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HISTÓRIA




13) Leia o texto:





Érico Veríssimo viveu de 1905 a 1975. Durante sua vida teve importante participação nos grandes acontecimentos que marcaram a História e a Arte.

Segundo seus biógrafos, foi um menino calado, retraído, avesso à Matemática, mas muito bom em redação.

Em 1929, publicou o primeiro conto, "Ladrão de Gado", na Revista do Globo, de Porto Alegre. Na década de 30, dedicou-se à literatura infanto-juvenil. Nas décadas seguintes, à litera-tura para adultos.

Em 1930, no ano em que Getúlio Vargas chegou ao poder, tornou-se diretor da Revista do Globo, mas continuou a escrever seus livros, como Fantoches (1932) e Clarissa (1933).

Em Gato Preto em Campo de Neve (1941), A Volta do Gato Preto (1947), México (1957) e em Israel em Abril (1969), descreve as suas muitas viagens. Veríssimo, em 1941 e 1943, deu aulas de Literatura Brasileira em Uni-versidades americanas.

Em 1945, com o fim do Estado Novo, regressou ao Brasil.

Entre 1949 e 1962, publicou O Tempo e o Vento.

Desde 1940, quando publicou Saga, mas principalmente na década de 1960, voltou-se para o combate à tirania e a opressão, como em O Senhor Embaixador (1965), O Prisioneiro (1967) e Incidente em Antares (1971).

Extraído de: ALEV - Acervo Literário de Érico


Veríssimo
mgbordini@music.pucrs.br




Com base no texto e nos seus conhecimentos da História do Brasil no período de 1905 a 1975, assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S).


01. Érico Veríssimo, grande escritor brasileiro, escre-veu livros para crianças, adolescentes, roman-ces e livros de viagens.

02. Com seus livros, Érico Veríssimo buscava a per-feição literária, sem demonstrar preocupação com as causas políticas e sociais.

04. O escritor Érico Veríssimo participou da Semana de Arte Moderna, bem como de outros eventos importantes para a História do Brasil. Na Re-volução de 1930 marchou com Getúlio Vargas para conquistar o Rio de Janeiro e, em 1945, auxiliou os integralistas na sua luta contra o Estado Novo.

08. Desde tenra idade, Veríssimo manifestou genia-lidade literária e interesse pela política. Publi-caria, entre outros livros, Clarissa e O Tempo e o Vento. Como militante político, participaria da Marcha da Coluna Prestes.

16. Segundo os biógrafos de Érico Veríssimo, o es-critor teve importante participação em aconte-cimentos que marcaram a História e a Arte. Suas preocupações políticas foram registradas em livros como O Senhor Embaixador e Incidente em Antares.

32. Além de diretor de Revista, Veríssimo destacou-se por sua participação na televisão brasileira, escrevendo desde a época em que vivia em Porto Alegre, novelas de grande sucesso, como O Tempo e o Vento.




Gabarito: 17 (01 + 16)

Número de acertos: 1.968 (24,91%)

Grau de dificuldade previsto: Médio

Grau de dificuldade obtido: Médio

ANÁLISE DA QUESTÃO

Na questão 13 foi apresentada aos candidatos uma síntese da biografia de Érico Veríssimo (autor selecionado no programa de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira), na qual se destacam a obra literária e a sua participação na vida cultural e política do país.

O grau de dificuldade previsto foi médio.

Embora apenas 24,9% dos candidatos tenham logrado acertar totalmente a questão, 16,42% tiveram acerto parcial de 80%, o que nos faz entender que a previsão se realizou.

Considera-se que o número de acertos só não foi maior, pela desatenção na leitura da proposição 01. Uma vez que 16,42% dos candidatos marcaram a resposta 16, teriam tido acerto total se também tivessem considerado a 01 como verdadeira. Ora, o texto desta proposição afirma que Érico Veríssimo escreveu “livros para crianças, adolescentes, romances e livros de viagem”. O texto claramente revela: “(...) dedicou-se à literatura infanto-juvenil (...) à literatura para adultos (...). Em gato preto (...), a volta de (...), descreve as suas viagens”.


14) Leia o texto:

Entre Adão e Deus, no paraíso, não havia mais que uma mulher; ela porém não encontrou um momento de descanso enquanto não conseguiu lançar seu marido para fora do jardim das delícias e condenar Cristo ao tormento da cruz.


VITRY, Jacques. Apud GIORDANI, Mário
C. História do Mundo Feudal. Petrópolis,
Vozes, Vol. 02, 1983. p. 210.
Analisando o texto de Jacques Vitry, um autor do século XIII e o papel da mulher nas sociedades da Antigüidade, na Idade Média e na Idade Moderna, assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S).
01. Na maioria das sociedades da Antigüidade, com exceção da egípcia (onde algumas mulheres tiveram papel de relevo), a mulher tinha pouca importância, sendo considerada, freqüentemen-te, uma propriedade.

02. A mulher teve, nas sociedades clássicas, papel de extrema importância, uma vez que o núcleo básico da sociedade era a família do tipo matriarcal.

04. Como podemos perceber no texto, o preconceito contra as mulheres foi reforçado na Idade Média.

08. A visão preconceituosa do autor, em relação à mulher, é tão grande que atribui a ela a expulsão do homem do paraíso e, até mesmo, a condena-ção de Cristo à morte na cruz.

16. Em alguns momentos da História da Europa a mulher foi identificada como encarnação do mal. Muitas delas foram perseguidas, condenadas por heresias e bruxaria.

32. Com o advento da imprensa, o desenvolvi- mento urbano e a disseminação das idéias libe-rais, as mulheres, gradativamente, passaram a ter condições iguais às dos homens. Já no início da Idade Moderna, na Inglaterra e na França, conseguiram o direito ao voto e o de serem eleitas para a Câmara dos Comuns (Inglaterra) e para a Convenção Nacional (França).




Gabarito: 29 (01 + 04 + 08 + 16)

Número de acertos: 1.409 (17,83%)

Grau de dificuldade previsto: Médio

Grau de dificuldade obtido: Difícil
ANÁLISE DA QUESTÃO
A questão 14 pretendia, a partir da interpretação de um texto de Jacques Vitry, um autor do século XIII que faz observações extremamente preconceituosas em relação às mulheres do seu tempo, analisar o papel das mulheres nas sociedades da Antigüidade, idade média, moderna e contemporânea.

O grau de dificuldade previsto foi médio, levando em conta que o tema tem recebido grande destaque na imprensa e nos livros didáticos do Ensino Médio.


O resultado, considerando apenas os acertos totais, não foi o esperado, pois foi muito baixo (apenas 17,8% dos candidatos acertaram plenamente a questão). Considerando os acertos parciais, cerca de 46%, a questão não pode ser vista como difícil.

A leitura atenta do texto poderia ter evitado muitos erros. A proposição 4 nada mais é do que a idéia central do texto; a 08 é quase uma transcrição de trechos do documento. Apesar disto, quase 15% dos candidatos não acertaram plenamente a questão, por não terem marcado como correta a proposição 04.

15) Leia o texto que descreve os fenômenos da mitologia que ajudaram a construir o fatalismo geográfico representado pelo Cabo Bojador.


Do outro lado do Mar Tenebroso


Águas fervilhantes, ares envenenados, animais

fantásticos e canibais

monstruosos espreitavam

a imaginação dos que

desciam o Atlântico em

direção ao sul.

Quando o navegador da Ordem de Cristo Gil Eanes passou o Cabo Bojador, um pouco ao sul das ilhas Canárias, em 1434, mais do que realizar um avanço náutico, estava desmontando uma

mitologia milenar. Acreditava-

se que depois do cabo, loca-

lizado no que é hoje o Sa-

ara Ocidental, começava

o Mar Tenebroso, onde a

água fumegava sob o sol,

imensas serpentes comeriam os desgraçados que caíssem no oceano, o ar seria envenenado, os brancos virariam pretos, haveria cobras com rostos humanos, gigantes, dragões e canibais com a cabeça no ventre.

O estrondo das ondas nos penhascos do litoral, que podia ser ouvido a quilômetros de distân-cia, as correntes fortíssimas e as névoas de areia reforçavam o pânico dos pilotos. Quando finalmente reuniu coragem e viu que do outro lado não havia nada de especial, Eanes abriu o caminho para o sul.
SUPER INTERESSANTE, fevereiro de 1998, p. 39.

Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S):


01. Até 1434, o Cabo Bojador e a mitologia que o envolveu, simbolizavam um limite para a nave-gação.

02. O fatalismo geográfico, representado pelo Cabo Bojador, serviu como elemento impulsionador das grandes navegações portuguesas.

04. Acreditava-se que para além do Cabo Bojador, as águas do mar ferviam e os que ousassem ultrapassar aquele limite não poderiam regressar, pois pereceriam na Terra do Mestre João.

08. Estavam certos os navegantes ao acreditarem que, para além do Cabo Bojador, o Oceano era tão revolto e as correntes marítimas tão violen-tas, que impediam o retorno daqueles que ou-sassem ultrapassá-lo.


16. Portugueses e espanhóis alcançaram sucesso nas grandes navegações, pois jamais acredi-taram na impossibilidade de navegar fora dos limites do Cabo Bojador.

32. O Oceano Atlântico também foi chamado por muito tempo de Mar Tenebroso, pois acreditava-se que nas suas águas ferventes ocultavam-se muitos mistérios.


Gabarito: 33 (01 + 32)

Número de acertos: 2.778 (35,17%)

Grau de dificuldade previsto: Fácil

Grau de dificuldade obtido: Médio


ANÁLISE DA QUESTÃO
Exigia-se do candidato leitura e interpretação do texto apresentado, que versava sobre a mitologia que envolveu o Cabo Bojador, como impedimento às Grandes Navegações, até o século XV.

Questão considerada fácil pela banca, porém, apenas 35,17% dos vestibulandos tiveram sucesso pleno em identificar todas as proposições corretas. Portanto, a questão pode ser considerada de nível médio, quanto ao grau de dificuldade. Na análise dos dados numéricos sobre a questão, percebe-se que 11,51% dos candidatos consideraram verdadeira apenas a primeira proposição. Observa-se que foi identificada a essência da questão, mas também que, um número considerável de candidatos desconhecia que o Atlântico também era conhecido como Mar Tenebroso. Aliás, expressão presente no texto oferecido.

Considerando o número de proposições propostas (06) e, comparando-o com os enunciados corretos (02), pode-se deduzir que o índice de acertos ficou prejudicado. Infere-se, ainda, que nos níveis de ensino anteriores ao 3o grau privilegiam-se os temas tradicionais e ainda não se dedica atenção suficiente às questões culturais como fenômenos históricos.

Certamente, a utilização de uma linguagem mais simples no enunciado das proposições, teria favorecido um índice de acerto maior.



16) O trecho abaixo é um diálogo entre D. Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança, personagens da monumental obra de Miguel Cervantes, Dom Quixote de La Mancha.
...” Quais gigantes? – Disse Sancho Pança.

Aqueles que ali vês - respondeu o amo [...]

 Olhe bem Vossa Mercê - disse o escudeiro que aquilo não são gigantes, são moinhos de vento.[...]

Bem se vê - respondeu Dom Quixote - que não andas corrente nisto das aventuras, são gigantes, são; e se tens medo tira-te daí e põe-te em oração enquanto eu vou entrar com eles em [...] desigual batalha. “...”

CERVANTES de Saavedra, Miguel de. Dom
Quixote de La Mancha
. São Paulo, Abril
Cultural, 1981. p. 55.

Analisando o texto, o momento e as circuns-tâncias em que foi escrito, assinale a(s) proposi-ção(ões) CORRETA(S).


01. Dom Quixote de La Mancha é uma das principais obras do chamado Renascimento Cultural.

02. Dom Quixote, como a maioria das obras do Re-nascimento, defende intransigentemente as insti-tuições medievais, daí seu principal persona-gem ser um cavaleiro andante.

04. William Shakespeare, autor de Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth e muitas outras obras e Luís de Camões, autor de Os Lusíadas, também foram autores do chamado Renascimento Literário.

08. O Renascimento provocou mudanças na literatu- ra, arquitetura, escultura, pintura, música e nas ciências.

16. O movimento renascentista representou o novo, o moderno – o mundo das cidades e do dinheiro, e se opunha aos conceitos e instituições me-dievais.

32. A Renascença atingiu a Espanha de Miguel Cer-vantes, Portugal, a Inglaterra e os Paises Baixos. Teve seu início nos grandes centros comerciais italianos como Veneza, Florença e Milão.




Gabarito: 61 (01 + 04 + 08 + 16 + 32)

Número de acertos: 542 (6,86%)

Grau de dificuldade previsto: Difícil

Grau de dificuldade obtido: Difícil
ANÁLISE DA QUESTÃO
Na questão 16, tomamos um trecho de D. Quixote de la Mancha. Com base na monumental obra de Miguel Cervantes, formulamos proposições cujo objetivo era analisar o Renascimento Cultural e as mudanças na arte, literatura e no pensamento por ele provocadas.

Exigia-se dos candidatos um sólido conhecimento daquele momento de importante mudança na História, suas características, causas e localização no tempo e no espaço.

A proposição correta, menos reconhecida pelos alunos foi a de número 16. Na referida questão, o Renascimento Cultural foi associado ao novo, isto é, ao mundo urbano e mercantil, em oposição à ordem feudal. Do nosso ponto de vista, a proposição não apresenta dificuldade maior, uma vez que tal associação é freqüente na maioria dos autores de manuais para o Ensino Médio.

O grau de dificuldade previsto foi difícil. O resultado confirmou a previsão, uma vez que só 8,6% dos candidatos conseguiu acertar plenamente a questão. Não obstante a dificuldade da questão, 33,27% dos alunos conseguiram obter acertos parciais, o que mostra ser o assunto razoavelmente conhecido pela maioria dos candidatos.



17) “...” Que estava plenamente provado o crime de lesa-majestade [...] a que premeditadamente concorriam de se subtraírem da sujeição em que nasceram e que como vassalos deviam ter a dita senhora (Dona Maria I), para constituírem uma República, por meio de uma formal rebelião, pela qual assentaram de assassinar ou depor General e Ministros, a quem a mesma senhora tinha dado jurisdição e poder de reger e governar os povos da Capitania [...]

Portanto condenam o réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha Tiradentes, Alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas, a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra morte natural, para sempre. E que depois de morto, lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde em lugar mais público dela, seja pregada em um poste alto, até que o tempo a consuma e o seu corpo será dividido em quatro quartos e prega-dos em postes pelo caminho de Minas “...”
CASTRO, Therezinha de. História documental do Brasil.
Rio de Janeiro, Record, 1968. p. 123-124.
Analisando o texto, o momento e as circuns-tâncias em que foi escrito, assinale a(s) proposi-ção(ões) VERDADEIRA(S).
01. Trata-se da condenação de Joaquim José da Sil-va Xavier, conhecido como Tiradentes, que com outros não citados no trecho, foram julgados por terem participado de uma insurreição contra o governo português.

02. Segundo o texto, entre outros objetivos do movi-mento conspiratório, estava o de proclamar uma República.

04. A conspiração pretendia ainda a abolição da es-cravatura, independência das colônias america-nas e a adoção dos princípios da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, proclamada na França.

08. O movimento por cuja participação foi condenado Tiradentes é conhecido, na História do Brasil, como Revolta de Vila Rica.

16. Os réus foram condenados não só por conspi-rarem, mas por crime de assassinato de autori-dades da Colônia e da rainha de Portugal.

32. O movimento que motivou a condenação de Tira-dentes teve forte participação popular. Muitos dos que foram presos eram operários, soldados, agricultores pobres e mesmo alguns clérigos, como Frei Caneca, também condenado e exe-cutado.




Gabarito: 03 (01 + 02)

Número de acertos: 1.925 (24,37%)

Grau de dificuldade previsto: Fácil

Grau de dificuldade obtido: Médio
ANÁLISE DA QUESTÃO
A questão 17 tratava da Conjuração Mineira. Este movimento, a condenação e execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, conhecido como o protomártir da independência do Brasil, são estudados desde os primeiros anos do Ensino Fundamental .

Tomou-se um trecho da condenação dos mais conhecidos dos conjurados. Pedia-se que, analisando o documento, o aluno identificasse o movimento, seus objetivos e sua abrangência e implicações.

Esperava-se que a maioria dos candidatos acertasse a questão e que, portanto, fosse considerada fácil.

O resultado, em parte, confirmou a previsão. O índice de acerto total foi de 24,37. O de acertos parciais foi 9,2%.

O índice de acertos não foi maior, por uma visível distração de alguns candidatos que marcaram como corretas proposições de certa forma absurdas. A de número 16, por exemplo, assinalada juntamente com as certas por 4,05% dos estudantes, dava como correto que a Rainha de Portugal, D. Maria I, tivesse sido assassinada pelos conspiradores. Muitos candidatos (2.563) julgaram que Joaquim José da Silva Xavier participou da Revolta de Vila Rica, talvez pelo nome desta cidade aparecer no texto.


18) A recente vitória de Guga no tradicional torneio de Roland Garros divulgou pela mídia a expres-são manezinho da ilha, como costumam ser chamados os naturais da Ilha de Santa Catarina.

Assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S) sobre a cultura da Ilha de Santa Catarina e seus manezinhos.


01. A Ilha de Santa Catarina, como mostram os vestígios arqueológicos encontrados nos seus sambaquis, era povoada, à época do descobri-mento do Brasil, por indígenas. Muitos dos seus hábitos, como alguns alimentos (farinha de man-dioca, beiju) foram incorporados pelos coloniza-dores europeus.

02. É expressiva a influência dos colonos açorianos na capital dos catarinenses, que se revela no modo de falar, em algumas das festas tradi-cionais e nos folguedos populares.

04. A maior parte dos manezinhos da ilha é de origem germânica. Os sobrenomes como Kuerten, Schmidt, Phillippi, predominam, assim como o estilo típico enxaimel e hábitos alimen-tares (cerveja, carne de porco, salsichas).

08. A Ilha de Santa Catarina recebeu imigrantes de muitas partes do mundo. Aqui vivem, por exem-plo, famílias de origem árabe, e grega.

16. A influência açoriana também pode ser perce-bida na arquitetura. O casario de Ribeirão da Ilha é um exemplo.

32. Entre as tradições cultivadas pelos manezinhos, está a farra do boi, que vem sendo condenada pelos maus tratos a que o animal é submetido antes de ser sacrificado.





Gabarito: 59 (01 + 02 + 08 + 16 + 32)

Nmero de acertos: 398 (5,04%)

Grau de dificuldade previsto: Fácil

Grau de dificuldade obtido: Difícil

ANÁLISE DA QUESTÃO
O sucesso de Guga, manezinho da ilha com sobrenome alemão, provocou essa questão.

Muito embora a formação da população e da cultura da Ilha de Santa Catarina sejam comumentemente associadas ao Povoamento Açoriano, não se pode esquecer a presença alemã, polonesa, grega e árabe (para citar somente algumas outras). Para constatá-las, basta abrir uma lista telefônica e os Wolovisk, Elias, Cherem, Kotzias, Kurten, Meyer, Hoepcke e tantos outros sobrenomes estarão lado a lado dos portugueses Alves, Costa, Santos, Silva, etc.

Esperava-se que a questão fosse fácil, mas teve um dos mais baixos índices de acerto da prova.

Embora não tivessem conseguido identificar todas as proposições corretas, os candidatos demonstraram conhecer a presença indígena e a influência e contribuição açoriana.

A maioria teve dificuldades de reconhecer a presença de outras culturas na Ilha de Santa Catarina, e o que causou mais estranheza, perceber a farra do boi como uma manifestação típica do interior da nossa ilha.

O resultado, em parte, pode ser explicado. Muitos candidatos de outras cidades, mesmo catarinenses, podem não estar familiarizados com os assuntos ligados à cultura ilhoa, nomes e tradições muito regionais, o que pode ser perfeitamente evitado em futuras provas de vestibular.




19) Certamente, as mudanças sociais, políticas e econômicas ocorridas durante o século XIX, proporcionaram uma conjuntura favorável à In-dependência da América Espanhola. A Revolu-ção Francesa, a Independência dos Estados Unidos, as idéias liberais e a crise do sistema colonial, criaram um contexto propício para a emancipação política das colônias ibéricas.
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) nas suas referências à Independência da América Espanhola do século XIX.
01. A instabilidade política da Europa, gerada pelas lutas contra o Antigo Regime, provocou crises econômicas e políticas que favoreceram os mo-vimentos emancipacionistas da América.

02. As idéias iluministas divulgadas na América in-fluenciaram os colonos americanos nas suas lutas contra a metrópole.

04. A Inglaterra favoreceu o processo de Indepen-dência da América Espanhola, pois percebia no continente americano um novo mercado para os seus produtos industrializados, bem como, fonte de matérias-primas.

08. Com a conquista da sua emancipação política, os Estados Unidos (EUA) passaram a remeter recursos financeiros e contingentes militares aos colonos espanhóis na América do Sul, decisivos para o sucesso dos movimentos de indepen-dência.

16. Entre os fatores que contribuíram para a Inde-pendência da América Espanhola destacaram-se: os efeitos do monopólio comercial metro-politano e a desigualdade de direitos entre os colonos nascidos na América (criollos) e os colonos nascidos na Espanha (chapetones).

32. A unidade do espaço territorial da Espanha na América foi mantida, apesar dos movimentos emancipatórios do século XIX.




Gabarito: 23 (01 + 02 + 04 + 16)

Número de acertos: 923 (11,69%)

Grau de dificuldade previsto: Médio

Grau de dificuldade obtido: Difícil
ANÁLISE DA QUESTÃO

Considerando que, na prova de História do vestibular em pauta, foram privilegiadas as questões que exigiam dos candidatos análise e interpretação de textos, a de número 19 representou um dos poucos exemplos em que se exigia dos candidatos conhecimento, análise e associação, envolvendo os processos de independência das colônias espanholas da América, de modo especial, sobre as principais causas que influenciaram o fenômeno das emancipações políticas. Apesar da banca ter considerado médio o grau de dificuldade da questão, o resultado demonstrou um grau de dificuldade significativo.

Adicionando-se aos acertos totais o índice de acertos parciais, pode-se considerar que a questão ofereceu aos vestibulandos, um grau médio de dificuldade. A maior parte dos candidatos identificou as influências das crises européias, das idéias iluministas e dos conflitos entre colonizadores e colonizados, como causas dos movimentos emancipatórios. Um número representativo também reconheceu o processo de fragmentação territorial da colônia espanhola na América, promovido pelo movimentos de independência, o que demonstra que o tema é ensinado com sucesso nas escolas de Ensino Médio.

Atribui-se o baixo índice de acertos plenos, ao alto grau de exigência da questão, considerando que o candidato deveria conhecer temas específicos da independência das colônias espanholas, além de associá-los às crises européias, às influencias filosóficas e à participação de outras nações no processo.



20) Concordam os historiadores e economistas que a industrialização, ocorrida, nos séculos XVIII e XIX, provocou transformações sociais e econô-micas significativas em alguns continentes. Os burgueses teriam assumido o domínio econô-mico das regiões industrializadas, nas quais, aos operários, também denominados proletários, coube uma posição social e econômica subal-terna. Diante dos conflitos gerados pelas dife-renças de interesses entre burgueses e ope-rários, surgiram teorias econômicas e sociais que tentaram resolvê-los. O Liberalismo Econô-mico tratou de justificar e legitimar as diferenças sociais geradas pela sociedade industrializada. Os socialistas propunham alternativas para elimi-nar as diferenças sociais e as injustiças geradas pela mesma sociedade. Pensadores cristãos propunham reformas que pudessem harmonizar os diferentes interesses e garantir padrões míni-mos de dignidade humana para os operários.
De acordo com as idéias do Texto, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01. Entre os principais representantes do Liberalismo Econômico destacaram-se Adam Smith, Malthus e David Ricardo.

02. O papa Leão XIII, promulgou a Encíclica Rerum Novarum, na qual explicitava os fundamentos da doutrina social da Igreja Católica.

04. Malthus escreveu o Ensaio sobre os princípios da população, no qual afirmava que a popula-ção crescia numa progressão geométrica, en-quanto que as possibilidades de manutenção cresciam em progressão aritmética.

08. Karl Marx e Friederich Engels formularam as ba-ses do socialismo científico, também denomi-nado marxismo, fundamentados na análise histó-rica e filosófica das sociedades.

16. Marx, Engels e Adam Smith fazem parte do elen-co dos teóricos do socialismo.

32. David Ricardo, no livro Princípios da Economia Política, afirmava que o trabalho deveria ser considerado uma mercadoria sujeita às leis da oferta e da procura.





Gabarito: 47 (01 + 02 + 04 + 08 + 32)

Número de acertos: 158 (2,00%)

Grau de dificuldade previsto: Difícil

Grau de dificuldade obtido: Difícil
ANÁLISE DA QUESTÃO
Sem dúvida, como previa a banca, a presente questão apresentou um alto grau de dificuldade para os vestibulandos. Versava sobre a industrialização dos séculos XVIII e XIX e as transformações sociais e econômicas provocadas em diferentes continentes. Envolvia, ainda, conhecimento sobre Liberalismo Econômico, Marxismo e Doutrina Social da Igreja Católica.

Percebe-se no quadro numérico disponível para análise que um número considerável de candidatos conhecem os princípios básicos do marxismo, do liberalismo e da teoria de Malthus. Desconhecem, porém, a Doutrinal Social da Igreja e as teses de David Ricardo. Infere-se o afirmado observando que 15,46% dos vestibulandos assinalaram as proposições 04 e 08 como as únicas corretas e apenas 2,00% as proposições 01, 02, 04, 08 e 32.

Certamente, o número de proposições corretas e a abrangência da questão influenciaram decisivamente nos índices alcançados.

21) Caminhando e cantando e seguindo a canção

Somos todos iguais, braços dados ou não

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção


Vem, vamos embora, que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer “...”

VANDRÉ, Geraldo. Pra não dizer que não


falei das flores
. Apud ALMEIDA, Cláudio
A. Cultura e Sociedade no Brasil: 1964-
1968
. São Paulo, Atual, 1996. p. 80.
Analisando a canção, sucesso de Geraldo Vandré em 1968, o momento e as circunstâncias em que foi escrita, assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S).
01. Pra não dizer que não falei das flores foi uma canção de protesto, surgida no período dos governos militares, que sucederam ao governo do presidente João Goulart.

02. No ano da divulgação da canção (1968), foi assinado o Ato Institucional número 5, que sus-pendeu parcialmente a Constituição em vigor, e conferiu poderes excepcionais ao Presidente da República.

04. O sucesso desta e de muitas outras canções de protesto, as passeatas, greves e outras manifes-tações populares, forçaram, em 1969, a promul-gação de nova Constituição, que restabeleceu as eleições diretas, e os direitos e garantias indi-viduais.

08. Os anos de 1967 e 1968 foram anos de protes-tos em muitos países. Quando a música de Vandré fazia sucesso, uma onda contra a opressão e em defesa da liberdade varria o mundo.

16. A oposição aos governos militares, no Brasil, não se limitou a canções de protesto. Também surgiu a luta armada.


Gabarito: 27 (01 + 02 + 08 + 16)

Número de acertos: 470 (5,95%)

Grau de dificuldade previsto: Médio

Grau de dificuldade obtido: Difícil

ANÁLISE DA QUESTÃO
Vem, vamos embora, que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer (...)

Quem tem mais de 40 anos dificilmente vai esquecer o refrão da canção de Geraldo Vandré, ícone da luta contra o regime militar nos últimos anos da década de 60. As mesmas gerações, certamente, não esquecerão que a década de 60 foi marcada por profundas transformações culturais e pela luta, em muitos países, contra o autoritarismo e a opressão.

A questão, construída a partir da letra de “Para não dizer que não falei das flores”, relembrava a luta contra o autoritarismo, o Ato Institucional número 5, a onda de protestos estudantis em outras partes do mundo e a luta armada contra os governos militares.

Apesar da importância, o tema parece não ter merecido a devida atenção dos estudantes que se prepararam para o Vestibular.

Apenas 5,95% dos candidatos acertou totalmente a questão.

Um número significativo soube localizar o tema no tempo e no espaço e mostrou conhecer o significado do Ato Institucional número 5, mas a maioria desconhece a luta, por exemplo, dos estudantes franceses no fim daquela década e mesmo que tivemos uma luta armada no Brasil.

Analisando os resultados, percebe-se que a dificuldade da questão não se concentrou em uma determinada proposição, mas na contextualização dos fatos examinados.



22) O sociólogo alemão Robert Kurz escreveu um artigo intitulado A síndrome neofascista da Fortaleza Europa, no qual, entre outras afirmações, destacam-se as seguintes:
“Claro que a história não se repete. Mas o reprimido sempre volta em nova roupagem, enquanto não é elevado à consciência e superado junto com suas condições. Europa, a mãe da modernidade capitalista, também deu à luz o fascismo e, com a versão alemã do nacional-socialismo, inaugurou o crime contra a humanidade. [...]. O pesadelo vivido pela Europa entre 1933 e 1945 parecia não deixar outra alternativa: fascismo nunca mais! No entanto, como os fundamentos sociais desse pesadelo permaneceram totalmente inalterados, as próprias raízes do terror fascista não foram postas de lado. Na efêmera época do “milagre econômico” após a Segunda Guerra Mundial, os demônios desapareceram nos subterrâneos, mas com a crise sócio-econômica da terceira revolução industrial eles voltaram à tona.

Desde os anos 80, o novo desemprego estrutural de massas é acompanhado pela ascensão de ideologias neofascistas e sentimentos racistas. O potencial intimidativo com que se enriqueceram as sociedade européias na crise estrutural ao fim do século 20 se descarrega em sucessivas ondas de “radicalismo de direita” amplamente difundido, que ainda não assumiu contornos nítidos”.


FOLHA DE SÃO PAULO. Mais! 14 de maio de 2000, p. 14.
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) nas suas referências ao Fascismo.
01. O Fascismo na Alemanha, denominado nacional-socialismo, foi responsabilizado por crimes contra a huma-nidade.
02. As crises sócio-econômicas européias das últimas décadas reacenderam ideologias neofascistas e senti-mentos racistas.
04. As atrocidades cometidas pelos nazistas, durante a II Guerra Mundial, sepultaram definitivamente as atitudes fascistas na Europa.
08. Há concordância entre os historiadores e sociólogos que o holocausto judeu, promovido durante a II Guerra, foi fruto da imaginação de indivíduos fanáticos que tiveram seus direitos temporariamente limitados.
16. Segundo o texto, a história está se repetindo, pois ressurgem na Alemanha, França e Inglaterra, entre outros países, os ideais fascistas e o racismo.




Gabarito: 03 (01 + 02)

Número de acertos: 1.404 (17,77%)

Grau de dificuldade previsto: Médio

Grau de dificuldade obtido: Difícil
ANÁLISE DA QUESTÃO
Texto de um artigo publicado em jornal de circulação nacional, serviu de inspiração para a elaboração de questão que trata de crises européias contemporâneas, de modo especial da onda de “radicalismo de direita” nos moldes do Fascismo do passado. Exigia-se dos candidatos a análise do texto oferecido nas suas referências ao Fascismo.

Percebe-se, na análise do quadro numérico elaborado envolvendo a questão, que número considerável de vestibulandos conhecia os resultados das práticas fascistas referentes à violação dos direitos humanos e às causas do surgimento de ideologias racistas.

Observa-se, porém, que aproximadamente 50% dos candidatos assinalaram a proposição 16 como correta, considerando que a “história está se repetindo”. No enunciado do texto, a primeira linha afirma que “claro que a história não se repete”. Certamente, o que induziu ao erro um número tão expressivo de candidatos foi a falta de atenção com o teor do texto e o enunciado da proposição 16, ao afirmar que, “segundo o texto, a história está se repetindo, pois ressurgem na Alemanha, [...]os ideais fascistas e racistas”, como referência a repetição dos fenômenos históricos. O autor do texto afirma o fenômeno do ressurgimento de atitudes que lembram o fascismo, mas discorda que a história se repete.


23) Leia o texto :

“A indústria de computadores Compaq, tida como americana, usa patentes de outros países [...] e os compo-nentes físicos são fabricados na China, em Taiwan, Coréia, Japão, Vietnã - alguns até mesmo nos Estados Unidos.



A Nike é uma empresa americana, em teoria, que produz sapatos. A produção física de sapatos é feita por 75000 funcionários alocados em outros fabricantes fora dos Estados Unidos.[...]

O Ford é um veículo de que nacionalidade?

Resposta: depende. A Ford americana é dona de 25% da Mazda japonesa. Juntas, as duas companhias são sócias da coreana Kia Motors. A Kia vende peças para a Ford e Mazda e a Yamaha vende os motores “...” .
VEJA.3.4.1996. Apud MONTELLATO, Andrea Rodrigo. O Mundo dos Cidadãos. São Paulo, Scipione, 2000.
Analisando o texto, e o tema a que se refere, assinale a(s) proposições(ões) CORRETAS.

01. Os produtos fabricados hoje em dia são artigos sem pátria, isto é, são montados em um país, mas utilizam componentes fabricados em muitos outros.

02. O desenvolvimento de uma rede global de comunicações dificultou o processo de globalização. Como os diferentes mercados estão conectados, tornaram-se impossíveis as manobras especulativas com câmbio, metais preciosos e insumos, que tantos lucros propiciavam aos grandes conglomerados internacionais.

04. O processo de globalização da economia tem trazido sérios prejuízos para os Estados Unidos. A cada ano, mais e mais norte-americanos estão perdendo seus empregos para os mexicanos, brasileiros ou coreanos. A indústria norte americana, que outrora tudo produzia nos Estados Unidos, transformou-se em uma indústria de softwares e tecnologia de ponta , que pouco rende à economia local e que não absorve mão-de-obra.

08. A etiqueta informando que um produto é Made in USA ou Made in Brazil, não garante que, efetivamente, ele seja totalmente feito nos Estados Unidos ou no Brasil. As grandes indústrias produzem ou encomendam a fabricação de peças e partes em diferentes países, onde a mão-de-obra e a energia sejam mais baratas ou os incentivos fiscais mais atraentes, procurando baixar os custos de produção.

16. O processo de globalização da produção, incorporações e acordos de produção, celebrados por diferentes companhias em diversos países, tem garantido uma contínua baixa dos preços das mercadorias e aumento da renda dos trabalhadores na maioria dos países em desenvolvimento na América Latina e Ásia. Assegura também, nestes países, o aumento de postos de trabalho, em virtude da mecanização e do aumento da produção.




Gabarito: 09 (01 + 08)

Número de acertos: 5.238 (66,29%)

Grau de dificuldade previsto: Fácil

Grau de dificuldade obtido: Fácil
ANÁLISE DA QUESTÃO
A questão 23 foi a mais fácil da Prova de História do Vestibular 2001, com um índice de acerto total de 66,29%.

O candidato devia interpretar um texto, publicado na revista Veja, sobre a globalização da economia e suas conseqüências, em especial sobre o processo de desnacionalização da produção industrial.

O percentual de acertos poderia ter sido ainda maior. Um número significativo de candidatos, 8,11%, assinalou, além das proposições corretas, a de número 16. Em tal proposição são dadas como corretas as conseqüências da globalização, como o aumento da renda dos trabalhadores e o aumento dos postos de trabalho na maioria dos países em desenvolvimento na América Latina e Ásia.

Como os candidatos acertaram, na sua maioria, proposições bem mais difíceis, o erro deve ter ocorrido por falta de atenção na leitura ou pela expressão aumento dos postos de trabalho que não é comumente usada nos manuais escolares, não ter sido compreendida.



24) Fenômenos ocorridos nas décadas de 1950 e 1980, pelo significado histórico, ainda estão registrados na memória de muitos brasileiros. Entre outros, pode-se mencionar a Bossa Nova, o Cinema Novo, o Tricampeonato Mundial da Seleção Brasileira de Futebol e as passeatas pelas Diretas-Já.
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) nas suas referências a acontecimentos ocorridos no Brasil nas décadas de 1980 e 1990.
01. A eleição de Tancredo Neves para Presidência da República, cuja morte levou seu vice José Sarney a assumir as funções de presidente do Brasil.

02. O Presidente da República José Sarney anunciou ao país o Plano Cruzado, cujas diretrizes provocariam mudanças na economia.

04. Fernando Collor, também conhecido como “caçador de marajás”, assumiu a Presidência do Brasil. Foi acu-sado por “crime de responsabilidade”. Julgado em processo de impeachment, teve seus direitos políticos cassados.

08. Enquanto o Senado examinava o processo de impeachment de Fernando Collor, grupos de jovens saíam às ruas com a cara pintada, tentando garantir sua permanência no cargo.

16. O impeachment de Fernando Collor permitiu a posse do seu vice Itamar Franco que, entre outras realizações, foi responsável pela edição do Plano Real.

32. Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente da República em 1994, concorrendo pelo PSDB. Reeleito, cumpre atualmente o seu segundo mandato.




Gabarito: 55 (01 + 02 + 04 + 16 + 32)

Número de acertos: 1.625 (20,65%)

Grau de dificuldade previsto: Médio

Grau de dificuldade obtido: Difícil


ANÁLISE DA QUESTÃO




A última questão da prova de História, do Vestibular 2001, exigia dos candidatos conhecimentos sobre acontecimentos históricos, envolvendo o Brasil das duas última décadas, muito divulgados pela imprensa e dignos de registros nos manuais de história.

Previa-se um grau de dificuldade médio, apesar da proximidade dos acontecimentos elencados, como: a morte de Tancredo, os governos de Sarney e Collor, o “impeachment” do último e a eleição de Fernando Henrique. O índice de acertos plenos (20,56%) demonstra que a questão representou dificuldade maior que a prevista. Certamente, o número de proposições corretas (05) também contribuiu para baixar o índice de acerto total.


Considere-se ainda que, por tratar-se de uma questão que exigia conhecimentos sobre a história recente do país, além de associação de acontecimentos e datas, é compreensível que o índice de acertos totais tenha sido baixo.

Analisando, porém, o quadro estatístico disponível referente à questão, verifica-se que o índice de acertos parciais foi representativo.



Os resultados obtidos, com a presente questão, permitem inferir que as escolas, responsáveis pela formação dos candidatos a uma vaga na Universidade, ainda não dedicam atenção especial à História do Brasil, principalmente aos acontecimentos mais recentes. Certamente, a leitura de periódicos e a atenção para as informações divulgadas pela mídia seriam úteis para responder as indagações proposta pela questão em pauta.



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