Leitura: fator importante para a vida moderna



Baixar 68.55 Kb.
Encontro31.07.2016
Tamanho68.55 Kb.
LEITURA: FATOR IMPORTANTE PARA A VIDA MODERNA
OLIVEIRA, Eloice Souza de1
RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo mostrar a importância do ato de ler. É por meio da leitura que se forma cidadãos críticos, uma condição indispensável para o exercício da cidadania, na medida em que torna o indivíduo capaz de compreender o significado das inúmeras vozes que se manifestam no debate social e de pronunciar-se. No entanto, para que o mesmo se desenvolva, as atividades precisam ser significativas e estarem vinculadas ao contexto social. A forma como se aprende a ler determina o uso que lhe dá na idade adulta, pois, a leitura exerce um papel fundamental em todas as etapas do processo escolar. A falta de leitura provoca problemas graves na expressão escrita, dificultando o ensino-aprendizagem, bem como traz consequências por toda a vida o indivíduo.

Palavras-chave: Leitura - Educação - Literatura.


INTRODUÇÃO

Em tempos modernos no qual a TV, o computador e a Internet são peças chaves da sociedade, a leitura e a escrita não perderam seu valor como necessidade social. O grande desafio da escola é mostrar a sua importância, considerando que por falta de conscientização sobre o hábito da leitura e da escrita cada vez mais, os alunos apresentam sérios problemas na organização do pensamento e da escrita. Falta-lhes o senso crítico diante da realidade e condições de fazerem escolhas pessoais para o seu futuro, o de sua comunidade e de seu país. Pois educar hoje, tem outra conotação, a de formar seres críticos e conscientes de sua função social.

A leitura é a realização do objetivo da escrita. Quem escreve, escreve para ser lido. Às vezes, ler é um processo de descoberta, como a busca do saber científico. Outras vezes requer um trabalho paciente, perseverante, desafiador, semelhante à pesquisa laboratorial. A leitura pode também ser superficial, sem grandes pretensões, uma atividade lúdica. É uma atividade profundamente individual.

O desconhecimento sobre a importância e a necessidade da leitura torna-se um entrave no processo de desenvolvimento do aluno, uma vez que ele não a vê como algo prazeroso, não se sente motivado a ler diariamente e espontaneamente, deixando para trás chances de vivenciar ricas experiências de enriquecimento.

Há, pois, de se reconhecer que a crescente cogitação sobre a importância e necessidade de se construir ou despertar no aluno maior empenho e habilidade diante do ato de ler é, de vital importância, visto que a leitura constante e produtiva pode permitir um maior sucesso na aprendizagem e na formação do cidadão crítico-reflexivo.

A leitura traz uma grande possibilidade de alcançar novos horizontes através do desenvolvimento de aptidões do leitor enquanto ser crítico socialmente construído.



COMO TUDO COMEÇOU

De acordo com os estudos de Fisher (2006, p. 13), a história da leitura descreve o ato de diversas manifestações humanas, tais como: em pedras, ossos, cascas de árvores, muros, monumentos - tabuletas, rolos de papiro, códices, entre outros.

O livro tem aproximadamente seis mil anos de história para ser contada. Há 40.000 anos o homem expressava-se através de pinturas nas paredes de cavernas. Durante seu desenvolvimento o homem foi substituindo a representação visual, pela sonora, assim, a linguagem foi adquirindo sua verdadeira natureza, que é a oral. A humanidade é possuidora da razão, possibilitando a comunicação e o relacionamento com os outros homens.

Os sumérios guardavam suas informações em tijolo de barro. Os indianos faziam seus livros em folhas de palmeiras. Os maias e os astecas, antes do descobrimento das Américas, escreviam os livros em um material macio existente entre a casca das árvores e a madeira. Os romanos escreviam em tábuas de madeira cobertas com cera, os egípcios desenvolveram a tecnologia do papiro, uma planta encontrada às margens do rio Nilo, suas fibras unidas em tiras serviam como superfície resistente para a escrita hieroglífica.

Durante séculos, a arte da oratória era à base dos ensinamentos, sendo através do diálogo que os mestres ensinavam seus aprendizes, fazendo dos leitores apenas ouvintes.

Apesar de a leitura e a escrita estarem inteiramente relacionadas, ela é na verdade a antítese da escrita. Na realidade cada uma atua em pontos distintos do cérebro. A escrita é uma habilidade; já a leitura é uma aptidão natural. A escrita originou-se de uma elaboração; a leitura desenvolveu-se com a compreensão da humanidade e dos recursos da palavra escrita.

Em cerca de 1300 aC, entendia-se que “Ler” significava declamar. Durante a maior parte do tempo da história da escrita, ler denotava falar. As pessoas já haviam percebido que instruções, cálculos, acordos verbais podiam ser adulterados com facilidade. Foi então que se tornou necessário criar ou inventar algo que pudesse ser consultado sempre que houvesse a necessidade de confirmar fatos oralmente e acabar com as contendas, desse modo, criou-se uma “Testemunha Imortal”. Assim, nasceu a escrita transformando em seus primórdios a palavra humana em pedra.

Prática social

Entendida como atividade de aculturação ou de prazer do homem alfabetizado, a leitura, desde a época dos faraós, não sofreu desmoronamentos, mas apenas transformações, conforme Chartier (1996, p. 204). Pode-se afirmar que a leitura continuará a mudar, a se transformar, acompanhando os desenvolvimentos tecnológicos.

Durante séculos, a arte da oratória era à base dos ensinamentos, sendo através do diálogo que os mestres ensinavam seus aprendizes, fazendo dos leitores apenas ouvintes.

A leitura e a escrita eram restritas somente aos nobres, que eram intitulados como seres privilegiados, por exemplo, na Grécia restringia-se aos filósofos e aristocratas, enquanto que em Roma a escrita tornou-se uma forma de garantir os direitos dos patrícios às propriedades.

Foi a partir do século XIII, com o movimento das Universidades ganhando força na Europa, que um novo público, de caráter não religioso, começou a emergir. Em função das novas exigências de leitura, surge o livro impresso, a partir de Gutemberg, atendendo, assim, às necessidades de um novo público, composto “de altos funcionários, de ricos negociantes ou juristas desejosos de adquirir toda espécie de obras necessárias não somente a suas funções e edificação moral, mas também a sua distração. [...] eles eram capazes de apreciá-las e, por suas fortunas, de possuí-las” (BARZOTTO, 1996, 127).

A partir do século XIX, com o impulso da Revolução Industrial, os manuais escolares vão ganhando seu espaço, mas, infelizmente, apesar dos esforços dos editores em ganhar a pequena e a média burguesia, o livro permanece como veículo de uma minoria culta. Apesar da Revolução Industrial, o acesso ao livro, ao jornal, enfim, à forma escrita, pelas classes trabalhadoras, menos favorecidas, ainda é escasso, pois o acesso à informação sempre foi percebido como “forma de consolidação e afirmação de poder” (BARZOTTO, 1996, p. 129).

Com a democratização do processo de ensino, que antes atendia somente às camadas socialmente mais favorecidas, a escola passou a ser destinada também às camadas populares, o que fez com que se concretizasse um crescimento quantitativo e diversificado do alunado. Dessa forma, a escola é, hoje, espaço em que circulam um número elevado de estudantes, oriundos de diversas realidades sociais, porém, todos eles têm um objetivo comum: a exigência de uma educação de qualidade.

Entretanto, Ezequiel Theodoro da Silva (1997, p. 85), afirma que, na sociedade brasileira do presente, pode-se detectar a presença de dois “polos humanos” bem diferentes e claramente divididos, que usufruem desigualmente dos bens culturais. De um lado, coloca-se o polo dos detentores do poder: a elite dominante, que, geralmente, tem acesso às melhores escolas da rede privada; do outro lado, o polo das classes trabalhadoras oprimidas, que frequentam as escolas da rede municipal e estadual.



Em tempos modernos

Mais do que nunca, e não só os livros, mas também revistas, jornais, outdoors, contratos, contas, notas fiscais, é preciso aprender ler, não só como meio, mas como objeto de conhecimento.

Torna-se necessário ler, não simplesmente para extrair informações da escrita, decodificando-a, letra por letra, palavra por palavra, e sim para compreender o sentido da escrita.

De acordo com os PCN (1998, p. 94) A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir de seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita.

Dessa forma, é fundamental compreender as ações que se processam na mente dos alunos quando estes estão tentando absorver os símbolos gráficos, bem como saber quais estratégias utilizar para auxiliá-lo no ato de ler e escrever.

Formar leitores faz o processo de emancipação de um país, e o ato da leitura e da escrita conduz a um processo de aprender, de conhecer, de apreender novos significados que ajuda aos educandos a viverem com mais plenitude. Um dos primeiros passos nesse sentido é a oferta de uma educação que esteja próxima à realidade de cada educando, que suscite sugestões e ações significativas para a sua vida.

A leitura enquanto conceito ultrapassa a concepção estruturalista da linguagem e se apodera das condições sociais do homem, produto e produtor da cultura letrada. Dessa forma, ler vai além da interpretação dos signos do alfabeto escritos e se transforma em produto da interação entre o sujeito leitor e o texto.

A leitura é importante porque é uma questão de sabedoria e de cidadania, conforme Cunha (2009, p. 10) “Se estamos no mundo e ocupando certo espaço, somos cidadãos construtores da história, sobretudo pela leitura, reconstruímos o passado, instituímos o presente e projetamos o futuro”. Refletir sobre este estar no mundo, suas razões e consequências, estabelecer compromissos com seu espaço e com sua gente é sem dúvida um dos principais resultados da leitura, especialmente a leitura literária.



LEITURA EM FOCO

Segundo Foucambert (1997, p. 58), o ato de ler, em qualquer circunstância, é o meio de interrogar a escrita, saber o que se passa na cabeça do outro, para compreender melhor o que se passa na nossa. A leitura não é a transmissão de uma mensagem, mas uma construção induzida. Ler, nada mais é do que ser questionado pelo mundo e por si mesmo, certas respostas podem ser encontradas na escrita, significa ter acesso a essa escrita.

Para Brandão (1997, p. 72), o ato de ler é algo extenso e complexo, que envolve a compreensão. Para que exista a leitura, é preciso que haja uma interação entre o leitor, autor e o texto.

Silva (2003, p. 24) faz uma referência à leitura como sendo um elemento fundamental para adquirir o saber. A leitura é um componente da educação e a educação, sendo um processo, aponta para a necessidade de buscas constantes de conhecimento.

A leitura está associada ao aprendizado, por meio dela é possível adquirir conhecimentos. É uma forma de o indivíduo estar em contato com o mundo, ter acesso a outro tipo de leitura de mundo.

Freire (1997, p. 20) ressalta que a leitura de mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. A leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por certa forma de “escrevê-lo ou de reescrevê-lo, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente”.

Bamberger (2000, p. 10) identifica a leitura como um processo mental de vários níveis, que muito contribui para o desenvolvimento do intelecto. É também uma forma exemplar de aprendizagem. É um dos meios mais eficazes de desenvolvimento sistemático da linguagem e da personalidade.

Segundo Cagliari (1997, p. 35), a leitura é uma atividade de assimilação de conhecimentos, de interiorização, de reflexão, um processo de descoberta. É a extensão da escola na vida das pessoas.



Criando a ato de ler

O ato de ler é imprescindível ao indivíduo, pois proporciona a inserção do mesmo no meio social e o caracteriza como cidadão participante. A criança aprende a ler antes mesmo de entrar na escola, nas situações familiares.

O ato de ler proporciona a descoberta do mundo da leitura, um mundo totalmente novo e fascinante. Entretanto, a sua apresentação à criança deve ser feita de forma atrativa, estabelecendo uma visão prazerosa sobre a mesma, de modo que torne um hábito contínuo. A leitura desenvolve a capacidade intelectual do indivíduo devendo fazer parte de seu cotidiano e desenvolvendo a criatividade e a sua relação com o meio externo.

A criança que faz parte do universo da leitura é ativa e está sempre pronta a desenvolver novas habilidades, ao contrário daquelas que não possuem contato com esse universo, pois esta se prende dentro de si mesma com “medo” de tudo que a cerca. “A leitura, como o andar, só pode ser denominada depois de um longo processo de crescimento e aprendizado” (Bacha, 1975, p.263).

O ser humano, sem que perceba, está rodeado pelo mundo da leitura. A criança, desde cedo, faz a leitura do mundo que a rodeia, sem ao menos conhecer palavras, frases ou expressões, pois é próprio do ser humano desejar o conhecer, decifrar a curiosidade, de modo a refletir novos conhecimentos. Assim, o processo de leitura e escrita inicia-se antes da escolarização. A criança o adquire no âmbito familiar e em seu convívio no meio social o interesse pelo ato de ler e de escrever.

Porém, em uma sociedade em que a maioria dos pais trabalha fora, ou não tive acesso à leitura, o tempo para dedicar-se à formação de seus filhos como leitores é cada vez menor. Então, resta à escola a responsabilidade de desenvolver esta habilidade em seus alunos, ressaltando que no âmbito escolar, é o seu caráter interdisciplinar o traço de maior relevo, já que interfere decisivamente no aprendizado de todas as demais matérias do currículo.

Para tanto, as crianças são inseridas no meio escolar, na verdade sem ao menos saber o porquê de ter que frequenta-lo, ou seja, para elas é uma relação obrigatória, a qual a escolha é feita pelos adultos que os mandam passar grande parte de seu dia em um ambiente até então desconhecido, onde tudo é planejado e organizado pelos adultos. Quando inicia a leitura, todas as instruções e referências são ministradas pelo professor e ao aluno cabe se adaptar cumprindo as exigências e os processos de trabalho que lhe são impostos. Isto causa desmotivação, pois os discentes não possuem opções para construir uma leitura criativa que tende inseri-los no fantástico mundo da leitura, consequentemente no mundo da escrita.

Entretanto, os primeiros contatos da criança com a leitura é de fundamental importância para suas percepções futuras, pois interferem na formação do ser humano crítico, capaz de encontrar as possíveis resoluções para os problemas sofridos pela sociedade, a qual se pertence.

Segundo Freire (1997, p. 96), uma vez que a leitura é apresentada a criança ela deve ser minuciosamente decifrada, trabalhada, pois na maioria das vezes as crianças têm um contato imediato com a palavra, mas a compreensão da mesma não existiu. Para tanto se faz necessário apresentar o que foi descrito por tal palavra, de forma que esse objeto proporcione sentido à ela, pois dessa maneira a busca e o gosto pelo mundo das palavras, isto é, da leitura e da escrita, se intensifica. Logo, a leitura ganha vida e a criança adquire o hábito de sua prática.

Portanto, o contato com a realidade é fielmente de extrema relevância para dar significado á importância do ato de ler, já que este se faz necessário no cotidiano de cada indivíduo, pois por meio dele adquire-se meios de combater as imposições decretadas pela classe dominante, onde os dominados se encontram atados, perante tanta brutalidade intelectual, pois para a mesma é conveniente que assim continuem. Contudo, a prática cotidiana da leitura significativa é uma das armas que o cidadão possui para lutar contra tantas injustiças por ele sofridas.

Assim, a formação do sujeito leitor é, teoricamente, a preocupação de todas as instâncias educacionais. No entanto, formar leitores é algo que requer condições favoráveis para a prática social da leitura. Entre elas, destaca-se a necessidade de uma biblioteca na escola que possa possibilitar ao aluno o contato com bons textos, capazes de provocar agradáveis momentos de leitura na escola ou em casa, sozinho ou com outras pessoas, para que ampliem seus horizontes de leitura e de mundo.

Explorando o mundo da leitura

Não se pode esquecer, nesta reflexão, que cabe também à família a estimulação inicial, incentivo, o despertar em seus filhos o interesse para uma leitura em si, do ambiente em que estão inseridos, dos objetos que manipula, com as pessoas com quem interage. De fato, ao chamar a atenção para a família, é importante frisar que a escola possui uma função alfabetizadora e formadora, dita aqui de forma “oficial”. É por isso que na escola a criança encontrará atividades mais impulsionadoras ao lhe proporcionar um melhor desenvolvimento de habilidades de leitura dentro do processo ensino-aprendizagem, e em especial de leitura literária, pois como lembra José Luiz Fiorin (2000, p. 22) “... não nos esqueçamos de que, no ensino de língua materna, o texto mais importante é o literário”.

Com isso, é preciso ter claro que toda essa relação entre literatura e escola deve visar à formação integral da criança. Assim, destaque especial deve ser dado à leitura que é a mais importante das atividades que a escola deve priorizar no que diz respeito à formação de alunos. A esse respeito orienta Luiz Carlos Cagliari (1997, p. 148): “A atividade fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a leitura. É muito mais importante saber ler do que saber escrever. O melhor que a escola pode oferecer aos alunos deve estar voltado para a leitura”.

Para Fiorin (2000, p.22) “Os estudantes do ensino fundamental e do ensino médio devem ser expostos a todos os tipos de textos: a notícia; a receita de cozinha; a publicidade, os textos dos manuais técnicos, etc”.

De certo modo, o trabalho com a literatura na disciplina de Língua Portuguesa “... exige uma abordagem específica a partir de uma metodologia compatível com o ensino da literatura. E esta não pode continuar sendo mero pretexto para o ensino da língua”, como afirma Maria Alice de Oliveira Faria (1994, p. 11).

Destaca-se aqui que é preciso inserir no processo ensino-aprendizagem um melhor trabalho com textos literários no sentido de que se desenvolva o ato da leitura, o ato de uma leitura produtiva, significativa que possa alunos.

Ao se trabalhar com a literatura deve-se oferecer o resgate do prazer ou lazer que a leitura pode proporcionar. Deve-se, ainda, dar ao aluno a possibilidade, a liberdade de escolha de qual obra literária lhe tenha despertado interesse ou curiosidade. Não se pode conceber o texto literário apenas como uma imposição em que o professor escolhe e o aluno recebe passivamente. Sobre isso, salienta Maria Antonieta Antunes Cunha (1988, p. 79): “O importante mesmo é que crianças ou jovens estejam em contato com todo tipo de obra literária e façam as suas opções”.

A escola, tal como foi concebida em tempos ditatoriais não permitia voz ativa aos alunos; a literatura era trabalhada apenas para fins didáticos. Porém, hoje, a escola deve estar atenta às múltiplas possibilidades de gerar o processo ensino-aprendizagem, sempre priorizando as preferências do indivíduo na introdução ao mundo da literatura.

Assim, é função do professor conduzir, orientar o aluno a ler nas entrelinhas, refletindo o sentido global do texto, porém, nunca perdendo de vista o prazer do ato de ler, ressaltando a liberdade contida neste ato, a beleza da literatura. Dessa maneira o aluno está sendo conduzido à percepção da leitura como algo vivo e dinâmico.

Considerando-se, portanto, que um ensino produtivo, eficaz, trata de um ensino significativo, útil e relevante para a vida social do aluno que toma lugar no banco escolar, é necessário que o professor esteja sempre vertendo da literatura para a situação real de vida em que se encontra a sociedade na qual este aluno está inserido, elementos que possam fazer referência ao dia-a-dia, experiências a fatos da vida social dele. Assim o professor poderá promover uma identificação do aluno com o que lhe está sendo exposto.

Inserir um texto literário na prática pedagógica requer uma acolhida, uma aceitação do professor das várias maneiras de interpretação dos alunos sobre um determinado texto. Por isso, é fundamental que o professor esteja dotado de preparo quanto ao conteúdo aplicado em sala de aula, pois cabe a ele estabelecer os limites do razoável à gama de interpretações que poderão surgir entre os alunos. Essa atitude do professor é necessária para não se correr o risco de apontar ou aceitar fatos de total incompatibilidade com o texto lido.

O professor precisa estar atento ao lançar um texto literário em sala de aula sobre as diversas interpretações possíveis das várias faixas etárias de leitores, visto que um educador adulto pode ter interpretações totalmente distintas de uma criança ou adolescente.

Regina Zilberman (1985, p. 68) chama a atenção para o fato de que o texto literário só é verdadeiramente lido quando se dispõe a apreendê-lo de maneira a recriar sua mensagem introspectivamente.

Marisa Lajolo (2000, p. 26) afirma que a literatura é um forte veículo transformador, quando, em movimento de ajustes sutis e constantes, a literatura tanto gera comportamentos, sentimentos e atitudes, quanto, prevendo-os, dirige-os, reforça-os, matiza-os, atenua-os; pode revertê-los, alterá-los. É, pois, por atuar na construção, difusão e alteração de sensibilidades, de representações e do imaginário coletivo, que a literatura torna-se um fator importante na imagem que socialmente circula, por exemplo, de criança e de jovem.

Neidson Rodrigues (1986, p. 103) aponta que a realidade descrita na literatura, assim como aquela desenhada na pintura, é outra realidade; é uma realidade de outra natureza, não é simples colagem, simples decalque da realidade visível. Tanto a literatura quanto a pintura representam nova criação do mundo, uma visão cultural da realidade, logo, uma ultrapassagem, um ir para além do real visível.

Daí, a importância de se trabalhar com textos literários no ambiente escolar, como subsídio para melhorar a leitura dos educandos, de maneira a desenvolver o interesse e habilidades no ato da leitura. Assim sendo, chama-se a atenção para a relevância do texto literário, pois este pode englobar todas as ciências. Portanto, pode ser trabalhado de forma interdisciplinar.

No mundo contemporâneo, a leitura cria fronteira para ampliar e diversificar a visão e interpretação sobre o mundo que se vive e da vida como um todo.

A importância na construção do texto está, diretamente, ligada ao desenvolvimento para uma cultura de leitura fazendo com que seus leitores use-a como um imã que atrai e prende o leitor numa relação de prazer e de amor.

Na vida dos indivíduos, a leitura deve ser apresentada de forma interessante e, visando sempre o desenvolvimento do pensamento reflexivo e critico da realidade que é vivida.

É, obvio que não se encontra a 'formula' exata para desenvolver e criar o interesse pela leitura, mas o que se pode e deve fazer como incentivadores educacionais é apresentar a leitura como uma construção de novos conhecimentos, que possibilita a aquisição da linguagem que possa ser usada de modo prazeroso, espontâneo e com interações positivas no convívio social.



A LEITURA PARA A VIDA

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, não cabe apenas ao professor de língua portuguesa incentivar o hábito de leitura aos alunos. É um dever de todos aqueles que direta ou indiretamente trabalham com a educação.

O professor precisa trabalhar a leitura, seja na aula de matemática, ciências ou outra disciplina. Muitas vezes o aluno não consegue entender um enunciado de uma questão, pelo simples fato de não compreender o que o texto diz.

Através da leitura, exercita-se a inteligência, integra-se com o mundo, adquire-se novos conhecimentos, tornando-se mais capacitado para enfrentar assuntos nas mais diversificadas situações. A leitura possui um lugar especial na vida das pessoas, pois é a partir dela que se adquire o poder do conhecimento, a capacidade de associar ideias, planos, compreender assuntos. O hábito de ler torna o indivíduo mais crítico, configurando-se como uma fonte de riquezas inesgotáveis, que deve ser praticada com prazer no cotidiano.

Importante buscar uma prática de leitura pensando em um contexto “socializador” e não “formador”, como é o foco das escolas. A leitura como agente de integração, de conhecimento, de compartir com as pessoas o gosto, sem a cobrança “formadora de opinião”. O ler apenas pelo sabor do ler. Pelo prazer de deixar levar-se pelo caminho da imaginação, da emoção e dos sentimentos prazerosos e significativos de uma boa leitura.

Embora muitas sejam as críticas em relação às escolas e à família que não fornecem estímulos para seus alunos/filhos ler, não se pode generalizar. Hoje, a mídia televisiva está se empenhando, e muito, em realizar ações em favor de uma sociedade mais leitora. Canais da TV aberta, como a “TV ESCOLA”, “TV CULTURA”, “TV FUTURA”, que são de cunho educativo, mantêm em sua programação diária programas que enfatizam a leitura de livros. Vários são os comerciais com slogan que ressaltam “Ler é crescer”, “Ler é viajar”.

Assim, a ideia de formar uma sociedade leitora, de estimular o gosto pela leitura em crianças e jovens, deve ser uma ação, uma missão a ser seguida e cobrada por todos, partindo desde a base elementar da sociedade, seguindo em direção às etapas de escolarização e pós-escolaridade.

Sob o ponto de vista de Cavalcanti (2008, p. 12), estimular o gosto pela leitura não é tarefa fácil, e essa responsabilidade não pode ficar restrita à escola. Os pais devem participar dessa construção do novo leitor, incentivando a leitura, tornando-a um momento de lazer e integração familiar: contando história para seu filho; lendo livros, jornais e revistas; comprando livros para ele; ou lendo o livro que seu filho trouxe da escola.

Muitas vezes, o que ocorre e principalmente na escola, é a falta de interesse pela leitura, por parte dos professores, que por tantos outros motivos, estão desinteressados com o modelo de educação, a qualidade de ensino e dos materiais pedagógicos e principalmente o valor dos livros. Com a falta de interesse, acabam desmotivando os próprios alunos.

O aluno precisa receber estímulo para a leitura, até mesmo no momento de escolher um livro que lhe agrade, de forma que a leitura se torne algo prazeroso e não apenas obrigatório. Tanto pais quanto professores precisam estar atentos ao interesse do aluno de forma a orientá-lo a procurar um tipo de leitura que satisfaça ao aluno e faça com que ele queria cada vez mais ter contato com outros exemplos de leitura: livros, jornal, revista ou até mesmo internet.

Como os textos literários contêm muito da realidade social, o aluno pode ser levado à melhor compreensão do mundo que o cerca, através da aquisição de aspectos culturais, sociais e históricos que permeiam a literatura, podendo assim formar uma consciência crítica.

Na medida em que a utilização de textos literários no trabalho docente desenvolver a formação de leitores eficientes é possível considerar que estes leitores também se tornem eficientes na escrita. Dessa maneira dotados de habilidades de leitura e escrita esses educandos exercerão melhor, de maneira mais consciente, crítica e sábia a cidadania, por incorporarem valores sociais e morais. Portanto, a verdadeira cidadania se dá pela capacidade do indivíduo de pensar por si próprio. Dessa maneira, a escola estará realmente preparando indivíduos para a vida social.

Por meio da leitura são resgatadas as lembranças mais especiais, que fazem parte da própria cultura que tem como finalidade a formação de cidadãos críticos e conscientes de seus atos, porém essa cultura se dilui e se perde diariamente, e é este saber, esta cultura que precisa ser recuperada.

Deve-se ressaltar que a leitura não se constitui em um ato solitário, nem em atividades individuais, o leitor é sempre parte de um grupo social, certamente carregará para esse grupo elementos de sua leitura, do mesmo modo que a leitura trará vivências oriundas do social, de sua experiência prévia e individual do mundo e da vida.

Ao ler um texto ou um livro, interage-se não propriamente com o texto, mas com os leitores virtuais, que são constituídos no próprio ato da escrita. O autor os cria em seus textos e o leitor real, lê o texto e dele se apropria. O texto passa assim a exercer uma mediação entre sujeitos, tendo a influência de estabelecer relações entre os leitores reais ou virtuais.

O conceito de leitura na maior parte das vezes está relacionado com a decifração dos códigos linguísticos e sua aprendizagem. No entanto, não se pode deixar de levar em consideração o processo de formação social deste indivíduo, suas capacidades, sua cultura política e social.

Martins (1994, p. 56) define de uma forma bem simples e objetiva o que é ler, mostrando que este ato não é simplesmente um aprendizado qualquer, e sim uma conquista de autonomia, que permite a ampliação dos horizontes. O leitor passa a entender melhor o seu universo, rompendo assim as barreiras, deixando a passividade de lado, encarando melhor a face da realidade.

Dentro de toda uma sociedade, de uma cultura, não se pode esquecer, que a peça fundamental de todo este processo, primeiramente, é o indivíduo. Ler também faz parte de um contexto pessoal. Tem que ser valorizado para se poder ir além. Além de tudo o que se pode simplesmente ler, ir até onde a imaginação possa ser capaz de levar.

O simples ato de ler passou a ser uma fantástica aventura, onde as barreiras do mundo não passavam de meras casualidades para ele. Deve-se enxergar os livros, o ato de ler, com outros olhos, mostrando que a leitura vai além de todas as perspectivas, se deixando envolver por ela. A curiosidade passa a ser a necessidade de alimentar o imaginário, desvendar os segredos do mundo e dar ao leitor o conhecimento de si mesmo através da maneira que lê e encara o mundo. Dá a impressão de o mundo estar ao alcance de todos, não só o compreender, aprender a conviver melhor, mas até modificá-lo à medida que se incorporam as experiências vividas em uma leitura (FERRARI, 2009, p. 72).

Martins (1994, p. 48) indica que o conhecimento da língua não é suficiente para se efetivar a leitura, é necessário algo mais. Precisa-se adquiri-la, a partir de situações comuns que se interpõem ao dia-a-dia, ou seja, deve abrir para compreender não só o mundo da leitura, mas também a sociedade em que se vive, pois sem o encontro destes dois ingredientes o processo de leitura nunca estará completo, pois o verdadeiro leitor nunca é passivo diante do texto; ao contrário, ele é o responsável direto dos sentidos que imprime a esse texto.

A leitura é algo muito amplo, produz sentido, ou seja, surge da vivência de cada um, é posta como prática na compreensão do mundo na qual o sujeito está inserido. Tal aprendizagem está ligada ao processo de formação geral de um indivíduo e sua capacitação dentro da sociedade, como por exemplo: a atuação política, econômica e cultural, o convívio com a sociedade, seja dentro da família ou no trabalho.

O ato de ler é muito mais do que simplesmente ler um artigo de revista, um livro, um jornal. Ler se tornou uma necessidade, é participar ativamente de uma sociedade, desenvolver a capacidade verbal, descobrir o universo através das palavras, além do fato que ao final de cada leitura se enriquece com novas ideias, experiências.

Através de um livro, milhares de crianças podem descobrir um universo de aventuras, um mundo só seu repleto de magia.

A leitura é uma atividade prazerosa e poderosa, pois desenvolve uma enorme capacidade de criar, traz conhecimentos, promovendo uma nova visão do mundo. O leitor estabelece uma relação dinâmica entre a fantasia, encontrada nos universos dos livros e a realidade encontrada em seu meio social. A criatividade, a imaginação o raciocínio se sobrepõem diante deste magnífico cenário, criando um palco de possibilidades.

Cada leitor ao fazer uma leitura, trava u contato direto com o texto, trazendo para o seu objeto de leitura as suas experiências pessoais, suas ideologias, seus conceitos, é isto que faz o ato de ler tão importante. O leitor se tornará um coautor do texto, deixando suas características e impressões.

São várias as qualidades despertadas pelo hábito da leitura nas crianças, como por exemplo, a criatividade à medida que lhe proporciona oportunidades de conhecer alternativas para questões reais e cotidianas. A visão de mundo, o conhecimento de culturas, situações, pessoas e ideias diferentes, tais conceitos auxiliariam, por exemplo, no combate ao preconceito, abrindo assim a mente para o diferente.

A capacidade de compreensão adquirida pela interpretação é fundamental. No Brasil, o número de analfabetos funcional é alarmante, trata-se daquelas pessoas que sabem ler e escrever, mas que não compreendem o que estão lendo.

O hábito de leitura neste ponto é primordial, pois quanto mais se lê, mais aumenta a capacidade de compreensão do mundo de cada indivíduo, lembrando que isso vale para qualquer tipo de leitura, desde os célebres e clássicos romances como a leitura diária de uma crônica num jornal.

Deve-se motivar os alunos para que vislumbrem as diversas e diferentes razões para ler. Ler para obter informações, para receber instruções, para obter e aprofundar conhecimentos, para passatempo, por prazer, por gosto, para estabelecer comunicação com outrem, para melhor compreender o meio em que se vive, para encontrar, à distância, com quem trocar ideias sobre tudo aquilo que se pensa do mundo exterior e interior. Nesse sentido, a leitura tem uma função ao mesmo tempo social e individual. E é neste universo que a criança deverá ser convidada a se integrar.

CONCLUSÃO

Quando o termo leitura é mencionado, desenvolvem-se ideias que remetem a significados de enriquecimento dentro da sociedade, estabelecendo ao meio escolar o surgimento da cultura em diferentes sentidos, o status que se aplica com a leitura oferece um domínio do conhecimento, aprendendo a julgar valores estéticos e despertando o espírito crítico do aluno, o ato de ler disponibiliza a segurança, criatividade e clareza na exposição do conhecimento. Através da leitura, exercita-se a inteligência e integra-se com o mundo.

A formação do sujeito leitor é, teoricamente, a preocupação de todas as instâncias educacionais. No entanto, formar leitores é algo que requer condições favoráveis para a prática social da leitura. Entre elas, destaca-se a necessidade de uma biblioteca na escola que possa possibilitar ao aluno o contato com bons textos, capazes de provocar agradáveis momentos de leitura na escola ou em casa, sozinho ou com outras pessoas. Em função de promover e disseminar o hábito da leitura na escola é necessário uma diversidade maior de textos literários à disposição dos alunos, para que eles ampliem seus horizontes de leitura e de mundo.

A leitura envolve o leitor numa relação de transmissão de conhecimentos e formulação de questionamentos. A leitura se faz presente no cotidiano de cada leitor podendo ela ser por mero prazer ou até mesmo para adquirir conhecimentos diversos.

A leitura traz sempre uma situação nova: umas vezes esclarecendo os pontos duvidosos, outras, atiçando a curiosidade para o desconhecido. Os objetivos do leitor em relação a um texto também podem variar de acordo com o momento e intenção. Portanto, ler é uma atividade que deve ser feita com um propósito, e isso será tanto melhor, se estiver aliada ao prazer e a liberdade.

Assim, após a seleção de materiais específicos para a elaboração deste TCC foi possível compreender que a leitura não significa decodificar símbolos e sim compreensão e interpretação do texto lido. Conclui-se, portanto, que a leitura está relacionada com seus diversos processos e estratégias assim como, a relação com os sentidos emocional, sensorial, racional e também com o processo sensorial e mental.



REFERÊNCIAS

BACHA, M.L. Leitura na Primeira Série. Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1975.


BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo: Cultrix, 2000.
BARZOTTO, Valdir Heitor. Estado de Leitura. Campinas: Mercado de Letras, 1999.
BRANDÃO, Helena. Aprender a ensinar com textos didáticos e paradidáticos. São Paulo: Cortez, 1997.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. São Paulo: Scipione, 1997.
CHARTIER, Roger. Práticas da leitura. Tradução de Cristiane Nascimento. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.
CAVALCANTI. Mônica. Ler e compreender... eis a questão. Revista Construir Noticias. Nº. 38 - Ano 07 - janeiro/fevereiro 2008.
CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura infantil: teoria e prática. 8. ed. São Paulo: Ática, 1988.
FARIA, Maria Alice de Oliveira. O jornal na sala de aula. 5. ed. São Paulo: Contexto, 1994.
FERRARI, Márcio. Pesquisador francês estuda os significados sociais dados aos textos pelo autor e pelo leitor. Nova Escola, São Paulo: Abril, nº. 220, mar. 2009.
FIORIN, J. L. Ressignificando o ensino de Língua Portuguesa. In: ANAIS DA IV SEMANA DE LETRAS - FAFIJAN, Jandaia do Sul - Paraná, 2000.
FISHER, Steven R. História da Leitura. Tradução: Cláudia Freire. São Paulo: UNESP, 2006.
FOUCAMBERT, Jean. A criança, o professor e a leitura. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
FREIRE, Paulo. A importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1997.
LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 5. ed. São Paulo: Ática, 2000.
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 1994.
RODRIGUES, Neidson. Por uma nova escola: o transitório e o permanente na educação. 5. ed. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura e realidade brasileira. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.
______. Conhecimento e cidadania: quando a leitura se impõe como mais necessária ainda! In: Conferências sobre leitura: trilogia pedagógica. Campinas: Autores Associados, 2003.

ZILBERMAN, R. A literatura infantil na escola. 5. ed. São Paulo: Global, 1985.



1 Pós-Graduanda em Língua Portuguesa do IBE.



Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal