Leitura: it. Renovado em 12/12/2014 H. 108: 1 Oração + texto H. 108: 2 +3



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Texto: Lucas 2: 1-7 Maceió 24-12-99 Liturgia:

Leitura: it. Renovado em 12/12/2014 H. 108: 1 Oração + texto H. 108: 2 +3

Sermão H. 160

Credo H. 107

Oração H. 114

Ofertas H. 119


Amados irmãos em Cristo,
A história de Natal é, para muitas pessoas, mais ou menos como um conto de fadas. Para elas não é importante se as coisas aconteceram de verdade, mas é uma fábula com vários temas, em que todo mundo pode se reconhecer. Conforme essas pessoas, o Natal é uma história do AMOR PARA A CRIANÇA e a mensagem deve ser que nós também temos que amar as nossas crianças ou ajudar as crianças sem família, sem comida, ou sem casa; Para outras pessoas o Natal é uma história que fala sobre A MÃE CUIDADOSA. Maria! E conforme elas a mensagem deve ser que todas as mães devem ser obedientes à Deus. Outras acentuam a atmosfera romântica: José, Maria e o nenê, uma Família ABENÇOADA e FELIZ. Assim seja nas nossas casas no Natal; Então, assim há muitos mais temas: A PAZ NO MUNDO, A POBREZA, A SOLIDÃO, SER ESTRANGEIRO etc. Assim existem várias maneiras de fazer uma relação entre o nascimento de Cristo e os problemas sociais de hoje em dia, e não importa as veracidade das coisas.

E o que vocês acham disso, irmãos? O que aconteceu no Natal foi uma história real? José, Maria e Jesus foram pessoas reais? Ou tudo isso é uma fábula? Não é, irmãos! É uma história real. É muito importante acreditar que o nascimento de Jesus é um fato real. Se não fosse, seria um conto de fadas. E se fosse um conto de fadas, seria melhor que vocês ficassem em casa hoje, pois quem adoraria uma figura dum conto de fadas? Quem faz isso é louco. MAS, irmãos, vocês não são loucos. E esse prédio não é um sanatório, mas a Igreja de Cristo. Nós cremos que Jesus Cristo realmente nasceu. Nós cremos nisso por causa das informações reais. Jesus Cristo chegou neste mundo. Este mundo onde imperadores, governadores e reis governavam. Eles faziam os seus planos, mas em tudo isso Deus estava observando como estava indo com o SEU plano. E Deus estava realizando o seu plano por eles. Assim aconteceu na época de Jesus. No momento certo, que Deus achou bom; e no lugar certo, que Deus destinou antes; o Cristo Jesus nasceu!

Vamos falar sobre isso hoje.

CONFORME O PLANO DE DEUS O CRISTO JESUS NASCEU AQUI NA TERRA.



  1. NA ÉPOCA DE IMPERADOR AUGUSTO;

  2. NA CIDADE DE DAVI;

  3. NA TRISTEZA DESTE MUNDO.

De todos os evangelistas, LUCAS, especialmente, fala sobre os detalhes do nascimento de Jesus. Lucas põe este fato num contexto grande; ele localiza este momento na história mundial conforme a época em que ele vivia. A época do Império Romano. Naquela época o mundo era governado por Roma. Lá morava o Imperador, que tinha todo o poder. A vontade dele era a lei e as suas ordens eram executados até nas partes remotas do seu Império.

Só assim foi possível que José e Maria tivessem que viajar, apesar do fato de que Maria estava grávida. Eles tinham que ir, porque o imperador exigiu isso. O nome dele? Augusto! Ele governava Roma naquela época, e sobre o governo dele o Império se expandiu muito. Quase toda a Europa, até a Ásia e partes da África estavam sob o seu domínio. Um império enorme, que ele controlava totalmente. Por isso Augusto é conhecido como o Imperador da Paz; Ele terminou as guerras e conflitos no seu império e ele conseguiu estabelecer a paz. As pessoas naquela época o adoravam como SALVADOR, PRÍNCIPE DA PAZ, FILHO DE DEUS. Assim o chamavam. E assim vocês já podem descobrir: ele foi o grande inimigo de Cristo. Augusto foi o pseudo Cristo, o anticristo. Porque este SALVADOR não estava lá para servir o mundo, mas para ser servido pelo mundo.

Isso fica muito claro quando ouvimos as ordens d’ele. Ele publicou o decreto convocando toda a população do império para recensear-se. De outras fontes nós sabemos que este recenseamento foi feito para melhorar a fiscalização. No Egito foram encontrados papéis, em que foram escritos exatamente como foi a casa onde fulano morava, onde foi localizado, quem foram os membros da família, o emprego deles, e a idade deles. Assim todo mundo foi registrado; e assim todo mundo virou servo do imperador. Todas as pessoas tinham que lhe pagar impostos; também em Israel. Também a família real. José também recebeu a ordem de se submeter e se humilhar em um dia ou em uma semana. Não foi fácil registrar todo o Império. Sabemos que aquela obra de registro custou mais do que quarentas anos. E não só por causa do fato que o Império Romano era tão grande, mas também por causa da resistência dos habitantes. Especialmente em Israel. Lembrem-se do ódio contra os publicanos. Eles foram os fiscais naquela época! E lembrem-se também da pergunta que os fariseus fizeram a Jesus (em Lucas 20): “É lícito pagar tributo a César, ou não?” Nessa pergunta podemos sentir o ódio contra o poder dos romanos. E aquele poder já existia no momento que Jesus nasceu.

Israel era uma parte do Império Romano. Tudo era controlado. Pelos publicanos, pelos soldados. As pessoas não eram livres. Não tinham liberdade de religião, não tinham liberdade de justiça, não tinham um próprio rei da família de Davi. Nada disso. Os judeus foram escravos do Imperador, que foi adorado pelos romanos como se fosse um deus.

Eu já disse que Augusto tinha os títulos: SALVADOR, PRÍNCIPE DA PAZ, SENHOR, FILHO DE DEUS. Se comparamos isso com a profecia de Isaías 9, vamos ver logo que o verdadeiro SALVADOR também foi chamado assim. O Imperador de Roma se apresentou da mesma maneira: sendo O SALVADOR DO MUNDO. Pode se imaginar como foi isso para José, que sabia que o VERDADEIRO SALVADOR estava na barriga de Maria, para obedecer ao pseudo Salvador? Será verdade que José era um BESTÃO, que se deixava mandar para qualquer lugar; que aceitava tudo e acenava com a cabeça e fazia o que as pessoas o mandavam fazer? O que as pessoas iam dizer? Ele foi passado para traz por Deus, a SUA noiva parecia estar grávida PELO ESPÍRITO SANTO; ele foi mandado para Belém pelo Imperador; lá não havia lugar nenhum para eles ficarem, e ele se deixou mandar para um estábulo. Parece... que ele é como uma bola, que é jogada para todo canto... MAS NÃO É!!!

Parece que o Imperador governa tudo conforme os planos dele. E com certeza ele tinha os seus planos para estabelecer um paraíso aqui na terra. Com exércitos fortes e uma organização perfeita ele queria criar um paraíso. Paz e Progresso haveria de ter. Roma deveria ser o centro do mundo e de lá ELE iria governar todo o mundo. Um paraíso onde o homem era o centro e onde DEUS não tinha lugar nenhum. Nenhum? Nada de nenhum! Augusto não acreditava em Deus. Ele era ateu. Essa é a consequência quando as pessoas próprias querem ser deus...

Mas apesar de tudo isso, nós vemos nessa história que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó está governando. O Deus dos séculos, O Deus da história. O nosso Deus, que está controlando o seu plano de salvação; o mesmo Deus, que no passado escolheu Belém, a cidade de Davi, para ser o lugar onde o VERDADEIRO SALVADOR nasceria. Não em Roma, mas em Belém. Sem saber, o Imperador Augusto estava cooperando. Foi por causa dele que o príncipe da casa de Davi estava na hora certa, no lugar certo.

CONFORME O PLANO DE DEUS O CRISTO JESUS NASCEU AQUI NA TERRA.


  1. NA CIDADE DE DAVI

Neste detalhe nós observamos a mão poderosa de Deus, que constrói tudo conforme os SEUS planos. Mas só podemos reconhecer isso quando conhecemos o lugar profético dessa cidadezinha no passado.

Belém era uma cidadezinha perto de Jerusalém. Um lugar velho e histórico, posto numa colina. Não podemos compará-la com a cidade que está lá hoje: uma cidade para os turistas, onde muitas pessoas estão esperando em frente da famosa Igreja de Constantino, para dar um olhado na gruta onde conforme a tradição Jesus nasceu. No século quatro o imperador Constantino construiu uma igreja em volta dessa gruta.

Então, Belém é uma pequena cidade com uma grande historia. Uma história que aconteceu há muitos anos atrás, até na época dos Juízes. É a época de Rute e Boaz. Eles foram os avós de Jessé, que foi o pai de Davi. E Davi recebeu a promessa de Deus de que a casa dele iria governar para sempre, porque o Salvador nasceria da família dele. Isso está escrito no Salmo 89.

E ainda mais tarde, o profeta Miquéias apontou Belém e disse aquelas famosas palavras: “E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias de eternidade”. Então, naquele momento, Deus revelou que Belém seria a cidade onde o Cristo nasceria.

Essas palavras proféticas foram guardadas e estudadas cuidadosamente em Israel. Podemos notar isso, quando os magos do oriente chegaram a Jerusalém, ao palácio de Herodes, com a pergunta: Onde está o recém-nascido, Rei dos Judeus? Herodes teve um susto e mobilizou logo os sacerdotes e escribas para descobrir onde o Cristo haveria nascido. E eles disseram logo a resposta: em Belém!

Assim Deus planejou e assim aconteceu. Deus está manipulando a história de tal maneira que o menino Jesus na hora certa está em Belém para nascer lá, conforme as promessas que Deus tinha dado à Davi. Assim é o nosso Deus. Ele faz promessas e Ele as cumpre. A mesma coisa o anjo disse para Maria: Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas. Maria experimentou isso logo, porque ela ficou grávida; Isabel experimentou isso na sua velhice, pois ela ficou grávida também. Para Deus não há impossível em todas as suas promessas. Talvez o poder de Deus não pode se apresentar logo; pode ser depois de algum tempo, pode ser depois de alguns séculos. Podemos ver isso aqui. A promessa dada a Davi nasceria oitocentos anos depois.
CONFORME O PLANO DE DEUS O CRISTO JESUS NASCEU AQUI NA TERRA.


  1. NA TRISTEZA DESTE MUNDO

Sobre isso falam os últimos versículos: “Estando eles ali, aconteceu completarem-se os dias; ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

São palavras que devemos ler como se apresentam, sem a atmosfera doce do Natal que muitas pessoas constroem em volta disso. Cheio de romantismo falso e com muitas coisas irreais. O que está escrito é muito real: foi nascido um menino quando os dias se completaram. Ou seja: Depois das quarenta semanas da gravidez de Maria, ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura.

São coisas normais. Jesus nasceu como muitas outras crianças. E conforme o costume daqueles dias foi enfaixado para se proteger contra todos os mosquitos e moscas, que são tão numerosos como aqui no Brasil. Braços e pernas estão enfaixados totalmente, então só o rosto está livre para beber.

O que não é normal, é que o menino foi deitado numa manjedoura. Isso não é romântico. De jeito nenhum. As pessoas podem fazer estábulos bonitos que estão iluminados e extremamente brilhantes, e que expressam um calor nostálgico, onde José e Maria estão muito felizes em volta duma manjedoura, que está cheia de grama seca e no fundo há também alguns animais; Tudo parece muito bonito e adorável, mas a realidade foi diferente.

Quando nós imaginamos que as pessoas não tinham eletricidade na casa e que tudo tinha de ser feito com ajuda de lâmpadas ao óleo, nos perguntamos: Como foi o parto neste momento? Com certeza não num quarto de dormir, com uma cama e lençóis brancos. Mas um parto num barracão, no chão, quase sem luz, sem médico. Então, no meio da tristeza deste mundo.

E por quê? O único que está escrito: porque não havia lugar para eles na hospedaria. Normalmente as pessoas imaginem assim: Maria e José chegaram a Belém e tudo estava lotado, porque todo mundo devia se registrar. Todos os hotéis estavam lotados. E por isso eles tiveram que se deitar numa estrebaria.

Mas por quê? Porque a lei da hospitalidade foi santa em Israel; com certeza quando um membro da família chega para visitar, e especialmente quando a mulher está nas ultimas semanas de gravidez; quem tem coragem para mandar esta mulher para a sua estrebaria? Muitas vezes foi dito que os habitantes de Belém foram assim: tão duros e sem hospitalidade. Mas isso é verdade? O que me parece mais provável é que os soldados romanos foram tão duros.

Nós sabemos que esse recenseamento encontrou muitos problemas e que os romanos conseguiram com a ajuda do exército. Por isso José foi forçado para ir. Ele não podia ficar em sua casa em Nazaré. Ele tinha que viajar com Maria, de Nazaré ate Belém; e quando ele chegou lá, a hospedaria estava ocupada pelos soldados romanos, que não queriam dar espaço para eles. Nem para José, nem para Maria. “Deixa-os ir para a estrebaria!”. Eles trataram Maria e José como animais. Assim é o mundo em que Jesus foi nascido. É o nosso mundo. Um mundo cheio de brutalidade; um mundo que, pelo pecado, está sendo destruído: um mundo cheio de violência, onde as pessoas se odeiam, se perseguem, se batem, se humilham; um mundo onde muitas pessoas estão sendo destruídas fisicamente e espiritualmente; há muita violência espiritual: ódios, ciúmes, cólera, rivalidades, dissensões, facções, inveja e discórdia; discórdia entre mulheres e homens, entre os pais e as suas crianças, entre os ricos e os pobres e posso continuar assim; não há paz sobre a terra; não há paz com Deus; não havia no passado nem há hoje. Em todos os séculos o homem não conseguiu estabelecer isso. Esse é o nosso pecado. Essa é a nossa tristeza.

E por isso o Natal é tão bonito, porque Deus começou de novo. Uma iniciativa nova em favor da paz do mundo. Esta iniciativa nova é Jesus. Não o Imperador da paz Augusto! Mas Cristo Jesus! Ele estabelecerá a paz! Paz por meio de Perdão. E Perdão por meio do Pagamento. O pagamento do seu sangue. O caminho até o reino da paz de Deus começa lá em Belém e passa pelo Gólgota. Da manjedoura até a cruz, do Berço até o Túmulo; Mas o túmulo não foi o estacionamento final. Foi um túnel para a vida eterna. O meu reino não é daqui, Jesus dizia sempre. O Seu reinou COMEÇOU aqui! Em Belém! E onde termina essa história? Lucas termina o seu livro com a ascensão ao céu. De lá Jesus governará tudo na terra. E Lucas confirmou isso no seu segundo livro, “Os atos dos apóstolos”. E sabe onde esse segundo livro termina? Termina no palácio do imperador de Roma. Lucas fala neste segundo livro sobre o apóstolo Paulo, que estava viajando no mundo, proclamando o reino de Jesus no meio de Império Romano!



E o mesmo Paulo foi preso, mas apelou para o Imperador. Então ele foi até o Imperador. E lá, na casa do anticristo, o centro do mundo, ele proclamou o evangelho de Deus. Este evangelho: Jesus é o Senhor. Em Lucas 2 o Imperador manda os seus apóstolos para Belém para estabelecer o seu reino; no fim, em Atos 28, o Cristo Jesus manda o seu apóstolo para Roma para proclamar o Seu governo eterno. Amém.


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