Juventude abrahãO, Maria Helena Menna Barreto. As relações educação e trabalho na escola do “não-trabalho”



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Meninos fora da escola. Niterói, 1981. 145 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal Fluminense.

ORIENTADOR(A): CRESPO, Ataliba Vianna.
DESCRIÇÃO:

Investiga as opiniões de “meninos em situação irregular”, atendidos temporariamente em duas unidades da Funabem, a respeito da escola e do trabalho. Compara as opiniões dos menores das duas unidades estudadas, uma que abriga menores infratores e outra menores com problemas familiares.


METODOLOGIA:

O estudo foi feito com 20 menores assistidos e 23 menores infratores, com idade entre 14 e 18 anos, do sexo masculino, ambos atendidos separadamente em duas unidades da Funabem do Rio de Janeiro. Esses 43 sujeitos foram sorteados de uma população de 107 menores das duas unidades. O instrumento utilizado foi a entrevista com um roteiro orientador que abordou: informações de caráter geral dos menores, sobre a família, sobre suas experiências e opiniões em relação à escola e ao trabalho, e suas expectativas gerais em relação ao futuro.


CONTEÚDO:

Estudo sobre “meninos em situação irregular”, alguns infratores e outros apenas assistidos, atendidos separadamente em duas Unidades de Triagem da Funabem do Rio de Janeiro. Todos eram do sexo masculino, com idade entre 14 e 18 anos e estavam fora da escola. O objetivo da pesquisa foi o levantamento de opiniões e expectativas em relação à escola e ao trabalho, e a comparação entre as duas unidades. Acabou-se, também, investigando algumas características pessoais e familiares desses meninos. Foram entrevistados a partir de um roteiro com questões gerais sobre a família, escola, trabalho e expectativas em relação ao futuro.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os meninos não estavam estudando quando entraram na instituição. Não concluíram o primeiro grau, por “ineficácia” da escola e não por falta dela. Recordam-se dos professores, principalmente pelo aspecto afetivo. Esperam fazer amigos quando voltarem a estudar. Esperam que a escola ajude em relação a profissão. Já trabalharam remuneradamente e gostariam de trabalhar novamente. Não têm grandes aspirações em relação a profissão.


Inclui bibliografia.

BARROS NETA, Maria da Anunciação Pinheiro. A influência da TV na formação do adolescente : análise de alguns estudos produzidos na década de 80. São Paulo, 1995. 86 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade de São Paulo.

ORIENTADOR(A): SEVERINO, Antônio Joaquim.
DESCRIÇÃO:

Analisa e discute as contribuições trazidas por alguns estudos da década de 80 sobre as relações entre a televisão e a educação, que enfocaram a participação desse veículo na formação da criança e do adolescente, buscando com isso retomar e aprofundar a reflexão sobre o problema.


METODOLOGIA:

Pesquisa teórica e pesquisa bibliográfica de seis estudos sobre as relações entre TV e educação. Procedeu-se a uma análise de conteúdo, buscando encontrar as teorias que as fundamentam. A partir desta análise os conceitos de "influência da comunicação" e de "transmissão do saber" foram rediscutidos.


CONTEÚDO:

Pesquisa teórica sobre estudos relativos a influência da televisão sobre o adolescente, produzidos na década de 80. O objetivo foi a análise e discussão desses estudos, buscando o aprofundamento da reflexão sobre o problema. Foram escolhidos seis estudos, que passaram por uma análise de conteúdo, buscando a compreensão das teorias que os fundamentam. A partir desta análise, os conceitos de "influência da comunicação" e de "transmissão do saber" foram rediscutidos. Os estudos mostraram-se contraditórios; isto deve-se aos modelos comunicacionais utilizados, como o behaviorismo e o funcionalismo, que baseiam-se no esquema estímulo-resposta. Há necessidade de revisão do conceito de influência da TV, pois a relação entre esta e as pessoas não é linear, faz parte de um complexo que envolve uma série de outras agências educativas e relações sociais, como a família, a escola, as relações de rua, etc.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os estudos analisados compartilham a idéia da influência da TV sobre os adolescentes, mas apresentam diferentes conclusões sobre seus efeitos. Essas diferenças devem-se aos modelos comunicacionais utilizados, como o behaviorismo e o funcionalismo. Há necessidade de revisão do conceito de influência da TV, pois a relação entre esta e as pessoas não é linear, faz parte de um complexo que envolve uma série de outras agências educativas, como a família, a escola, as relações de rua, etc.


Inclui bibliografia.

BARTHOLO, Maria Ignez de Mattos. Dos ingênuos aos meninos de rua : a democracia da exclusão. Rio de Janeiro, 1996. 124 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

ORIENTADOR(A): FIRME, Thereza Penna.
DESCRIÇÃO:

Procurou responder a seguinte questão: que relação se pode estabelecer entre a percepção social dos “ingênuos” advinda com a Lei do Ventre Livre e a percepção sobre “crianças e adolescentes em situação de risco” advinda com o Estatuto da Criança e do Adolescente?


METODOLOGIA:

Trata-se de estudo histórico que utilizou fontes primárias como a Lei Rio Branco, a Constituição Brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e secundárias, compostas pela literatura pertinente na área de História, Sociologia, Filosofia e outras. Foram também aplicados questionários a 500 professores da rede municipal e estadual de ensino com o objetivo de identificar sua percepção acerca de seus alunos, dos meninos de rua e do ECA.


CONTEÚDO:

O estudo buscou traçar um paralelo entre o impacto causado pela Lei do Ventre Livre e, um século depois, aquele causado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, sobretudo em termos do imaginário social da época frente a criança. Foi realizado estudo histórico a partir de fontes primárias como a Lei Rio Branco, a Constituição Brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e fontes secundárias, compostas pela bibliografia pertinente. Foram aplicados questionários a 500 professores da rede municipal e estadual fluminense, a fim de apreender suas percepções sobre seus alunos, sobre os meninos de rua e sobre o ECA. Concluiu-se que a Lei do Ventre Livre trouxe discussões acirradas em torno da legitimidade da escravidão e das conseqüências de sua supressão, e não foi respeitada pela maioria da sociedade fluminense, cujos proprietários de terras interiorizavam nas crianças a identidade de escravo e mantinham-nas sob sua tutela. A Lei teve como conseqüência o aumento substantivo de crianças negras e pardas abandonadas na Santa Casa, sem que houvesse uma conquista real da condição de cidadãos pelas crianças negras. O Estatuto da Criança e do Adolescente, por sua vez, ainda não foi aceito pela maioria da população brasileira pois os avanços propostos são vistos como formas de “proteger os marginais”.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Concluiu-se que a Lei do Ventre Livre não foi capaz de conceder uma verdadeira cidadania aos “ingênuos” – crianças negras nascidas livres, mas fez com que aumentasse o número de negros e pardos abandonados, entregues a Santa Casa. O Estatuto da Criança e do Adolescente avançou substancialmente rumo a uma compreensão mais ampla dos direitos das crianças e do tipo de tratamento a ser dispensado a elas pelo Estado e sociedade civil, mas ainda não foi aceito pela sociedade brasileira que o considera permissivo em relação a marginalidade infantil. Por fim, a escola pública, a partir da fala de seus professores, demonstrou recusa pelo ECA, sendo um dos focos importantes de disseminação de uma prática ainda autoritária e excludente no que diz respeito às crianças.


Inclui bibliografia.

BARUFFI, Helder. Necessidades dos alunos das escolas do meio rural e periferia urbana da região do Meio-Oeste Catarinense a serem atendidos pelo orientador educacional. Rio de Janeiro, 1984. 67 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio de Janeiro.

ORIENTADOR(A): LOFFREDI, Laís Esteves.
DESCRIÇÃO:

Identifica as necessidades de ordem acadêmica, pessoal/social e vocacional dos estudantes das escolas estaduais de primeiro grau de quinta a oitava série, da zona rural e periferia urbana do Meio Oeste Catarinense, quanto a atuação do orientador educacional (segundo a percepção de alunos e professores).


METODOLOGIA:

Trata-se de estudo exploratório cujo recurso metodológico empregado foi a análise estatística, sendo o usada como instrumento de pesquisa, apresentado para alunos e professores, uma escala tipo Likert.


CONTEÚDO:

Procurou-se levantar as necessidades de ordem acadêmica, pessoal/social e vocacional de estudantes de quinta a oitava séries das escolas estaduais de zona rural e de periferias urbanas da região do Meio-Oeste Catarinense, quanto a atuação do orientador educacional, segundo percepção de alunos e professores. O levantamento teve uma amostra de 62 professores e 188 alunos. A interpretação dos dados foi realizada em função dos tópicos: a) conceituação e objetivos da orientação e funções e atribuições do orientador educacional; b) caracterização do meio rural e periferia urbana: aspectos históricos e o movimento de ruralização do ensino, c) o meio rural e periferia urbana: caracterização; d) possibilidades da orientação educacional no meio rural e periferia urbana. Os resultados mostraram que a orientação é vista na região como trabalho de orientação vocacional e acadêmica; ou seja, uma ação voltada para o desenvolvimento do aluno, preparando-o para seu processo decisório, em integração real consigo mesmo e com o ambiente em que vive.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Concluiu-se quanto às necessidades: a) os alunos expressaram que as necessidades atendidas pelo serviço de orientação educacional se ligam as de ordem vocacional; b) os professores apontaram a necessidade acadêmica como prioritária no atendimento dos alunos de quinta a oitava série pelo serviço de orientação educacional; e c) os alunos não apontaram as necessidades de ordem pessoal/social, como objeto da atenção do serviço de orientação, ao passo que os professores também deixaram de apontar. A preocupação por parte dos alunos com referência às necessidades vocacionais não só caracteriza a necessidade de orientação educacional, mas também indica a ênfase a ser dada em sua prática. O atendimento às necessidades de ordem acadêmica, apontadas pelos professores, devem ser somadas, na prática da orientação vocacional, às necessidades vocacionais, indicadas pelos alunos. Pode-se concluir que a orientação educacional é vista como um trabalho de orientação vocacional e de orientação profissional mais do que uma ação voltada para o desenvolvimento do aluno, preparando-o para seu processo decisório, em integração real consigo próprio e com o ambiente em que vive. Sugere-se que se realizem novas pesquisas com o mesmo e com outros instrumentos buscando caracterizar realmente a ação do orientador educacional no meio rural e periferia urbana. Que se pesquise outras variáveis apontadas como necessidades ou se experimente uma proposta de ação de orientação educacional baseada nessas mesmas necessidades. E que as instituições de ensino superior da região proporcionem aos orientadores formação básica para atuar neste meio, através de disciplinas especificas e estágios supervisionados adequados a realidade.


Inclui bibliografia.

BASSO, Rita. Representações sociais dos alunos de segundo grau. Campinas, 1984. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas.

ORIENTADOR(A): FRANCO, Maria Laura Puglisi Barbosa.
DESCRIÇÃO:

A pesquisa teve como objetivo central analisar as representações sociais de alunos que cursam o segundo grau, a partir dos seguintes questionamentos: o que os alunos pensam a respeito do ensino de segundo grau, tal como está hoje configurado?; o que esperam receber da escola e o que ela está oferecendo?; quais as condições reais a partir das quais situam-se na habilitação profissional cursada e qual a relação existente entre escola, profissão e trabalho?; quais são suas concepções acerca das desigualdades sociais.


METODOLOGIA:

Foram estudadas quatro escolas de segundo grau profissionalizante, na cidade de Lajeado (RS). A coleta de dados foi feita em duas fases: a primeira a partir da caracterização do local estudado, com a realização de entrevistas com diretores e técnicos das escolas e pelo contato sistemático com alunos, professores e funcionários. A segunda fase consistiu na realização de entrevistas a partir de roteiro com 44 questões abertas, direcionadas a alunos do terceiro ano, cuja amostra foi de 10%, somando 35 sujeitos. A amostra foi definida por sorteio aleatório. O material coletado foi agrupado em torno de oito temáticas principais, de acordo com a análise de conteúdo de toda a entrevista.


CONTEÚDO:

O estudo analisa as representações sociais dos cursos de segundo grau expressas na "fala" de alunos deste nível de ensino. A pesquisa foi realizada com 35 alunos da terceira série do segundo grau de 5 estabelecimentos de ensino existentes na cidade de Lajeado. Os dados foram colhidos em dois momentos distintos. Num primeiro momento, buscou-se conhecer a dinâmica de cada instituição de onde procederam os sujeitos deste estudo. Através de entrevistas, contato com professores e funcionários, foi complementado o trabalho de campo. No segundo momento foram realizadas entrevistas individuais com os alunos. A partir dos discurso dos alunos foram agrupadas as "falas" em grandes temas, abrindo-se para cada temática categorias correspondentes. A inadequação do modelo de ensino de segundo grau ancorado no binômio terminalidade/continuidade apresentou-se evidente. Pela análise deste material constatou-se que permanece a dicotomia e a indefinição do ensino de segundo grau, o que se manifesta em posturas contraditórias onde, por vezes, a terminalidade é valorizada e, por vezes, os alunos buscam a profissionalização em nível de educação secundária.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os alunos buscam na profissionalização de segundo grau oportunidades de melhoria ocupacional, mas não descartam a aspiração de prosseguir os estudos no terceiro grau. Para os alunos, a escola fornece possibilidades de mobilidade social, mas isto não é suficiente para convencê-los de sua importância. Eles questionam a excesso de teoria e a falta de prática na escola, esta última vista no sentido de discutir questões próximas a realidade dos alunos. A escola de segundo grau acaba por não preparar o aluno para o trabalho nem para o vestibular e, portanto, fracassa em seus objetivos legais de propor um ensino de terminalidade aliado a uma continuidade. Considerando que a pesquisa manteve-se ao nível das indagações, aponta-se a necessidade de realização de outros estudos que possuam um conteúdo mais propositivo.


Inclui bibliografia.

BECKER, Erica Georgina. A escolha da profissão : uma leitura psico-pedagógica do conteúdo de discursos femininos. Porto Alegre, 1995. 103 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): FOLBERG, Maria Nestrovsky.
DESCRIÇÃO:

Busca apreender as motivações e significados das escolhas profissionais de mulheres jovens e adultas.


METODOLOGIA:

Foram realizadas entrevistas com 14 adolescentes, alunas de dois colégios estaduais de Porto Alegre, e com 6 mulheres adultas contatadas através da associação de bairro, moradoras da mesma região em que se localizavam as escolas.


CONTEÚDO:

Trata-se de estudo sobre a escolha da profissão entre mulheres adolescentes e adultas. Foram realizadas entrevistas com 14 alunas de duas escolas estaduais de segundo grau de Porto Alegre, e com 6 mulheres contatadas a partir da associação de bairro, na mesma região em que se localizavam as escolas. Através da análise de conteúdo foram eleitas três unidades temáticas centrais: a escolha da profissão, o olhar feminino sobre o significado do trabalho e as concepções sobre gênero e família. Observou-se que as jovens negam a influência familiar em suas opções profissionais, embora isso contradiga boa parte de seus depoimentos, enquanto as mulheres enfatizam a influência paterna e materna na elaboração das escolhas. Segundo as entrevistadas, a escola é omissa quanto a questão da opção profissional, sendo a família a maior fonte de estímulo, sempre motivada pela busca de melhores condições econômicas.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

As jovens negam a influência da família em suas decisões, embora isso seja contraditório em relação aos seus depoimentos. Já as mulheres adultas salientam a influência do pai e da mãe na elaboração de suas escolhas profissionais. O espaço doméstico não é visto como espaço de trabalho pelas jovens e pelas mulheres, pois o trabalho é recorrentemente associado a remuneração financeira. As jovens colocam sua vida profissional acima das pretensões de maternidade, demonstrando uma mudança significativa na percepção do papel social das mulheres, em relação as gerações anteriores.


Inclui bibliografia.

BENASULLY, Jussara Sampaio. O ensino regular noturno de quinta a oitava séries e o problema do aluno trabalhador. Niterói, 1998. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal Fluminense.

ORIENTADOR(A): TREIN, Eunice Schilling.
DESCRIÇÃO:

Elabora uma nova proposta pedagógica adequada as necessidades do aluno do período noturno, a partir da investigação sobre as características e anseios dessa clientela.


METODOLOGIA:

Foi realizado um estudo de caso numa escola municipal localizada em Macaé, cidade do Rio de Janeiro. Foram realizadas entrevistas não estruturadas com 23 alunos e professores da quinta série, e elaborados projetos de intervenção pedagógica em conjunto com os docentes.


CONTEÚDO:

O estudo discute o ensino regular noturno, buscando elaborar uma proposta pedagógica que atenda às expectativas do aluno trabalhador. Pesquisou uma escola municipal localizada no município de Macaé onde a autora exerce a função de orientadora pedagógica. Foram realizadas entrevistas não estruturadas com 23 alunos e professores da quinta série e elaborados projetos pedagógicos juntamente com o corpo docente. Foi resgatada a história do ensino noturno no Rio de Janeiro e em Macaé e utilizados os escritos de Gramsci para compreender o processo de escolarização das classes populares. Observou-se que os alunos, em sua maioria trabalhadores, valorizam os conhecimentos ligados concretamente ao seu cotidiano, discriminando as matérias conforme sua importância no mercado de trabalho. Os alunos procuram a escola com a expectativa de obter condições para enfrentar o mundo, mas como isso não ocorre, acabam apropriando a escola como espaço de lazer e encontro social, o que frustra profundamente os objetivos colocados pela escola.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A partir de várias discussões travadas com professores, buscou-se compreender conjuntamente os desafios colocados ao ensino noturno, à luz dos conceitos gramscianos. Algumas propostas pedagógicas foram colocadas em prática, mas problemas como a falta de preparo do professor dificultaram o êxito das intervenções. Observou-se que as expectativas dos alunos em relação à escola dizem respeito a obtenção de um conhecimento ligado ao mercado de trabalho. A autora defende que a escola mais adequada ao aluno trabalhador é a escola unitária de Gramsci que utiliza o trabalho como princípio educativo.


Inclui bibliografia.

BERGER, Maria Virgínia Bernardi. Reabertura e reopção em curso de graduação em uma universidade pública : a busca de realização de um projeto de vida profissional. São Paulo, 1993. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

ORIENTADOR(A): GATTI, Bernadete Angelina.
DESCRIÇÃO:

O estudo analisa a fala dos alunos do curso superior da Universidade Estadual de Ponta Grossa no Paraná (UEPG-PR) que, durante sua trajetória de estudos, solicitaram reopção e reabertura de curso, a fim de repensar o processo vocacional destes alunos, verificando a interdependência e as contradições existentes entre os projetos de vida individuais e as condições sociais objetivas. São colocadas algumas questões: como explicar o movimento que leva os alunos a solicitarem reabertura de matrícula e mudanças de curso na graduação?; como se expressa o nível de consciência dos indivíduos sobre o que desejam e para que?; qual o nível de satisfação dos alunos face ao curso que freqüentam?; de que maneira o indivíduo chega a ser expressão particular e contraditória de seu contexto social e histórico?


METODOLOGIA:

Os dados foram levantados através de pesquisa documental e entrevista semi-estruturada com alunos matriculados na UEPG-PR no primeiro semestre de 1991, em quaisquer cursos que tenham constado pedidos de reabertura de matrícula e reopção de curso, no período de agosto de 1989 a agosto de 1990. As entrevistas foram realizadas com uma amostra de 29 alunos, definida por sorteio.


CONTEÚDO:

Analisa a fala de alunos de curso superior que durante a sua trajetória de estudos solicitaram reopção e reabertura de curso, em busca da realização de um projeto de vida profissional. As alterações na continuidade do ensino constituem uma das vias para se repensar o processo vocacional desses alunos; verifica a interdependência e as contradições existentes entre os projetos de vida individual e as condições sociais objetivas. O que se pode apreender como essencial nessa trajetória dos alunos é que as contradições existentes entre o projeto de vida profissional e as condições objetivas de vida emergem no enfrentamento do desejável a opção possível, onde se define o grau de liberdade do indivíduo; e que a questão do trabalho e a inserção efetiva e promissora no mundo ocupacional exercem significativa influência no processo decisórios dos jovens que pleiteiam o ingresso e a permanência no curso superior.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A pesquisa permitiu concluir que a opção por um projeto profissional encontra-se condicionada por inúmeras e sutis influências, que se desenvolvem ao longo da história de cada pessoa e que leva também o selo de expectativas e projetos familiares, além de estar delimitada pela situação social, cultural e econômica, pelas oportunidades educativas, pelas disposições de cada um, pelos horizontes ocupacionais do lugar de residência etc. Tendo visto a dupla ordem de determinações sobre a escolha dos sujeitos, pode-se supor que a liberdade ou autonomia "relativas" da escolha surgirá da consciência destas determinações. Constatou-se que a decisão por determinado curso e o ingresso na universidade não significam o equacionamento da problemática vocacional na qual está imbricada a realização de um projeto de vida pessoal e profissional. Para a autora cabe a universidade promover o debate interno sobre a questão da identidade profissional, considerando que o processo de formação não se esgota na aquisição de conhecimentos técnicos mas envolve múltiplos aspectos tais como o afetivo e o relacionado a atitudes. Para aqueles que não conseguem concluir o curso em virtude do trabalho, a universidade deve oferecer outras alternativas que viabilizassem o atendimento a este grupo social.


Inclui bibliografia.

BEYER, Hugo Otto. O ensaio de sentido da vida do adolescente na escola. Porto Alegre, 1988. 94 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): VEIT, Laetus Mário.
DESCRIÇÃO:

Procura responder as seguintes questões: qual é e como se dá a interferência da escola na construção do sentido da vida pelo adolescente? Há influência significativa do professor na construção deste sentido? O adolescente mostra-se aberto ou fechado diante da escola? Que valores desenvolve a partir de sua vivência na escola?


METODOLOGIA:

Estudo com 25 alunos, de 14 a 18 anos, de nível social médio, representantes de todas séries do segundo grau de uma escola pública de Porto Alegre. Foram realizadas entrevistas com os alunos e oito professores, tendo por base um roteiro preestabelecido a partir de seis questões. As realizadas com os alunos foram individuais ou coletivas de acordo com a suas disponibilidades. Todas foram transcritas e depois sintetizadas a fim de perceber-se os sentidos e valores explicitados. Estes foram enquadrados dentro de algumas categorias estabelecidas. O "design" da pesquisa foi compreensivo-descritivo.


CONTEÚDO:

Estudo de caso de um grupo de 25 alunos de uma escola pública de Porto Alegre, dentro da faixa etária de 14 a 18 anos, pertencentes a classe média. O referencial teórico adotado baseou-se totalmente na logoterapia desenvolvida por Viktor Frankl. A logoterapia tem como princípio fundamental a necessidade de um sentido para a vida humana. Esta pesquisa teve como objetivo verificar as implicações da interação professor-aluno para os ensaios de sentido que os adolescentes começam a dar a suas vidas.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Foi possível obter as seguintes conclusões: alunos com 14 e 15 anos: sentido de vida dependente dos familiares; com 16 e 17 anos: indefinição quanto ao sentido da vida; com 18 anos: sentido que tende a autonomia e independência. As adolescentes demonstraram maior maturidade em relação ao sentido da vida do que os adolescentes. Dependeu da faixa etária, também, a relação professor-aluno: com os de 14 e 15 anos, relação unilateral e bilateral; com os de 16 e 17 houve dispersão de formas de relação; e com os de 18 predominou a relação neutra. A influência dos professores no sentido que o adolescente dá a vida depende do modelo filosófico-educacional que adota; nas entrevistas foram percebidas adesões aos modelos humanistas e dialéticos.


Inclui bibliografia.

BITES, Maria Francisca de Souza C.




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