repressão e as situações limites; o grafiteiro, a sociedade e a escola.


CONTEÚDO:

Pretendeu-se evidenciar, mediante o estudo da fala dos pichadores de rua, a existência de motivos que induzem os adolescentes a praticarem o ato. Foram correlacionados aspectos identificatórios, marcantes do comportamento dos adolescentes pichadores, e as características da adolescência dita "normal". Os dados foram obtidos através de entrevistas semi-estruturadas para proceder-se qualitativamente as análises das informações. Em um trabalho que se caracterizou como estudo de caso, foram fixados três objetivos: encontrar respostas explicativas para este grafismo; identificar as características desses autores; apresentar propostas de reflexão que venham a contribuir para que a escola adote uma atitude de compreensão e ajuda aos jovens. Com base nos resultados obtidos, pode se afirmar que a prática do grafiterismo encerra, em seus aspectos, "ritos de iniciação" do jovem na busca de uma identidade auto-assumida, necessária a si mesmo e como ser no mundo, e que a escola não pode permanecer insensível a estas manifestações, sob o risco de perder sua própria função educativa e libertadora.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Concluiu-se que os conflitos e mudanças provocam manifestações de reação nos adolescentes, como o grafite e que o adolescente recebe estas influências em razão do estágio psicossocial que o envolve. A busca de identidade em alguns jovens se faz desordenada e angustiante e como mecanismo compensatório ele lança mão do grafismo. Os jovens tem a necessidade de construir, dominar e ampliar seu espaço, encontrando na pichação um campo favorável para isto, sendo que o grafite representa uma das suas formas de expressão. O sentimento de estar a margem da sociedade pode levar o jovem a prática de atividades delituosas e a assumir uma identidade negativa, pois o desejo de independência e o incômodo da autoridade podem levar o jovem ao desafio. A rua é para o pichador o palco cambiante e variado de seus atos, onde ele exercita diferentes papéis sociais entre seus pares; a pichação, por ser uma atividade onde inexistem regras, serve como elemento redutor de tensões. O ato de grafitar é para alguns um jogo simbólico que oferece condições compensatórias, liberadoras de energia e conflitos emocionais, além dos grafites funcionarem como disfarces de sua identidade, onde podem experimentar várias máscaras, até vir a assumir sua singularidade. Propõe, para a pesquisa educacional, analisar como os jovens das camadas populares realizam o seu processo de identificação na busca de uma identidade auto-assumida. Para educadores e profissionais da área indica que devem buscar alternativas da prática pedagógica (criativas e instigadoras) que atentem para a clientela que compõe o alunado, proporcionando aos jovens oportunidades para participar efetivamente na construção e elaboração de projetos comunitários. Para autoridades e sociedade recomenda proporcionar aos jovens atividades variadas, que lhe sejam significativas, ensejando a oportunidade de ouvi-los e evitando-se assim a adoção de pautas inadequadas de comportamento. E, finalmente, para os pais recomenda aceitar as formas variadas de rebeldia e não ridicularizar ou caricaturar as atitudes inadequadas de seus filhos.


Inclui bibliografia.

ALVES, Sandra Maria da Cunha. Características dos estudantes do matutino e do noturno do Ciclo Básico da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 1984. 124 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

ORIENTADOR(A): MALUFE, José Roberto .
DESCRIÇÃO:

Busca investigar as características que diferenciam os estudantes do noturno e do matutino do Ciclo Básico da PUC/SP, com ênfase no aspecto econômico.


METODOLOGIA:

A pesquisa começou com um estudo exploratório junto a dez professores que davam aula no Ciclo Básico. Eles responderam um questionário sobre as diferenças entre os alunos do matutino e do noturno. A partir desse estudo foram selecionadas características a serem observadas nos alunos e elaborado outro questionário, desta vez para os alunos responderem. Nele constaram 48 questões fechadas, divididas em doze aspectos: idade, sexo, escolarização, status ocupacional, entre outros. Responderam ao questionário 1631 alunos, de um total de 2329 estudantes do universo estudado. A análise desenvolveu-se a partir do agrupamento das categorias: características dos alunos, escolarização, situação de trabalho e características de seus pais e mães.


CONTEÚDO:

Estudo sobre as características dos estudantes do Ciclo Básico da PUC-SP. Procurou-se investigar as características que diferenciam os alunos do turno noturno e do matutino, com ênfase na questão socioeconomica. Apoiou-se em algumas pesquisas sobre o Ciclo Básico nessa universidade e sobre cursos noturnos. Percebeu-se que o número de alunos do matutino que trabalha é maior do que a suposição dos professores: 41 por cento. As principais diferenças entre os estudantes dos dois turnos disseram respeito a sua escolarização anterior - alunos da noite oriundos de escolas públicas e os da manhã, de escolas particulares - e as condições socioeconomicas da família, escolaridade e status ocupacional dos pais.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

O número de alunos do matutino que trabalha é maior do que a suposição dos professores: 41 por cento. Principais diferenças entre os estudantes dos dois turnos: a maioria dos alunos do noturno cursaram o primeiro e segundo graus em escola pública e, no segundo grau, já estudavam a noite; os do matutino fizeram primeiro e segundo grau em escolas particulares no período diurno; quanto às condições socioeconomicas, os primeiros são provenientes de camadas de baixa renda da população, tendo pais com pouca escolaridade e ocupações de pouco status social, já os segundos provem de famílias de renda média e alta, de pais com alta escolaridade, que possuem boas posições de status ocupacional.


Inclui bibliografia.

AMARAL, Célia Chaves Gurgel do. Relações familiares, adolescência, gênero e representações sociais de adolescentes. Campinas, 1997. 379 p. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas.

ORIENTADOR(A): SANDOVAL, Salvador Antônio Meireles.
DESCRIÇÃO:

Buscou aprender e analisar as representações de gênero entre adolescentes, focalizando o contexto familiar.


METODOLOGIA:

Foi feito um convite a cerca de cem jovens de uma escola particular de Campinas (SP) para participar do estudo, e vinte e seis meninas e dezesseis meninos aceitaram, cuja idade variava entre 14 e 17 anos. Foram aplicados formulários sobre a situação familiar, realizadas entrevistas semi-abertas, redações, desenhos, dinâmicas de grupo e sessões de grupos focais.


CONTEÚDO:

O estudo examina as representações sociais de gênero entre adolescentes no cotidiano familiar, tendo em vista seu pertencimento a um grupo etário especifico. Os adolescentes sujeitos da pesquisa foram contatados numa escola de segundo grau particular da cidade de Campinas. Por um lado, os adolescentes enxergam a adolescência como uma fase de despreocupação e, por outro lado, de difíceis decisões, pois são cobrados pelas instituições sociais a se definirem profissionalmente, quando não se consideram preparados para tanto. Os meninos afirmam que a sensibilidade não é uma característica masculina, mas salientam a necessidade de desenvolver essa característica, enquanto as meninas retêm a imagem dos meninos como frios e insensíveis. A referência mais utilizada por ambos os sexos para diferenciar o masculino e o feminino no ambiente familiar é a ausência e presença, respectivamente.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Observou-se que as representações de gênero não só detêm significados próprios, como também revelam ser eixos de variadas outras representações do cotidiano do adolescente. Os meninos não incluem a sensibilidade no repertório de características masculinas, mas apontam a importância e necessidade de se tornarem mais sensíveis, enquanto as meninas retêm a imagem estereotipada do homem como alguém frio e insensível. A referência mais utilizada por ambos os sexos para diferenciar mães e pais foi, respectivamente, a presença e a ausência. Notou-se, ainda, que as meninas se autorepresentam como grupo sexual de forma mais negativa do que os meninos.


Inclui bibliografia.

AMARAL, Ivone Leda Tapado do. Ensino supletivo : um estudo da clientela presente aos exames supletivos de segundo grau. Porto Alegre, 1987. 236 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): HOLMESLAND, Ícara da Silva.
DESCRIÇÃO:

Traça o perfil dos candidatos que realizaram exames supletivos de segundo grau no ano de 1979 em Porto Alegre, bem como busca associações entre as variáveis estudadas (sexo, idade, estado civil, residência, ocupação, renda, motivos de abandono do ensino regular/supletivo, nível socioeconomico, motivos de retorno ao ensino supletivo, escolarização, tempo e natureza do preparo para os exames supletivos, reprovação, hiato na escolarização e demanda social) e o desempenho dos estudantes nos exames. Este estudo também pretendeu ser subsídio de futuras ações de intervenção na área de educação supletiva.


METODOLOGIA:

Estudo de caráter descritivo. Os dados apresentados são de natureza primária e foram coletados a partir de questionários respondidos pelos candidatos que prestaram os exames (uma amostra de 290, selecionada de um total de 1200 estudantes freqüentadores de cursos supletivos de Porto Alegre). Aplicou-se aos dados uma análise estatística (distribuição de freqüência simples, teste qui-quadrado, correlação de Pearson, correlação de Spearman), a partir da qual interpretou-se as relações entre as variáveis dependentes e independentes. A caracterização da amostra foi obtida através de tabelas de distribuição de freqüência absoluta e relativa das variáveis.


CONTEÚDO:

Traça o perfil dos candidatos que realizaram exames supletivos de segundo grau, em Porto Alegre, no ano de 1979. Buscou estabelecer relações entre as variáveis estudadas (sexo, idade, ocupação, entre outros), e o desempenho dos estudantes na provas. Os dados foram coletados através de questionários e entrevistas realizadas com os candidatos após a realização dos exames de História e de Educação Moral e Cívica. Os resultados da análise trouxeram novos dados ao perfil da clientela do ensino supletivo, bem como identificaram os problemas existentes no preparo para aqueles exames. Concluiu que o supletivo oferece um ensino de segunda ordem, de estrutura ultrapassada, destinado a uma população com a marca da exclusão. Acrescenta ainda, que o perfil dos candidatos aos exames supletivos da cidade de Porto Alegre não difere em essência do perfil dos candidatos das cidades do Rio de Janeiro, Recife e São Paulo.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Aborda os problemas existentes no curso supletivo e nos respectivos exames, enquanto conseqüência de uma estrutura de ensino ultrapassada (desarticulada em suas diferentes instâncias, marcada por uma dualidade que separa a elite da classe trabalhadora), aliada ao descaso do poder público com a educação de adultos. Pontua uma série de posturas e mudanças a serem implementadas pela administração e supervisão técnica do ensino do Estado do Rio Grande do Sul, no sentido de reorientar o ensino supletivo para que este não represente uma cópia distorcida do ensino regular. São elas: adequação dos conteúdos e práticas à clientela adulta; seriedade administrativa; formação de recursos humanos para área de educação de adultos; incentivo à pesquisa; fiscalização dos cursos existentes; transformação de pelo menos 50% dos cursos regulares de segundo grau noturnos em cursos supletivos.


Inclui bibliografia.

AMARAL, Norma Bruno Ccharelli. Relação entre nível de maturidade vocacional e adequação de escolha da área profissionalizante. Rio de Janeiro, 1980. 80 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio de Janeiro.

ORIENTADOR(A): SCHEEFFER, Ruth Nobre.
DESCRIÇÃO:

Busca conhecer o comportamento vocacional de estudantes de segundo grau da rede estadual, verificando a relação entre seus interesses e aptidões profissionais, indicadores de adequação de escolha da área profissionalizante e do índice de maturidade vocacional.


METODOLOGIA:

Do universo de 1825 alunos do Colégio Estadual Paulo de Frontin foi extraída uma amostra de 333 sujeitos, divididos por série, turno, idade e sexo. Foi aplicado o Inventário de Desenvolvimento Vocacional (IDV) de autoria de Super e colaboradores, nos meses de novembro e dezembro de 1978. Os dados tiveram tratamento estatístico.


CONTEÚDO:

Pesquisa sobre o comportamento vocacional de estudantes do segundo grau da rede estadual do Rio de Janeiro. Buscou-se verificar a relação entre o nível de maturidade vocacional e a adequação de escolha profissionalizante no nível de segundo grau. A amostra foi estabelecida de acordo com a tabela de Tagliacarne e constou de 333 alunos do Colégio Estadual Paulo de Frontin, na cidade do Rio de Janeiro, que foram divididos por sexo, idade, série e turno. A hipótese foi formulada à luz da teoria de Super. As correlações observadas não foram significativas o que levou a rejeição da hipótese de pesquisa, mas encontrou-se nível de correlação satisfatório entre as variáveis pesquisadas no grupo etário intermediário, o que confirma, em parte, a hipótese de Super sobre a relevância do fator idade no desenvolvimento vocacional.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A hipótese sobre a relação entre nível de desenvolvimento vocacional e adequação de escolha profissionalizante não foi confirmada estatisticamente. Os resultados evidenciaram que os estudantes possuem conhecimento sobre a maneira adequada de realizar a escolha profissional, mas esta informação não foi levada em conta ao realizarem a opção pela área profissionalizante. O estudo só confirmou, em parte, a suposição de Super sobre a influência da idade no nível de maturidade vocacional. Recomenda promover estudos abrangendo outros dados personalísticos do educando; desenvolver instrumentos de mensuração dos determinantes da escolha profissional, visando ao ingresso no segundo grau; realizar estudos abrangendo grupos escolares com diferentes ofertas de profissionalização; dar continuidade a estudos sobre maturidade vocacional relacionando outras variáveis como nível sócio-econômico, inteligência, desempenho escolar e profissão dos pais; desenvolver estudos sobre a relação entre autoconceito e adequação de escolha.


Inclui bibliografia.

AMAZONAS, Uilma Rodrigues de Matos. O significado de uma alternativa educacional envolvendo educação e trabalho : um estudo do sítio do menor trabalhador, em Itabuna. Salvador, 1991. 134 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal da Bahia.

ORIENTADOR(A): PICANÇO, Iracy Silva.
DESCRIÇÃO:

Busca compreender o significado de uma experiência educacional implantada no município de Itabuna em 1983, cuja ação está centrada nas relações entre educação e trabalho. Confrontando teoria e prática, procura mostrar as bases teórico-metodológicas que sustentam essa experiência.


METODOLOGIA:

Opta por uma metodologia de caráter qualitativo. O campo escolhido para a pesquisa foi o Sítio do Menor Trabalhador no município de Itabuna (BA). Trata-se de uma experiência que configura uma proposta educacional alternativa que visa oferecer educação e trabalho a jovens e adolescentes. A pesquisa foi desenvolvida através da análise de documentos que expressam a concepção e prática do Sítio, e através de entrevistas com os técnicos envolvidos com a experiência desde sua idealização e dos que atuam como responsáveis pelas atividades nos vários níveis de atuação. As entrevistas foram realizadas também com alunos, professores, mestres de oficinas, gerentes, subgerentes, supervisor, vigias e foram feitas observações do cotidiano.


CONTEÚDO:

Estuda o significado de uma experiência envolvendo educação e trabalho na perspectiva de compreender teórica e metodologicamente o que sustenta esta experiência. O referencial teórico constitui-se de dois eixos: o primeiro eixo compõe de estudos gerais sobre as relações entre educação e trabalho, no qual é feita uma análise do pensamento de Marx e Engels; o segundo eixo é constituído de contribuições técnico-metodológicas de experiências educacionais que procuraram unir educação e trabalho para manter o aluno trabalhador na escola, e estudos que mostram a educação do trabalhador pelo capital. Toma como referencial empírico, o Sítio do Menor Trabalhador de Itabuna (BA). A pesquisa é de caráter qualitativa e desenvolveu-se através de entrevistas semi-estruturadas, análise documental e observação direta do cotidiano do Sítio. As conclusões indicam que o desenvolvimento da experiência tende a absorver as concepções ideológicas das políticas implantadas no Município, sendo a experiência do Sítio o campo e o reflexo de tais políticas. Ainda assim, a atividade produtiva no Sítio parece conter algo educativo próprio do mundo do trabalho.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os idealizadores do Sítio propõem inovações metodológicas que desconsideram a realidade de que os jovens e adolescentes fazem parte de uma sociedade de classes, e acreditam que estas inovações são capazes de transformar a realidade da exclusão de trabalhadores do sistema de ensino. No dia-a-dia do Sítio são transmitidos valores do movimento escotista que compõe um modelo de trabalhador. Este fato não inibiu o desenvolvimento do senso crítico nos alunos. As experiências realizadas absorvem as concepções das políticas públicas do município. A participação produtiva de jovens e adolescentes trabalhadores, com idade entre 9 e 12 anos, acaba sendo priorizada em relação a participação na escola, pois é mediatizada pela necessidade de sobrevivência. Como numa fábrica em que os trabalhadores são educados, a atividade produtiva no Sítio contém algo educativo próprio do mundo do trabalho.


Inclui bibliografia.

ANDRADE, Carlos Alberto Nascimento de. A organização política dos estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1974-1984). Natal, 1994. 172 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

ORIENTADOR(A): GERMANO, José Willington.
DESCRIÇÃO:

Estuda a participação política dos estudantes norte-riograndenses nas lutas patrocinadas pelas entidades estudantis da UFRN no período de 1974-1984. O estudo procura ainda, investigar e analisar o movimento estudantil universitário natalense, tendo como referência básica a relação entre as tendências estudantis e seus respectivos partidos de origem.


METODOLOGIA:

Foram utilizadas principalmente fontes primárias: literatura existente acerca da conjuntura política nacional e do Rio Grande do Norte e movimento estudantil do período estudado; plataformas e palavras de ordem elaboradas a partir das cartas programas que eram distribuídas aos estudantes durante as eleições para o DCE; panfletos, boletins e teses que as tendências elaboravam para orientar seus militantes e programas, resoluções e informes das agremiações partidárias. Além disso, foram realizadas entrevistas com militantes estudantis da época e leitura de revistas e jornais que circulavam no Rio Grande do Norte sobre os eventos realizados pelo movimento estudantil.


CONTEÚDO:

Analisa a participação política dos estudantes norte-rio-grandenses no período de 1974 a 1984. Enfoca as propostas e orientações das tendências para o movimento estudantil universitário de Natal, relacionando-as com os programas que os partidos de esquerda elaboravam para a conjuntura política brasileira deste contexto, mostrando que os pressupostos políticos que fundamentaram a ação dessas tendências no movimento estudantil tinham como referência norteadora os programas de seus partidos correspondentes. Enfoca os principais eventos estudantis, destacando-se dois eixos fundamentais: as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e as principais lutas de caráter reivindicativo e de protesto, travadas neste período. Procura destacar as principais posições de cada chapa eleitoral como forma não só de identificar a composição de forças políticas existentes nessas chapas, mas sobretudo visando estabelecer as divergências programáticas que nortearam a ação das tendências no processo eleitoral da referida entidade.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

As lutas estudantis - de caráter reivindicatório ou de protesto - foram dirigidas pelas tendências que atuavam no meio universitário, por conseguinte o conteúdo político dessas lutas, alem de contemplar o interesse geral e específico dos estudantes natalenses, estava veiculado às orientações que os partidos políticos de esquerda repassavam para suas respectivas tendências. As lutas estudantis, entre 1974 e 1984, sempre foram combinadas entre a luta específica e a mais geral, sendo que o conteúdo destas lutas era defendido de forma consensual pelas tendências, havendo divergência apenas nas formas de encaminhamento. As lutas do movimento estudantil ultrapassaram os limites da universidade; com efeito as tendências estudantis ocuparam-se em elaborar propostas que contemplassem projetos políticos mais amplos, como por exemplo, no sentido de conquistar a democratização da sociedade.


Inclui bibliografia.

ANDRADE, Elaine Nunes de. Movimento negro juvenil : um estudo de caso sobre jovens rappers de São Bernardo do Campo. São Paulo, 1996. 317 p., il. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo.

ORIENTADOR(A): BAUMEL, Roseli Cecília Rocha Carvalho.
DESCRIÇÃO:

Busca compreender a mobilização dos jovens negros enquanto um movimento social desta camada popular. Pretende analisar o processo que emerge desta ação coletiva juvenil e a sua utilidade para os jovens que dela participam.


METODOLOGIA:

Realizou um estudo de caso com a Posse Hausa e os dados foram obtidos através de entrevistas, conversas e observações informais. Além de entrevistar membros da Posse, entrevistou personagens importantes do movimento hip hop a fim de resgatar a história deste movimento.


CONTEÚDO:

Trata-se de um estudo sobre o movimento negro juvenil denominado hip hop. Este movimento é constituído por três elementos artísticos: a dança (break), a pintura (grafite) e a música (RAP). Sua introdução no Brasil data dos anos 80, quando aparece o break que passa a articular os jovens em torno das gangues de dança na e da rua. Nos anos 90 o hip hop consolida-se com a expansão do rap e cria-se o MH2O - Movimento Hip Hop Organizado - a partir do qual são formadas várias posses. As posses são espaços de organização que reúnem vários grupos de rap, conforme sua distribuição territorial. A investigação empírica foi realizada através de um estudo de caso da Posse Hausa, localizada no município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Verificou-se que a ação da Posse reflete na conduta de cada um de seus integrantes, que passam a fortalecer a identidade étnica a partir do cultivo a autoestima, e fortalecer a identidade geracional, ao afirmar a cultura jovem. A Posse realiza um processo educativo intencional, com base na identidade. Participando da Posse os jovens educam-se, em virtude de sua identificação.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A ação pedagógica da Posse e expressa como ação cultural, mais do que como ação educativa. Este caráter cultural de suas ações não se deve a produção artística do grupo, mas aos mecanismos que geram esta produção. A ação cultural define-se como um aprendizado na forma de educação alternativa, que possui duas dimensões: uma direciona-se a população negra e a outra, a cultura juvenil. No exercício da ação pedagógica, o grupo fortalece sua identidade étnica e geracional como condição para a superação da exclusão e da violência simbólica. A educação alternativa desenvolve-se paralelamente a educação política, fazendo com que o jovem aprenda, eduque e ensine através de sua própria conduta. Os programas culturais destinados a juventude não podem ser preestabelecidos, tampouco definir objetivos específicos a serem rigidamente cumpridos. A questão da ação cultural, levantada pela pesquisa, requer novas investigações.


Inclui bibliografia.

ANDRADE, Márcia Regina de Oliveira.




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