Leia a seguir um soneto de Bocage



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Período

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Data



P13

T

B

09/10/06

Leia a seguir um soneto de Bocage:


J
Só eu velo, só eu, pedindo à sorte

Que o fio, com que está minh'alma presa

À vil matéria lânguida, me corte:
Consola-me este horror, esta tristeza;

Porque a meus olhos se afigura a morte

No silêncio total da Natureza.

á sobre o coche de ébano estrelado

Deu meio giro a noite escura e feia;

Que profundo silêncio me rodeia

Neste deserto bosque, à luz vedado!


Jaz entre as folhas Zéfiro abafado,

O Tejo adormeceu na lisa areia;

Nem o mavioso rouxinol gorgeia,

Nem pia o mocho, às trevas costumado:


1. Na primeira estrofe do poema, a descrição do cenário está de acordo com a tópica do locus amenus? Justifique. (1,0)
2. No verso “Jaz entre as folhas Zéfiro abafado” é possível observar qual característica neoclássica? (1,0)
Texto para a questão 3.
Junto a uma clara fonte

a mãe de Amor se sentou;

encostou na mão o rosto,

no leve sono pegou.


Cupido, que a viu de longe,

contente ao lugar correu;

cuidando que era Marília

na face um beijo lhe deu.


(Tomás Antônio Gonzaga. ln Graça Paulino. Literatura, participação e prazer. São Paulo, FTD, 1 988.)

3. Cite alguns aspectos que caracterizam estas estrofes como pertencentes ao Arcadismo. (2,0)

(Unesp) Leia o texto e responda as questões 4 e 5.
"Seja qual for o lugar em que se ache o poeta, ou apunhalado pelas dores, ou ao lado de sua bela, embalado pelos prazeres; no cárcere, como no palácio; na paz, como sobre o campo de batalha; se ele é verdadeiro poeta, jamais deve esquecer-se de sua missão, e acha sempre o segredo de encantar os sentidos, vibrar as cordas do coração, e elevar o pensamento nas asas da harmonia até as idéias arquétipas."
4. O trecho foi extraído da "Advertência" ao leitor feita por Domingos José Gonçalves de Magalhães nas páginas iniciais de seu livro SUSPIROS POÉTICOS E SAUDADES. Que representa esta obra na História da Literatura Brasileira? (1,0)
5. A leitura do trecho acima citado nos permite identificar o período literário a que pertence a obra. Comente duas passagens desse trecho que revelem características da literatura do período em questão. (2,0)
Leia o primeiro capítulo de Iracema, de José de Alencar:
Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;

Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;

Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.

Onde vai a afoita jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela?

Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano?

Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora.

Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.

A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas:

— Iracema!

O moço guerreiro, encostado ao mastro, leva os olhos presos na sombra fugitiva da terra; a espaços o olhar empanado por tênue lágrima cai sobre o jirau, onde folgam as duas inocentes criaturas, companheiras de seu infortúnio.

Nesse momento o lábio arranca d'alma um agro sorriso

Que deixara ele na terra do exílio?

Uma história que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite, quando a lua passeava no céu argenteando os campos, e a brisa rugitava nos palmares.

Refresca o vento.

O rulo das vagas precipita. O barco salta sobre as ondas e desaparece no horizonte.

Abre-se a imensidade dos mares, e a borrasca enverga, como o condor, as foscas asas sobre o abismo.

Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas, e te poje nalguma enseada amiga. Soprem para ti as brandas auras; e para ti jaspeie a bonança mares de

leite!


Enquanto vogas assim à discrição do vento, airoso barco, volva às brancas areias a saudade, que te acompanha, mas não se parte da terra onde revoa.
6. Identifique no texto um componente nacionalista. (1,0)
7. Identifique no texto um aspecto da linguagem romântica. (2,0)



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