Keynes em Cambridge 1932-1935: os anos da nova economia



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2005


http://www.eumed.net/libros/2005/mgo/index.htm

Keynes em Cambridge 1932-1935: os anos da nova economia




“ From the point of view of a humble mortal like myself Keynes seemed to play the role of God in a morality play; he dominates the play but rarely appeared himself on the stage. Kahn was the messenger Angel who brought messages and problems from Keynes to the ‘Circus‘ and who went back to heaven with the result of our deliberations1.

Mario Gómez Olivares

Departamento de Economía

Instituto Superior de Economia e Gestão

Universidade Técnica de Lisboa

magoliv@iseg.utl.pt



Índice




Capítulo

página


Introdução

3


1. A discussão sobre o problema da acumulação

5


2. As lições de Keynes em Cambridge: da Teoria Monetária da Produção á Teoria Geral

19


3 Conclusões

99


Bibliografia

104


Introdução


Pertence a H. Johnson a famosa frase de que Keynes foi um oportunista e um operador, cujo brilhantismo como um téorico aplicado apenas significa que: “ the theory was applied when it was useful in supporting a proposal that migh win current politi­cal acceptance, and dropped along with that proposal when the inmediate purpose ahd been served ot had failed..” Where five economist are gathered together there will be six conflicting opinions and two of them will be held by Keynes”2.

Esta ideia é não muito diferente da expressa muito antes por Schumpeter3. Contrariamente à opinião de autores como Schumpeter ou H. Johnson, e servindo-me da ideia de Lakatos de que as teorias tem o seu núcleo duro e um anél protector de hipóteses auxiliares e, porque o próprio Keynes reconhece numa carta a M. Norman estar na procura de ‘ver­dades‘ que arrumassem definitivamente os problemas do capitalis­mo, a mudança de ideias não é oportunismo, pelo contrario refletem a evolução da teoria e do seu entorno.

Para isso, discutimos e comentamos neste libro as discussões de J.M. Keynes com Hawtrey, Robertson e o Círculo de Cambridge sobre os problemas da acumulação e a determinação do rendimento, é o inicio dos anos da high theory na expressão de Schakle, este constitui o ponto de partida para a nova teoria, que apresentamos através do processo de formulação dos vários ‘drafts‘ da Teoria Geral, em simultâneamente com a correspondência com vários colabora­dores e críticos da Teoria Geral4, os varios artigos escritos durante este periodo. Enquanto que no período de culminação do ‘Treatise‘, Keynes desplegou uma enorme actividade política e de persuasão, pode apontar-se para o período da Teoria Geral apenas um signifi­cativo panfleto sobre política económica “ The Means to Prosperi­ty”. O ‘Treatise é uma obra de teoria e política enquanto que a Teoria Geral é um livro sobre teoria onde se incrustam apreciações sobre política. O problema surge quando as ideias sobre o mundo contrariam a teoria comummente aceite, mantendo-se a teoria, pelo que, na minha opinião, o oportunismo não é teórico, nem político, é intectual5.

Esta reconstrução histórica lógica do processo de revisão da formulação da teoria geral é um processo que é realizado em termos metodológicos internalistas, de acordo ao conceito de Lakatos ( 1971), as referencias históricas se encontram nas notas de roda pé. No ‘Treatise on Money‘, o desenvolvimento teórico é expressado nas conhecidas equações fundamentais é influenciado permanentemente pelas novas considerações sobre a política económica dos anos 30. A Teoria Geral segue linhas aparentemente mais dedutivas, ou dito de outro modo, a Teoria Geral é um processo de descoberta intelectual enquanto que o ‘Treatise‘ era o resultado da invenção política necessária6.

Keynes demonstra neste processo uma capacidade de aprender com os outros, nomeadamente com Hawtrey, Kahn, Robinson e Sraffa7. Era preciso acabar com o oportunismo de políticas sem suporte na teoria, daí o regresso à investigação teórica de base. Como escreve P.Clark:: “ The charge of intellectual inconsistency, as has been seen, is often misconceived, arising from a confusion of theory with policy, ideal solutions with second-best remedies, and rational strategies with Keynes‘s own preferences”8.

Sem es­quecer que Keynes, o cidadão britânico, pensando nos problemas do seu pais olhava para o mundo em depressão e voltava a observar instrospec­tivamente o império em decadência.



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