Juventude abrahãO, Maria Helena Menna Barreto. As relações educação e trabalho na escola do “não-trabalho”


Uma proposta pedagógica progressivista no ensino noturno



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Uma proposta pedagógica progressivista no ensino noturno : dificuldades e contradições na sua implantação. Porto Alegre, 1992. 185 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): SOLARI, Carmen Lins Baia de.
DESCRIÇÃO:

Analisa a proposta pedagógica de uma escola de segundo grau de Porto Alegre, pertencente a rede pública de ensino do Rio Grande do Sul. Essa escola possui, no discurso de seus professores, uma proposta pedagógica progressista, mas, no entanto, apresenta um padrão de ensino noturno insatisfatório, na opinião da comunidade. Pretende detectar os problemas reais que imprimem um ritmo diferenciado ao desenvolvimento da proposta pedagógica, da escola em questão, ao curso noturno.


METODOLOGIA:

Revisão bibliográfica da temática abordada. Consulta a documentação escolar. Entrevistas com o corpo docente e com o corpo discente da escola. Análise de discurso. Análise dos dados à luz das obras de Suchodolski, Bowles e Gintis e Di Giorgi, dentre outros, buscando caracterizar a situação pesquisada, identificando as tendências pedagógicas existentes e as contradições que elas produzem no desenvolvimento da proposta pedagógica da escola em estudo.


CONTEÚDO:

Aborda o ensino de segundo grau, em especial o curso noturno com suas dificuldades e contradições. O estudo se desenvolveu em uma escola de rede pública estadual de Porto Alegre, a qual possui uma única proposta pedagógica para os cursos diurno e noturno. Tal proposta é analisada em seus fundamentos teóricos e em seu desenvolvimento, em ambos os turnos, procurando detectar as características e dificuldades específicas do curso noturno em comparação ao curso diurno. A pesquisa se estrutura a partir de uma revisão bibliográfica sobre o tema e de um estudo sobre propostas pedagógicas e teorias educacionais, com ênfase na Pedagogia Liberal, com o objetivo de subsidiar a caracterização da proposta escolar em questão. Também articula: informações coletadas através de entrevistas com professores, alunos e corpo administrativo da escola e informações oriundas de análise da documentação escolar. Comprovou que a raiz das dificuldades e contradições presentes no ensino noturno se assenta na ideologia liberal que perpassa a proposta e a prática pedagógicas desenvolvidas tanto no curso diurno quanto no curso noturno.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Confirma a hipótese de que a divergência entre discurso e prática pedagógica, construídos a partir da ideologia liberal, é a principal causa da oferta diferenciada de ensino para as clientelas do diurno e do noturno, na escola pesquisada. Discorre sobre as atitudes e situações cotidianas a partir das quais se constata essa contradição, com o objetivo de que, uma vez percebidas, possam ser superadas.


Inclui bibliografia.

ATTAB, Jesus José. O mundo da escola rural nas representações de seus egressos : um estudo de caso em Potirendaba, SP. São Paulo, 1990. 111 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

ORIENTADOR(A): SANDOVAL, Salvador A. M.
DESCRIÇÃO:

Pretende estudar as formas de interiorização da ideologia dominante nas experiências escolares de crianças rurais, a partir do estudo de suas representações sociais. São levantadas algumas questões: o que significa o processo de urbanização do homem do campo no plano ideológico?; seria apenas a aquisição dos valores do homem urbano ou uma desvalorização da vida rural e, consequentemente, sua expulsão do campo?


METODOLOGIA:

A pesquisa foi constituída de duas fases: levantamento estatístico com vistas a caracterizar o ensino e os alunos da cidade e definir a amostra dos entrevistados e entrevista a partir da amostra dos egressos da zona rural. Primeiramente realizou-se um levantamento para localizar os alunos da zona rural de primeira a oitava série que estudaram em escolas vinculadoras ou isoladas do município, nos anos de 1967 a 1987. A identificação foi feita pelos endereços que constam do livro de matrículas. Foi feito um retrospecto dos percurso escolar dos alunos, partindo-se da oitava série e dirigindo-se aos anos anteriores, até chegar ao início de sua escolarização. Para detectar o aluno da zona rural que chega a oitava série foram listados todos os alunos da primeira série do primeiro grau que estudavam em escola isolada em 1976, e foi observada sua trajetória nos anos posteriores (este procedimento foi utilizado com os matriculados no período de 1976 a 1980). A amostra foi composta de 24 entrevistados: 6 alunos que cursaram até a terceira ou quarta série; 6 alunos que chegaram até a quinta série; 6 alunos concluintes da oitava série; 6 alunos que chegam ao segundo grau.


CONTEÚDO:

O estudo procurou refletir sobre a realidade do ensino rural no interior de São Paulo. O objetivo foi o estudo das formas de interiorização da ideologia dominante no estudo das representações sociais e experiências escolares de crianças oriundas da zona rural. Adotou-se o estudo de caso; entrevistou-se os egressos do meio rural do município de Potirendaba, subdivididos em 4 grupos de alunos: os que cursavam o segundo grau; os que concluíram a oitava série e pararam de estudar; os que cursavam até a quinta série e aqueles que estudaram até a terceira ou quarta série numa escola rural. Partiu-se de uma análise do sentido da educação escolar no modo de produção capitalista, obtendo elementos críticos para a análise da escola rural e urbana. Na análise de dados procurou-se perceber o mundo rural nas representações de seus egressos e a forma como interiorizam a ideologia dominante. A escola foi relatada como útil e positiva, mas não lhe faltaram críticas. Os alunos não têm consciência da escola como um dos agentes de transformação social do seu próprio meio, mas reconhecem que é uma instituição fora de seu contexto, sem identidade com o mundo rural. Propõe a adequação da escola e subsídios para a implementação de uma política para o ensino rural.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Constatou-se que os alunos estudados trabalhavam durante sua escolarização, o que não impediu seu acesso a escola, mas comprometeu a continuidade dos estudos, sobretudo para alunos que atingiram somente a quarta série e os que chegaram até a quinta, os quais possuíam um nível socioeconomico inferior aos demais alunos. A evasão escolar foi provocada pela necessidade de trabalhar. A escola é percebida como um meio de ascensão social, representada pela ida para a cidade, para "o mundo ideal". Nas representações das crianças rurais o estudo possibilitaria arrumar um melhor emprego, que significa trocar o "serviço pesado" do campo pelo "serviço leve" da cidade. Estas representações estão impregnadas de valores urbanos e de uma desvalorização do mundo rural. A ideologia não é expressa pelo desejo de melhorar de vida, pois esta é uma aspiração humana, mas encontra-se na forma de se chegar a uma vida melhor: indo para a cidade. A escola é um agente importante na transmissão desta ideologia que valoriza o urbano e, consiste, por fim, numa ideologia da sociedade capitalista. A pesquisa avalia a proposta denominada "A escola da zona rural", elaborada pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo em 1988. A proposta foi considerada positiva do ponto de vista teórico e formal, porém afirma-se que para que seus princípios sejam implementados faz-se necessário um acompanhamento das escolas e uma vinculação efetiva delas ao ambiente social no qual estão inseridas. Destaca-se ainda que o abandono da escola não será resolvido com o Programa, pois tem suas origens em condições socioeconomicas.


Inclui bibliografia.

AVELAR, Ayde Márcia Castilho. Ensino supletivo : realidade e representação. São Carlos, 1987. 253 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de São Carlos.

ORIENTADOR(A): SILVA JUNIOR, Celestino Alves da.
DESCRIÇÃO:

Busca descobrir o significado do ensino supletivo investigando sua concepção (prevista na legislação), bem como sua conceituação (a partir das representações dos sujeitos envolvidos na experiência).


METODOLOGIA:

Traça a trajetória da educação de jovens e adultos no País recuperando os principais eventos históricos relativos a essa esfera de ensino. Analisa a legislação brasileira, a documentação dos CES (Centro de Estudos Supletivos) e os discursos coletados em entrevistas e questionários aplicados em alunos e funcionários dos CES.


CONTEÚDO:

Apresenta idéias e ações que contribuíram para a formulação do ensino supletivo estabelecido na lei 5692/71, e argumenta sobre o significado desse ensino a partir da legislação e da visão da população nele envolvida. Para isso foram coletados depoimentos de professores e alunos do Centro de Estudos Supletivos (CES) de Cuiabá, bem como de alguns representantes do sistema estadual de educação e Conselho Estadual de Educação (CEE). Também foi analisada a documentação do Centro de Estudos Supletivos de Cuiabá relativa ao período de 1972 a 1986. Constatou que o ensino supletivo integra-se ao regular mas não se confunde com ele, servindo como elemento complementar. A população estudada atribui-lhe várias definições, sendo a mais freqüente a de encará-lo como oportunidade ou ajuda de estudo para aqueles que não estudaram na idade própria, resumindo-a na função suplência. Verificou que há grande distância entre o ensino supletivo idealizado, legalizado e o realizado.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Apresenta um resumo do trabalho comentando as informações mais significativas apontadas nas entrevistas e questionários com a população do CES; ao mesmo tempo segue propondo ações que superem os problemas detectados. Constata que o texto legal não se realiza na prática e que o ensino supletivo se estrutura enquanto via complementar do ensino regular e de qualidade inferior. Ao caracterizar o CES e a população usuária, indica várias sugestões para otimizar o atendimento aos alunos e melhorar a qualidade do ensino supletivo, buscando assim, aproximar a realidade educacional ao texto legal e às expectativas dessa clientela.


Inclui bibliografia.

AZEVEDO, Carmem Maria Oliveira de. Valores percebidos pelos professores e especialistas em educação que atuam nas escolas estaduais de segundo grau : Porto Alegre - RS. Porto Alegre, 1989. 126 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): ENRICONE, Delcia.
DESCRIÇÃO:

Busca verificar qual a percepção de professores e especialistas em educação em relação aos valores dos estudantes das escolas de segundo grau de Porto Alegre. Verifica se esta percepção varia de acordo com o sexo, idade e grau de especialização. Verifica as mudanças na escala de valores desses estudantes, durante a década de 70 e 80, segundo professores e especialistas.


METODOLOGIA:

Estudo quantitativo realizado a partir de uma amostra de 13% dos professores e especialistas em educação que trabalham em escolas de segundo grau de Porto Alegre, correspondendo a 208 profissionais de 16 escolas. A estes foi aplicado o Questionário de Valores Educacionais (QVE), desenvolvido, no Canadá, por Perron e adaptado ao Brasil por Marocco. Este questionário divide-se em 7 categorias: status, autorealização, liberdade, segurança, clima, risco e participação. Após a aplicação, os questionários foram enviados ao Canadá, onde foi feita a análise estatística. Depois, foi realizada a interpretação e análise dos resultados.


CONTEÚDO:

Investiga os valores educacionais dos alunos das escolas estaduais de segundo grau de Porto Alegre, segundo a percepção dos professores e especialistas em educação que atuam nestas escolas. Utilizou-se, como instrumento, o Questionário de Valores Educacionais - Q.V.E.- de Jaques Perron, que contém sete categorias: clima, segurança, autorealização, liberdade, risco, participação e status. A análise estatística foi realizada no "Centre de Calcul" da Universidade de Montreal - Canadá. A partir desta análise, a autora fez a interpretação dos dados. Os resultados indicaram que os professores e os especialistas em educação percebem como valores dos estudantes de segundo grau a importância atribuída a questões relativas a realização, clima e segurança.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A percepção dos professores e especialistas apresenta mais semelhanças do que diferenças levando-se em conta as diferenças de idade, sexo e graus de especialização. Em dez anos, a percepção dos valores relacionados a status, realização e liberdade não sofreu muitas alterações; os relacionados ao clima, participação e segurança só apresentaram mudanças significativas em 1986; o único que apresentou grande diferença durante todo período foi o item risco. Para os profissionais, os valores predominantes enquadram-se nas categorias realização, clima e segurança. O trabalho escolar deve levar em conta a diversidade de valores dos estudantes. Os professores devem cultivar qualidades pessoais que contribuam para sua autenticidade como profissional.


Inclui bibliografia.

BAHIA, Isabel Cristina Ribeiro. A resistência em uma escola de periferia urbana. Rio de Janeiro, 1992. 167 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio de Janeiro.

ORIENTADOR(A): MOREIRA, Antônio Flavio Barbosa.
DESCRIÇÃO:

Verifica como a resistência manifesta-se na escola, através da identificação de comportamentos e atitudes estudantis que a expressam, e da observação de como a escola reage a ela.


METODOLOGIA:

Estudo de caso, realizado através de pesquisa etnográfica, que segundo Ezpeleta e Rockwell permite a construção da realidade escolar a partir de uma perspectiva teórica que alicerça a observação cotidiana. Foi estudada uma escola pública da periferia de Belo Horizonte, onde pesquisadora trabalha como supervisora pedagógica. Esta dupla função é fundamentada em Wade, que também desenvolveu uma pesquisa nestas condições, e nos estudos de Velho e Foote-Whyte. As observações em sala de aula foram anotadas em diário de campo e feitas com uma turma de sexta série, com alunos de 12 a 16 anos. Além disso, o estudo baseou-se em conversas informais com a direção, professores e funcionários; entrevistas com os pais e alunos, com o uso de um gravador, a partir de questionário semi-estruturado; e análise de documentos. Durante as entrevistas procurou-se perceber, segundo Brandão, os fragmentos do que foi dito, o não-dito e o mal-dito. Após este trabalho de campo, procedeu-se a análise dos dados, procurando ter cuidado na seleção do que é ou não resistência, para não cair naquilo que Giroux chamou de falta de precisão analítica no uso do termo resistência.


CONTEÚDO:

Pesquisa etnográfica, a partir do estudo de caso de uma escola de periferia urbana. Foi desenvolvida através da observação de uma classe de sexta série, com alunos de 12 a 16 anos, entrevistas com pais e alunos, conversas informais com direção e professores e análise de documentos da escola. A fundamentação teórica deu-se através das Teorias de Resistência de Paul Willis e Jean Anyen. Procurou-se investigar como se manifesta a resistência dos alunos de camadas populares em relação a escola. A categoria resistência é aqui entendida como prática de oposição ou rejeição exercida por grupos subordinados ao tentar evitar a dominação e preservar a sua identidade de classe, valores e costumes, podendo ser expressa de forma consciente ou não. Verificou-se que há resistência na escola, vista pela direção e pelos professores como indisciplina e, pelos alunos, como comportamento que reivindica mudanças. A consciência da resistência deve levar a reflexão crítica e a ação transformadora, que inclui lutas políticas coletivas contra a dominação e exploração, não podendo ser ignorada na escola.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Há resistência na escola. Os comportamentos de resistência relacionam-se com a família e com a organização das escolas, das aulas e dos conteúdos de ensino. Manifestações de resistência: gritos, batuques, arrastação de carteiras, danificação do material e do prédio escolar, “cabulação” de aulas. A resistência é contraditória, pois confunde-se com a aceitação de muitas normas impostas, caracterizando uma polaridade: acomodação/resistência. Tanto alunos como professores vêem a resistência como indisciplina. A resistência é um fator de mudança.


Inclui bibliografia.

BARBANTE, Elza de Moraes Pontes. Estudo de um inventário de interesses no contexto universitário de Londrina. Campinas, 1980. 172 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas.

ORIENTADOR(A): SISTO, Fermino Fernandes.
DESCRIÇÃO:

Verifica os interesses dos estudantes da Universidade Estadual de Londrina segundo as nove áreas do "Inventário de Interesses de Angelini". Analisa a "validade" e a "precisão" do instrumento de medida. Verifica a interferência dos fatores sexo e idade.


METODOLOGIA:

Inventário de Interesses de Angelini aplicado a 278 estudantes. Constam do inventário nove áreas de interesse: Ciências Físicas, Ciências Biológicas, Persuasão, Burocracia, Serviços/ Assistências Sociais, Cálculo, Literatura, Arte e Música. Participaram alunos representantes de um curso de cada área, exceto de Música. De acordo com as respostas ao inventário, cada área de interesse recebeu uma pontuação por aluno, que variou de 0 a 18. Essa pontuação foi dividida em quatro partes: 0 a 3 - fraco, 4 a 6 - médio fraco, 7 a 9 - médio forte, 10 a 18 - forte. Foram feitas tabelas para exposição das pontuações agrupadas, podendo-se assim visualizar o grau de interesse dos alunos de cada área em relação a todas as outras.


CONTEÚDO:

Pesquisa sobre a validade e a precisão de um instrumento de medida, o "Inventário de Interesses de Angelini". Ele foi aplicado a 289 estudantes do primeiro ano de 8 cursos da Universidade Estadual de Londrina. Objetivou verificar a validade e a precisão do inventário, os interesses dos estudantes e a influência dos fatores sexo e idade. O instrumento contém nove áreas de interesse: Ciências Físicas, Ciências Biológicas, Persuasão, Burocracia, Serviços/ Assistências Sociais, Cálculo, Literatura, Arte e Música. O instrumento foi considerado válido, pois as características tidas como pertencentes a determinada área demonstraram sê-lo em todos os casos, exceto no dos alunos de Administração de Empresas que demonstraram interesses distribuídos em várias áreas e não acentuadamente em Burocracia. A precisão não foi demonstrada: em alguns casos foi aprovada com restrições e em outros rejeitada. O fator sexo relaciona-se ao interesse na maioria das áreas, excluindo Ciências Biológicas e Burocracia. Já o fator idade não demonstrou influir em nenhuma área.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

O instrumento foi considerado válido, pois as características tidas como pertencentes a determinada área demonstraram sê-lo em todos os casos, exceto no dos alunos de Administração de Empresas que demonstraram interesses distribuídos em várias áreas e não acentuadamente em Burocracia. A precisão do instrumento não foi aceita satisfatoriamente: em alguns casos foi aprovada com restrições e em outros rejeitada. O fator sexo relaciona-se ao interesse na maioria das áreas, excluindo Ciências Biológicas e Burocracia. Já o fator idade não demonstrou influir em nenhuma área.


Inclui bibliografia.

BARRETO, Ana Leda Vieira. O currículo da escola de primeiro grau e o trabalho de jovens estudantes trabalhadores : o significado da construção do conhecimento nesta relação. Salvador, 1993. 202 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Educação.

ORIENTADOR(A): BURNHAM, Terezinha Froes.
DESCRIÇÃO:

Analisa as representações de jovens trabalhadores de uma escola pública de primeiro grau sobre sua realidade cotidiana, sobretudo no que se refere a dupla jornada de trabalho (na escola e fora dela) que executam. A partir das representações e da proposta de currículo que delas emerge, será analisado o significado da construção do conhecimento para os sujeitos.


METODOLOGIA:

Foi realizada uma pesquisa qualitativa numa escola pública de primeiro grau de Salvador. Os alunos construíram cartazes a partir de recortes de jornais e revistas sobre o tema escola e trabalho. Foram ao todo 33 cartazes, um por sala, atingindo todos os turnos. Posteriormente foram coletadas crônicas de histórias de vida de 853 alunos e foram realizadas algumas entrevistas. O material coletado foi organizado em mapas de análise a partir do agrupamento de informações relevantes aos problemas colocados pela pesquisa.


CONTEÚDO:

O propósito do estudo foi analisar as relações currículo/trabalho/construção do conhecimento em uma escola pública de primeiro grau de Salvador do ponto de vista de jovens estudantes-trabalhadores, alunos do diurno. Optou-se por uma pesquisa qualitativa a partir do estudo de caso. O material de análise foi coletado através de campo com registro em diário; entrevistas semi-estruturadas (gravadas em áudio); e crônicas com fragmentos de história de vida (escritos), que examinadas trazem as representações de jovens de 12 a 18 anos sobre o currículo, o trabalho e a construção do conhecimento. Verificou-se que os jovens estudantes-trabalhadores exigem insistentemente que no currículo de sua escola haja espaço para a construção de conhecimentos em nível de cultura geral partindo da realidade vivenciada, na qual, o trabalho ocupa lugar central e, portanto, assume o significado de instrumento epistemológico também central para aquele currículo.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os alunos não percebem a escola como um espaço complexo de relações, e sim como um espaço de relação entre professor e aluno, a qual está na base de suas representações sobre a escola e sobre o currículo. Nos relatos de história de vida, 95% dos alunos afirmam trabalhar no período oposto ao das aulas. Os jovens estudantes-trabalhadores apontam, mesmo que não tenham consciência disso, para um currículo de primeiro grau que contemple a construção de conhecimentos ao nível da cultura geral, partindo de suas condições de vida, onde o trabalho ocupa um lugar central e, por isso, assume significado de instrumento epistemológico para aquele currículo. Para os jovens, adquirir conhecimentos é uma forma de melhorar de vida, assegurando um bom emprego. Afirma que a escola tem o dever de esclarecer as relações de poder e autoridade que nela estão presentes, pois deve respeito a estes alunos que chegaram na escola e nela permanecem ao custo de sacrifícios de toda ordem.


Inclui bibliografia.

BARRETO, Márcia Simão Linhares. O desenvolvimento moral de meninos de rua. Porto Alegre, 1989. 143 p., il. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): BIAGGIO, Angela Maria Brasil.
DESCRIÇÃO:

Verifica o nível de julgamento moral em que se encontram os meninos de rua de dois grupos, um com atendimento institucional e o outro sem. Investiga o aspecto afetivo relativo a moralidade através da verificação da culpa internalizada e externalizada.


METODOLOGIA:

Estudo envolvendo 40 meninos de rua, sendo 20 atendidos num albergue e outros 20 sem atendimento institucional. Todos foram submetidos ao SROM (Questionário de Reflexão Social) de Gibbs, adaptado a uma forma audiovisual por Barreto. Este questionário avalia o nível de desenvolvimento do julgamento moral, segundo Kohlberg. Para avaliar a culpa internalizada (que não depende de ameaça de fora) e externalizada (que depende de uma punição de fora) utilizou-se a técnica do complemento de histórias através do Instrumento de Medição de Culpa, elaborado por Allinsmith e Grinder, adaptado por Biaggio, que consiste em duas histórias inacabadas, as quais deve-se dar um final. Como complemento, foram feitas algumas entrevistas. Aos resultados do teste, foi dado tratamento estatístico.


CONTEÚDO:

Estudo sobre o comportamento moral de meninos de rua, a partir de uma amostra de 40 crianças e adolescentes, entre 9 e 17 anos, de Porto Alegre. Vinte deles são atendidos pelo albergue João Paulo II e os outros vinte não têm assistência institucional. Assumindo os pressupostos básicos de Lawrence Kohlberg, o objetivo do trabalho direciona-se para investigar os aspectos cognitivos da moralidade, procurando verificar o nível de desenvolvimento moral dos meninos de rua e os aspectos afetivos relativos a culpa internalizada e externalizada. O instrumento de avaliação do julgamento moral foi o “Questionário de Reflexão Social”, traduzido e adaptado por Biaggio no Brasil. Os escores nesse teste objetivo permitem classificar cada sujeito em um dos estágios Kohlberianos de desenvolvimento moral 1, 2, 3, 4, e 5. Os resultados revelam que os meninos de rua se situam próximos ao estágio 3. Como conclusão globalmente tomada, os resultados confirmam os de alguns estudos anteriores já feitos na área. Verificou-se também que os meninos de rua apresentaram maior culpa internalizada do que externalizada nas histórias de Allinsmith e Grinder, adaptadas por Biaggio. Encontrou-se, ainda, uma correlação estatisticamente significante entre maturidade de julgamento moral e internalização de culpa.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A média de nível de desenvolvimento moral dos meninos foi o primeiro estágio do nível convencional, que é próxima a média de crianças brasileiras de classe média e média baixa, refutando, portanto, a hipótese. A maioria dos meninos revelaram maior culpa interiorizada do que exteriorizada, contrariando, também, a hipótese. Verificou a correlação entre nível de julgamento moral e internalização da culpa.


Inclui bibliografia.

BARROS, Salvina Pereira.




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