Juventude abrahãO, Maria Helena Menna Barreto. As relações educação e trabalho na escola do “não-trabalho”



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O ensino noturno em Goiânia : um diagnóstico. Goiânia, 1992. 245 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Goiás.

ORIENTADOR(A): LIBANEO, José Carlos.
DESCRIÇÃO:

Apresenta um quadro do ensino noturno no Município de Goiânia, procurando caracterizar a política educacional, o perfil do aluno e do professor, a escola como organização administrativa e pedagógica, a dimensão administrativa e didático-pedagógica do trabalho escolar, a evasão e repetência.


METODOLOGIA:

Estruturada na metodologia do estudo exploratório, a pesquisa teve como referencial empírico dados do Município de Goiânia dos anos de 1988/89, complementados por um estudo de caso numa escola estadual de primeiro grau (os dados da escola foram obtidos entre 1986 e 1991). Utilizou os seguintes procedimentos: pesquisa bibliográfica, análise documental, entrevistas com autoridades da administração central, profissionais da escola-campo da pesquisa, observações e registro do cotidiano escolar e aplicação de questionários aos estudantes.


CONTEÚDO:

Estuda o ensino regular noturno no Estado de Goiás e no Município de Goiânia, na forma de pesquisa exploratória visando a formulação de um diagnóstico. Foram coletados dados estatísticos dessa modalidade de ensino, analisados documentos das secretarias de educação estadual e municipal e depoimentos de autoridades. Também foi observado o cotidiano de uma escola estadual de primeiro grau, juntamente com entrevistas de seus profissionais e alunos. A análise desses dados confirma estudos correlatos realizados em outros estados, segundo os quais o ensino regular noturno vem sendo tratado como se fosse ensino diurno, muito embora alunos e professores do noturno sejam portadores de características diferenciadas e o ensino noturno requeira condições organizacionais e pedagógicas próprias. Precisamente em decorrência destas peculiaridades, os resultados educacionais do ensino noturno são mais agravados, de modo que as deficiências do ensino diurno são aqui potencializadas. O diagnóstico sugere uma variedade de investigações nessa modalidade de ensino.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A exemplo do que ocorre em outras localidades, o ensino noturno em Goiás não vem contemplando os interesses e necessidades da clientela. Tanto os órgãos competentes como os profissionais técnicos da escola não buscam captar a especificidade dos que atuam nesses período, visando assim estabelecer uma política que atenda às necessidades dessa clientela. Assim o ensino regular diurno ainda é o referencial da organização e administração, do desenvolvimento das atividades pedagógicas e didáticas. Os professores demonstram um estado de desânimo pela própria atividade que exercem e um sentimento de solidão em suas práticas.


Inclui bibliografia.

BOA SORTE, Nadir Ferreira. O imaginário do adolescente sobre o consumo do álcool e o processo de construção de identidades : implicações na educação e prevenção. Salvador, 1998. 129 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia.

ORIENTADOR(A): BASTOS, Ana Cecília Bittencourt.
DESCRIÇÃO:

Busca explorar o imaginário dos adolescentes em relação a cerveja, apreendendo suas representações sociais quanto ao consumo de álcool.


METODOLOGIA:

A metodologia teve como objetivo descrever a percepção do adolescente sobre a cerveja, e a forma como ele vê a percepção de seus amigos e da sociedade em relação a ela, e analisar o discurso sobre o álcool na escola. Investigou-se uma escola cooperativada localizada em bairro de classe média do município de Salvador. Foram formados dois grupos amostrais, um constituído pelos alunos da oitava série e outro pelos demais alunos da escola, que compreendeu turmas de quinta série ao terceiro ano do segundo grau. Os alunos do primeiro grupo elaboraram um questionário a ser preenchido pelo segundo grupo. Foram analisadas as questões formuladas pelos alunos do primeiro grupo e as respostas dadas pelos dois grupos ao questionário.


CONTEÚDO:

O estudo teve como objetivo apreender o imaginário dos adolescentes em relação ao consumo de álcool, sobretudo a cerveja. Partiu-se das seguintes hipóteses: 1) o adolescente não percebe a cerveja como uma substancia prejudicial, que em excesso pode levar a dependência e a uma série de doenças físicas e sociais; 2) o consumo de álcool está ligado ao desenvolvimento da identidade juvenil que passa pela busca de independência através da adoção de novos comportamentos. Foi investigada uma escola cooperativa localizada num bairro de classe média da cidade de Salvador, através da aplicação da técnica de Auto Questionamento (Self-Q) aos alunos. Foram constituídos dois grupos amostrais, o primeiro formado por alunos da oitava série e o segundo pelo restante dos alunos, que cursavam de quinta série ao terceiro ano do segundo grau. Os alunos do primeiro grupo elaboraram um questionário a ser preenchido pelo segundo grupo e por eles próprios. A análise qualitativa concentrou-se nas questões elaboradas pelos alunos do primeiro grupo, e a análise quantitativa nas respostas ao questionário dadas por ambos os grupos. Observou-se que os adolescentes possuem uma visão ingênua da cerveja, como uma bebida menos prejudicial que outras. Acreditam que fatores internos, como a imagem social associada ao mundo adulto, está mais relacionada ao comportamento de beber do que os externos.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os adolescentes percebem a cerveja como uma bebida menos prejudicial do que outras, o que leva a confirmar a hipótese 1, e associam o hábito de beber a busca de uma identidade social positiva associada ao mundo adulto. Não se encontrou relação entre o consumo do álcool e necessidade de testar limites e transgredir, como aponta a literatura especializada. Esse consumo está mais relacionado à assunção de papéis adultos, à integração social e ao prazer, do que à busca de independência através de comportamentos que afrontem a sociedade, o que leva a rejeitar a hipótese 2.


Inclui bibliografia.

BOMFIM, Marisa Santos. Egressos da Funabem : sua reintegração na sociedade. Rio de Janeiro, 1987. 154 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Instituto de Estudos Avançados em Educação, Fundação Getúlio Vargas.

ORIENTADOR(A): CAMPOS, Angela Valadares Dutra de Souza.
DESCRIÇÃO:

Busca conhecer a situação social do jovem egresso da Funabem, baseando-se em dados trazidos por ele mesmo no momento em que ocupa a posição de marginalizado na sociedade. Investiga as causas da existência desta população marginal de egressos da Funabem vivendo em condições de miserabilidade.


METODOLOGIA:

O estudo é caracterizado por sua ênfase recair sob os aspectos qualitativos que orientou a coleta e a análise dos dados. Utiliza-se como recurso metodológico a observação direta e assistemática complementada por procedimentos realizados durante a pesquisa, como as conversas informais e tendo como instrumento as entrevistas semi-estruturadas.


CONTEÚDO:

Propõe a conhecer a situação social do jovem egresso da Funabem, baseando-se em dados trazidos por ele mesmo no momento que ocupa a posição de marginalizado na sociedade. Objetiva investigar as causas da existência de uma população marginal de egressos da Funabem, vivendo em condições de notória miserabilidade. A primeira parte apresenta uma visão global sobre o egresso, processo de marginalização, institucionalização e de desligamento. A segunda parte trata da pesquisa e seus resultados. Os sujeitos da pesquisa constituem-se de um grupo de 18 ex-alunos da Funabem e SAM (com o desligamento ocorrido entre 1952 a 1980, com maior concentração nos anos de 1976 a 1979) que eram membros da diretoria ou sócios do ASSEAF no período de 1982 a 1984. Foram realizadas reportagens através de contatos informais. A análise e interpretação dos resultados permitiram concluir que a situação dos egressos pode ser subdividida em tópicos que destacam visões especificas - visão dos que cuidam do menor abandonado e do ex-aluno, visão do ex-aluno e visão veiculada pela imprensa. O resultado da pesquisa concluiu que, após o desligamento da instituição, crescem os riscos de não-integração do egresso. Do mesmo modo demonstra que as situações adotadas para fazer frente a problemática do menor abandonado, no âmbito político e assistencial, têm sido ineficazes.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

O abandono dos "menores" – primeiro desencadeante do "destino" do egresso - não é causado pela irresponsabilidade "moral" da família, mas uma manifestação da estrutura econômica. Os egressos revivem a situação de marginalização econômica que originou sua internação nas instituições de amparo ao menor. Portanto, tendo sido, quando menores, indivíduos a margem dos processos que possibilitariam a integração social, voltam, quando maiores, a serem postos a margem, dependendo da "sorte", isto é, de oportunidades excepcionais, para se integrarem ao meio social. O tempo que passaram nas instituições representa apenas um momento de transição entre a primeira e segunda fase de marginalização social, sendo que após seu desligamento da instituição crescem os riscos de não integração. Porém através das declarações dos egressos, não se pode negar que sejam conscientes do significado e das causas de sua situação, e esta consciência vem conduzindo as formas de luta pela integração social. São os egressos, portanto, capazes de se organizar para esta luta, embora não consigam ampliá-la a um número significativo de "ex-alunos da Funabem".


Inclui bibliografia.

BONILAURI, Ana Rosa Chopard. Relações entre escolarização do adolescente e a antecipação do desempenho de um papel social. Rio de Janeiro, 1985. Dissertação (Mestrado em Educação) - Instituto de Estudos Avançados em Educação, Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

ORIENTADOR(A): BAETA, Anna Maria Bianchini.
DESCRIÇÃO:

Pretende identificar as relações entre a escolarização do adolescente e a antecipação de um papel social, ilustrado pela escolha profissional.


METODOLOGIA:

Foi realizado um estudo em 2 escolas particulares do Rio de Janeiro. A amostra foi composta por 98 alunos da escola A, representando 11% do universo total de alunos, e 36 alunos da escola B, o que representa 86% do total de alunos desta escola. Os dados referentes aos alunos foram coletados através de um questionário com 44 questões. Foram realizadas entrevistas com os representantes das escolas a fim de obter informações sobre sua organização. O estudo mesclou o método qualitativo ao quantitativo, com ênfase neste último. Os resultados receberam tratamento estatístico e foram descritos em tabelas e gráficos.


CONTEÚDO:

O estudo procurou compreender a formação da identidade psicossocial do adolescente, influenciada pelas identificações desenvolvidas no ambiente familiar. Durante a escolarização o adolescente experimenta vivências de sucesso ou fracasso. Essas vivências adquirem um significado próprio conforme os ideais sociais reproduzidos por sua escola. A assimilação de tais ideais sociais, enquanto valores, percebe-se através das representações sociais de sucesso ou fracasso escolar. A disseminação de determinada ordem ideológica atua como contorno para a reintegração das identificações de infância em busca da autoidentidade. Será essa visão de mundo que orientará o adolescente na escolha de um futuro papel expresso pela profissão pretendida. A metodologia geral do estudo pretendeu recorrer a métodos quantitativos. Foi elaborado um questionário respondido por 134 jovens do segundo grau de uma mesma série, alunos de duas escolas particulares da cidade do Rio de Janeiro. Análises estatísticas levaram a conclusão de que família e escola selecionam-se mutuamente, selando um pacto resguardado por valores sociais compartilhados, em busca de um papel social para as novas gerações.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A família mostrou exercer profunda influência na definição do papel social a ser pretensamente desempenhado pelo aluno, através da profissionalização. O adolescente reproduz ideais parentais, tomando-os como referencial para atitudes decisórias, sejam estas de aceitação ou de negação imediata a premissa familiar. Agindo assim, o adolescente vai ainda excluir, negando, as influências parentais e por extensão, as influências escolares, em qualquer decisão que envolva ele próprio. Foi identificada a relevância do pensamento liberal como fundamento da formação da identidade psicossocial dos adolescentes do segundo grau. A construção das representações sobre sucesso/fracasso escolar constitui-se em mecanismo de homogeneização ao nível ideológico, cujas contradições criam a situação ideal para que diferenças sejam anuladas em nome de alguma garantia que as suplante: a mobilidade social.


Inclui bibliografia.

BORTOLI, Maria Conceição. Ensino de segundo grau noturno : o aluno e a escola. Porto Alegre, 1985. 163 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): LUCE, Maria Beatriz Moreira.
DESCRIÇÃO:

Busca reconhecer e analisar as principais características e problemas do ensino de segundo grau noturno em Porto Alegre, de acordo com os professores, alunos e diretores. Percebe se há adequação dessa modalidade de ensino às características, necessidades e aspirações dos alunos. Aponta os problemas que exigem maior atenção dos administradores educacionais e oferece subsídios para o planejamento educacional.


METODOLOGIA:

Estudo exploratório descritivo com professores, alunos e diretores sobre o ensino noturno. Foi tomada uma amostra de 30% das escolas de segundo grau noturno de Porto Alegre (10), participando 100% dos diretores destas escolas (10), 5% dos alunos (262) e 20% dos professores desses alunos (33). Cada um dos três segmentos respondeu um questionário diferente, que foi o principal instrumento utilizado. Ainda foram realizadas algumas entrevistas e observações nas escolas. Alguns dados secundários foram colhidos junto aos órgãos oficiais.


CONTEÚDO:

A pesquisa teve como objetivo constatar a realidade do ensino de segundo grau noturno, a partir da opinião dos alunos, professores e diretores desse nível de ensino; e analisar sua adequação às características, necessidades e aspirações do aluno. Concluiu-se que o ensino noturno está inadequado aos alunos, principalmente quanto ao currículo e metodologia. Os resultados indicam a necessidade de se adequar o ensino de segundo grau noturno ao aluno, pois o que se oferece não é aquilo que ele espera e precisa para se desenvolver como pessoa e profissional. No currículo, os aspectos legais são mais valorizados do que o aluno. A estrutura organizacional deixa a desejar, oferecendo parcialmente os serviços que a escola dispõe. As classes são numerosas e heterogêneas. A metodologia de ensino restringe-se a aulas expositivas. O rendimento escolar é baixo.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

O ensino de segundo grau noturno não está adequado a sua realidade, o que pode ser percebido pela excessiva preocupação com os aspectos legais, em detrimento das necessidades e aspirações dos alunos, durante a elaboração do currículo. A metodologia utilizada não é apropriada ao ensino noturno. As escolas não oferecem todos os recursos de que dispõe durante a noite. As classes são numerosas e heterogêneas. Há preconceito em relação ao ensino noturno por parte de todos segmentos. Recomenda-se, entre outras coisas: considerar as características do aluno; adotar matrícula por disciplina; melhorar relacionamento professor-aluno; o acompanhamento do aproveitamento e da evasão escolar; melhorar a alimentação nas escolas; funcionar com todos os recursos que a escola dispõe durante o dia; organizar turmas com menos alunos; oferecer formação profissional opcional; mudar o currículo e a metodologia de ensino.


Inclui bibliografia.

BRAGA, Selma Ambrozina de Moura. O fracasso escolar nas vozes de um grupo de alunos de quinta e oitava séries, integrantes de um clube de ciências e cultura. São Paulo, 1995. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

ORIENTADOR(A): FLEURY, Eduardo.
DESCRIÇÃO:

Busca identificar a representação social que alunos e alunas de quinta a oitava série, com história de repetência, fazem da sua exclusão dessa escola e os atos de resistência no processo.


METODOLOGIA:

Pesquisa qualitativa utilizando-se um estudo de caso. O trabalho empírico foi realizado com um grupo de 8 alunos e 2 alunas com idade entre 14 e 16 anos que estavam estudando entre a quinta e a oitava série na Escola de Primeiro Grau do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais. O grupo participava do Clube de Ciências e Cultura da escola, e apresentava uma história de repetência e fracasso escolar. Foram utilizadas como instrumentos de investigação a técnica da observação natural e a entrevista semi-estruturada e semi-diretiva.


CONTEÚDO:

Este trabalho consiste na descrição e análise do fracasso escolar a partir das falas de oito alunos e alunas de 14 a 16 anos, de quinta a oitava séries da Escola de Primeiro Grau do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais. A decisão de eleger os adolescentes como sujeitos da pesquisa deve-se a constatação de que as suas falas têm sido pouco consideradas na pesquisa sobre a escola e o fracasso escolar. Esses alunos e alunas com história de repetência se mostravam naquele momento interessados e com excelente desempenho. O objetivo era investigar como o(a) aluno(a) representava a sua condição de excluído da escola. Busca como referencial de análise da fala desses adolescentes a teoria da representação social, os estudos de Bakhtin sobre o uso da linguagem e os trabalhos de Vygotsky sobre as origens sociais do funcionamento mental individual. Os dados da pesquisa foram construídos a partir de: a) observação natural desse grupo nas atividades do projeto de Clube de Ciências e em sala de aula; b) questionário e entrevistas aplicados a esses alunos com o propósito de identificar as representações que fazem de suas histórias de fracasso escolar; c) transcrição e análise das entrevistas. As histórias de repetência desse grupo de alunos e alunas revelam como a cultura da exclusão se apresenta nessa escola, além de mostrar as formas culturais de oposição desses adolescentes que se expressam pelas contradições, conflitos e, sobretudo, resistências.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

As histórias de repetência desse grupo de alunos e alunas revelam como a cultura da exclusão se apresenta nessa escola, além de mostrar as formas culturais de oposição desses adolescentes que se expressam pelas contradições, conflitos e, sobretudo, resistências. O estudo aponta para a necessidade de se repensar o discurso hegemônico do fracasso escolar, como mera fatalidade social, sem condições de recuperação.


Inclui bibliografia.

BRUGALLI, Marlene. Sexualidade e o ato de aprender, suas relações e implicações. Porto Alegre, 1995. 165 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): COMIOTTO, Mirian Sirley.
DESCRIÇÃO:

Aprofunda o conceito de sexualidade respondendo às questões: quais as relações entre a sexualidade e o aprendizado? Como esse conceito é compreendido pelos adolescentes? Desenvolve conteúdos subsidiadores ao trabalho com o tema, interdisciplinarmente.


METODOLOGIA:

Pesquisa feita com uma classe de alunos da sexta série. Participaram 33 estudantes com idade entre 11 e 13 anos. Professores também foram envolvidos. Foi desenvolvida uma pesquisa-ação, segundo Carr, com o grupo. Esse trabalho ocorreu durante os encontros semanais de orientação educacional. O contato com os pais e professores deu-se através de reuniões ou entrevistas individuais. Junto com os professores, foram elaborados relatórios e reflexões sobre o tema. Nos encontros com os alunos, foram realizadas entrevistas, discussões a partir de tarefas feitas em casa, como entrevistas com os pais, reflexões a partir da leitura de um livro de história infantil e de notícia de jornal, dramatizações, produções de texto. Ocorreram avaliações com os alunos, professores e pais durante todo desenvolvimento do trabalho. Paralelamente a tudo isto desenvolveu-se o estudo da sexualidade e suas relações com a aprendizagem.


CONTEÚDO:

Pesquisa-ação sobre o tema sexualidade e aprendizagem desenvolvida com um grupo de 33 alunos, na fase inicial da adolescência, entre 11 a 13 anos, cursando a sexta série em uma escola pública de Porto Alegre. Os objetivos foram o aprofundamento do conceito de sexualidade e suas relações com o aprendizado, procurando chegar a uma proposta interdisciplinar de trabalho. Além disto pretendeu-se discutir com pais, alunos e professores questões relativas a sexualidade e o ato de aprender. A pesquisa-ação ocorreu através de encontros semanais com alunos e reuniões e entrevistas com pais e professores. A manifestação da dimensão agressividade em nível individual e grupal foi um dos principais pontos que se mostrou necessário levar em conta ao pensar sexualidade e aprendizagem.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A agressividade é um componente muito importante no tratamento da relação entre sexualidade e aprendizagem. As artes plásticas permitem a expressão do sentimento e do inconsciente do aluno; a música possibilita o enriquecimento dos sentimentos humanos; a educação física permite o melhor conhecimento do corpo e contribui para o seu desenvolvimento na infância e adolescência; As ciências devem trabalhar com conceitos relacionados a sexualidade.


Inclui bibliografia.

BRUNS, Maria Alves de Toledo. Evasão escolar : causas e efeitos psicológicos e sociais. Campinas, 1985. 196 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas.

ORIENTADOR(A): FINI, Maria Inês.
DESCRIÇÃO:

Acrescenta dados a compreensão da evasão escolar, ocorrida entre alunos de quinta a oitava série, a partir das causas e efeitos psicológicos e sociais, percebidos pelos próprios sujeitos da exclusão.


METODOLOGIA:

Trata-se de um estudo analítico descritivo cujos recursos metodológicos empregados foram a análise estatística utilizando como procedimentos e instrumentos da pesquisa dois modelos de entrevista, um para caracterizar a população em estudo e outra para obter dados referentes a percepção e expectativas dos sujeitos.


CONTEÚDO:

Com o objetivo de acrescentar dados a compreensão do fracasso escolar, a partir dos efeitos psicológicos e sociais percebidos pelos sujeitos da evasão, foi realizada esta pesquisa junto a egressos de quinta a oitava série, de 1979 a 1983, em duas escolas públicas de Campinas (SP). Utilizou-se um instrumento que permitiu coletar dados referentes a percepção e expectativas dos sujeitos frente ao fracasso escolar. Foram identificados 216 sujeitos, dos quais sobraram 49, com idades variando entre 17 e 22 anos, havendo assim uma perda significativa que motivou um estudo a parte, dentro da pesquisa. Trata-se de uma pesquisa analítico-descritiva, onde o discurso é o ponto central da análise. Os resultados evidenciaram que os efeitos psicológicos da evasão ainda estão presentes na vida dos ex-alunos, que se sentem estigmatizados e excluídos de outras vantagens sociais por não possuírem a escolaridade completa. Conclui-se que embora possuidores de uma percepção realista das limitações da escola, os sujeitos tendem a atribuir a si mesmos as causas de seu fracasso escolar.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A evasão escolar do período noturno é mais do que o dobro em relação a evasão diurna, enquanto o número de sujeitos matriculados no período diurno é o dobro do período noturno. A evasão concentra-se na faixa etária de 17 a 22 anos, em sua maioria por sujeitos do sexo masculino e solteiros. A incongruência entre trabalho x escola, situação financeira da família, problemas pedagógicos, preconceitos morais são as principais causas da evasão percebida pelos egressos. A instituição escolar só é percebida pela relação professor x aluno; "escola boa" é a que possui ótimos professores e destacam a competência técnica e a relação afetiva como variáveis importantíssimas para uma aprendizagem significativa. A grande maioria dos egressos pretende voltar a estudar, pois relaciona escolaridade completa com "bom emprego" e "subir na vida".


Inclui bibliografia.

BRUNS, Maria Alves de Toledo.




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