Lançamento do Livro Que Chita Bacana e Exposição a chita na Moda abrem a programação do Claro ParkFashion



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Lançamento do Livro Que Chita Bacana e Exposição A Chita na Moda abrem a programação do Claro ParkFashion

A chita, que atravessou fronteiras, cruzou mares, vestiu o povo, cobriu colchões, enfeitou mesas e janelas, quem diria, acabou virando objeto de pesquisa. Renata Mellão e Renato Imbroisi fizeram um estudo profundo sobre o tecido. Foram três anos de trabalho e viagens a Minas Gerais e ao Nordeste que resultaram no livro Que Chita Bacana. Do trabalho também resultou a exposição A Chita na Moda, que será aberta no dia 4 de abril, na Praça Central do ParkShopping, junto com o lançamento do livro.


O tecido símbolo da cultura popular costuma fascinar artistas, estilistas e escritores. A exposição A Chita na Moda, que teve recorde de visitação no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, e vai para a França, no mês de maio, como partes das comemorações do Ano do Brasil naquele país, vai mostrar roupas e acessórios, além de 11 modelos exclusivos confeccionados por grandes estilistas brasileiros, entre eles Ronaldo Fraga, Lino Villaventura, Glória Coelho, Reinaldo Lourenço e Marcelo Sommer. O governo francês também comprou 500 livros, com os textos mais importantes traduzidos para a língua francesa, para serem vendidos durante a mostra.
Enquanto a exposição foi concebida com o objetivo de valorizar o tecido, o livro tem uma preocupação histórica. Tudo começou em uma visita ao Museu de Cedro e Cachoeiras, em Minas, a centenária tecelagem mineira responsável pela divulgação da chita pelo Brasil. Muitas imagens que estão no livro foram obtidas no Museu. No Nordeste, Renata Mellão e Renato Imbroisi pesquisaram as festas juninas e as quadrilhas, o uso do tecido em festas religiosas e pagãs.
Nos capítulos referentes à moda, a mineira Zuzu Angel aparece como pioneira no uso dos panos de colchão para confecção de roupas. E não se envergonhou disso. Ela fez as saias de chita e zuarte, que é um tecido semelhante, porque eram baratos e ela estava sem dinheiro. Acabou fazendo sucesso. Além de moda e comportamento o livro aborda também literatura, dança e artes plásticas.
Origem:

Em mais de 500 anos de história a chita foi amada e desprezada. Foi tanto objeto de desejo das elites européias quanto roupa de escravos no Brasil. A chita tem ancestrais ilustres: surgiu na Índia Medieval e conquistou europeus. Ingleses, Holandeses e Franceses se deslumbraram com o pano cheio de vida e nasceu a versão chintz. Em Portugal virou chita e assim chegou ao Brasil no século XVI. Há registros de que foi moeda de troca no tráfico de escravos. Virou roupa de serventes, de brincar das crianças, de folclore, e sempre esteve ligada às camadas populares.


Serviço:

Lançamento do livro Que Chita Bacana e exposição A Chita na Moda

Data: 04 de abril, às 20h

Local:Praça Central do ParkShopping




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