Juventude abrahãO, Maria Helena Menna Barreto. As relações educação e trabalho na escola do “não-trabalho”


Não era bem isso que eu esperava da universidade



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Não era bem isso que eu esperava da universidade : um estudo de escolhas profissionais. Campinas, 1992. 301 p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas.

ORIENTADOR(A): FINI, Maria Inês.
DESCRIÇÃO:

Busca compreender o fenômeno da escolha profissional do jovem aluno que freqüenta ou freqüentou o curso de Psicologia da USP de Ribeirão Preto. Quem é o “ser” que escolhe?


METODOLOGIA:

Pesquisa com estudantes da Faculdade de Psicologia da USP que ingressaram entre 1980 e 1989. Foram divididos em três grupos: alunos do período da pesquisa, ex-alunos e desistentes. Para cada um deles foi elaborada uma questão orientadora e solicitado um depoimento. Dos 449 solicitados via correio ou diretamente, conforme o grupo, 96 foram respondidos. Destes, ainda, foram selecionados 5 de cada grupo, que serviram de base para a próxima etapa. Nela, foi feita uma análise ideográfica de cada depoimento, todos transcritos integralmente, que consistiu na seleção de unidades significativas e transformação destas em linguagem psicológica, por meio do recurso da variação imaginativa e da reflexão. Estes dois recursos possibilitaram recortes que permitiram a identificação das convergências e a formulação da estrutura psicológica geral do fenômeno, a partir da análise nomotítica.


CONTEÚDO:

Estudo baseado na fenomenologia de Heidegger, visando a compreensão do significado das escolhas profissionais de alunos e ex-alunos do curso de Psicologia da USP de Ribeirão Preto. Foram colhidos 96 depoimentos, dentre os quais 15 foram selecionados para análise, divididos em três grupos assim compreendidos: alunos desistentes, alunos que já concluíram e alunos que freqüentavam o curso na época. O depoimento consistiu na resposta a uma questão orientadora enviada ou entregue diretamente aos alunos. A partir destes depoimentos procedeu-se a análise de cada um, selecionando-se unidades significativas dos discursos, transformando-as depois em linguagem psicológica. A análise individual permitiu a formulação de um quadro geral, chamado de estrutura geral do fenômeno. Percebeu-se que a maioria dos sujeitos da pesquisa vivencia sua escolha profissional de maneira inautêntica, que suas insatisfações e frustrações quanto a escolha profissional são atribuídas a estrutura e funcionamento do curso, que se sentem despreparados para o mercado de trabalho e que buscam fora da Universidade teorias que dêem respostas as questões que ela não ofereceu.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A maioria dos sujeitos tem uma experiência profissional inautêntica, vivendo conforme as situações, sem buscar algo novo, que tenha relação com seus sonhos, desejos. As decepções, frustrações e insatisfações em relação a escolha profissional são atribuídas a estrutura e funcionamento do curso. Sentem-se despreparados para competirem no mercado de trabalho, pois o curso é idealizado e teórico, não preparando realmente para a profissão. Buscam fora da Universidade teorias que ofereçam respostas as questões que ela não ofereceu, pois centra o curso numa abordagem específica.


Inclui bibliografia.

CABRAL, Maria Ângela Varella. Estudo do "menor carente" sob a perspectiva da política da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Funabem). Rio de Janeiro, 1982. 210 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Instituto de Estudos Avançados em Educação, Fundação Getúlio Vargas.

ORIENTADOR(A): CUNHA, Luiz Antônio.
DESCRIÇÃO:

A pesquisa concentra-se no estudo do Centro de Reeducação Feminino (CRF), subordinado ao Instituto Espírito-Santense do Bem-Estar do Menor (IESBEM). São colocadas as seguintes questões: 1) A pedagogia anunciada pela Funabem (Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor) é de fato praticada pelo CRF?; 2) A prática pedagógica do CRF consegue reeducar e ressocializar os menores, ou seja, atinge as metas expressas pela proposta nacional?


METODOLOGIA:

Procurou-se reconstituir a história do CRF através da análise de documentos, ao nível nacional (Funabem) e ao nível estadual (IESBEM-CRF), examinando assim o discurso oficial. Foram realizadas observações constantes da dinâmica da instituição e feitas entrevistas semi-estruturadas com agentes da instituição e com as 16 menores internas no CRF. A investigação empírica foi realizada nos anos de 1979 e 1980.


CONTEÚDO:

Pesquisa sobre a política pedagógica dirigida ao "menor desassistido", desenvolvida numa unidade oficial - o Centro de Reeducação Feminino (CRF) - integrante do Sistema Nacional de Atendimento ao Menor, através do órgão estadual correspondente: Instituto Espírito-Santense do Bem-Estar do Menor (IESBEM). Procurou-se verificar se a "pedagogia prometida" pelo sistema Funabem é praticada neste órgão oficial e se essa "prática" leva a reeducação e a ressocialização. Para isto foram feitas leituras e análises de textos oficiais, entrevistas com menores e agentes educacionais, observação e participação nas atividades diárias. Conclui-se que a institucionalização é impotente para resolver o problema do menor carente e infrator, que as infrações são estratégias de sobrevivência do grupo social a que pertencem e que a reeducação e a ressocialização são formas de docilizar os jovens para que a sociedade possa conviver com eles.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Constatou-se que a insegurança característica da menor internada é resultado da perda de identidade em relação a si mesma e ao seu grupo de origem. Em geral, as menores ingressaram muito cedo no mercado de trabalho e são vitimas do desenvolvimento que marginaliza seu grupo social de origem, o qual não podendo tê-las consigo por questões de sobrevivência, acaba abandonando-as. Em conseqüência do abandono, algumas menores passam a sobreviver através do roubo e da prostituição. O CRF (Centro de Reeducação Feminino) não incorpora em sua prática pedagógica os princípios anunciados pela Funabem. Ainda que isto ocorresse, não seria a solução para o problema da assistência ao menor, já que os princípios norteadores desta política estão defasados em relação as necessidades enfrentadas atualmente pelo menor. A questão do menor está intimamente relacionada ao tipo de desenvolvimento econômico e organização social que o gerou. Portanto, torna-se ineficaz tentar resolver um problema de natureza social, através de soluções educacionais institucionalizadas. A sociedade capitalista, não satisfeita em gerar a questão do menor, cria instituições com o objetivo de torná-las mais dóceis, refeitas e úteis às camadas dominantes, reforçando a tendência a concentração de renda.


Inclui bibliografia.

CAFFER, Maria Aparecida Menezes. O ensino noturno em uma escola de periferia de São Carlos : uma inserção no seu cotidiano. São Carlos, 1990. 229 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de São Carlos.

ORIENTADOR(A): ALONSO, Myrtes.
DESCRIÇÃO:

Investiga o curso noturno de uma escola de periferia, com suas características básicas, sua perspectiva educacional e sua contribuição efetiva para a formação dos alunos.


METODOLOGIA:

Os dados foram coletados através de questionários respondidos por 69 alunos, 11 professores, 9 funcionários e 2 membros do corpo administrativo. Também foram coletados dados referentes a situação da escola em relação a Delegacia de Ensino (planos anuais, anuários estatísticos, mapas de movimentação escolar).


CONTEÚDO:

O objetivo da pesquisa foi estudar o ensino noturno de primeiro grau na escola pública estadual, tendo em vista os inúmeros problemas com que ele se defronta e se refletem no baixo aproveitamento dos alunos que o freqüentam, bem como nos altos índices de evasão. Optou-se pelo estudo de caso de uma escola de periferia do Município de São Carlos (SP), onde a questão mostrou-se particularmente séria quando confrontada com as demais escolas da região. A análise do cotidiano permitiu um levantamento bastante completo da unidades escolar e suas peculiaridades, e dos alunos, suas condições de estudo, expectativas e representações de escola. No confronto entre as expectativas e representações dos alunos e dos professores, constatou as marcantes diferenças nas visões desses dois grupos. Tanto professores como administração, por falta de conhecimento e reflexão sobre a clientela e o contexto do ensino noturno, acabam tomando atitudes preconceituosas, provocando um ensino empobrecido.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os professores e o corpo administrativo não têm visão das características da clientela do período noturno, não conseguindo assim adequar suas aulas e a estrutura de atendimento da escola, levando a um empobrecimento do ensino. Quanto ao relacionamento dos professores com os alunos, observou-se um afastamento, o mesmo sendo percebido em relação a direção, ao contrário dos funcionários, em que evidenciou-se uma aproximação, talvez por maior identificação cultural. O baixo rendimento dos alunos não pode ser relacionado ao seu possível desinteresse, pois como apontaram as respostas, os estudantes comparecem a escola e criticam a ausência constante dos professores. Percebeu-se também a prática de atitudes preconceituosas em relação ao estudante-trabalhador, como por exemplo "facilitar" o processo ensino aprendizagem, que como conseqüência parece conduzi-los a um fatalismo, acabando por favorecer uma posição conformista por parte dos alunos e paternalista por parte dos professores. Recomenda-se: valorizar o profissional evitando a rotatividade, ou êxodo definitivo, tentando garantir a continuidade de trabalho na escola; o aproveitamento das boas experiências já efetivadas com o curso noturno; pressionar o sistema para que as escolas possam gozar de autonomia necessária para bem servir a sua população; a presença atuante no noturno do pessoal administrativo.


Inclui bibliografia.

CARDENAS, Carmen Jansen de. O prazer de crescer. Brasília, 1995. 183 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade de Brasília.

ORIENTADOR(A): ALVES, Kleide Márcia Barbosa.
DESCRIÇÃO:

O estudo procurou evidenciar, no cotidiano escolar, a existência de conteúdos que mediassem a realidade vivida dos alunos e a cultura do contexto social em que estão inseridos e para o qual são chamados a participar, após sua vida escolar. Busca perceber de que forma a escola contribui para o crescimento total dos indivíduos, em suas várias dimensões, e de que forma os auxilia na busca de novos caminhos, alternativas e soluções para os vários aspectos que emergem em seu processo de crescimento.


METODOLOGIA:

Realizou-se uma observação no turno matutino de duas escolas, mantendo contatos constantes com a população escolar, dentro e fora da sala de aula. Foram aplicados questionários com questões abertas a: 3 turmas de segundo ano e 3 turmas de terceiro ano na escola 1; 2 turmas de segundo ano e 2 turmas de terceiro ano na escola 2. Foram, ao todo, 219 respondentes, cuja faixa etária oscilava entre 16 e 20 anos. Utilizou-se a entrevista semi-estruturada para entrevistar 20 grupos de alunos. No diário de campo foram registradas as observações realizadas no cotidiano escolar, as quais enriqueceram o material coletado com as entrevistas e questionários. Os dados coletados foram submetidos a análise de conteúdo e a análise quantitativa, que visou perceber a freqüência das respostas.


CONTEÚDO:

Estudo sobre o prazer e a alegria presentes no desenvolvimento pessoal durante o processo educativo, realizado com 219 alunos dos dois últimos anos do segundo grau de duas escolas do Distrito Federal, uma pública e outra particular. Buscou conhecer o quanto essas escolas colaboraram no crescimento dos alunos como pessoas. Baseou-se na fenomenologia, fundamentando-se também em alguns tópicos da psicologia do desenvolvimento e da antropologia. Foi desenvolvido um trabalho etnográfico, através de observações, questionários e entrevistas com os alunos. Pode-se concluir que o prazer e a alegria na aquisição e construção do saber existem na escola, no entanto a metodologia, o conteúdo programático e os métodos de avaliação não os têm favorecido. Eles estão presentes quando o professor está comprometido com sua prática profissional, quando transmite afeto, independente de sua metodologia. O autoconhecimento não tem espaço no contexto educacional. Os alunos ainda depositam esperanças na escola, em relação ao seu futuro.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Contatou-se, na fala dos alunos, que a escola não proporciona prazer nem alegria no processo de construção do conhecimento, e não propicia o crescimento dos alunos como pessoa, já que está mais preocupada com o cumprimento do currículo oficial. Há uma distância acentuada entre a escola e a vida dos jovens, cujas preocupações referem-se ao corpo, a sexualidade, ao namoro e a reflexões de ordem ético-morais. As relações estabelecidas com o "outro" (os colegas e professores) muitas vezes justifica a permanência na escola. A forma utilizada pela escola para avaliar os alunos estimula a passividade e o silêncio, pois eles evitam se expor para não correr o risco de falhar. Quando foi perguntado aos alunos se continuariam estudando, por livre escolha, a resposta foi positiva, o que demonstra que podem estar repetindo um discurso já interiorizado pela família e pela sociedade a respeito da escola, mas certamente, indica e confirma o prazer em conhecer. A autora defende a educação como uma prática de construção integral da pessoa, sendo capaz de comunicar uma alegria atual aquilo que transmite. Ao professor cabe o importante papel de permitir mudanças, propiciando um espaço para a emergência dos sonhos, desejos, emoções e o prazer de crescer.


Inclui bibliografia.

CARDOSO, Maria Elisabeth de Oliveira. Estudo de algumas características de infratores em regime de liberdade assistida no Juizado de Menores de Porto Alegre. Porto Alegre, 1981. 131 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

ORIENTADOR(A): TRIVINOS, Augusto N.
DESCRIÇÃO:

Busca caracterizar algumas variáveis que influenciaram no comportamento exteriorizado da clientela assistida pela Equipe de Orientação Judiciária, com vistas a sugerir, a partir das constatações evidenciadas, programas específicos de atendimento, visando um tratamento mais eficiente, integrado e racional.


METODOLOGIA:

Trabalhou-se com toda a população de 358 menores infratores, atendidos pela Equipe de Orientação Judiciária, no período de 1977 a 1980. Os dados foram coletados através de fichas de codificação, onde estavam apresentadas as situações dos menores (idade, sexo, nível escolar, ocupação, renda familiar, número de infrações, infração penal) e entrevistas com os orientadores. Foi utilizado tratamento estatístico através da distribuição de freqüências absolutas, percentual, análise de variância, teste "t" de Student e teste X2.


CONTEÚDO:

A pesquisa buscou estudar algumas características dos menores em regime de liberdade assistida no Juizado de Menores de Porto Alegre. Trabalhou-se com uma população de 358 infratores registrados em processo de 1977 a 1980. Os dados foram coletados através de fichas de codificação, onde estavam apresentadas as situações dos menores (idade, sexo, nível escolar, ocupação, renda familiar, número de infrações, infração penal) e entrevistas com os orientadores. Os resultados indicaram que a maioria dos sujeitos tinham entre 17 e 18 anos, eram do sexo masculino, possuíam o primeiro grau incompleto e haviam praticado furto ou roubo e era reincidente. Houve relação significativa entre as variáveis infração penas e sexo e residência e renda familiar com modo e número de infrações. Não estabeleceram-se relações entre infração penas e naturalidade e residência familiar, assim como não houve relação entre as variáveis sexo, idade, escolaridade, ocupação, naturalidade, residência e renda familiar com modo e número de infrações.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os resultados indicaram que: 49,7% dos sujeitos tinham entre 17 e 18 anos e 37,1% entre 14 e 16 anos; 87,2% era do sexo masculino; 81,2% dos sujeitos possuíam o primeiro grau incompleto; 39,1% trabalhavam, 36,6% não tinham ocupação e 14% estudavam; 66,1% eram naturais de Porto Alegre e o restante do interior do Rio Grande do Sul; 41,4% viviam com os pais e 35,1% só com a mãe; 49,2% das famílias possuíam renda entre 2 e 3 salários mínimos (sm), 28,3% possuíam renda entre 0 e 1 sm e 22,5% possuíam renda acima de 5 sm; 37,2% dos menores praticaram furto ou roubo, 18,7% fizeram uso de tóxicos e 14% apresentaram problema de conduta; 69,1% praticaram uma infração e o resto era reincidente; 52,9% praticaram infrações em companhia e o restante sozinhos. Houve relação significativa entre as variáveis infração penas e sexo e residência e renda familiar com modo e número de infrações. Não estabeleceram-se relações entre infração penas e naturalidade e residência familiar, assim como não houve relação entre as variáveis sexo, idade, escolaridade, ocupação, naturalidade, residência e renda familiar com modo e número de infrações. Sugere-se que os resultados obtidos sejam considerados na elaboração de programas de atendimento já que há características bem definidas nesta população.


Inclui bibliografia.

CARDOSO, Norma Aparecida. Educação e cidadania : as representações sociais de cidadania de jovens e participação em contexto comunitário de educação. Goiânia, 1998. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás.

ORIENTADOR(A): COSTA, Liana Fortunato.
DESCRIÇÃO:

Busca conhecer e analisar as representações sociais sobre cidadania de um grupo de jovens que vivenciou um processo educativo em contexto comunitário. Procurar conhecer os significados socialmente elaborados sobre o objeto social cidadania, o contexto de sua produção e os referenciais presentes


METODOLOGIA:

Estudo de caso, numa abordagem qualitativa


CONTEÚDO:

Este trabalho, numa abordagem qualitativa, busca conhecer e analisar as representações sociais sobre cidadania de um grupo de jovens, de camadas de baixa renda, que vivenciou um processo educativo em contexto comunitário. Tem por base o discurso produzido por ex-participantes do Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão Aldeia Juvenil - CEPAJ - da Universidade Católica de Goiás. Neste contexto de participação, os atores sociais crianças e adolescentes constróem relações sociais que contribuem para a elaboração de conhecimentos sobre cidadania, que passam a dar sentido e orientar as ações desses sujeitos no cotidiano. As experiências de caráter educativo, como a do CEPAJ, que tem em seus princípios a educação para a cidadania, constituem-se em espaços que possibilitam as crianças e adolescentes construir sentidos e saberes sobre a realidade. No caso, sobre o sentido de cidadania.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

Os sujeitos do grupo de investigação apresentaram uma representação social de cidadania mais definida e estruturada, cujo significado comunicado contemplou todas as dimensões destacadas nesta pesquisa. Todo o grupo mostrou ter consciência das dificuldades em ter seus direitos garantidos e das diversas situações em que o indivíduo perde sua cidadania. Porém, na convivência social, a discussão sobre a cidadania faz parte do universo de experiências comunicadas e vividas pelos sujeitos no cotidiano.


Inclui bibliografia.

CARDOSO, Sonia Maria Vicente. A prática docente no ensino superior particular noturno : um estudo de caso. Campinas, 1994. 261 p. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade de Campinas.

ORIENTADOR(A): SILVA, Ezequiel Theodoro da.
DESCRIÇÃO:

A pesquisa busca identificar o sentido educativo da apropriação de conhecimentos por parte de trabalhadores-alunos do ensino particular noturno e investigar aspectos ideológicos que permeiam a prática docente do terceiro grau noturno.


METODOLOGIA:

Foram aplicados questionários a 51 professores e a 353 alunos. Foram realizadas entrevistas com 37 professores e com alguns alunos. Os professores e alunos pertenciam aos 4 cursos dados pela faculdade estudada: Pedagogia, Serviço Social, Ciências e Letras. Alguns dados foram obtidos através de observações de aula, exame do programa, da grade curricular e do regimento escolar.


CONTEÚDO:

Esta pesquisa busca caracterizar a prática educativa no ensino superior particular noturno. Toma como referencial o resultado de questionários, observações e entrevistas aplicadas aos professores e alunos dos vários cursos oferecidos pela instituição privilegiada. Detecta que o ensino se faz de forma desvinculada da realidade, porquanto toma como referência o aluno dissociado do trabalho. No confronto entre o ensino, o aluno idealizado e a realidade concreta do ensino superior particular noturno, o professor, enquanto trabalhador que ensina a outro trabalhador, coloca-se numa posição ambígua, ora identificando-se, ora afastando-se do aluno. Dessa ambivalência, emergem elementos que se contrapõem as justificações ideológicas que lhe apontam o esforço individual como elemento suficiente para o sucesso escolar.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A instituição de ensino superior estudada baseia-se numa concepção de educação que não está alicerçada em paradigmas humanistas e liberais, os quais enfatizam o desenvolvimento do indivíduo enquanto ser. São reforçados os controles burocráticos e ritualísticos de seus meios, e não se considera prioritária a avaliação de seus fins. Mais de 70% dos alunos freqüentam o curso noturno, já que a maioria trabalha. A proliferação das faculdades particulares, em termos quantitativos, acabou por sacrificar os aspectos qualitativos. O ensino superior noturno afasta-se cada vez mais de seu objetivo, que consiste em promover a formação necessária ao trabalhador-aluno e fornecer-lhe os instrumentos necessários para que se situar no mundo. Esta instituição não se empenha na formação de profissionais qualificados e não se caracteriza como um centro de estudos mais aprofundados. Trata-se de um órgão fornecedor de títulos.


Inclui bibliografia.

CARVALHO, Célia Pezzolo de. A ilusão da escola e a realidade do trabalho : o ensino noturno de primeiro grau de uma unidade escolar de Ribeirão Preto. São Carlos, 1981. 205 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de São Carlos.

ORIENTADOR(A): CARVALHO, Edgard de Assis.
DESCRIÇÃO:

Busca conhecer as relações entre escola e processo produtivo. Questiona o funcionamento dos cursos noturnos e as razões de sua existência.


METODOLOGIA:

Estudo de caso envolvendo todos os 167 estudantes de quinta a oitava série freqüentes na época e 10 desistentes. Eles pertenciam a ambos os sexos e estavam na faixa etária de 12 a 20 anos. Todos responderam ao questionário composto por 21 questões fechadas. Participaram de uma entrevista semi-estruturada 40 destes alunos, além dos desistentes. Os primeiros foram entrevistados individualmente ou em grupo de no máximo quatro, na própria escola; os outros participaram em suas casas. Todas as entrevistas foram gravadas e tabuladas a partir das categorias escola, trabalho e família. Além destes depoimentos foram feitas observações regulares; entrevistas com pessoal administrativo e docente; contatos com diretores de outras unidades escolares; análise de documentos da escola - como prontuários dos alunos, arquivos, atas da secretaria da escola - de dados estatísticos escolares da Delegacia Regional e da Secretaria de Educação, e de redações de alunos da quinta série.


CONTEÚDO:

Estudo de caso sobre o período noturno em escola estadual de primeiro grau de Ribeirão Preto (SP). Consiste em tentativa de conhecer melhor as relações entre escola e processo produtivo, questionando suas condições de funcionamento e razões de existência. Fundamentou-se em estudos sobre as relações entre escola e sociedade capitalista e sobre o ensino médio no Brasil. Participaram da pesquisa, respondendo questionários e entrevistas, 177 sujeitos, sendo 10 desistentes e os demais estudantes freqüentes, todos na faixa etária de 12 a 20 anos. Foram utilizados outros recursos, como análise de documentos e textos de alunos, além de entrevistas com o pessoal docente e administrativo. Percebeu-se que a escola noturna sempre foi reservada ao estudante-trabalhador e que seu aproveitamento escolar nesse turno é bem reduzido. As razões de existência desses cursos estão fora da escola, pois tem relação com as condições de classe daqueles que os freqüentam. A rotina escolar pode estar servindo a preparação da força de trabalho, pois os alunos saem da escola sem uma preparação específica, apenas prontos para obedecer e aceitar as condições do processo produtivo.


CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

A escola noturna sempre foi reservada ao estudante-trabalhador, além de ter sido sempre considerada um período de aula mais fraco. O aproveitamento da escolarização nesse turno é reduzido, não havendo, inclusive, condições de se exigir maior empenho de pessoas que trabalham de dia. A condição estudante-trabalhador precisa ser melhor analisada pela escola e o conceito de trabalho reformulado se se quiser modificar as condições dos cursos noturnos. As razões de existência desses cursos estão fora da escola, pois tem relação com as condições de classe daqueles que os freqüentam. A rotina escolar pode estar servindo a preparação da força de trabalho, pois os alunos saem da escola sem uma preparação específica, apenas prontos para obedecer e aceitar as condições do processo produtivo.


Inclui bibliografia.

CARVALHO, Isolda Paiva.




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